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Eu, a CEU, a ditadura e as lutas sociais – por Carlos Molina

(em memória)

Vindo de S. Paulo chegando a Curitiba em final de Agosto de 1978 ao desembarcar na rodoviária de pronto tive de enfrentar uma garoa fria. Com pouco dinheiro no bolso não tinha condições de pagar um taxi. Pedi informações sobre o caminho para chegar ao Passeio Público, ponto de referência que me deram para chegar a CEU, que soberana reinava encravada no meio da maior área verde central.

Perdemos Carlos Molina

Era 5;30 da manhã, enfrentando a intempérie comecei o que era para ser uma curta caminhada, haviam me dito que não passava de dez quadras, “logo ali”. Depois de caminhar poucas centenas de metros a minha roupa já estava encharcada e a cada passo a mochila pesava cada vez mais. A garoa fria penetrava na alma, tremia de frio.

Ao avistar o Passeio Público depois da “longa” caminhada pela Mariano Torres a alegria tomou conta de mim pela certeza de que estava perto do destino. Sonhava acordado com uma bela xícara de café quente. Pegando a rua Luis Leão contornei o parque, sendo que neste trajeto menor fui assombrado pelos terríveis gritos e fortes pancadas nas grades dadas por algum bicho enclausurado naquele recinto público. Pensei com os meus botões: Será que ele está tão irritado com este clima como eu estou? Clima filha da puta, que fazia a garoa paulistana virar coisa pequena!

No fim da pequena curva lá estava a imponente CEU. Tinha dois contatos na Casa, o meu primo Pedro e o meu amigo Batistão, velho amigo da infância e adolescência na minha querida Tupã. Dirigi-me a portaria e fui muito bem atendido pelo porteiro “Gabriela”, apelido estranho pelo qual um morador ao qual ele atendia antes de mim o chamou, e perguntei sobre os dois. Era muito cedo e eles ainda estavam dormindo, era um domingo, achei uma sacanagem os acordar.

Com a autorização do porteiro fui ao banheiro ao lado da portaria e vesti uma roupa seca, quente. Voltando a portaria perguntei sobre como poderia tomar um café e ele me encaminhou para o refeitório. Tomei uma generosa xícara de café com leite e comi dois pães com geleia e margarina, na situação que estava foi um verdadeiro banquete.

Voltando portaria lá estava outro porteiro, se não me engano era o Sabugaro. Perguntando a ele como poderia arrumar um canto para descansar ele me encaminhou a “sala dos outros”, um enorme quarto repleto de beliches. O local fedia a mofo, o que de cara atacou a minha renite. Resolvi esperar acordado na sala de recepção, desisti da ideia de dormir um pouco. Acabei cochilando sentado em uma das poltronas, ao despertar já passava das dez.

Acordei com uma tremenda dor no pescoço. A Casa já estava toda agitada, cheia de vida. Levantei e fui ao banheiro tirar o gosto de cabo de guarda chuva da boca e me dirigi novamente à portaria. O Batista havia saído e o meu primo Pedro ainda estava no quarto, para lá me dirigi e fui carinhosamente muito bem recebido por ele.

Conversamos até a hora do almoço e descemos para almoçar. No refeitório me senti em um “internato anárquico”, o enorme salão estava lotado e o ruído era ensurdecedor, um borburinho de risadas e vozes desencontradas, misturados com o som metálico dos garfos se chocando com as bandejas.

Elogiei a comida e os da mesa disseram que não era para me acostumar, pois durante a semana não era assim. A CEU passava por uma séria crise causada pela má gestão dos recursos. A diretoria anterior havia desperdiçado muito dinheiro fazendo banquetes em homenagem aos políticos ligados à ditadura.

Logo que em 1978 cheguei a Curitiba, tendo como referencial a CEU, o MDB e a Oposição Bancária, ao entrar em contato com a realidade para aqui poder me reorganizar já me engajei politicamente. Através destes amigos pude saber que existia um foco de oposição começando a se reorganizar, e que este organizava uma panfletagem pela libertação da Flávia Schilling, brasileira presa política no Uruguai.

