Browsing Category

Colunistas

Colunistas, Luiz Claudio Romanelli, Paraná,

Agricultor do Paraná é exemplo ao Brasil, afirma Romanelli

“O agricultor merece nosso respeito, reconhecimento e homenagens todos os dias por colocar alimento nas nossas mesas. Hoje, no Dia do Agricultor, meu especial agradecimento à todas e todos os trabalhadores do campo” disse nesta quarta-feira, 28, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) ao destacar que a agricultura é o motor da economia paranaense.

Romanelli ressalta a diversidade da produção rural do Estado ressalta a importância de valorizar tanto o trabalho realizado pela agricultura familiar, em pequenas propriedades, quanto o exemplar desenvolvimento da produção em grandes áreas. “O agricultor do Paraná tem sido o grande responsável pelo crescimento do Estado e tem muito a comemorar. As grandes conquistas do agronegócio devem se espalhar para todos os produtores”.

Segundo Romanelli, o Paraná vem buscando alternativas para estimular o processamento e agregar valor à produção primária, seja em pequenos ou grandes volumes. “O programa Paraná Trifásico, que moderniza as linhas de energia no campo, será fundamental para a implantação de pequenas e grandes fábricas na área rural”, considera ele.

O deputado também ressalta iniciativas como o Coopera Paraná. Dedicado à agricultura familiar, o programa busca incentivar a organização formal dos agricultores, com capacitação, orientação técnica e investimentos socioprodutivos. “Há um grande esforço para o desenvolvimento sustentável das pequenas propriedades. Este estímulo oferece condições para manter o homem no campo e ajuda a economia do Estado”, avalia.

Colunistas, Destaques, Economia, Fabio Aguayo, Paraná,

Auxílio Emergencial do Paraná já distribuiu R$ 16 milhões e boa procura da gastronomia/entretenimento

Ajuda criada pelo Governo do Estado já sofreu mais de mil tentativas de fraudes, informa a Secretaria da Fazenda

A boa procura pelos recursos facilitados tem garantido o sucesso do programa de Auxílio Emergencial do Governo do Paraná, destinado aos micros e pequenos empresário. A linha de crédito tem registrado muita procura de empreendedores individuais que sofreram na pandemia do coronavírus, especialmente do setores de gastronomia, entretenimnento e eventos.

Importante destacar que metade dos valores destinados já foi retirado – algo em torno de R$ 16 milhões de um montante de R$ 32 milhões. De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, infelizmente também muita gente tentou se apropriar indevidamente dos recursos. Até o momento, foram bloqueadas mais de seis mil tentativas de fraudes.

Existe ainda algum tipo de bug que impede alguns beneficiados retirarem suas parcelas. “Em nossa ótica, a política de auxílio no Paraná veio em boa hora para muita gente. Mesmo sendo baixo, não é um valor a ser desprezado”, diz o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo.

Retomada

“Temos consciência de que não é o ideal, mas entendemos que para quem paga tem o sacrifício e para quem recebe, um tipo de consolação com todo o sofrimento”, ressaltou. Na avaliação da Abrabar, seria interessante que daqui para a frente, com avanço da imunização/vacinação, todas as atividades possam trabalhar na plenitude.

Principalmente em paz e na capacidade máxima e assim, “dependendo exclusivamente do seu trabalho, para seu sustento”, frisou. Ainda de acordo com Aguayo, recursos como este do auxílio emergencial, seriam então destinados às pessoas que estão na linha da miséria ou extrema pobreza, empurrados também pela Pandemia.

O presidente da Abrabar agradeceu ao governador Ratinho Jr e ao secretário da Fazenda, Renê Garcia Jr, que proporcionaram a viabilidade deste auxílio. “Toda ajuda é muito bem vinda para o nosso setor”, completou Aguayo.

Colunistas, Destaques, Paraná, Política, Romanelli, Saúde,

Desafios da saúde serão grandes após pandemia, avalia Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) avalia que a estrutura de saúde do Paraná está dando exemplo de atendimento aos pacientes da Covid e, mesmo com a diminuição das infecções, ainda há muitos desafios pela frente. Para ele, muitas pessoas afetadas pela doença terão que ser tratadas em razão das sequelas.

