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Hussein Bakri destaca importância do Programa Mãos Amigas em obras de escolas estaduais

Presidente da Comissão de Educação da Assembleia recebeu coordenadores do projeto, que já reformou 380 colégios e economizou R$ 6,8 milhões ao Estado em sete anos

O deputado Hussein Bakri (PSD) estabeleceu, nesta terça-feira (21), uma parceria entre a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e o Programa Mãos Amigas para fortalecer e expandi-lo pelo Paraná. Criado em setembro de 2012 para ressocializar presos do regime semiaberto, o projeto já reformou 380 escolas estaduais e economizou R$ 6,8 milhões aos cofres públicos.

“Essa é uma iniciativa na qual todos saem ganhando: o detento ocupa o tempo e a cabeça, reduz sua pena e ainda manda dinheiro para a família; o Estado economiza recursos; a comunidade escolar tem os colégios de cara nova; e a sociedade reintegra esses cidadãos ao seu convívio”, destaca Hussein Bakri, que é Líder do Governo Ratinho Junior (PSD) e Presidente da Comissão de Educação do Legislativo estadual.

Por meio do Programa Mãos Amigas, os detentos realizam serviços de pintura, limpeza, jardinagem e pequenas reformas nas instituições de ensino, com materiais custeados pelo Estado ou arrecadados pela própria comunidade escolar.

A partir de um convênio entre a Fundepar (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional) e o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná), o projeto já chegou a Curitiba e região metropolitana, Ponta Grossa, Guarapuava, Francisco Beltrão e Londrina, e está sendo expandido para Maringá, Cascavel e Cruzeiro do Oeste.

Um dos principais reflexos se dá no caixa do Estado. Como cada três dias de trabalho representam um dia a menos de prisão, o poder público economiza R$ 7,5 mil anualmente por detento com essa remissão de pena.

Além disso, a economia diária chega a R$ 100,36, uma vez que o custo de um profissional da iniciativa privada seria de R$ 165,36 contra R$ 65 de um preso. A estimativa é que o custo final de cada obra realizada por meio do Mãos Amigas fique até 70% mais barato.

Os detentos, por sua vez, recebem 75% de um salário mínimo (R$ 748,50), dos quais R$ 548,90 vão para a família e o restante fica depositado em uma conta até que eles ganhem a liberdade.

“Em quase sete anos de projeto, nunca tivemos qualquer problema com o comportamento dos presos. Pelo contrário, ao deixar o sistema carcerário tendo adquirido uma série de conhecimentos profissionais, a reincidência tem sido praticamente zero desde então”, comemora o coordenador do programa, Nabor Bettega Junior.

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Pesquisa aponta que alunos de baixa renda são maioria nas universidades federais

Em 15 anos, as ações afirmativas elevaram o número de estudantes pretos e pardos em 282%

A maioria – 70,2% – dos estudantes das universidades federais brasileiras tem renda mensal familiar per capita de até 1 salário mínimo, sendo a renda média de R$ 640. Em contraste, os estudantes que têm renda superior a 5 salários mínimos per capita são apenas 4,6%.

Deste total de estudantes,  64,7% veio do ensino médio integralmente, ou na maior parte do tempo, em escolas públicas. Os dados constam da 5ª Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural dos Graduandos das Instituições Federais de Ensino Superior, divulgada nesta semana.

O levantamento é realizado desde 1996 pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), vinculado à Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Os dados foram coletados em 63 universidades e 2 Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet).

Pela primeira vez, dentro do tempo em que a pesquisa é realizada, o percentual de negros aumentou, alcançando a maioria absoluta do universo pesquisado: 51,2%. Em 15 anos, as ações afirmativas elevaram o número de estudantes pretos e pardos de 160.527 para 613.826, uma variação de 282%.

A participação de estudantes que ingressaram por cotas (renda; preto, parto e indígena; e pessoa com deficiência) vem crescendo desde a implementação das políticas afirmativas, em 2005. Dez anos depois, esse índice chegou a 42,5% e, de 2016 a 2018, segue entre 48% e 49%.

A pesquisa mostra que há um crescimento contínuo no ingresso de mulheres no ensino superior das universidades federais – em 2018, o índice de mulheres matriculadas era de 54,6%. Esse percentual cresce entre estudantes com até 24 anos.

Na faixa etária de 17 anos ou menos, esse índice é de 59% e, de 18 a 24 anos, 56,5%. Ainda de acordo com o levantamento, os pais da maioria absoluta dos universitários estudaram somente até o ensino médio.

