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Arremesso de Celular abre temporada de eventos da Itaipu para a comunidade. Veja fotos!

Tradicional torneio foi uma amostra das atividades que vão acontecer no Gramadão da Vila A e em toda Foz do Iguaçu até do final do ano

A 12ª edição do Torneio Sul-Americano de Arremesso de Celular abriu, neste domingo (22), a temporada de eventos que a Itaipu Binacional vai promover no Gramadão da Vila e em toda a cidade até o final do ano. Já na próxima semana, o espaço recebe a abertura dos Jogos de Aventura e da Natureza. Em outubro, o local será palco da festa do Dia das Crianças, e, no final do ano, o tradicional Natal de Foz de Iguaçu, que voltou ao Gramadão há dois anos, terá intensa programação no espaço.

“O Gramadão sempre foi um local de congregar as famílias, que se reúnem aqui ao final da tarde e, agora, podem fazer isso de uma forma mais efetiva”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna. “A comunidade local poderá participar destes grandes eventos como os Jogos da Natureza, o Dia das Crianças, o Natal, entre outros. Estão todos convidados”.

Silva e Luna participou do torneio na tarde deste domingo (22). Foi a primeira vez que um diretor-geral brasileiro se aventurou a arremessar o celular. Ele agradeceu a experiência e reforçou o aspecto cidadão da iniciativa. “Quem arremessa o celular joga o egoísmo fora ao ajudar quem mais necessita”, disse em referência à arrecadação de alimentos promovida pelo evento. E conclui: “a Itaipu se incorpora ao torneio por ter um compromisso muito grande com o meio ambiente e com a responsabilidade social em nossa sociedade”.

Desde 2008, quando o torneio foi criado, foram arrecadadas 67 toneladas de alimentos que são distribuídas a várias entidades assistenciais de Foz do Iguaçu e região. Só em 2019, foram repassadas mais de 12 toneladas de alimentos por 20 empresas, além do que foi doado durante o torneio, como inscrição para arremessar o celular.

Temporada de eventos

Mal serão desmontadas as barracas do 12º Torneio Sul-Americano de Arremesso de Celular e o Gramadão já se prepara para outro evento grandioso, já no próximo domingo. São os Jogos de Aventura e Natureza, promovidos pelo Governo do Estado do Paraná, com o apoio da Itaipu Binacional. A abertura dos jogos começa às 16h de domingo (28), com o show da “Banda que Voa”, no Gramadão. O espetáculo mistura música e circo a 40 metros de altura é gratuito e aberto ao público, que também poderá aproveitar outras atividades, como balonismo e parede de escalada.

Os jogos acontecem até o dia 6 de outubro, com quatro modalidades: Skate, Canoagem Slalom, Paraquedismo e Iatismo (Vela). A canoagem slalom, aliás, será disputada nos dias 28 e 29 de setembro, no Canal Itaipu, e terá peso de Campeonato Brasileiro, o maior evento da modalidade no País, com a participação dos principais atletas da canoagem slalom como Ana Sátila e Pedro Henrique Gonçalves.

O Dia das Crianças, celebrado no dia 12 de outubro, tem festa marcada para o domingo (13 de outubro), no Gramadão, com programação para toda a comunidade, com jogos, show, brincadeiras e distribuição de brindes. Já as festividades do Natal de Foz também terão uma série de eventos no Gramadão que, em 2018, recebeu o show de Michel Teló. A organização da festa promete novidades para este ano.

Arremesso de Celular

O 12º Torneio Sul-Americano de Arremesso de Celular movimentou o Gramadão durante todo o domingo. A programação começou com o 7º Passeio Ciclístico Solidário, às 8h com percurso de 14 quilômetros até a Barreira de Controle da Itaipu e participação de todas as idades. Outro percurso, para ciclistas acima de 12 anos, foi de 30 km com ida do Gramadão ao Mirante Central da Itaipu e volta ao Gramadão.

Ao longo do dia, quase 400 pessoas se inscreveram para arremessar o celular. A campeã da categoria adulto feminino foi a tenente do Corpo de Bombeiros Janaína Fagundes, que atingiu a marca de 37,79 metros de distância. Janaína é, aliás, a atual campeã e recordista da categoria. No masculino, o arremesso de 76,30 metros foi de Franck Rodrigues de Souza, que se sagrou campeão.

