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Semana Farroupilha dobra o número de visitantes na Iluminação da Itaipu

O Complexo Turístico Itaipu preparou uma edição especial com música e dança gauchescas na sexta e no sábado

Mais do que dobrou o número de pessoas que fizeram o passeio da Iluminação da Barragem na Semana Farroupilha em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento é em decorrência, principalmente, do turismo regional, já que a maioria da população do Oeste do Paraná é formada por gaúchos ou descendentes de migrantes do Rio Grande do Sul.

Para receber os visitantes na semana temática, o Complexo Turístico Itaipu (CTI), preparou uma programação que incluiu apresentações de música e dança gauchescas no passeio Itaipu Iluminada. Foram recebidas 974 pessoas este ano – em 2018, foram 431 visitantes. Esta é a segunda vez que há a comemoração da Semana Farroupilha no turismo de Itaipu – a primeira foi em 2017.

A experiência gaúcha começou logo no Centro de Recepção de Visitantes (CRV), onde os turistas foram recebidos por uma equipe toda pilchada, ou seja, vestida com as tradicionais bombachas. O chimarrão também não podia faltar. A espera pelo horário do passeio passou rápido com um verdadeiro bailão no espaço, garantido pelas invernadas Juvenil e Adulta do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu.

No Mirante Central, de onde os visitantes têm a vista para o espetáculo de luzes na barragem da maior usina do mundo em geração de energia, teve mais dança e também a apresentação do acordeonista Tiago Rossato, com um repertório todo gaúcho.

O policial civil aposentado Jorge Luiz Vasques, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, esteve na sexta-feira pela segunda vez na usina. Dessa vez, ele também conheceu o Ecomuseu e quis prestigiar o show de luzes na Itaipu. Ele ficou grato com a receptividade que teve nos atrativos do CTI. “O show foi excelente. Estou muito feliz, porque sou gaúcho e ser homenageado assim é emocionante”, afirmou.

O casal Juliano Gerhardt e Andrialy Bersch é de Ibirubá, Rio Grande do Sul, e já tinha acompanhado algumas apresentações da Semana Farroupilha em outros lugares, mas os dois ficaram surpresos com a experiência na Itaipu. “A noite foi fantástica. A gente tinha noção do tamanho da usina, mas o show à noite surpreendeu”, comentou o casal.

Para o diretor-geral de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, o recorde é reflexo dos investimentos de Itaipu e PTI em novas modalidades e inovação de passeio oferecidos pelos atrativos turísticos da usina. “O turismo é um segmento fundamental pra toda a economia da região”.

O turismo na usina é gerido pela Comunicação Social da Itaipu e gerenciado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio do CTI.

Fotos: Kiko Sierich/PTI 

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Ciudad del Este tem uma nova Polícia Municipal de Trânsito. Efetivo foi treinado pela GM de Foz do Iguaçu

São 74 novos agentes que durante dois meses receberam treinamento da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu, na Reserva Activa Naval del Este

Um dia após demitir todo o quadro da Polícia Militar de Trânsito (PMT), o prefeito de Ciudad del Este, Miguel Prieto Vallejos, voltou a surpreender nesta sexta-feira (20). Logo pela manhã, ele apresentou os novos quadros da corporação, formada agora por 74 agentes treinados profissionalmente pela Guarda Municipal de Foz do Iguaçu e instituições nos últimos dois meses. Eles assumem com o “grande desafio” de recuperar a credibilidade da instituição, informa Ronildo Pimentel, no GDia.

Na quinta-feira (19), Miguel Prieto comunicou o desligamento de aproximadamente 60 agentes da PMT por “falta de confiança” deles com a população do município, localizado na fronteira do Paraguai com o Brasil, na região de Foz do Iguaçu. A maioria dos demitidos, ainda segundo o prefeito, entrou nas gestões dos ex-prefeitos Javier Zacarias Irún e sua esposa, Sandra McLeod de Zacarías. Contra eles, haviam provas e denúncias de corrupção.

Os novos policiais municipais foram “capacitados totalmente” em teorias e práticas referentes a sua função, informa a assessoria da prefeitura. A capacitação ocorreu na Reserva Activa Naval del Este. Os jovens, de acordo com a nota, passaram por “um duro processo” de treinamento.

“Operadores políticos”
Na apresentação dos novos policiais, Miguel Prieto disse que pretende, com a mudança “que realmente trabalhem naquilo que os compete e deixem de serem operadores políticos”, informou Wilson Ferreira, no Última Hora. O prefeito confirmou que há meses os jovens estavam sendo treinados pelos guardas municipais de Foz do Iguaçu.

