Browsing Category

Educação

Leia as últimas notícias sobre Educação no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Mais de 800 pessoas se inscrevem em curso oferecido pela Itaipu e PTI

A Região Oeste do Paraná foi a que mais teve representantes entre os cadastrados 

Mais de 800 pessoas de diferentes países, incluindo Brasil, Paraguai, Colômbia, Chile, Argentina, Venezuela, Bolívia e Estados Unidos, estão matriculadas em uma das quatro turmas iniciais do curso de Gestão para Sustentabilidade Territorial, uma das formações oferecidas pela Escola Internacional para Sustentabilidade (EIS) – iniciativa educacional da Itaipu Binacional em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR).

A Região Oeste do Paraná foi um dos destaques entre o público cadastrado, contando com mais de 300 inscritos oriundos de 36 cidades. Foz do Iguaçu foi o município com maior número de representantes (196), seguido por Cascavel (45) e Marechal Cândido Rondon (20).

Integrantes de órgãos públicos estão entre os perfis que mais preencheram as vagas, totalizando 32,5% dos participantes em geral, refletindo de forma positiva o alcance de um dos principais públicos-alvo do curso.

A formação aborda de forma sistematizada e didática os conceitos, projetos e programas socioambientais desenvolvidos pela Itaipu ao longo dos anos

Formando multiplicadores

Desenvolvido no formato de Ensino à Distância (EaD), o curso de Gestão para Sustentabilidade Territorial é uma excelente oportunidade para profissionais de diferentes áreas que buscam referências de alto nível para o planejamento e implementação de iniciativas sustentáveis.

Embora a formação seja voltada para estudantes, professores universitários e do ensino básico, gestores públicos e privados, além de servidores públicos, qualquer pessoa com interesse na temática pode se cadastrar e participar.

Esse foi o caso do jornalista Derliz Moreno, membro do Coletivo Educador Municipal de Foz do Iguaçu (CEMFI) e educador ambiental no projeto Birdwatching Foz, que participou da primeira turma do curso.

De acordo com o educador, “mesmo sendo concebido enquanto nível básico, o curso apresenta profundidade nos conteúdos abordados. Os módulos também foram bem organizados, desde a contextualização, tratando aspectos históricos, sociais e culturais do território”.

Ainda segundo Derliz, na prática, o conhecimento adquirido vai somar aos projetos de Educação Ambiental que ele integra e destaca um ponto importante presente na proposta do curso: a formação de multiplicadores. “Esse é, sem dúvidas, um dos pilares da transformação socioambiental que nós almejamos para o território”, finalizou o educador.

Ofertado no formato de autoaprendizado na modalidade de Ensino a Distância (EaD), os conteúdos do nível básico do curso estão disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do PTI. A carga horária é de 40 horas e o curso é gratuito.

Faça sua inscrição pelo link: pti.org.br/eis.

Sobre a EIS

A Escola Internacional para Sustentabilidade (EIS), é uma iniciativa educacional, resultado da parceria entre a Itaipu Binacional e o Parque Tenológico Itaipu (PTI-BR), que visa atender a demanda de intercâmbio do conhecimento acumulado pela hidrelétrica durante seus mais de 40 anos de trajetória no desenvolvimento de ações socioambientais em seu território de influência.

O Parque Tecnológico Itaipu foi responsável pela estruturação da capacitação, a partir da elaboração de metodologias, técnicas e recursos audiovisuais utilizados em processos de ensino-aprendizagem. A trilha de aprendizagem do curso é composta por diversos conteúdos de apoio que também estão disponíveis para toda a comunidade, através de vídeos no Youtube e podcasts no Spotify.

A equipe da Escola Internacional para Sustentabilidade (EIS) também está disponível para orientações através do e-mail: eis@pti.org.br e pelo telefone/WhatsApp: +55 45 99121-4862.

Educação, Foz do Iguaçu,

Dia Nacional da Ciência mobiliza atenção para a importância da produção científica e das universidades, que têm contribuído no combate à Covid-19

No momento atual em que, mesmo com o cenário da pandemia, setores da sociedade ainda questionam a importância das pesquisas científicas, comemorar o Dia Nacional da Ciência, neste 8 de julho, ganha ainda mais importância.

