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Itaipu e a vitimização paraguaia

Por Cláudio Sales e Richard Hochstletere

Nos últimos anos, o Paraguai tem obtido reiteradas vantagens do Brasil. Cerca de 10 anos atrás, conseguiu triplicar o valor cobrado pela energia cedida ao Brasil. Também recebeu US$ 400 milhões do Brasil para construir a linha de transmissão de Itaipu a Assunção. Mais recentemente, o Brasil se comprometeu a construir mais duas pontes na fronteira.

O mais novo episódio com nosso vizinho começou no final de julho com o estardalhaço feito por senadores paraguaios sobre uma “ata diplomática” de reunião realizada entre os dois países há alguns meses. Senadores caracterizaram tal ata como “acordo secreto altamente prejudicial” para o Paraguai, o que culminou na demissão de autoridades paraguaias, entre as quais o ministro de Relações Exteriores.

Segundo a imprensa, a ata previa nada mais que a regularização da contratação anual da potência e da energia da usina pelos dois países nos termos do Tratado de Itaipu. Não se trata de novo acordo, mas de um plano para fazer valer alguns dos termos pactuados em 1973 no tratado que não estavam sendo cumpridos.

Há anos o Paraguai burla o Anexo C do Tratado de Itaipu, que prevê que os dois países devem contratar anualmente “frações da potência instalada na central elétrica” (cláusula II.2), sendo que cada parte terá o direito de “utilizar a energia que puder ser produzida pela potência por ela contratada” (cláusula II.4), e o dever de pagar os custos incorridos pela usina “proporcionalmente às potências contratadas” (cláusula IV.2).

As despesas da usina têm sido rateadas entre os dois países em razão de dois fatores: (i) as despesas de exploração, de amortização e de juros sobre a dívida da usina são divididas em função da potência contratada por país; (ii) enquanto as despesas para provimento de royalties e encargos de administração e supervisão são cobrados em função da energia consumida pelos respectivos países.

Como a “energia vinculada à potência contratada” é definida de forma conservadora (para recuperar os custos da usina mesmo em anos de baixa hidrologia), a usina geralmente produz mais que esse montante, resultando em “energia adicional”.

A vantagem paraguaia advém de rateio assimétrico dessas duas formas de energia. Em 2018, o Paraguai contratou apenas 10,6% da potência, mas levou 34,7% da “energia adicional”, arcando com parcela menor dos custos, levando parcela maior da energia mais barata, mas ainda dividindo igualmente as receitas de royalties, remuneração de capital e reembolso de encargos de administração e supervisão.

Os grandes prejudicados dessa assimetria são os consumidores brasileiros, que pagaram USD 37,40/MWh pela mesma energia que os paraguaios levaram por USD 26,26/MWh. Ou seja, paraguaios pagam energia 30% mais barata que os brasileiros.

Como se essa vantagem não bastasse, os paraguaios desfrutam da “remuneração por cessão de energia”, um pagamento adicional pela parcela da potência contratada pelo Brasil advinda das unidades geradoras pertencentes ao Paraguai. O valor pago ao país vizinho, a título de cessão de energia em 2018 , foi de USD 327 milhões. Quando se soma esse pagamento aos USD 37,40/MWh, o valor final pago pelos brasileiros sobe para USD 41,45/MWh.

A ata diplomática não previa o ressarcimento pelos valores pagos a menos pelo Paraguai nos últimos anos, nem previa a implantação imediata dos termos vigentes do tratado: previa apenas a regularização gradual ao longo dos próximos quatro anos.

O tratado de Itaipu é muito benéfico ao Paraguai. Itaipu não apenas fornece mais de 90% da energia consumida pelo nosso vizinho, mas também é importante fonte de receitas para o país. Os valores que o Paraguai recebe de Itaipu (soma de royalties, rendimento do capital, encargos de administração e supervisão, e cessão de energia) superam o valor pago pela energia que o país consome. Em 2018, o Paraguai ganhou 15.043.900 MWh de energia e USD 249 milhões de receita líquida de Itaipu.

