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Coronavírus

Coronavírus, Paraná, Saúde,

Nova remessa da Coronavac com 57,8 mil doses chega ao PR neste sábado, 8

O Ministério da Saúde confirmou na manhã desta sexta-feira (7) o quantitativo de doses da Coronavac (parceria Sinovac/Butantan) da 18ª pauta de distribuição de imunizantes contra a Covid-19. Serão mais 57.800 doses, todas da chamada D2, a de reforço, garantindo proteção completa contra as formas mais graves da doença.

As doses chegam no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 10h05 deste sábado (8). Logo em seguida serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para separação e armazenamento.

São 15.919 doses para pessoas de 60 a 64 anos (referentes às pautas 13 e 15), 2.747 para forças de segurança e salvamento (inclusive Forças Armadas) e 33.377 para ajustar a imunização em segunda dose no público prioritário já vacinado com a primeira, como trabalhadores de saúde e idosos, dependendo da necessidade dos municípios. A diferença para o quantitativo total é a reserva técnica. O lote nacional é composto por 999.900 doses.

Essa remessa se soma às 242 mil doses da vacina Covishield, da parceria AstraZeneca/Oxford, entregues nesta quinta-feira (6), e às 67.774 doses do imunizante Pfizer/Comirnaty/BioNtech. Esse lote é composto por 367.574 imunizantes para doses de reforço e início da imunização em grupos prioritários novos, como gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente. As vacinas devem ser encaminhadas na semana que vem aos municípios.

O Paraná já recebeu e distribuiu mais de 3 milhões de doses. Segundo o Vacinômetro, 1,9 milhão de paranaenses já receberam a primeira dose e 1,045 milhão já completaram a imunização com as duas doses. Mais de 85% do que foi distribuído foi aplicado.

O Estado já começou a imunizar 16 grupos prioritários: indígenas; idosos em Instituições de Longa Permanência; pessoas com deficiência institucionalizadas; trabalhadores da saúde; trabalhadores da segurança pública; forças de salvamento; Forças Armadas; quilombolas; sete faixas etárias entre a população idosa, dos 60 a 64 aos mais de 90 anos; pessoas com comorbidades; e pessoas com deficiência permanente.

As informações são de Agência de Notícias do Paraná

Busão Foz, Coronavírus, Destaques, Saúde,

Dispara o número de internados com sintomas graves de Covid no Paraguai. Demanda maior é por leitos de UTI

Nos últimos dias, disparou o número de internamentos com sintomas graves do novo Coronavírus (Covid-19) nos hospitais de contingência do Paraguai. A informação tem como base os números do relatório diário do Ministério da Saúde Pública, sobre as pessoas afetadas pela doença.

A demanda maior, de acordo com o Última Hora, é por leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Das 6.087 amostras processadas nas últimas 24 horas, 2.566 casos deram positivo, com mais 85 óbitos. O país soma agora 6.883 vidas perdias em decorrência da Covid-19.

Em número de confirmados, o Paraguai se aproxima dos 300 mil infectados. “Foram contabilizados 291.540 positivos até o momento na pandemia no país”, diz o jornal.

A busca por terapia intensiva sobre os casos graves recebidos, tem repercutido nas redes sociais. O Ministério da Saúde Pública registra aproximadamente 30 pacientes que diariamente esperam por um leito de UTI em diferentes hospitais da rede pública.

Os leitos nessas áreas estão 100% ocupados, informou o vice-ministro de Atenção Integral à Saúde Pública, Hernán Martínez. O médico expressou sua preocupação, pois as estatísticas não diminuem em termos do número de pacientes que necessitam de leitos de internação e terapia devido a Covid-19.

“Temos 30 solicitações por dia de pacientes que precisam de UTI e são pacientes que estão internados em algum lugar de hospitais, em algumas salas ou corredores”. Ele destacou que a mortalidade é de 40% nas UTIs.