No juvenil masculino, Lucas Gehardt conseguiu o bicampeonato atingindo a marca de 45,06 metros. No feminino, a campeã foi Fernanda Luiza Pereira, com 29,79 metros. Finalmente, na categoria infantil, Rafaeli Paulus foi a campeã com 30,50 metros, e Arthur Arruda foi o melhor no masculino, com 29,60 metros. Todos os primeiros colocados receberam troféus e smartphones da marca Xiaomi Mi 8 lite. Os segundos e terceiros colocados também foram premiados.

“Sem o apoio da Itaipu não teríamos o torneio, ela dá todo o suporte para organização deste evento que tem o objetivo de conscientizar a população sobre o destino correto dos lixos eletrônicos”, destacou Gabriel de Campos Neto, da Divisão de Segurança da Central da Itaipu, idealizador e organizador do evento. “Também com a arrecadação dos alimentos, vamos convidar as empresas e os apoiadores para fazer as doações”.

Outras atividades

Além dos arremessos, as pessoas puderam participar doo 10º Mutirão de Arrecadação de Lixo Eletrônico promovido em parceria com a empresa Krefta Tecnologia em Serviços. Desde 2008, já foram recolhidas 37 toneladas deste material durante o torneio. “O evento ajuda a conscientizar as pessoas sobre o prejuízo deste tipo de material ao meio ambiente, além de fazermos o descarte correto”, afirmou o gerente de produção da Krefta, Djair Freitas Alves.

A comunidade também pode aferir a pressão, passar por atividades de recreação, acompanhar a apresentação de adestramento de cães, prestigiar a exposição de carros antigos, além de conhecer de perto um carro de combate do Exército. “A gente trouxe o material que o soldado utiliza no dia a dia em campo. O público ficou bastante interessado, principalmente, as crianças que olham para o soldado, querem tirar foto”, afirmou o tenente Moraes Júnior, do 34º Batalhão de Infantaria Motorizada.

Fotos: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional

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Semana Farroupilha dobra o número de visitantes na Iluminação da Itaipu

O Complexo Turístico Itaipu preparou uma edição especial com música e dança gauchescas na sexta e no sábado

Mais do que dobrou o número de pessoas que fizeram o passeio da Iluminação da Barragem na Semana Farroupilha em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento é em decorrência, principalmente, do turismo regional, já que a maioria da população do Oeste do Paraná é formada por gaúchos ou descendentes de migrantes do Rio Grande do Sul.

Para receber os visitantes na semana temática, o Complexo Turístico Itaipu (CTI), preparou uma programação que incluiu apresentações de música e dança gauchescas no passeio Itaipu Iluminada. Foram recebidas 974 pessoas este ano – em 2018, foram 431 visitantes. Esta é a segunda vez que há a comemoração da Semana Farroupilha no turismo de Itaipu – a primeira foi em 2017.

A experiência gaúcha começou logo no Centro de Recepção de Visitantes (CRV), onde os turistas foram recebidos por uma equipe toda pilchada, ou seja, vestida com as tradicionais bombachas. O chimarrão também não podia faltar. A espera pelo horário do passeio passou rápido com um verdadeiro bailão no espaço, garantido pelas invernadas Juvenil e Adulta do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu.

No Mirante Central, de onde os visitantes têm a vista para o espetáculo de luzes na barragem da maior usina do mundo em geração de energia, teve mais dança e também a apresentação do acordeonista Tiago Rossato, com um repertório todo gaúcho.

O policial civil aposentado Jorge Luiz Vasques, de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, esteve na sexta-feira pela segunda vez na usina. Dessa vez, ele também conheceu o Ecomuseu e quis prestigiar o show de luzes na Itaipu. Ele ficou grato com a receptividade que teve nos atrativos do CTI. “O show foi excelente. Estou muito feliz, porque sou gaúcho e ser homenageado assim é emocionante”, afirmou.

O casal Juliano Gerhardt e Andrialy Bersch é de Ibirubá, Rio Grande do Sul, e já tinha acompanhado algumas apresentações da Semana Farroupilha em outros lugares, mas os dois ficaram surpresos com a experiência na Itaipu. “A noite foi fantástica. A gente tinha noção do tamanho da usina, mas o show à noite surpreendeu”, comentou o casal.

Para o diretor-geral de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, o recorde é reflexo dos investimentos de Itaipu e PTI em novas modalidades e inovação de passeio oferecidos pelos atrativos turísticos da usina. “O turismo é um segmento fundamental pra toda a economia da região”.

O turismo na usina é gerido pela Comunicação Social da Itaipu e gerenciado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), por meio do CTI.