Ou seja, o Paraguai não paga nada, recebe energia e ainda ganha dinheiro. Quem de fato arca com todos os custos de Itaipu é o consumidor brasileiro. O Brasil precisa divulgar os números acima para combater o discurso de vitimização que políticos paraguaios têm adotado para alavancar, astutamente, sua posição de negociação. E nossos diplomatas precisam evitar que o consumidor brasileiro pague a conta, mais uma vez, do oportunismo de nossos vizinhos.

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Ministério Público pede rejeição de projeto que proíbe bloqueio do Whatsapp

Representantes do MP, de delegados e peritos defendem adesão do Brasil à Convenção de Budapeste sobre crimes cibernéticos

A coordenadora de grupo de apoio ao combate aos crimes cibernéticos do Ministério Público Federal, procuradora Neide de Oliveira, sugeriu a rejeição pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 5130/16, que proíbe a suspensão de qualquer aplicação da internet, como WhatsApp, por decisão do poder público.

Ela participou, de acordo com a Agência Câmara, de debate na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (foto) sobre crimes cibernéticos nesta quinta-feira (15). Apresentado pelo ex-deputado João Arruda, o projeto já recebeu parecer favorável nessa comissão, onde aguarda votação.

A procuradora explicou que o WhatsApp já teve os serviços suspensos, porque desobedecia ao artigo do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14) que prevê que o provedor mantenha os registros de acesso ao aplicativo pelo prazo de seis meses, para facilitar investigações. Hoje o WhatsApp já guarda os dados, mas isso só foi possível, segundo ela, porque há previsão legal de suspensão de serviços pelo não cumprimento da lei.

Provedores estrangeiros
Neide de Oliveira sugeriu ainda alteração no Marco Civil, que hoje prevê sanções para provedores com representação no Brasil, mas não tem como investigar ou punir provedores de aplicações sem representação no País, como o Telegram.

“Nós temos uma sugestão em relação a provedores sem representação no Brasil de que seja prevista alguma obrigação por parte deles, como indicar representante legal em território nacional para que receba e possa cumprir decisões e ordens judiciais”, disse. Hoje é necessário pedido de cooperação internacional para promover investigações envolvendo esses provedores.

Cooperação internacional
Já a procuradora Fernanda Domingos, também do Ministério Público Federal, defendeu a adesão do Brasil à Convenção de Budapeste – tratado internacional sobre crimes cibernéticos, que já conta com 63 signatários. Segundo ela, países vizinhos da América do Sul já assinaram o acordo e, se o Brasil aderir ao tratado, a cooperação internacional em crimes cibernéticos pode ser agilizada em situações urgentes. A adesão à convenção foi apoiada por todos os outros debatedores.

Para o deputado David Soares (DEM-SP), que pediu a audiência, o Brasil precisa urgentemente assinar a convenção. “É muito importante que agora nós, como parlamentares, façamos a parte política. É inadmissível que já tenhamos uma convenção adotada há 18 anos, e o Brasil não ser signatário”, afirmou.

Penas baixas
O perito Ivo Peixinho, da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, considera baixas as penas previstas na legislação para alguns tipos de crime cibernético, como o de invasão de dispositivo informático. Hoje a pena prevista para esse crime é de detenção de três meses a um ano e multa.

Segundo Ivo, os crimes de invasão estão crescendo no País, assim como o de vazamento e de sequestro de dados. Ele informou ainda que apenas em 2018 foram contabilizados R$ 3 bilhões em fraudes bancárias eletrônicas no País, fora as não notificadas. Além disso, há 40 mil ocorrências por ano de pornografia infantil – outro crime cibernético comum.