O Dia Nacional da Ciência tem o objetivo de incentivar jovens a se interessarem pela ciência, mobilizar atenção para a importância da produção científica brasileira – e seu retorno à sociedade – e, ainda, prestar homenagem à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Nesse contexto em que o papel da ciência ganha evidência e as universidades públicas assumem um protagonismo na luta contra a Covid-19, a UNILA vem promovendo diálogos e diversas ações – com base em pesquisas científicas –, para contribuir no combate ao novo coronavírus e na análise sobre o momento de pandemia.

Universidades públicas, parceiras no combate à Covid-19

As universidades federais são responsáveis por mais de 800 pesquisas em andamento sobre a Covid-19, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais (Andifes). Ainda segundo esse estudo, as instituições federais de ensino superior estão presentes em pelo menos 53 ações de testagem do novo coronavírus e estabeleceram 198 parcerias com governos municipais para auxiliar no combate à doença. Em Foz do Iguaçu, a UNILA está presente em diversas frentes, várias delas em parceria com a Prefeitura, como o plantão telefônico do coronavírus, a telemedicina e o atendimento em unidades de saúde, em barreiras sanitárias e no Hospital Municipal.

Teste para Covid-19

A UNILA também trabalha em conjunto com a Prefeitura de Foz do Iguaçu na realização de exames para detectar a Covid-19. A Universidade transferiu os equipamentos do Laboratório de Pesquisas em Ciências Médicas para o Laboratório Municipal, que tem, atualmente, a capacidade para testar 200 pacientes por dia, 100% pelo SUS. Os exames são do tipo RT-qPCR, que utiliza técnicas de biologia molecular para fazer uma busca minuciosa pelo material genético do Sars-Cov-2, o vírus que provoca a Covid-19. Segundo o gerente e responsável técnico do Laboratório Municipal, Rafael dos Santos da Silva, “em um momento em que a ciência e as universidades públicas brasileiras passam por algumas dificuldades, a parceria entre a UNILA e o Hospital Municipal no enfrentamento da pandemia de coronavírus é de extrema importância para, mais uma vez, reafirmar para a sociedade o quanto é necessário investirmos em ciência e tecnologia”, afirma.

Desenvolvimento de novo teste

Uma equipe de pesquisadores da UNILA também está desenvolvendo um novo teste para detecção do Sars-Cov-2, com base na metodologia Elisa, que tem em torno de 95% de sensibilidade e 100% de especificidade. A demanda partiu do Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Os resultados do teste apontam para um número de pessoas positivas para a Covid-19 maior do que o obtido por testes rápidos, que podem ter uma baixa eficiência. “O Brasil inteiro está com dificuldades em diagnóstico, e o que se tem disponível, na verdade, é ruim. E se a gente consegue fugir disso com tecnologia nossa, isso é bom [para todos] que estão aprendendo a fazer esse procedimento; é bom para o serviço público, que consegue obter informações mais precisas; é bom para a instituição – a gente vê o quanto a UNILA está inserida nesse enfrentamento aqui em Foz do Iguaçu, e isso vai ser expandido”, diz o professor da UNILA e coordenador da pesquisa, Kelvinson Fernandes Viana.

Inovação tecnológica na produção de máscaras

As demandas do serviço público de saúde de Foz do Iguaçu estão na mira da preocupação da comunidade acadêmica da UNILA. Docentes e estudantes dos cursos de Engenharia trabalham com a impressão em 3D de máscaras reutilizáveis – alternativas ao modelo N95 –, para serem distribuídas aos profissionais de saúde do município. A fabricação e a impressão em 3D de equipamentos de proteção individual, como as máscaras, representam um avanço em relação à inovação tecnológica. “Foi realizado um estudo grande, de vários modelos, foram muitos testes. Chegamos a modelar uma máscara do zero, um modelo próprio da UNILA. Dá para buscar, além de certificação, a patente do produto, futuramente”, comenta Priscila Lemes, docente do curso de Engenharia de Materiais, que destaca o esforço dos estudantes integrantes do projeto. “Além de colaborar no combate à Covid-19, a UNILA está desenvolvendo um produto”, completa.

