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Itaipu vai apoiar criação de Centro Integrado de Inteligência em Foz do Iguaçu. Veja fotos da reunião!

A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 23, na usina, durante encontro
inédito entre a binacional e todas as forças de defesa e de segurança da região

A usina de Itaipu vai apoiar a criação de um Centro Integrado de Inteligência em Foz do Iguaçu, no Paraná. Na próxima semana, representantes da binacional terão um encontro com o Ministério da Justiça e Segurança para tratar do assunto.

A informação foi adiantada nesta quinta-feira, 23, durante encontro inédito da diretoria da binacional com todas as forças de defesa e órgãos de segurança da região. O projeto-piloto foi idealizado pelo ministro Sérgio Moro e reforça o trabalho de integração e inteligência entre as forças de segurança.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, os 187 km de fronteira na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) geram a necessidade de uma defesa conjunta e constante.

Ele recebeu pela primeira vez de forma conjunta todas as forças de defesa e os órgãos de segurança que têm atuação na região para falar da cooperação mútua entre esses órgãos e da participação de Itaipu. Só em convênios e parcerias, a usina já investiu R$ 27 milhões em segurança e prevê outros R$ 13 milhões para a mesma finalidade.

Outro projeto importante para reforçar a segurança na região é o apoio à implantação do sistema E-gates, de controle migratório na fronteira com a Argentina, e a implantação de um sistema de monitoramento por câmeras de reconhecimento facial na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai.

Criar vínculos
“Nesta área de inteligência é preciso construir confiança para dividirmos as informações e isso é um trabalho constante. Nada melhor para a construção da confiança do que manter o contato pessoal, estar junto e olhar no olho das pessoas”, afirmou Joaquim Silva e Luna.

De acordo com ele, a empresa aproveita a sua reputação e seu peso institucional para ajudar a criar os vínculos entre as instituições. “Na Itaipu, o ambiente de cooperação não é opção, é impositivo. Precisamos trabalhar juntos, trocando informações e inteligência”.

O encontro reuniu representes das Forças Armadas; dos órgãos de segurança pública, como Polícia Federal, Rodoviária, Civil, Militar e Ambiental; além de Receita Federal, Corpo de Bombeiros, Detran, Nepom e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Força conjunta
Durante a reunião, o chefe da Assessoria de Informações da Itaipu, coronel Francisco Ronald Rocha Fernandes, e o superintendente de Segurança Empresarial, coronel Alfredo Santos Taranto, apresentaram uma visão geral da relação da empresa com os órgãos de defesa e de segurança.

O coronel Taranto explicou os diferentes níveis de prioridade de atuação da segurança orgânica da Itaipu dentro da binacional. Segundo ele, a Casa de Força tem prioridade máxima de segurança, dada a importância estratégica da produção de energia ao Brasil e o Paraguai.

“Este é o coração de nossa preocupação com segurança na Itaipu”, resumiu Taranto. “Mas, fora de nossas dependências, os empregados não têm poder legal de atuação, por isso são necessários os convênios com os órgãos de segurança da região.”

Parcerias
Ronald destacou os principais convênios e acordos de cooperação entre Itaipu e os órgãos de defesa e segurança. Entre as parcerias, está a cessão da base náutica em Entre Rios do Oeste para a Polícia Militar do Paraná instalar um Batalhão de Polícia de Fronteira, além dos estudos para cessão de outra área, em Santa Helena, que será usada pela Polícia Federal.

Ele também comentou sobre o apoio logístico com a compra de combustível e óleo diesel e a troca de informações da rede de inteligência dos municípios lindeiros. Em parceria com o Exército Brasileiro, por exemplo, a Itaipu mantém um convênio relacionado à segurança cibernética.

“Este tema será fundamental para Itaipu, especialmente, durante a atualização tecnológica da usina”, afirmou. Ele também destacou a parceria com o Abin no Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC). No início de junho, a Agência vai enviar para Itaipu um relatório de análise de risco.