Segundo o documento de análise dos resultados da pesquisa, “a democratização do acesso ao ensino superior, resultante da ampliação do número de Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), cursos e vagas, da interiorização dos campi das mesmas instituições, da maior mobilidade territorial via Enem/Sisu e da reserva de vagas para estudantes com origem em escolas públicas, por meio de cotas (renda; pretos, pardos e indígenas; e pessoas com deficiência), modificou radicalmente o perfil da recente geração de discentes dos cursos de graduação das universidades federais e dos Cefet MG e RJ”.

Para a Andifes, a pesquisa aponta que a “universidade brasileira hoje é expressão dos esforços para sua real democratização” e que este é um passo importante “para o cumprimento do papel social do ensino superior público”.

O levantamento mostra, também, que “se permitiu o direito ao ensino superior a um número cada vez maior de pessoas que tradicionalmente eram excluídas da vida universitária”.

Ainda segundo análise da Andifes, o “país, vendo multiplicar as oportunidades acadêmicas a um número maior e mais diverso de pessoas, poderá colher os frutos da ampliação em seu desenvolvimento.”

Entre os desafios apontados pela pesquisa, de acordo com análise da Andifes, estão a necessidade de “ampliar ainda mais a democratização do acesso, para que o percentual de jovens matriculados no ensino superior atinja as metas do Plano Nacional de Educação; e garantir que todos os estudantes tenham, dentro das Ifes, iguais condições de permanência”, atendendo ao previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

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OAB-PR declara apoio às universidades federais e fala em esforços para cumprir constituição

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR), divulgou sexta (17) nota de apoio às 63 universidades e 38 institutos federais que tiveram recursos bloqueados pelo Ministério da Educação (MEC).

O sequestro, segundo a ordem, afeta a qualidade do ensino do Brasil e atinge diretamente, dentro outras, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Universidade da Integração Latino-Americana (Unila).

Segundo a nota, o corte de recursos anunciado recai justamente sobre a parcela de gestão autônoma das instituições, comprometendo gravemente as ações inerentes à sua finalidade, a saber, o ensino, a pesquisa e a extensão.

Veja a íntegra da nota assinada pela diretoria e Conselho Pleno da OAB Paraná

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná expressa seu apoio à luta das Universidades na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, e no seu esforço para reverter a medida restritiva, por entender que compromete o acesso da população ao conhecimento e à formação profissional, assim como compromete a pesquisa científica e a produção de patentes – atividades essenciais para o desenvolvimento de qualquer nação.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná tem a convicção de que somente por meio da educação de qualidade, incluindo o conhecimento produzido nas universidades, o país pode alcançar o ideal de justiça e paz social previsto na Constituição Federal.

Ciente de seu papel de zelar pela consecução das garantias fundamentais, em cujo rol se encontra a educação, a OAB Paraná, como sempre tem agido ao longo de sua história, envidará todos os esforços para que se cumpra a Constituição Federal, respeitando-se a autonomia didático- científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades“.

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Prédio da Assistência Social ganha mural com fauna e flora de Foz do Iguaçu. Veja mais fotos!

O prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social está ganhando uma cara nova. Um mural a base de grafite com elementos da fauna e da flora de Foz do Iguaçu está em fase de acabamento e já chama a atenção de quem passa pela esquina entre as Avenidas Jorge Schimmelpfeng e JK, em frente à Praça Getúlio Vargas.

A obra foi idealizada pelo “Graf Art”, um grupo de estudantes do Projeto Trilha Jovem Iguassu do PTI. O projeto do mural foi desenvolvido durante uma das oficinas do programa voltadas a iniciativas turísticas.

Em uma parceria entre o PTI, empresários e a Secretaria Municipal da Assistência Social, o projeto saiu da sala de aula e virou uma ação para divulgar e valorizar os atrativos naturais da cidade.

“A ideia do projeto é chamar a atenção dos turistas e divulgar a riqueza natural que temos através da arte”, comentou Letícia, uma das integrantes do grupo que também é composto por Júlia, Bruna, Larissa, João e Allan.

“Escolhemos o muro da Secretaria de Assistência Social porque é um prédio histórico que também faz parte do patrimônio cultural da cidade, e a ideia é ampliar a ação para vários espaços, dando uma cara nova para Foz do Iguaçu”, acrescentou Júlia.

O desenho desenvolvido pelo próprio grupo ganhou vida através das mãos do artista visual Lucas Escalantte. O artista é pai de Júlia, uma das integrantes do grupo, e está grafitando o mural de forma voluntária.