O promotor Rodrigo Fogagnolo, do Núcleo Especial de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, pediu a alteração da legislação para aumentar a pena prevista para crimes cometidos em grandes proporções – por exemplo, quando trazem prejuízos de milhões.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Geórgia Moraes

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Itaipu define, no próximo dia 21, como serão alienados os imóveis da Vila A

Reunião da diretoria brasileira também vai tratar sobre taxa de ocupação dos imóveis que teve a atualização suspensa em junho. Propostas foram feitas por uma comissão interna da empresa nos últimos dois meses

A Itaipu Binacional define, na próxima quarta-feira (21), como será feita a alienação de 993 imóveis residências nas Vilas “A” e “B”. A decisão será tomada durante uma Reunião de Diretoria (Redir), que também irá tratar sobre a “taxa da cessão de uso oneroso”, que teve a atualização dos valores suspensa no mês de junho. As alternativas de alienação e do cálculo da taxa de ocupação foram elaboradas por uma comissão interna da empresa após um amplo estudo nos últimos dois meses.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, explica que desde o começo dos estudos, a Itaipu sempre teve a intenção de resolver este impasse com o melhor resultado possível para os moradores. “Esses imóveis já serviram para a sua finalidade e não há mais sentido tê-los entre os ativos da Itaipu, pois o controle administrativo demanda recursos que podem ser empregados em outros fins.”

O Grupo de Trabalho Coordenador e a Comissão Operacional para desmobilização patrimonial da Itaipu tiveram 60 dias para fazer um estudo sobre a situação dos imóveis e levantar as propostas que vão nortear as decisões dos diretores, conforme Resolução de Diretoria Executiva (RDE – 082/19), do dia 17 de junho deste ano, mesma resolução que suspendeu o aumento da taxa de ocupação.

De acordo com o coordenador do grupo, Valdir Antônio Ferreira, da Assistência da Diretoria Geral Brasileira, as propostas elaboradas tiveram como base as premissas orientadas pela Diretoria Executiva, resguardando a entidade e em consonância com os princípios da administração pública [legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência].

Taxa de ocupação

No mês de maio deste ano, os valores da taxa da cessão de uso oneroso (o “aluguel”, em termos leigos) dos imóveis da binacional haviam sido atualizados, levando em conta o valor de mercado das propriedades. A medida obedecia a uma resolução (RDE 308/18), de 12 de dezembro de 2018. Até então, o valor da taxa era atualizado somente com a aplicação anual do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).

No início de junho deste ano, entretanto, a Diretoria Executiva, ou seja, os diretores dos dois países, decidiu suspender a aplicação dos novos valores até que fosse deliberada uma solução alternativa para a cessão dos imóveis e para a desmobilização das casas nos bairros Itaipu A e Itaipu B.

Atualmente, Itaipu tem em torno de 120 contratos de cessão onerosa dos imóveis com cerca de 70 entidades, como associações de policiais, servidores públicos, fundações, igrejas, entre outras. Desde que foi iniciado o processo de desmobilização, a empresa decidiu não realizar novas cessões de uso de imóveis residenciais.

Alienação dos imóveis

A alienação dos imóveis da Itaipu está prevista na resolução do Conselho de Administração de 2001 (RCA-020/01). No primeiro momento, a venda foi feita para os próprios empregados de Itaipu que viviam nestas casas.

A partir de 2014, começou a alienação dos imóveis cedidos a terceiros, isto é, não empregados da Itaipu.

Dos 2.306 imóveis residências da Itaipu, já foram alienados 1.313. Restam 993 residências a serem desmobilizadas. Atualmente o processo de alienação está suspenso até que seja decidida a forma como será feita.

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MDB precisa conectar as ideias do partido com as pessoas, afirma João Arruda

Ex-deputado federal e atual presidente estadual do MDB fez análises das eleições 2018, do cenário político atual e falou sobre a possibilidade de disputar a prefeitura de Curitiba em 2020

Considerado uma peça importante na nova fase do MDB, o ex-deputado federal João Arruda assumiu a presidência estadual do partido em dezembro de 2018. Poucos meses antes, ele participara do pleito estadual como candidato a governador.

Na ocasião, Arruda contabilizou mais de 700 mil votos e saiu fortalecido, como promessa da política paranaense. Quase um ano após o pleito, Arruda agora é especulado como futuro candidato à prefeitura da capital paranaense.