Fotos: Kiko Sierich/PTI 

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Itaipu Iluminada terá edição especial em alusão a Semana Farroupilha

Evento conta com apoio do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu. Invernadas Juvenil e Adulta se apresentarão com danças típicas ao som de acordeon

Com a chegada da Semana Farroupilha, período em que são feitas homenagens às tradições gaúchas, o Complexo Turístico Itaipu (CTI) organizou uma operação especial para sexta-feira (20) e sábado (21). Durante o passeio Itaipu Iluminada, será feito um espetáculo de dança tradicional gaúcha das invernadas Juvenil e Adulta, do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Foz do Iguaçu.

A apresentação acontecerá no Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da Itaipu e também no Mirante Central, onde acontece a Itaipu Iluminada. Além disso, o acordeonista Tiago Rossato, fará uma apresentação especial com um repertório todo gaúcho. Os turistas serão recepcionados com chimarrão e a equipe do CTI estará toda pilchada, ou seja, vestida com as famosas bombachas.

A ação foi idealizada a partir de um levantamento histórico que identificou que, durante o período da Semana Farroupilha, a média de visitantes oriundos do Rio Grande do Sul aumenta em 66% ao dia. Por isso, a proposta é impulsionar ainda mais as vendas dos passeios em Itaipu para o público, além de agregar elementos da cultura gaúcha como ferramenta de hospitalidade, criando experiências turísticas que tocam os sentidos dos visitantes.

A programação tem início às 18h, com a recepção no CRV, música e chimarrão. As apresentações de dança do CTG estão previstas para 18h30 e a saída dos ônibus para o passeio da Itaipu Iluminada será às 19h30. Já às 19h50, terá show com Tiago Rossato e banda, seguido do acendimento das luzes da usina e show pirotécnico. Às 20h40 haverá passagem dos ônibus pela usina iluminada, com chegada prevista no CRV às 21h.

Promoção

Para o passeio da Itaipu Iluminada da Semana Farroupilha os ingressos custarão R$45, para todos os turistas e podem ser adquiridos na hora ou antecipados pelo site: (www.turismoitaipu.com.br

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Hub de verdade: Itaipu investe na ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Foz do Iguaçu

Iniciativa inclui Infraero e governo do Paraná. Itaipu já investe no projeto de duplicação do acesso e da ampliação do pátio de cargas do aeroporto

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva Luna, se comprometeu a repassar ainda este ano a primeira parte do desembolso previsto para a obra de ampliação da Pista de Pouso e Decolagem (PPD) do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O custo global é de R$ 70 milhões, dos quais R$ 55 milhões serão investidos pela binacional.

Essa ampliação permitirá que o aeroporto de Foz do Iguaçu se torne, de fato, um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino teria, assim, todas as condições para se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.

O apoio às obras do aeroporto foi dado pelo diretor-geral de Itaipu ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, durante uma reunião em Foz do Iguaçu, na noite desta terça-feira (17), da qual participaram, também, o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da binacional, general Luiz Felipe Carbonell, e o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin.

O anúncio oficial da parceria deve ocorrer em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na semana que vem, com a presença também de representantes da Infraero.

Mais um grande legado
Hoje, já está em vigência um convênio para a duplicação da pista de acesso ao aeroporto e de ampliação do pátio de cargas de aeronaves. Já a ampliação da Pista de Pouso e Decolagem precisa ser oficializada por meio de outro convênio, do qual Itaipu já mostrou interesse em participar.

Segundo o general Silva e Luna, com a ampliação do aeroporto, que hoje tem entre seus “gaps” a falta de infraestrutura para o fluxo de chegada e saída de grandes aeronaves, essa obra será uma das mais importantes para Foz do Iguaçu, pois vai garantir uma reconfiguração do perfil turístico de todo o Destino Iguaçu, que inclui os municípios vizinhos da Argentina e Paraguai.

“É uma obra de importância similar à da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, financiada por Itaipu, porque vai atrair mais turistas estrangeiros e movimentar toda a economia da região”, afirmou Silva e Luna. Ele lembrou que o apoio de Itaipu a obras que deixem legado para a população segue as diretrizes do governo Bolsonaro.

Reflexos
O general Luiz Felipe Carbonell, cuja diretoria ficará diretamente ligada às obras no aeroporto, lembrou que a ampliação do terminal trará grandes reflexos para Foz do Iguaçu.

O principal deles é que a cidade terá total independência de outros aeroportos brasileiros, como os do Rio e de São Paulo, no fluxo de chegada e saída de voos internacionais, evitando que os viajantes precisem fazer conexões para chegar à cidade e à fronteira. “É um ganho imensurável para Foz do Iguaçu e região, além de todo o Paraná”, disse.

