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Bolsonaro não descarta apoiar possível intervenção dos EUA na Venezuela

Presidente dos Estados Unidos e o presidente Jair Bolsonaro deram declaração à imprensa após encontro e almoço na Casa Branca, em Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no início da tarde desta terça-feira (19) que quer o governo de Jair Bolsonaro na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), organização militar comum de defesa, com 28 países-membros. As informações são do G1.

Trump e Bolsonaro deram declaração à imprensa após encontro e almoço na Casa Branca, em Washington.

“Como disse tenho a intenção de designar o Brasil como um aliado fora da Otan especial e até um aliado dentro da Otan, isso poderia melhorar nossa cooperação. Nossas nações estão trabalhando juntos para proteger o povo do terrorismo do crime transnacional e do tráfico de drogas, armas e pessoas, algo que é prioridade”, disse Trump.

O Brasil como aliado da Otan surgiu no contexto da situação da Venezuela e possível intervenção militar ao regime de Nicolás Maduro. Ao ser questionado sobre apoio a uma intervenção militar na Venezuela, Bolsonaro disse que o Brasil está disposto ao “que for possível fazer para solucionar o problema da ditadura”.

“Discutimos a possibilidade de o Brasil entrar como grande aliado extra Otan. Há pouco, permitimos que alimentos fossem alocados em Boa Vista, capital de Roraima, por parte dos americanos, para que a ajuda fizesse presente. No momento, estamos nesse ponto. O que for possível fazermos juntos para solucionar o problema da ditadura da Venezuela, o Brasil estará a postos para cumprir essa missão para levar liberdade e democracia ao país”, afirmou Bolsonaro.

O presidente brasileiro chegou à Casa Branca às 13h04 e foi recebido por Trump na entrada do prédio. Logo em seguida, dois presidentes falaram rapidamente com a imprensa no salão oval, antes da reunião e do almoço.

Bolsonaro chegou aos Estados Unidos no último domingo (17) para sua primeira visita oficial ao país, a segunda viagem internacional de seu mandato. O presidente se hospedou na Blair House, residência que o governo norte-americano reserva para chefes de Estado em visitas oficiais.

Eventual intervenção militar
Durante a entrevista coletiva na Casa Branca, Donald Trump foi questionado se os EUA avaliam a possibilidade de organizar uma intervenção militar na Venezuela.

Como em outros pronunciamentos, Trump disse que “todas as opções estão abertas”. Segundo o presidente norte-americano, é preciso “ver o que acontece” na Venezuela antes de tomar uma decisão.

Pouco antes da fala de Trump, Bolsonaro havia sido questionado se o Brasil apoiaria uma eventual intervenção por parte dos EUA.

Bolsonaro, então, respondeu: “Certas questões, se você divulgar, deixam de ser estratégicas. Essas questões são observadas e podem ser discutidas, se não já não foram, mas não podem se tornar públicas, obviamente”.

Segundo o presidente, tudo o que foi tratado na reunião entre ele e Trump será “honrado”.

Brasil na OCDE
No início do encontro na Casa branca, nesta terça, Trump disse que apoia o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Eu estou apoiando os esforços deles [brasileiros] para entrar [na OCDE]”, disse Trump, ao lado de Bolsonaro. Ele não deu mais detalhes sobre o assunto.

Mais cedo, Bolsonaro se reuniu com Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A OCDE atua como uma organização para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas que devem guiar os países que dela fazem parte. Para entrar no acordo, são necessárias a implementação de uma série de medidas econômicas liberais, como o controle inflacionário e fiscal. Em troca, o país ganha um “selo” de investimento que pode atrair investidores ao redor do globo.

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Bolsonaro e Trump se reúnem hoje na Casa Branca

O presidente Jair Bolsonaro vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de hoje (19), na Casa Branca. Eles se reúnem sozinhos, inicialmente, no Salão Oval e, em seguida, haverá uma conversa ampliada, incluindo as equipes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA). As informações são da Agência Brasil.