Coronavírus, Curitiba, Economia,

Dia das Mães ajuda restaurantes de Curitiba a amenizar prejuízo com bandeira vermelha

No próximo domingo, quando se celebra o Dia das Mães, Curitiba estará aberta. De forma excepcional, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) autorizou que comércios, shoppings, restaurantes e outros serviços e atividades consideradas não essenciais atendam o público presencialmente no dia 9 de maio.

Segundo a secretária Márcia Huçulak, é uma oportunidade para que filhos e mães celebrem a data – desde que respeitando a segurança dos protocolos sanitários, é claro. Já para o setor gastronômico, será uma chance de ao menos mitigar os efeitos econômicos causados pela imposição de medidas mais restritivas durante os 23 dias de vigência da bandeira vermelha na capital paranaense, entre março e abril, quando estabelecimentos como restaurantes e lanchonetes funcionaram em horário restrito de segunda a sábado, atendendo apenas na modalidade delivery (medida que foi seguida pelos demais municípios da Região Metropolitana).

Tradicionalmente, o Dia das Mães é uma das datas mais movimentadas para a gastronomia paranaense, competindo com outras celebrações como o Dia dos Namorados e o Reveillon. Neste ano, porém, diante da necessidade de distanciamento social e da imposição de limite de pessoas nos estabelecimentos (uma pessoa para cada 9m² em Curitiba e 50% da lotação máxima nos municípios metropolitanos), alguns cuidados estão sendo tomados.

Um deles é pedir aos clientes que façam reservas antecipadamente, até para que se evite aglomerações do lado de fora dos estabelecimentos e para que os restaurantes possam atender de forma mais organizada e segura aos clientes. Em alguns locais, inclusive, estão sendo fixados limite de lugares para reserva, numa situação à qual as famílias já estão se adaptando, conforme relata Marcelo Stebner Campos, sócio-proprietário do Terrazza 40, localizado no Bigorrilho.

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Coronavírus, Curitiba, Economia,

Descumprimento de medidas contra Covid já resultou em mais de R$ 8,7 milhões em multas em Curitiba

A prefeitura de Curitiba já aplicou mais de R$ 8,7 milhões em multas por descumprimento das medidas restritivas de enfrentamento à pandemia de Covid-19 desde o início da vigência da Lei Municipal 15.799/2021, em 5 de janeiro, e até o fim da última semana. Ao todo, foram lavrados 791 autos de infração lavrados em 2.346 fiscalizações realizadas nas Ações Integradas de Fiscalização Urbana (Aifus) e pela Guarda Municipal.

Somente entre os dias 26 e 29 de abril, a força-tarefa da prefeitura e do governo do estado fiscalizou 59 estabelecimentos, o que resultou em 13 autos de infração e na interdição de 13 locais, além de R$ 85 mil em multas por infração às regras sanitárias previstas no Decreto 730/2021. Foram autuados bares nos bairros Capão Raso, Lindoia, Mossunguê, Centro, Boa Vista, Santa Cândida, Bairro Alto, Guaíra e Centro. Além disso, foram flagradas irregularidades em uma tabacaria na CIC e em uma casa noturna no Bairro Alto.

Fora as autuações, durante o mês de abril mais de 16 mil pessoas foram orientadas por guardas municipais nas mais diversas situações, em cerca de dois mil locais. As pessoas autuadas pelo município ainda têm o direito de recorrer no processo administrativo. De acordo com a prefeitura, os valores arrecadados com as multas são aplicados no enfrentamento da emergência em saúde pública no município.

As informações são de Gazeta do Povo

Coronavírus, Foz do Iguaçu, Política,

Prefeito de Foz do Iguaçu quer ação conjunta com Ciudad del Este para enfrentar a covid-19

Chico Brasileiro reuniu-se com a presidente do Codeleste, Linda Taigen, na última semana

O prefeito Chico Brasileiro é destaque na edição de sexta-feira, 30, do jornal paraguaio “La Nacion”, ao defender ações conjuntas com Ciudad del Este, no combate à covid-19. O diário reporta o encontro do prefeito com a presidente do Codeleste, Linda Taigen. Chico Brasileiro reafirma a preocupação com o aumento de casos da doença na fronteira entre os dois países caso medidas mais específicas não sejam tomadas, o que pode implicar um dano ainda maior para as duas cidades.