Ocorreu um panfletagem no campo do Coxa, era dia de Atletiba. Todo mundo muito tenso no executar da ação, aqui também a ditadura imperava. Do grupo participavam alguns ex-presos políticos, sindicalistas de oposição e vários estudantes, entre eles alguns moradores da CEU.

Anteriormente os professores estaduais havia tentando uma paralisação grevista em 1977 e os estudantes da Federal haviam feito um protesto ocupando o prédio da Reitoria, fato também ocorrido em 1978, onde foram duramente reprimidos. A oposição à ditadura retomava os espaços nas ruas, e nela a CEU, junto com os demais segmentos democráticos, começava a se reengajar de forma mais massiva e neste Movimento fez a diferença.

Em 1979 vários ceuenses tinham forte presença no Movimento Cultural em Curitiba. Na Casa existiam muitos artistas amadores experimentais vanguardistas (poetas, cronistas, cineastas e cinéfilos, etc.), sendo que estes participavam ativamente das atividades que ocorriam na Casa Romário Martins, local onde o cinema arte resistiu com apoio institucional, coisa rara naquele triste período de escuridão.

1979 foi um ano crucial para a vida em sociedade em nossa capital, e no desenrolar deste os ceuenses ocuparam um grande espaço na luta pelo retorno do Estado de Direito. Tanto na UFPR como na Católica os estudantes partiam para a reorganização das suas entidades de base e a CEU era parte importante nesse processo.

No meio do ano o Teatro Guaíra acabou com a meia entrada para os estudantes e da CEU serviu como base (reuniões secretas nos quartos, pinturas das faixas, etc.) para a organização da “Manifestação Teatro para o Povo”, ato que reuniu perto de 1.000 pessoas, coisa rara para a época e ainda mais para a conservadora Curitiba. Ocorreu forte repressão policial com o uso de cassetetes e gás contra os manifestantes.

Com a união de vários segmentos sociais surge em Curitiba o CBA (Comitê Brasileiro pela Anistia Ampla Geral e Irrestrita), dele os ceuenses também participaram (reuniões, atos públicos, panfletagens, colagem de cartazes, pixações, etc.), como participaram do Comitê de Solidariedade aos Trabalhadores em Greve. As greve pipocavam, sendo as maiores as que envolveram os professores e os trabalhadores da construção civil. Nesta última os ceuenses deram grande contribuição na central de distribuição de alimentos, que funcionou na Igreja do Guadalupe.

Este ano, 1979, também foi vital para o Movimento Estudantil, a UNE é reconstruída no Congresso que aconteceu em Salvador/Bahia. Os ceuenses participaram ativamente do processo de escolha dos delegados, sendo que entre estes vários eram moradores da CEU.

* Carlos Molina nos deixou esta semana, na noite de 31 de março

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Efeito Coronavírus: Educação de Foz do Iguaçu inicia a contação de histórias pela internet

Com mais de 26 mil alunos, a Rede Municipal de Ensino de Foz do Iguaçu encontrou uma solução caseira para manter contato com as crianças neste período de isolamento social.

Um projeto de contação de histórias foi ao ar nesta sexta-feira (03) no Facebook da Secretaria de Educação. As exibições acontecerão todas as segundas, quartas e sextas, sempre às 17h30.

O projeto “Nessa Escola tem História” envolve professores de todas as escolas e CMEIS. São eles (as) que contam as histórias em diferentes bibliotecas e brinquedotecas.  “Pensamos em algo que pudesse nos aproximar dos alunos, por isso elegemos as bibliotecas de algumas escolas como ambientação, para que uma professora contasse uma história”, explica a  Coordenadora Pedagógica da SMED, Juliane Antonioli.

A alternativa do projeto leva até as escolas uma equipe enxuta para fazer a gravação de cada professora. “Escolhemos escolas e CMEIs de todas as regiões da cidade, justamente para que as crianças pudessem identificar um local familiar a elas”, explicou a secretária Maria Justina da Silva. “A história vai trazer sempre algo relacionado  ao conhecimento, levando ações educativas que auxiliem na continuidade dessa proximidade da criança com a escola”.

A maioria das professoras convidadas a participar do projeto não tem experiência em transmissões em vídeo, mas conhecem bem o público. “Foi uma solução caseira, e todas toparam o desafio”, afirma Justina.

