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Apresentador Luciano Huck grava quadro para seu programa nas Cataratas do Iguaçu

O apresentador Luciano Huck visitou na manhã desta quarta-feira (4) as Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

No atrativo, Huck gravou cenas para um quadro do seu programa, o Caldeirão do Huck, que está completando 20 anos indo ar nas tardes de sábado pela Rede Globo.

De acordo com informações do próprio apresentador, em seu perfil no Instagram, a gravação é para o quadro Encontrando Alguém, que deve ir ao ar em 1º de fevereiro de 2020. O tema será o reencontro de irmãos e a luta contra o feminicídio.

No vídeo, Luciano Huck fez um belo elogio ao Parque Nacional do Iguaçu em relação a preservação dos animais, as opções de acessibilidade, controle do acesso de pessoas e de veículos dentro da reserva ambiental.

“Além de ser patrimônio natural da humanidade, tombado pela Unesco, tem uma grande organização”, ressaltou o apresentador

As fotos foram extraídas das redes sociais

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Cúpula conservadora em Fortaleza é adiada com crise no PSL. Primeira edição aconteceu em Foz do Iguaçu

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na primeira edição brasileira da Cpac (Conservative Political Action Conference). Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

Da Coluna Painel de Fábio Zanini na Folha de S.Paulo

A segunda edição da Cúpula Conservadora das Américas, que ocorreria em Fortaleza (CE) neste mês, foi adiada indefinidamente. Criação de Eduardo Bolsonaro, foi afetada pela crise no PSL, que bancou o primeiro evento, em Foz do Iguaçu (PR), no ano passado.

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Foz do Iguaçu vai receber em 2020 evento da Organização Mundial de Turismo

Foz do Iguaçu e a região trinacional entre Brasil, Argentina e Paraguai será sede, em 2020, de um evento da Organização Mundial de Turismo (OMT). A informação é do secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla.

A conferência terá delegações de aproximadamente 120 países, ressaltou Piolla em seu perfil no Facebook. O evento será realizado no Dia Mundial do Turismo, em 27 de setembro.

“Anúncio foi feito ontem (03) à noite durante a reunião dos ministros de Turismo do Mercosul, em Belo Horizonte (MG)”, informou. De acordo com Piolla, participaram do encontro os ministros de Turismo do Brasil, Marcelo Álvaro Antonio; da Argentina, Gustavo Santos; do Paraguai, Sofia Montiel; e do Uruguai, Liliam Kechichian García, além do presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.

“Será uma ótima oportunidade de projeção da imagem do Destino Iguaçu para o mundo”, completou o secretário.

Foto: Bob Castro

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Presidente do Paraguai será recebido dia 13 por Donald Trump. Veja esta e mais na CabezaNEWS

Marito com Trump O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, viaja dia 13 para Washington, onde se encontra com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na agenda, eles vão tratar de uma agenda bilateral.

Mercosul Antes de viajar para os EUA, Marito vai até Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde participa da reunião dos chefes de estado do Mercosul. Ele também irá assumir a presidência Pró-Tempore até o final do primeiro semestre de 2020.

Mercosul II O compromisso do Paraguai, segundo Marito que assume no lugar do brasileiro Jair Boslonaro, é dar ao Mercosul um forte impulso econômico, que também impactem em benefício da população.

Hora da revanche Expulso do PSL há quatro meses, o tucano Alexandre Frota não tira o olho dos detratores que deixou no antigo partido. Anota Lauro Jardim, em O Globo, que hoje é dia de festa para Frota. Ao saber que o PSL havia suspendido Eduardo Bolsonaro por um ano, Frota soltou, exultante: “Ótimo! Só queria saber se suspendeu. Suspendeu, ótimo!”.

De saída? Leandro Mazzini informa na Veja que, apesar de ter se calado nos últimos meses sobre a sua intenção, para preservar o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, seu principal trunfo, o presidente Bolsonaro dá como certa a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

Será? Caso seu padrinho, ministro Moro, não consiga segurá-lo mais no cargo, a saída de Valeixo deve ser concretizada ainda no primeiro bimestre de 2020. O mais cotado é o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, o delegado Anderson Torres, ex-chefe de gabinete do ex-deputado federal Fernando Francischini.

