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Prefeitura e SENAI formam primeiras turmas dos cursos profissionalizantes em Foz

Alunos receberam o certificado na noite dessa terça-feira (23) durante uma cerimônia no Centro de Convivência do Idoso

Cinquenta e cinco pessoas receberam, na noite de ontem (23), os certificados de conclusão dos cursos profissionalizantes ofertados pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

A cerimônia aconteceu no Centro de Convivência do Idoso (CCI) e contou com as presenças do prefeito Chico Brasileiro, do secretário de Assistência Social Elias de Sousa Oliveira, da secretária extraordinária de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade Rosa Maria Jerônymo, da secretária de Educação Maria Justina da Silva e da secretária de Administração Salete Horst, além de amigos e familiares dos formandos.

Os alunos, que iniciaram as aulas em novembro do ano passado, integram as primeiras turmas dos cursos de padeiro, confeiteiro, aplicador de revestimento cerâmico, costureiro de máquina reta e overloque, eletricista instalador residencial e montador e reparador de computadores.

Durante a cerimônia, o prefeito Chico Brasileiro agradeceu a dedicação da Secretaria de Assistência Social e a parceria do SENAI no projeto.

“É uma alegria viver esse momento, e quero compartilhar essa alegria com os familiares e formandos. Quero compartilhar essa alegria com a Secretaria de Assistência Social, que foi buscar recursos para a implantação dos cursos, e teve, sobretudo uma visão especial, e o compromisso com o ser humano, de dar um horizonte melhor as pessoas e as suas famílias”.

O chefe do executivo também reforçou a missão do governo em prover oportunidades aos cidadãos. “Nosso papel, enquanto gestor público, não é deixar placas em grandes obras, porque placas o tempo corrói. A grande marca que a gente deixa é no coração e na vida das pessoas, e isso não tem preço. Pra vencer na vida, precisamos de muito esforço, mas também da oportunidade, e é isso que seguiremos fazendo” garantiu Brasileiro.

O secretario Elias de Oliveira também agradeceu a confiança do governo e dos formandos na construção deste projeto.

“A função do serviço público, da gestão pública é justamente essa: construir possibilidades e oportunidades. Mas nós também precisamos encontrar vontade, e nós encontramos. Agradeço imensamente ao prefeito Chico por ter confiado na secretaria de Assistência Social. Nós não sabíamos se ia dar certo, mas hoje eu tenho certeza que estes 55 homens e mulheres sairão daqui com novas oportunidades e perspectivas de vida” afirmou.

Próximos cursos
As próximas turmas iniciam os cursos no mês de junho. Serão ofertadas nesta etapa 11 cursos, em diferentes áreas: Aplicador de revestimento cerâmico, Carpinteiro de obras, Confeiteiro, Costureiro sob medida, Mecânico de automóveis leves, Mecânico de refrigeração e climatização, Mestre de obras, Montador e reparador de computadores, Padeiro, Pedreiro de alvenaria e Pintor de obras imobiliárias. Já estão inscritas 293 pessoas.

A formação dura de quatro a cinco meses, com aulas teóricas e práticas na sede da secretaria de Assistência Social, no SENAI e também em escolas municipais. Também participou da solenidade o gerente do SENAI de Foz do Iguaçu, Thiago D’Arisbo.

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Vereador propõe tecnologia de reconhecimento facial em escolas de Foz do Iguaçu

O vereador Anderson Andrade (PSC) anunciou neste início de semana que irá apresentar uma indicação para a implantação da tecnologia de reconhecimento facial de alunos e servidores em escolas da rede pública municipal de Foz do Iguaçu.

A intenção é facilitar a fiscalização de horários, presenças ou faltas de crianças ou profissionais nas instituições de ensino, disse.

Um dos benefícios por meio dessa tecnologia será a segurança aos alunos e tranquilidade aos pais que vão receber, via celular, mensagem automática do horário que o filho entrar ou sair da escola.

O projeto, de acordo com a Assessoria da Câmara, foi debatido durante visita dos vereadores à Brasília.