Dentro de suas redes sociais, cada escola também tem publicado uma série de atividades voltadas tanto a crianças dos CMEIs, quanto do fundamental. A disponibilização de livros digitalizados, e brincadeiras também podem ser encontradas na página da SMED.

Fundação Cultural

A contação de história também é tema para outro projeto tendo as crianças como público. Em “Eu, você e uma história”, a Fundação Cultural disponibilizará duas vezes por semana, também em sua página no Facebook, a transmissão ao vivo de histórias, permitindo interatividade on-line do público.

O projeto é desenvolvido por meio de um edital da Fundação Cultural que leva de maneira itinerante a contação a diversas escolas. “Devido ao isolamento, optamos por levar o projeto á população de outra forma”, comentou a diretora de cultura, Thaisa Praxedes.

De acordo com ela, o projeto compõem uma série de atividades de estímulo à iniciativa literária, incluindo oficinas e saraus.  “Pela internet fazemos com que mais pessoas possam ter acesso a esse conteúdo. Vamos testar essa nova forma de difusão dos conteúdos artísticos culturais e verificar a viabilidade técnica e operacional para fazer com que outras linguagens também sejam transmitidas dessa forma”.

As transmissões acontecem às terças e quintas-feiras, às 15 horas e devem iniciar na próxima semana.

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Educadores são contra atividades não presenciais em substituição às aulas da rede estadual

Governo alterou decreto de suspensão de aulas para que escolas adotem a educação a distância durante a pandemia de covid-19; estudantes têm direito à reposição presencial

Educadores são contra a proposta do Governo do Paraná que adota atividades não presenciais na rede estadual, em substituição às aulas regulares, durante a pandemia de covid-19. Para a categoria, o momento é de preservação de vidas, não de discussão sobre metodologias educacionais e calendário letivo.

Em março, o governo alterou o artigo 8º do Decreto nº 4.230, que determinava a suspensão das aulas nas escolas estaduais como medida de prevenção ao novo coronavírus. Com a mudança, a interrupção passou a abranger as aulas “presenciais”, abrindo caminho para a educação a distância (EaD). 

Conforme a APP-Sindicato/Foz, com essa modalidade de ensino, o governo quer autorizar a mera transferência de conteúdo, em detrimento da qualidade da educação. Para a entidade, as escolas públicas do estado não estão preparadas, e a maioria dos professores não tem formação para aplicar a EaD. 

Outro problema é em relação à participação dos estudantes nas atividades não presenciais. Mais de um terço (33,5%) dos alunos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), nos últimos cinco anos, não têm acesso à internet, computador ou celular para o acompanhamento das atividades. 

“A educação a distância não garante a aprendizagem, ainda mais sem debate e de forma precária como está sendo proposta no estado”, aponta o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “É uma decisão que não pode ser tomada por decreto, sem condições mínimas e em um momento em que todos os esforços são para a proteção da vida das pessoas.”

De acordo com Diego, se essa medida avançar, serão penalizados os alunos das famílias mais vulneráveis social e economicamente. “Muitos deles moram em comunidades onde a internet não chega. A reposição de aulas com qualidade e acesso universal aos conteúdos, depois da pandemia, é um direito do estudante”, frisa. 

Para o sindicato, a educação a distância neste momento de emergência em saúde pública penaliza o professor. “São trabalhadores que estão em casa cuidando de seus filhos – que também estão sem aula – e familiares. É uma medida muito cruel com o educador. Mostra que o governador Ratinho Junior não respeita a categoria”, pondera Diego Valdez. 

Critérios frágeis 

O Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE-PR) aprovou, nesta semana, deliberação autorizando a oferta de ensino a distância no Paraná durante o período da pandemia do novo coronavírus. A representante da APP no colegiado votou contra a proposta, seguindo orientação da entidade. 

O regramento aprovado pelo CEE estabelece que caberá à direção de cada escola informar se o estabelecimento de ensino tem ou não condição de oferecer a EaD. Os conselhos escolares das instituições terão de validar as atividades não presenciais aplicadas, lavrando a decisão em ata. 