O carinho e o orgulho pela filha e a contribuição para divulgar o turismo da cidade motivaram Escalantte a fazer parte do projeto.

“Estou muito feliz, é um projeto da minha filha e fazer parte é muito bom, pois estamos fazendo algo útil para a cidade, para ajudar na divulgação do turismo”, comentou.

Incentivo
O diretor da Secretaria de Assistência Social André dos Santos, elogiou a iniciativa do grupo de jovens. Para ele, promover a ação reflete a importância dos projetos de capacitação e de inclusão para gerar uma juventude protagonista e cidadã.

“Além de valorizar o espaço público e contribuir para a divulgação turística da cidade, a ação incentiva o protagonismo dos jovens, o que desperta o exemplo para outros jovens. O Poder Público e a sociedade tem o dever de criar as condições e incentivar essas ações no caminho pela inclusão e pela cidadania”, ressaltou Santos.

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VÍDEO: Mais de cinco mil em ato por uma educação gratuita e democrática em Foz do Iguaçu. Veja fotos!

Estudantes, servidores e professores de instituições federais marcharam pelas ruas de Foz contra cortes na Educação

Mais de cinco mil estudantes, servidores e professores de instituições federais foram as ruas de Foz do Iguaçu na tarde desta quarta-feira (15), se manifestar contra os corte de 30% do orçamento da Educação, anunciado pelo ministro da Educação e da Cultura (MEC), Abraham Weintraub. A mobilização, em defesa do ensino público gratuito e democrático, arrastou milhões em centenas de cidades em todos os estados da federação.

A concentração em Foz do Iguaçu começou no meio da tarde, na região do Bosque Guarani, no centro da cidade. A mobilização teve participação de professores, estudantes e funcionários da Universidade da Integração Latino-Americana (Unila), do Instituto Federal (IFPR), da Universidade Tecnológica (UTFPR), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e movimentos sociais. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

Durante toda a tarde foram realizadas apresentações artísticas e dos projetos dos cursos das instituições no calçadão do Bosque Guarani, próximo ao Terminal de Transportes Urbanos (TTU) de Foz do Iguaçu. Os estudantes de Medicina da Unila aproveitaram a concentração para promover treinamentos de saúde e sobre reanimação cardiovascular.

Às 17h30, os manifestantes seguiram em caminhada pela Avenida Juscelino Kubitschek até a Praça da Paz, onde foram realizadas diversas manifestações. A Guarda Municipal acompanhou a movimentação, que paralisou o trânsito nas duas pistas da via, ressaltou a professora Andréia Moassab, presidenta da Seção Sindical do Andes na Unila.

Nacional
As manifestações de estudantes, servidores e professores das instituições federais se espalharam por todo o Brasil na tarde desta quarta-feira. As maiores concentrações, segundo a imprensa nacional, ocorreram nas capitais, com destaque para o Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e Curitiba, no Paraná.

De acordo com portais de notícias e blogs, foram registrados atos em todos os estados da federação. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em viagem no Texas (EUA), classificou os participantes das manifestações de “massa de manobra” e “idiotas úteis”.

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Deputados aprovam PEC que acaba com a aposentadoria dos futuros ex-governadores do Paraná

Ex-governadores  “Hoje é um dia histórico para o Paraná. A Assembleia extinguiu, aprovando um projeto de iniciativa do governo Ratinho Junior, a chamada aposentadoria dos ex-governadores”. A declaração é do presidente Ademar Traiano, ao comentar a aprovação, por unanimidade, da PEC que extingue a pensão vitalícia de ex-governadores.

Futuros?  O projeto citado por Traiano estingue benefício mas apenas para os futuros ex-governadores. “Essa pensão é um dispositivo que a sociedade não aceita mais, em especial em um momento em que o país debate mudanças nas regras da Previdência”, disse.

E os ex atuais?  A pergunta foi enviada por um leitor da coluna e, por ser pertinente, reproduzida aqui. A PEC volta a votação dia 28 e, se aprovada, segue para promulgação.

Direitos LGBTI  A Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB-Cascavel realiza amanhã (17), duas palestras voltadas à discussão de direitos do público LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais).

Direitos  A primeira, “Criminalização da Homofobia”, será pelo advogado Arildo Avanzo, de Cascavel. A outra, “Feminicídio: uma abordagem jurídico sociológica da objetificação à tutela jurídica do feminino”, será com a doutora Ticiane Louise Santana Pereira, de Curitiba.

Ficha técnica  As palestras começam às 19h, com abertura de exposição da fotógrafa Naiara Vasconcelos. As inscrições são gratuitas pelos telefones (45) 3224-4896 e 99102-6109.