Alerta A Abrabar/SindiAbrabar alerta aos empresários, escritórios de contabilidade e de recursos humanos sobre a importância de aderir ao regime que desonera a folha de pagamento e garante benefícios aos empregados.

Alerta II O REPIS resume os anseios laboral e empresarial da categoria, discutidos em audiências no ano. Quem não aderir até 10 de janeiro de 2020, ficará um ano sem conseguir reduzir a despesa com a folha.

Ex-diário O Metro Jornal passará a ter edição semanal em Curitiba, às sextas, a partir de janeiro de 2020, informa a diretora executiva Martha Feldens. O novo formato permite ainda edições extras, em outros dias da semana, de acordo com as necessidades da região. O mesmo modelo já foi aplicado em 2019 a outras cidades, como Rio de Janeiro, Brasília e Campinas.

Ex-diário II O vespertino foi lançado em Curitiba em 2011 e já colocou na rua mais de 2.100 edições, entre diárias e especiais. A cobertura semanal deve ser aprofundada, mantendo o formato que já faz parte do dia a dia do curitibano. O jornal é distribuido gratuitamente.

Ronildo Pimentel
Editor

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Gramadão de Itaipu integrará Natal de Foz do Iguaçu com espetáculo cheio de luz e magia. Veja fotos!

Árvores temáticas instaladas no local serão acesas na semana que vem. No dia 14, a partir das 20h, o público poderá conferir um grande espetáculo, na terra e no ar, com malabares, coreografias aéreas e queima de fogos

O Gramadão de Itaipu, na Vila A, um dos locais mais frequentados de Foz do Iguaçu e que, em breve, se tornará um grande parque de lazer, fará parte do Natal de Foz com programação e decoração próprias e também integradas às festividades natalinas do calendário do município.

A abertura do Natal no Gramadão será no início da semana que vem – a data está sendo definida –, com o acendimento da iluminação de árvores temáticas. A decoração permanece até o dia 6 de janeiro. A entrada é gratuita e todos estão convidados.

Outro destaque será o espetáculo “O Natal está no ar”, da companhia Felchak Produções, de Guarapuava, marcado para o dia 14, às 20h. O show de magia e encantamento conta, de forma lúdica, a história de uma avó e seu neto em uma viagem pelas estrelas. O enredo será apresentado por atores e bailarinos com o uso de malabares e coreografias aéreas. Ao final, haverá queima de fogos.

Itaipu é uma das principais patrocinadoras do Natal de Foz, que concentrará boa parte da decoração e programação na Praça da Paz.

“O apoio ao Natal é uma iniciativa de toda a Diretoria de Itaipu e empregados da margem esquerda da usina, para comemorar um ano repleto de boas notícias e realizações”, diz o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. E complementa: “Nossa gente merece ter uma programação pública natalina para prestigiar, se divertir e refletir sobre valores. O Natal é uma data bastante apropriada pra isso”.

Em 2019, com a reestruturação feita pela gestão Silva e Luna, Itaipu conseguiu realocar recursos, no total de R$ 600 milhões, para obras estruturantes, como a Ponte da Integração Brasil – Paraguai, a modernização e ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e as obras no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. No terminal, Itaipu bancou a execução de um pátio de manobra de aeronaves, a duplicação da via de acesso do aeroporto à BR-476 e, ainda, entrou com R$ 55 milhões dos R$ 70 milhões para a ampliação da pista de pouso e decolagem.

Com uma área de 31 mil metros quadrados, o Gramadão passará pela maior revitalização de sua história desde o final dos anos 1990, quando ali foi promovido o primeiro Natal de Foz. Em 2000, foi construída a Concha Acústica.

Na remodelagem, toda a área verde será preservada e a arborização será ampliada. A população de Foz e região e também os turistas serão os grandes beneficiados por mais esta melhoria promovida pela Itaipu na cidade.