Produção de álcool glicerinado

Outra frente de trabalho envolve a produção de álcool glicerinado 80%, para ser distribuído nas unidades de saúde de Foz do Iguaçu. A produção está sendo realizada no Laboratório Multiusuário de Química da Universidade, por uma equipe de docentes, estudantes e técnico-administrativos. A Universidade conta com equipamentos e pessoal capacitado para produzir, aproximadamente, 100 litros de álcool glicerinado por dia. O álcool glicerinado 80% é um produto de consistência líquida, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para assepsia das mãos. “O processo de produção conta com controle de qualidade e eficácia do produto, assegurando as propriedades determinadas pela Anvisa e descritas na Farmacopeia Brasileira”, esclarece Ana Carolina Gomes Martins, integrante do Laboratório de Neurofarmacologia Clínica da UNILA e farmacêutica responsável pela produção.

Projeções de propagação do novo coronavírus

O comprometimento da Universidade com as demandas de Foz do Iguaçu, neste momento de pandemia, também está na oferta de informações com embasamento científico, que podem contribuir nas estratégias e tomadas de decisão do poder público. Um desses estudos, realizado por um grupo de docentes da UNILA e de profissionais de saúde de Foz do Iguaçu, aplica modelos matemáticos para fazer projeções da propagação do novo coronavírus em Foz do Iguaçu e na Região Trinacional. O estudo avalia diferentes cenários de isolamento social no município e traz, como uma das conclusões, a ineficiência do chamado isolamento vertical – focado exclusivamente em idosos e pessoas do grupo de risco –, para conter a propagação do novo coronavírus na cidade. Essa pesquisa é a primeira realizada pelo Grupo de Trabalho de Projeções da UNILA, formado por profissionais e pesquisadores das áreas de Saúde Coletiva, Medicina, Epidemiologia, Biologia, Geografia, Física e das Engenharias.

Observatórios na análise da Covid-19

A atenção dos pesquisadores da UNILA vai além do atendimento direto à saúde. A pandemia tem sido analisada também nos campos geopolítico, econômico, de integração regional e de fronteira. O Núcleo de Estudos Estratégicos, Geopolítica e Integração Regional (NEEGI) da Universidade, por exemplo, tem realizado uma série de debates on-line e análises por meio dos observatórios que o compõem. Entre eles, o Observatório Latino-Americano da Covid-19, criado como uma rede interdisciplinar e cujos integrantes são docentes da UNILA de áreas diversas, pesquisadores externos de outros estados e profissionais da rede de saúde de Foz do Iguaçu. “O objetivo é fazer uma divulgação científica em torno do tema da saúde pública e do combate à pandemia, criando uma rede interdisciplinar das Ciências Humanas e da Saúde, para dialogar e cobrir a temática com maior número possível de vetores, de variáveis e de focos”, explica o coordenador do NEEGI e docente do curso de Relações Internacionais da UNILA, Lucas Kerr de Oliveira.

Atuação na aldeia indígena

Outro Observatório – da Temática Indígena na América Latina (OBIAL) – tem atuado neste momento de pandemia, com foco, principalmente, na aldeia Ocoy, em São Miguel do Iguaçu. Professores e estudantes do curso de Medicina estão fazendo o acompanhamento dos doentes, e o OBIAL, coordenado pelo professor de História da UNILA Clovis Brighenti, está realizando o monitoramento da situação na aldeia e fornecendo uma ajuda mais emergencial. “Estamos somando esforços”, afirma Brighenti. O Observatório distribui máscaras, alimentos e outros insumos para os indígenas. Também orienta as pessoas que irão fazer atendimentos na aldeia, com a elaboração de um protocolo com informações sobre a cultura e o modo de viver dos guaranis.

Divulgação científica

A produção de nove episódios da websérie Fator Ciência, sobre diversos aspectos da Covid-19, foi mais uma ação da UNILA no contexto de pandemia. A iniciativa da Secretaria de Comunicação (SECOM) da Universidade tem o objetivo de promover divulgação científica e estimular a reflexão e o esclarecimento sobre a pandemia e seus impactos. O programa pauta-se no diálogo com docentes da UNILA a partir de enfoques da biomedicina, economia, biologia, antropologia, ciência política e sociologia, e das relações internacionais. Nesta edição especial do programa, sobre a Covid-19, os pesquisadores convidados também discutiram a importância da ciência, de estudos científicos e das universidades no atual contexto (bit.ly/dianacionalciencia).

