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UNILA oferta curso preparatório gratuito para o exame Celpe-Bras

Estrangeiros que vão prestar a prova do Celpe-Bras, que certifica a proficiência em língua portuguesa, podem inscrever-se no curso preparatório do exame ofertado pela UNILA. As inscrições estão abertas até quarta-feira (21), por meio do sistema Inscreva. Tudo é ofertado gratuitamente.

As aulas terão início no dia 24 de agosto e acontecerão aos sábados, das 14h às 17h, na unidade Jardim Universitário da UNILA. Serão sete encontros que têm como objetivo capacitar o candidato ao exame a produzir e interpretar a linguagem oral e escrita, nos modelos que aparecem no Celpe-Bras.

O curso, que é um projeto de extensão da UNILA, também irá trabalhar com informações sobre como funciona o exame, as estratégias que devem ser utilizadas para realizá-lo, além dos critérios de avaliação envolvidos nesse processo.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail extensao.preparatoriocelpebras@unila.edu.br.

Celpe-Bras

A próxima edição do exame será entre os dias 16 a 18 de outubro. A UNILA é um dos postos aplicadores do Celpe-Bras e, este ano, ofertou 60 vagas – já preenchidas – para a realização do exame.

O Celpe-Bras é o único certificado oficial de proficiência em português, internacionalmente aceito por empresas e instituições de ensino como comprovação de competência na língua portuguesa. No Brasil, o certificado é exigido pelas universidades para ingresso em cursos de graduação e em programas de pós-graduação.

Outorgado pelo MEC, o Celpe-Bras é conferido em quatro níveis: intermediário, intermediário superior, avançado e avançado superior. O Inep é o órgão responsável pela aplicação, com apoio do Ministério da Educação e em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

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Ponte da Integração: Obras no Paraguai começam em 20 dias

Equipamentos serão transportados por balsas para evitar interferência no fluxo da Ponte da Amizade. Obra é financiada pela margem brasileira de Itaipu Binacional

Dentro de aproximadamente 20 dias deve começar a movimentação do transporte pesado de equipamentos para a construção da cabeceira no lado paraguaio da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, financiada pela margem brasileira da Itaipu Binacional.

O maquinário será transportado em grande parte por balsas, de Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco (Alto Paraná – Paraguai). Só uma pequena parte do material seguirá pela Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, para interferir o menos possível no fluxo de cargas e no movimento de pedestres e carros.

Na manhã desta sexta-feira (16), representantes da Itaipu, lado brasileiro, da aduana paraguaia e da Receita Federal do Brasil se reuniram para definir a logística do transporte desses equipamentos. A Itaipu, em conjunto com os órgãos e parceiros envolvidos, dará todo o suporte para que os trabalhos sejam feitos na maior normalidade possível.

O trâmite atende uma instrução normativa do governo brasileiro e um acordo com autoridades paraguaias, para garantir uma maior mobilidade alfandegária.

Obras começaram no Brasil

Na região do Porto Meira, onde a Ponte da Integração será erguida no lado brasileiro, o canteiro de obras começou a ser montado no último dia 7 de agosto, ou seja, há nove dias. A intenção é seguir o cronograma à risca, para entregar a obra no prazo previsto em contrato, que é de 36 meses.

Para o dique que será montado no lado paraguaio serão utilizados um trator de esteira, uma motoniveladora, uma escavadeira hidráulica, seis caminhões basculantes, um caminhão-pipa, um rolo compactador e dois compactadores tipo placa vibratória.

Também serão utilizados módulos StrataSlope 40, num total de 1,6 mil peças, e 650 metros cúbicos de brita, entre outros materiais.

Uma nova fronteira

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, afirmou que a movimentação nos dois lados da fronteira é o primeiro sinal de novos tempos para toda a região. Ele lembrou que, enquanto a ponte já está em obras, a construtora responsável pela construção da Perimetral Leste começou a desenvolver os projetos executivos, para depois efetuar as desapropriações necessárias e começar os trabalhos em campo.