“Não é uma doença simples. A crise mais aguda vai acabar, mas todos sabemos que ainda existirão grandes desafios para as equipes de saúde do Estado e dos municípios no pós-pandemia”, afirmou Romanelli nesta segunda-feira, 26. “Por isso, é fundamental a manutenção da estrutura e do apoio exemplar que o governo está dando para as prefeituras”, afirmou Romanelli.

Segundo o deputado, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, realiza uma gestão muito eficiente na condução das ações ao longo da pandemia. “Por mais aconteçam críticas, o Paraná tomou medidas adequadas e muitas vidas foram salvas. As decisões têm sido acertadas”, destaca.

Romanelli ressalta que tem visitado cidades que representa na Assembleia Legislativa e verificado que as unidades locais de saúde estão operando em sintonia com o Estado. “Conseguimos fazer funcionar todas as estruturas de atendimento para Covid”, explicou ao se referir aos municípios do Norte Pioneiro, por onde passou na última sexta-feira, 23.

Brasil, Colunistas, Destaques, Fabio Aguayo, Paraná,

Entidades de turismo, gastronomia e lazer vão ao MTur por volta do horário especial de verão no Brasil

Medida vai permitir uma hora a mais para programas familiares movimentando setores de gastronomia e entretenimento

Um grupo de entidades de turismo, gastronomia e entretenimento vai recorrer ao Ministério do Turismo (MTur) pela volta do Horário Especial de Verão no Brasil, encerrado em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro. A decisão veio após a negativa de retomada feita pelo Ministério de Minas e Energia, alegando “economia baixa” de energia elétrica.

“Nós acreditamos nisso (nos benefícios da volta do horário de verão), e acrescentamos que vai agregar na segurança pública e socialmente com a geração de empregos”, defendeu o empresário Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Norutnas (Abrabar), em reportagem a Mariana Grazini, Andressa Motter e Filipe Oliveira na Folha de S.Paulo.

A luta pela volta de uma hora a mais durante o dia reúne é encampada, além da Abrabar, por entidades como a Feturismo, CNTur, Abrasel, Sindihotéis e empresários de turismo, bares e restaurantes, eventos, entre outros. O fundador da Rede Havan, Luciano Hang, já se manifestou favorável a bandeira.

A iniciativa, na avaliação de Aguayo, vai contribuir ainda “na conscientização da população, do momento crítico que vivemos, com recursos hídricos e energéticos”. Ao sair mais cedo do serviço, os trabalhadores tem oportunidade de fazer programas de lazer em família, movimentando o setor de gastronomia e entretenimento.

O Ministério de Minas e Energia afirmou, em nota, que é limitada a contribuição do horário de verão para aliviar o consumo de energia nos momentos de pico.

Colunistas, Luiz Claudio Romanelli, Paraná, Romanelli,

Cada um no seu quadrado

“O pior do homem público é quando ele sempre opta pela conveniência, sacrificando a coerência.” (Paulo de Tarso)

Luiz Claudio Romanelli

Há mais de 25 anos o Brasil deu fim a um período triste da história. A ditadura acabou após duas décadas de restrições aos direitos civis e de atos reprováveis sob qualquer ponto de vista. O fim da intervenção reestabeleceu o papel dos militares dentro do regime democrático, e permitiu aos brasileiros voltar a influir nos rumos da nação.

O processo de redemocratização colocou cada um no seu quadrado, e é assim que o País deve seguir. Por isso, são condenáveis as manifestações recentes de militares que colocam em risco a ainda curta caminhada democrática do Brasil. É inadmissível querer compelir os brasileiros à vontade de uma turma, ferindo os interesses gerais.

Lembremos que o assombro da ditadura não se desfez, mas a sociedade brasileira aprendeu a valorizar o papel das Forças Armadas, que no seu conjunto também entendeu seus limites, deveres e responsabilidades. Infelizmente, uma parte de estrelados oficiais, guindados a tarefas executivas e políticas dentro do governo da União, parece que quer rever a missão atual.