“A expectativa [para o encontro] é ótima. O presidente Trump já demonstrou, por meio da sua fidalguia na recepção ao nosso presidente, nos colocando na Blair House, que esse encontro será histórico para ambos os países”, disse ontem (18) o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros.

Bolsonaro e sua comitiva estão hospedados na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca. No local já se hospedaram os presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

Bolsonaro viaja acompanhado por seis ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente).

Parcerias
Ontem (18), na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Bolsonaro e Guedes defenderam maior aproximação comercial com os Estados Unidos (EUA) e convidaram os empresários daquele país a investir no Brasil.

Após a reunião bilateral, o presidente brasileiro seguirá para o Cemitério Nacional de Arlington, onde estão enterrados mais de 400 mil militares que participaram das guerras pelos EUA. No local, o presidente participará de uma cerimônia e depositará flores no túmulo do solado desconhecido.

Agenda
A agenda de Bolsonaro prossegue com um encontro com líderes religiosos, na Blair House. De manhã, haverá encontro com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro.

O presidente terá ainda um jantar de trabalho. Às 21h45 (horário de Washington) ele e a comitiva retornarão ao Brasil. A chegada a Brasília está prevista para amanhã (20) de manhã.

Na quinta-feira (21) Bolsonaro irá para o Chile, onde participa da Cúpula do Prosur, grupo que se destina a implementar medidas de interesse comum dos países da América do Sul.

Foto: REUTERS/Erin Scott

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Projeto prevê ferrovia ligando Paranaguá, no Paraná, ao Chile

O Brasil tem diversos problemas de escoamento de cargas, e no estado do Paraná não é diferente. Mas para o governo do estado, o fornecimento de alimentos poderia ser competitivo na criação de condições para exportar de forma mais eficiente, mercadorias para a China, Estados Unidos, entre outros.

Diante deste cenário, os Chineses visam uma parceria em obras de infraestrutura, com grande interesse na execução do projeto do corredor bioceânico, que ligará os portos de Paranaguá, ao de Antofagasta, no Chile. A intenção foi confirmada ao governador Carlos Massa Ratinho Junior pelo embaixador da República Popular da China, Yang Wanming, na semana passa. As informações são do Via Trolebus.

O governador afirmou que a iniciativa já foi apresentada ao presidente da república, Jair Bolsonaro, e o objetivo é que a Itaipu Binacional faça o projeto executivo e que outros países possam participar da obra.

“Pelos nossos cálculos, com essa ferrovia conseguiremos baratear em 40% o custo logístico de exportação para a Ásia, por exemplo”, disse o Governador. “Precisamos entregar produtos com eficiência e com preços competitivos para nos consolidarmos como referência na área de fornecimento de alimentos”, acrescentou.

O Paraná já conta com uma linha férrea de Paranaguá até Cascavel, no Oeste do Estado. A ideia é continuar o trajeto até Foz do Iguaçu, já na tríplice fronteira, e então iniciar o trecho internacional.

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“Foz do Iguaçu tem tudo para se tornar um novo hub de voos internacionais”, afirma Piolla

A Prefeitura de Foz do Iguaçu, o Governo do Paraná, o Governo Federal e a Itaipu Binacional estão investindo R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura para trazer mais turistas, voos nacionais e internacionais e aumentar ainda mais o conforto de quem mora e visita a cidade. Presente na próxima rodada de concessões de aeroportos à iniciativa privada, o Aeroporto de Foz do Iguaçu terá tudo para se tornar um hub de voos internacionais de longa distância.

Em entrevista exclusiva ao Mercado & Eventos durante a BTL 2019, o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, revelou que o aeroporto já vem recebendo investimento da Infraero e que, com a concessão, a ideia é revolucionar o aeroporto para chegadas internacionais.

“Foz do Iguaçu tem potencial para se tornar um dos principais aeroportos do Sul do Brasil, um grande hub do Mercosul bem como dos países andinos. Tem tudo para ser uma porta de entrada e saída alternativa no Brasil, que foge do eixo RJ-SP. Temos a vantagem de ter fluxo internacional de todos os continentes durante todo o ano. O que falta agora é melhorar a infraestrutura e, consequentemente, a conectividade”, revelou.