Os capítulos na íntegra estão disponibilizados no canal da UNILA no YouTube (youtube.com/user/younilatube) e também em formato podcast no Spotify (bit.ly/unilafc).

Professor da UNILA Kelvinson Fernandes Viana, responsável pela pesquisa de novo teste para detectar a Covid-19
Produção de máscaras em impressão 3D
Produção de álcool glicerinado
Realização de teste para detectar a Covid-19
Educação, Paraná,

Fake News: Aulas no Paraná não serão retomadas em 17 agosto

Materiais são encaminhados em vários aplicativos de mensagens, mas Estado afirma que não há data definida

Muitas informações falsas a respeito do retorno das aulas no Paraná estão circulando por grupos de mensagens na manhã desta terça-feira (7).

Um post com as datas de 17 de agosto para retorno das aulas tanto na rede pública, quando na privada, no entanto a informação foi desmentida pela Secretária de Comunicação, que informou que o tema ainda segue em discussão entre as autoridades e não há, neste momento, uma data definitiva para o retorno das aulas presenciais.

O governo do Estado suspendeu as aulas ainda em 20 de março e mais de 2,1 milhões de estudantes da rede pública e também privada estão recebendo conhecimento no Ensino a Distância.

Por: Catve

Educação,

Pesquisadores da Unioeste participam de estudo inédito sobre Covid-19

O objetivo é identificar fatores genéticos, e se podem estar relacionados com a gravidade da doença

Pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Francisco Beltrão, irão integrar uma pesquisa inédita sobre a Covid-19. O objetivo é identificar fatores genéticos, e se podem estar relacionados com a gravidade da doença. Uma das pesquisadoras da Unioeste, Carolina Panis, explica que serão coletadas amostras de tecido e sangue de pacientes do Paraná e São Paulo, no período de quatro meses. “A partir disso, serão investigados fatores genéticos tanto do paciente como do vírus que o infectou, com o objetivo de entender se existem características que torne uma pessoa mais ou menos propensa a desenvolver quadros de maior gravidade da doença”, diz.

De acordo com a pesquisadora, já existem fatores de risco associados à Covid-19, no entanto, o objetivo é entender também o comportamento da doença em pacientes jovens, e que também desenvolvem quadros clínicos graves. A pergunta principal do projeto investiga se haveria fatores genéticos que explicariam por que alguns pacientes evoluem tão gravemente. Além disso, serão identificadas quais variantes do vírus Sars-Cov-2 circulam nesta população, e qual sua relação com o curso da doença, afirma.

A pesquisa deve iniciar nesse mês de julho, e irá avaliar o comportamento da Covid-19 em pacientes com quadro clínico grave, mantido em UTI com ventilação pulmonar; pacientes com quadro clínico moderado, internados em leito de enfermaria; pacientes curados, sem necessidade de internação em UTI; pacientes com quadro clínico leve e assintomáticos. Essa pesquisa será fundamental para expandir futuramente os trabalhos já realizados na Unioeste, como em áreas da Oncologia, através do uso da plataforma tecnológica de equipamentos da Rede Genômica e do Instituto de Pesquisa para o Câncer (IPEC), enfatiza Carolina.

Fazem parte do estudo também os pesquisadores da Unioeste: Daniel Rech, Francieli Ani Caovila Folador, Léia Carolina Lúcio e Lirane Defante de Almeida.

Projeto conta com pesquisadores de 12 instituições

O projeto intitulado como Abordagem Genômica é uma iniciativa que inaugura os trabalhos do Instituto de Pesquisa para o Câncer (IPEC), uma iniciativa pioneira na América Latina, que conta com a participação de pesquisadores de 12 instituições de pesquisa paranaenses: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Faculdades Pequeno Príncipe (FPE-Curitiba), Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), além de quatro instituições paulistas: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Faculdade de Ciências Farmacêuticas (Unesp-Araraquara), Universidade de Araraquara (Uniara) e a Faculdade de Medicina de Marília (Famema), além de professores da USP Ribeirão Preto, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e com a universidade americana de Illinois, entre outros.

Educação, Paraná,

Renato Feder diz que disse não ao convite do presidente Jair Bolsonaro para o Ministério da Educação

“Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná.

Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”.