A questão foi levantada pelo prefeito com a presidente do Conselho de Desenvolvimento do Leste. Brasileiro marcou o encontrou para troca de dados sobre a situação atual na fronteira nas áreas de saúde, comércio e segurança.

Conforme Linda Taigen, “a autoridade brasileira comentou a intenção de fortalecer o grupo de trabalho formado por técnicos de vigilância sanitária e autoridades sanitárias dos dois países para coordenar as ações conjuntas, como vem sendo realizado desde o início da pandemia”.

Com 284,4 mil casos e 6.668 óbitos, o Paraguai determinou novas restrições sanitárias devido ao aumento de casos de covid, como a proibição de circulação à noite e de madrugada. As medidas, estipuladas em decreto presidencial, vão durar até o dia 10 de maio e também incluem regulamentos para atividades comerciais, de lazer, sociais e educacionais nas principais cidades do país, entre elas, Ciudad del Este.

Estima-se que 100 mil brasileiros moram no departamento de Alto Paraná e parte considerável deles procura atendimento na rede municipal de saúde de Foz do Iguaçu.

Dados atualizados

As ações passam pela atualização dos dados para que possam ser adotadas novas medidas que reduzam a transmissão do coronavírus nas duas cidades fronteiriças e, assim, ajudem a não continuar a afetar o movimento econômico.

“O objetivo principal é entender e conhecer a situação nos dois países para podermos encontrar as medidas em conjunto, de forma a evitar o surgimento de problemas que surjam em cada uma das cidades e que cada um dos municípios possa atender efetivamente às suas necessidades população de acordo com seus recursos. Foi sobre isso que conversamos ”, disse Linda Taigen ao diário paraguaio.

O presidente da Codeleste reafirmou que Foz de Iguaçu e Ciudad del Este devem enfrentar a doença “como um único território”. Linda Taigen disse ainda que estão planejadas mais reuniões separadas com as autoridades de saúde e, em seguida, uma nova reunião bilateral.

Coronavírus, Geral, Saúde,

Anvisa autorizou a exportação de oxigênio medicinal para o Paraguai

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa) autorizou a exportação para o território paraguaio de 621 toneladas de oxigênio líquido medicinal, o que contribuirá para o abastecimento do mercado de um produto tão necessário em hospitais, visando mitigar a difícil situação de saúde no país.

As operações de importação para o território nacional serão feitas de forma coordenada e sequencial durante as próximas quatro semanas, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Da mesma forma, a Chancelaria Nacional apreciou o gesto de “solidariedade da irmã República Federativa do Brasil”.

Da mesma forma, o Itamaraty anunciou que continuará realizando as ações necessárias para apoiar o sistema público de saúde e assim enfrentar a pandemia provocada pelo coronavírus.

As Informações são de La Clave

Coronavírus, Destaques, Educação, Paraná,

Bancada federal paranaense conhece detalhes da Vacina desenvolvida pela UFPR contra a Covid-19

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná apresentaram a vacina da UFPR contra a Covid-19 para parlamentares paranaenses da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A reunião foi realizada de forma remota. O objetivo foi buscar recursos para a fase clínica de testes, prevista para iniciar em seis meses. “A gente não pode parar a pesquisa. Na hora em que conseguirmos os êxitos esperados até o final do ano, precisamos estar com todo mundo comprometido. Para nós, uma das alianças mais estratégicas é com os representantes do povo paranaense no parlamento”, afirmou o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.

Durante a reunião, os pesquisadores Emanuel Maltempi de Souza, Marcelo Müller dos Santos e Breno Castello Branco Beirão apresentaram aos parlamentares as informações sobre a vacina em desenvolvimento. O imunizante tem baixo custo de produção e apresentou resultados positivos nos três experimentos realizados com animais. “O soro do camundongo foi coletado depois de duas doses da vacina. A quantidade de anticorpos no soro animal foi muito grande. O soro, mesmo diluído 16 mil vezes, ainda testou positivo contra as proteínas virais. Em alguns animais nós precisamos diluir 500 mil vezes. Este valor, em um teste semelhante, é de 10 a 100 vezes maior do que o da AstraZeneca”, explicou o professor Emanuel, ressaltando as diferentes condições dos ensaios realizados com a Vacina da UFPR e com a da AstraZeneca.