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Consórcio responsável pela construção da ponte bancada por Itaipu recebe quase 2 mil currículos em um dia

Há ofertas de empregos para cargos diversos, como serventes,
auxiliares de escritório, engenheiros e arquitetos, entre outros

O Consórcio Construbase – Cidade – Paulitec, responsável pela construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, recebeu 1.916 currículos para o preenchimento das 400 vagas ofertadas para a obra. O número foi registrado até as 18 horas desta quarta-feira (22) – após a abertura da recepção dos currículos anunciada pelo gerente de contrato do consórcio, Osman Bove.

São ofertas de empregos para cargos diversos, como serventes, auxiliares de escritório, engenheiros e arquitetos, entre outros.

O trabalho começará com a montagem do canteiro de obras no Porto Meira, bairro de Foz do Iguaçu onde será erguida a ponte até a cidade de Presidente Franco, no Paraguai. Para esta fase inicial devem ser contratados profissionais das áreas de administração, engenharia e arquitetura, por exemplo. Na sequência, serão admitidos os operários.

Uma nova frente de trabalho será aberta ainda quando começarem as obras da Perimetral Leste, que ligará a ponte à BR-277, e das duas novas aduanas. Serão mais 400 vagas, somando um total de 800 empregos diretos.

Para as obras complementares, no lado paraguaio, a previsão de contração é de 1.500 pessoas. Os interessados nas vagas devem enviar currículos para osman@consorciopontefoz.com.br.

Antes da obra em si, o consórcio está executando alguns trabalhos preparatórios – como levantamentos topográficos, revisão de projetos e locação de terreno para a construção do canteiro.

Todos os recursos previstos (R$ 462.995.564,22) para construir a ponte e a perimetral em Foz do Iguaçu serão provenientes da Itaipu. Para isso, a binacional está fazendo um remanejamento do dinheiro aplicado em convênios e patrocínios que não tinham aderência à missão da empresa.

A previsão é que a obra seja concluída em três anos, sem alteração da tarifa de energia de Itaipu, para não prejudicar o consumidor brasileiro.

Foto: Itaipu Binacional

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Indicação de ex-ministro em Itaipu pode esbarrar na “Carne Fraca”, afirma blog

Assim que veio a tona a notícia da indicação do ex-deputado Osmar Serraglio para uma diretoria na Itaipu, perdigueiros de plantão foram a campo.

Identificaram o nome do ex-ministro da Justiça do governo Michel Temer como um dos alvos da operação ‘Carne Fraca’, que investiga corrupção envolvendo frigoríficos do Paraná.

A notícia, no Blog do Zé Beto, vem com uma pergunta instigante: “Seria o fim da austeridade?”.

Leia a íntegra da nota creditada ao “correspondente em Brasília” do blog:

A indicação de Osmar Serraglio, envolvido no escândalo da operação a ‘Carne Fraca’, não combina com a política institucional de austeridade implantada pelo general Silva e Luna, diretor-geral, que até agora se blindou com um corpo técnico comprometido com as pautas de interesse da Itaipu e da população local“.

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

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Governo avalia nomear ex-ministro de Michel Temer como diretor em Itaipu

O nome do ex-deputado Osmar Serraglio, ministro da Justiça de Michel Temer, está sendo avaliado no “banco de talentos” do governo de Jair Bolsonaro.

É que o nome dele foi indicado por deputados do Paraná para diretor jurídico de Itaipu. A informação, de O Antagonista, foi confirmada pelo próprio ao site.

Antes de ser deputado, Serraglio foi assessor jurídico da Prefeitura de Foz do Iguaçu, para onde teria de se mudar, caso tenha a nomeação confirmada.

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Paga pela Itaipu, obra da segunda ponte entre Brasil e Paraguai deve gerar 400 empregos diretos

Consórcio responsável pela construção já está recebendo currículos para seleção de pessoal

Em breve, o bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu, onde será erguida a p, bancada por Itaipu, deverá se tornar um grande canteiro de obras. O Consórcio Construbase – Cidade – Paulitec, responsável pela construção da segunda ponte, está trabalhando no planejamento, montando escritório de apoio e recebendo currículos para seleção de pessoal. Serão criados inicialmente cerca de 400 empregos, em várias frentes.