Ao todo, segundo o prefeito, foram desligados 40 agentes, outros 11 foram comissionados na Divisão de Ordem e Segurança do Município e 10 estão disponíveis para os Recursos Humanos. “Queremos que seja um orgulho prazer parte da PMT, queremos eliminar todo tipo de atos de corrupção e limpar sua imagem”, disse Miguel Prieto.

Capacitação
O programa de formação contou com módulos incluindo aulas de psicologia laboral, primeiros socorros com a Cruz Vermelha Paraguaia e aspectos jurídicos (Regulamentação Nacional de Trânsito e Segurança nas Vias – Lei Federal 5016/2014).

Também práticas com simulações de “ordenamento de trânsito”, relações humanas e públicas e regulamentações de trânsito com a Patrulha Caminera. Representantes da Senatur de Alto Paraná ministraram práticas para uso e operação de rádios, orientação nutricional e outros.

A reorganização com os novos policiais, de acordo com a Prefeitura, tem como meta garantir uma resposta rápida ao caos veicular nas ruas de Ciudad del Este, ainda no combate a corrupção e garantir melhores condições as população local e turistas em relação ao trânsito. Os novos policias vão atuar de uniformes renovados a partir desta sexta-feira.

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Governo Bolsonaro revê acordo sobre free shops e abre crise no Mercosul

Países vizinhos se queixam de medida que ampliou produtos vendidos em lojas francas brasileiras

O governo Bolsonaro revisou um acordo do Mercosul sobre a instalação de lojas francas (free shops) terrestres no Brasil e abriu uma crise com os demais parceiros do bloco econômico.

Adianta o jornalista Ricardo Della Coletta, na Folha de S.Paulo, que em reunião do Grupo Mercado Comum (órgão executivo do Mercosul) em Brasília na semana passada, as delegações de Argentina, Paraguai e Uruguai se queixaram da adoção, pela Receita, de uma instrução normativa que ampliou significativamente o número de produtos que podem ser comercializados em lojas francas nas fronteiras do Brasil com esses três países.

A lista é bastante mais extensa do que a de um acordo de dezembro de 2018. Dessa forma, as delegações dos demais estados-membros reclamaram ao Brasil que ela coloca em risco os comércios locais nas cidades fronteiriças.

A instrução da Receita permite, por exemplo, que os free shops brasileiros terrestres vendam, num regime livre de impostos, produtos de cesta básica, eletrodomésticos de grande porte, armas, maquinário agrícola, materiais de construção e pneus.

Segundo os demais países, isso deixa as lojas do lado brasileiro em vantagem em relação às lojas estrangeiras, que em alguns casos ficam a poucos metros de distância.

O desconforto foi tamanho que os sócios do Brasil no Mercosul fizeram questão que a “preocupação” constasse na ata do encontro do Grupo Mercado Comum, segundo texto obtido pela Folha.

Segundo participantes, os free shops foram o principal ponto de tensão na reunião.

Antes proibida, a instalação de lojas francas em fronteiras terrestres do Brasil foi possibilitada com uma lei de 2012. Após a regulamentação, as primeiras unidades começaram a ser abertas neste ano.

O principal estado interessado é o Rio Grande do Sul, onde já há free shops terrestres funcionando em três cidades.

As regras determinam que os free shops de fronteira só podem ser abertos em cidades-gêmeas —as que fazem limite com municípios de um país vizinho. Há no Brasil 33 cidades-gêmeas, 11 delas no RS.

Também existem regras sobre quanto cada pessoa pode comprar: há um limite de US$ 300 em mercadorias, num prazo de 30 dias.

A criação de lojas francas em fronteiras sempre teve resistência na área técnica da Receita, que aponta problemas como a perda de arrecadação. Mas defensores desse mercado encontraram forte respaldo no governo Bolsonaro.

No Planalto, o principal impulso veio do ministro Onyx Lorenzoni (DEM). Ele promoveu reuniões na Casa Civil sobre o tema e patrocinou um encontro entre parlamentares que defendem a pauta e líderes empresariais com o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), em fevereiro.

No RS, a agenda é tocada pelo deputado estadual Frederico Antunes (PP).

O parlamentar refuta as críticas e diz que instrução da Receita de agosto teve por objetivo colocar o Brasil em igualdade com os demais membros do Mercosul. Segundo ele, essas nações já podem comercializar diversos itens nos seus free shops terrestres e o Brasil vinha sofrendo prejuízos.