A Vacina da UFPR tem característica multifuncional, o que quer dizer que pode ser reconfigurada para atender variantes do Sars-CoV-2 e adaptada para doenças como dengue, zika vírus, leishmaniose e chikungunya. Outra vantagem é que o imunizante é produzido com tecnologia 100% nacional, o que garante soberania tecnológica ao país, que hoje depende de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) estrangeiro para produzir as vacinas contra a Covid-19. “Podem ter certeza de que a universidade dos paranaenses, a Universidade Federal do Paraná, vai estar sempre a serviço da nossa comunidade. Seja nos tempos de tempestade, como agora, mas também nos tempos de calmaria”, finalizou o reitor.

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Coronavírus, Destaques, Paraná,

Vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Fiocruz chegam ao Paraná nesta segunda-feira, 03

O Paraná recebe nesta segunda-feira (03) 32.760 doses de vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer, produzida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNtech, e 391.500 doses da Covishield, da Universidade de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. Ao todo, 424.260 imunizantes desembarcarão no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 8h30.

Os imunizantes somam-se às 14.600 unidades da Coronavac/Butantan que chegaram no sábado (01), totalizando 438.860 doses, referentes ao 16° lote enviado pelo Ministério da Saúde. Em seguida, serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão separadas para distribuição às 22 Regionais de Saúde.

Devido às suas especificidades técnicas e exigências de armazenamento – que demandam temperaturas muito baixas – as vacinas da Pfizer ficarão em Curitiba, seguindo orientação da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

As vacinas da AstraZeneca/Fiocruz darão início à imunização das pessoas com comorbidade, gestantes, puérperas e pessoas com deficiência permanente, grupos preferenciais dentro dos planos nacional e estadual de vacinação. As doses da Coronavac/Butantan têm como foco profissionais da saúde, profissionais da segurança pública e salvamento (além das Forças Armadas).

PFIZER – Os imunizantes são parte do primeiro lote de 1 milhão de doses enviado pela fabricante ao Brasil na quinta-feira (29). Eles foram produzidos na fábrica da Pfizer em Puurs, na Bélgica. Nesta remessa, o Ministério da Saúde distribuiu 500 mil doses para os 26 estados mais o Distrito Federal. A outra metade, referente à segunda dose, será encaminhada nos próximos dias. O governo federal tem um acordo de compra de 100 milhões dessas vacinas.

As doses da Pfizer serão enviadas pelo Ministério da Saúde ao Paraná em caixas térmicas em temperaturas entre -25°C e -15°C. Logo que chegarem, serão transferidas para os frezeers de baixa temperatura instalados no Cemepar.

“A vacina da Pfizer requer um aporte maior de equipamentos, como freezers de alta performance, por exemplo. O Paraná tem estrutura disponível para armazenar esses imunizantes, e a nossa ideia é que sejam aplicados imediatamente”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Estado conta com nove freezers para armazenamento do imunizante. Sete são de ultrabaixa temperatura (-80ºC) e dois são de temperatura de -20ºC.

Conforme orientações técnicas do Ministério da Saúde, a conservação das vacinas pode ser feita por no máximo 14 dias, por isso as aplicações da primeira remessa devem ocorrer apenas nas capitais.

O diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Júnior, explicou que ao chegarem às salas de vacinação as doses devem ser mantidas a uma temperatura que varia entre 2°C e 8°C, e precisam ser aplicadas na população em um período de até cinco dias. “A vacina da Pfizer também requer duas doses para garantir a imunização completa, respeitando intervalo de 21 dias entre elas”, destacou.