Em entrevista ao Correio do Povo do Paraná, João Arruda falou que o
resultado das eleições de 2018 era necessário para o ‘momento’ vivenciado pelo país.

“Por mais que considere que os resultados não tenham sido os melhores, nem para o Paraná, nem para o Brasil, acredito que depois disso conseguiremos encontrar o equilíbrio. Foi uma eleição dos incendiários, da extrema-esquerda contra extrema-direita”, disse.

A influência da internet
João Arruda disse entender que “os populistas conseguiram se beneficiar com as tecnologias, principalmente pelas redes sociais”.

De acordo com ele, “apostaram em causar impacto, mesmo que com fake news, desde que a ideia rendesse comentários e curtidas. Algo que muitos políticos acreditavam que não teria retorno eleitoral, mas teve, porém, vendendo uma falsa ideia”.

O sobrinho de Roberto Requião disse esperar que na próxima eleição as pessoas sejam mais criteriosas na escolha de um candidato.

“Temos tempo para a próxima eleição e espero que as pessoas tenham uma escolha mais madura. A população anda revoltada e afastada dos políticos. A economia vai mal e existe uma avalanche de corrupção, então, o povo não busca num político as soluções que ele pode oferecer no exercício do mandato”.

A situação do MDB

Em uma fase de reestruturação e de uma tentativa de conquistar a credibilidade com o povo, o MBD, no entendimento de João Arruda, deve focar em “conectar as ideias do partido com as pessoas”.

“Precisamos convencer as pessoas que só através da política conseguiremos resolver os problemas do país”.

O presidente estadual do partido contou ao Correio que o MDB deve ter, em breve, um novo presidente nacional. Dentre alguns candidatos, ele menciona o nome de Pedro Simon, ex-governador e deputado estadual pelo Rio Grande do Sul.

“Seria bom para o partido. Ele tem um currículo e uma história de vida invejável. Além de quem, possui uma visão social interessante: é ético e, mesmo não sendo um nome novo, ajudaria a limpar a imagem do partido ligada à corrupção”, enfatizou Arruda.

Candidatura à prefeitura de Curitiba
Apontado como nome ideal para concorrer à prefeitura de Curitiba no ano que vem, João não nega a intenção. “Desde que sai do mandato como deputado federal, passei a ter uma nova visão do cenário da cidade”.

“Tenho conversado com a população e visto que a cidade tem muitos problemas. Os bairros afastados do centro têm problemas sérios, com índices de criminalidade e violência muito elevados se comparado às regiões centrais. Existem disparidades na qualidade de vida. A impressão ao percorrer essas localidades distintas é de que existem ‘várias curitibas’”.

“O transporte coletivo precisa ser mais barato. Precisamos investir em tecnologia. As pessoas saem de casa durante a madrugada e vão enfrentar filas nas Unidades de Saúde para serem atendidas após as 7 da manhã”.

“Não há tecnologia estabelecida no serviço público de Curitiba, mesmo com a cidade servindo de referência no assunto para o país. Com a internet, é possível reduzir as filhas tanto dos postos quanto das creches. Eu seria o candidato para fazer uma proposta a cidade. Para isso, é necessário haver um atendimento, uma harmonia dentro do partido”, finalizou.

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Que tal participar do processo seletivo de militar temporário do Exército? Veja como na CabezaNEWS

Seleção de militares … O comando da 5ª Região Militar do Exército (5ª RM) anunciou a publicação de oito editais de processos seletivos, no Paraná e Santa Catarina. Os processos selecionarão candidatos voluntários para os cargos de Oficial Técnico Temporário (OTT), Sargento Técnico Temporário (STT), Médicos, Farmacêuticos, Dentistas e Veterinários (MFDV).

… temporários As guarnições militares estão situadas em Cascavel, Castro, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Lapa, Palmas, Ponta Grossa, Rio Negro, Blumenau, Criciúma, Florianópolis, Joinville, Lages, Porto União, São Miguel do Oeste, Três Barras e Tubarão. As inscrições são apenas no site www.5rm.eb.mil.br e vão até as 12h de 9 de setembro.