Franciscanos  Enquanto o presidente Jair Bolsonaro, dos Estados Unidos disparava o vocabulário contra os estudantes de todo país que realizaram manifestação contra os cortes na educação, os freis da ordem franciscana de Curitiba foram para a Praça apoiar o movimento.

Embaralhou  O líder do PSD na Câmara de Curitiba, Jair Marcelino, afirmou ontem que o partido pode “caminhar junto” com o prefeito Rafael Greca. A posição contraria a atuação do colega dele, Professor Euler, crítico da atual gestão e ao secretário estadual da Justiça, Ney Leprevost, que tem afirmado ser pré-candidato a prefeito no pleito de 2020.

No ar  A Gol Linhas Aéreas anunciou ontem (15) a terceira fase de ampliação de voos em São Paulo, contemplando 10 destinos no Sul e Nordeste. As rotas começam na primeira semana de agosto e estão concentradas no aeroporto de Guarulhos. Do Paraná, o único aeroporto contemplado é o de Foz do Iguaçu.

Ronildo Pimentel
Editor

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Na Câmara, ministro da Educação diz que teve “carteira assinada” e sugere que deputados nunca trabalharam

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, irritou parlamentares hoje ao dizer, ironicamente, que eles não sabiam o que é ter uma carteira de trabalho assinada.

Weintraub participa nesta tarde de uma sessão no plenário da Câmara após convocação de deputados.

Ele foi chamado pelos parlamentares para apresentar explicações sobre o congelamento de verbas na área da educação. As informações são do UOL.

“Eu gostaria também de falar que eu fui bancário, carteira assinada, azulzinha, não sei se vocês conhecem”, disse o ministro, ouvindo em seguida gritos de protesto dos deputados.

“Trabalhei muito, pagava imposto sindical para valer. Trabalhei muito, recebi o ticketzinho”, continuou, gesticulando para imitar o formato de um cartão com as mãos.

Deputados de oposição passaram então a gritar, pedindo a demissão do ministro. Eles também levantaram cartazes com dizeres contra os cortes na educação.

O presidente da mesa, o deputado Marcos Pereira (PRB-SP), também demonstrou incômodo com a fala do ministro. Pereira disse que já teve a carteira assinada e se sentiu ofendido com a fala do ministro.

“Eu, como presidente da mesa, me senti ofendido”, afirmou Pereira, que pediu então para que o ministro se ativesse aos temas levados a ele pelos deputados. No plenário, parlamentares endossaram a atitude de Pereira. “Boa, presidente!”, gritou um deles.

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Dos EUA, Bolsonaro diz que manifestantes contra cortes na educação são “idiotas úteis”

Ao chegar aos Estados Unidos nesta quarta-feira (15) Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações que estão ocorrendo no país em defesa de recursos para a educação são feitas por “idiotas úteis”, classificados pelo presidente como “militantes” e “massa de manobra”.

Indagado sobre os protestos que acontecem nas capitais e grandes cidades do Brasil, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”. As informações são da Folhapress.

“É natural [que haja protesto], mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil”, afirmou o presidente na porta do hotel onde está hospedado em Dallas.

Cercado de apoiadores, que gritavam “mito” enquanto o presidente concedia uma entrevista coletiva a jornalistas, Bolsonaro primeiro afirmou que não existe corte na educação para, em seguida, dizer que, por causa da crise econômica e da arrecadação baixa, foi preciso fazer o contingenciamento.

“Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente também, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e, se não tiver esse contingenciamento, simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal. Então não tem jeito, tem que contingenciar”, declarou.

Os protestos são uma resposta à decisão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que reduziu o orçamento das universidades federais e bloqueou bolsas de pesquisa.

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UNILA, UFPR, UTFPR e IFPR discutem corte orçamentário com parlamentares do Paraná

Encontro articulou mobilização de forças contra os cortes orçamentários do MEC

Os reitores da UNILA, UFPR, UTFPR e IFPR reuniram-se, na segunda-feira (13), com os parlamentares da bancada federal paranaense para debater os cortes orçamentários realizados pelo Ministério da Educação (MEC).

No encontro, realizado na reitoria da UFPR, em Curitiba, os reitores apresentaram dados referentes a orçamento, ensino, pesquisa e extensão, para contextualizar o impacto que essa medida governamental pode causar se não revertida. Juntas, as quatro instituições federais de ensino superior somam quase 100 mil estudantes.