Alguns trabalhos preparatórios – como levantamentos topográficos, revisão de projetos e locação de terreno para a construção do canteiro, considerados normais nesta etapa inicial – estão sendo feitos para dar início às atividades. O gerente de contrato do consórcio vencedor, engenheiro Osman Bove, encaminhou toda a documentação necessária para viabilizar a licença ambiental e o canteiro de obras.

O engenheiro também iniciou contato com a Receita Federal e órgãos do Paraguai para facilitar o transporte de materiais, tanto por via terrestre como por via fluvial, uma vez que haverá a necessidade de transporte de balsa a serviço exclusivo da ponte.

Além de brasileiros, também serão contratados paraguaios. Bove quer garantir que os futuros colaboradores paraguaios tenham direitos trabalhistas idênticos aos dos trabalhadores moradores de Foz.

Hub logístico

A pedra fundamental da ponte foi lançada pelos presidentes do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no último dia 10 de maio.

Segundo o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, o lançamento é propriamente o início da construção, porque dá início ao processo. A obra tornará a região o maior hub logístico da América do Sul.

O nome da ponte tem vários simbolismos, porque aproxima cada vez mais Brasil e Paraguai. Ela ligará Foz a Presidente Franco, vizinha a Ciudad del Este. Ela representa um marco na integração entre os dois países e também com a Argentina, que será beneficiada pela construção. No futuro, a segunda ponte poderá ter uma conexão com o Chile e a Bolívia.

Todos os recursos previstos (R$ 462.995.564,22) para construir a ponte e a perimetral em Foz do Iguaçu serão provenientes da Itaipu. Para isso, a binacional está fazendo um remanejamento do dinheiro aplicado em convênios e patrocínios que não tinham aderência à missão da empresa. A previsão é que a obra seja concluída em três anos, sem alteração da sua tarifa de energia, para não prejudicar o consumidor brasileiro.

Gargalo

Na região, a ponte também será fundamental para aliviar o congestionamento na Ponte Internacional da Amizade e evitar o trânsito de veículos pesados pelo centro de Foz do Iguaçu. A Ponte da Amizade será utilizada apenas pelo tráfego local entre Foz e Ciudad del Este e, ainda, para uso turístico, especialmente o de compras, uma das vocações da cidade paraguaia.

Currículos

Das 400 vagas inicialmente previstas, 80 são para trabalho indireto na obra, para cargos como técnicos administrativos, auxiliares de serviços gerais, almoxarifes e engenheiros, entre outros. As demais são reservadas para os operários – serventes, carpinteiros e armadores, por exemplo.

Um site está em desenvolvimento e em breve deve concentrar todas as informações a respeito da construção e da sua administração, mas, provisoriamente, os candidatos podem enviar seus currículos para o e-mail osman@consorciopontefoz.com.br.

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Respeito ao dinheiro público: Itaipu tem nova norma para concessão de patrocínios

Medida entra em vigor nesta semana. Apenas ações e projetos
que deixem legado para a população serão patrocinados

A Itaipu Binacional conta agora com uma norma de concessão de patrocínio mais rigorosa. A principal mudança é para fortalecer os apoios financeiros para eventos de geração de energia elétrica e segurança hídrica, ligados diretamente à atividade fim da usina. Até 2020 o processo deverá também incluir o lançamento de edital de seleção pública.

A determinação do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, prevê a otimização de recursos públicos para ações que deixem legado para a população sem que haja aumento de tarifa da energia elétrica. Pelo contrário, todas as medidas têm como proposta reduzir o valor do custo da eletricidade de Itaipu para os clientes.

Ela também atende às diretrizes da política de austeridade do governo federal, respeitando os princípios de legalidade, publicidade, eficiência, moralidade e impessoalidade contidos no artigo 37 da Constituição Federal de 1988.