Abuso … O tema repercutiu nos últimos dias, nas várias instâncias de poder da República. O projeto de lei do abuso de autoridade, aprovado pela Câmara dos Deputados, não é nenhuma novidade. Foi relatado pelo ex-senador Roberto Requião há anos e só saiu da gaveta depois que vazaram os supostos diálogos do ex-juiz Sérgio Mouro com o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol e outros procuradores da operação.

… de autoridade Os parlamentares aprovaram a medida, que agora poderá ir à sanção do presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Moro, que agora é ministro da Justiça e Segurança Pública, já veio a público defender o veto a alguns itens da lei, que busca preservar os direitos dos cidadãos.

Detector de metais … O vereador Ezequias Barros acredita que as escolas de Curitiba estão mais parecidas com as de Los Angeles, nos Estados Unidos, ou as do Rio de Janeiro. Adianta o Blog do Tupan que ele quer a instalação de catracas eletrônicas e detectores de metais nos acessos a todos os estabelecimentos de ensino da rede pública da capital.

… na escola A proposição deve ir a plenário ainda neste semestre, mas não vai ter efetividade nenhuma, pois é autorizativa, depende do prefeito Rafael Greca querer ou não, mas coloca em discussão a violência entre estudantes.

Republicanos O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou a mudança do nome do Partido Republicano do Brasil (PRB) para Republicanos.

Solidão A jornalista Denise Rothenburg informa que o presidente Bolsonaro tem reclamado a amigos da “solidão do poder”. Quando está no Rio, não consegue caminhar na orla. E, em Brasília, também não consegue um espaço reservado para conversar com os amigos.

Solidão II Nos últimos tempos, Bolsonaro tem recebido alguns numa sala reservada em seu closet no Alvorada. É a maneira de conversar sem ser interrompido e ou ter alguém em volta ouvindo a conversa.

Ronildo Pimentel
Editor

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Oeste do Paraná terá prioridade nos investimentos da Itaipu, afirma Silva e Luna

Diretor-geral brasileiro participou de encontro com prefeitos na Amop, nesta quarta-feira (14), em Cascavel

A Itaipu Binacional vai investir no Oeste do Paraná a maior parte de seus recursos destinados a convênios e parcerias. O anúncio foi feito pelo diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, durante reunião com prefeitos na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), nesta quarta-feira (14), em Cascavel.

Como exemplo, o diretor citou os investimentos na construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já iniciada, a ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e a modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), entre outros.

AQUI para ver e baixar mais fotos da reunião

“Todas as parceiras estão sendo feitas para promover o desenvolvimento regional do Oeste do Paraná, que contribui significativamente para movimentar toda a riqueza do Brasil”, afirmou o diretor. “Aqui, por exemplo, estão as principais cooperativas brasileiras. Por isso, investir nesta região é ter retorno garantido de que nossos recursos estão sendo bem aplicados”, completou, lembrando que cinco das dez maiores cooperativas do País ficam no Oeste paranaense.

Durante a reunião, o diretor de Coordenação de Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell, convidou os prefeitos da Amop a serem parceiros da empresa na execução dos convênios em andamento (alguns acabam sendo cancelados por falta de contrapartida das prefeituras) para que novos compromissos possam ser feitos. “Vamos fazer os ajustes necessários para que essas parceiras continuem e tenham um grande sucesso”, disse o diretor de Coordenação.

Esta foi a primeira visita do diretor-geral brasileiro a Cascavel desde que tomou posse, em 26 de fevereiro. No começo de abril, prefeitos da Amop estiveram no gabinete de Silva e Luna, em Foz do Iguaçu, para estabelecer um primeiro contato com o general. O resultado foi o melhor possível.

De acordo com o diretor-geral, a política de austeridade implantada por ele em consonância às diretrizes do governo federal não afetou os bons projetos. As ações consideradas sem aderência à missão ampliada da usina foram canceladas para que os recursos fossem exatamente utilizados em obras que gerassem legado para a população regional.

