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UNILA cria programa de auxílio emergencial para alunos ingressantes

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) criou um programa emergencial de apoio aos estudantes que ingressaram este ano na Universidade e que estão em condição de vulnerabilidade, atestada no processo de matrícula. 

No total, serão beneficiados 426 estudantes: aqueles que ingressaram pelo Sisu nas cotas que consideram a renda do candidato e também os que ingressaram em reserva de vagas no Processo Seletivo Internacional. Esses estudantes irão receber R$ 300 em um único pagamento.

O recurso destina-se à aquisição de alimentos e de produtos de higiene e saúde. “É uma forma de atendermos rapidamente esses estudantes. Independentemente de o aluno estar aqui em Foz do Iguaçu ou não, ele vai receber esse dinheiro em razão da pandemia de Covid-19”, explica a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Jorgelina Tallei. O programa e as regras para adesão estão definidos na portaria 133/2020/GR, disponível em [bit.ly/Boletim26]bit.ly/Boletim26.

Os demais auxílios estudantis da UNILA estão sendo pagos normalmente a aproximadamente 1.400 estudantes. Jorgelina explica que 40% dos recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) – aproximadamente R$ 3 milhões – estão contingenciados, o que dificulta a expansão dos auxílios estudantis permanentes neste momento. Por isso, a decisão de se estabelecer o auxílio emergencial. “Estamos na dependência de liberação desses 40% para avaliarmos a inclusão desses estudantes nos auxílios permanentes por meio de editais específicos”, explica.

Os estudantes que se enquadram nas condições estabelecidas para o recebimento do auxílio devem fazer a inscrição por meio de formulário eletrônico disponível em inscreva.unila.edu.br/, até o dia 8 de abril. Quem não se inscrever não poderá ser incluído na lista de pagamento do auxílio.

Atendimentos
Apesar das dificuldades impostas pela Covid-19, com a suspensão das aulas e das atividades acadêmicas, a UNILA está mantendo os serviços de atendimento psicológico e de saúde para seus estudantes.

Os estudantes podem agendar atendimento, por e-mail, junto ao Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (saude.deas@unila.edu.br) e à Seção de Psicologia (psicologia.prae@unila.edu.br).

Os servidores farão o atendimento emergencial aos estudantes, de forma on-line. Também estão mantidas neste período as análises e concessões do auxílio-creche. O atendimento está sendo realizado pelo e-mail servicosocial.prae@unila.edu.br.

Jorgelina explica, ainda, que a UNILA está trabalhando em articulação com os serviços de saúde e assistência social da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. Ela cita como exemplo a campanha da Secretaria de Assistência Social para a entrega de marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade. “O aluno nessa condição pode se inscrever”, diz.

“Há coisas que institucionalmente a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) não pode fazer. Nós podemos regular auxílio com o dinheiro público que vem do Pnaes. A PRAE não pode comprar cestas básicas, mas pode indicar para o aluno quais são os serviços existentes na cidade e que ele pode acessar”, completa.

A pró-reitora explica, também, que nas próximas semanas será implementada a Comissão de Acompanhamento de Estudante em Risco Social, que terá a participação de servidores técnico-administrativos, docentes e discentes. “Essa comissão terá a missão de acompanhar as ações desenvolvidas para dar uma atenção especial aos alunos que estão em vulnerabilidade”.

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Ricardo Barros defende redução dos salários dos servidores públicos

O deputado federal, Ricardo Barros (PP/PR), defendeu a redução dos salários de todos os servidores públicos para que o dinheiro economizado seja utilizado em ações de combate ao coronavírus.

Em discurso na Câmara nesta quinta-feira (2), Barros disse que a redução poderia variar até 30% e atingiria servidores de todos os poderes, inclusive parlamentares, juízes e promotores.

“Todo servidor público deve contribuir com uma redução salarial, de 20% a 30% do salário. Porque a arrecadação dos Estados, Municípios e da União vai cair em função da paralisação econômica”, afirmou.

“É o momento em que todo brasileiro terá que dar sua cota de contribuição para que os mais carentes, os mais humildes, possam ser socorridos pelo estado brasileiro”, acrescentou.