“Não podemos voltar a ter assimetria. Alguns países iriam ficar vendendo esses produtos e não poderíamos fazer o mesmo”, afirma.

O argumento é rebatido pelos outros sócios do Mercosul.

Interlocutores no governo do Uruguai disserem à Folha que, embora o país tenha lojas francas de fronteira com o Brasil desde a década de 80, esses estabelecimentos comercializam só bebidas, perfumes, roupas e produtos de luxo, em regime similar ao aplicado nas lojas de aeroporto.

Com cidades brasileiras vendendo pneus e itens de cesta básica livre de impostos, o Uruguai teme até que alguns produtos terminem em Montevidéu, a 300 km da fronteira.

A Argentina tem situação semelhante, mas menos intensa. Hoje, as lojas francas terrestres funcionam apenas em uma cidade, Puerto Iguazú (Duty Free, foto acima), gêmea de Foz do Iguaçu.

O governo brasileiro refuta as queixas e diz que a instrução normativa retoma regra criada em março de 2018.

Segundo o governo Bolsonaro, a revisão foi necessária porque apenas o Uruguai até o momento ratificou internamente a resolução do bloco comercial. Sem a retomada de uma lista ampla, afirmam, o Brasil teria prejuízos.

“Como a resolução ainda não foi implementada pela totalidade dos países-membros do bloco, o Brasil optou por permitir a oferta de produtos para eliminar a desvantagem concorrencial das lojas brasileiras perante as dos países vizinhos”, afirma a Receita.

O Itamaraty usou argumento semelhante: “Apenas o Uruguai internalizou a resolução do Mercosul até o momento e, consequentemente, a referida norma não se encontra em vigor. O governo brasileiro tem a obrigação de internalizar a resolução ou, alternativamente, deve propor a sua revogação aos sócios do Mercosul”.

O Ministério das Relações Exteriores, porém, não adiantou qual posição o país deve tomar em relação ao tema.

Os quatro membros do Mercosul têm regras diferentes para ratificar internamente a resolução do bloco econômico.

A Argentina possui o processo mais complicado, que demanda aprovação do Congresso. Com o país no meio de um processo eleitoral, a avaliação é que o trâmite levará tempo.

Procurado, Onyx Lorenzoni não se manifestou.

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Foz do Iguaçu recebe, a partir de sábado (21), três congressos sobre ISTs

Foz do Iguaçu vai receber, de 21 a 25 de setembro (sábado a quarta-feira), três congressos simultâneos sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e HIV.

A agenda inclui o XII Congresso da Sociedade Brasileira de DST, o VIII Congresso Brasileiro de Aids e o III Congresso Latino Americano IST/HIV/Aids.

Segundo o comitê organizador do evento, a proposta é oferecer uma programação que vá além da experiência científica.

Por isso, o encontro contará com algumas ações inovadoras como o Cine Clube Saúde seguido de debate, além de palestras e rodas de conversa que acontecerão em espaços públicos de comunidades locais da região.

Já a programação internacional contará com convidados dos países Argentina, Paraguai, Suécia, Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.

Leia a íntegra da matéria na Agência Aids

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VÍDEO: Grande quantidade de mercadorias são apreendidas na fronteira do Brasil com o Paraguai

Nesta quarta-feira (18), no âmbito da Operação Fronteira Integrada, ação conjunta entre a Receita Federal, BPFron e Força Nacional resultou na apreensão de dois veículos com fundo falso e mercadorias importadas do Paraguai.

A primeira ação ocorreu por volta das 17h, quando as equipes encontraram 22 celulares e artigos de informática em uma van paraguaia, ocupada pela motorista e uma passageira. As mercadorias estavam em sacolas e também nas jaquetas. As mercadorias, avaliadas em R$ 20 mil, foram retidas. O veículo foi liberado.

A segunda ação ocorreu por volta das 18h, quando uma van paraguaia foi abordada quando entrava no Brasil. Durante a vistoria, as equipes encontraram roteadores e artigos de informática alocados em fundo falso no painel e assoalho do veículo. O carro e as mercadorias foram apreendidos. Estima-se que as mercadorias cheguem a R$ 80 mil.

Por fim, às 19h, as equipes abordaram um veículo brasileiro que voltava para o Brasil. Em fundo falso no painel do veículo, os agentes encontraram câmeras fotográficas. As mercadorias, avaliadas em R$ 16 mil, e o veículo foram apreendidos.