“O que fazemos na região não é um favor, mas parceria. Precisamos que seja preservada a qualidade da água de nosso reservatório, para ampliar o tempo de vida da usina, e isso quem faz são os prefeitos. Por isso, todos estes investimentos são uma cooperação entre Itaipu e as prefeituras”, concluiu Silva e Luna.

No encontro, os prefeitos presentearam o diretor-geral de Itaipu com uma placa, simbolizando o início das obras da segunda ponte, que, de acordo o presidente da Amop e prefeito de Jesuítas, Aparecido José Weiller Junior, saiu do papel graças ao comprometimento da Itaipu.

Durante a programação, o diretor Silva e Luna deu uma coletiva de imprensa tratando de vários temas, como a manutenção das parcerias, a atualização tecnológica da Itaipu e a elevada geração de energia da usina hidrelétrica.

Além de Silva e Luna e Carbonell, de outros representantes da Itaipu e do presidente da Amop, participaram do encontro o presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu e prefeito de Cascavel, Leonardo Paranhos; e demais prefeitos e vice-prefeitos dos 55 municípios que integram a Amop.

Obras estruturantes

A Itaipu Binacional mantém hoje cerca de 180 projetos na área de influência da usina. Juntos, os investimentos passam de R$ 500 milhões – valor equivalente ao total de royalties pagos anualmente pela empresa aos municípios lindeiros.

Essa reestruturação só é possível graças à reorganização dos gastos, que devem estar aderentes à missão da Itaipu.

Silva e Luna e Luiz Felipe Carbonell apresentaram aos prefeitos do Oeste do Estado os principais projetos e parcerias desenvolvidos pela empresa na região. Os convênios com os municípios contemplam áreas como o desenvolvimento social, econômico, turístico, tecnológico e sustentável.

Entre as obras estruturantes, destacam-se a construção da Ponte da Integração, entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Presidente Franco (Paraguai), que terá um investimento de R$ 463 milhões da Itaipu. Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, entre a ponte e a BR-277. A nova ponte deve estar pronta em três anos e vai contribuir com o desenvolvimento de toda a região.

Outro investimento importante está sendo feito na ampliação e modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, o mais importante da região. Somente o hospital vai receber R$ 64,7 milhões de Itaipu.

Fotos: Sara Cheida/Itaipu Binacional

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Elizeu Liberato assume como novo Primeiro Secretário da Câmara de Foz do Iguaçu

Presidente Beni destacou o consenso e reforçou importância da união dos vereadores

Com a saída de Rosane Bonho (PP) que estava ocupando a 1ª secretaria da Casa de Leis, foi realizada na sessão desta quinta-feira (15), a eleição para Primeira Secretaria do Legislativo. Em consenso foi votado e aprovado por unanimidade o nome do vereador Elizeu Liberato (PR).

Em seguida, foi lido o termo de posse da Mesa Diretora, declarando que o Elizeu tomou posse no cargo de 1º secretário. “Nos confiaram o voto para honrar o cargo. Com isso, aumenta a responsabilidade para representar bem nesta Casa de Leis. Quem não nasceu para servir, não serve”, disse Elizeu Liberato (PR).

Assista reportagem da TV Câmara

Em entrevista à imprensa após a votação, o Presidente da Casa, Beni Rodrigues (PSB), ressaltou a importância do consenso e voltou a pedir união de todos pelo bem da cidade. “O vereador Luiz Queiroga estava com o nome à disposição, o vereador Marcio Rosa também queria colocar seu nome, mas a gente entrou num consenso na sala de reuniões, com todos os vereadores definindo que fosse o Elizeu Liberato”, relatou.

Segundo o presidente, “o vereador Elizeu é uma pessoa experiente, já foi na vez passada da mesa diretora, como 1° Secretário, então é uma honra. Tenho certeza que a primeira Secretaria está em boas mãos, com bastante experiência, e vamos estar juntos, unidos, trabalhando em prol de Foz do Iguaçu e da população”.