Fotos: Alexandre Marchetti e Nilton Rolin/Itaipu Binacional

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Uma nova Itaipu ajuda a criar uma nova Foz do Iguaçu

Chico Brasileiro

Foz do Iguaçu, no Paraná, não é uma cidade rica. Mas divide duas maravilhas de valor incalculável: as Cataratas do Iguaçu, na fronteira com a Argentina, e a usina de Itaipu, na qual o Brasil e o Paraguai são sócios igualitários. Das Cataratas, nem é preciso falar muito: é por causa dessa fantástica formação que Foz do Iguaçu recebe visitantes do mundo inteiro.

E Itaipu? Foi a construção da usina, lá no final dos anos 1970, que provocou uma explosão demográfica na região de fronteira. A população de Foz, em poucos anos, saltou de 30 mil para 170 mil pessoas (hoje, somos cerca de 270 mil). Claro que isso significou um grande problema a ser administrado, naquela época, mas Foz recebeu investimentos em infraestrutura, o mercado imobiliário se expandiu e o turismo, auxiliado também pelas compras no Paraguai, que sempre atraíram milhares de brasileiros, se profissionalizou até se tornar hoje o setor que mais gera empregos na cidade.

Hoje, Foz do Iguaçu vive uma fase que só tem precedentes, como eu disse, na construção de Itaipu. Mas sem os inconvenientes da vinda massiva de gente de toda parte em busca de trabalho na usina. Esta nova Foz do Iguaçu, como agora eu chamo, teve em 2019 apenas boas surpresas, com o atendimento de reivindicações que eram sonhadas há muitos anos por nossa gente. Graças à sensibilidade e entendimento do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, e do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

Do governador, além do apoio ao nosso hospital municipal, a população de Foz do Iguaçu recebeu de presente um grande viaduto logo na entrada da cidade, que vai resolver problemas sérios de circulação de veículos. O viaduto foi construído em tempo recorde, o que também é admirável. A previsão era de entrega em abril de 2020, mas agora em dezembro já estará liberado para o tráfego. Um belo presente de Natal, sem dúvida.

Quanto a Itaipu, na margem brasileira, é dela que “roubei” o título de “nova Foz do Iguaçu”. Na verdade, em apenas nove meses de gestão, o general Joaquim Silva e Luna provocou uma grande transformação na empresa, a tal ponto que os empregados e até os próprios moradores dizem que virou “uma nova Itaipu”. A gestão de Silva e Luna já começou surpreendendo: ele foi o primeiro diretor-geral brasileiro a fixar moradia em Foz do Iguaçu e, com seu exemplo, os demais diretores também se tornaram moradores de nossa cidade. Nada mais justo, já que Foz é a sede brasileira de Itaipu, mas ninguém pensou assim antes dele.

A grande transformação, no entanto, veio com a mudança no enfoque de utilização dos recursos de Itaipu. Silva e Luna reduziu custos e, principalmente, deu atenção especial aos recursos disponíveis para convênios e patrocínios. Aqueles que não atendiam à missão da usina foram cancelados e o dinheiro redirecionado para obras estruturantes na região. Esse redirecionamento corresponde a R$ 600 milhões, verba suficiente para a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, para ampliação da pista de pouso e decolagem no Aeroporto Internacional das Cataratas e até para reformas e melhorias no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, que atende pacientes pelo SUS e é um dos mais importantes do Sul do Brasil.

O nosso aeroporto tinha uma estrutura acanhada, que não condizia com a importância turística de Foz do Iguaçu. A Infraero, desde o ano passado, está executando obras – algumas já concluídas – que vão aumentar a capacidade do aeroporto de 2,6 milhões para 5 milhões de passageiros/ano. A Itaipu já havia entrado com recursos para a construção do pátio de manobras e para a duplicação da pista entre o aeroporto e a BR-469, a Rodovia das Cataratas. Mas o mais importante veio depois: a binacional decidiu investir R$ 55 milhões dos R$ 70 milhões necessários para ampliar a pista de pouso e decolagem, que permitirá ao terminal receber voos de longa distância. Isto é, Foz do Iguaçu poderá ter ligações diretas com cidades da Europa e da América do Norte, com um novo salto no setor turístico, talvez o mais importante da história recente.