“A Ponte da Integração e a Perimetral Leste estarão concluídas ao mesmo tempo, iniciando uma nova era para o Paraguai e o Brasil, que poderão ampliar seu comércio e, mais do que isso, abrir os mercados de importação e exportação para os demais países da região”, afirmou Silva e Luna. “Sem contar a possibilidade de ligação entre os portos do Atlântico e do Pacífico, uma possibilidade que se abre a partir dessa nova ponte entre o Brasil e o Paraguai”, completou.

O custo

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, a segunda sobre o Rio Paraná, tem investimento previsto de R$ 463 milhões, custeado totalmente pela margem brasileira da Itaipu. Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a ponte e a BR-277, permitindo que os caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a rodovia federal brasileira, sem passar pela área urbana de Foz do Iguaçu, o que vale também para o sentido inverso.

A previsão é que, no pico das obras da ponte, sejam contratados cerca de 500 trabalhadores – cem a mais do que o previsto inicialmente. Aproximadamente 12 empresas atuarão de forma indireta na construção.

A Ponte da Integração Brasil- Paraguai começa a ser erguida nas imediações do Marco das Três Fronteiras, um dos atrativos turísticos de Foz. A obra levará riqueza e dará um novo status para a região do bairro Porto Meira, na margem brasileira.

Passo a passo

Depois da ordem de serviço assinada pelo governo do Estado, que vai gerenciar a obra, a construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná começou para valer. Na primeira etapa, em execução, está sendo feita a terraplanagem, a construção de cercas e a abertura dos acessos para as estruturas principais.

Uma equipe técnica da Itaipu já está acompanhando o desenvolvimento da obra, o que acontecerá em todas etapas até a conclusão, para que possam ser autorizados os pagamentos ao consórcio responsável.

Com 760 metros de comprimento e vão livre de 470 metros, o maior de uma ponte estaiada no Brasil, a obra terá duas torres de 120m de altura. A pista será simples, com 3,7m de largura, acostamento de 3m e calçada de 1,70m.

Já a Perimetral Leste terá cerca de 15 km de extensão e exigirá a construção de trevos e rotatórias, além de novas aduanas (Brasil-Paraguai e Brasil-Argentina) e prédios para a Receita Federal e Polícia Federal. O custo previsto em contrato inclui as desapropriações.

A construção está a cargo da Construtora JL, de Cascavel, que venceu a licitação aberta pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), que posteriormente passou a responsabilidade de gestão da obra ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

Foto: Sara Cheida

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João Arruda considera absurda orientação do MPF para rejeitar projeto que proíbe a suspensão do Whatsapp. Veja na CabezaNEWS

‘Absurdo’ “Isso é um absurdo!!!! Todos nós vamos pagar por um crime que pode ter ocorrido do outro lado do mundo”. A reação é do presidente estadual do MDB, João Arruda, ao analisar orientação do Ministério Público Federal para a Câmara rejeitar o projeto de lei 5130/2016, apresentado por ele quando ainda era deputado federal.

Absurdo II A proposta, caso seja aprovada, proíbe a suspensão de qualquer aplicação da internet, como WhatsApp, por decisão do poder público. “A justiça pode multar e punir de outras formas sem prejudicar os usuários”, ressaltou.

Absurdo III A manifestação de João Arruda é uma resposta a declaração da procuradora Neide de Oliveira, ao participar quinta (150 de audiência pública na Câmara sobre crimes cibernéticos. O projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, onde aguarda votação.

Absurdo IV “Então você fecha as lojas e prejudica os lojistas por conta de um assalto que aconteceu dentro do shopping”, analisou Arruda.

Garçons o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, confirmou presença segunda (19), a partir das 19h na tradicional Festa dos Garçons em Curitiba. O evento, que acontece no Santa Marta Bar no Batel, terá show da dupla Willian e Renan.

Pessutão Adianta o Blog do Tupan que o ex-governador Orlando Pessuti (MDB) foi procurado por presidentes partidários de seis cidades diferentes para disputar as prefeituras de Curitiba, Campo Largo, Matinhos, Jardim Alegre, Ivaiporã e Pontal do Paraná. Por enquanto ele está avaliado a hipótese, já que tem até o início de outubro, quando termina o prazo do TRE-PR para transferência do título eleitoral, visando a eleição de quatro de outubro de 2020.