A concessionária que assumir o aeroporto terá que ter algumas obrigações. É o que conta Gilmar Piolla. “Temos defendido e pedimos o apoio do governador do Estado, Ratinho Junior, para incluir pelo menos quatro obras consideradas obrigatórias no edital: ampliação da pista de 2.195 metros para 3.270 metros, a implementação do ILS CAT 2, a instalação de mais duas pontes de embarque (além das quatro que estão sendo instaladas) e obras para melhorar o sistema de balizamento e navegação aérea. Sem essas obras, não tem como atrair voos dos EUA e Europa e corremos o risco de perder todo este fluxo para o aeroporto do lado argentino, como aconteceu com a Air Europa”, revelou.

PARCERIA COM A ABREU PRATICAMENTE FECHADA
Uma importante reunião com a Abreu durante a BTL 2019, maior empresa de turismo de Portugal, praticamente selou uma parceria que pode unir Brasil e Peru. “Vamos formatar produtos para colocar na prateleira da Abreu. Queremos montar um circuito de natureza integrando Foz do Iguaçu e Macchu Picchu, no Peru, já que temos o voo da Latam para Lima por cinco vezes na semana, além de pacotes somente para nosso destino”, revelou Piolla.

POSSIBILIDADE DO STOPOVER DA TAP
O secretário de Turismo de Foz do Iguaçu não descarta um acordo com a TAP para incluir o destino no programa de stopover no Brasil, que passou a contemplar cinco destinos. “Estamos estudando a possibilidade de aderir ao programa. Isto porque a grande dificuldade na formatação de pacotes atrativos é o custo das passagens aéreas. Ainda precisamos envolver as companhias para conseguir uma tarifa que seja favorável”, frisou Gilmar Piolla.

CRESCIMENTO DE ESTRANGEIROS
Com fim do visto de entrada ao Brasil, Foz do Iguaçu espera dobrar número de turistas dos EUA. Os viajantes do Japão, Austrália e Canadá também serão beneficiados com o novo decreto do Governo Federal; medida unilateral que tem tudo para entrar em vigor já nos próximos dias. Somente com o visto eletrônico, o crescimento de norte-americanos foi de 75% nos primeiros dois meses de 2019.

“Houve um aumento ainda de 46% de canadenses e 36% de mexicanos em 2018”, revelou o secretário. “No ano passado, já tivemos um crescimento de 47% no mercado norte-americano, 22% no Canadá e 36% no México. Outro destaque é o mercado chinês, onde crescemos outros 22% no ano passado”, completou.

CERCA DE R$ 1 BILHÃO DE INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA

Ao M&E, Gilmar Piolla elencou os investimentos que estão sendo e que serão realizados em Foz do Iguaçu e no acesso à cidade. “São cerca de R$ 1 bilhão de investimento em infraestrutura de Foz do Iguaçu até 2022. Além dos investimentos do setor privado atraídos pela agenda de desenvolvimento da cidade, que conta com o total apoio do prefeito Chico Brasileiro “, destacou.

– Segunda ponte entre Paraguai e Perimetral Leste para desviar o transito de caminhões do centro (R$ 550 mi), com recursos da Itaipu Binacional e do Governo Federal;
– Investimento em melhorias no aeroporto antes mesmo da concessão (R$ 80 milhões) com recursos da Infraero e Itaipu Binacional;
– Duplicação da Rodovia das Cataratas (R$ 135 milhões) com recursos do Governo do Paraná;
– Viaduto de acesso principal à Foz do Iguaçu (R$ 16 milhões) com recursos do Governo do Paraná;
– Revitalização do trecho urbano da Avenida das Cataratas (R$ 25 milhões) com recursos da Prefeitura de Foz;
– Revitalização das trincheiras e marginais da BR-277 (R$ 16 milhões) com recursos da Prefeitura de Foz;
– Investimento no condomínio de startups e distrito industrial para atrair empresas (R$ 5 milhões) com recursos da Prefeitura de Foz;
– Concessão do Centro de Convenções com investimento mínimo (R$ 25 milhões) à iniciativa privada;
– Ampliação da pista do aeroporto de Foz do Iguaçu (R$ 110 milhões) com recursos da futura concessão;
– Construção do mercado público da antiga Cobal (R$ 12 milhões) com recursos da Itaipu Binacional;
– Obras de drenagem (R$ 30 milhões) com recursos da Prefeitura de Foz;
– Asfaltamento de ruas (R$ 30 milhões) com recursos da Prefeitura de Foz.