Abaixo reportagem da TV Câmara sobre a agenda dos vereadores

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Inscrições para processo seletivo de estagiário em Foz são prorrogadas até quarta, 24

A Prefeitura de Foz do Iguaçu prorrogou até quarta-feira (24 de abril) o período de inscrição para o Processo Seletivo de Estagiário. O prazo terminaria neste domingo (21). A decisão levou em conta o grande número de candidatos que não concluíram a inscrição por meio do site da Prefeitura (www.pmfi.or.gov.br). Foram 1.821 acessos à plataforma e somente 819 cadastros concluídos.

Essa é a primeira vez que o município adota o sistema eletrônico para o processo seletivo de estágio. Anteriormente, os jovens precisavam ir até o Protocolo Geral do Município com cópias de documentos, histórico escolar, declaração de matrícula e preencher a ficha de inscrição. O novo formato, além de mais sustentável (por extinguir o uso do papel) também concede maior agilidade e segurança na apuração das notas.

Para concorrer a uma vaga de estágio, o candidato deve acessar o site da Prefeitura e clicar no banner “Processo Seletivo de Estágio”. Em seguida, é preciso criar um cadastro com login e senha e completar a inscrição na área desejada.

Podem participar estudantes do Ensino Médio Regular, Ensino Médio Técnico, Fundamental Normal /Magistério e Ensino Superior (28 cursos), que estejam matriculados em instituições de ensino de Foz do Iguaçu.

A remuneração ofertada (bolsa auxílio) varia de R$ 460,00 a R$ 630,00, de acordo com o nível de escolaridade e a carga horária (4, 5 ou 6 horas por dia), além do auxílio transporte, no valor de R$ 110,00.

INFORMAÇÕES
A Comissão do Processo Seletivo orienta que antes de iniciar o cadastro, o candidato leia atentamente ao Edital, disponível na mesma página da inscrição. Além dos dados pessoais, os candidatos deverão inserir documentos comprobatórios (declaração de matrícula atualizada para o ano de 2019 e Boletim ou Histórico Escolar referente às disciplinas/notas do ano de 2018).

Para inserir as disciplinas e suas respectivas notas é importante observar que para candidatos do Ensino Médio são necessárias emitir as notas das matérias referente ao último bimestre ou trimestre de 2018. Para candidatos de Ensino Superior, devem ser inseridas as notas das disciplinas cursadas no 2º semestre do ano de 2018.

NOVOS PRAZOS
No dia 10 de maio será divulgada a classificação preliminar dos candidatos. De 11 a 13 de maio será o prazo para recursos referentes as inscrições e classificação preliminar de todos os cursos. No dia 24 de maio serão publicados o resultado das análises dos recursos e a Classificação Final.

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Egresso de Engenharia Civil da UDC vive e trabalha nos EUA

“Participar do intercâmbio foi um dos principais motivos para eu decidir me especializar nos Estados Unidos”

O Engenheiro Civil Frediany Augusto Alves de Souza Holanda se formou no Centro Universitário UDC em julho de 2018, hoje, vive em Boston, Massachusetts nos Estados Unidos, onde estuda e exerce sua profissão em duas empresas.

Um dos trabalhos é em uma Companhia de Fundações. Também presta serviços para outra Companhia, onde trabalha com a Geotecnia, área da qual o Engenheiro está se especializando nos Estados Unidos.

Quando estava no último período da faculdade, primeiro semestre de 2018, participou do Programa de Intercâmbio da UDC – Texas Tech que durou 45 dias. “Durante esse período acompanhei dois cursos da matriz de ensino da Texas Tech e várias visitas técnicas dos estudantes dos EUA quando estavam na UDC, esse intercâmbio foi um dos principais motivos para eu decidir me especializar nos Estados Unidos”, contou o Engenheiro.

COMO CHEGAR LÁ
Frediany conta o caminho feito para chegar até a realidade que vive hoje. Com o início das aulas no Programa de Intercâmbio, começou a buscar por alternativas para estudar fora do Brasil, com foco nos EUA.

A ideia principal foi estudar inglês juntamente com um curso de especialização das áreas que havia escolhido para trabalhar após a conclusão da faculdade.

“Amigos e alunos da Texas Tech que conheci durante o intercambio tiveram papeis fundamentais nas escolhas que fiz para vir estudar aqui, mostrando-me propostas de ensinos de várias regiões”.

Atualmente se dedica aos estudos e trabalhos. “Minha rotina se resume: de segunda-feira a sexta-feira trabalho/especialização, curso de idioma e nos fins de semana atividades de lazer e turismo”.