“Além de moralizar o uso de recursos para patrocínios aderentes à missão da empresa, a Itaipu está remanejando o orçamento para investir em obras estruturantes, como é o caso da Ponte da Integração Brasil-Paraguai e a ampliação e modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, entre outras”, diz o general Joaquim Silva e Luna.

Ele acrescenta, ainda, outra prioridade de Itaipu para os próximos anos: “a atualização tecnológica da usina, que será fundamental para garantir que continue gerando o máximo de energia possível, atendendo com eficiência os mercados do Brasil e do Paraguai”.

Exigências
Com a nova norma, apenas serão permitidos patrocínios relacionados a temas que contemplem o desenvolvimento social, econômico, turístico, tecnológico e sustentável da região de atuação da Itaipu, por meio de ações socioambientais, educativas, esportivas, culturais e tecnológicas.

Entre outras mudanças, os patrocínios atenderão somente entidades sem fins lucrativos. Serão vedados patrocínios para pessoas físicas, assim como para rodeios e para entidades que tiveram suas contas integralmente reprovadas em repasses anteriores. Também está vedado o patrocínio a fundações de Itaipu, ao futebol profissional e para shows artísticos.

A última mudança da norma de patrocínio ocorreu em novembro do ano passado. A ideia é que a nova norma seja cada vez mais aperfeiçoada, atendendo os mais rigorosos parâmetros de compliance, que é a obediência a todas as leis, regras e regulamentos aplicáveis a cada patrocínio.

Os patrocínios, pela nova norma, poderão contemplar projetos dos 55 municípios da área de influência da usina, que teve sua missão ampliada de 16 cidades lindeiras para todo o Oeste do Paraná e dois municípios de fora da região. São eles: Anahy, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Brasilândia do Sul, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante do Sul, Diamante D’Oeste, Entre Rios do Oeste, Formosa do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Iracema do Oeste, Itaipulândia, Jesuítas, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Pato Bragado, Quatro Pontes e Ramilândia.

A região atendida inclui ainda Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi, Ubiratã, Vera Cruz do Oeste.

São 52 da região Oeste do Paraná, mais Altônia, e Francisco Alves, ambos no Noroeste do Estado, e Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, que faz parte dos 16 municípios lindeiros beneficiados pelo repasse de royalties de Itaipu.

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Mesmo com novas fontes, hidrelétricas continuarão sendo a base do sistema elétrico brasileiro, afirma ONS

Protagonismo das hidrelétricas na manutenção do alto uso das energias
renováveis no Brasil ganhou destaque na abertura do 18º Eriac

A indústria da eletricidade deve passar por mudanças profundas nos próximos anos, com a expansão de fontes renováveis, como eólicas e solares, e do uso dos veículos elétricos, da produção de energia pelos próprios consumidores e da dificuldade de regularização dos reservatórios. Ainda assim, por muito tempo, as hidrelétricas continuarão sendo a base do sistema elétrico brasileiro, o que manterá o País como um exemplo mundial do aproveitamento de fontes renováveis, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata.

A afirmação foi feita na noite desse domingo (19), durante a abertura do 18º Encontro Regional Ibero-americano (Eriac) do Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Cigré), em Foz do Iguaçu (PR). O evento é organizado pela Itaipu Binacional e a abertura teve a participação do diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, e do diretor técnico José Maria Sánchez Tilleria, que representou a Diretoria Geral paraguaia.

O seminário, o mais importante da região ibero-americana do Cigré, prossegue até quinta-feira (23) no Rafain Palace Hotel & Convention. Nos cinco dias, são esperados 600 participantes e painelistas de 10 países – Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Itália, México, Portugal e República Dominicana.

Ao todo, serão apresentados cerca de 300 trabalhos técnicos em 16 Comitês de Estudo do Cigré, discutidos simultaneamente em oito salas diferentes. A ideia é promover a troca de experiências capazes de ajudar o setor a enfrentar os desafios do presente e do futuro.