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Edital de licitação do Aeroporto de Foz do Iguaçu será apresentado na segunda, 18

Autoridades voltam a defender inclusão de obras de melhoria da estrutura

O edital de chamamento para a sexta rodada de concessão de aeroportos do Brasil serão apresentado na próxima segunda-feira (18), informou nesta sexta-feira (15) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A próxima rodada terá três blocos com terminais das regiões Norte e Sul, incluindo o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas. Autoridades e representantes do trade turístico do Destino Iguaçu defendem a inclusão de obras de melhoria da infraestrutura.

Freitas confirmou a apresentação do edital em entrevista coletiva à após o leilão de privatização de 12 aeroportos na B3, informa a Agência Brasil. A próxima rodada também trará três blocos totalizando 22 terminais. O do Sul, além de Foz do Iguaçu, inclui o Afonso Pena de São José dos Pinhais, o Bacacheri de Curitiba e o de Londrina. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

Na prática, o ato de segunda marca o início dos estudos para a próxima rodada de leilões de aeroportos, definindo valores e expectativas de investimentos. A previsão é que o leilão ocorra no ano que vem. “O edital sai agora, mas a apresentação das propostas será em agosto ou setembro de 2020”, disse o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla.

“Gostaríamos que fosse feita uma licitação exclusiva para Foz, pois temos um projeto ousado, desenvolvido pelo Fundo Iguaçu”, disse. A iniciativa, segundo Piolla, prevê a criação de um hub do Mercosul e países andinos. “Uma porta de entrada e saída do Brasil pela Costa Oeste”.

Licitação exclusiva
O secretário lembra que o governador Ratinho Junior queria a cessão do aeroporto para o Estado, “para fazermos uma licitação exclusiva. Mas parece que isso não será possível”, disse. Para Piolla, o fundamental é defender mais e melhor infraestrutura no terminal de Foz. “Sem isto, não há conectividade e sem conectividade não temos como desenvolver o turismo”.

A melhoria inclui ampliação da pista para atrair novos mercados e garantir sustentabilidade aos atrativos, rede hoteleira, restaurantes, receptivo, agências viagens e toda a cadeia produtiva do turismo.

“Ideal mesmo seria o projeto do novo sistema de pistas, com pista nova de pouso e decolagem em paralelo à atual e a atual convertida em pista de taxiway”, disse Piolla.

“Mas, se garantir a ampliação da pista atual já será um grande avanço”, destaca Piolla. Que completa: “Daqui a 10 anos estaremos brigando pelo novo sistema de pistas, pois com uma só limita número de operações nos horários de pico”.

Desenvolvimento
“Nosso aeroporto é fundamental para o desenvolvimento do turismo de Foz do Iguaçu e região”, disse o presidente de Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Carlos Silva. “Conforme o governador Ratinho Junior anunciou, o edital de concessão vai incluir a ampliação da pista de pouso e decolagem, implantação de mais duas pontes de embarques (pontes/fingers), instalação do sistema de pouso por instrumentos e adequação do sistema de balizamento e navegação aérea”.