Nesta semana, a Infraero entregou o plano de trabalho com o cronograma previsto para a obra. Agora, é preciso oficializar o convênio e, depois disso, lançar o edital.

Adequação
De acordo com estudos, a adequação do aeroporto de Foz permitirá que o terminal receba aeronaves de grande porte, fazendo com o destino se a assemelhe em termos de competividade, por exemplo, com a Cidade do Panamá, hoje um dos mais importantes hubs globais da América Latina.

No aeroporto de Foz, o maior gap está na decolagem, porque a pista atual é insuficiente para que grandes aviões possam levantar voo. Com a pista ampliada e a modernização do terminal, o problema seria resolvido, o que garantiria ainda a continuidade do aumento do número de passageiros, acima dos limites de prospecção do Brasil e da América do Sul, na ordem de 10%. O índice é maior que a média nacional e internacional, que é de aproximadamente 4%.

Novos empregos
O “novo aeroporto” viabilizaria os atuais e novos empreendimentos da indústria do turismo na macrorregião da fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina, gerando e mantendo empregos nas mais diversas áreas.

Outra vantagem é que a maior conectividade traria redução dos custos de transporte (importação/exportação), o que fomentaria os negócios das empresas da região Oeste do Paraná e da tríplice fronteira. Uma das conexões possíveis, com Miami, nos Estados Unidos, permitiria a retomada do mercado de cargas destinadas ao Paraguai e à Argentina, com maior valor agregado, gerando também significativa receita ao operador do aeroporto.

Outro aspecto importante, ainda, é a valorização do ativo: a obra de ampliação da pista de pouso e decolagem irá elevar de forma exponencial os valores a serem ofertados na realização do leilão de concessão do aeroporto, previsto para 2020, trazendo maior retorno ao governo federal.

Fotos: Luiz Nakasoni, Kiko Sierich e Agência Estadual de Notícias

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Diques vão proteger obras de sustentação da nova ponte entre Brasil e Paraguai

Estruturas têm a função de isolar e evitar que água entre em contato com a obra

O consórcio responsável pelas obras da segunda ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre os municípios de Foz do Iguaçu (Brasil) e Presidente Franco (Paraguai), começou na última semana a construção dos diques de proteção na margem brasileira do rio. As estruturas vão permitir a execução das fundações das torres de sustentação da ponte.

AQUI para ver e baixar mais fotos das obras

A gerente da Divisão de Planejamento de Infraestrutura de Itaipu, Janine Alicia Groenwold, explicou que os diques têm a função de isolar e evitar que a água entre em contato com a obra, permitindo a continuidade dos trabalhos mesmo que ocorram variações do nível do rio.

“A Itaipu fornece os dados históricos de variação do nível do rio e, com essas informações, o consórcio projetou o tamanho da estrutura. Semanalmente, o consórcio acompanha a variação do rio a partir destas informações, para definir as etapas de trabalho”, disse.

Além dos diques, estão em andamento a escavação de apoios da ponte e a estruturação do canteiro de obras. Na margem paraguaia, as obras devem começar em breve.

Imagens aéreas
A Diretoria de Coordenação de Itaipu também está fazendo um acompanhamento das obras da nova ponte com imagens aéreas (fotos e vídeos), produzidas quinzenalmente com o auxílio de drones. A partir de coordenadas pré-determinadas, os técnicos posicionam os drones sempre na mesma posição, permitindo um acompanhamento preciso. Futuramente, poderão ser incluídas modelagens em 3D.

Recursos de Itaipu
Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná terá investimentos de R$ 463 milhões, com recursos da margem brasileira da Itaipu. Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a ponte e a BR-277.

A perimetral vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a rodovia federal brasileira, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu.

A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, com duas torres de 120 metros de altura. A pista será simples, com 3,7 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metros. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. O governo do Estado é responsável pela gestão da obra.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, lembrou que a previsão é que sejam contratados cerca de 500 trabalhadores, no pico das obras.

No futuro, a nova ponte será importante para que Brasil e Paraguai ampliem seus comércios e abram novos mercados de importação e exportação para outros países. Investidores nacionais e internacionais já estão de olho na região do Porto Meira, local da ponte. “A ponte deixará um grande legado para a cidade e região, com benefícios sociais e econômicos”, disse o diretor.

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh.

Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh.

Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Foto: Itaipu Binacional/Divisão de Estudos

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Segurança na fronteira recebe reforço concentrado em Foz do Iguaçu

São duas ações: uma operação com as Forças Armadas do Brasil e do Paraguai e um encontro com a participação de ministros de 11 países

Uma operação de segurança integrando as Forças Armadas do Brasil e do Paraguai, e um encontro dos ministros de Justiça e Segurança dos países do Mercosul, ambos sediados em Foz do Iguaçu, reafirmam o compromisso governamental de aumentar a vigilância em toda a faixa de fronteira. As ações, apoiadas pela Itaipu, são distintas, mas interligadas pelo mesmo foco: o combate ao crime organizado.

A Operação Paraná, que está prevista para acontecer entre 27 de setembro e 3 de outubro, reunirá uma série de iniciativas conjuntas, com a participação de 300 integrantes das Forças Armadas brasileira e paraguaia. A ação será desenvolvida nos municípios lindeiros ao reservatório de Itaipu, com diferentes exercícios militares. O último dia é reservado para uma manobra conjunta na usina.

Já o encontro de ministros, agendado para 4 a 7 de novembro, nas dependências do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), reunirá ministros da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. Um dos focos será o combate aos crimes transnacionais, normalmente praticados por organizações criminosas especializadas.

Operação Paraná
A inclusão de um exercício militar na usina de Itaipu na Operação Paraná corrobora a importância da obra para o Brasil e o Paraguai. “Por se tratar de uma área binacional, extremamente sensível e de soberania dos dois países, não se pode pensar em um exercício unilateral”, explica o chefe da Assessoria de Informações da usina, Francisco Ronald Fernandes.

E complementa: “Essa é, também, uma grande oportunidade para fortalecer os laços de amizade entre as Forças Armadas dos dois países”. Segundo Ronald, “a operação combinada deixa como legado conhecimento para novos exercícios binacionais”.

Crime organizado
O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, que foi ministro da Defesa entre fevereiro e dezembro de 2018, afirma que, mais do que nunca, Brasil, Paraguai e países limítrofes precisam unir forças para ensejar o combate a um mal que hoje já não tem fronteiras: o crime organizado.

“As organizações criminosas movimentam um volume de dinheiro tão elevado que, para combatê-las, é preciso um amplo esforço de inteligência e de ações vigorosas, envolvendo as forças de segurança não apenas na fronteira, mas no destino final do tráfico”, afirma.

Silva e Luna acredita que a linha de ação pensada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para a fronteira com o Paraguai, que integrará as várias forças de segurança, é o caminho certo.

O Paraguai, diz o general, “tem o maior interesse nesta cooperação binacional, porque hoje está sofrendo cotidianamente com a ação de criminosos, nas ruas e nas prisões dominados por facções como o PCC e o Comando Vermelho, de origem brasileira”.

Ministros na Itaipu
A agenda do encontro ministerial ainda está sendo finalizada, mas será o ministro Sérgio Moro quem dará as boas-vindas a seus pares. Em seguida, está prevista uma visita às instalações do futuro Centro Integrado de Inteligência. Inspirado em modelo dos Estados Unidos, o escritório vai se chamar “Fusion Center” e funcionará em uma área de 600 metros quadrados no Parque Tecnológico Itaipu.

O projeto abriga 16 instituições, como Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Nacional de Inteligência (Abin), Ministério da Defesa, Unidade de Inteligência Financeira (UIF – antigo Coaf) e Receita Federal, entre outras.

Principais funções
O escritório vai integrar o trabalho operacional dos órgãos de controle e investigação. Além de apoio operacional para as ações das polícias na fronteira, o Fusion Center também vai auxiliar em investigações do Brasil inteiro, por meio do levantamento de informações, processamento e difusão.

O escritório em Foz do Iguaçu funcionará em conjunto com o Centro Integrado de Inteligência inaugurado recentemente em Curitiba. O Fusion Center também vai auxiliar na criação de protocolos de troca de informações entre instituições.

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Sistema desenvolvido pelo PTI monitora transformadores da Itaipu

O trabalho assegura à hidrelétrica tanto a manutenção preditiva dos equipamentos, como o índice elevado de disponibilidade da usina

Os transformadores das unidades geradoras da Itaipu Binacional, peças consideradas críticas e que estão entre as mais caras do sistema de geração de energia, são monitorados por um sistema desenvolvido pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI). Esse trabalho assegura à hidrelétrica tanto a manutenção preditiva desses equipamentos, como o índice elevado de disponibilidade da usina.