Todos os passageiros foram liberados, porém serão enviadas ao Ministério Público representações fiscais para fins penais para apuração dos ilícitos.

A Receita Federal disponibiliza um telefone de contato para denúncias, de forma anônima, por meio do número (45) 9 9152-2036.

A Operação Fronteira Integrada está inserida no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), instituído pelo Decreto nº 8.903/2016, tem como diretrizes a atuação integrada e coordenada dos órgãos de segurança e de fiscalização atuantes nas fronteiras, e como foco, o fortalecimento da prevenção, do controle, da fiscalização e da repressão aos delitos transfronteiriços, como contrabando, descaminho, tráfico de drogas, armas e medicamentos, entre outros. Participam da Operação a Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar do Paraná – BPFRON, Força Nacional de Segurança Pública– FNSP e Foztrans – Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu.

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Itaipu Iluminada terá edição especial em alusão a Semana Farroupilha

Evento conta com apoio do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu. Invernadas Juvenil e Adulta se apresentarão com danças típicas ao som de acordeon

Com a chegada da Semana Farroupilha, período em que são feitas homenagens às tradições gaúchas, o Complexo Turístico Itaipu (CTI) organizou uma operação especial para sexta-feira (20) e sábado (21). Durante o passeio Itaipu Iluminada, será feito um espetáculo de dança tradicional gaúcha das invernadas Juvenil e Adulta, do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu.

A apresentação acontecerá no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da Itaipu e também no Mirante Central, onde acontece a Itaipu Iluminada. Além disso, o acordeonista Tiago Rossato, fará uma apresentação especial com um repertório todo gaúcho. Os turistas serão recepcionados com chimarrão e a equipe do CTI estará toda pilchada, ou seja, vestida com as famosas bombachas.

A ação foi idealizada a partir de um levantamento histórico que identificou que, durante o período da Semana Farroupilha, a média de visitantes oriundos do Rio Grande do Sul aumenta em 66% ao dia. Por isso, a proposta é impulsionar ainda mais as vendas dos passeios em Itaipu para o público, além de agregar elementos da cultura gaúcha como ferramenta de hospitalidade, criando experiências turísticas que tocam os sentidos dos visitantes.

A programação tem início às 18h, com a recepção no CRV, música e chimarrão. As apresentações de dança do CTG estão previstas para 18h30 e a saída dos ônibus para o passeio da Itaipu Iluminada será às 19h30. Já às 19h50, terá show com Tiago Rossato e banda, seguido do acendimento das luzes da usina e show pirotécnico. Às 20h40 haverá passagem dos ônibus pela usina iluminada, com chegada prevista no CRV às 21h.

Promoção

Para o passeio da Itaipu Iluminada da Semana Farroupilha os ingressos custarão R$45, para todos os turistas e podem ser adquiridos na hora ou antecipados pelo site: (www.turismoitaipu.com.br

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Prefeito de Ciudad del Este demite todos os agentes da Polícia Municipal de Trânsito

O prefeito de Ciudad del Este Miguel Prieto desvinculou todos os agentes da Polícia Municipal de Trânsito (PMT) por “falta de confiança”.

Adianta o Portal Paraguay que o desligamento foi notificado nesta manhã e cerca de 60 agentes de Trânsito queimaram pneus no acesso à sede da PMT em protesto.

O diretor do PMT, Albert Espínoza, explicou que o prefeito Prieto tomou a decisão porque os agentes não “recuperaram a confiança” diante dos cidadãos.

Ele lembrou que grande parte dos homens uniformizados entrou na era das Zacarias e que eles teriam participado de esquemas de corrupção em administrações anteriores.

Espínoza disse que um processo começará a incorporar novos agentes. A sindicalista municipal Castorina Molinas, também conhecida como “Katy”, questionou a decisão do prefeito e disse que os agentes foram demitidos sem justa causa.

Por seu turno, o advogado Raúl Maizares, representante dos agentes, anunciou que solicitará uma medida cautelar para a substituição imediata de agentes com estabilidade no emprego; também, relatar o caso na justiça.

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Escola Nacional de Turismo vai priorizar a inovação e tendências

Pioneiro no país, projeto de ensino, formação profissional e tecnologias foi debatido pelo Conselho Municipal de Turismo

A cidade de Foz do Iguaçu deverá sediar a Escola Nacional de Turismo, projeto pioneiro no Brasil de formação profissional, inovação, tecnologia e de pesquisa e extensão universitárias. A proposta foi apresentada à plenária do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) nessa terça-feira, 17.