Sem infraestrutura não há conectividade, o que inviabilizará o desenvolvimento turístico, acredita Carlos Silva. “Esses investimentos são indispensáveis para a captação de novos mercados, a sustentabilidade dos atrativos, hotéis, restaurantes, receptivos, agências viagens e toda a cadeia produtiva do turismo. Esperamos que esses itens sejam efetivados no edital para não amargarmos mais duas décadas de reivindicação pela ampliação do aeroporto”, concluiu o presidente do Comtur.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis (Sindihotéis), Neuso Rafain, a licitação vai melhorar em muito o aeroporto de Foz. “Temos visto Brasil a fora que tem melhorado, por exemplo, os aeroportos recentemente privatizados, que hoje estão adotando modelos da Europa e EUA com lojas, free shops, opções de gastronomia. O Sistema Infraero está bem arcaíco ainda”, disse.

Para Rafain, o governo tem que cuidar da saúde, educação e segurança, não de aeroporto. “Tem que privatizar. Quem tem que trabalhar é o empresário, a iniciativa privada dá um jeito de triplicar, até quadruplicar o faturamento e o governo também ganha por que cobra o tributo”. O presidente do Sindihotéis recorreu ao exemplo do Parque Nacional do Iguaçu. “Depois de privatizar desenvolveu, é um exemplo prático”, encerrou.

Lances superam outorga

O leilão de 12 aeroportos nesta sexta em São Paulo, superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,377 bilhões. Os terminais concedidos estão localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Juntos recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos.

Foto: Christian Rizzi

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Bolsonaro quer barrar implantação da placa do Mercosul em carros brasileiros

Sem dar detalhes ou anunciar datas, presidente disse que não há benefícios com o novo modelo de identificação veicular

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na noite desta quinta-feira (14), que o governo estuda medidas legais para barrar a instalação da placa padrão Mercosul nos carros brasileiros. Em uma transmissão ao vivo em sua página pessoal no Facebook, ele afirmou não identificar benefícios à população com o novo modelo de identificação veicular.

– Vamos ver se a gente consegue anular essa placa do Mercosul. Não traz benefício para o Brasil essa placa. É um constrangimento. Uma despesa a mais para a população, destacou o portal Gaúcha ZH.

O novo modelo de placas, que começou a ser instalado no ano passado em diversos estados do país, entre eles o Rio Grande do Sul, é alvo de críticas pelo valor, no mínimo R$ 250, e por não trazer a cidade de registro do carro. No entanto, nenhum prazo foi definido para o anúncio de mudanças no emplacamento veicular.

O presidente ainda relatou que o novo modelo de passaporte brasileiro, que trará o Brasão da República na capa, já está pronto e começará a ser utilizado nas próximas semanas. Atualmente, o documento traz o símbolo do Mercosul em destaque. Ao lado de Bolsonaro na transmissão, o chanceler Ernesto Araújo confirmou a informação.

– Está dentro da programação para os primeiros 100 dias de governo. Já está pronto. O brasão voltará para orgulho dos brasileiros.

Araújo também falou sobre a viagem que o presidente fará aos Estados Unidos, com embarque previsto para o próximo domingo (17). Entre os acordos que serão firmados, está o que envolve a Base de Alcântara, no Maranhão. Uma parceria será selada para que satélites americanos possam ser lançados do local. Bolsonaro será recebido na Casa Branca pelo presidente Donald Trump. Também pode ser pauta do encontro o fim da exigência de visto para turistas dos EUA.

Em março, o presidente ainda irá para Chile e Israel. No segundo semestre, irá visitar a China, maior parceiro econômico brasileiro.

A transmissão, de cerca de 15 minutos, contou ainda com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele confirmou que a campanha de vacinação contra a gripe será iniciada em Amazonas, devido a um surto que já causou mortes no Estado. As doses deverão chegar até o início da próxima semana. Nas demais regiões, a imunização começa em abril.

AQUI para ler a íntegra do artigo

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Contrabando e falsificação geraram R$ 160 bilhões em prejuízos em 2018, diz estudo

Os prejuízos à economia brasileira relacionados a falsificação e ao contrabando ultrapassam R$ 160 bilhões no último ano. O montante significa um aumento de aproximadamente 14% em relação ao ano anterior.

Somadas, as perdas dos últimos três anos chegam a R$ 410 bilhões. As informações fazem parte do relatório divulgado nessa sexta-feira (15) pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) e pela Associação Brasileira de Combate à Sonegação (ABCF).