Assédio Quem também está recebendo convites para compor fileiras é o vice-prefeito e secretário de Saúde de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato. Ele saiu recentemente do PCdoB e disse que ficaria um tempo sem filiação até definir o novo destino. Bobato é cotado para disputar a reeleição em dobradinha novamente com o prefeito Chico Brasileiro.

Construção social O Centro de Convenções e Eventos de Cascavel recebe hoje (17) evento alusivo ao Dia Nacional da Construção Social. Das 9h às 17h, a iniciativa é do Sinduscon Paraná Oeste, em parceria com a Cbic e Sesi/Senai.

Mais vagas O concurso público do Foztrans de Foz do Iguaçu, para preencher 12 vagas mais cadastro, poderá ter mais postos de trabalho aberto. A informação é da diretora Administrativa e Financeira Lucimara Zenatti, sobre a revisão do edital. As inscrições vão até ás 23h59 do dia 3 de setembro, no site da Fundação Unespar (fundacaofapa.org.br/informacoes/3662/).

Ronildo Pimentel
Editor

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Projeto de construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai será apresentado na ACIFI

O início das obras de construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai é o assunto de destaque da reunião de diretoria da ACIFI que será realizada nesta segunda-feira, dia 19. O gerente do Consórcio Construbase–Cidade–Paulitec, Osman Bove, fará apresentação do projeto e do cronograma dos trabalhos.

Também serão definidos no encontro os preparativos para a inauguração da nova sede da entidade e do Centro Integrado de Desenvolvimento Regional. O assunto será mediado pelo presidente da ACIFI, Faisal Mahmoud Ismail, e pelo presidente do Conselho Superior, Walter Venson.

A 15ª reunião ordinária da diretoria da ACIFI será realizada a partir das 18h30, na sede do Sincofoz (Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade de Foz do Iguaçu e Região), localizada na Avenida Brasil, 1.924 – centro.

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Em Curitiba, Fagner vai ao O Torto

O cantor Raimundo Fagner está em Curitiba onde se apresenta neste sábado (17) dentro do Sesi Música, projeto do Sesi Cultural do Paraná, em comemoração aos 45 anos de carreira.

Nesta sexta-feira (16), Fagner aceitou convite dos amigos e visitou o Arlindo Ventura, o Magrão, do O Torto Bar, boteco no entorno do tradicional Largo da Ordem da capital paranaense.

No bar temático, em homenagem ao eterno craque do futebol Garrincha, o Anjo de Pernas Tortas, Fagner foi recebido pelo proprietário Magrão.

Como mostra a foto, ele estava acompanhado do técnico de futebol Levir Culpi, o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo e o advogado Carlos Zucolotto Junior.

Curta um clássico do compositor Raimundo Fagner

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Marco das 3 Fronteiras chega a 1 milhão de visitantes

O Marco das 3 Fronteiras deve bater a marca de um milhão de visitantes até a próxima terça-feira, 20 de agosto. O monumento histórico, que completou 116 anos em 2019, passou por uma grande revitalização, com investimentos de aproximadamente R$ 30 milhões do Grupo Cataratas.

O atrativo caiu no gosto de turistas e moradores. Desde sua reinauguração, em 20 de dezembro de 2017, brasileiros e povos de mais 153 países passaram a visitar o local turístico. Brasileiros, argentinos, paraguaios, chilenos, peruanos, chineses, colombianos, estadunidenses, franceses e uruguaios lideram o ranking de nacionalidades que mais visitaram a atração turística.

O Marco é um daqueles lugares singulares do mundo. O atrativo está localizado no encontro dos rios Paraná e Iguaçu, este que dá o nome à cidade de Foz. O monumento demarca a fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, sendo reconhecido como um patrimônio histórico e cultural da região.

Dos visitantes brasileiros, os paranaenses lideram o ranking, seguidos pelos paulistas, fluminenses, catarinenses, gaúchos, mineiros, pernambucanos, cearenses e baianos. A cada ano que passa, o Marco contagia visitantes de cada canto do Brasil, mostrando todo o potencial deste lugar, que representa tão bem toda a história e diversidade de Foz.