Do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, em postagem neste domingo (05) no seu perfil do Twitter.

Educação, Foz do Iguaçu,

Egressos e estudantes da UNILA integram ONG, que atua nas áreas de educação e imigração

Um grupo de egressos e de estudantes da UNILA tem atuado em Foz do Iguaçu com foco nas áreas de educação e imigração.

Em tempos de pandemia, eles também têm contribuído para minimizar os impactos da Covid-19, com arrecadação e distribuição de alimentos à população. O grupo atua por meio da organização não governamental Integral World International Ministry (IWIM), que, em Foz do Iguaçu, foi formada em fevereiro de 2019 por cinco egressos da UNILA, sendo quatro haitianos e uma colombiana. Hoje, a ONG, com atuação na cidade, tem o apoio de cinco estudantes e de dez profissionais formados pela UNILA, oriundos do Haiti, Colômbia, Brasil e Paraguai.

“Nossa missão é trabalhar para diminuir a desigualdade social e promover direitos humanos. Como alunos da UNILA, é também uma forma de devolver o investimento que recebemos [na universidade pública], ajudando pessoas com maior vulnerabilidade social”, destaca o haitiano Stephat Pierre, formado em Ciências Econômicas pela UNILA e responsável pela gestão financeira da ONG.

Ele conta que os integrantes dessa organização trabalham com ensino de inglês, francês e espanhol para o público voltado à área de turismo. Também atuam no apoio aos imigrantes que chegam à Tríplice Fronteira, com esclarecimentos e encaminhamentos. “Acompanhamos, por exemplo, essas pessoas na Polícia Federal para regularizar a documentação, e também ajudamos no estabelecimento delas na cidade”, relata Stephat.

O grupo também se uniu a outras organizações da cidade para integrar uma rede de solidariedade que visa arrecadar e distribuir alimentos em Foz do Iguaçu, neste período de pandemia. No momento pós-Covid, um dos objetivos é, ainda, construir uma biblioteca pública para contribuir com a promoção da leitura na cidade.

Formação e bagagem

Os integrantes da ONG são egressos e estudantes da UNILA das áreas de Ciências Econômicas, Relações Internacionais, Ciência Política e Sociologia, Medicina, Serviço Social e Engenharia. “Cada um traz seu aporte teórico e uma bagagem diversificada para o projeto”, relata o haitiano Carl Bien Aime, coordenador da ONG e egresso do curso de Relações Internacionais e Integração da UNILA.

Carl conta que sua formação proporcionou um entendimento sobre o funcionamento de organizações internacionais. Na sua bagagem, ele também trouxe a experiência de trabalhar em uma organização independente no Haiti, com fins humanitários. Trouxe, ainda, esperança e uma história marcada pela tragédia do terremoto de 2010, que, inclusive, deixou em ruínas a universidade onde ele estudava Engenharia Civil. E, assim como o conterrâneo Stephat, Carl encara esse trabalho social em Foz do Iguaçu como um retorno à ajuda que recebeu. “Tive oportunidade de uma formação superior gratuita na UNILA, de atuar em pesquisa e na extensão. O trabalho que fazemos é uma forma de retorno à sociedade brasileira”, diz.

Os interessados em entrar em contato com a ONG podem acessar as mídias sociais da organização, no Facebook e Instagram.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Educação,

Coronavírus: Campanha arrecada doações para estudantes de Medicina em Foz do Iguaçu

Acadêmicos da Unila, que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus, estão passando por dificuldades.

Que tem muita gente em dificuldade nesses tempos, todo mundo sabe, né? Mas há pessoas empenhadas na linha de frente de combate à pandemia, em locais como a enfermaria do Hospital Municipal, plantão telefônico e barreiras sanitárias, que além dos serviços que estão prestando, têm enfrentado dificuldades para sobreviver.

Essa é a realidade de um grupo de alunos do curso de Medicina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que estão atuando junto à comunidade em Foz do Iguaçu.

Pensando em ajudar os estudantes em situação de vulnerabilidade, o Centro Acadêmico de Medicina Moacyr Scliar (CAMMOS) criou uma campanha de arrecadação de fundos para a compra de cestas básicas e produtos de higiene, com o objetivo de tirar um pouco de preocupação desses alunos que já se sobrecarregam com suas tarefas em meio à pandemia.