Esse documento deverá ser avaliado, ainda, pela Secretaria de Estado da Educação. Caso o responsável por um aluno entenda que o conteúdo transferido por meio de EaD não é satisfatório, poderá requerer aulas presenciais. “É um risco que a escola vai correr, se eventualmente optar por essa modalidade de ensino”, expõe o dirigente da APP-Sindicato/Foz.

“O processo é excludente deste o início, já que a própria Secretaria Estadual de Educação admite que a EaD não será para a totalidade dos estudantes”, denuncia Diego. “E quanto aos professores que estão recebendo licença especial obrigatória neste momento de pandemia, serão substituídos por outras contratações?”, indaga.

Diego Valdez, Presidente da APP-Sindicato-Foz – foto Assesssoria
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UNILA cria programa de auxílio emergencial para alunos ingressantes

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) criou um programa emergencial de apoio aos estudantes que ingressaram este ano na Universidade e que estão em condição de vulnerabilidade, atestada no processo de matrícula. 

No total, serão beneficiados 426 estudantes: aqueles que ingressaram pelo Sisu nas cotas que consideram a renda do candidato e também os que ingressaram em reserva de vagas no Processo Seletivo Internacional. Esses estudantes irão receber R$ 300 em um único pagamento.

O recurso destina-se à aquisição de alimentos e de produtos de higiene e saúde. “É uma forma de atendermos rapidamente esses estudantes. Independentemente de o aluno estar aqui em Foz do Iguaçu ou não, ele vai receber esse dinheiro em razão da pandemia de Covid-19”, explica a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Jorgelina Tallei. O programa e as regras para adesão estão definidos na portaria 133/2020/GR, disponível em [bit.ly/Boletim26]bit.ly/Boletim26.

Os demais auxílios estudantis da UNILA estão sendo pagos normalmente a aproximadamente 1.400 estudantes. Jorgelina explica que 40% dos recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) – aproximadamente R$ 3 milhões – estão contingenciados, o que dificulta a expansão dos auxílios estudantis permanentes neste momento. Por isso, a decisão de se estabelecer o auxílio emergencial. “Estamos na dependência de liberação desses 40% para avaliarmos a inclusão desses estudantes nos auxílios permanentes por meio de editais específicos”, explica.

Os estudantes que se enquadram nas condições estabelecidas para o recebimento do auxílio devem fazer a inscrição por meio de formulário eletrônico disponível em inscreva.unila.edu.br/, até o dia 8 de abril. Quem não se inscrever não poderá ser incluído na lista de pagamento do auxílio.

Atendimentos
Apesar das dificuldades impostas pela Covid-19, com a suspensão das aulas e das atividades acadêmicas, a UNILA está mantendo os serviços de atendimento psicológico e de saúde para seus estudantes.

Os estudantes podem agendar atendimento, por e-mail, junto ao Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (saude.deas@unila.edu.br) e à Seção de Psicologia (psicologia.prae@unila.edu.br).

Os servidores farão o atendimento emergencial aos estudantes, de forma on-line. Também estão mantidas neste período as análises e concessões do auxílio-creche. O atendimento está sendo realizado pelo e-mail servicosocial.prae@unila.edu.br.

Jorgelina explica, ainda, que a UNILA está trabalhando em articulação com os serviços de saúde e assistência social da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. Ela cita como exemplo a campanha da Secretaria de Assistência Social para a entrega de marmitas a pessoas em situação de vulnerabilidade. “O aluno nessa condição pode se inscrever”, diz.

“Há coisas que institucionalmente a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) não pode fazer. Nós podemos regular auxílio com o dinheiro público que vem do Pnaes. A PRAE não pode comprar cestas básicas, mas pode indicar para o aluno quais são os serviços existentes na cidade e que ele pode acessar”, completa.

A pró-reitora explica, também, que nas próximas semanas será implementada a Comissão de Acompanhamento de Estudante em Risco Social, que terá a participação de servidores técnico-administrativos, docentes e discentes. “Essa comissão terá a missão de acompanhar as ações desenvolvidas para dar uma atenção especial aos alunos que estão em vulnerabilidade”.

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Universidades estaduais intensificam pesquisas sobre o coronavírus

A UEL é um destaque e está entre as três universidades brasileiras com o maior número de publicações sobre o tema. As instituições estão formando redes de pesquisadores para intensificar estes trabalhos.