Uma PEC tratando desse tema e de outros assuntos relacionados está sendo elaborada pela equipe econômica do Governo. O corte nos salários alcançará os vencimentos, subsídios, gratificações e demais parcelas remuneratórias de caráter permanente. Pela proposta, a redução dos salários não seria válida para quem recebe até três salários mínimos (hoje, o equivalente a R$ 3.135).

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Medida Provisória da União, apelidada de MP do Socorro, dá fôlego aos empresários

Iniciativa chegou um pouco tarde, segundo a Abrabar, mas vai permitir a preservação de empregos e renda

O Governo Federal editou, nesta quarta-feira (1º de abril), a Medida Provisória 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, com medidas trabalhistas complementares para o enfrentamento do estado de calamidade pública reconhecido por decreto legislativo. A iniciativa, na avaliação da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), garante um fôlego extra aos empreendedores de todo país.

O programa implantado pelo presidente Jair Bolsonaro, prevê pagamento de benefício emergencial de preservação do emprego e da renda, para colaboradores com salário até R$ 3.135,00, além da redução proporcional de jornada de trabalho e de salários e a suspensão temporária do contrato de trabalho. “Embora tenha chegado atrasada, a MP 936 traz um fôlego aos empresários”, ressalta o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo.

De acordo com a entidade, o setor empresarial poderá reduzir sensivelmente as despesas com a folha de pagamento. “Seja pela suspensão do contrato de trabalho ou pela redução salarial com a proporcional redução da jornada. Isso pode  evitar muitas demissões”, afirma Aguayo. “O governo finalmente entrou com uma parcela de contribuição”, ressaltou.

Negativo
Apesar de altamente positiva, a MP tem alguns fatores negativos. A limitação dos benefícios em três meses e a suspensão do contrato em dois meses, com proporcional tempo de garantia no emprego estão entre os itens listados pela Abrabar. “Não sabemos quanto tempo o estado de emergência irá perdurar”, avalia o presidente.

“Tão pouco o tempo para retomada da economia, o que pode forçar ao empregador permanecer com o empregado, pagando salário integral em período sem receita ou com muita pouca receita”, ressalta. Outro ponto negativo é a exclusão da faixa de empregados com vencimentos entre R$ 3.136,00 e R$ 12.202,00.

Melhorar
A Abrabar acredita que ainda é possível melhorar alguns pontos da MP. Cada setor da economia vai responder de uma forma a crise, o governo tem que observar isso e auxiliar os setores que vão sofrer mais para a retomada e isso não está previsto na MP. “Muitos setores irão precisar de mais que três meses de auxilio para sua retomada”, completou Aguayo.

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Infraero realiza ação de combate ao mosquito da dengue no Aeroporto de Foz do Iguaçu

Nesta sexta-feira (3/4), o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas (PR) estará engajado no combate ao Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A ação será realizada a partir das 8h no sítio aeroportuário, e contará com o apoio de cerca de 40 pessoas, entre funcionários da Infraero, de empresas terceirizadas e a comunidade aeroportuária.

Juntos, farão um pente fino em busca de possíveis focos de proliferação do mosquito e percorrerão áreas como Seção Contra Incêndio (CSI), depósitos, estacionamentos, canteiro de obras, dentre outros locais.

Diante do elevado número de notificações e confirmações de dengue em Foz do Iguaçu nos últimos meses, o pente fino faz parte de algumas medidas que a Infraero está tomando juntamente com os demais agentes públicos, para contribuir na mitigação dos riscos à saúde de todos da região.

Para o superintendente do Aeroporto de Foz do Iguaçu, Joacir Araújo, é fundamental que todos se envolvam nas ações para combate à proliferação do mosquito.

“A Infraero está empenhada em trabalhar junto com o município no combate ao transmissor dessas doenças. Além disso, estamos ampliando o serviço contínuo de dedetização dentro da área do aeroporto”, afirma Joacir.