Ao abrir a reunião, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destacou que o investimento nas universidades federais é importante para a soberania nacional, a formação de excelência das futuras gerações, o aumento da qualidade de vida da população e o próprio desenvolvimento pleno da economia nacional, além do avanço de novas tecnologias para a agricultura no Paraná.

“Considero um grave equívoco opor a importância do ensino superior brasileiro com a necessidade, que ninguém nega, de incentivo à educação infantil e básica. A universidade não é contra a educação básica; aliás, é uma das responsáveis pela formação dos professores do setor de educação. A educação é um valor fundamental e precisa ser fomentada em todos os seus níveis, pois têm finalidades diferentes”, disse.

Em sua fala, o reitor da UNILA, Gustavo Oliveira Vieira, reiterou a necessidade de a universidade ser vista como parceira da educação básica e do combate às notícias falsas. “Uma pesquisa com nossos estudantes mostrou que 52% deles eram os primeiros a ingressar no ensino superior de todo seu núcleo familiar. Outra pesquisa, realizada pela Andifes, apresenta que grande parte dos alunos provém das classes C, D e E. É nossa obrigação trabalhar pela produção de conhecimento estratégico para a soberania nacional.”

Na UNILA, o corte de R$ 14,2 milhões representa 41,27% sobre os investimentos de custeio, originalmente previstos em R$ 34,5 milhões. Dos R$ 14,2 milhões, R$ 1,9 milhão está relacionado a investimento e R$ 12,3 milhões, a custeio.

O reitor da UTFPR, Luiz Alberto Pilatti, salientou que a instituição tem 13 campi em diferentes cidades e que 70% de seus alunos estão no interior do Estado. “A história da educação desse País mostra que, na década de 1960, o Brasil tinha a melhor educação básica e pública da América Latina, e esse sistema foi destruído; algo semelhante ao que está acontecendo hoje com a educação superior, que produz pesquisa, mas está sendo reduzida à manutenção de despesas básicas.”

Odacir Antonio Zanatta, do IFPR, explicou que 50% das vagas do Instituto são ofertadas para o ensino médio, principalmente para cursos técnicos integrados e 20% para licenciaturas. “Nós fazemos parte da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica que agrega 41 instituições de ensino, somando cerca de um milhão de estudantes, dos quais 76% (760 mil) têm até um salário mínimo e meio de renda familiar”, afirmou.

Parlamentares

Álvaro Dias (Podemos), Flávio Arns (Rede) e Oriovisto Guimarães (Podemos), os três senadores eleitos pelo Paraná, estiveram presentes à reunião e manifestaram seu apoio contra o corte orçamentário realizado. “Não podemos concordar com esse corte abrupto, sem diálogo. Nós sabemos a importância dessas universidades federais para o nosso Estado, por isso somaremos esforços para buscar uma solução para esse problema por meio do diálogo e do esforço comum”, sinalizou Guimarães. Corroborando, Dias subscreveu o apoio às universidades e salientou: “É necessário estabelecer prioridades para este contingenciamento, verificando em quais áreas existem desperdícios e cortando o montante que cabe a ele.”

“Vamos insistir no aspecto do diálogo e em explicar para a sociedade, junto com os reitores, o que está acontecendo. Não se pode desqualificar instituições de ensino superior. Ao contrário, deve-se valorizá-las. Considero essencial essa reunião para agirmos em conjunto e discutirmos outros caminhos para seguir”, manifestou Arns.

Dos integrantes da bancada de deputados paranaenses, participaram da reunião Rubens Bueno (Rede), José Carlos Schiavinato (PP), Gustavo Fruet (PDT), Luciano Ducci (PSB), Sérgio de Souza (MDB), Luizão Goulart (PRB), Reinhold Stephanes Jr. (PSD), Aliel Machado (PSB), Toninho Wandscheer (PROS) e Leandre Dal Ponte (PV).

Avaliando a reunião após seu encerramento, o reitor da UNILA, Gustavo Oliveira Vieira, disse que o número de integrantes da bancada paranaense presentes à reunião foi significativo. “Os representantes do povo no Congresso, em uníssono, entenderam a necessidade de apoiar as universidades federais neste momento crítico”, afirmou Vieira.

“Todos posicionaram-se do nosso lado, e sobre o mal que está se fazendo com essa estratégia de jogar a sociedade contra as universidades. Reforçaram que as universidades são importantes equipamentos públicos em favor da estratégia para o desenvolvimento da nação brasileira e o quanto é importante garantir recursos para as instituições”, relatou o reitor. Ainda segundo ele, os “senadores franquearam um caminho em busca de um diálogo” com o Ministério da Educação.