Outro grande legado que a Itaipu deixará para a população de nossa fronteira é a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ligação entre os dois países sobre o Rio Paraná. A Ponte da Amizade, inaugurada em 1965, já não comporta o fluxo de até 40 mil veículos por dia. Com a nova ponte, a antiga ficará exclusiva para o turismo e para a circulação vicinal. Os veículos de carga utilizarão a nova ponte, que contará com uma via exclusiva para acesso à BR-277. Os caminhões provenientes do Paraguai e da Argentina ou do Brasil com destino a esses dois países não vão mais circular pelas vias centrais de Foz do Iguaçu, melhorando o trânsito e, principalmente, eliminando o risco de acidentes, dos quais infelizmente tivemos vários registros nesses anos.

A nova ponte entre o Brasil e o Paraguai, financiada integralmente por Itaipu, deverá ficar pronta em três anos. Ela representa um potencial imenso para as duas margens. Além de facilitar as trocas entre os dois países, permitirá conexões com a Argentina, a Bolívia, o Peru e o Chile, o que deverá trazer a Foz mais investimentos e novos negócios, já que a cidade será a porta de entrada e saída de mercadorias e riquezas. Futuramente, é possível que haja até mesmo uma rota bioceânica, ligando o Porto de Paranaguá aos portos do Pacífico, no Chile.

Tudo isso graças à visão do general Joaquim Silva e Luna, que atende exatamente o que prega a missão de Itaipu: “impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. As obras que Itaipu financia em Foz do Iguaçu cumprem o que prega a missão de nossa binacional, mas é preciso alguém com determinação e coragem para mudar padrões estabelecidos, interna externamente à usina binacional, para fazer de fato uma “nova Itaipu”, que agora contribui firmemente com uma “nova Foz do Iguaçu”.

Como prefeito de Foz, tenho também do que me orgulhar. Há poucos dias, a cidade recebeu a classificação de Boa Gestão da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), título obtido pela primeira vez desde que a pesquisa foi iniciada, em 2013. Esse título é resultado de um trabalho árduo para reequilibrar as contas públicas e ampliar a capacidade de investimentos no município, pois temos a missão de fazer de Foz do Iguaçu uma cidade melhor. E temos bons parceiros que também pensam assim.

Chico Brasileiro (PSD) é prefeito de Foz do Iguaçu

Foto: Roger Meireles

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Decreto de Jair Bolsonaro qualifica o Parque Nacional do Iguaçu para início do processo de privatização

A edição desta terça-feira (03) do Diário Oficial da União (DOU) trouxe como novidade um decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que qualifica o Parque Nacional do Iguaçu para o início do processo de privatização.

Além da unidade de conservação que abriga as Cataratas do Iguaçu, a medida qualifica outros dois pontos turísticos do país para integrarem o Programa de Parcerias de Investimento (PPI). São eles os parques nacionais Lençóis Maranhenses, no Maranhão, e o de Jericoacoara, no Ceará.

No decreto é informado que estas unidades estão qualificadas para o Programa Nacional de Desestatização (PND) “para fins de concessão da prestação dos serviços públicos de apoio à visitação, com previsão do custeio de ações de apoio à conservação”.

Contexto

O Parque Nacional do Iguaçu possui parceria público-privada na gestão de serviços turísticos desde o ano de 1998. Atualmente 4 empresas operam dentro da unidade de conservação.

São elas: Cataratas do Iguaçu S.A (transporte, bilheteria, alimentação, lojas), Hotel das Cataratas (hospedagem), Macuco Safari (passeios de barco e trilhas) e Helisul (voo panorâmico).