Com um importante potencial humano e de infraestrutura, as universidades estaduais do Paraná têm atuado intensamente no enfrentamento ao novo coronavírus. Além de pesquisas, que vão desde o monitoramento da evolução da Covid 19 e desenvolvimento de kits para diagnóstico, até ações de atendimento direto à população com equipes multidisciplinares capacitadas para atuarem na linha de frente em instituições de saúde.

Segundo dados da Web Of  Science, divulgados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) está entre as três universidades brasileiras com o maior número de publicações sobre o coronavírus do Brasil.

Em primeiro lugar aparece USP, com 91 estudos publicados, seguida da UNESP com 32 e da UEL com 21. O Brasil, com 217 publicações, é o 17º da lista mundial, que é liderada pelos Estados Unidos (4.400 estudos publicados), seguidos da China (2.523).

 “Os dados mostram a qualidade das nossas instituições estaduais de ensino superior e nossa capacidade de produção de Ciência, Tecnologia e Inovação, que têm contribuído com o desenvolvimento do Paraná”, diz o presidente do Conselho de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação da Fundação Araucária e pró-reitor de pesquisa da UEL, Amauri Alcindo Alfieri.

Ele explica que, além das publicações da UEL, originadas de pesquisas sobre o coronavírus animal, há importantes trabalhos sendo desenvolvidos no Hospital Universitário. “Falando da ação mais prática, a UEL e outras universidades têm, inclusive, equipamentos para a produção de kits de diagnóstico que podem contribuir com o Governo.”

REDES DE TRABALHO

Há várias pesquisas sobre a Covid-19 em andamento, principalmente por ser um vírus novo e de evolução clínica bem diferente do que existia até então. As universidades estaduais estão formando redes de pesquisadores para intensificar estes trabalhos.

O chefe do Departamento de Microbiologia do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Galdino Andrade, explica que está sendo criado um grupo com pesquisadores de diversas áreas com diferentes estudos.

Entre eles, com agentes infecciosos de importância médica e ambiental,  detecção, diagnóstico e controle, incluindo a pesquisa e desenvolvimento de novos antimicrobianos (antivirais, antibacterianos, antifúngicos e antiprotozoários). Virologistas estudam a interação vírus RNA/DNA hospedeiro.

“Temos também um  projeto que visa ampliar ações de enfrentamente ao Sars-CoV-2, agente etiológico da doença pelo novo coronavirus”, disse Galdino Andrade.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM) alguns pesquisadores têm atuado, principalmente, no monitoramento da evolução da Covid 19 com base em modelos descritos na literatura. Mas, segundo o chefe do departamento de Análises Clínicas e Biomedicina, Dennis Armando Bertolini, há potencial para a produção científica ter um grande avanço.

 “Temos potencial para estudos de epidemiologia básica e aplicada, epidemiologia molecular, desenvolvimento de testes laboratoriais, novas tecnologias para diagnóstico laboratorial, participar de estudos clínicos para novas opções terapêuticas, descobrimento de novos medicamentos, avaliação da resposta imune e estudos da imunopatogênese viral”, firma Bertolini.

“As universidades estão trabalhando arduamente, dia e noite, no enfrentamento a esta pandemia. Temos ativos, pessoal e equipamentos que podem contribuir muito para isso, visto que existem vários pesquisadores que já trabalham nestas linhas”, ressaltou o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UEM, Clóves Cabreira Jobim.

DESAFIO E CONHECIMENTO

De acordo com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o momento é crítico e requer muita ciência, muita produção de conhecimento. “Ao mesmo tempo em que vivemos um desafio tão grande em escala global, ficamos felizes em saber da força e competência do nosso Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado”, diz ele. “Nossos pesquisadores e instituições mostram alto comprometimento com esta causa, de forma qualificada e reconhecida.”

“Temos acompanhado estas mobilizações e buscamos ao máximo apoiá-las. Faremos isto com muita determinação e reconhecimento aos nossos pesquisadores”, complementou o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Márcio Spinosa.