É perturbadora, portanto, a revelação do jornal O Estado de S. Paulo de que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, teria ameaçado a realização da eleição em 2022 caso o Congresso Nacional não altere o funcionamento das urnas eletrônicas, permitindo o voto impresso e auditável. Mesmo que a afirmação tenha sido negada, ela reforça outras manifestações no mesmo sentido, inclusive do presidente Jair Bolsonaro.

Ameaças ao já consolidado processo eleitoral brasileiro sinalizam tão somente um forte apego ao poder. Retomar coisas como o voto impresso é regressar 100 anos no tempo. É apostar na volta do coronelismo como sistema preponderante, relegando o controle político da sociedade na mão de poucos privilegiados. E estes iluminados aventureiros de plantão querem que o País dê meia volta na sua trajetória.

O fato concreto é que existem ações deliberadas que procuram gerar instabilidade política no Brasil. Trata-se de um método que segue o péssimo exemplo do ex-presidente americano Donald Trump. Sabedor das dificuldades em se reeleger, ele questionou o modelo de eleição nos Estados Unidos, colocando em risco uma das democracias mais consolidadas do planeta.

O movimento de alguns militares de alto coturno reduz o prestígio das Forças Armadas, agora vistas como massa de manobras políticas. A isso se soma a desastrada atuação do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, ao conduzir o enfrentamento à pandemia de Covid-19. Suas confusões colocaram em xeque até a competência e a capacidade técnica que se imaginava existir dentro dos quartéis.

Se a maturidade democrática do Brasil é colocada à prova, temos que reagir. As respostas precisam seguir na mesma altura e intensidade dos ataques que a democracia tem sofrido. Aos militares cabe cumprir o papel constitucional. Envolver-se na política é abdicar de uma imagem consolidada de que Exército, Marinha e Aeronáutica são sóbrias instituições de Estado.

É evidente que ninguém vai resolver sozinho todas as mazelas que afetam a nossa sociedade, e as Forças Armadas sempre serão bem vindas para ajudar. Militares e civis devem exercitar direitos e liberdades, mas em função de propósitos comuns. Isso não significa abrir mão de ideais e muito menos de querer impor ideologias.

Essa conversa de ameaça à democracia e voto impresso é tudo tática diversionista pra tirar o foco da tragédia humana por conta da gestão da pandemia, do fracasso na economia, do isolamento internacional e destruição da Amazônia. Vamos parar de perder tempo e tratar do Brasil real.

Temos que nos juntar e alcançar um mínimo de consenso para construir um projeto de País. Isso é democracia!

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná.

Colunistas, Luiz Claudio Romanelli, Paraná, Saúde,

“Equipes de saúde são grandes protetores da vida”, diz Romanelli

Com a redução (abaixo dos 70%) da ocupação dos leitos de UTI nos hospitais e com avanço da vacinação (7,4 milhões de doses aplicadas), o deputado Luiz Claudio Romanelli destacou neste domingo, 25, o trabalho dos profissionais de saúde no enfrentamento da covid. “A população já reconhece o empenho e a dedicação de todos profissionais dos hospitais e unidades de saúde e das equipes de imunização que agora se desdobram na vacinação dos paranaenses”, disse Romanelli.

O deputado, que superou a covid com as vacinas e tratamento em hospital, enfatiza ainda que durante boa parte de um ano e quatro meses de pandemia, os profissionais que estão trabalhando na linha de frente para tratar as pessoas doentes se expuseram, diariamente, a riscos para salvar vidas. “Dobraram as jornadas e os plantões num trabalho extenuante, salvaram vidas, confortaram famílias e agora aceleram a imunização assim que recebem as doses das vacinas”.

Romanelli avalia que agora o compromisso das equipes com a saúde dos paranaenses pode ser medido pelos mutirões de vacinação, inclusive com trabalho noturno e nos finais de semana, assim como a preocupação em realizar a busca ativa e das inúmeras iniciativas de vacinação na casa de quem tem dificuldade de mobilidade.

“São servidores incansáveis que dão um grande exemplo de comprometimento com o bem comum. As equipes municipais de saúde estão de parabéns por todas as estruturas e estratégias que estão agilizando a vacinação em todas as cidades do Paraná”, elogia o deputado Romanelli. “Sempre que tem vacina, ela vai para o braço dos paranaenses”.