SERVIÇO:

Inspeção contra o mosquito da dengue no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu

Data: 3/4

Horário: 8h

Local: Balcão de Informações da Infraero (ponto de encontro)

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Itaipu fará convênio de R$ 4 milhões com Estado para contratação de 733 bolsistas no combate à Covid-19

A contratação terá validade por quatro meses e beneficiará diretamente estudantes de saúde de universidades públicas

A usina de Itaipu, margem brasileira, vai firmar um termo de cooperação com o governo do Estado, na ordem de R$ 4 milhões, para a contratação direta de 733 bolsistas na área de saúde, em caráter emergencial. Os estudantes de enfermagem de universidades públicas atuarão no enfrentamento à covid-19. A contrapartida do governo estadual será no mesmo valor. A validade é por quatro meses, possivelmente a partir de abril.

Esse é mais um investimento que se soma a outros desembolsados pela Itaipu para conter a disseminação da covid-19. A empresa já havia liberado um fundo emergencial de R$ 15 milhões para ajudar os municípios da região no combate à propagação do novo coronavírus.

O Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), mantido pela usina de Itaipu, criou uma ala exclusiva com Unidade de Terapia Intensiva e Semi-Intensiva para internamento de pacientes com a doença. O laboratório do HMCC também foi credenciado a fazer testes rápidos (PRC) de covid-19. Mais de 4 mil kits foram adquiridos e estão a caminho.

“Essa é mais uma contribuição de Itaipu tanto no controle da doença quanto na abertura de frentes de trabalho para ajudar nossa população nesse momento tão dramático da economia”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

O governador Carlos Massa Ratinho Júnior declarou situação de emergência em todo o território paranaense. O termo de cooperação reúne a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a Superintendência-Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – (Seti) para a contratação de estudantes das áreas de saúde em fase final de formação. A contratação será feita por chamada pública, por meio da Fundação Araucária.

Os bolsistas serão contratados para orientar, monitorar e auxiliar no atendimento de pacientes que apresentarem sintomas da covid 19.

No pedido, o governador considera o papel de destaque da Itaipu Binacional de “incentivo ao desenvolvimento regional com o apoio a projetos em distintas áreas, constituindo-se como importante vetor de progresso sustentável e social”.

Como será a contratação

Por meio de chamada pública, a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA) em parceria com a Seti e a Sesa vai contratar bolsistas de instituições estaduais de Ensino Superior (IEES) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As atividades serão desenvolvidas em conjunto com as regionais de saúde da Sesa, que ficarão responsáveis pelo plano de trabalho.

Entre as atribuições dos estudantes estão a prestação de serviços de atendimento telefônico e por meios digitais, para tirar dúvidas e orientar a população sobre a doença relacionadas à prevenção, além de cuidados e combate à pandemia. Também prestarão atendimento nas rodovias com o monitoramento da entrada e da saída de pessoas na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, nas unidades de saúde, hospitais e outros estabelecimentos de saúde com esse mesmo escopo.

Parte desses bolsistas reforçará o atendimento no Laboratório Central do Estado, Lacen, e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, voltada ao apoio a demandas destas unidades.

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Dia da Conscientização do Autismo

2 de abril se tornou oficialmente o Dia Mundial de Conscientização do Autismo em 18 de dezembro de 2007, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A data foi criada com objetivo de propagar informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que ainda cercam as pessoas afetadas por esta síndrome neuropsiquiátrica que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo.

Os transtornos do espectro autista (TEA) englobam uma série de diferentes apresentações do quadro, mas têm em comum uma limitação na comunicação ou interação social, além de um comportamento restritivo e repetitivo.

Para efeitos legais, os autistas são considerados pessoas com deficiência. De acordo com a Lei nº 12.764/12, é direito da pessoa com TEA o acesso a ações e serviços de saúde, incluindo identificação precoce, atendimento multiprofissional, terapia nutricional, medicamentos e informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.

Fonte: O Imparcial

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Governadores do Sul e Sudeste debatem impactos da pandemia

Consórcio reúne Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo

Governadores dos estados que integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) se reuniram nesta quinta-feira (02/04), por meio de videoconferência, para debater questões de saúde e impactos econômicos provocados pela pandemia do novo coronavírus.