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Maior parte da produção científica vem de universidades públicas

O superintendente geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, reforça que mais de 90% de toda a produção científica brasileira é feita nas universidades públicas e que as estaduais estão contribuindo muito para o avanço da ciência no país.

“Ganha destaque a UEL, neste momento, e junto com ela é importante destacar a relevância da pesquisa científica feita nas sete universidades estaduais”, diz ele. “Elas são fortes em pesquisa básica e aplicada e contribuem grandemente para o avanço desta área e para que o Brasil ocupe a 13ª posição como país produtor de Ciência.”

SOLUÇÕES LOCAIS

Bona lembra que grande parte das pesquisas é relacionada à solução de problemas locais, regionais. “Nosso esforço tem sido em que, cada vez mais, o compromisso das nossas universidades esteja em pesquisar e encontrar soluções que promovam o desenvolvimento de suas comunidades, de sua região. Que atendam às demandas e interesse da população”, afirma ele.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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Novos tempos: 85% dos patrocínios concedidos em março por Itaipu beneficiam entidades de ensino

Dos cerca de R$ 1 milhão destinados no mês passado pela usina de Itaipu em patrocínios, R$ 870 mil beneficiaram entidades contempladas na modalidade seleção pública

A usina de Itaipu concedeu, em março, cerca de R$ 1 milhão em patrocínios para 16 projetos e eventos. Desse total, R$ 870 mil foram destinados a 13 ações de 62 entidades de ensino público para a execução de projetos voltados à educação, ou seja, 85% para instituições escolhidas na modalidade seleção pública e 15% por escolha direta.

A modalidade seleção pública foi adotada na gestão do atual diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, que cortou verbas de patrocínios e convênios sem aderência à missão da usina para redirecionar esses recursos a projetos de desenvolvimento regional.

“A seleção pública tem como público-alvo entidades privadas e públicas, sem fins lucrativos, que promovem ações socioambientais, educativas, esportivas, culturais e/ou tecnológicas em conjunto com entidades de ensino público da área de influência de Itaipu.

A modalidade considera a missão da usina de gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”, diz o diretor geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

O patrocínio tem como foco fortalecer e valorizar a imagem corporativa da empresa. Todos os projetos e programas patrocinados pela usina de Itaipu devem, necessariamente, deixar legado para a população. Entre outras regras, a norma de patrocínio prevê que todos os eventos e iniciativas devem ser realizados na região da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná, com exceção para “cases” de segurança energética e segurança hídrica.

No ano passado, uma equipe da Comunicação Social de Itaipu ajudou na capacitação dessas entidades para poderem pedir patrocínio. Representantes de escolas e demais instituições de ensino de vários cantos da região Oeste foram capacitadas.

Na lista de março foram beneficiados os municípios de Assis Chateaubriand, Cascavel, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia e São Miguel do Iguaçu.

Foram contempladas as ações Coro Juvenil do Colégio Wilson Joffre do Instituto Alfenas Siqueira Racing, com R$ 88 mil. Já o Jornal Escolar, da Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual Senador Teotônio Vilela, obteve R$ 20 mil.

O V Nipofest Cultural, da Associação Cultural e Esportiva de Cascavel, recebeu R$ 100 mil. O Programa Integrado de Educação Turística (PIET), do Instituto Polo Internacional Iguassu, foi contemplado com R$ 83 mil.

Já a ação Paulo Freire Tem: Família na Escola, da Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Paulo Freire, recebeu R$ 71,8 mil. Para as Oficinas de Formação e da VI Conciarte – Feira de Conhecimentos e Arte do Colégio Estadual Pio XII, da Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual Pio XII, o recurso destinado foi de R$ 75,3 mil.

O programa Valorizando a Educação: Educando para Relações Humanas, da Associação de Pais, Mestres e Funcionários da Escola Municipal João da Costa Viana, levou R$ 80 mil. O Circuito Itaipu de Basquetebol, da Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual Frentino Sackser, ficou com R$ 59 mil.

Para a Badminton Transformando Vidas, da Escola Profissional Piamartina Instituto João XXIII, o patrocínio foi de R$ 53,6 mil. O curso de desenvolvimento de games, da Associação de Professores, Alunos e Funcionários do CEEBJA Professor Orides B Guerra, recebeu R$ 96,9 mil.