A meta é atender pelo menos 60 estudantes, por três meses, com um custo inicialmente calculado em R$ 10 mil. O excedente das cestas básicas que o Centro Acadêmico comprar até setembro será doado ao Diretório Estudantil Latino-Americano, que também atende estudantes da Unila em situação de vulnerabilidade.

Contribuições em dinheiro podem ser feitas através de uma conta no Nubank, em nome do acadêmico Miguel Seguin Neto (Ag. 001, conta 8411670-1, CPF 475.321.368-41); por meio do PicPay (@miguelsn); ou via boleto, que pode ser solicitado entrando em contato com as redes sociais do Centro Acadêmico (@cammosmedunila).

Doações de alimentos ou cestas completas podem ser entregues no Alojamento Estudantil da Unila, na Avenida Tancredo Neves, nº 1.347, ao lado da garagem da Viação Cidade Verde. Na recepção, é preciso informar que o material é destinado ao Centro Acadêmico de Medicina.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Estudo destaca qualidade do ensino fundamental em 22 municípios do Paraná

No Oeste as cidades destaque foram, Assis Chateaubriand, Foz do Iguaçu e Medianeira

Vinte e duas redes municipais de ensino do Paraná receberam o selo Bom Percurso do projeto Educação que Faz a Diferença. A iniciativa, coordenada pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa e pela entidade Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), levantou dados ao longo de 2019 para avaliar a qualidade do ensino fundamental oferecido pelos municípios brasileiros. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (25 de junho), em transmissão online realizada pelo IRB no Youtube.

O Paraná foi o segundo estado com mais redes reconhecidas no estudo, ficando atrás somente de São Paulo, com 32. Foram agraciados os seguintes municípios: Apucarana, Arapoti, Assis Chateaubriand, Astorga, Castro, Foz do Iguaçu, Jaguariaíva, Jandaia do Sul, Loanda, Mallet, Mandaguari, Marmeleiro, Medianeira, Paranavaí, Pato Branco, Rebouças, Rio Negro, Rolândia, Sengés, Terra Boa, Turvo e Ubiratã.

Metodologia

A pesquisa de campo que fundamentou o estudo, o qual também contou com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), foi realizada por 65 técnicos de 28 tribunais de contas – sendo dois deles servidores do TCE-PR – em 116 escolas de 69 redes municipais de ensino de todo o país.

Foram consideradas elegíveis todas as redes com pelo menos cinco escolas de ensino fundamental e, no mínimo, 150 alunos matriculados. Os indicadores analisados consistiram no nível de aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, conforme o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2017; no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e sua evolução desde 2005; na taxa de aprovação, de acordo com o Censo Escolar de 2018; na taxa de atendimento de crianças de até três anos de idade na educação infantil; e no total de alunos por turma desta modalidade de ensino.

Com isso, almejou-se identificar redes que buscam garantir a aprendizagem da maioria dos alunos; esforçam-se para reduzir as desigualdades e não deixar ninguém para trás; trabalham para que todos os jovens fiquem na escola; demonstram avanços consistentes na aprendizagem das crianças ao longo dos anos; e apresentam Ideb acima do esperado dado o nível socioeconômico dos estudantes.

Resultados

De acordo com o relatório final do estudo, 104 municípios receberam o selo Bom Percurso; 12 receberam o selo Destaque Estadual (concedido apenas em estados que não tiveram pelo menos duas redes habilitadas a receber o selo Bom Percurso); e apenas dois foram agraciados com o selo Excelência, que contou com os critérios mais rigorosos: Jales (SP) e Sobral (CE).

Segundo o mesmo documento, todas as 118 redes municipais de ensino reconhecidas contam com as seguintes boas práticas: utilização de sistemas de gestão e de acompanhamento dos estudantes; suporte constante por parte das secretarias de Educação, com visitas frequentes às escolas; monitoramento contínuo da aprendizagem dos alunos; investimento na gestão escolar, com incentivo ao protagonismo das escolas; oferta constante e diversificada de formação continuada aos educadores; e cultura de observação de aulas, com devolutivas construtivas.