A satisfação dos visitantes pode ser vista em cada relato de amor pelo local, como conta Solange Kirtz, após desfrutar todas as emoções que o ambiente proporciona. “Fiquei encantada com a arquitetura, a apresentação cultural dos três países, a organização e a limpeza. Um cenário belíssimo de se ver.”

Potencial para continuar crescendo – Com opções de lazer para toda a família, o Marco é um atrativo imperdível de se visitar em Foz do Iguaçu. Se durante o dia o visitante tem a magia do encontro dos rios e a tranquilidade da natureza, no fim da tarde há o pôr do sol; e à noite, a vivência das atrações culturais, a iluminação e todo o encanto da fronteira.

Reconhecido como uma das melhores opções para moradores e para quem visita a cidade, o Marco tem ainda muita capacidade de crescimento, o que ajudará no desenvolvimento do turismo de Foz do Iguaçu, como destaca Adélio Demeterko, diretor da Cataratas do Iguaçu S.A. “O Marco contribui para a nossa oferta turística com bons serviços, eventos, entretenimento, cultura e lazer, integrando os turistas e moradores de Foz. Estamos trabalhando para ampliar ainda mais esta oferta para os próximos anos.”

Parceria público-privada – O sucesso do Marco das 3 Fronteiras é resultado da concessão da Prefeitura de Foz do Iguaçu ao Grupo Cataratas, empresa fundada na cidade, no ano de 1999, e que desde 2016 é responsável pela revitalização e gestão do atrativo, colaborando para o desenvolvimento do turismo em Foz do Iguaçu.

Com quase quatro anos de concessão, o grupo já realizou cerca de R$ 30 milhões em investimentos, transformando todo o ambiente em uma referência cultural e turística. A parceria, que tem duração inicial de 15 anos, é um exemplo nacional de como o turismo pode ser valorizado, respeitando a natureza e gerando empregos à comunidade local.

Uma história marcante – Um dos principais símbolos da região de Foz do Iguaçu, o obelisco do Marco das 3 Fronteiras foi erguido para celebrar a paz entre os povos. Foi inaugurado em 20 de julho de 1903 – cerca de 11 anos antes da emancipação política da cidade, em 1914, e estabelece a soberania e o limite territorial do Brasil com a Argentina e o Paraguai.

Vale destacar também que Foz do Iguaçu está no centro das 30 reduções jesuíticas identificadas no Cone Sul, sendo sete no Leste do Paraguai e 14 no Norte da Argentina. Os jesuítas e os índios guaranis habitavam esta região, que hoje integra parte do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Neste território, eles construíram um bem-sucedido sistema social que integrou mais de cem mil pessoas.

Essa história está representada na arquitetura do Marco com a Vila Cenográfica, uma homenagem às missões jesuíticas. Logo na entrada do atrativo, o visitante se depara com a fachada da vila. Ao caminhar pelas praças e ambientes do complexo turístico, o público “viaja no tempo” com a ambientação histórica do local em que viviam esses índios e padres nos séculos 16 e 17.

Créditos de fotografias: Kiko Sierich

Serviço:
Marco das 3 Fronteiras
Funcionamento: aberto todos os dias das 14h às 22h
www.marcodastresfronteiras.com.br
contato@marcodastresfronteiras.com.br
Telefone: +55 (45) 3132-4108

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Marco das 3 Fronteiras

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Assembleia conjunta debate parcerias, gestão e soluções para resíduos sólidos em empreendimentos de gastronomia

Reunião será na segunda-feira (19), a partir das 15h na antiga Mesbla da Boca Maldita de Curitiba

As técnicas de gestão com melhores resultados e soluções para lidar com resíduos sólidos em estabelecimentos estarão em destaque na assembleia mensal da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), SindiAbrabar e Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares do Paraná (Feturismo).

A reunião conjunta, a partir das 15h da segunda-feira (19), será na sede do Centro Universitário Sociedade Educacional de Santa Catarina, a UniSociesc no Palácio Avenida, na antiga Mesbla da Boca Maldita no centro de Curitiba.

A pauta prevê três apresentações em formato de palestras que irão durar de 10 a 15 minutos. A intenção é repassar aos empreendedores, ações que melhorem o rendimento do estabelecimentos, reforçam Fábio Aguayo (presidente da Abrabar), Gustavo Grassi Severino (vice-presidente SindiAbrabar) e Claudio José Antunes (presidente da Feturismo).