Clique AQUI para ver o decreto no DOU

Íntegra do decreto

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Publicado em: 03/12/2019 | Edição: 233 | Seção: 1 | Página: 3

Órgão: Atos do Poder Executivo

DECRETO Nº 10.147, DE 2 DE DEZEMBRO 2019

Dispõe sobre a qualificação de unidades de conservação no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República e sobre a sua inclusão no Programa Nacional de Desestatização.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 13.334, de 13 de setembro de 2016, e na Resolução nº 79, de 29 de agosto de 2019, do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República,

D E C R E T A :

Art. 1º Ficam qualificadas, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República – PPI, e incluídas no Programa Nacional de Desestatização – PND as seguintes unidades de conservação, para fins de concessão da prestação dos serviços públicos de apoio à visitação, com previsão do custeio de ações de apoio à conservação, à proteção e à gestão das referidas unidades:

I – Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Estado do Maranhão;

II – Parque Nacional de Jericoacoara, no Estado do Ceará; e

III – Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná.

Art. 2º O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES poderá ser contratado para elaborar os estudos necessários às concessões de que trata o art. 1º e para apoiar as atividades de supervisão dos serviços técnicos e de revisão de produtos contratados.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 2 de dezembro de 2019; 198º da Independência e 131º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO
Luis Gustavo Biagioni
Onyx Lorenzoni

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Lideranças lançam Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional. Veja esta e mais na CabezaNEWS

Soberania … O Plenário da Assembleia legislativa do Paraná foi palco ontem, do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. O ato contou com a presença do ex-senador Roberto Requião, deputados federais, estaduais e representantes das centrais sindicais.

… nacional A Frente é uma iniciativa do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) e presidida pela senadora Zenaide Maia (PROS-RN). A foto é de Eduardo Matysiak.

Literatura online A rede de computadores acaba de ganhar dois livros digitais sobre campanhas eleitorais. As obras, lançadas no início da noite de ontem (2) na Câmara de Vereadores de Curitiba, são: “As eleições estaduais no Brasil: estratégias de campanha para TV” e “O Brasil vai às urnas: as campanhas eleitorais para presidente na TV e internet”.

Digital II A iniciativa é do Grupo de Pesquisa em Comunicação Eleitoral da Universidade Federal do Paraná (CEL/UFPR). Os e-Books são resultado de estudos realizados em parceria com pesquisadores de outras instituições de ensino de diversas regiões do país com base em programas eleitorais da última campanha.

Digital III Os organizadores dos livros são Ricardo Tesseroli e Pedro Pimentel. Ambos participaram de mesa-redonda sobre “Cenários políticos da democracia brasileira: a ponte entre 2018, 2020 e 2022”, com os professores-doutores da UFPR e integrantes do CEL/UFPR Ary Azevedo Júnior, Luciana Panke e Mario Messagi Júnior.

Com Ratinho Uma comitiva de prefeitos, presidentes de associações comerciais e lideranças políticas com o apoio do presidente da Assembleia, Ademar Traiano, esteve ontem com o governador Ratinho Jr. Na pauta a construção de uma ponte sobre o Rio Ivaí, no limite dos municípios de Jardim Alegre e Grandes Rios.

Em casa A defesa de Eduardo Cunha pediu à Justiça que o ex-presidente da Câmara deixe Bangu 8 para cumprir o resto de sua pena em prisão domiciliar, informa Athos Mourão, na Veja. O motivo é que Cunha está doente e sofre de “lesão aneurismática cerebral”.

Aves silvestres Dez mutuns-de-penacho, nascidos em Itaipu, foram cedidos ao centro de conservação em Corrientes. A espécie está extinta na região há 40 anos.

Agrotóxicos na internet
O Ministério Público do Paraná assinou Termos de Compromisso de Cooperação Ambiental com três grandes empresas de marketplace, com a intenção de coibir em suas plataformas on-line qualquer forma de anúncio, exposição à venda ou comercialização de agrotóxicos. As obrigações assumidas pelas empresas, que fazem a ponte com diversos sites de abrangência nacional, valem para todo país.