Conforme o presidente do Comitê Técnico da Educação do IRB, conselheiro Cezar Miola (TCE-RS), o objetivo do projeto Educação que Faz a Diferença é apresentar iniciativas comuns que possam servir de inspiração para outras redes. “Não basta o investimento de recursos, o treinamento de professores e a adoção de ações para motivar as famílias. Também precisamos de processos de gestão capazes de dar oportunidade, talvez a única, a milhões de brasileiros de mudar a sua realidade por meio da educação”, afirma ele.

IRB

O IRB é uma associação civil de estudos e pesquisas responsável por realizar capacitações, seminários, encontros e debates para aprimorar as atividades exercidas pelos tribunais de contas brasileiros. Atualmente presidida pelo conselheiro do TCE-PR Ivan Bonilha, a entidade também investiga a organização, os métodos e os procedimentos de controles externo e interno para promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos pelos tribunais de contas do Brasil.

Por: Catve

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

TCE classifica educação de Foz do Iguaçu como uma das melhores do país

Classificação faz parte do estudo “Educação que faz a diferença” promovido pelo IEDE com a participação de 28 Tribunais de Contas do Brasil

O ensino fundamental de Foz do Iguaçu foi classificado entre os seis melhores do país, em cidades com mais de 250 mil habitantes. A conquista deste importante título é resultado do estudo “Educação que faz a diferença” promovido pela IEDE – Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional – em parceria com o Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB). A pesquisa divulgada ontem (26) na página do Iede também teve a participação de todos os 28 Tribunais de Contas do Brasil com jurisdição na esfera municipal.

O estudo analisou a gestão do ensino fundamental, de responsabilidade das prefeituras, em 5.570 municípios brasileiros. “Estamos muito orgulhosos pele recebimento deste selo e queremos agradecer e dedicar essa conquista a toda equipe da educação que trabalha com muita dedicação e paixão e que fazem da cidade uma referência em educação”, disse o Prefeito Chico Brasileiro.

Para garantir a credibilidade da pesquisa, técnicos dos 28 Tribunais de Contas participantes do projeto visitaram 116 escolas de 69 redes de ensino, em todos os Estados. Nas Secretarias de Educação, entrevistaram o(a) secretário(a) e pessoas-chave da equipe. Nas escolas, conversaram com professores, coordenadores pedagógicos, diretores, alunos e seus pais ou responsáveis, além de assistirem a aulas.

Estudo
Ao todo, 118 redes de ensino municipais foram identificadas com bons resultados no Ensino Fundamental. Cada uma delas recebeu um selo de qualidade, de acordo com patamar em que se encontra: Excelência, Bom Percurso ou Destaque Estadual. Foz do Iguaçu está entre as 22 do Paraná a receber o selo na categoria “Bom Percurso”, sendo o único município do Estado do Paraná premiado com mais de 150.000 habitantes.

Foram analisados indicadores como aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e evolução desde 2005; e taxas de aprovação, conforme o Censo Escolar.

O estudo traz também um mapeamento de boas práticas no Ensino Fundamental, principalmente no âmbito das Secretarias de Educação, mostrando ações e práticas comuns que estão associadas a um bom desempenho dos estudantes.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Seis estudantes da UNILA se formaram nesta sexta-feira (26), entre eles, dois estudantes de Medicina

Seis estudantes da UNILA participaram de cerimônia de colação de grau em gabinete na manhã desta sexta-feira (26).

Formaram-se as estudantes Mayra Ribeiro de Souza, do curso de Administração Pública e Políticas Públicas; Diana Carolina Mancera, de Arquitetura e Urbanismo; Vitória Rosset, de Ciências Biológicas; e Shirley Carla Espejo, de Engenharia de Energia.

Também colaram grau dois discentes do curso de Medicina – Talita Mota Ferraro e Gabriel Felipe Tomazini – que se formam antes do previsto, com base em medida provisória que permite antecipar a formatura, para atuação no combate à Covid-19.

Os discentes estavam no último ano de internato e cumpriram todas as exigências legais e institucionais para, assim, graduarem-se em meio à pandemia.

A baiana Talita e o paranaense Gabriel chegaram em 2014 à UNILA e saem como profissionais da área médica, com responsabilidades e desafios de serem da turma de pioneiros na Universidade.