Os dados foram levantados a partir de 902 operações das Polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal e da Receita Federal. A divulgação do estudo faz parte das atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando (3 de março).

Os cigarros e similares são os produtos mais contrabandeados. Segundo dados da Receita Federal, no ano passado os produtos derivados do tabaco representaram aproximadamente 43% do total de mercadorias apreendidas pelo órgão. A segunda posição na relação dos itens que entram irregularmente no País é ocupada pelos eletroeletrônicos, com 7,1%, e em terceiro, aparecem as peças de vestuário, com 3,6%.

Ainda que o cigarro seja o item mais retido, dados da Polícia Rodoviária Federal do Paraná demonstram que houve redução nas apreensões do produto. Em 2018 foram 18,4 milhões de carteiras apreendidas, enquanto no ano anterior foram 21,6 milhões. Na série histórica de retenções desde 2010, o maior volume foi registrado em 2013, com 31,1 milhões de maços apreendidos.

Em dados gerais, a Receita Federal do Brasil registrou no ano passado crescimento de 29% no índice de apreensões de mercadorias ilegais, atingindo o valor de R$ 3,1 bilhões em produtos retidos, sendo que o total apreendido em 2017 foi de R$ 2,2 bilhões.

“A proporção da entrada ilícita dessas mercadorias é um indicativo das perdas econômicas para cada segmento e para o País, de uma forma geral. Os milhões que não são arrecadados e que deixam de circular na economia passam despercebidos para a sociedade, mas geram uma cadeia de prejuízos e todos pagamos essa conta”, afirma o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), Luciano Stremel Barros.

O Instituto está finalizando pesquisa que demonstra outro viés do contrabando: a crescente entrada ilegal de agroquímicos, a maioria via Paraguai, com várias portas de entrada nas fronteiras brasileiras. A previsão é de que o estudo seja lançado em abril.

“A alta carga tributária que incide sobre os produtos legais e originais fabricados no Brasil, é um convite às quadrilhas e falsificadores no Brasil e nos países limítrofes. Somente com uma revisão da carga tributária da indústria brasileira, aliada a um controle mais efetivo de nossos portos e fronteiras, poderemos alcançar grandes resultados no combate as quadrilhas de contrabandistas e falsificadores’’, afirma o diretor de Comunicação da ABCF, Rodolpho Ramazzini.

Sobre a ABCF – A ABCF é uma entidade associativa, sem fins lucrativos, inscrita na Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, que congrega desde a sua fundação em 1992, empresas nacionais e multinacionais no intuito de auxiliar as autoridades para combater fraudes, falsificações, contrabando, descaminho, concorrência desleal e sonegação fiscal, pelo bem da sociedade brasileira, da indústria nacional e do Estado como um todo.

Sobre o IDESF – O IDESF é uma instituição sem fins lucrativos, com sede em Foz do Iguaçu (PR), que, por meio de estudos, ações e projetos, promove a integração entre as regiões de fronteira, o fortalecimento das relações políticas, sociais e econômicas e o combate aos problemas próprios dessas regiões.

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ANAC se mantém inerte frente à proibição de voos de aeronaves que mataram 346 pessoas

Fábio Aguayo recebeu, de Augusto da Costa, um livro “Asas da Morte”, durante a filiação da ABRAVAGEX à Feturismo e a CNTur

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) permanece inerte frente as proibições pelo mundo, da utilização de avião da Boeing, que matou 346 pessoas em dois acidentes aéreos em cinco meses, o mais recente na última semana. Após as quedas de aeronaves do modelo o 737 MAX 8 na Indonésia, com 189 vítimas fatais, e na Etiópia com 157 mortes, diversos países pelo mundo proibiram o uso das mesmas.

A falta de ação da ANAC vem ocorrendo mesmo diante da pressão social, informou Augusto Fonseca da Costa, membro do Conselho Consultivo da ANAC, presidente da ABRAVAGEX (Associação Brasileira das Vítimas da Aviação Geral e Experimental) e membro da ABRAPAVAA (Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos).