Panorama
A primeira palestra vai tratar da condução do empreendimento tendo como aliado o Software Business ONE de Gestão, Gerência e Compra de Insumos. Serão abordadas também soluções para lidar com os resíduos sólidos, devido às exigências das Prefeituras Municipais, que podem resultar em multas e notificações pelo lixo em excesso e má destinação.

“Vamos também apresentar como andam as negociações salariais com os Sindicatos que representam os nossos trabalhadores”, adiantou Fábio Aguayo. “Para finalizar, o destaque serão as ações contra a Prefeitura sobre a nova cobrança do ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) para eventos em nossos empreendimentos”, completam Gustavo Severino e Claudio Antunes.

SERVIÇO
Reunião conjunta Abrabar, SindiAbrabar e Feturismo
Dia e horário: 19 de agosto de 2019 às 15h
Onde: UniSociesc – Palácio Avenida – Rua Luiz Xavier, 40 – Centro – Curitiba
Mais informações e confirmações de presença no e-mail contato@sindiabrabar.com.br

Foto: Divulgação

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“Muita gente quer antecipar o processo eleitoral’, afirma o prefeito Chico Brasileiro

Prefeito de Foz do Iguaçu é o primeiro entrevistado do quadro “Quatro Perguntas” da nova plataforma digital do GDia

O prefeito Chico Brasileiro disse que não está “satisfeito 100%” com o desempenho da sua administração. “Sinceramente, é muito difícil a gente ficar satisfeito quando a gente vê que a máquina pública, muitas vezes na sua burocracia, termina não cumprindo os prazos que a gente estabelece, que idealiza”, disse ele ao quadro “Quatro Perguntas”, da nova plataforma do portal GDia.com.br.

“E por que não consegue?”, indagou o prefeito, para logo responder: “Porque muitas vezes uma licitação que você lança, aprova, faz todo processo legal, depois uma empresa desiste da obra, você tem que relicitar”. Com isso, a demora vai 30, 60 e até 90 dias para retomar um processo que poderia já estar concluído, anotou Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

“Então esse processo burocrático que mais me angustia, às vezes até me irrita, porque isso emperra a máquina pública”, desabafou Brasileiro. De acordo com ele, isso faz com que muitas vezes a cidade fique esperando a entrega de um serviço que não é entregue em função dos problemas burocráticos e legais.

Abaixo a íntegra do quadro

Reforma tributária
O prefeito também comentou que a “tão sonhada” reforma tributária representará uma grande “dor de cabeça” para a cidade. Isso porque os municípios não entraram na discussão, não tiveram “acesso prévio” e não foram consultados. “Agora que já passou pela CCJ da Câmara é que estamos enxergando os riscos da aprovação da forma que está”, ressaltou.

Na avaliação de Brasileiro, o texto retira o imposto que é uma grande fatia de receita dos municípios, o ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza). A reforma também reparte o ICMS, que hoje o município tem direito a 25%, não por produção, não pela qualidade do município que produziu.

A distribuição será pelo número de habitantes. Isso é um prejuízo imenso para um município como Foz do Iguaçu e outros importantes do Brasil, avalia. “Então, estamos nos reunindo com diversos prefeitos, vamos lutar para que essa reforma tributária saia, mas que não prejudique os municípios”, disse.

Brasileiro afirma que quem mais atende a população é justamente as Prefeituras. “Não é em Brasilia, na Capital Federal, é sim nos municípios que a gente precisa desses impostos para atender bem o cidadão”.

Campanha
O prefeito também falou sobre o andamento dos projetos e ações do programa de governo, apresentado na campanha eleitoral. “Nós trabalhamos todos os dias com aquilo que a gente apresentou à população. É claro que muitas coisas ainda não foram realizadas, executadas. Outras estão em execução e outras estão em planejamento ou em processo licitatório”, disse.

Brasileiro afirmou que sua gestão não irá se “distanciar” do plano de governo. “Esse é o nosso foco, juntamente com nossa equipe para que possamos entregar até o final do nosso mandato, que termina em 2020 com, o máximo possível daquilo que a gente apresentou de propostas”.