“Foz do Iguaçu não tinha um curso de Medicina, somos a primeira turma, em uma Universidade que é nova. Então há todos os desafios disso. Mas acho que havia um comprometimento na construção do curso e na inserção e contribuição nos espaços da cidade”, avalia Talita.

“Por sermos estudantes da primeira turma, foi como um dever nosso de estudante fazer um bom estágio, ser um bom aluno e ter um bom comportamento – com um atendimento qualificado, empático e humanizado à comunidade, até mesmo para que houvesse a permanência de demais estudantes [nos espaços de atendimento], nos próximos anos. Eu e meus colegas fizemos isso com muito zelo e cuidado”, avalia Gabriel, destacando o comprometimento de um trabalho coletivo.

Talita Mota Ferraro e Gabriel Felipe Tomazini

O discente salienta, ainda, que a formação na UNILA tem como diferencial trabalhar o paciente com um olhar humanizado. “Durante todo o curso, enfatizou-se o valor do atendimento humanizado, do profissional com pensamento biopsicossocial, que enxerga que o paciente precisa de cuidados que vão além do serviço biomédico, da medicação ou de um procedimento cirúrgico. Precisa de um médico que saiba ouvir, examinar e avaliar esse paciente como ser holístico, integralizado, com várias demandas, que não são só médicas”, explica Gabriel.

Atuação na pandemia

Os estudantes de Medicina da primeira turma percorrem o final de uma graduação em um cenário de pandemia, que os coloca diante de desafios singulares. “É uma responsabilidade muito grande. É tudo muito novo. Diariamente a gente já tem o peso da responsabilidade, [para lidar] com doenças que são conhecidas, e ficamos preocupados com doenças que são novas, que precisam de mais estudos, mais evidências”, afirma Talita.

“É preocupante, porque agora vamos tomar a linha de frente efetivamente, cumprir as responsabilidades como médico. Como o cenário tende a piorar, pelas estimativas, me encontro numa incógnita por não ter total conhecimento até onde está a capacidade do serviço de saúde federal, estadual e municipal de oferecer a qualidade de proteção individual e para os pacientes; se as equipes estarão preparadas pra seguir os protocolos adequados; e se haverá infraestrutura adequada e recursos humanos preparados para enfrentar a epidemia”, coloca Gabriel.

Neste cenário de pandemia – de incertezas e responsabilidades – e ao longo da formação médica, Talita e Gabriel, além de seus colegas estudantes de Medicina, têm ofertado aprendizados e conhecimentos com atuação no Hospital Municipal, nas unidades de saúde, pronto atendimento, enfermaria e outros locais estratégicos, em prol da saúde da população de Foz do Iguaçu.

“A gente é formado em uma universidade federal, atua no SUS, na saúde pública, e nossos estudos são bancados pela educação pública, por nossos impostos. Acho que esse retorno para a sociedade é muito importante”, avalia Talita. “Tem sido admirável a atuação dos estudantes de Medicina, com um serviço acelerado de progressão e qualificação. Os estudantes estão somando, construindo e qualificando o serviço e a gestão do serviço”, avalia Gabriel, referindo-se aos trabalhos em tempo de pandemia.

Sonhos e futuro

Ao longo da sua trajetória de graduação, Talita conta que passou pelo Centro de Nutrição, por Unidades de Saúde e pelo Hospital Municipal. Também atuou em projeto de extensão em educação popular em saúde, no bairro Cidade Nova. “Trabalhamos conceito de saúde, equidade, participação popular. Trabalhamos o empoderamento popular, a importância da atuação de cada indivíduo dentro da sua comunidade, na promoção da saúde”, relata. Uma trajetória construída que despertou nela uma vontade de seguir atuando dentro da área da Medicina de Família e Comunidade.

O colega Gabriel, por sua vez, atuou em unidades básicas, com atendimento em atenção primária à saúde, e também na área da urgência e emergência. Passou também por monitorias, projetos de extensão e de pesquisas na Universidade. Ele conta que ainda não tem certeza se irá seguir o caminho da Neurologia Clínica ou Cirurgia Geral, mas sai da Universidade com a certeza do papel social que pode desempenhar. “Nós temos uma função nesta sociedade, temos que pensar coletivamente. Ser médico, neste cenário atual, é ter responsabilidades imensas como cidadão e profissional, compromissos, deveres e empatia pelo próximo”, aponta.