100% – O deputado informa que praticamente todas as regionais de Saúde já aplicaram 100% das vacinas recebidas para a primeira dose. Ele cita os exemplos das regiões de Cornélio Procópio e de Jacarezinho, que imunizaram 260 mil pessoas. Nos dois casos, todas as doses que chegaram para a imunização inicial já foram aplicadas. A segunda dose e a dose única chegaram para 101 mil pessoas.

O Paraná soma 5,7 milhões de pessoas imunizadas com uma dose ou com dose única, atingindo 65,68% da população adulta, e 1,7 milhão de segundas doses. “Se tivéssemos recebido vacinas no tempo adequado, muitos paranaenses teriam sido salvos”, entende Romanelli.

Colunistas, Coronavírus, Destaques, Paraná, Romanelli, Saúde,

Mais de 7 milhões de doses aplicadas mostram eficiência do sistema de saúde do Paraná, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta quinta-feira, 21, a presteza da Secretaria Estadual de Saúde na entrega das vacinas às cidades e a eficiência das equipes municipais de saúde do na imunização da população contra a covid-19. Desde o início da vacinação, o Paraná já aplicou 7,1 milhões de doses e 63,2% dos adultos receberam ao menos uma das vacinas. A população completamente imunizada está em 21,3%.

“Sempre que chega uma vacina, vai para o braço da população no menor tempo possível. É um sistema muito eficiente que temos no Paraná. Todos estão trabalhando de forma ágil e responsável”, avalia Romanelli. “Sentimos o fato de as vacinas terem demorado tanto para chegar ao Brasil, por ineficiência do governo federal. Isso teria poupado milhares de vidas”.

Romanelli destacou ainda as várias medidas tomadas pelas prefeituras para dar agilidade e rapidez na vacinação dos paranaenses. “Teve mutirão, busca ativa, plantões, drive-thrus, vacina noturna e nos finais de semanas. As equipes municipais de saúde estão de parabéns por todas as estruturas e estratégias que estão agilizando a vacinação em todas as cidades do Paraná”.

O deputado acredita que o cronograma estabelecido pelo Estado para vacinar todos os adultos nos próximos dois meses tem toda a condição de acontecer. “Esperamos que o Ministério da Saúde cumpra os compromissos de enviar as vacinas. Se todos os lotes chegarem a tempo, a imunização vai acontecer porque o Paraná está muito organizado”, informa o deputado.

Promessa – Em visita a Foz do Iguaçu, na terça-feira, 20, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que a população adulta brasileira deve receber pelo menos uma dose, ou dose única, até o final de setembro. Segundo ele, a estimativa é de que 50% da população esteja imunizada com as duas doses até lá.

Colunistas, Destaques, Paraná, Política, Romanelli,

Frente parlamentar mobilizou o Paraná na luta por um modelo de pedágio justo e eficiente

Dar voz aos paranaenses. Essa é a principal missão da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná. Depois de percorrer o Paraná em nove audiências públicas presenciais, realizar outros oito encontros on-line para debater o tema e uma reunião técnica com representantes do Ministério da Infraestrutura para conhecer o projeto, o grupo de trabalho começa a colher os frutos da mobilização que reuniu políticos, o setor produtivo e, principalmente, quem utiliza as rodovias. O Paraná rejeitou o modelo proposto pelo Governo Federal e agora uma nova proposta está sendo desenhada. Mesmo diante dessa primeira vitória, ainda há um longo caminho na busca pelo melhor projeto, com a menor tarifa e garantia das obras.

“O trabalho foi absolutamente fundamental. Nós fizemos o Governo Federal, que havia construído um modelo em debate com o Governo do Estado, recuar. Tiveram que desistir do modelo híbrido, tiveram que desistir da taxa de outorga, que era aquele tributo que seria pago para o Governo Federal, e, ao mesmo tempo, o governador saiu daqui e foi lá no presidente da República e disse: o Paraná quer licitação pelo menor preço de tarifa. Foi um grande avanço tudo isso. Acho que nós tivemos um semestre de grandes conquistas e, se alguém achava que ia tratorar a Assembleia Legislativa e a sociedade paranaense, se enganou”, avalia o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), primeiro secretário da Assembleia Legislativa.