QUEM DESEJA SEGUIR ESSE CAMINHO
O Egresso da UDC dá dicas para os estudantes que, estejam pensando em estudar e trabalhar fora, mas imaginam ser uma realidade muito distante.

“Minha dica aos acadêmicos que têm uma ideia parecida, de buscar treinamentos, cursos ou até mesmo viver em outro país é que tenham objetivo, foco, façam um planejamento, busquem por informações diretamente com as instituições, procure participar ativamente das atividades proposta com instituições, profissionais e acadêmicos internacionais durante a faculdade. É muito importante fazer contatos”.


Frediany Augusto Alves de Souza na formatura em 2018 com o Pró-Reitor do Centro Universitário UDC Profº. Dr. Fábio Prado


Alunos da Texas Tech University durante intercâmbio na UDC


Um dos trabalhos do Engenheiro em Boston é em uma Companhia de Fundações

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Macuco Ecoaventura Capanema comemora sucesso do 1° Camping Show

Evento reuniu aproximadamente 450 pessoas no Camping Wesling

Ação ecológica, café colonial, mateada, almoço com costelão de chão, matinê com o grupo regional O Planaltino, passeios de barco e flashback ao cair da tarde, rechearam a programação do 1º Camping Show promovido pela empresa Macuco Ecoaventura nas dependências do Camping Wesling, em Santa Clara, no município de Capanema, neste domingo (11/04).

Abrindo a maratona de diversão e lazer com um compromisso socioambiental, as 8h um grupo formado por alunos do Centro Universitário Internacional (Uninter), Faculdade Iguaçu (FI), Universidade Paranaense (Unipar) e adolescentes que integram o projeto Formando Cidadãos, realizou um mutirão de limpeza no rio Iguaçu.

Macuco Ecoaventura disponibilizou para o evento vários modelos de embarcações que integram sua frota. Durante a ação ecológica e nos passeios ao longo do dia foram utilizados caiaque, standup padle, e embarcações rápidas.

O evento reuniu aproximadamente 450 pessoas, vindas de Capanema, Planalto, Realeza e Foz do Iguaçu. O Iate Clube de Capanema apoiou o evento.

Nível de conscientização invejável

A ação ecológica revelou uma grata surpresa. Ao contrário do que ocorreu em 2017, quando foi realizada uma atividade semelhante, desta vez, foi encontrada uma quantidade inexpressiva de resíduos, tanto no rio quanto na margem brasileira.

Para o soldado da Policia Militar e coordenador do projeto Formando Cidadão, de Capanema, Carlos Pereira Damen, o resultado da ação foi gratificante. “ A ausência de lixo nos trouxe grande satisfação. Isto significa que as pessoas estão se conscientizando, que iniciativas como esta são importantes e podem sim, trazer resultados positivos”.

O soldado explica que, para os assistidos do projeto Cidadão, a atividade figurou como uma ação pedagógica.

Já o Macuco Safari Capanema comemora o sucesso do evento. “O resultado desse nosso primeiro evento, que contou com a parceria do Camping Wesling, superou as nossas expectativas. Ficamos bem satisfeitos com o resultado e já estamos pensando em outros projetos voltados para as famílias da região” comemorou o gerente comercial da empresa Cleverson Teixeira.

Formando cidadãos

Menina dos olha da 4ª Companhia da Polícia Militar de Capanema, o projeto Formando Cidadão, tem em seu coordenador, Carlos Pereira Damen, o soldado Damen, um de seus maiores entusiastas. Criado pela Polícia Militar, o projeto não tardou a ganhar o apoio das prefeituras da região Sudoeste do Paraná. Implantado há 16 anos em Francisco Beltrão, sede da 4ª Companhia da Policia Militar, em 2013 foi replicado em Capanema e logo, adotado pelo município.

O Formando Cidadão, voltado para adolescentes com idades entre 12 e 17 em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o Soldado Damen, adotam a filosofia da disciplina militar. “O horário em que não estão na escola, passam conosco. Eles participam do dia a dia dos policiais, almoçam na companhia e vivem a rotina da Polícia militar”, explica.