Reeleição
A última pergunta ficou reservada aos planos futuros de Brasileiro. De acordo com ele, o foco é o trabalho, “é continuarmos em cima do nosso plano de governo, de nossas ações, realizando obras, fazendo aquilo que precisa ser feito para melhorar a vida do povo de Foz do Iguaçu”.

“Pensar em campanha nesse momento é confundir processo eleitoral com plano de governo e não quero confundir isso”, disse. O prefeito lembrou que Foz teve eleições em 2017 e em 2018, “e teremos em 2020. O único ano desses quatro anos que não tem eleição é 2019 e muitas gente quer antecipar o processo eleitoral”.

Brasileiro disse que não vai “entrar nesse jogo” e que a dedicação é com os compromissos com o povo. “Que é trabalhar, buscar desenvolver a cidade e buscar fazer as políticas públicas funcionarem, esse é o meu objetivo, principalmente no ano de 2019, que é um ano que não existe no calendário eleitoral”, concluiu.

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Feira do Livro 2019 traz atrações nacionais e internacionais a Foz do Iguaçu

Conceição Evaristo, Mia Couto, Zeca Camargo, Carpinejar e Miriam Leitão são destaques na programação da FILFI

Ao longo de 9 dias, o Clube Gresfi será transformado num grande palco para o maior encontro literário da região. A 15ª edição da Feira Internacional do Livro e o 2º Festival Literário de Foz do Iguaçu (FILFI) acontecem de 5 a 13 de setembro e reunirão grandes nomes da literatura na cidade.

A homenageada este ano será a escritora Conceição Evaristo, que fala ao público dia 9 (segunda-feira). Foi de autoria da escritora mineira de 71 anos, o tema adotado pela feira este ano: “Escrevivência – vivendo a literatura”.

AQUI para ver fotos do lançamento da FILFI

“A escolha pela Conceição foi natural. Aguardávamos por esse momento quando poderíamos trazer uma personalidade tão emblemática e forte quanto essa escritora, que também carrega consigo a representação da voz negra feminina na literatura brasileira”, comentou o presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues.

Entre as principais obras da escritora está “Ponciá Vivêncio”, lançada em 2003. A obra foi incluída nas listas de vestibulares de instituições em todo o país naquele ano.

Becos da Memória, Insubmissas Lágrimas de Mulheres, Olhos d´Água, também integram a bibliografia da escritora, que utiliza como temática a vivência no subúrbio e a figura feminina como protagonista da resistência à pobreza e à discriminação.

Autores
A curadoria do evento está a cargo do escritor, editor e jornalista Rogério Pereira. A programação inclui 30 escritores e escritoras como Mia Couto, Zeca Camargo, Carpinejar, Miriam Leitão, Luiz Ruffato, Cíntia Moscovich, Cristovão Tezza e muitos mais (veja na programação). Valter Hugo Mãe abre a feira no dia 5, às 20h com a mesa: A convicção da palavra.

Além da participação dos escritores (as) em palestras e mesas, as oficinas também serão ministradas por convidados especiais como o jornalista e escritor Luiz Henrique Pellanda, José Castello e do cartunista Allan Sieber. Autores locais também serão prestigiados durante o evento, com lançamentos, encontros e um sarau.

Toda a programação estará disponibilizada no site oficial do evento: www.feiradolivrodefoz.com.br e nos canais tradicionais:
Facebook: F.culturalfoz
Twitter: @CulturalFoz
Instagram: @culturalfoz
Além do site da Fundação Cultural: culturafoz.pr.gov.br e da Agência Municipal de Notícias: www.pmfi.pr.gov.br

Estrutura
O local escolhido para abrigar a FILFI mantém seu valor histórico como primeiro aeroporto da cidade. A interação entre público e escritores será disposta em espaços especiais distribuídos pela feira.

No prédio central, um grande espaço para palestras está reservado, assim como exposições, como a da Lixotec, que fará coleta de material eletrônico descartável e ministrará palestras e conversas sobre reciclagem.