Para o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato (PT), o trabalho realizado nos últimos seis meses uniu todo o Paraná na luta por um pedágio justo. “Primeiro, quero parabenizar os 54 deputados desta Casa pela maturidade de discutir o tema, de formar uma frente e de ter um avanço muito grande. A gente fez 18 audiências pelo Estado, mas o importante nisso foi que o pedágio foi um tema que uniu todo o Paraná, a classe política, produtiva e de usuários na defesa do Estado contra uma coisa que fez muito mal para o estado. A preocupação é a instalação e a continuação por mais tempo ainda de um modelo tão nocivo. Nós conseguimos fazer com que o Ministério revesse o projeto e estamos aguardando que saia um novo edital contendo, se Deus quiser, as reivindicações feitas pela sociedade paranaense que é muito diferente do modelo que foi apresentado”.

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB) destacou o pedágio também como um grande tema debatido pelos deputados e que tomou conta de boa parte das ações do Legislativo nesse primeiro semestre. “O tema ocupou o plenário, foram realizadas audiências públicas pelo interior do Paraná. Vejo como uma enorme contribuição do Poder Legislativo quando se observa que o Governo toma um rumo em função das audiências e do posicionamento do Poder Legislativo, mudando praticamente tudo o que se desenhava pelo Governo Federal em relação ao pedágio. A contribuição do Poder Legislativo foi significativa, definitiva e derradeira para que tenhamos, enfim, uma nova concessão de pedágio com tarifas baixas e dentro do espírito público de defender o cidadão e o contribuinte do nosso estado”.

Foram realizadas audiências públicas em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Cornélio Procópio, Guarapuava, Francisco Beltrão, Apucarana, Jacarezinho e Maringá. Já os debates virtuais reuniram a população das regiões de Umuarama, Ortigueira, Telêmaco Borba, Paranavaí, Paranaguá, Ponta Grossa, Campo Mourão, São Mateus do Sul e Lapa. Também foi realizada uma audiência temática sobre estruturas cicloviárias e passagens de fauna. Foram nessas oportunidades que a população pode manifestar sua posição sobre o pedágio e sobre as prioridades para cada região.

Modelo – A primeira proposta do Governo Federal previa um investimento de R$ 42 bilhões em 3,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais pedagiadas e uma concessão de 30 anos. Estavam previstas 42 duas praças de pedágio divididas em seis lotes. Desse total, 15 praças seriam novas instalações, sendo quatro na Região Oeste, três no Sudoeste, três no Noroeste, duas na Região Norte e três no Norte Pioneiro. O projeto também não contemplava obras previstas nos atuais contratos e não executadas, como duplicações e construções de trevos e contornos.

Pela proposta, a disputa pela concessão aconteceria no chamado modelo híbrido, que limitava o desconto no valor da tarifa em 17% e tinha como critério de desempate o pagamento de outorga, também majorando o valor cobrado dos usuários. O contrato também permitiria o chamado degrau tarifário, com aumento de até 40% nos valores após a conclusão de obras de duplicação.

TCU – A Frente Parlamentar sobre o Pedágio conseguiu junto ao Tribunal de Contas da União a determinação de que a Assembleia Legislativa do Paraná deverá deliberar sobre a cessão das rodovias estaduais no processo licitatório do novo modelo de concessão rodoviária proposto pelo Governo Federal. A decisão é fruto de uma representação assinada por 44 deputados estaduais da Frente Parlamentar que apontou uma série de irregularidades e ilegalidades no processo conduzido pelo Ministério da Infraestrutura e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a nova concessão. Entre as irregularidades está a ausência de Lei estadual que autorize o Poder Executivo a promover a delegação para a União da administração e exploração de rodovias estaduais. O TCU também determinou que os impactos dos investimentos não realizados nos atuais contratos sejam considerados nas futuras concessões.