Damen conta ainda que atuam em consonância com a Polícia Comunitária, uma nova versão da polícia, mais próxima da comunidade

O objetivo do projeto é preparar esses adolescentes e buscar inseri-los no mercado de trabalho aos 17 anos. “No período em que permanecem conosco, além de oferecer várias atividades, introduzimos noções de responsabilidade, compromisso e pontualidade, questões de grande importância na disciplina militar” enfatiza o soldado.

Evasão- O número de evasão é pequeno. São raros os que desistem do curso. O coordenador explica que encerram o curso no final do ano e a maioria retorna para efetuar nova matrícula.

Resultado- Cinco adolescentes oriundos do projeto já se encontram colocados no mercado de trabalho.

Orgulhoso Damen conta que em visita aos locais em que se encontram os seus ex-alunos só ouve elogios. “Os chefes chegam dizendo que são meninos muito bons, responsáveis, trabalhadores e comprometidos”.

O Formando Cidadão em entre seus alunos vários adolescentes que chegaram no início do projeto. Atualmente atendem 31 adolescentes e vários novatos. Este ano aceitaram alguns que ainda não completaram 12 anos, porém, encontravam-se em situação de grande vulnerabilidade.

Prefeitura aposta na nova geração

O auxiliar administrativo da Prefeitura de Capanema, Júlio Rocha, atua no projeto desde o seu início, em 2013. Trabalhando ao lado do soldado Damen na coordenação, Rocha é apaixonado pela iniciativa. “Tenho a certeza de que esse trabalho contribuirá para um futuro mais promissor para esta geração e, consequentemente, para a sociedade”, afirma ele.

Para a Prefeitura, segundo o auxiliar administrativo, este é um dos projetos de grande importância. “ A Prefeitura acredita que está aí, em projetos como esse, a mudança da Nação. Atualmente, os pais não estão conseguindo reger, colocar normas corretas para os filhos. Acolhendo adolescentes que vivem um problema social muito sério, estamos criando um futuro muito melhor para a sociedade. Acreditamos que está aí a nossa contribuição para a mudança”, ressaltou Júlio Rocha.

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Por que todo morador da Tríplice Fronteira deveria conhecer a Unila

Kaká de Souza, no ClickFoz

No último sábado (13) tive a oportunidade de assistir a uma conferência TEDx organizada por alunos da Unila – Universidade Federal da Integração Latino-Americana – que aconteceu no Parque Tecnológico Itaipu – PTI. O TEDxUnila teve como tema “Emergindo das Fronteiras” e levou ao palco do CineTeatro dos Barrageiros 18 palestrantes.

TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia, e, desde então, o TED tem crescido para apoiar ideias que mudam o mundo através de múltiplas iniciativas.

Em uma conferência TED, pensadores e realizadores de todo o mundo são convidados a dar a melhor palestra de suas vidas em 18 minutos ou menos.

Já o TEDx, é uma iniciativa que surgiu a partir do TED, e que concede licenças livres para que as pessoas ao redor do mundo que desejam organizar eventos no formato TED, o façam em suas comunidades. Mais de 5.000 eventos TEDx já foram realizados, e as palestras selecionadas a partir desses eventos são transformadas em vídeos de TED Talks que ficam disponibilizados no site do TED e também no Canal do TED no Youtube para que pessoas do mundo todo possam acessar.

Esta não foi a primeira edição do TEDx aqui na terra das Cataratas, em 2013 tivemos nossa primeira edição, a TEDxAvCataratas com o tema “Conversas Transformadoras” que contou com 7 palestrantes.

Em nove anos de existência da Unila em Foz do Iguaçu, esta foi a primeira vez que me aproximei dela, foi a primeira vez em que ví com meus próprios olhos o que é a Unila ou quem são os “Unileiros”, e lá pela metade do TEDxUnila, eu já estava me sentindo envergonhado por lembrar quantas vezes utilizei a expressão “Unileiros” de forma pejorativa, depreciativa.

Claro, a relação entre estudantes da Unila e grande parte da sociedade iguaçuense, nunca foi das melhores. Talvez, por culpa da própria cidade, que não se preparou para receber alunos provenientes de vários países, que chegaram a Foz, cada um com sua própria bagagem cultural, e talvez, nesse ponto, a própria universidade tenha falhado quando não promoveu, logo no início, a interação entre moradores e estudantes.