A previsão é que a escola funcione no campus iguaçuense da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O projeto – intermediado junto ao governo federal pelo deputado Vermelho (PSD/PR) – é debatido pelos ministérios do Turismo e da Educação, Governo do Paraná, Prefeitura de Foz e a universidade.

De acordo com o presidente do Comtur, Carlos Silva, a escolha de Foz do Iguaçu para sediar a Escola Nacional de Turismo mostra a pujança do segmento turístico no município. “Esse pioneirismo demonstra que nossa cidade é um dos grandes destinos e referência em turismo no Brasil”, apontou.

Formação da teoria à prática

No Comtur, a apresentação da Escola Nacional de Turismo foi realizada pela assessora de projetos da Unioeste/Foz, Luciana Fabriz, e pela coordenadora do curso de Turismo, Aurelinda Barreto Lopes. Elas ressaltaram que o projeto pedagógico está sendo elaborado pelas instituições envolvidas.

Segundo Luciana, a escola será destinada à formação técnica em turismo, hotelaria, gastronomia e áreas afins. O projeto abrange hotel-escola, agências experimentais de turismo e eventos para o desenvolvimento de conteúdos teóricos e práticos.

“A escola propõe formação e infraestrutura diferenciadas, aliando formação teórica e prática dos profissionais”, destacou Luciana. “A estrutura também permitirá o desenvolvimento de ações e projetos voltados para o ensino, pesquisa e extensão universitários”, frisou.

Tendências e inovações

Inovação, sustentabilidade e tecnologias são conceitos centrais da Escola Nacional de Turismo, afirmou Aurelinda Barreto Lopes. Conforme a professora, o modelo é baseado em uma instituição de referência que fica em Portugal e deverá compartilhar tendências com o trade turístico.

“A escola não vai concorrer com o trabalho de outras instituições. O delineamento que estamos dando permitirá o desenvolvimento de tecnologias e inovações que beneficiarão todo o segmento turístico”, explicou. “O projeto poderá ser replicado em todo o Brasil”, concluiu.

Fortalecimento institucional

A reunião do Comtur contou com a presença da presidente da Comissão de Turismo da Câmara Municipal, vereadora Nanci Rafagnin Andreola (PDT), e do membro dessa comissão, vereador Jeferson Brayner (Republicanos). O objetivo é fortalecer a relação institucional entre o conselho e o Legislativo.

“Estamos à disposição do Comtur para discutir e apresentar projetos a favor do nosso turismo”, sublinhou Nanci. O vereador Jeferson destacou a força do setor para o desenvolvimento do município. “Contem conosco para fortalecer o que Foz tem de melhor, que é o turismo”, ressaltou.

Outras pautas

Previstas para serem abordadas na reunião dessa terça-feira, as pautas relacionadas a obras e melhorias que estão em execução no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas, assim como os novos voos que começaram a operar no terminal, foram transferidas para outra sessão do Comtur.

Foto: Marcos Labanca

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VÍDEO: Táxi paraguaio é apreendido na Ponte Internacional da Amizade

Nesta quarta-feira (18), na Aduana da Ponte Internacional da Amizade, no âmbito da Operação Fronteira Integrada em ação conjunta entre a Receita Federal e BPFron resultou na apreensão de eletrônicos em fundo falso.

A ação ocorreu por volta da 13h, quando os servidores abordaram um táxi paraguaio ocupado pelo condutor e um passageiro.

Durante a vistoria, foram encontradas mercadorias escondidas em fundo falso no painel central, sendo em sua maioria lentes para câmeras fotográficas entre outros eletrônicos.

O veículo e as mercadorias foram apreendidos pela Receita Federal. O motorista e o passageiro foram liberados, porém serão enviadas Representações Fiscais para fins penais ao Ministério Público para apuração dos ilícitos. Estima-se que as mercadorias cheguem a R$ 20 mil.

A Receita Federal disponibiliza um telefone de contato para denúncias, de forma anônima, por meio do número (45) 9 9152-2036.

A Operação Fronteira Integrada está inserida no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), instituído pelo Decreto nº 8.903/2016, tem como diretrizes a atuação integrada e coordenada dos órgãos de segurança e de fiscalização atuantes nas fronteiras, e como foco, o fortalecimento da prevenção, do controle, da fiscalização e da repressão aos delitos transfronteiriços, como contrabando, descaminho, tráfico de drogas, armas e medicamentos, entre outros. Participam da Operação a Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar do Paraná – BPFRON, Força Nacional de Segurança Pública– FNSP e Foztrans – Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu.