Segundo o secretário Beto Preto, para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável. “Isso não é novidade para os profissionais da saúde. Os vacinadores já realizam esse procedimento na aplicação de outros imunizantes”.

ASTRAZENECA/FIOCRUZ – Os imunizantes Covishield serão usados para pessoas com comorbidade, gestantes, puérperas e pessoas com deficiência permanente, além de idosos. O Paraná possui 1.328.677 pessoas com comorbidades e gestantes e puérperas e 400.682 pessoas com deficiências permanente grave.

Segundo o plano estadual, pessoas com Síndrome de Down, com doença renal crônica e gestantes e puérperas serão vacinadas independentemente da idade, enquanto a vacinação daquelas com comorbidades ou deficiência permanente severa, nesse primeiro momento, alcançará apenas aqueles que têm entre 55 e 59 anos. A operacionalização consta no plano estadual (anexo III) e está sendo pactuada com os municípios.

Dentro desse lote há 116.269 imunizantes para continuar a vacinação de primeira dose de pessoas com 60 a 64 anos (21%).

CORONAVAC/BUTANTAN – A pauta de vacinação da Coronavac/Butantan envolve 2.747 primeiras doses para profissionais da segurança pública e salvamento (além das Forças Armadas), o que representa cerca de 7,4% desse grupo, e segundas doses para trabalhadores de saúde (8.103 doses referentes ao lote 12) e profissionais da segurança pública e salvamento (2.339 doses, referentes aos lotes 13 e 14).

VACINAÇÃO – De acordo com o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, o Estado já distribuiu 3.054.585 doses de imunizantes para aplicação da primeira e segunda doses. O Paraná também aplicou 2.748.459 doses da vacina contra a Covid-19 – 1.752.686 são relativas à primeira dose, além de 995.773 segundas doses. Os números foram atualizados às 10h10 do sábado.

As informações são de Agência de Notícias do Paraná

Coronavírus, Destaques, Foz do Iguaçu, Saúde,

Secretaria de Saúde de Foz faz alerta para que a população atualize dados cadastrais de atendimento via SUS

Segundo dados levantados, cerca de 20 mil pessoas estão com cadastros desatualizados e não estão sendo encontradas para consultas ou exames

A Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu pede à população para que mantenha atualizados os dados cadastrais junto às Unidades Básicas de Saúde (UBS), para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com números levantados pela pasta, quase 20 mil usuários estão com cadastros desatualizados, sendo 9.983 para consultas e 9.919 exames.

Segundo Elaine Cristina de Lima, coordenadora da Central de Regulação de Agendamentos, o cadastro atualizado permite o contato ágil com os usuários para o aviso e a confirmação de possíveis procedimentos.

No Poliambulatório Nossa Senhora Aparecida, administrado pela Fundação Municipal de Saúde, mais de 400 pequenas cirurgias deixaram de ser feitas em virtude de cadastros desatualizados.

“É essencial que este cadastro seja feito sempre que o paciente precisar de um serviço. Os principais problemas são referentes a telefones antigos, números inexistentes e até CEPs que não correspondem com o endereço. Essas pessoas acabam indo para lista de pendências e, por consequência, o procedimento atrasa”, explica Elaine.

“Fazemos este apelo para que a população se atente à atualização dos dados e, assim, possa existir uma maior agilidade e eficiência nas consultas e exames. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima e solicitar essa verificação”, ressalta a secretária municipal de Saúde, Rosa Maria Jeronymo.

Como atualizar

O cadastro pode ser regularizado na Unidade Básica de Saúde referência da residência do usuário, com: documento com foto, cartão SUS, comprovante de residência e ao menos dois números de telefone para contato.

Para conferir se está na fila de pendência, o morador pode ir até a UBS e solicitar a verificação da posição na fila de espera para o atendimento. Caso apareça a notificação, o cadastro pode ser feito e, no mesmo dia, a Central de Agendamentos será notificada. Em até 48h a UBS já terá a nova data, horário e local para repassar ao paciente.