O Projeto Karatê na Escola, da Associação de Pais Mestres e Funcionários da Escola Estadual Papa João Paulo II, obteve R$ 36,6 mil. A Natação, Ordem e Progresso, do Instituto Desportos Aquáticos de Foz do Iguaçu, recebeu R$ 87,7 mil.

E a 1ª Mostra de Produtos das Agroindústrias da Agricultura Familiar da Região Oeste do Paraná, da Boreal Cooperativa da Agricultura Familiar, conseguiu R$ 20,5 mil.

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Prefeitura entrega 2.400 cestas básicas para famílias de alunos da Rede Pública em Foz do Iguaçu

A Prefeitura de Foz do Iguaçu entregou essa semana 2.400 cestas básicas para famílias de alunos da Rede Municipal de Ensino inscritas no Cadastro Único da Assistência Social e beneficiárias do Bolsa Família. Organizada pelas Secretarias de Educação e Assistência Social, a ação aconteceu em sete escolas e oito CMEIS (Centro Municipal de Educação Infantil) nas regiões de Três Lagoas, Cidade Nova, Lagoa Dourada e Porto Meira.

Além dos alimentos não perecíveis, as famílias receberam frutas, verduras e legumes disponibilizados pelo Banco de Alimentos de Foz do Iguaçu. Ao todo, 5 toneladas de produtos da agricultura familiar foram distribuídas.

Na próxima semana, outras 3.100 cestas básicas serão entregues para as famílias de alunos em situação de vulnerabilidade social, totalizando 5.500 nesta primeira etapa. O município investiu cerca de R$ 450 mil na aquisição destes produtos.

Doações

Para fazer a entrega, um planejamento foi traçado com todas as escolas e CMEIS, estabelecendo os dias e horários em que as famílias poderiam buscar os produtos, evitando aglomerações. As famílias foram informadas por telefone e receberam senhas ao chegar na instituição de ensino.

“Todos os servidores que atuaram nesta mobilização utilizaram luvas, máscaras e mantiveram as normas de higienização. Também disponibilizamos álcool gel para os voluntários e moradores”, disse a secretária de educação Maria Justina da Silva.  “A mobilização envolveu servidores de todas as secretarias e autarquias. A Secretarias de Obras, Agricultura e de Segurança Pública também foram essenciais para o resultado desta ação”, ressaltou Justina.

Mais alimentos

A Secretaria de Assistência Social está licitando outras 30 mil cestas, que serão entregues às famílias a partir de abril. O recurso empenhado nesta compra é de R$ 2,8 milhões.

Paralelo a estas ações, o Município também desenvolve uma campanha de arrecadação de alimentos, idealizada pela secretaria de Direitos Humanos. “Temos hoje 30 mil famílias cadastradas em nosso município que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, recebem menos de 300 reais por mês. Sabemos que este número vai aumentar por conta das medidas de enfrentamento ao Coronavírus, e por isso pedimos o apoio da sociedade civil para atendermos toda essa demanda”, explicou a secretária de Direitos Humanos, Rosa Maria Jerônymo.


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Mortes por Covid-19 aumentam 19% em um dia e chegam a 92 no Brasil. O total de contaminados subiu 17%

O número de mortes por Covid-19, a infecção provocada pelo novo Coronavírus, chegou a 92 nesta sexta-feira (27), segundo boletim divulgado agora pouco pelo Ministério da Saúde (MS).

O total representa um aumento de 19% dos casos em 24 horas, no comparativo com o boletim de quinta-feira (26), quando o país registrou 77 mortos pela doença.

O número de casos confirmados da pacientes com a infecção aumentou 17% em um dia – pulou de quase três mil na quinta, para 3.417 nesta sexta, de acordo com o MS.

Histórico

Nesta quinta, o Brasil completou 30 dias desde a confirmação do primeiro caso de infecção por Coronavírus, com dados alarmantes.

O país está superando a curva de contaminação registrada na Espanha e na Itália, onde ocorreram os maiores índices de mortes pela Covid-19 até o momento.

A Itália registrou, nos primeiros 30 dias após o primeiro caso, aproximadamento 1,7 mil contaminações com 21 mortos.