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Hub de verdade: Itaipu investe na ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Foz do Iguaçu

Iniciativa inclui Infraero e governo do Paraná. Itaipu já investe no projeto de duplicação do acesso e da ampliação do pátio de cargas do aeroporto

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva Luna, se comprometeu a repassar ainda este ano a primeira parte do desembolso previsto para a obra de ampliação da Pista de Pouso e Decolagem (PPD) do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O custo global é de R$ 70 milhões, dos quais R$ 55 milhões serão investidos pela binacional.

Essa ampliação permitirá que o aeroporto de Foz do Iguaçu se torne, de fato, um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino teria, assim, todas as condições para se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.

O apoio às obras do aeroporto foi dado pelo diretor-geral de Itaipu ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, durante uma reunião em Foz do Iguaçu, na noite desta terça-feira (17), da qual participaram, também, o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da binacional, general Luiz Felipe Carbonell, e o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin.

O anúncio oficial da parceria deve ocorrer em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na semana que vem, com a presença também de representantes da Infraero.

Mais um grande legado
Hoje, já está em vigência um convênio para a duplicação da pista de acesso ao aeroporto e de ampliação do pátio de cargas de aeronaves. Já a ampliação da Pista de Pouso e Decolagem precisa ser oficializada por meio de outro convênio, do qual Itaipu já mostrou interesse em participar.

Segundo o general Silva e Luna, com a ampliação do aeroporto, que hoje tem entre seus “gaps” a falta de infraestrutura para o fluxo de chegada e saída de grandes aeronaves, essa obra será uma das mais importantes para Foz do Iguaçu, pois vai garantir uma reconfiguração do perfil turístico de todo o Destino Iguaçu, que inclui os municípios vizinhos da Argentina e Paraguai.

“É uma obra de importância similar à da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, financiada por Itaipu, porque vai atrair mais turistas estrangeiros e movimentar toda a economia da região”, afirmou Silva e Luna. Ele lembrou que o apoio de Itaipu a obras que deixem legado para a população segue as diretrizes do governo Bolsonaro.

Reflexos
O general Luiz Felipe Carbonell, cuja diretoria ficará diretamente ligada às obras no aeroporto, lembrou que a ampliação do terminal trará grandes reflexos para Foz do Iguaçu.

O principal deles é que a cidade terá total independência de outros aeroportos brasileiros, como os do Rio e de São Paulo, no fluxo de chegada e saída de voos internacionais, evitando que os viajantes precisem fazer conexões para chegar à cidade e à fronteira. “É um ganho imensurável para Foz do Iguaçu e região, além de todo o Paraná”, disse.

Nesta semana, a Infraero entregou o plano de trabalho com o cronograma previsto para a obra. Agora, é preciso oficializar o convênio e, depois disso, lançar o edital.

Adequação
De acordo com estudos, a adequação do aeroporto de Foz permitirá que o terminal receba aeronaves de grande porte, fazendo com o destino se a assemelhe em termos de competividade, por exemplo, com a Cidade do Panamá, hoje um dos mais importantes hubs globais da América Latina.

No aeroporto de Foz, o maior gap está na decolagem, porque a pista atual é insuficiente para que grandes aviões possam levantar voo. Com a pista ampliada e a modernização do terminal, o problema seria resolvido, o que garantiria ainda a continuidade do aumento do número de passageiros, acima dos limites de prospecção do Brasil e da América do Sul, na ordem de 10%. O índice é maior que a média nacional e internacional, que é de aproximadamente 4%.

Novos empregos
O “novo aeroporto” viabilizaria os atuais e novos empreendimentos da indústria do turismo na macrorregião da fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina, gerando e mantendo empregos nas mais diversas áreas.

Outra vantagem é que a maior conectividade traria redução dos custos de transporte (importação/exportação), o que fomentaria os negócios das empresas da região Oeste do Paraná e da tríplice fronteira. Uma das conexões possíveis, com Miami, nos Estados Unidos, permitiria a retomada do mercado de cargas destinadas ao Paraguai e à Argentina, com maior valor agregado, gerando também significativa receita ao operador do aeroporto.

Outro aspecto importante, ainda, é a valorização do ativo: a obra de ampliação da pista de pouso e decolagem irá elevar de forma exponencial os valores a serem ofertados na realização do leilão de concessão do aeroporto, previsto para 2020, trazendo maior retorno ao governo federal.

Fotos: Luiz Nakasoni, Kiko Sierich e Agência Estadual de Notícias