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Longa espera. Fiscalização paraguaia trava fluxo de caminhões e sindicato de Foz do Iguaçu e região teme greve

A fiscalização imposta pela Marinha paraguaia aos caminhões que retornam ao Brasil com o objetivo de coibir crimes como tráfico de pessoas, drogas e armas tem feito caminhoneiros brasileiros ficarem até oito dias do outro lado da fronteira até serem liberados para retornar ao Brasil.

O pente-fino acontece logo após a aduana do lado paraguaio da Ponte da Amizade, destaca O Paraná.

O Sindifoz (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Foz do Iguaçu e região) acompanha a situação e tenta, por meio de diálogo com o país vizinho, amenizar o problema.

“(…) o maior rigor é na hora em que eles saem do país vizinho e voltam para o Brasil. Isso causa um transtorno aos caminhoneiros que, em alguns casos, ficaram oito dias retidos”, explica o presidente Celso Antonio Gallegario.

O Sindifoz e outras entidades do setor tentam uma negociação com o Codena e o Ministério dos Transportes Paraguaio para mudar a situação, pois temem uma greve da categoria.

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Cerimônia online marcará o aniversário de 106 anos de Foz do Iguaçu

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, uma cerimônia de hasteamento da bandeira substituirá o tradicional desfile cívico militar em comemoração ao aniversário de Foz do Iguaçu, no dia 10 de junho. A solenidade acontecerá a partir das 9 horas e será transmitida pela página da prefeitura no Facebook.

O prefeito Chico Brasileiro, o vice-prefeito Nilton Bobato e algumas autoridades dos poderes legislativo, executivo e judiciário participarão do ato, alem do comando do Exército, Marinha e Aeronautica e líderes religiosos.

Essa será a primeira vez na história que o município não terá o desfile cívico, mas a cerimônia está sendo planejada com muito cuidado e dedicação. “Teremos uma bandeira nova de Foz do Iguaçu, confeccionada especialmente para esse dia e seu hasteamento, como de praxe, será acompanhado pela banda do 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado”, adiantou André Guedes, diretor de Cerimonial e Relações Públicas.

Além do hasteamento oficial da bandeira, o prefeito Chico Brasileiro fará um pronunciamento sobre o atual cenário vivido em Foz do Iguaçu, as medidas de enfrentamento ao coronavírus e a retomada das atividades turísticas. Foz foi uma das primeiras cidades do Paraná a adotar medidas preventivas e reforçar a estrutura de atendimento para pacientes com a Covid-19. 

O município capacitou equipes, ampliou a oferta de testes, implantou a telemedicina e conquistou a habilitação do Laboratório Municipal. Hoje Foz do Iguaçu é o município com o melhor número de testes per capita no Paraná. Todas essas ações possibilitaram a retomada gradativa do comércio, da rede hoteleira e a partir 10 de junho, dos atrativos turísticos. 

Live solidária

Os 106 anos do município também será marcado pela retomada das atividades no turismo. Para selar este importante momento Programa Acelera Foz, que conta com o apoio da prefeitura, está programando uma LIVE com o cantor Gabriel Smaniotto, no Mirante Central da Itaipu. O horário ainda será divulgado.

A live é filantrópica e será a primeira ação de turismo do Acelera Foz, programa de retomada da economia da cidade, com impacto direto em toda a região do Oeste do  Paraná  e  da  fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Durante a live, serão arrecadadas doações para os profissionais do setor de turismo que perderam seus empregos ou renda por causa da pandemia e hoje não têm  como  sustentar  suas  famílias.  Ao longo  da apresentação, todos os atrativos serão exibidos, numa uma ação conjunta de todo o Destino Iguaçu.

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Epidemiologista diz que Ciudad del Este no Paraguai pode ser uma nova Wuhan

O diretor geral de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde do Paraguai, Guillermo Sequera, advertiu que o governo não deve baixar a guarda porque o pior da pandemia do novo coronavírus ainda não passou.

Ele argumentou que, com a chegada do frio, os riscos aumentam porque o vírus se torna mais resistente. Sequera manifestou sua preocupação com Ciudad del Este durante entrevista na rádio 730 AM.