O sistema de monitoramento de transformadores foi desenvolvido pelo Laboratório de Automação e Simulação de Sistemas Elétricos (Lasse) do PTI para duas das 20 unidades geradoras em reposição ao sistema de monitoramento obsoleto. Associado a ele, o Lasse desenvolveu também uma plataforma de monitoramento web, que permite o acesso às informações dos transformadores monitorados pelas equipes de manutenção de Itaipu em suas próprias estações de trabalho, evitando os deslocamentos.

A primeira unidade do sistema desenvolvido pelo Laboratório do PTI foi entregue em abril de 2018 e, desde abril deste ano, a segunda também está em funcionamento. O engenheiro eletricista do Lasse Dabit Gustavo Sonoda, explica que o transformador é o componente utilizado para adequar o nível de tensão do sistema de geração ao nível de transmissão.

Devido a questões construtivas, o gerador trabalha com uma tensão de 18 kV, enquanto o funcionamento do sistema de transmissão envolve uma tensão mais elevada, de 525 kV. Isso faz do componente uma peça crítica, além de ser a segunda unidade individual mais cara dentro de uma usina hidrelétrica, ficando atrás somente do gerador, ressalta o engenheiro.

“A Itaipu possui um índice de disponibilidade bastante elevado, considerando o cenário de produção de energia mundial. Precisamos garantir que esses índices mantenham-se assim, ou elevem-se cada vez mais. Nosso sistema vem ao encontro desse objetivo”, pontua Sonoda.

O sistema é totalmente personalizado para atender às demandas da usina. Além da entrega do painel de monitoramento local dos transformadores, também foi implementada uma plataforma web para a coleta de informações referentes às variáveis às quais os transformadores estão expostos, concentrando-as em uma base de dados única, com consulta de acesso facilitada. Essa plataforma recebe as informações tanto das duas unidades em que foram implementados os sistemas feitos pelo Lasse, como das outras 18 que já possuíam um sistema próprio.

“A galeria de transformadores da usina hoje equivale a uma distância de aproximadamente um quilômetro, o que faria necessário o deslocamento de uma equipe para monitorar as variáveis em campo”, conta Sonoda. Com o sistema web, ele explica, é possível obter os dados de todos os 60 transformadores instalados nas 20 unidades geradoras, possibilitando ainda a detecção de anormalidades no funcionamento e o agendamento das manutenções periódicas, sem prejudicar o índice de disponibilidade das unidades.

“A ideia do monitoramento é permitir que o sistema opere continuamente pelo tempo máximo possível e, diante de um problema, sua manutenção possa ser programada, impedindo a parada da unidade geradora”, frisa o engenheiro. Entre as variáveis as quais os transformadores estão submetidos, são monitoradas grandezas como temperatura, corrente de carga e capacidade elétrica, que influenciam diretamente na saúde desses equipamentos. O sistema online também fornece relatórios e gráficos para indicar o comportamento das variáveis durante períodos específicos, facilitando a identificação de ocorrências.

Foto: Kiko Sierich/PTI

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De monitoramento por drones à segurança da barragem, PTI mira em soluções que podem ser replicadas

O trabalho será basicamente voltado para o agronegócio, turismo e cidades, energias e segurança de infraestruturas

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI) possui, atualmente, 97 projetos que atendem tanto às necessidades da usina de Itaipu, mantenedora da instituição, quanto buscam reduzir a dependência econômica em relação à hidrelétrica e garantir a sustentabilidade do Parque. Dentro dessa meta, um dos desafios é criar cada vez mais soluções que possam ser replicadas em outras usinas e também gerar negócios para o Parque.

Com esse objetivo, foram definidos quatro grandes temas de atuação: agronegócio, energias, turismo e cidades, e segurança de infraestruturas. No início do ano, o Parque abrigava 169 iniciativas, mas muitas delas não tinham aderência à missão da Itaipu, de “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. Menos projetos, mas com mais resultados e mais eficiência é o novo rumo que o Parque está tomando.

Atualmente, 29 projetos são referentes à segurança de barragens e oito tratam do tema automação e simulação de sistemas elétricos. Os projetos de segurança de barragens complementam um trabalho que a Itaipu realiza desde a época da construção da usina e reúnem pesquisas, por exemplo, sobre o comportamento fluidodinâmico de turbinas hidráulicas e sobre a alteração de rochas em sistemas de drenagem de barragens de terra. Já os projetos de automação e sistemas elétricos têm como foco o desenvolvimento de soluções customizadas às necessidades da área técnica da usina.