Ronildo Pimentel
Editor

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Beatles surgiram para implantar o comunismo, diz novo presidente da Funarte

Maestro, conservador e youtuber, Dante Mantovani também diz que o rock incentiva o sexo e a ‘indústria do aborto’

O maestro Dante Mantovani, recém-anunciado como o novo presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), é autor de livros sobre música clássica, tem programa de rádio, dá curso na internet e é também youtuber.

No canal que leva seu nome e tem pouco mais de 6.000 inscritos, ele compartilha reflexões e teorias da conspiração sobre política e arte. Os vídeos ainda estão no ar, apesar de ele ter apagado seus perfis em redes sociais.

Entre outros assuntos, ele afirma que o fascismo é de esquerda, diz que fake news é um conceito globalista para impor a vontade da imprensa, chama a Unesco de “máquina de propaganda em favor da pedofilia”.

AQUI para ler o artigo de Lucas Brêda e Manoella Smith na Folha de S.Paulo

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Desigualdade e pobreza

Luiz Claudio Romanelli

‘Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil’ – Auguste de Saint-Hilaire

A maioria dos literatos credita a frase acima ao escritor paulista Monteiro Lobato, mas ela é do botânico e naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire bem conhecido por nós, paranaenses, que por aqui até nome de parque tem. Outro escritor e poeta paulista, Mário de Andrade, cunhou a expressão similar no personagem Macunaíma: “pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil”. Isso em 1929 no pico do movimento modernista nas artes brasileiras.

Por mais complexa a situação, este é o paralelo que enfrentamos na atual quadra do país: a desigualdade alcançou níveis tão extremos que seis famílias têm mais riqueza do que 100 milhões de brasileiros. Diga-se, somos 210 milhões, ou seja, as tais seis famílias concentram mais riquezas do que a metade da população brasileira.

A estrutura tributária do país agrava tal conjuntura. Enquanto os mais ricos pagam uma alíquota de 6,7% de imposto de renda, a classe média é taxada em 27,6%. Isso se dá por uma característica extremamente peculiar do Brasil que é a tributação sobre o consumo e não sobre lucros e dividendos de pessoas físicas. Ao lado do Brasil somente a Estônia realiza tal prática.

Estudo do economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, mostra que o Brasil vive o mais longo ciclo de aumento da desigualdade de sua história. A concentração de renda cresce no país há 17 trimestres, o que é pouco mais de quatro anos.

Após a leitura de parte do estudo o que se extrai é que de fato a piora na desigualdade é resultado absolutamente direto do aumento do desemprego que ainda aflige 12 milhões de pessoas. Para além disso o subemprego atinge 38,8 milhões de brasileiros. Somando as duas pontas – desemprego e subemprego – o país tem uma massa de mais de 50 milhões de pessoas fora do mercado formal do trabalho. Este gigantesco “exército de reserva” representa, pareado com seus dependentes, dois terços da população brasileira. Fica cristalino, no estudo, o desemprego foi o principal responsável pela queda no poder de compra das famílias.

Nem mesmo em 1989, pico histórico de desigualdade brasileira, alimentada pela inflação galopante, houve um período de concentração de renda por tantos trimestres consecutivos. É o que adianta matéria deste final de semana do jornal O Globo que também repercute os alarmantes dados expostos pela publicação de autoria do professor Marcelo Neri.

Outro indicador do avanço da desigualdade é o resultado do cruzamento de dados sobre o rendimento do trabalho e a faixa de renda a qual pertence o trabalhador. No período de 2014 até 2019, a renda da metade mais pobre da população caiu. A perda foi de 17,1%. No mesmo período, a renda da parcela que compreende o 1% mais rico avançou 10,11%.

Em decorrência deste abismo crescente de renda entre os trabalhadores, o número de pobres no Brasil aumentou. De acordo com o levantamento, entre 2015 e 2017, a população pobre brasileira aumentou de 8,3% para 11,1% do total. Assim, este contingente representa uma parcela de 23,3 milhões de homens e mulheres brasileiros que vivem com menos de R$ 233 por mês, cerca de 50 dólares americanos.