“Na data de ontem, 12/03/2019, em toda a Europa e em vários países como Austrália, Cingapura, Malásia e Índia, houve a proibição de voos com esse tipo de aeronave”, relatou Augusto da Costa.

“Já no Brasil, a ANAC afirma que, até o momento, não existe qualquer decisão para suspender voos com a aeronave em questão, que acompanha a investigação do acidente do último sábado na Etiópia e do ano passado na Indonésia e que mantém contato com as autoridades e operadoras envolvidas, porém, não toma nenhuma providência efetiva”, frisou.

A manifestação dele ocorreu durante a filiação da ABRAVAGEX à Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares (Feturismo) e a Confederação Nacional de Turismo (CNTur). “Aparentemente a ANAC prefere ‘pagar para ver'”, comentou Fábio Aguayo membro da Feturismo e da CNTur.

“Ou melhor: a ANAC prefere que os passageiros e os tripulantes paguem para ver, já que são deles os riscos de voarem nessas aeronaves. É por raciocínios como esse que temos as Boates Kiss, as Marianas, os Brumadinhos”, ressaltou Aguayo.

Decisão
A inoperância ou ineficiência da ANAC bate de frente, inclusive, com a decisão da própria Boeing, que tomou a atitude de recomendar a suspensão temporária das operações com todas as aeronaves da família 737 Max no mundo. A recomendação foi feita à FAA (Federal Aviation Administration).

“Por isso a união de nossas entidades através, da filiação, para juntas trabalhar na prevenção, conscientização e ações contra abusos e descasos aos usuários e turistas que estão em deslocamentos pelo Brasil, em especial no Paraná”, completou Aguayo.

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Operação apreende R$ 30 mil em dinheiro na Ponte da Amizade

A ação de agentes envolvidos na Operação Fronteira Integrada resultou na apreensão, nesta terça-feira (12), de R$ 30 mil em dinheiro na Ponte Internacional da Amizade, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

A descoberta das cédulas, no período da tarde, ocorreu durante uma bordagem de rotina, promovida pelas forças de segurança envolvidas na operação – Receita Federal, BPFron, Polícia Federal e Força Nacional.

Durante a vistoria, os servidores encontraram valores, em espécie, na cintura e nos calçados do viajante que entrava no país, sem a declaração exigida pela legislação brasileira.

Foram apreendidos R$ 30.000,00. O valor é o excedente do limite estabelecido pela legislação vigente. O portador acabou liberado com a quantia de R$ 10 mil reais.

Legislação
De acordo com o estabelecido no artigo 65 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995, e pelo artigo 700 do Decreto n° 6.759, de 5 de fevereiro de 2009, aplica-se a pena de perdimento da moeda nacional ou estrangeira, em espécie, no valor excedente a R$ 10.000,00 (dez mil reais), ou equivalente em moeda estrangeira, que ingresse no território aduaneiro ou dele saia, portada por viajante, exceto na hipótese em que o ingresso ou a saída de moeda esteja autorizado em legislação específica.

A Receita Federal ressalta que os valores, em espécie, que ultrapassem R$ 10 mil devem ser declarados em sua totalidade, na entrada do país, sempre acompanhados do viajante.

Não há cobrança de tributos sobre os valores que excedam os R$ 10 mil e a declaração pode ser feita em qualquer computador com acesso à internet.

A Receita Federal disponibiliza um telefone de contato para denúncias, de forma anônima, por meio do número (45) 9 9152-2036.

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Corrida e Caminhada da Mulher batem recorde em Foz do Iguaçu

Aproximadamente 900 pessoas, entre brasileiros, paraguaios e argentinos participaram

A 8ª Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher e 4ª Corrida Kids, que foi realizada no domingo, dia 10, contou com 900 competidores, entre adultos e crianças. O certame se dividiu nas categorias; feminino, masculino e duplas e foram premiados os 5 primeiros lugares.