Embora a Itaipu seja a principal demandante nessas áreas, os trabalhos desenvolvidos no PTI podem atender outras usinas e empresas do setor elétrico. Isso porque outra diretriz da nova gestão do Parque Tecnológico, que tem no comando o general Eduardo Castanheira Garrido Alves como diretor superintendente, o diretor administrativo-financeiro, Flaviano da Costa Masnik, e o diretor técnico, Rafael José Deitos, é garantir a sustentabilidade da instituição, reduzindo a dependência de sua mantenedora.

“A expertise adquirida pelos profissionais do Parque Tecnológico no atendimento à maior usina geradora de energia do mundo pode ser aproveitada por outras empresas que tenham necessidades semelhantes”, explica o diretor técnico. Um novo planejamento estratégico do Parque está sendo estruturado exatamente para essa independência se torne realidade.

Dentro da linha dos quatro temas escolhidos pelo PTI estão em andamento, por exemplo, ações do Núcleo de Inteligência Territorial, que fornece informações para a Itaipu assegurar a segurança hídrica e a conservação da biodiversidade do território.

O monitoramento por drones é outra iniciativa em execução. Os equipamentos têm auxiliado o monitoramento e o acompanhamento de obras do PTI e da Itaipu, como o caso da segunda ponte, que está sendo construída sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, no Paraguai. A obra é bancada pela margem brasileira de Itaipu.

O desenvolvimento de uma nova versão das baterias de níquel-sódio, com célula planar, que poderão ser usadas em uma vasta gama de aplicações, é mais um exemplo dos projetos que o PTI tem dado continuidade dentro deste novo planejamento.

“O Parque Tecnológico Itaipu tem muito a oferecer para a região e para o Brasil. Atendendo às demandas da Itaipu e buscando novos negócios, queremos dinamizar esse ecossistema de desenvolvimento tecnológico e de inovação, criar um ambiente colaborativo e incentivar o empreendedorismo, impulsionando o crescimento social e econômico de Foz e região”, ressalta Deitos.

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh.

Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh.

Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Fotos: Kiko Sierich

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Começa votação da escolha dos nomes dos filhotes de onça nascidos no Refúgio Biológico da Itaipu

Alunos da Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima visitaram o Refúgio Biológico Bela, na manhã desta quarta-feira (11), para deixar seus votos

Foi difícil conter a alegria dos 44 alunos da Escola Municipal Arnaldo Isidoro de Lima que foram conhecer, na manhã desta quarta-feira (11), os filhotes recém-soltos no Recinto das Onças no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). Os alunos fazem parte do grupo que irá batizar os felinos, escolhendo a partir de uma lista de nomes pré-definida.

A campanha “Que nome você acha que combina com a gente?” conta com a participação das crianças de duas escolas municipais da Vila C – Arnaldo Isidoro de Lima e Padre Luigi – para decidir entre as opções selecionadas pela Diretoria de Coordenação da Itaipu. Todos os alunos das escolas estão participando de visitas para conhecer as onças e votar no nome preferido.

As opções, todas no idioma avá-guarani, são Arandu (sábio), Marangatu (santo) ou Pytu (fôlego) para o macho, e Panambi (borboleta), Poty (flor) ou Porã (bonita) para a fêmea. Durante as visitas ao espaço, as crianças votam usando um tablet.

No total, pouco mais de mil crianças devem participar da votação, que segue até outubro. Até o momento, aproximadamente 150 já votaram. A escola que alcançar o maior número de votos nos nomes vencedores será contemplada com cinco computadores, para equipar ou instalar uma sala de informática.

O concurso foi muito bem recebido pelas crianças, de acordo com a professora Geneci Alves de Oliveira, que acompanhou a turma. As visitas ao Refúgio já são, para a maioria delas, um prêmio. “Estão todos admirados por estarem tão próximos dos animais assim”, comentou Geneci. “Alguns nunca visitaram o Refúgio antes e ficaram maravilhados. Estamos todos felizes pela iniciativa da Itaipu”, completou a professora.

Ver os animais tão de perto fez Roque Pinheiro, de sete anos, se sentir “melhor do que nunca”. “Essa visita foi incrível, tem muitos animais aqui! O Refúgio é muito legal, podem vir todos!”, convidou.

O passeio também foi elogiado pelo Vicente Felipe Amaral, de seis anos: “Incrível, esse lugar é bem bonito!” Já a Yasmin de Oliveira, de cinco anos, foi bem decisiva para escolher o nome dos filhotes: “Votei no Fôlego (Pytu) e na Bonita (Porã), porque eu também sou!”, brincou a aluna.