Como respeitar aquilo que não se conhece? Os estudantes estrangeiros não conheciam bem a cidade para onde estavam vindo, e assim que chegaram, sentiram na pele o peso da discriminação, provavelmente porque esperavam encontrar aqui uma cidade cosmopolita, a capital da tríplice fronteira, a meca da cultura latino-americana que iria abraçá-los. Mas na verdade, encontraram uma cidade extremamente careta, que agarrada a seus valores morais não aceitou bem as modernidades trazidas na bagagem dos estudantes e nem fez questão de inseri-los nesta realidade.

Avulsos à sociedade que não os acolheu, foram obrigados a viver em pequenos bandos, geralmente formados por seus iguais. A distância entre alunos e sociedade iguaçuense ficou ainda maior quando os primeiros casos de depredação de patrimônio surgiram. Primeiramente, nos próprios dormitórios, onde motivados pela solidão que uma cidade, na época com mais de 250 mil habitantes, os fez sentir, começaram a fazer uso de bebidas alcoólicas em grande quantidade. Depois, nas ruas da cidade, quando, movidos pela polarização que atingiu todo o Brasil, tomaram partido das discussões políticas e promoveram protestos e pichações na cidade.

Os cidadão iguaçuenses – e eu me incluo nisso – por sua vez, também não os conheciam, e levados por inúmeras matérias sensacionalistas, trataram logo de, por conta de casos isolados, nivelar toda uma instituição e quem fazia parte dela, pelo nível mais baixo.

Nesse ponto, eu preciso fazer um “mea-culpa”, pois confesso que ajudei muito a difundir a cultura do ódio contra os “unileiros”, fiz inúmeras críticas em meu blog pessoal e em minhas redes sociais. A palavra “unileiro” virou sinônimo de insubordinação, uso de entorpecentes e vadiagem.

Perdoem-me, amigos da Unila, eu não sabia o que estava fazendo, aliás, acredito que até hoje, muita gente não saiba.

É fato que as atitudes de alunos da Unila por mim criticadas foram e continuam sendo erradas. Não estou escrevendo este texto para assoprar depois de dar o tapa. O que eu não poderia ter feito, mas fiz, foi generalizar e colocar todos os estudantes da Unila no mesmo balaio.

Durante as poucas horas em que participei do TEDxUnila, descobri que a Unila é muito mais que alunos insubordinados e usuários de entorpecente. Descobri que a Unila abriga milhares de jovens incríveis, que optaram por deixar suas famílias para vir para cá, desenvolver centenas de projetos de sustentabilidade, integração fronteiriça, saúde e desenvolvimento social, que visam a melhoria de toda a sociedade.

O que eu descobri e o que todos os iguaçuenses deveriam saber:

Os eventos científicos organizados pela Unila atraem milhares de pessoas e pesquisadores anualmente para Foz do Iguaçu movimentando todo o setor turístico. Dos 14 mestrados ofertados por universidades na região, 11 são ofertados pela Unila. Dos 400 docentes que atuam na Unila, 80% são doutores. O tão sonhado curso de medicina em Foz do Iguaçu, só virou realidade graças a Unila. A Unila abriga hoje quase 6 mil estudantes, 70% destes são brasileiros. No curso de medicina são quase 400 estudantes, destes, 20 são de Foz do Iguaçu e 100 são do Paraná. Os resultados de pesquisas desenvolvidas na Unila para o combate do Mal de Parkinson, usando um tratamento à base de canabidiol, substância extraída da Cannabis, estão alcançando os melhores resultados da história da luta contra a doença e já são referência para vários países do mundo. Os projetos de extensão da Unila abrangem toda a sociedade, levando saúde, cultura e conhecimento para todos os bairros, não apenas nos mais pobres, mas em todos.

Eu estou em dívida com a Unila, a cidade está em dívida com a Unila, mas ainda há uma chance para reverter isso. Conheça a Unila, abrace a Unila. A Unila é de Foz do Iguaçu, a Unila é Foz do Iguaçu. Se eu pudesse fazer um único pedido a você que leu este texto até o final, eu pediria; conheça a Unila! Esqueça aquela sua velha opinião formada e dê espaço em sua mente para a o que realmente a Unila representa para a região da tríplice fronteira.