ANTT – A insatisfação dos paranaenses também foi formalizada junto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Entre as mais de quatro mil manifestações que a Agência recebeu para alterar o modelo de pedágio proposto ao Paraná, estava um manifesto assinado pelos 54 deputados estaduais. O documento deixa clara a posição contrária dos paranaenses ao modelo e defende o leilão pela menor tarifa, o fim da taxa de outorga, a garantia efetiva da execução das obras e transparência em todo o processo de concessão e execução dos contratos.

O primeiro resultado prático da mobilização dos paranaenses por um pedágio justo foi o anúncio, no mês de maio, de que processo de concessão não seria mais pelo modelo híbrido, mas sim baseado na menor tarifa oferecida ao usuário, sem limite de desconto, e por meio de disputa na Bolsa de Valores. Uma nova modelagem passou a ser elaborada em conjunto por técnicos dos governos federal e estadual. A expectativa é pela apresentação dessa nova proposta atendendo dos anseios dos paranaenses. “Nós sabemos que ainda há muita coisa a ser discutida a luz do interesse público, que é o usuário. O usuário quer pagar uma tarifa bem menor do que a atual, menos da metade, e ao menos tempo quer que a obra seja realizada”, afirma Romanelli.

Chiorato lembra que o pedágio não pode ser um entrave econômico para o estado. “A justiça que o Paraná precisa é de um pedágio próximo aos moldes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Não adianta só baixar a tarifa, nós temos uma tarifa altíssima, não adianta baixar de 18 para 15. Nós queremos justiça, ser tratado igual Santa Catarina para o Paraná não perder economicamente em relação a outros estados”.

Integram a Frente Parlamentar, como coordenador o deputado Arilson Chiorato (PT), Anibelli Neto (MDB), Boca Aberta Junior (PROS), Delegado Fernando Martins (PSL), Dr. Batista (DEM), Emerson Bacil (PSL), Evandro Araújo (PSC), Gilson de Souza (PSC), Goura (PDT), Homero Marchese (PROS), Delegado Jacovós (PL), Luciana Rafagnin (PT), Luiz Carlos Martins (PP), Luiz Claudio Romanelli (PSB), Luiz Fernando Guerra (PSL), Mabel Canto (PSC), Marcio Pacheco (PDT), Maria Victoria (PP), Requião Filho (MDB), Michele Caputo (PSDB), Paulo Litro (PSDB), Plauto Miró (DEM), Professor Lemos (PT), Soldado Adriano José (PV), Soldado Fruet (PROS), Subtenente Everton (PSL), Tadeu Veneri (PT), Tercílio Turini (CDN), Tião Medeiros (PTB) e Reichembach (PSC).

Colunistas, Coronavírus, Curitiba, Destaques, Fabio Aguayo, Paraná,

Abrabar esperava maior flexibilidade e lamenta restrição de horários e público

Bandeira Amarela renovada por mais uma semana mantém a restrição para funcionamento de bares e restaurantes

A Prefeitura de Curitiba anunciou, nesta quarta-feira (21), que irá renovar por mais uma semana a Bandeira Amarela com restrições de funcionamento das atividades econômicas, em especial da gastronomia e entretenimento. A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) lamentou a falta de coragem de mudança na flexibilidade de horário, capacidade de público e atividades.

“Mas o que faltou as atividades econômicas, infelizmente sobrou coragem para fechar leitos de UTI pela queda de casos e internações por covid-19”, afirmou o presidente Fábio Aguayo. “São essas descompensações que não entendemos em Curitiba, diferentemente de outras cidades no Paraná e em especial nos outros estados, que flexibilizaram as normas”, frisou.

O que o setor está pedindo nos últimos 18 meses é um planejamento e diretrizes para outras atividades econômicas que não foram contempladas no atual decreto. “Especialmente de um norte de retomada das Casas Noturnas, criando alguma condição de ingresso nos estabelecimentos, que naturalmente aglomeram, apresentando testes de covid recente e ou comprovante de vacinação”, ressaltou.

Na Bandeira Amarela, que foi renovada por mais sete dias, Curitiba precisava acompanhar também a lógica da desativação de leitos de UTI. “Com o avanço da porcentagem de segurança na vacinação da população nos dá uma margem de tranquilidade e não comodidades”.