Grande família

As onças-pintadas nasceram nos dias 1º e 2 de junho deste ano, e foram apresentadas à imprensa no dia 27 de junho, data do aniversário dos 35 anos do Refúgio Biológico Bela Vista. Na ocasião, foi feita a sexagem (processo visual para saber se são macho ou fêmea), além de uma avaliação geral para verificar a saúde dos filhotes. O filhote macho é pintado como o pai (Valente), enquanto a fêmea é melânica como a mãe (Nena).

As oncinhas podem ser vistas no Refúgio, junto à mãe, Nena, às terças, quartas e quintas-feiras; nas segundas e sextas-feiras, o espaço fica reservado para o pai, Valente. A escala entrou em vigor no dia 29 de agosto, quando os filhotes foram soltos no espaço pela primeira vez, após três meses de quarentena.

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

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Ponte bancada por Itaipu em Foz do Iguaçu chama atenção de grandes investidores para o Porto Meira

Se os investimentos forem confirmados, darão um novo perfil econômico à região, que reúne 32 bairros

A região do Porto Meira, uma das mais importantes de Foz do Iguaçu, no Paraná, começa a atrair a atenção de grandes investidores nacionais e internacionais devido à construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, bancada pela Itaipu Binacional. A obra, que já está na fase inicial, tem investimento inicial de cerca de R$ 60 milhões.

Estão previstas, por exemplo, a vinda de um shopping com “duty free”, voltado para lazer e entretenimento, e a instalação da maior roda-gigante da América Latina, com 90 metros de altura. A roda-gigante mais famosa do mundo, a de Londres, tem 135 metros.

Os nomes dos investidores ainda são mantidos em sigilo por questão contratual, mas se os investimentos se confirmarem, a região, que reúne 32 bairros, passará a ter um novo perfil econômico, com abertura de novas frentes de trabalho, geração de riqueza e maior segurança para turistas e moradores. A Ponte da Integração fará do Porto Meira um importante eixo de importação e exportação entre o Brasil e o Paraguai.

“É exatamente essa transformação e esse legado que a Itaipu quer promover. Não só no bairro, como em toda a cidade, a região de fronteira e os municípios vizinhos dos dois lados do Rio Paraná”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna.

Para o general Luiz Felipe Carbonell, diretor de Coordenação – área de Itaipu responsável diretamente pela obra, “a segunda ponte sobre o Rio Paraná, por si só, abre frentes de trabalho nos dois lados da fronteira. Somando-se a esses investimentos previstos, isso criará condições para o Porto Meira reviver tempos áureos”.

Carbonell se refere à época em que era feita a travessia de balsa, pelo Porto Meira, entre o Brasil e Argentina. Segundo matéria publicada na revista da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi), formava-se um verdadeiro formigueiro humano na descida da barranca do Rio Iguaçu, de brasileiros que seguiam de barco para Puerto Iguazú, na Argentina.

Depois, foi construída a Ponte Tancredo Neves e o Porto Meira perdeu seu maior atrativo, que era justamente servir para a travessia entre os dois países, com argentinos vindo comprar no Brasil e brasileiros indo para lá fazer compras.

Localização
A Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco, a segunda sobre o Rio Paraná, tem investimento previsto de R$ 463 milhões, custeado totalmente pela margem brasileira da Itaipu.

Deste valor, R$ 323 milhões serão usados na construção da ponte e R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a ponte e a BR-277, permitindo que os caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a rodovia federal brasileira, sem passar pela área urbana de Foz do Iguaçu.

A nova ligação, cuja obra é gerida pelo governo do Estado, deve ficar pronta em três anos. A construção começou no último dia 7 de agosto.

Em que pé está?
O consórcio Construbase-Cidade-Paulitec, responsável pela obra, está trabalhando na terraplanagem e montagem do canteiro de obras. Na sequência, será feita a fundação – o bloco principal que vai segurar os mastros de 120 metros responsáveis pela sustentação da ponte.

Para o início serão usadas 20 máquinas, como caminhões, tratores de esteira, motoniveladoras, escavadeiras hidráulicas, rolo compactadores, entre outras.

A previsão é que, no pico das obras, sejam contratados cerca de 500 trabalhadores – cem a mais do que previsto inicialmente – e que de 10 a 12 empresas atuem de forma indireta na construção da ponte.

Com 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior de uma ponte estaiada no Brasil, a obra terá duas torres de 120m de altura. A pista terá 3,7m de largura de cada lado, acostamento de 3m e calçada de 1,7m.

A Itaipu
Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh.

Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh.

Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.