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Vai começar a edição 2019 das pesquisas nas pontes internacionais de Foz do Iguaçu

De 1º a 6 de maio, as aduanas das pontes internacionais da Amizade (Brasil e Paraguai) e Tancredo Neves (Brasil com Argentina) serão alvo de mais uma pesquisa sobre o trânsito entre os três países.

A pesquisa, que acontece há 20 anos, é coordenada pelo pró-reitor da UDC e propriedade intelectual do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas.

O levantamento de dados envolve aproximadamente 150 estudantes e professores de diversos cursos da UDC.

São quatro pesquisas que novamente levantarão dados sobre o tráfego de veículos e pessoas que atravessam as vias. Também serão levantados dados sobre o perfil de quem passa pela região.

A pesquisa é realizada com autorização e parcerias da RF, PF, PRF, Anvisa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Dnit, Comtur, Acifi, Prefeitura Municipal, Polo Iguass, Codefoz, Fundo Iguassu, consulados paraguaio e argentino e demais órgãos.

Assista reportagem sobre a pesquisa

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Câmara mantém obrigação da Prefeitura instalar câmeras em escolas e unidades de saúde de Foz

Veto do Executivo foi derrubado considerando decisão do STF; bancada diz que prefeito concorda com a medida

Os vereadores rejeitaram por unanimidade na sessão desta sexta-feira, 12 de abril, o veto do Prefeito ao projeto que determina instalação de câmeras de monitoramento em escolas e unidades de saúde e proximidades.

O projeto de lei original (104/2018) é de autoria do vereador Celino Fertrin (PDT), subscrito pelos vereadores Anderson Andrade (PSC), Elizeu Liberato (PR), Rosane Bonho (Progressistas) e Márcio Rosa (PSD).

A matéria havia sido vetada integralmente pelo Poder Executivo. Dentre as alegações estavam inconstitucionalidade e falta de previsão orçamentária para instalação das câmeras nos locais estabelecidos no projeto.

Contudo, à época da aprovação da matéria, a Câmara levou em consideração uma decisão do STF, de maneira favorável a projeto similar e posteriormente a Comissão de Legislação, Justiça e Redação havia mantido o parecer favorável ao veto.

Todavia, o autor Celino Fertrin, na última sessão, pediu vistas do veto para analisá-lo melhor.

Decisão do Supremo

“Surgiram dúvidas se a lei é constitucional ou não. O parecer tem um equívoco por não observar decisão do STF, do Ministro Gilmar Mendes”, defendeu o Vereador Celino.

Não há usurpação de iniciativa do Poder Executivo, embora crie despesas ao poder público. Portanto, creio que ficou claro e especificado que não há ilegalidade no projeto, ele é constitucional”.

“Também se criou uma animosidade a respeito de quanto seria gasto. Temos o orçamento de uma empresa que, já instalou câmeras com recursos da Associação de pais e mestres, um valor de pouco mais de R$ 7 mil”, concluiu.

“Quando nós votamos o projeto, consideramos a decisão do STF”, explicou o vereador Elizeu Liberato (PR).

“Esse projeto passa a ser de todos os vereadores e do Executivo, que assim o fará. O Prefeito precisa saber do desejo da população, uma comunidade que necessita e clama por segurança”.

“Então vamos derrubar o veto e que o projeto possa trazer os anseios que a comunidade quer, nem que seja a sensação de segurança, mas a parte desta casa está sendo feita”, destacou o Vereador Marcelinho Moura (Podemos), afirmando ter conversado com o prefeito sobre o projeto e ele concordou, pois a prefeitura tem a decisão de instalar as câmeras.

Segurança nos estabelecimentos públicos

O projeto fixa que escolas e unidades de saúde com os maiores índices de violência terão prioridade para instalação das câmeras de monitoramento. Uma das alegações da matéria é de que, além de desestimular a ação de vândalos que atuam deteriorando o patrimônio público, também será uma forma de combate ao bullying, problema enfrentando por diversas crianças atualmente.

Com a rejeição do veto, o projeto de lei 104/2018 segue para que o prefeito possa promulgar e publicar para vigorar como lei municipal. Caso o Prefeito não faça, o projeto volta para que o Presidente do Legislativo promulgue, tornando lei.