Com relação aos questionamentos sobre composição das comissões, Beni esclareceu: “Vamos sentar em reunião para definir a recomposição das comissões. A Comissão de Legislação, Justiça e Redação, a qual fazia parte o vereador Anderson Andrade, assumiu a vereadora Nanci Rafagnin Andreola. Ela já está fazendo parte dessa comissão e a gente definirá a Comissão de Orçamento, que seriam as principais comissões junto a essa Casa de Leis”, comentou.

Bolsa atleta e bolsa técnico

Logo após a sessão ordinária aconteceu uma extraordinária. Foi lido o parecer favorável das comissões reunidas ao projeto que atualiza os valores de incentivo aos atletas e técnicos (PL 99/2019), por meio do Programa Bolsa Atleta. A condição é que apresentem bons históricos de resultados em competições municipais, estaduais e internacionais.

A nova proposta propõe alguns requisitos para concessão das bolsas, que vão de R$ 100,00 a R$ 1.000,00. Dentre os critérios estão: ser estudante em Foz e atleta iniciante, idade superior a 12 anos, participante de jogos ou competições em nível estadual no ano anterior e fazer parte de equipe do núcleo de treinamento na modalidade vinculada à SMEL. O parecer ao projeto foi lido e a matéria entra em votação na sessão extraordinária de terça-feira, 20 de agosto.

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Servidores de Foz do Iguaçu concluem curso sobre cuidado farmacêutico no SUS

Farmacêuticos da Rede Pública de Saúde de Foz do Iguaçu e região receberam na tarde desta terça-feira (12) os certificados de conclusão do curso “Cuidado Farmacêutico no SUS” promovido pelos Conselhos Federal e Regional de Farmácia com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

A cerimônia aconteceu no auditório da UDC/Anglo, na Vila A, e contou com a presença do vice-prefeito e secretário de saúde Nilton Bobato, da diretora de assistência especializada Etelvina Maciel, da presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF) Miriam Ramos Fiorentin e da dirigente da seccional do CRF de Cascavel, Letícia Thiessen.

O encontro coroou um importante projeto para a saúde pública da população, pois habilita os farmacêuticos a exercerem de fato as atribuições da profissão junto aos pacientes, garantindo um atendimento completo que vai muito além da dispensação de medicamentos.

“Apoiamos o projeto porque compreendemos a importância do profissional de farmácia na gestão da saúde pública e em como a atuação completa contribui para o atendimento ao paciente. O farmacêutico possui uma visão global de saúde, desde a questão técnica de conhecimento sobre patologias e medicamentos, aos fluxos e aos cuidados com a saúde do usuário”, expressou o vice-prefeito e secretário de saúde, Nilton Bobato (na foto, à esquerda).

Ao todo, 29 profissionais, entre servidores e professores universitários da região participaram do curso. Ao longo de oito meses eles aperfeiçoaram o conhecimento, focado no atendimento ao paciente do SUS, com um olhar humanizado e global. O projeto é do Conselho Federal de Farmácia e está sendo implantado em regionais de todo o país com adesão das secretarias de saúde. Foz tornou-se um dos polos que recebeu servidores e professores universitários de farmácia para a capacitação no curso.

“O paciente terá um planejamento farmacológico personalizado, com a avaliação do profissional sobre interações entre medicamento e alimentação, melhores horários para a ingestão do remédio, condições de armazenamento, além de informações para garantir o bem estar e a qualidade de vida do usuário”, explicou Etelvina Maciel.

Apoio
Implementar e incentivar a ação do farmacêutico na gestão da saúde tem sido um dos focos da Secretaria Municipal de Saúde. Nas últimas semanas foram contratados 15 novos farmacêuticos, somando uma equipe de 31 servidores da área. “Estou encantada com o compromisso da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, pela valorização aos profissionais com as novas contratações e pelo fortalecimento das políticas públicas”, disse a representante da CRF de Cascavel, Thiessen.