Em carta que será encaminhada para a União, os governadores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo mostram a preocupação do grupo com a abrupta queda de arrecadação, especialmente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), justamente no período em que os Estados precisam de novos recursos para o combate a Covid-19.

O documento do Cosud sugere uma série de medidas econômicas e fiscais que contribuam para que os governos locais possam enfrentar o agravamento da crise sanitária. “O momento é de união, de trabalharmos juntos para superar esse momento crítico. Deve haver concentração de esforços e recursos no combate ao coronavírus”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Medidas

As medidas sugeridas pelo Consórcio de Integração Sul e Sudeste são:

a) Recomposição de perdas de outras receitas além do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou Fundo de Participação dos Municípios (FPM), notadamente ICMS, royalties e participações especiais da atividade de óleo e gás, queda da safra entre outros fatores;

b) Inclusão do financiamento às empresas para os pagamentos de impostos entre as alternativas a serem oferecidas pela rede bancária, a exemplo dos pagamentos de funcionários;

c) Aprovação de emenda constitucional com prorrogação do prazo final de quitação de precatórios e suspensão do pagamento pecuniário dos mesmos enquanto por 12 meses, mantidos os pagamentos das requisições de pequeno valor;

d) Suspensão dos pagamentos de dívida com a União também por 12 meses;

e) Assunção pela União dos pagamentos junto a organismos internacionais enquanto durar a calamidade financeira nacional, sendo tais montantes incorporados ao saldo da dívida dos Estados com a União;

f) Suspensão dos pagamentos mensais do Pasep ou quitação por meio do gasto local em ações de saúde e assistência social;

g) Aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei Complementar 149 (Plano Mansueto), na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Pedro Paulo (RJ);

h) Aprovação de emenda constitucional consagrando o cômputo das despesas de inativos nas aplicações em educação e saúde, medida alinhada com a questão previdenciária nacional.

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Eleições devem ocorrer normalmente, segundo presidente do TRE. Veja mais do Calendário Eleitoral

Em 2020 o primeiro turno das eleições acontecerá no primeiro domingo de outubro, dia 4

Em 2020 o primeiro turno das eleições acontecerá no primeiro domingo de outubro dia 4 e o segundo turno no último domingo de outubro dia 25.

No entanto diante da pandemia de Coronavírus as dúvidas ficam no ar, será que as eleições serão realizadas?

Para Tito Campos de Paula, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, a ideia principal é manter as eleições normalmente, visto que o calendário eleitoral é determinado pela própria constituição do Brasil.

No entanto, caso futuramente a situação não estiver normalizada, a Justiça Eleitoral pode adotar outras providências, o estado de Sitio* (Emergencial), por exemplo.

* O Estado de Sítio é um instrumento burocrático e político em que o Presidente da República suspende por um período temporário a atuação dos Poderes Legislativo (deputados e senadores) e Judiciário.

Fonte: Catve.com

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Itaipu Binacional ajuda a preparar Foz do Iguaçu e região para a fase pós-covid-19

A usina não para, nem dentro nem fora das barreiras. Obras de infraestrutura que vão mudar o futuro de Foz e região estão dentro do cronograma.

A pandemia do novo coronavírus impôs uma nova rotina à maioria dos trabalhadores, muitos dos quais têm que trabalhar no sistema home office. Mas quem não tem essa opção e precisa estar na linha de frente, como os operários que atuam nas obras financiadas por Itaipu e em serviços essenciais da usina, seguindo os devidos cuidados, estão preparando a empresa e Foz do Iguaçu para a fase pós-covid-19, que se espera que esteja próxima.

Não há atrasos nos trabalhos; ao contrário. O cronograma das obras está em ritmo normal e, em alguns casos, até adiantado. A lista é enorme e já redesenha um novo cenário de desenvolvimento econômico para a região.

São projetos que já saíram ou vão sair do papel e garantem, num primeiro momento, geração de empregos, o que é essencial para girar a economia e evitar um colapso geral; e, num segundo momento, ajudarão a criar uma nova Foz do Iguaçu, o que beneficiará diretamente todo o Paraná e países vizinhos.

Ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

“Cuidar da nossa gente”

“Faz parte da missão de Itaipu gerar energia com qualidade para o Brasil e o Paraguai, mas também cuidar da nossa gente. Por isso, vamos continuar mantendo investimentos em infraestrutura, para garantir o emprego e a segurança de centenas de brasileiros que dependem desse ganha-pão para sobreviver”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

Com os olhos voltados para o futuro, a usina de Itaipu fez um plano de contingenciamento já prevendo o pós-covid-19. Internamente, Itaipu sistematizou o home office, conforme preconizam os protocolos da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, além de decretos municipais de distanciamento social no período da crise. As atividades vitais da usina foram mantidas, seja por teletrabalho ou presencialmente, quando isso é essencial, especialmente para a geração de energia. Nesse caso, equipes atuam em sistema de escala.

General Joaquim Silva e Luna em entrevista no canteiro de obras da Ponte da Integração. Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional.

As obras

São cerca de R$ 700 milhões em investimentos da Itaipu em obras estruturantes. No caso da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a concretagem da primeira fase está pronta no lado brasileiro. A construção da Perimetral Leste, a artéria que sustentará uma nova organização da logística da cidade, também está sendo impulsionada e deve começar em setembro.

Duplicação da via de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

O cronograma do mercado público municipal, que sofreu atraso por problemas com a antiga empreiteira, agora segue o ritmo normal. Outras obras estão adiantadas: a segunda etapa da ciclovia da Avenida Tancredo Neves; o calçamento e a ciclovia do “Zerinho”, na região do Charrua; o prolongamento da Avenida Beira-Rio e a revitalização dos rios Almada e Boicy; e as reformas do aeroporto – prolongamento da pista, ampliação do pátio de manobras e duplicação do acesso entre a BR-469 e o terminal aéreo. As melhorias do turismo interno, que passam por uma repaginação, também já começaram.

A usina se prepara para iniciar as obras das futuras instalações da Delegacia da Mulher, da Delegacia do Turista, do Instituto de Identificação e da revitalização do Gramadão da Vila A, além das reformas no Hospital Costa Cavalcanti, que já estão em andamento. O hospital foi reestruturado com um ala exclusiva para casos de internamento de pacientes com o novo coronavírus.

Itaipu também prevê investir na duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), uma reinvindicação de mais de 20 anos e que resolveria um dos grandes gargalos do acesso ao Parque Nacional do Iguaçu e ao Aeroporto Internacional, que recebem em tempos normais milhares de turistas. Essa é considerada uma das obras mais importantes para reconfigurar o status do turismo, vocação natural de Foz do Iguaçu.

Com esse rol de obras, diz Silva e Luna, “Itaipu oferece melhorias de atendimento social, gera centenas de empregos diretos e indiretos, impulsiona o desenvolvimento das estruturas logísticas e de circulação e, num ciclo virtuoso, dá condições para que as forças econômicas e o empresariado da cidade também invistam, criando ainda mais empregos e oportunidades para a sustentabilidade e o desenvolvimento da cidade e região por muito anos”.

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Pela união ao turismo e medidas emergenciais para salvar o setor

Por Fábio Aguayo, na Gazeta do Povo

A chegada do novo Coronavírus nos lançou a um momento único, onde será fundamental o envolvimento de todos para superar a crise. E, dentro deste espírito, a Feturismo, entidade civil, filiada à Confederação Nacional do Turismo (CNTur), terceiro grau sindical de atendimento às empresas do turismo do Paraná, agradece a publicação do pacote econômico do Governo do Estado, com destaque ao programa de contingenciamento de R$ 321 milhões do orçamento vigente.

Também é louvável o encaminhamento, à Assembleia Legislativa, de projeto de lei que institui a manutenção de empregos nas empresas terceirizadas que atendem o poder público. O momento é difícil, como citado, mas precisamos avançar, buscar esclarecer dúvidas e ações que podem contribuir.

Um Programa de Incentivo ao Turismo, com as “hashtag” Turismo é Meu Negócio, Somos Turismo, Somos Paraná, para incentivar os paranaenses a viajar dentro do estado, pode ser o ponto de partida para o setor. Também é preciso convencer moradores de outras regiões do país a conhecer as 14 diferentes faces do Paraná.