A próxima sessão acontece na segunda-feira, 15 de abril, às 09h. Como há manutenção programa do site da Câmara na segunda, conforme informado pelo Interlegis (Senado Federal), a proposições legislativas poderão ser acessadas AQUI

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Nota da Reitoria: A finalidade da Universidade Federal da Integração Latino-Americana

A finalidade da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), mantida por recursos federais, é oferecer ensino superior público, gratuito e de qualidade, em Foz do Iguaçu, Paraná. Criada pela Lei nº 12.189, de 12 de janeiro de 2010, a Universidade atingiu, em 2019, a oferta de 1.415 vagas anuais de graduação, distribuídas em 29 cursos.

Além disso, a UNILA disponibiliza cinco cursos de especialização, um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e 11 cursos de mestrado, já aprovados pela CAPES/MEC, em diversas áreas do conhecimento. Em se tratando de programas de pós-graduação stricto sensu, a UNILA é responsável por 80% das vagas na região de Foz do Iguaçu.

Dos 23 cursos de graduação avaliados na UNILA, 22 obtiveram, em uma escala de 1 a 5, notas 4 e 5, sendo considerados, portanto, muito bons ou excelentes. Do total citado, sete cursos foram avaliados sob a atual gestão do INEP/MEC. Deles, quatro obtiveram nota 4 e três cursos alcançaram o conceito 5.

A qualificação da UNILA, refletida nos resultados das avaliações externas, é também visível em seu quadro de servidores. O corpo docente da UNILA, 367 professores efetivos, é composto por 78,75% de doutores, dos quais 14,44% possuem pós-doutorado.

O quadro técnico, por sua vez, também possui alta qualificação, 45,42% concluíram especializações, 19,81% são mestres ou doutores, inclusive, parte deles, pela alta qualificação, atuando no ensino superior de Foz do Iguaçu e região.

Em abril de 2019, a comunidade que edifica diariamente a Universidade Federal da Integração Latino-Americana conta com 5.231 estudantes de graduação e 586 estudantes de pós-graduação, além de 996 trabalhadores, dos quais 902 são servidores públicos federais de carreira, aprovados em concursos públicos.

É sabido que as universidades, naturalmente, transformam, pelo conhecimento estratégico que produzem, o território onde estão, colaborando com o desenvolvimento local. Para compreender o impacto de uma universidade na região, deve-se avaliar o que tem se produzido sobre o território em seus projetos de pesquisas e extensão. A UNILA desenvolveu, em 2018, 123 projetos de pesquisa e 271 ações de extensão.

Do total, parte teve como objeto a região trinacional, abordando temas estratégicos como fronteira, recursos hídricos, desenvolvimento sustentável, economia, educação, relações internacionais e produção de energias, dentre tantos outros.

A Universidade também é feita de diversidade. A UNILA é um espaço substancialmente diverso. Os estudantes brasileiros, maioria dentre o total de matriculados, são oriundos, em grande parte, da região Oeste do Paraná, e beneficiados pelo ingresso previsto na Lei n° 12.711/2012, Lei de Cotas para o Ensino Superior em Universidades Federais.

Em tal contexto, a UNILA tem contribuído para a expansão da oferta de ensino superior na região com a inclusão educacional de jovens e adultos antes excluídos do espaço universitário. A diversidade socioeconômica da UNILA é, ainda, associada à diversidade cultural, acolhendo cerca de 30% de estudantes internacionais, advindos de 27 países diferentes.

A presença desses últimos confere à Universidade destaque em um dos principais indicadores de qualidade do ensino superior, a internacionalização. A diversidade, marca da UNILA, é, portanto, reconhecida como fator de qualidade da politica pública educacional.

Apesar de todas as suas conquistas e seus esforços, a UNILA não conseguiu finalizar sua sede própria. A opção pela obra do campus Niemeyer, de alinhamento prévio à própria existência da Universidade, hoje, gera um ônus institucional e publicamente conhecido. Em aluguéis, a UNILA, e, portanto, os cofres públicos, despende considerável montante financeiro ao ano, sendo quase metade ao Parque Tecnológico de Itaipu (PTI).

No ano de 2015, a obra projetada por Oscar Niemeyer foi paralisada após a negativa de um aditivo contratual solicitado pelo consórcio responsável pela edificação. Na ocasião, a UNILA julgou abusivo o aumento requerido e, com base na austeridade e na legalidade da coisa pública, não cedeu às pressões sofridas.