“Estamos entrando em uma etapa mais perigosa, a tormenta ainda não passou. Não sabemos o que vai acontecer nos meses de junho e julho quando o frio aumentar. A gripe normal associada à covid-19 pode nos golpear muito forte”, destacou o epidemiologista.

“Precisamos fazer uma vigilância muito grande em Ciudad del Este e outros municípios fronteiriços porque se o controle não for eficiente, corremos o risco de uma grande contaminação. A população precisa colaborar e entender o perigo. Não será a polícia nem o Ministério Público que vai segurar a pandemia. Ciudad del Este poderá se tornar uma Wuhan se as medidas duras não forem tomadas”, acrescentou Sequera.

O epidemiologista pediu para a população fazer o teste se surgirem os sintomas do novo coronavírus e lembrou o ocorrido no Chile, que flexibilizou as medidas de prevenção e a situação ficou fora de controle em apenas dez dias.

Por GDia

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Primeiro pilar da ponte da integração Brasil-Paraguai começa a tomar forma

Serão quatro pilares de 56 metros de altura cada, que darão sustentação aos cabos da estrutura unindo Foz do Iguaçu e Presidente Franco

Já começou a tomar forma o primeiro dos quatro pilares que darão suporte aos cabos de sustentação da ponte da integração Brasil-Paraguai, próximo ao Marco das Três Fronteiras. A estrutura, a segunda na região de Foz do Iguaçu unindo os dois países, é financiada exclusivamente com recursos da Itaipu Binacional. Projeto inclui ainda a construção de uma perimetral unindo a aduana a BR-277.

A obra de construção continua a todo vapor, destacou nesta quinta-feira (28) o portal do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT). As equipes trabalham no deslizamento do pilar de 56 metros de altura no lado do brasileiro da estrutura. “O empreendimento está dentro do cronograma planejado e o próximo passo é a conclusão de um dos pilares e dos blocos da ponte”, reforça o órgão.

O DNIT é responsável por supervisionar a obra, além de ter competência técnica para aprovar os projetos, sob responsabilidade do Governo do Estado. O investimento, com recursos da Itaipu Binacional, será de aproximadamente R$ 463 milhões, considerando obras da estrutura, desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro.
Mais dois anos

A previsão é que a construção termine no prazo de 36 meses (daqui a dois anos). O DNIT lembra que a estrutura está sendo construída no rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, na região do bairro Porto Meira, e Presidente Franco, cidade paraguaia vizinha a Ciudad del Este, onde está localizada a Ponte Internacional da Amizade.

A segunda ponte entre os dois países será mais um estímulo ao desenvolvimento regional, facilitando a logística de cargas e melhorando o trânsito no centro de Foz do Iguaçu e na Ponte da Amizade.

Apoio da Itaipu

A Itaipu financiará totalmente a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, ao custo de R$ 323 milhões, e também da Perimetral Leste, que vai exigir mais R$ 140 milhões. A estrutura terá 760 metros de comprimento e será do tipo estaiada, com vão-livre de 470 metros, que é um de seus diferenciais estéticos. 

A ligação estaiada com o maior vão-livre do mundo é a que liga o continente russo à ilha Russky. Ela tem 3.100 metros de extensão e vão-livre de 1.104 metros. Embora menor, a ponte sobre o Rio Paraná também será impactante e se tornará o novo cartão postal da fronteira.

Ronildo Pimentel
Por GDia

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Primeira loja franca em shopping center do Brasil será no Cataratas JL em Foz do Iguaçu

Free Liberty começará a operar a partir da primeira quinzena de novembro em Foz do Iguaçu.

Um novo negócio para uma região turística como Foz do Iguaçu, é a certeza da geração de novos postos de trabalho para os Iguaçuenses, além de um atrativo a mais para turistas e também moradores. Para enriquecer o mix do empreendimento, o Cataratas JL Shopping anuncia uma nova operação. Este ano, inaugurará uma unidade de loja franca, sendo a primeira a operar em shopping center no Brasil.

O contrato entre o mall e o grupo de investidores foi chancelado na última semana. “Mesmo diante do cenário econômico, o shopping continua sendo um local que busca atender a necessidade do consumidor, nos bons e nos maus momentos. A chegada do Duty Free Liberty vai gerar um conforto e facilidade maior para o nosso cliente”, ressalta o superintendente do Cataratas JL Shopping, Lindenor Cavalheiro.

O free shop oferecerá diversos produtos de marcas mundialmente famosas e reconhecidas. Entre perfumes, bebidas, roupas, calçados, brinquedos, chocolates, eletrônicos e muitos mais. No setor de perfumaria, a loja franca trará marcas como; Dior, Lancôme, Hugo Boss, Paco Rabanne, Carolina Herrera e Calvin Klein. Outro mix bastante procurado, as bebidas; Johnnie Walker, Absolut, Tanqueray, Bombai, Vinhos argentinos, chilenos, uruguaios, portugueses, franceses e italianos terão lugar de destaque.

No setor de vestuário, o consumidor encontrará marcas como; Columbia, Lacoste, Tommy Hilfiger, New Balance e também chocolates suíços, além de eletrônicos da Xiaomi, JBL, Samsung e uma infinidade de outros produtos. “São todos de alta qualidade, de procedência e originais”, adianta o Executivo de Negócios do Grupo Liberty, Cleofas Diedrich Moser.

A cota do Duty Free Liberty, assim como todas as outras lojas francas de fronteira terrestre do Brasil, é de U$ 300,00 dólares por CPF mensalmente. A novidade é que as compras poderão ser parceladas em até 6 vezes no cartão de crédito internacional. “Os preços serão competitivos com os valores do Paraguai e Argentina. O local também será atrativo para moradores e turistas, que desejam, por exemplo, adquirir um produto de alta qualidade. Não será mais necessário atravessar a fronteira, teremos esta facilidade aqui”, diz Lindenor.

Inicialmente com 600m2, o Duty Free Liberty será instalado no 2o piso do Cataratas JL Shopping. As obras da nova loja começam nas próximas semanas e o local deve ser inaugurado na primeira quinzena de novembro deste ano.

“Foz do Iguaçu, por si só, é um polo turístico consolidado. E as lojas francas vem ao encontro deste desenvolvimento turístico regional. Por isso, o Grupo Liberty está apostando no destino. Escolhemos o Cataratas JL Shopping pela infraestrutura que o local oferece e localização. Ter uma loja dentro do shopping center, traz conforto, acessibilidade e segurança aos nossos clientes”, explica Moser.

“O Cataratas JL Shopping é um local de oportunidades para as pessoas que querem investir em Foz do Iguaçu. Mesmo com o cenário atual, o Grupo está acreditando na cidade e em nosso empreendimento para investir. E nós estamos oferecendo condições para que ele consiga aproveitar as oportunidades que o mercado oferece”, finaliza Lindenor.

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Operação de Itaipu para ajudar na navegação dos países vizinhos termina nesta sexta-feira (29)

Medida foi essencial para garantir escoamento da safra da Argentina e do Paraguai

A usina de Itaipu termina nesta sexta-feira (29) a operação de aumento na defluência que, devido à baixa demanda atual do Brasil e do Paraguai, resultou na abertura intermitente do vertedouro para ajudar o Paraguai e a Argentina a escoar a safra de grãos por suas hidrovias. Graças a uma precisão “milimétrica”, a área técnica está cumprindo a meta de enviar 8.500 m³/s para elevar o nível do Rio Paraná, a jusante da barragem, otimizando água e energia, com o menor desperdício possível de matéria-prima.

Depois de um dia fechado nesta quarta-feira (27), o primeiro desde o início da operação, em 18 de maio, o vertedouro de Itaipu voltou a abrir nesta quinta-feira (28).

Foto: Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional

O vertimento iniciado às 3h30 com liberação de 915 metros cúbicos de água por segundo iria ocorrer até as 15h30, mas foi antecipado para as 8h.

Os países vizinhos afetados pela estiagem histórica vinham negociando uma saída para escoar suas safras. Com a ajuda do Brasil, 150 de barcaças paraguaias carregadas de soja, retidas pela estiagem do Rio Paraná, já estão a caminho de portos argentinos e uruguaios. A última leva, de 86 barcaças, saiu na quarta-feira (27). Com isso, Itaipu cumpre o acordo com o Paraguai e a Argentina, liberando água suficiente para garantir a navegabilidade na hidrovia que transporta a safra de grãos.

Ao longo da operação, foi negociada com o Operador Nacional do Sistema (ONS) uma maior produção de energia, reduzindo, assim, a quantidade de água que seria escoada pelo vertedouro. Com isso, o vertimento foi 13% inferior ao planejado. Com as chuvas recentes e o consequente aumento da vazão do Rio Iguaçu, até o final da Operação Especial, a redução do vertimento pode ser ainda maior. As chuvas acima também contribuíram para o resultado, além do trabalho preciso da técnica.

O superintendente de Operação, José Benedito Mota Júnior enfatiza que o “sucesso da operação se deve principalmente à sinergia entre as diferentes áreas da operação associada à alta disponibilidade das unidades geradoras mantidas pela equipe de manutenção”.

Fotos: Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional

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Paraguai deve reabrir a Ponte da Amizade, na fronteira com o Brasil, somente no final do ano

Um grupo de grandes empresários e lideranças de Ciudad del Este voltou de Assunção de cabeça baixa depois de uma audiência com o presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, o Marito.

Eram cerca de 30 empresários, donos de shoppings e grandes lojas que representam boa parte do PIB da segunda maior cidade do Paraguai. Na ante-sala do gabinete presidencial, a assessora de Marito comentou: “o presidente irá recebe-los por educação, mas ele disse que não reabrirá a ponte”.

Durante a audiência com Marito, os empresários argumentaram que a economia da cidade estava entrando em colapso, com lojas falindo e demitindo milhares de empregados, isso sem contar os empregos informais, que somam mais de 40 mil.

Apesar dos argumentos convincentes, o presidente paraguaio foi irredutível. “Não cogitamos reabrir a ponte neste momento. Apesar de sua importância, Ciudad del Este é Paraguai e eu não posso colocar em risco a saúde da população de todo o nosso país”, sentenciou Marito. 

O presidente paraguaio ainda teria dito que seu país tem a pandemia sob controle por ter adotado medidas enérgicas no tempo certo e que um grande número de paraguaios voltou do exterior contaminado pela Covid-19. 

GDia conversou com alguns participantes da reunião e ficou sabendo que o presidente paraguaio teme que a entrada em massa de brasileiros, possa levar seu país a uma crise semelhante as registradas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “Todos sabem que o frágil sistema de saúde do país vizinho entrará em colapso se grande número de pessoas for infectada”, disse nossa fonte. 

Assessores do presidente teriam comentado que lá pelo mês de dezembro o governo paraguaio fará um estudo para ver se existe possibilidade de reabrir a fronteira. “Mas as autoridades da saúde acreditam que a reabertura somente ocorrerá em março do próximo ano”, acrescentou. 

Para uma das fontes ouvidas pelo GDIA, o presidente Marito acredita que sai bem mais barato ajudar a população com mantimentos do que mobilizar as reservas com hospitais de campanha, porque até eles ficarem prontos, corre-se o risco de dizimar parte da população.

 Bolsonaro

Nesta quarta (27) o presidente Jair Bolsonaro disse aos jornalistas que fazem a cobertura no Palácio do Planalto, que o Brasil está pronto para abrir as fronteiras, que o Paraguai é um país amigo, com que o Brasil está construindo mais duas pontes. Ao que tudo indica, nenhum argumento será suficiente para sensibilizar o presidente paraguaio.

Demissões em massa já começaram em CDE

O dono de um grande shopping que participou da reunião, voltou de Assunção desolado. Seu estabelecimento possui centenas de funcionários. No dia seguinte à reunião, ele estava preparando a demissões
Se isso ocorrer com outros shoppings e grandes lojas de Ciudad del Este, a demissão de trabalhadores e o fechamento de lojas será o maior de toda a história do país.  

Segundo a Câmara de Comércio de Alto Paraná, existem no departamento cerca de 80 mil trabalhadores formais e 40 mil informais. Os informais já estão sem receita desde o dia 10 de março, quando o país optou pelo isolamento. 

O Paraguai não chegou a mil casos e até o momento e a taxa de óbitos é uma das menores da América do Sul. No fechamento desta matéria, às 17 horas, havia 884 contaminados e apenas 11 óbitos.

O Paraguai poderá controlar a epidemia com o fechamento das fronteiras, mas o que acontecerá com o exército de 100 mil desempregados ninguém pode adivinhar. 

Governador quer a volta dos “passeros” na ponte

O governador de Alto Paraná, Roberto Gonzalez Vaesken disse, a um grupo de pequenos comerciantes, que irá entrar em contato com o governo central para que seja determinada a flexibilização da importação de produtos hortifrútis por meio da Ponte da Amizade. 

Os comerciantes foram impedidos de fazer a travessia e estão em sérias dificuldades financeiras, assim como outros setores de Alto Paraná, principalmente Ciudad del Este. Os produtos eram comprados na Ceasa de Foz do Iguaçu. 

O presidente da associação dos chamados “passeros”, Eugenio Paredes, disse que a categoria está pronta para se adequar às medidas sanitárias adotadas em função do novo coronavírus. Pelo que o GDIA apurou, o governador voltará de Assunção decepcionado, assim como os empresários que estiveram com presidente Marito.

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Obras da segunda ponte entre Brasil e Paraguai avançam em Foz do Iguaçu

DNIT é responsável por supervisionar os trabalhos, além de ter competência técnica para aprovar os projetos

A obra de construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai continua a todo vapor, destaca nesta quinta-feira (28) o portal do DNIT.

As equipes trabalham no deslizamento do pilar de 56 metros de altura do lado do Brasil, na cidade de Foz do Iguaçu.

O empreendimento está dentro do cronograma planejado e o próximo passo é a conclusão de um dos pilares e dos blocos da ponte.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é responsável por supervisionar a obra, além de ter competência técnica para aprovar os projetos.

O investimento, com recursos da empresa Itaipu Binacional, será de aproximadamente R$ 463 milhões, considerando obras da estrutura, desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro.

A previsão é que a construção termine no prazo de 36 meses.

A estrutura está sendo construída no rio Paraná, entre Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco, cidade paraguaia vizinha a Ciudad del Este, onde está localizada a Ponte da Amizade.

A segunda ponte entre os dois países será mais um estímulo ao desenvolvimento regional, facilitando a logística de cargas e melhorando o trânsito no centro de Foz do Iguaçu e na Ponte da Amizade.

As informações são da Coordenação de Comunicação Social – DNIT

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Governo Municipal troca experiências de enfrentamento a Covid-19 com cidades de fronteira

Nesta quarta-feira (27), o vice-prefeito e secretário municipal de saúde de Foz do Iguaçu, Nilton Bobato, participou de uma videoconferência com o presidente da Organização Latino-Americana e do Caribe de Cidades Fronteiriças (OLACCIF), Héctor Cabada, o prefeito da cidade de Arica, no Chile, Gernardo Espíndola e o prefeito de Esquipulas, na Guatemala, Carlos Lapola para discutir as estratégias de combate à Covid-19.  A reunião foi organizada pela OLACCIF com apoio da Diretoria de Assuntos Internacionais, da  Secretaria Municipal de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos. 

Durante a videoconferência, Bobato apresentou um panorama das medidas de prevenção implantadas pelo município ainda no mês de janeiro, com a criação do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus e o Plantão Covid. Foz foi uma das primeiras cidades do Paraná a se preparar para o enfrentamento a doença. A cidade também realizou o maior número de testes (por número de habitantes) para diagnóstico da Covid-19 em todo o estado do Paraná. 

“Por fazer fronteira com outros dois países e haver um fluxo grande de estrangeiros do mundo todo, ainda no mês de janeiro iniciamos os trabalhos de prevenção. Adotamos várias medidas técnicas no momento certo, e hoje, somos uma das cidades com números abaixo da média nacional e com uma das melhores estruturas de saúde”, disse Bobato.

As ações de enfrentamento realizadas pelo município incluem ainda a implantação da Central Covid no Hospital Municipal, com 20 leitos de UTI e 50 de enfermaria; capacitação constante  das esquipes; ampliação da testagem entre a população e servidores da saúde; implantação da Telemedicina; habilitação do Laboratório Municipal, além da inauguração da primeira Unidade de Terapia em Doenças Infecciosas do oeste do Paraná, com 12 novos leitos que podem servir como UTI para pacientes com coronavírus. 

As escolas distribuem materiais pedagógicos para os alunos, e as famílias em situação de vulnerabilidade social são assistidas com cestas básicas, kits de higiene e máscaras. Foz também foi à primeira cidade a vacinar os idosos de casa em casa contra a gripe e uma das primeiras a exigir o uso de máscaras nas ruas e no comércio. O município suspendeu impostos, criou programas de incentivo ao microempreendedor e adotou protocolos de segurança para a retomada das atividades econômicas.

“Com todas as medidas preventivas, conseguimos controlar os casos e fazer um bom monitoramento da situação. Por conta dessas ações, conseguimos a reabertura gradual do comércio e caminhamos agora para uma reabertura monitorada dos atrativos turísticos. No entanto, precisamos reforçar os cuidados com a higiene, fazer o uso de máscara e manter o distanciamento social. Só assim conseguiremos vencer essa batalha”, disse Bobato. 

Presenças 

Também participaram da reunião o diretor de assuntos internacionais, Jihad Abu Ali e o servidor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), cedido à prefeitura, Kalito Stoeckl.

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Defluência diária da Itaipu Binacional, para elevar nível do Rio Paraná, alcança meta planejada

Abertura controlada do vertedouro e aumento da produção têm escoado mais água para melhorar a navegação do rio nos países vizinhos. Nesta quarta-feira (27), não há previsão de nova abertura.

Desde o dia 18 de maio, a usina hidrelétrica de Itaipu tem aberto o vertedouro de forma intermitente para complementar a água escoada pelas turbinas e defluir, diariamente, uma vazão média de 8.500 m³/s ao Rio Paraná, a jusante da barragem.

E, nestes primeiros oito dias de operação, o trabalho conjunto da área técnica da empresa conseguiu um feito: uma precisão quase perfeita no cumprimento da meta de defluência média diária. A

medida atende a uma demanda das chancelarias de Brasil, Paraguai e Argentina e tem o objetivo de aumentar o nível do rio para permitir a navegação nos países vizinhos.

Segundo o gerente do Departamento de Operação do Sistema de Itaipu, Rodrigo Pimenta, as áreas de Programação e Hidrologia elaboraram um estudo que indicou as necessidades de vertimento e a expectativa do deplecionamento do reservatório, balizando o planejamento da execução da Operação Especial, que deve seguir até sexta-feira (29).

Com as metas estabelecidas, a equipe montou alguns gráficos para acompanhar a execução da Operação Especial. No gráfico, é possível notar que as metas de defluência planejada e observada têm se mantidas praticamente iguais. Os pequenos desvios são inerentes ao próprio processo de execução da operação e devido a alterações eventuais na programação de produção.

Ao longo deste período, também foi negociado com o Operador Nacional do Sistema (ONS) uma maior produção de energia, reduzindo, assim, a quantidade de água que seria escoada via vertedouro. Até o momento, o vertimento observado foi 13% inferior ao planejado. Com as chuvas recentes e o consequente aumento da vazão do Rio Iguaçu, a redução do vertimento pode ser ainda maior. Nesta quarta-feira (27), por exemplo, não há previsão de abertura do vertedouro. A água que seria vertida acaba sendo armazenada no reservatório.

As chuvas da semana passada na área de influência do reservatório também ajudaram a reduzir o deplecionamento, fazendo as curvas do planejado e do observado se “descolarem”. Rodrigo Pimenta explica que as curvas partem de um ponto diferente, porque o nível do reservatório estava alguns centímetros mais alto que o previsto quando começou a operação.

“A partir das chuvas do dia 22, houve um descolamento considerável entre as curvas”, conta Pimenta. Segundo ele, em função das chuvas, até o momento, a taxa de deplecionamento do reservatório está, aproximadamente, 30% inferior ao previsto.

“É muito importante o trabalho conjunto de áreas como a Hidrologia, a Programação Energética e a Operação em Tempo Real, que fazem o melhor uso da água neste período”, resume o superintendente de Operação, José Benedito Mota Júnior. “Também é essencial a alta disponibilidade das unidades geradoras mantidas pela equipe de Manutenção para que possamos colocar as unidades em operação no melhor horário possível, otimizando o uso da água e atendendo o que nos foi requisitado”, conclui.

Fotos: Rubens Fraulini / Itaipu Binacional