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Argentina aumenta número de guichês para evitar as reclamações em aduana

Demora para cruzar a fronteira é motivo de reclamação de moradores e turistas que visam o Destino Iguaçu

A alta temporada do verão 2018/2019, que começa dia 20 (quinta-feira), é foco de preocupação de autoridades e representantes do trade turístico do Destino Iguaçu. Na Argentina, para evitar as tradicionais reclamações pela demora na liberação, a Direção Nacional de Migração anunciou o aumento no número de guichês na aduana de Puerto Iguazú, próxima à Ponte Internacional Tancredo Neves, que une a cidade à Foz do Iguaçu, no Brasil. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

O longo período de espera para cruzar a aduana, ocorre principalmente na entrada ao país. A legislação local exige documentação de todos que estão em carros de passeio, motos e ônibus, ou mesmo a pé. Para se identificar, em se tratando de brasileiros, é necessário apresentar passaporte ou documento com foto – o ideal é a Carteira de Identidade (RG) já que a Carteira Nacional de Motorista (CNH), só vale para quem vai até no máximo 30 quilômetros para além da fronteira.

“Então, acho uma medida totalmente necessária”, disse o publicitário curitibano Cleverson Lima. “Já tive que passar pela aduana Argentina em três ocasiões, tanto em Foz do Iguaçu como no Chile. E sempre foi muito demorado pois os argentinos são os mais rigorosos na América do Sul no controle das fronteiras, mesmo com os países do Mercosul”, ressaltou.

De acordo com Lima, é necessário que eles (os argentinos) “aumentem sim o número de de guichês e de funcionários para agilizar a entrada e saída dos turistas”, concluiu. “A Argentina é ótima para tudo, gastronomia, turismo… O único problema que sempre houve é esta demora para conseguir atravessar a fronteira”, disse o jornalista Julio Fernandes, de Cascavel.

Duas horas
“Acho que se eles vão aumentar o número de guichês, pelo menos na temporada, já é um começo. Já houve situação em que fiquei mais de duas horas na fila de entrada ou saída”, completou. De acordo com o comunicado dos órgãos de Direção Nacional de Migrações, nos meses de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, estarão em funcionamento 16 guichês para entrada no país e 13 para registrar quem está de saída.

“Com uma média de 50 mil pessoas por dia no posto de fronteira, a Direção Nacional de Migração informa que vão reforçar as caixas (guichês) de controle para torná-lo mais operável e evitar o congestionamento, que gera queixas contínuas na população”, informa o portal La Voz de Cataratas. A estimativa é que, nestes três meses, aproximadamente dois milhões de pessoas cruzem pela Ponte Tancredo Neves, uma vez que o turismo nas Cataratas do Iguaçu, em ambos os lados da fronteira, está em alta.

“Estamos fazendo todo o necessário para reforçar o ritmo, disponibilizar equipe de dezembro a fevereiro, com 13 check-in e 16 check-in, devido ao grande fluxo que gera durante a temporada, principalmente com turistas que viajam para as praias do Brasil e eles usam esse passo “, disse Jorge Lecour, que é delegado da Direção Nacional de Migração de Puerto Iguazú.

Automatizado
“Tudo que vier, qualquer iniciativa que for, para reduzir o tempo de espera e melhorar o conforto dos moradores da região, além dos turistas, é muito bem vindo”, disse o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla. “Mas esperamos que a gente possa evoluir, tanto de um lado como do outro da fronteira, para o controle automatizado”, ressaltou.

De acordo com Piolla, a aduana brasileira vai implantar, logo após o Carnaval de 2019, um sistema eletrônico para controle migratório. São os chamados e-gates – portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte, já instalados no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Os equipamentos agilizam a inspeção do documento pela Polícia Federal, reduzindo o procedimento de três minutos, em média, para apenas 30 segundos.

“As obras já estão em andamento”, disse Piolla. Ele informou que serão seis terminais construídos com recursos do Fundo Iguaçu. Os terminais da PF serão adquiridos pela Fundação Parque Tecnológico Itaipu (PTI), com apoio da Itaipu. Em média, ainda segundo o secretário, 600 mil estrangeiros fazem a migração na aduana brasileira.

Além dos e-gates, a intenção é adotar a Carteira de Trânsito Vicinal Fronteiriço, que já está prevista em acordo bilteral entre os dois países. “Falta definir o modelo de cédula, que tem que ser um único”, concluiu.

Foto: La Voz de Cataratas