Em dois anos, a pobreza no Brasil passou a contar com mais 6,2 milhões de pessoas. É preciso compreender que medidas adotadas, à exemplo a retração aos investimentos em políticas e programas de distribuição de renda, em outras palavras, a mensuração da pobreza pode ser feita analisando as questões de natureza política e de ordem técnico-instrumental. Ao passo que o desemprego cresce a necessidade de reformulação e abrangência da políticas públicas devem acompanhar esse processo e não retrair o seu alcance através da redução de investimentos e repasse da responsabilidade do Estado à sociedade civil.

O crescimento econômico não deve ser visto como a única condição para enfrentar, combater e reduzir o pauperismo. Atender e renunciar ações minimalistas dirigidas à pobrezas emergenciais, focalizadas e reduzidas à dimensão assistencial se apresentam como alternativas possíveis que devem ser amparadas por políticas públicas que de fato garantam proteção social e os mínimos sociais contidos na Constituição Federal.

Poucos agentes ou partidos políticos se propuseram ao debate e enfrentamento das problemáticas centrais ligadas a miserabilidade e intensificação da desigualdade. O motivo fulcral desta inação, ou a principal escusa para a não confrontação sempre recai nas leis do mercado, o interesse do alto capital. O mercado que se abriga nestes trajes de entidade nada etérea criada para mascarar interesses dos grandes grupos econômicos representantes, por óbvio, das seis famílias mais abastadas do país.

Mas exatamente a isso é que o PSB se compromete com a igualdade, e durante o Encontro Nacional, neste final de semana, no Rio de Janeiro, se propôs encontrar soluções, até mitigatórias, sobre como combater a desigualdade, a pobreza e a grave exclusão social no país.

Desigualdade e pobreza devem ser encarados como os maiores problemas do Brasil, e na conferência nacional da autorreforma, com a participação de especialistas, intelectuais e de grandes lideranças nacionais, discutimos, com a devida seriedade, esses dois temas bem como os outros seis eixos que vão da reforma do Estado ao socialismo e democracia.

O PSB faz história ao ter a coragem de debater democraticamente o próprio partido e as soluções para o país indo à raiz dos problemas nacionais. Nós temos que reconhecer que o país precisa de uma reforma do Estado. De um lado, temos o Brasil contemporâneo, ligado ao que acontece de moderno no mundo, tanto no conhecimento quanto no desenvolvimento. Enquanto na administração pública vemos um Brasil arcaico, burocrático e antiquado cuja única alternativa seria se redirecionar para um modelo gerencial capaz de discutir e aprimorar o serviço público que estamos entregando á população. Esta é uma questão fundamental.

Outra indagação, não menos importante, é a democracia. Estamos vendo, atualmente, narrativas autoritárias do atual governo e dos seus porta-vozes às estruturas democráticas brasileiras. Esse discurso não pode ser banalizado porque, na prática, ameaça a democracia. A radicalização do discurso antidemocrático impõe a radicalização da democracia, Ter compromisso com ela é ter compromisso com o Brasil. Esta é, também, uma questão fundamental.

E para concluir, o federalismo. A modernidade exige um novo pacto federativo onde se transfira competências e recursos aos estados e municípios, aqui a essência é descentralização gerencial-administrativa do Estado. Temos que rediscutir a distribuição dos recursos arrecadados pelos impostos e contribuições. Nossa estrutura federativa transfere a maioria de suas receitas fiscais para a União, um erro que não deve ter continuidade.

Parte dessas discussões já tem espaço no Congresso Nacional, Deputados e senadores, por exemplo, não querem e não devem abrir mão de planejar o orçamento da União, Estados e Municípios e nós não podemos mais ficar reféns desse modelo federativo que, por mais paradoxal que pareça, remete a época do Império. A bandeira do Novo Pacto Federativo deve ser hasteada pelo nosso PSB.

Luiz Cláudio Romanelli, advogado e especialista em gestão, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná.