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Começa fase de concretagem da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu

Já começou a fase de concretagem dos alicerces de sustentação da cabeceira da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda unindo os dois países na região de Foz do Iguaçu.

Na manhã da última quinta-feira (23), o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, usou as mídias sociais, para mostrar o andamento das obras da Ponte da estrutura sobre o Rio Paraná.

A obra é financiada com recursos do lado brasileiro da Itaipu Binacional, destaca Ronildo Pimentel no GDia.

De acordo com o ministro, a nova ponte, que vai conectar a região do Porto Meira em Foz do Iguaçu ao município de Presidente Franco, no Paraguai, “começa a tomar corpo” no canteiro de obras da margem brasileira.

Os trabalhos, segundo ressaltou Tarcísio de Freitas, estão dentro do cronograma previsto.

Na postagem, o ministro destacou fotos atualizadas da construção. Em mensagem aos seguidores, lembrou que o investimento é um compromisso assumido pelo presidente Jair Bolsonaro, “sendo cumprido graças ao esforço conjunto entre o governo federal, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), governo do Paraná e Itaipu Binacional”.

A nova ligação entre Brasil e Paraguai, na região de Foz do Iguaçu, começou a ser construída em agosto de 2019, com recursos da margem direita da Itaipu Binacional.

Serão investidos R$ 463 milhões no empreendimento. Deste montante, R$ 323 milhões para a ponte e R$ 140 milhões para a abertura da Perimetral Leste, que dará acesso aos motoristas à BR-277.

O prazo para conclusão, de acordo com o edital, é de três anos. Os recursos para a obra só foram possíveis graças à política de reestruturação da gestão da empresa binacional, comandada há onze meses pelo general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu.

Foto: Ministério da Infraestrutura

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Cuidados ambientais são essenciais para a geração de energia, defende diretor-geral de Itaipu

Defesa foi feita durante tour do general Joaquim Silva e Luna pela região para conhecer ações e projetos socioambientais da empresa

Os cuidados empreendidos pela Itaipu Binacional para a segurança hídrica do reservatório e a conservação da biodiversidade são essenciais para a geração de energia, defendeu o diretor-geral brasileiro da empresa, general Joaquim Silva e Luna. Nesta terça e quarta-feira (21 e 22), ele fez um tour por terra e ar na região da usina, e também de barco no reservatório, acompanhado do diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, e técnicos da binacional.

O roteiro incluiu Canal da Piracema, Refúgio Biológico Bela Vista, faixa de proteção do reservatório, projetos de aquicultura e reciclagem (ambos em Santa Terezinha de Itaipu), aldeias indígenas do Añetete e Itamarã (em Diamante D’Oeste) e balneário de Santa Helena. A programação também incluiu sobrevoo de helicóptero do reservatório, áreas protegidas, microbacias hidrográficas recuperadas e áreas agrícolas com ações de conservação de solos, além do Corredor de Biodiversidade Santa Maria.

“Para muita gente, a relação com energia é acender a luz apertando um botão. Elas desconhecem todo o caminho que a eletricidade percorreu e todo o trabalho que tem por trás disso”, disse o diretor. “A missão de Itaipu é gerar energia com qualidade. E as pessoas precisam saber o que isso significa. Todo esse cuidado com a água e o meio ambiente é reflexo dessa missão”, completou.

Durante o percurso, o diretor teve a oportunidade de se encontrar com os prefeitos de Santa Terezinha de Itaipu, Cláudio Eberhard; de Diamante D’Oeste, Guilherme Pivatto Junior; e de Santa Helena, Evandro Miguel Grade (Zado), além de lideranças de pescadores, catadores de recicláveis e indígenas, com quem reforçou o compromisso da empresa de seguir trabalhando em parceria, em prol do desenvolvimento territorial.

Além do meio ambiente, as ações da empresa têm impactos sociais positivos. Formada em 2004, a Associação dos Catadores de Resíduos Recicláveis e Reaproveitáveis (Acaresti), com apoio da empresa e da prefeitura, processa 120 mil quilos de material reciclável por mês.

Reconhecido com diversos prêmios, o projeto é considerado referência, pois permite a reciclagem de mais de 70% do lixo do município. Para o trabalhador, o projeto garante dignidade, uma renda mensal média de R$ 1.700 e o reconhecimento profissional pela atuação como agente ambiental.

Outro grupo vulnerável, o dos pescadores artesanais, também consegue garantir uma renda familiar mínima graças ao apoio da Itaipu. O Ponto de Pesca 5, em Santa Terezinha, é um dos 45 em atividade na margem brasileira do reservatório. Para diminuir o extrativismo e a diminuição do estoque pesqueiro, os pescadores recebem equipamento e capacitação para cultivar os peixes em tanques-rede.

“A ajuda da Itaipu é muito importante para nós e vai permitir que a gente consiga ampliar o número de tanques e também a renda”, afirmou José Amâncio Rodrigues, o Zé Barba, representante das 10 famílias que vivem no Ponto de Pesca 5. Ali, 48 tanques garantem uma produção anual de 15 a 20 toneladas, o que proporciona um salário mínimo para cada família. A renda é complementada por pesca extrativa, que tende a diminuir com o aumento gradativo da aquicultura.

O roteiro se encerrou no escritório da Itaipu em Santa Helena, onde técnicos da empresa detalharam as ações como a proteção da fauna e flora, a pesquisa e o fomento de técnicas sustentáveis na agropecuária e o monitoramento da qualidade da água. A batimetria do reservatório (que regularmente mede as profundidades, acompanhando a deposição de sedimentos) permite estimar a vida útil da usina em 184 anos.

Ao promover essas iniciativas ambientais, a Itaipu tem como objetivo reduzir a deposição de sedimentos e de micropoluentes que, no longo prazo, poderiam vir a comprometer a vida útil do reservatório. E, consequentemente, manter sua importância estratégica para o Brasil e o Paraguai. Nos últimos cinco anos, a empresa teve uma geração anual média de 92 milhões de megawatts-hora, respondendo por cerca de 15% do consumo brasileiro e 90% do paraguaio.

“É por isso que, além de todo o trabalho desenvolvido pela Diretoria Técnica, na operação e manutenção das unidades geradoras e na melhoria constante dos índices de produtividade, os cuidados com a região são essenciais para a geração de energia com sustentabilidade, no longo prazo”, resumiu Carbonell.

Qualidade

Silva e Luna disse que estava positivamente surpreso com a riqueza dos dados apresentados. “Surpreende a qualidade do trabalho realizado pela Diretoria de Coordenação nos cuidados com o reservatório, a faixa de proteção e as microbacias adjacentes. É um trabalho que precisa ser cada vez mais conhecido”, afirmou. “Quando a gente fala em vida útil de 184 anos, as pessoas precisam saber que é um dado concreto, resultado de um estudo de alto nível.”

O diretor lembrou que 2019 foi um ano complexo, dada a necessidade de reestruturar as atividades da empresa em Foz do Iguaçu e renegociar a comercialização de energia com o Paraguai, permitindo maior previsibilidade no orçamento nos próximos quatro anos, entre outras medidas que visam preparar a empresa para o cenário pós-2023, quando vence o Anexo C (a parte que dispõe das questões financeiras do Tratado de Itaipu). “Em 2020, vamos tratar de processos, procurando fazer mais e melhor com as pessoas que fazem parte da empresa, agora que todas as nossas atividades estão concentradas em Foz do Iguaçu”.

Confira, abaixo, alguns dos principais dados das ações da Itaipu na região:

  • A Itaipu preserva mais de 100 mil hectares de áreas protegidas;
  • 35 espécies de animais já foram reproduzidas no Refúgio Biológico Bela Vista;
  • O viveiro da Itaipu é responsável pela produção média anual de 347 mil mudas de cerca de 110 espécies nativas da Mata Atlântica;
  • Nos últimos 10 anos, foram distribuídas quase 3 milhões de mudas para 43 municípios da região;
  • Com 10 km de extensão, o Canal da Piracema é utilizado por 186 espécies de peixes;
  • Mais de 6.800 peixes já receberam marcas eletrônicas e foram monitorados ao longo da Bacia do Rio Paraná;
  • Itaipu apoia o cultivo de peixes em tanques-rede. A produção anual no reservatório chega a 120 toneladas;
  • Mais de 900 hectares de mata nativa são preservados no Corredor de Biodiversidade Santa Maria, permitindo a conexão entre o Parque Nacional do Iguaçu e as áreas protegidas da Itaipu;
  • Cerca de 290 famílias indígenas são atendidas em três aldeias em ações de agropecuária, promoção da cultura, infraestrutura e segurança alimentar e nutricional;
  • As ações de conservação de solos totalizam quase 50 mil hectares de áreas agrícolas;
  • Quase 300 nascentes das microbacias da região estão georeferenciadas e protegidas;
  • A recuperação e cascalhamento de estradas rurais chega a quase 4 mil quilômetros.

Fotos: Romeu de Bruns/Itaipu Binacional

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Ministro de Infraestrutura destaca obras da nova ponte entre Brasil e Paraguai

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, usou as mídias sociais, nesta quinta-feira (23), para mostrar o andamento das obras da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, sobre o Rio Paraná, que vai conectar Foz do Iguaçu a Presidente Franco.

De acordo com o ministro, a nova ponte “começa a tomar corpo” no canteiro de obras da margem brasileira, dentro do cronograma previsto. Freitas publicou fotos atualizadas da construção e lembrou que o investimento é um compromisso assumido pelo presidente Jair Bolsonaro, “sendo cumprido graças ao esforço conjunto entre o governo federal, Dnit, governo do Paraná e Itaipu Binacional”.

A nova ligação entre Brasil e Paraguai começou a ser construída em agosto de 2019, com recursos de Itaipu. Serão investidos R$ 463 milhões no empreendimento, dos quais R$ 323 milhões na ponte e R$ 140 milhões para a abertura da Perimetral Leste, que dará acesso aos motoristas à BR-277. O prazo para conclusão é de três anos.

Os recursos para a obra só foram possíveis graças à política de reestruturação da gestão da empresa comandada há onze meses pelo general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu.

Como vai ser
A nova estrutura terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, com duas torres de 120 metros de altura. A pista será simples, com 3,7 metros de largura de cada lado, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro.

A expectativa é que a Ponte da Integração, quando inaugurada, ajude a aliviar o trânsito de veículos pesados Ponte da Amizade, hoje única ligação entre os dois países sobre o Rio Paraná.

Fotos: Ministério da Infraestrutura

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Sentença de ação dos lindeiros é favorável à Itaipu

Juiz federal considera improcedente ação de indenização para propriedades próximas ao reservatório.

O juiz federal Flávio Antônio da Cruz proferiu, na segunda-feira (20), sentença que julgou improcedente a ação de indenização promovida pelos agricultores que têm propriedades próximas ao reservatório da Itaipu.


Foram propostas 86 ações, entre 2003 e 2006, envolvendo mais de 800 autores, que pleiteavam indenização por supostos prejuízos de produtividade causados pela formação do lago. Os valores pretendidos nessas ações poderiam chegar a bilhões de reais.


Em um desses processos, foi realizada uma prova pericial que envolvia todas as demais ações ajuizadas. A Justiça designou uma equipe de peritos formada por técnicos multidisciplinares (agrônomo, veterinário, engenheiro florestal, climatologista e estatístico), que analisou as safras de 2008/2009, 2012/2013 e 2013/2014. O laudo pericial foi concluído em 2017.

Foto: Alexandre Marchetti


O juiz enfatizou na sentença, em mais de 280 páginas, que os laudos periciais “evidenciaram que, ao contrário do que foi verbalizado na peça inicial, a construção e a manutenção do lago de Itaipu não ensejaram queda na produtividade dos imóveis dos autores”.


Destacou, ainda, que “os laudos foram elaborados com rigorosa metodologia científica, com detalhamento de todas as variáveis envolvidas e com fundamentação de cada uma das asserções lançadas pelos peritos. Simplesmente não se constatou o nexo de causa e efeito perseguido pelos autores”.


A defesa da Itaipu envolveu as equipes das diretorias Jurídica e de Coordenação da empresa, um escritório especializado e assistentes técnicos. A diretora jurídica de Itaipu, Mariana Favoreto Thiele, destaca que “a atuação em equipe das áreas de Itaipu foi fundamental para esse resultado. O apoio da Diretoria de Coordenação nos trabalhos da perícia foi brilhante. Uma enorme vitória para Itaipu”.


Além da decisão do juiz pela improcedência da demanda, os autores ainda foram condenados ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência, no valor de R$ 25 mil por autor, e ao reembolso de todas as despesas arcadas pela Itaipu para produção da prova pericial.

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Usina de Itaipu leva projetos inéditos voltados para a educação ambiental ao show Rural Coopavel, em Cascavel

Expedição do Conhecimento e Ciência na Esfera serão novidades do estande da empresa, além dos tradicionais óculos de realidade virtual. Evento é considerado um dos maiores do agronegócio na região

A Itaipu Binacional vai levar para a 32ª edição do Show Rural Coopavel, de 3 a 7 de fevereiro, em Cascavel (PR), o estande mais inovador de todas as participações da empresa na feira, com atividades inéditas de educação ambiental, turismo e divulgação científica. Uma das novidades será o projeto Expedição do Conhecimento, desenvolvido em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A expedição será lançada oficialmente no Show Rural e depois percorrerá municípios da região Oeste do Estado, área de abrangência da usina.

Outra atração de Itaipu será o Ciência na Esfera, que exibirá projeções em um globo suspenso de imagens da Terra e de outros planetas do Sistema Solar. Também serão apresentados vídeos sobre biocombustíveis, agricultura e precipitações, temas de interesse dos participantes da feira. O modelo foi desenvolvido pela Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) e já faz parte do roteiro de visitas do Ecomuseu de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Também serão levados óculos de realidade virtual, que faz um tour pela usina.

Neste ano, o estande da Itaipu no Show Rural Coopavel vai ocupar uma área de 432 metros quadrados, onde ficarão o caminhão-baú da Expedição do Conhecimento, tendas de apoio e um domo geodésico, com 10 metros de diâmetro e capacidade para 40 pessoas, para as projeções da Ciência na Esfera.

O estande também contará com um espaço de recepção, onde os visitantes poderão assistir ao vídeo institucional de Itaipu, fazer uma viagem à usina hidrelétrica com óculos de realidade virtual (VR) e retirar as senhas para as sessões dos outros atrativos.

A expectativa de Itaipu é que as novidades atraiam um grande número de visitantes. No ano passado, em cinco dias de feira, o Show Rural Coopavel recebeu um público de quase 290 mil pessoas e movimentou R$ 2,2 bilhões. O evento é considerado um dos maiores e mais importantes eventos do agronegócio brasileiro.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, disse que a participação da empresa no Show Rural está sustentada em dois pilares, que são a produção de energia e a segurança hídrica. As ações de educação ambiental, por exemplo, ajudam na conscientização da população sobre como a qualidade da água ajuda a preservar a vida útil e os usos múltiplos do reservatório.

Silva e Luna acrescentou que Itaipu não alcançaria os resultados obtidos na região sem a parceria com os municípios. “A parcerias permitem que consigamos multiplicar nossas ações e projetos. Sem água, não há energia; e as nossas parcerias são essenciais para atingirmos nossa missão, que é ‘gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

Imersão tecnológica
A Expedição do Conhecimento vai conduzir o visitante em um roteiro pedagógico e interativo, de 30 minutos, com mais de 20 atividades de educação ambiental. As ações serão oferecidas dentro de um caminhão-baú de 15 metros de extensão e nas tendas de apoio. Cada sessão terá capacidade para dez pessoas.

A visita começa com um panorama sobre todas as formas de energia, desde o Sistema Solar até a energia das células humanas. O visitante também terá contato com um telescópio solar, uma maquete demonstrando como funciona uma casa sustentável e jogos interativos. Na parte interna do caminhão-baú, haverá informações sobre biomas, rios voadores, o ciclo da água e a importância do Sol como fonte primária de energia.

Em um dos pontos do circuito, o visitante vai aprender como é possível gerar energia limpa, e iluminar uma cidade, pedalando numa bicicleta. Óculos de realidade virtual também levarão o público a uma imersão na Mata Atlântica, um dos biomas brasileiros. Outra novidade será um painel interativo com sons de animais em extinção.

Após o Show Rural, a intenção da Itaipu e do PTI é levar a expedição itinerante para municípios da região, por meio de parcerias, ampliando o acesso do público às informações de educação ambiental.

Vitrine de Agroecologia
Como nos anos anteriores, a Itaipu vai participar da Vitrine de Agroecologia, em parceria com diversas instituições – como a Embrapa, a Unioeste e a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Paraná (Emater). No espaço, de 4,4 mil metros quadrados, o visitante irá conhecer como funciona uma propriedade rural sustentável e aprender sobre conceitos de agroecologia.

Uma das novidades da vitrine neste ano será o lançamento das fichas agroecológicas, com tópicos sobre tecnologias para a agricultura orgânica – desde o manejo até o controle de pragas e doenças das culturas. O lançamento será no dia 6, às 13h30. Itaipu participou da elaboração das fichas e também de um aplicativo que dará acesso às informações.

Fotos: Adenésio Zanella

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Em 2020, planejamento de Itaipu vai preparar usina para cenários pós-2023

Naquele ano, a usina estará livre das dívidas de sua construção e o Anexo C do Tratado de Itaipu será renegociado entre Brasil e Paraguai

Há onze meses no comando da margem brasileira da Itaipu Binacional, o general Joaquim Silva e Luna tem como principal desafio, a partir de 2020, colocar em marcha o planejamento estratégico que vai preparar a usina para os diferentes cenários dentro de um mercado de energia elétrica complexo, dinâmico e competitivo. Em 2023, quando o anexo C, do Tratado de Itaipu será revisado por Brasil e Paraguai, a dívida da usina estará totalmente quitada.

Praticamente todos os cenários estudados apontam para a necessidade de diminuição de despesas de exploração. Com a revisão do Anexo C, que trata das bases financeiras e da prestação dos serviços de eletricidade do Tratado de Itaipu, a empresa terá em caixa US$ 1 bilhão. Hoje, Itaipu opera baseada nos custos de exploração e da dívida, mas poderá ir ao mercado e funcionar como uma empresa comum, com direito a lucros e prejuízos (hoje, o orçamento não prevê sobra de receita).

“Já sabemos que Itaipu precisa estar preparada para ‘novos tempos’. Precisa ‘acompanhar os movimentos’ do setor energético e ter uma estrutura flexível para responder às mudanças que virão”, antecipa o diretor-geral brasileiro. E ressalta: “as mudanças exigem que todos entendam o motivo; (precisam de) gente determinada, controle orçamentário e perseverança”.

“É 2023 olhando para Itaipu de 2020 com pressa”, diz ainda o general. Ele explica que “será um trabalho hercúleo, que vai precisar da colaboração de todos numa mesma direção”.

O tripé que busca a eficiência empresarial e a valorização dos empregados, a partir da sistematização de processos e metas, reúne princípios e valores constitucionais com a preservação do capital humano da empresa em nível de motivação e excelência para as mudanças necessárias.

“Já fizemos grandes mudanças em 2019. Elas agora precisam ser sistematizadas dentro de processos institucionalizados. Nessa fase, precisamos de integração, racionalização e ‘downsinzing’ (encurtamento dos processos decisórios)”. E complementa: “temos que continuar valorizando a austeridade, enxugando as estruturas com sobra de gordura”.

O mapa estratégico, baseado na missão de gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico sustentável, no Brasil e no Paraguai, tem como fios condutores:

  • produção de energia com os melhores índices de qualidade e otimização de aplicação dos recursos;
  • aperfeiçoamento da eficiência dos processos de produção de energia, que garantam a segurança hídrica;
  • fomentar o desenvolvimento sustentável na área de influência, melhorando as práticas de gestão e governança empresarial;
  • manter o capital humano com alto nível de motivação, desempenho e comprometimento. Dispor de informações e sistemas essenciais para a execução da estratégia da empresa.

Ações e projetos

No rol de ações e projetos, Itaipu fará o acompanhamento da reestruturação do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e trabalhará para conseguir autonomia financeira das fundações que dependem de Itaipu, como a própria Fundação PTI, a Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social e a Fundação Itaiguapy, que administra o Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

Outra grande preocupação é em relação às negociações para a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que trata das bases financeiras da prestação de serviços de eletricidade. Já há um grupo de trabalho analisando as várias hipóteses para essa renegociação, que precisa ser concluída até 2023, conforme prevê o tratado entre o Brasil e o Paraguai.

Novos tempos

Desde que assumiu Itaipu, em fevereiro de 2019, Silva e Luna imprimiu na gestão da empresa uma das principais diretrizes do governo federal: fazer mais com menos. A reestruturação teve início com a mudança da concessão de patrocínios, com ênfase em ações e projetos especialmente voltados para a segurança hídrica e energética e o desenvolvimento regional.

Com o encerramento de convênios e patrocínios sem aderência à missão da empresa, somado à economia de custos de exploração e à redução do orçamento para 2020, Itaipu conseguiu um total de R$ 600 milhões de economia, dinheiro que já está sendo aplicado em várias obras importantes para a região, para o Paraná e, por consequência, para todo o Brasil.

Destaque para a construção da Ponte da Integração, sobre o Rio Paraná, que unirá Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai; a ampliação da pista de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, para tornar o Destino Iguaçu mais competitivo com outros roteiros turísticos; a conclusão do mercado municipal de Foz; e a reforma e ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, um dos mais importantes do Sul do País.

Um ponto emblemático de mudanças imprimidas pelo general Silva e Luna em Itaipu, concluído em janeiro de 2020, foi o encerramento das atividades do escritório de Curitiba, que consumia desnecessariamente muitos recursos em aluguel, reformas, passagens e estadia de funcionários que faziam a “ponte aérea” Foz-Curitiba. Os cerca de cem empregados do escritório foram transferidos para Foz, sede da usina na margem brasileira de Itaipu, o que permitiu um melhor aproveitametno da mão de obra e melhor utilização dos recursos disponíveis.

Projetos de 2020

Para 2020, a Itaipu planeja a criação de um circuito turístico ligando o futuro mercado municipal à usina de Itaipu; a transformação do Gramadão da Vila A em um parque de lazer; e mais investimentos no desenvolvimento social, econômico, turístico e cultural da região Oeste do Paraná.

“Agora, é sair do ponto A para o ponto B”, diz Silva e Luna. Na prática, é fazer a lição de casa, com o acompanhamento e a cobrança do da conclusão de todos os projetos e ações iniciados em 2019. A premissa básica é: “Não desfaçam as malas. Estamos ainda de mudança”. Uma metáfora para reforçar que é preciso se preparar para as transformações que virão.

Segundo o general, a principal proposta desta gestão de itaipu é recuperar e preservar o ideal de grandeza que um dia uniu Brasil e Paraguai para desenvolver um empreendimento binacional gigantesco, que enche de orgulho brasileiros e paraguaios. “Queremos que todos os empregados preservem o sentimento de pertencimento a Itaipu que tão bem nos identifica; queremos que ninguém tenha dúvida sobre a necessidade das mudanças e que todos se sintam motivados e participem com ideias e muito trabalho para alcançarmos os objetivos da empresa”, conclui o general.

Fotos: General e usina (Alexandre Marchetti), Hospital (Nilton Rolin) e obras da ponte (diretoria de Coordenação)

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Carro do “De Volta para o Futuro” recarrega as energias na usina de Itaipu. Veja fotos!

Modelo caracterizado como no filme de 1985 esteve na usina para gravações de divulgação de novo atrativo turístico de Foz do Iguaçu

Os turistas que passaram pela pista ao lado dos condutos forçados, neste domingo (19), foram surpreendidos com a presença de um DeLorean DMC-12, caracterizado exatamente como a “máquina do tempo” usada por Marty McFly (Michael J. Fox) no filme “De Volta para o Futuro”, de 1985.

O modelo esteve na usina para gravações de divulgação do Movie Cars Entertainment, novo atrativo turístico de Foz do Iguaçu, com previsão de abertura ainda neste primeiro semestre, na Rodovia das Cataratas. Será um parque temático que reunirá duas paixões: carros e cinema.

A passagem do DeLorean pela maior geradora de energia do planeta não é por acaso.

No filme, o cientista Emmett Brown (Christopher Lloyd) descobre um jeito de fazer o carro viajar no tempo canalizando 1,21 GW de energia para um “capacitor de fluxo”.

Na Itaipu, com 14 GW de potência instalada, essa aventura teria sido mais tranquila.

O diretor Jin Petrycoski, da Movie Cars, disse que o DeLorean que visitou Itaipu é o único da América Latina com o kit completo do filme dirigido por Robert Zemeckis.

No painel, o carro tem a assinatura do ator Christopher Lloyd, que interpretou doutor Brown.

Fotos: Lúcio Horta

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Escritório fechado em Curitiba; Itaipu unifica atividades em Foz do Iguaçu.

Na capital do Estado, usina usará estrutura cedida pelo Governo do Estado e Copel, quando houver necessidade

A partir desta sexta-feira (17), a usina de Itaipu volta à sua concepção prevista em tratado binacional: manterá sedes somente nas capitais dos dois países, Brasília (Brasil) e Assunção (Paraguai), além das estruturas administrativas nos dois municípios que abrigam a usina, Foz do Iguaçu e Hernandárias.

O escritório de Curitiba já não existe mais. As atividades da binacional, até então mantidas na capital paranaense, agora estão todas concentradas em Foz do Iguaçu, para onde foram transferidos 97 empregados. O Paraguai também analisa a possibilidade de reduzir o fluxo de trabalho em Assunção e passar a atuar mais em Hernandárias.

O escritório na capital paranaense, que inicialmente funcionava apenas em algumas salas, estava abrigado num edifício alugado de 12 andares. Quando foi criado, há mais de 40 anos, o objetivo era facilitar o desembaraço de peças, equipamentos e materiais adquiridos pela usina, no mercado nacional e internacional. Também havia escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo, desativados na década de 1990.

Com a modernização dos processos e a abertura de mercado, o cenário mudou. Hoje, com as novas tecnologias digitais, já não é necessário manter estruturas caras fora da cidade que abriga a usina. Por isso, o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, no cargo desde fevereiro de 2019, determinou o fechamento da estrutura na capital do Estado, em junho do ano passado, o que foi concluído agora em janeiro.

Em termos de custos, até 2023 Itaipu terá economizado R$ 7 milhões com a desmobilização do escritório de Curitiba. Se houver necessidade, como reuniões presenciais na capital, a binacional contará com o apoio do Governo do Estado e da Copel, com a cessão de salas. As relações institucionais com a capital paranaense, pela sua grande importância em todas as esferas, serão mantidas no mesmo nível.

Para o general Joaquim Silva e Luna, a concentração dos empregados no centro de comando da usina possibilitará uma melhor governança. “Nossos empregados terão as diretrizes, em tempo real, de como Itaipu chegará pronta para os desafios pós-2023, quando o Anexo C do Tratado será revisado e a dívida da usina estará totalmente quitada”, explica.

Adaptação
Para a maioria dos empregados transferidos de Curitiba para Foz, a mudança foi tranquila. A empregada Lílian Paparella, por exemplo, diz que se adaptou rapidamente. Ela já tinha experiência nesse tipo de transição, prevista inclusive nos contratos de trabalho – o empregado admitido concorda que poderá atuar no local onde foi contratado ou na cidade para a qual for designado. Lílian entrou na Itaipu para trabalhar no antigo escritório de São Paulo, em 1988. Em 1992, o escritório fechou, a exemplo do que funcionava no Rio de Janeiro, e ela foi transferida para Curitiba.

No processo da atual migração, iniciado em julho, ela fez parte da primeira turma a ser transferida para Foz do Iguaçu, já que cada empregado tinha a opção de escolher a data da mudança. “Eu já morei em Foz e vinha com bastante frequência para a cidade, então conheço bem os processos, as áreas, a usina. Gosto muito daqui”, diz. Lilian atuava na Responsabilidade Social e, por afinidade da função que exercia, foi lotada no Recursos Humanos.

Fotos: Romeu de Bruns

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Bolsonaro recebe ministro e diretor de Itaipu para discutir assuntos do setor de energia

A usina de Itaipu, considerada estratégica para a segurança energética do País, também esteve na pauta da reunião, em Brasília.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, se reuniu nesta quarta-feira (15), em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro. Foi a primeira reunião dele, este ano, com o presidente e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e a quinta desde que tomou posse na binacional, em fevereiro de 2019. O tema principal do encontro foi o atual cenário geral de energia elétrica, o que incluiu Itaipu, considerada estratégica para a segurança energética do País.

O presidente Bolsonaro elogiou a gestão de Silva e Luna, em especial o protagonismo do general na negociação da contratação, a longo prazo, da potência de Itaipu pela Eletrobras e Ande (estatal paraguaia), o que não ocorria havia dez anos. O acordo, que possibilitou maior previsibilidade para que a empresa honrasse recursos, como pagamento da dívida e royalties, foi em ambiente altamente saudável, já sinalizando a boa vontade do Brasil e do Paraguai para as futuras negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que será revisado em 2023.

Bolsonaro, que esteve duas vezes em Foz do Iguaçu (PR), em 2019, para a posse do general, em 26 de fevereiro, e no lançamento da pedra fundamental da construção da Ponte da Integração, em maio, ficou bastante satisfeito com as informações repassadas por Silva e Luna. Ele pediu prioridade e acompanhamento permanente de todos os projetos importantes iniciados ou anunciados.

O general informou ao presidente que as obras da Ponte da Integração estão num ritmo adiantado e que o cronograma de três anos, inicialmente previsto para a conclusão da ligação, pode até mesmo ser antecipado. A construção está sendo acompanhada dia e noite pelos técnicos da usina. A gestão é do governo estadual.

A Ponte da Integração é um dos principais resultados da realocação de recursos promovidas na gestão de Silva e Luna, que suspendeu convênios e patrocínios sem adesão à missão da empresa e reduziu o orçamento de Itaipu para 2020. As medidas resultaram em economia de R$ 600 milhões para aplicação em obras fundamentais para a região, o que inclui também a duplicação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

Somente na ponte, serão investidos ao longo da construção R$ 463 milhões, considerando projetos de estrutura, as desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro. O investimento será diluído ao longo do orçamento dos próximos três ou quatro anos, sem onerar a tarifa de Itaipu, para não prejudicar o consumidor brasileiro.

O presidente também quis saber mais detalhes sobre o fechamento do escritório de Itaipu em Curitiba, medida que foi elogiada por Bolsonaro. Até sexta-feira (17), todas as atividades do escritório na capital paranaense serão encerradas. O processo de transferência dos 97 empregados para Foz do Iguaçu, sede da usina, começou em julho do ano passado.

Com a concentração dos empregados em Foz do Iguaçu, o principal ganho é em eficiência, já que o corpo funcional vai atuar junto o tempo todo, sem necessidade de locomoção de uma cidade para a outra. Mas também permitirá uma economia significativa de recursos, como os gastos com o aluguel do prédio e em passagens e estadias dos empregados que faziam frequentes viagens de Foz a Curitiba e vice-versa. Cálculos feitos pela área financeira da Itaipu mostram que a economia acumulada com o fechamento, até 2023, atingirá R$ 7 milhões.

À semelhança do Brasil, a margem paraguaia de Itaipu também pretende concentrar cada vez mais as atividades na vizinha Hernandárias, sede da usina no lado paraguaio, reduzindo o número de empregados no escritório de Assunção. O Anexo A do Tratado de Itaipu prevê que, além das sedes em Foz do Iguaçu e Hernandárias, a empresa manteria escritórios em Brasília e Assunção. Mas, durante as obras de construção da usina, a partir de 1975, foram criados escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para facilitar o desembaraço de peças adquiridas pela usina. Os escritórios do Rio e de São Paulo foram desativados na década de 1990, mas não o de Curitiba.

Investimentos sociais
Silva e Luna contou ao presidente e ao ministro que, com a realocação de R$ 600 milhões, Itaipu pôde ampliar em quase três vezes os investimentos no desenvolvimento social, econômico, turístico e cultural da região Oeste do Paraná. Em 2018, os recursos aplicados nessas áreas pela usina somaram R$ 103,7 milhões; em 2019, o valor passou para R$ 252,4 milhões, com impacto direto na qualidade de vida e na geração de emprego e renda para milhares de pessoas.

Além das obras na ponte e no aeroporto de Foz do Iguaçu, Itaipu alocou mais recursos em projetos de meio ambiente e responsabilidade social, beneficiando toda a área de influência do reservatório. Os gastos no apoio à implantação da Coleta Solidária, por exemplo, aumentaram de R$ 3,2 milhões, em 2018, para R$ 15,8 milhões, no ano passado. Já o investimento em moradias populares para famílias em situação de vulnerabilidade e risco social foi ampliado de apenas R$ 25,5 mil, em 2018, para R$ 5 milhões, cerca de 300 vezes mais.

Na área da saúde, a Itaipu investiu R$ 34,4 milhões no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), em 2019, pouco mais da metade do total de R$ 64,7 milhões que serão aplicados na reforma e ampliação da estrutura física da unidade de saúde, a mais importante de Foz do Iguaçu e região. Ao final dos trabalhos, o número de leitos do hospital passará de 202 para 260, com aumento das salas cirúrgicas, construção de um novo laboratório de análises clínicas e expansão dos serviços de quimioterapia e radioterapia, entre outras melhorias e avanços.