Prática
Com a capacitação, os farmacêuticos estão aptos a atuar de forma integrada às equipes de saúde, ofertando serviços como acompanhamento a pacientes com hipertensão, diabetes, asma e doenças mentais. Os profissionais também estão sendo capacitados para a inserção da fitoterapia no arsenal terapêutico destinado aos usuários do SUS. Nos locais onde a prática integrativa já utilizada, eles reforçam o grupo responsável pela prescrição e acompanhamento do uso de fitoterápicos.

De acordo com a Presidente do CRF-PR Miriam Ramos Fiorentin, o projeto está transformando a gestão pública de saúde de municípios como Goiania- GO, Campo Grande-MS, Toledo-PR, Manaus-AM, Belo Horizonte-MG e Volta Redonda-RJ.

Destaque
Além da entrega de certificados, o CRF dedicou duas menções honrosas aos participantes do curso, uma delas foi entregue à farmacêutica e servidora do município Flávia Rastelli, que foi homenageada pela brilhante participação no curso.

Além da cerimônia, o CRF cumpriu outra agenda em parceria com o município de Foz do Iguaçu, com a assinatura do termo de cooperação envolvendo a Vigilância em Saúde e o Procon.

A medida visa uma atuação integrada para fiscalização dos estabelecimentos públicos e privados de farmácia.

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Parque de Foz do Iguaçu tem 20 novas vagas de emprego

O complexo turístico Dreamland Foz está com 20 novas vagas de emprego. Em expansão, o parque está ampliando o Vale dos Dinossauros, agora com tirolesa e arvorismo.

Também irá inaugurar em dezembro o Harley Motor Show: um museu de motos clássicas da marca Harley Davidson com ambiente tematizado, gastronomia de ponta, e espaço para receber até três eventos simultâneos.

Atualmente, o parque possui cinco atrações. A proposta do Grupo Dreams, multinacional investidora do empreendimento, é ampliar para 10 nos próximos anos. Este crescimento tem como foco aumentar o tempo de permanência do turista na cidade, fomentando a economia local.

As novas vagas já disponíveis para processo seletivo são para os setores de vendas, fotografia e recepção. Candidatos devem entregar currículo impresso em 1 página no complexo Dreamland até dia 31 de agosto.

ALEXANDRE MARTINS
Assessoria de Comunicação
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Torneios satélites de poker têm entrada de U$ 50 e ingresso para disputa com U$ 100 mil em prêmio

Próxima disputa acontece no dia 24 de agosto e os prêmios são convites no valor de U$ 1.100 para o Cataratas Poker Tour, em setembro.

O Casino Iguazú está promovendo diversos torneios satélites de poker neste ano, oportunidade para quem quer participar das grandes disputas que movimentam o local sem pagar nada de entrada. Nessa modalidade, o valor do ingresso e reingresso é de U$ 50 e os prêmios são convites no valor de U$ 1.100 para as etapas principais de poker. O próximo satélite acontece no dia 24 de agosto (sábado).

A inscrição para participar pode ser feita na entrada do Casino. No dia, as disputas começam às 20h, com stack inicial de 10k e 2k de bônus por pontualidade. Quem chegar a final pode levar como prêmio uma entrada para a quinta data de torneio, o Cataratas Poker Tour, que acontece de 19 a 21 de setembro e tem U$ 100 mil de prêmio garantido.

Outros torneios satélites acontecem em 31 de agosto e 3 e 4 de setembro, valendo entrada para o Iguazú Masters Series, que tem U$ 150 mil de prêmio garantido. Quem participa das disputas principais soma pontos e pode ser convidado para o Super High Roller, que vai pagar U$ 500 mil em prêmio no final do semestre.

Os torneios de poker do Casino Iguazú costumam reunir jogadores de diversas cidades do Brasil, Argentina e outros países. Uma das marcas registradas é o atendimento personalizado aos clientes, com serviço de bar e coffee break, além da presença dos melhores dealers do Brasil.

CASINO IGUAZÚ
Ruta Nacional 12 km 1640, 3370 Puerto Iguazú, Misiónes, Argentina
Mais informações: +54 3757 49-80503
www.casinoiguazu.com.br
facebook.com/casinoiguazu