Largada e chegada foram realizadas no Colégio COC Semeador e o evento foi organizado pelo Instituto ECOPROJETAR, com apoio das associações Voluntárias Cisnes Branco e Mulheres do Turismo, (Amutur), que já anunciaram a edição 2020, que será exatamente no Dia Internacional da Mulher, 08 de março.

Os competidores receberam um kit com camiseta, viseira, número de peito e um chip para cronometrar eletronicamente a corrida. Os atletas foram recebidos a partir das 07h com café da manhã fitness e atividade física para se preparar para a prova, que teve a largada as 08 horas da manhã.

A seguir, listamos as categorias que subiram ao pódio e receberam medalha, troféu e brindes de alguns patrocinadores, após percorrer 8 quilômetros por ruas e avenidas como Felipe Wandscheer, República Argentina, Cel Francisco José Ludolf Gomes e Luísa Wandscheer.

MASCULINO
1º – MOISES HERMES DOS SANTOS – 28:54 minutos.
2º – FAVIAN MARCELO ESQUIVEL – 29:21 minutos.
3º – URIWAGNER FONESI DE OLIVEIRA – 29:44 minutos.
4º – EDIVAN NOGUEIRA MAMEDIO – 31:30 minutos.
5º – VALDEIR PEDRO DA SILVA – 32:18 minutos.

FEMININO
1º – SHIRLEY APARECIDA V. MALIKOSKI – 37:38 minutos.
2º – PATRICIA ZANCHETT SCHEK – 38:24 minutos.
3º – EDINEIA RODRIGUES – 39:59 minutos.
4º – NEIVA FRANCISCA DA COSTA GRZYBOVSKI – 40:33 minutos.
5º – DALIANE RIBEIRO – 40:38 minutos.

DUPLAS (masculino e feminino)
1º – Alejandro / YAMILA – 37:16 – minutos.
2º – MAYCON LAZAROTTO / KEIDY ROZE CIMA PONTES – 37:26 minutos.
3º – AHED AHSSIB ZAHWI / BERCHIN BEATRIZ CUENCA – 37:56 minutos.
4º – ANDREA BERNARDES / LUCAS CLARO DE ABREU – 38:16 minutos.
5º – ADENIR MARQUES DE OLIVEIRA / EVA MARIELA PALAVECINO – 38:40 minutos.

A Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher também realizou a 1ª Feira da Mulher voltada à saúde, esporte e lazer, como material esportivo, suplementos, souvenires e artesanatos, além da participação do Parque das Aves que levou o setor de turismo para dentro da atividade esportiva.

Ação social – Dezenas de latas de leites e kit higiene foram levadas pelos atletas que participaram da 8ª edição da Corrida e Caminhada do Dia Internacional da Mulher. Esta ação foi coordenada pela Associação de Voluntárias Cisnes Branco e Associação de Mulheres do Turismo, (Amutur), presididas por Neusa Miguens e Lilian Grellmann e as doações serão destinadas às mães grávidas carentes e para as presidiárias da Cadeia Laudemir Neves.

Patrocínio:
Duty Free Shop, COC Semeador, Mabu Thermas & Resort, Shopping Terra Nova, Track & Field, Auto Escola JK, Blascor, Capobianco Clinica e Spa, Celeiro Natural, Cellshop, Empório Da Vila, Espaço Laser, Flores & Frutas, Hope Resort, Iguassu Engenharia e Construções, Lux Spa, Miami Bike, O Doidão, Oral Sin, Parque Das Aves, Pomare, Recanto Park Hotel, Rfelix, RPC, SAX, Shopping China, Sos Proteçao, TCL, Vita Imagem, World Tennis, FRT Operadora de Turismo.

Institucional:
Revista 100 Revista, Rádio Transamérica, Agência BP2, Silvana Canal Marketing Comercial, AMUTUR – Associação das Mulheres do Turismo de Foz do Iguaçu, CMDM – Conselho Municipal Dos Direitos Da Mulher De Foz Do Iguaçu, CMEG – Câmara Da Mulher Empreendedora E Gestora De Negócios, Conselho da Mulher Empresária e Executiva Da Acifi e Voluntárias Cisne Branco.

Logístico:

Foztrans, Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.