Nosso Estado tem belezas incríveis e estrutura capaz de absorver o turismo de eventos, de negócios, de lazer, esportes, cultura e gastronomia. Essa é a nossa proposta para uma forte retomada e aceleração do crescimento do setor que se tornou tão sensível.

Algumas ações trarão alívio para o nosso setor, como taxas menores sobre o ICMS dos combustíveis, até campanhas de encorajamento como “visite um destino paranaense em seus próximos três meses”. São pequenos pontos para nossa entidade, que se somando às outras voltadas ao setor, pode engajar.

Muitas outras questões colocam o setor do turismo em dúvida e para isso, dividimos o teor do pacote do governador Ratinho Junior em alguns tópicos e colocamos algumas questões a seguir sobre cada recurso ou incentivo proposto.

Com a estimativa da Fomento Paraná empregar R$ 480 milhões divididos em quatro linhas, objetiva atingir pelo menos 40 mil empresas. Nossas dúvidas são, seriam R$ 12 mil para cada empresa? Quais os setores empresariais teriam chance de conseguir estes recursos? Há alguma provisão específica para o setor do turismo e quais as formas de garantia?

Sobre a Fomento usar recursos do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE) para reduzir a taxa de juros, isso nos deixou uma questão. Se a taxa de juros de 0,91% ao mês, ao final de 12 meses, nos dá um total de 11,48%. É possível diminuir este percentual de juros uma vez que a Fomento está fazendo uso de recursos do FDE?

Aos municípios que possuem financiamentos com a Fomento, será oferecida uma possibilidade de moratória de 180 dias sem juros ou de amortização do principal. Essa medida tem um impacto estimado de R$ 148 milhões.

Cada município deverá analisar a vantagem ou não de suspender os pagamentos nesse prazo. Os municípios que apresentam atrativos turísticos, em especial os que tem no turismo grande parte de sua renda, também estão sendo contemplados?

O BRDE formatou um programa emergencial de R$ 670 milhões. Se o objetivo é financiar micros, pequenas e médias empresas do estado, como está a previsão de aporte? A busca, portanto, está em que seja garantido um capital de giro de baixo custo para ao menos 3 meses de “oxigênio”?

E ainda postergou prazos (até seis meses) de todos contratos ativos destinados a micro, pequenas e médias empresas que não são do setor rural. Estas novas formas de financiamento poderiam ser utilizadas neste formato específico para o setor do turismo ou estão congeladas?

O pacote, segundo o anúncio, tem R$ 520 milhões disponíveis para linhas de capital de giro e para incremento da produção. Qual o formato a ser aplicado para estas linhas de capital de giro? Que tipo de empresas de nosso setor poderão participar e com quais custos e prazos? Qual o valor do aporte disponível somente do Fungetur e quais empresas são previstas de receber tal incentivo?

E a pergunta que mais aflige o setor é quando será a decisão e teremos o comportamento de sensibilidade da Copel/Sanepar/Compagas? Estamos implorando que seja debatido na reunião dos conselhos de administração das estatais, especialmente que tem maior a participação do Governo do Estado, para que haja uma consideração excepcional neste momento delicado.

O setor de turismo no Brasil e no Paraná não tem, pelo fechamento de fronteiras e barreiras, a presença dos turistas internos ou estrangeiros. Nosso pleito é para que tenha uma deliberação urgente que fixe ou informe as equipes próprias ou terceirizadas a instrução de não cessar o não fornecimento dos serviços por 120 dias.

Mesmo com atrasos nos pagamentos, independente do porte da empresa, não pedimos anistia e sim que seja providenciado um pacote excepcional de negociação e parcelamento. Após este período de calamidade pública e estado emergencial, não podemos correr o risco cruel de escolher demitir colaboradores, ou que seja pago um destes serviços neste trágico momento.

A Feturismo acredita que o diálogo é o melhor caminho para encontrarmos soluções e superarmos juntos este momento de dificuldade que enfrentamos.

Fábio Aguayo é presidente do Sindiabrabar e vice-presidente de Relações Governamentais e Institucionais da Feturismo (Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares do Estado do Paraná).”