“Assim os cidadãos ficam menos reféns do medo e do estágio atual da variante Delta, mas passando com os cuidados necessários em uma Pandemia”, comentou. De acordo com Aguayo, o setor tinha esperança de uma maior sensibilidade da Prefeitura, especialmente pelo sofrimento dos últimos 16, 17 meses.

Duplamente penalizados

A Abrabar defende também uma sensibilidade maior dos governos municipal e estadual nas questões das empresas públicas de água, luz e gás. “Não protestando em cartório e cobrando juros abusivos em negociações para religamento, como está acontecendo”. 

Os empresários estão com dificuldades, ficaram fechados no primeiro semestre, com lockdow e horários restritivos e o preço agora estão pagando com protestos, cortes de água, luz, gás. A entidade pede ainda flexibilização na questão das fiscalizações, “que estão virando caça níquel ou indústria da multa”, diz.

Abertura

Aguayo lembra exemplos de maior flexibilização no enfrentamento ao covid-19, como Foz do Iguaçu, onde a Prefeitura autorizou há mais de uma semana bares e restaurantes atuarem até meia noite. Em Santa Catarina e São Paulo, os governos estaduais estão anunciando a retomada de todos os segmentos econômicos.

“A única bengala (desculpa da variante Delta) para não mudar em todo Sul do país é Curitiba”. A entidade pede ainda flexibilização na questão das fiscalizações, “que estão virando caça níquel ou indústria da multa”, completa Aguayo.

Colunistas, Cultura, Destaques, Gilmar Cardoso, Paraná,

Os caminhos do Peabiru

Gilmar Cardoso

Historicamente é denominado de – Caminhos do Peabiru – a milenar rota transcontinental de uma trilha indígena com cerca de quatro mil quilômetros de extensão, anterior à colonização europeia, utilizada para a ligação entre os oceanos Atlântico ao Pacífico, que cortava o Estado do Paraná de um lado ao outro e teria sido aberta pelos índios guaranis ou até mesmo pelos povos incas. O certo é que constituiu-se na mais importante roteiro transcontinental da América do Sul.

O Peabiru, em meio à mata virgem, atravessava a América do Sul, unindo quatro países. No Brasil, passava por Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul; depois seguia em direção ao Paraguai, Bolívia e Peru, cortando numa extensão de quase dois metros de largura as matas, rios, cataratas e cordilheiras dando acesso a inúmeros pontos geográficos.

Pesquisadores apontam que o caminho registrou ainda uma variedade de nomenclaturas próprias, tendo sido batizado especificamente em cada região por onde era percorrido. Foi batizado de Caminho de São Tomé, Caminho da Montanha do Sol, Caminho do Mato, do Sertão, Velho, e o famoso Caminho do Peabiru, cujo nome em tupi-guarani significa “pe” (caminho) e “abiru” (gramado amassado).

O singular caminho, no território brasileiro, tinha início em São Vicente ou Cananéia, no litoral paulista e adentrava no Estado do Paraná de leste a Oeste, indo ao chaco paraguaio, atravessando a Bolívia, passando pelas Cordilheiras dos Andes e alcançando por fim o sul do Peru e a costa do Pacífico. Poderíamos chamar, segundo registros oficais, esta rota de principal; entretanto, o Peabiru também registrou inúmeros ramais e daí ser chamado de Caminhos. Um deles, por exemplo, teria cruzado pelo rio Paranapanema, na divisa entre São Paulo e Paraná, passando pela região da COMCAM, inclusive, pelas cidades de Peabiru e Campo Mourão, dentre outras, com seus oito palmos de largura (cerca de 1,40 metros) e aproximadamente 0,40 centímetros de profundidade, forrados de gramas.

A história do Peabiru até hoje ainda desafia a ciência por levar em conta que seria a menor e melhor rota entre os oceanos e ter tido um importante papel neste intercâmbio cultural e troca de produtos entre os indígenas usuários da rota, e que ainda, buscavam misticamente alcançar a divina e mítica – Terra sem males – indicada pelos seus deuses e ancestrais, base da religião guarani. A mitologia sobre o tema ainda aponta sua origem na busca pela eterna juventude que leva-nos até o Apostólo de Cristo, São Tomé chamado de Pay Sumé; à recordar-nos a simbologia do tradicional Caminho peregrino de Santiago de Compostela.