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Itaipu prepara circuito turístico ligando mercado municipal, Gramadão e usina

No trajeto, haverá paradas em pontos que remetem à época da construção da usina de Itaipu

A partir deste ano, o turismo da usina de Itaipu contará com um novo circuito turístico, que vai ligar o futuro Mercado Municipal de Foz do Iguaçu ao Gramadão da Vila A e à usina.

No trajeto, haverá paradas em pontos históricos que remetem à época da construção de Itaipu, como o Hospital Ministro Costa Cavalcanti e a Vila C, bairro construído para abrigar os operários que trabalharam nas obras.

O novo circuito turístico está sendo desenhado dentro de um plano diretor. A gestão dos passeios será feita pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), responsável pelo Complexo Turístico Itaipu, na área dentro da usina.

O Gramadão da Vila, um dos espaços de lazer mais frequentados por moradores da Vila Itaipu A e de boa parte de Foz do Iguaçu, passará por uma revitalização completa e será transformado num grande parque de lazer.

O projeto irá respeitar a singularidade do espaço, com intervenção mínima no gramado. Previstas ainda para este ano, as obras no Gramadão serão a maior intervenção feita pela usina desde o final dos anos 1990, quando ali foi promovido o primeiro Natal de Foz, e do início de 2000, quando construída uma nova infraestrutura, com Concha Acústica e sanitários. O ponto de encontro estava consolidado.

Os 13 mil metros quadrados do Gramadão vão receber novo mobiliário urbano, ordenamento e adequação das barraquinhas de comidas, reforço na iluminação, arborização e paisagismo, instalação de arquibancadas de concreto, criação de rampas e adaptação da Concha Acústica para diferentes tipos de espetáculos.

O parquinho para as crianças também receberá melhorias. A estimativa é de que a reforma comece no segundo semestre do ano que vem. A conclusão está prevista para 2021, num investimento estimado de R$ 2,6 milhões.

As obras do Mercado Municipal, que fará parte do circuito, estão na fase final. Ocupando um antigo galpão da extinta Cobal na Vila Itaipu A, o mercado terá 3,7 mil metros quadrados de área, onde serão instalados 70 boxes, com restaurantes, quiosques, empório, mercearia e comércio em geral, além de uma praça de eventos.

O projeto executivo foi elaborado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A responsabilidade pela gestão do local ainda não foi definida, mas já se sabe que ali haverá pontos de embarque e desembarque dos passageiros que forem fazer o passeio.

Mais melhorias

O novo circuito turístico se soma aos atrativos de Itaipu, que também vão passar por obras de melhorias e embelezamento, como já está sendo feito no Mirante do Vertedouro. O projeto arquitetônico do mirante já está pronto e até março será concluído o projeto de engenharia. Na sequência, serão definidos os projetos do Mirante Central e parte das mudanças do Centro de Recepção do Visitante, na entrada da barreira, com a criação do Espaço Kids.

O Ecomuseu também passará por revitalização. Muitos processos ocorrerão de forma paralela. As obras, no entanto, começam na metade do ano. O principal ganho é a qualidade do atendimento, a melhora da infraestrutura, além do embelezamento, possibilitando ao turista vivenciar da melhor forma possível os passeios pelos atrativos da usina. Mesmo com as novidades, não haverá aumento na cobrança de tarifa de visitação e a entrada e permanência no Gramadão continuarão livres.

“O turismo é uma vocação natural de Foz do Iguaçu. É uma atividade que gera riquezas e benefícios para centenas de milhares de pessoas em toda a região”, diz o general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu. Silva e Luna lembra que o investimento em turismo faz parte da missão da usina, que é “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

Aeroporto

Além do novo circuito turístico e dos investimentos nos atrativos da usina, Itaipu está financiando a maior parte das obras de ampliação da pista de embarque e desembarque do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e também da ligação entre o terminal e a BR-469.

Depois de concluídas, as obras vão permitir que o aeroporto possa receber aviões de grande porte, o que permitirá voos diretos para os Estados Unidos e a Europa, ampliando a possibilidade de atrair para o destino mais visitantes estrangeiros.

“Poucas regiões no mundo têm o potencial turístico do Destino Iguaçu, que reúne três cidades de países diferentes, dois grandes rios e suas atrações – o Iguaçu com as Cataratas e o Paraná com a usina de Itaipu -,
além de outros atrativos que vieram se somar a esses dois principais chamarizes de visitantes”, diz o general Silva e Luna.

“O que precisa fazer – e Itaipu está contribuindo para isso – é melhorar a infraestrutura e criar mais motivos para o turista ficar por mais tempo na região de fronteira, garantindo mais dinheiro e mais empregos para nossa população”, conclui Silva e Luna.