A Espanha, no mesmo período de tempo, tinha 45 casos confirmados e nenhuma morte.

Bom recordar que em ambos os países, os governos se recusaram a adotar estratégicas como o isolamento social, temendo queda de arrecadação no comércio, indústria e no turismo.

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Decreto prevê multa de quase R$ 9 mil para quem for flagrado em grupo em locais públicos de Foz do Iguaçu

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) decidiu radicalizar contra aqueles que não estão cumprindo as medidas de enfrentamento e prevenção ao Coronavírus (Covid-19) em Foz do Iguaçu.

O chefe do Executivo Municipal editou um novo decreto, o de número 27.980, que proíbe aglomeração de pessoas em espaços públicos, como praças, parques, quadras de esportes, canteiros, pistas de caminhadas e locais similares.

O descumprimento da normativa pode resultar em multa de R$ 8.708 para quem for flagrado pela fiscalização municipal, destacou a Rádio Cultura.

O valor é mesmo para os comércios que desobedeceram a medida e a cobrança será feito através do CPF, conforme explicou Nilton Zambotto, diretor de fiscalização da Secretaria da Fazenda de Foz do Iguaçu.

Já para quem sai às ruas sozinho para praticar esporte, como caminhada ou corrida, não há proibição, mas a orientação é para que todos fiquem em casa.

As lojas de construção, segundo Zambotto, foram obrigadas a fechar de acordo com o decreto. Já as construções civis estão liberadas.

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Escoteiros do Brasil lançam plataforma online de atividades educativas

Em meio à pandemia do coronavírus, os Escoteiros do Brasil oferecem novas iniciativas de educação não-formal para crianças e jovens

Adeptos da vida ao ar livre e das atividades junto a natureza, mais de 110 mil jovens e adultos em todo o país estão buscando novas alternativas para seguir realizando atividades escoteiras. Pensando nisso, os Escoteiros do Brasil lançam nesta quarta-feira (25) o projeto Escoteiros Online.

A iniciativa contribui para a democratização do acesso à informação e permite que o desenvolvimento do programa educativo proposto pela organização seja realizado nesse momento de afastamento social, mesmo que à distância e de forma virtual.

Segundo o Presidente dos Escoteiros do Brasil, Rafael Macedo, esta é uma maneira de reforçar a importância do Movimento Escoteiro no enfrentamento da crise que toda a sociedade está passando neste momento.

“O escotismo surgiu há mais de cem anos e sempre atuamos de modo a contribuir na construção de um mundo melhor, agora não seria diferente. Este novo projeto, mais do que uma medida de enfrentamento à crise atual, é também uma maneira inovadora de praticar o escotismo e levar a nossa proposta educativa para milhares de famílias brasileiras que agora estão procurando alternativas saudáveis de educação e entretenimento, enquanto permanecem no isolamento domiciliar. Afinal, o escotismo continua muito ativo e relevante para os jovens e suas famílias”, considera Macedo.

Todo o trabalho será realizado por meio de uma nova plataforma disponível em www.escoteirosonline.org.br. A programação de conteúdo está sendo elaborada por voluntários e profissionais das mais diversas áreas, de diversos estados do país. Diariamente serão publicados artigos, dicas de saúde, sugestões de atividades escoteiras, transmissões ao vivo, vídeo aulas, além de atividades educacionais que serão realizadas com parceiros institucionais dos Escoteiros do Brasil.

A primeira grande ação online será no próximo sábado, dia 28 de março, durante o Festival Digital da Hora do Planeta, promovido pelo WWF-Brasil.

Os escoteiros irão realizar uma transmissão ao vivo sobre diferentes tipos de nós escoteiros, às 10h30, além de participarem de uma live exclusiva com especialistas sobre os cuidados com os oceanos, florestas, consumo consciente e mudanças climáticas, às 14h.

Ambas as atividades serão divulgadas e compartilhadas nos canais oficiais do WWF-Brasil, dos Escoteiros do Brasil e, em especial, na nova plataforma dos Escoteiros Online.

Serviço:
Plataforma de educação não-formal Escoteiros Online
Disponível em www.escoteirosonline.org.br