Brasil, Coronavírus, Justiça,

MPF ajuíza ação civil pública contra associação médica que publicou manifesto em defesa do “tratamento precoce” da covid-19

Ação também exige que Anvisa exerça poder de polícia em relação à publicidade de medicamentos do “kit covid”

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública no Rio Grande do Sul contra a associação intitulada Médicos pela Vida por dano potencial à saúde e dano moral coletivo, em razão da publicação no jornal impresso Zero Hora, em 23 de fevereiro deste ano, de informe publicitário contendo manifesto em que defende o “tratamento precoce” contra a covid-19. Entre outras medidas, a ação exige o pagamento de indenização no valor sugerido de R$ 10 milhões, como forma de reparação.

O MPF também pede que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seja condenada a adotar todas as providências de polícia administrativa em relação à publicidade, pelo grupo de médicos, dos medicamentos que integram o chamado “kit covid”, e que tragam informações danosas à população, contrariando legislação atinente ao tema.

No informe publicitário, a associação – com sede em Recife (PE), mas que também é integrada por médicos registrados no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) – cita os possíveis benefícios do intitulado “tratamento precoce” para a covid-19, citando expressamente os medicamentos. Tal referência, no entanto, é realizada sem qualquer indicação de possíveis efeitos adversos que podem decorrer da utilização desses medicamentos, além de possivelmente estimular a automedicação, uma vez que indicado por associação médica.

Segundo o MPF, a publicação contraria a legislação e ato normativo que tratam da propaganda e publicidade de medicamentos. Resolução da Anvisa, por exemplo, determina que as informações sobre medicamentos devem ser comprovadas cientificamente, o que não é o caso daqueles elencados no manifesto quando aplicados a casos de covid-19.

A publicidade de medicamentos de venda sob prescrição, por sua vez, deve ficar restrita aos meios de comunicação destinados exclusivamente aos profissionais de saúde habilitados a prescrever tais produtos. Nos casos de medicamentos sob controle especial, as regras são ainda mais rígidas, e a publicidade somente pode ser efetuada em revistas de controle exclusivamente técnico, referentes a patologias e medicamentos, e também dirigidas direta e exclusivamente a profissionais de saúde habilitados.

Além disso, ao indicar a existência de medicamentos supostamente eficazes contra a covid-19, a publicação possivelmente estimula a população a não observar as medidas recomendadas para redução do contágio e que são de evidente necessidade para o controle da pandemia, como evitar aglomerações, manter distanciamento social, higiene das mãos, uso de máscara, dentre outras. A confiança no “tratamento precoce” pode induzir o usuário a não procurar o sistema de saúde a tempo, aumentando os riscos de agravamento do quadro, com prejuízos à própria saúde e ao sistema como um todo.

O manifesto cita ainda o artigo 32 do Código de Ética Médica, sugerindo possível omissão dos profissionais que não adotam a prescrição dos medicamentos do “kit covid”, e afirma que “no momento em que dezenas de milhares de casos surgem todos os dias, não podemos ficar de braços cruzados e deixar de tratar esses pacientes!”.

O dano coletivo, no entender do MPF, decorre do fato de a associação Médicos pela Vida ter exposto a risco a saúde da população, induzindo-a a acreditar que o “tratamento” em questão é suficiente para minimizar a replicação viral e atingindo também a honra dos profissionais que não a recomendam, indicando estarem incorrendo inclusive em infração ética.

Além do pagamento de indenização, na ação o MPF requer, liminarmente, que a associação retire do seu site o manifesto publicado por meio do informe publicitário, e todas as demais informações que contrariem a legislação e atos normativos, especialmente sobre a propaganda/publicidade de medicamentos e o Código de Ética Médica. Ainda que se abstenha de promover novas publicações em relação ao “tratamento precoce”.

Deverá ser publicada também uma mensagem retificadora no Jornal Zero Hora e no site da associação contemplando a declaração de que a mensagem decorre de determinação judicial, esclarecendo os equívocos do manifesto, como o fato de contemplar medicamentos não aprovados pela Anvisa para uso na covid-19 e ausentes de comprovação científica.