No ginásio, uma feira permanente com 34 estandes fará comercialização de livros e publicações. O local também reservará espaço para a Biblioteca Municipal, assim como espaços de convivência e exposições de artistas locais.

“Queremos que esse passeio pela feira não seja apenas uma visita e sim uma experiência, por isso apostamos numa estrutura diferenciada, com brincadeiras, e atividades relacionadas à literatura”, disse a diretora cultural da Fundação, Thaisa Praxedes.

Além do ginásio, localizado ao lado do prédio histórico, salas e um domo serão instalados para receber os visitantes. Na programação oficinas, como de Clubes de Mães e contação de histórias. Seguindo pela ginásio, a arena de shows será montada para receber escritores e artistas, como a cantora Paula Lima, que se apresenta dia 12 de setembro.

Ações
Este ano uma ação em seis bairros da cidade deve atrair a atenção da comunidade. Geladeiras fora de uso foram doadas à Fundação Cultural e receberam uma nova função de artistas convidados. O projeto Mini Biblioteca Cuca Fresca, transformou geladeiras em estantes para abrigar livros que serão ofertados à população.

“Queremos levar essas geladeiras que receberam a arte para que fiquem nesses bairros e sejam um ponto onde as pessoas possam tanto escolher um livro, quanto deixar o que não utilizam mais em suas casas”, comentou Rodrigues.

A exemplo de outros anos, numa parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o Vale Livro será distribuído alunos e professores da rede municipal de ensino que visitarem a feira. Ao todo, serão distribuídos R$ 400 mil em livros. “Tivemos o cuidado de planejar uma programação especial para as crianças. A distribuição do vale é um incentivo para que novos leitores criem o hábito, que possamos contribuir para isso”, confirmou Praxedes.

A Feira Internacional do Livro é uma realização da Prefeitura Municipal, através da Fundação Cultura, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos e Secretaria Municipal da Juventude. Com apoio institucional do SESC, Unioeste e Unila. Apoio da Câmara Municipal, Foztrans, Guarda Municipal, Guarda Mirim e BP3 – Lindeiros. Itaipu Binacional e Blue Park são os patrocinadores.

Programação Nacional

OFICINAS
A arte da crônica, com Luís Henrique Pellanda | 10, 11 e 12
Quadrinhos, com Allan Sieber | 11, 12 e 13
Jornalismo Cultural, com José Castello | 5, 6 e 7

Dia 5 (quinta-feira)
20h | Abertura / MESA: A convicção na palavra / Valter Hugo Mãe

Dia 6 (sexta-feira)
19h30 / MESA: Brasil: ficção e realidade /Miriam Leitão e Luiz Ruffato

Dia 7 (sábado)
15h / MESA: A arte de ver o mundo / Eloar Guazzelli e Fabiane Langona
17h / MESA: Personagens reais na ficção / Sérgio Rodrigues e Noemi Jaffe
19h /MESA: Brasil ontem e agora /Mário Magalhães e Eduardo Reina

Dia 8 (domingo)
15h / MESA: As muitas cores da palavra negro / Eliana Alves Cruz , Cidinha da Silva e Paulo Lins
17h / MESA: Violentas fronteiras urbanas / Alexandre Vidal Porto e Ana Paula Maia
19h / PALESTRA: O planeta Elza / Zeca Camargo

Dia 9 (segunda-feira)
19h30 / PALESTRA: Escrevivência, minha luta / Conceição Evaristo

Dia 10 (terça-feira)
19h30 / MESA: A cidade e os livros / Cíntia Moscovich e Cristóvão Tezza

Dia 11 (quarta-feira)
19h30 / MESA: A letra e a voz / Marcelino Freire e Jarid Arraes

Dia 12 (quinta-feira)
19h30 / PALESTRA: Só a leitura salva a relação / Carpinejar

Dia 13 (sexta-feira)
19h30 / MESA: Uma língua, vários mundos / Mia Couto

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Itaipu e a vitimização paraguaia

Por Cláudio Sales e Richard Hochstletere

Nos últimos anos, o Paraguai tem obtido reiteradas vantagens do Brasil. Cerca de 10 anos atrás, conseguiu triplicar o valor cobrado pela energia cedida ao Brasil. Também recebeu US$ 400 milhões do Brasil para construir a linha de transmissão de Itaipu a Assunção. Mais recentemente, o Brasil se comprometeu a construir mais duas pontes na fronteira.