No Estado do Paraná uma iniciativa de resgate histórico, cultural e turístico promete trazer ao conhecimento do grande público, integrar à natureza e incrementar o trajeto, com sua demarcação e preservação, além da natural contemplação do belo e sagrado. Uma ideia a bom tempo e merecida.

Interessados nesta relevante temática podem buscar subsídio nos estudos científicos e documentos do historiador alemão Ulrich Schmidel, dos meados do século XVI, que teria percorrido o trecho por cerca de seis meses à época; detalhados por Reinhard Maack na década de 50. Ele não foi o primeiro europeu a andar na rota, pois, antes dele dois outros personagens históricos o fizeram e deixaram seus nomes marcados na travessia, Aleixo Garcia e Don Álvar Nunz Cabeza de Vaca.

Demarcado oficialmente em uma mapa do Paraná em 1959, a rota dos Caminhos do Peabiru principal e secundária cortava a Comcam e teria sido utilizado nos atuais territórios dos municípios de Roncador, Nova Cantú, Altamira do Paraná, Engenheiro Beltrão, Mamborê, Juranda, Boa Esperança, Goioerê, Rancho Alegre, Quarto Centenário, Campo Mourão e Farol, além de é claro, da oficial homenagem que lhe é prestada solenemente por Peabiru; que aliás, tem hoje na pessoa do acadêmico membro da Academia Mourãoense de Letras e historiador Arléto Pereira Rocha, uma das maiores autoridades contemporâneas para discorrer-nos sobre o tema.

Como descrevi na obra – Farol: Nossa Terra e Nossa Gente – se tudo na vida é história, é momento ou é esperança; aquilo que se pretende eterno precisa ser ao mesmo tempo e no espaço, memória, momento e esperança. A história do Paraná é uma história de caminhos. É de se perguntar: haverá história, dentre tantas construídas pela humanidade, que não seja a da caminhada dos povos? Pelos campos, florestas, mares, rios e desertos, os povos têm caminhado, desde os primórdios dos tempos, fazendo a civilização. Filha da memória, sobrinha do tempo – nascida do testemunho de homens e mulheres destemidos –a História é símbolo de permanência e avanço.

Rogamos e fazemos votos que o Poder Público paranaense efetivamente consiga resgatar e mapear a trilha do caminho no nosso Estado por meio de pesquisas, vestígios líticos, memória coletiva e fontes bibliográficas. Os- Caminhos do Peabiru – são de importância inquestionável e nossas raízes devem ser mantidas vivas entre o maior número de cidadãos e não apenas na memória dos estudiosos, uma vez que foi decisivo para a migração dos povos indígenas, descoberta de riquezas, criação de missões religiosas, comércio e a fundação de povoados e cidades .

A estrada que serviu de integração e inspiração, além de contribuir para a fundação das cidades espanholas Ciudad Real de Guayrá (1557) e Villa Rica del Espirítu Santo (1576), precedida por expedições através dos Caminhos do Peabiru; e com o tempo transformada em estradas de rodagem ou simplesmente abandonada; aponta agora para um novo futuro. O turismo como fator de geração de emprego e renda, com sustentabilidade.

Foz do Iguaçu é outro exemplo de sucesso para a viabilização da ideia. Inúmeros materiais editados com apoio da Itaipu Binacional e bem sucedidas iniciativas turísticas como a que criou a Rota dos Pioneiros no Rio Paraná despontam como exemplares.

Hoje as pessoas buscam tranquilidade e paz ao caminhar por trilhas sagradas, conhecer descobertas arqueológicas, manter contato com populações indígenas, ouvir e conhecer as histórias dos antepassados, participar de rituais esotéricos, bonitas paisagens campestres, cenários panorâmicos, unindo aventuras e adrenalina com emoções e conhecimentos.

Que os Caminhos do Peabiru – futuro e promissor patrimônio cultural material e imaterial – levem-nos a conquistar, de novo, uma terra sem males!

GILMAR CARDOSO, advogado, poeta, membro do Centro de Letras do Paraná e da Academia Mourãoense de Letras.