Em 2017, depois de várias tentativas, a Universidade ainda não havia obtido recursos federais para a realização de uma nova licitação. No mesmo período, o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu o Acórdão TCU-Plenário n° 1339/2017, cujo conteúdo recomendava que a Itaipu Binacional revogasse cláusula de reversão de terreno (diante da não concretização da construção), presente em escritura pública de doação, cujo registro ocorreu anteriormente à existência da UNILA.

A interpretação do citado órgão de controle era a de que Itaipu Binacional e UNILA, na condição de órgãos federais, não deveriam manter uma relação contratual na qual uma das partes poderia ser penalizada.

Na impossibilidade da supressão da mencionada cláusula, devido a regras internas à Itaipu, a Universidade requereu ao Ministério da Educação (MEC) um posicionamento. Em outubro de 2017, o MEC, em concordância com o Ministério de Minas e Energias, autorizou a UNILA a negociar com Itaipu Binacional a permuta do prédio em construção por ativos de avaliação correspondente.

As negociações foram iniciadas, mas, com as mudanças ministeriais e as alterações das direções da Itaipu e do PTI, acabaram interrompidas. Não obstante esses percalços, até a presente data, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana não deixou de atuar junto ao Ministério da Educação e à direção da Itaipu Binacional para que as negociações fossem retomadas e lograssem êxito.

A despeito da indefinição sobre sua sede própria, a UNILA continuou a obter resultados positivos. A título de exemplo, de abril de 2018 a abril de 2019, mantendo seu total de gastos públicos, seu número de trabalhadores e seu espaço físico, ampliou o número de matrículas de graduação em exatos 1.000 estudantes (de 4.817 para 5.817 discentes).

O empenho para o preenchimento de vagas, o enfrentamento da evasão e da retenção estudantil, a qualidade dos cursos ofertados e a eficiência na gestão de recursos têm sido as diretrizes da gestão da Universidade Federal da Integração Latino-Americana.

Por fim, cabe destacar que a “universidade”, instituição multicentenária, responsável pela produção de conhecimento – muito mais do que pela emissão de diplomas –, carece de um tempo histórico para o seu pleno desenvolvimento.

Na América Latina, a primeira universidade foi criada no século XVI e, no Brasil, ela surgiu há pouco mais de 100 anos. Em Foz do Iguaçu, o ensino superior completou, nesta semana, 40 anos. A UNILA, com apenas 9 anos de existência, frente à longa história das demais universidades, ainda tem muito a percorrer, e, por isso, seus feitos devem ser mensurados por outros parâmetros que não os utilizados para a avaliação de instituições seculares e já consolidadas.

Todo o exposto conflui para que não restem dúvidas de que a finalidade da UNILA, como universidade pública em Foz do Iguaçu e um bem público social estratégico, está sendo plenamente atingida. Os números e as avaliações da Universidade Federal da Integração Latino-Americana respondem positivamente ao cumprimento de sua missão institucional.

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UNILA está com inscrições abertas para cursos de guarani, francês, grego e português para estrangeiros

Ministrados por docentes e estudantes, os cursos de extensão da UNILA são gratuitos e abertos para toda a comunidade

Estão abertas as inscrições para o curso de extensão “Culturas guaranis: aspetos socioculturais, diversidade linguística e transmissão de saberes” ofertado pela UNILA. Para participar é necessário fazer a inscrição até o dia 17 de abril, clicando AQUI.

Os encontros serão realizados às quartas-feiras, das 19h às 21h, na UNILA-Jardim Universitário. A primeira aula está marcada para o dia 17 de abril.

A Universidade também está com inscrições abertas para curso de Francês, até o dia 19 de abril, e língua grega clássica, até dia 24.

E, para a comunidade imigrante de Foz do Iguaçu, a instituição oferta o curso “O canto como ferramenta no aprendizado da pronúncia do português falado no Brasil”, que tem como foco a pronúncia numa abordagem de ensino-aprendizagem fundamentada em conteúdos básicos de fonética/fonologia e sua aplicação prática na canção brasileira.

Os interessados devem se inscrever até o dia 25 de abril.

Todos os cursos de extensão da UNILA são gratuitos e abertos para toda a comunidade. As aulas são ministradas por docentes e estudantes da Universidade.

A lista completa de ações com inscrições abertas está disponível AQUI.