O mais novo episódio com nosso vizinho começou no final de julho com o estardalhaço feito por senadores paraguaios sobre uma “ata diplomática” de reunião realizada entre os dois países há alguns meses. Senadores caracterizaram tal ata como “acordo secreto altamente prejudicial” para o Paraguai, o que culminou na demissão de autoridades paraguaias, entre as quais o ministro de Relações Exteriores.

Segundo a imprensa, a ata previa nada mais que a regularização da contratação anual da potência e da energia da usina pelos dois países nos termos do Tratado de Itaipu. Não se trata de novo acordo, mas de um plano para fazer valer alguns dos termos pactuados em 1973 no tratado que não estavam sendo cumpridos.

Há anos o Paraguai burla o Anexo C do Tratado de Itaipu, que prevê que os dois países devem contratar anualmente “frações da potência instalada na central elétrica” (cláusula II.2), sendo que cada parte terá o direito de “utilizar a energia que puder ser produzida pela potência por ela contratada” (cláusula II.4), e o dever de pagar os custos incorridos pela usina “proporcionalmente às potências contratadas” (cláusula IV.2).

As despesas da usina têm sido rateadas entre os dois países em razão de dois fatores: (i) as despesas de exploração, de amortização e de juros sobre a dívida da usina são divididas em função da potência contratada por país; (ii) enquanto as despesas para provimento de royalties e encargos de administração e supervisão são cobrados em função da energia consumida pelos respectivos países.

Como a “energia vinculada à potência contratada” é definida de forma conservadora (para recuperar os custos da usina mesmo em anos de baixa hidrologia), a usina geralmente produz mais que esse montante, resultando em “energia adicional”.

A vantagem paraguaia advém de rateio assimétrico dessas duas formas de energia. Em 2018, o Paraguai contratou apenas 10,6% da potência, mas levou 34,7% da “energia adicional”, arcando com parcela menor dos custos, levando parcela maior da energia mais barata, mas ainda dividindo igualmente as receitas de royalties, remuneração de capital e reembolso de encargos de administração e supervisão.

Os grandes prejudicados dessa assimetria são os consumidores brasileiros, que pagaram USD 37,40/MWh pela mesma energia que os paraguaios levaram por USD 26,26/MWh. Ou seja, paraguaios pagam energia 30% mais barata que os brasileiros.

Como se essa vantagem não bastasse, os paraguaios desfrutam da “remuneração por cessão de energia”, um pagamento adicional pela parcela da potência contratada pelo Brasil advinda das unidades geradoras pertencentes ao Paraguai. O valor pago ao país vizinho, a título de cessão de energia em 2018 , foi de USD 327 milhões. Quando se soma esse pagamento aos USD 37,40/MWh, o valor final pago pelos brasileiros sobe para USD 41,45/MWh.

A ata diplomática não previa o ressarcimento pelos valores pagos a menos pelo Paraguai nos últimos anos, nem previa a implantação imediata dos termos vigentes do tratado: previa apenas a regularização gradual ao longo dos próximos quatro anos.

O tratado de Itaipu é muito benéfico ao Paraguai. Itaipu não apenas fornece mais de 90% da energia consumida pelo nosso vizinho, mas também é importante fonte de receitas para o país. Os valores que o Paraguai recebe de Itaipu (soma de royalties, rendimento do capital, encargos de administração e supervisão, e cessão de energia) superam o valor pago pela energia que o país consome. Em 2018, o Paraguai ganhou 15.043.900 MWh de energia e USD 249 milhões de receita líquida de Itaipu.

Ou seja, o Paraguai não paga nada, recebe energia e ainda ganha dinheiro. Quem de fato arca com todos os custos de Itaipu é o consumidor brasileiro. O Brasil precisa divulgar os números acima para combater o discurso de vitimização que políticos paraguaios têm adotado para alavancar, astutamente, sua posição de negociação. E nossos diplomatas precisam evitar que o consumidor brasileiro pague a conta, mais uma vez, do oportunismo de nossos vizinhos.