“Trata-se de uma área sofisticada e cada vez mais conectada e interdependente”, disse o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, durante sua fala na solenidade, na qual citou a importância de estudos para trabalhos como a atualização tecnológica da Itaipu. “Temos este grande desafio que já está iniciado, em termos de planejamento e do esboço do que precisamos fazer neste projeto. E precisamos fazer isso gerando a demanda necessária para os dois países”, explicou. “Estamos criando sistemas para integrar tudo e este tipo de aprendizado se dá em momentos como esse, trocando conhecimento, experiência, criando união e, sobretudo, confiança.”

Hidrelétricas garantem matriz limpa

Embora haja previsão de aumento de quase 5.000 MW na capacidade instalada das hidrelétricas no País, até 2023, a participação destes empreendimentos no sistema elétrico brasileiro deve diminuir porcentualmente com a expansão de novas fontes, como eólica e solar, passando de 67,5% para 64%. “Apesar disso, a participação hidrelétrica será majoritária, o que dá a nossa matriz uma característica excepcional de energia limpa. A longo prazo, as hidrelétricas continuarão sendo a base do sistema”, afirmou Barata.

“Há países que não chegam a 30% da matriz com energia renovável. Estamos partindo para o futuro com patamares elevados neste aspecto, com 87% de fontes renováveis, sendo 70% a partir de fonte hidráulica”, completou o diretor de Transmissão da Eletrobras e vice-presidente técnico do Cigré, Marcio Szechtman. O assunto foi abordado por ele em sua palestra “A atuação do Cigré frente a evolução disruptiva do setor de energia elétrica”, proferida após a abertura do evento.

No território brasileiro, a perspectiva do ONS é a de que o sistema elétrico se torne cada vez mais complexo, com o intercâmbio de energia entre as regiões em corrente contínua e alternada, do uso múltiplo dos recursos hídricos e da perda de capacidade de regularização dos reservatórios. Mas Itaipu está fora do radar de preocupações. “Este cenário tem exigido uma interação maior entre o Operador Nacional do Sistema e aquelas empresas que operam os reservatórios. Fazemos um trabalho diário, na busca de otimizar o nível de regularização”, explicou o diretor-geral do ONS. “Durante muitos anos os problemas eram menores, porque tínhamos uma capacidade de regularização muito grande. A medida que essa capacidade foi se esgotando, esta interação com a Itaipu tem aumentado e tem mantido um padrão de qualidade excepcional.”

45 anos de integração
Para o presidente honorário do 18º Eriac, Jorge Nizovoy, Itaipu representou um marco mundial da engenharia de potência, que tem um “antes e depois” da criação da binacional, que completou 45 anos no último dia 17. “A água pode separar ou unir. Aqui, o que vimos foi justamente a união”, disse, em analogia à bem-sucedida binacionalidade da Itaipu.

A integração promovida pela hidrelétrica transcende o seu próprio empreendimento, na opinião de Josias Matos de Araújo, que representou a presidência do Cigré Brasil nesta edição do Eriac. Para ele, Itaipu tem sido uma parceira histórica do setor elétrico ao criar conexões entre as empresas por meio de encontros como o 18º Eriac. “Estamos na era da internet das coisas, da conectividade. Eventos como esses conectam o conhecimento e o transforma em produtos para o sistema elétrico brasileiro, contribuindo para que ele tenha a robustez capaz de suportar contingências”, disse.


O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, durante abertura do Eriac


Marcio Szechtman, diretor de Transmissão da Eletrobras, fez a palestra de abertura do 18º Eriac


Josias Matos de Araújo, que representou a presidência do Cigré Brasil: Itaipu como parceira permanente contribui para integrar todo o setor


Da esquerda para a direita: Celso Torino, superintendente de Operação de Itaipu e coordenador da comissão organizadora do 18º Eriac, Silva e Luna, Josias de Araújo e Mauro Corbellini, diretor técnico Executivo da Itaipu

O Eriac
O encontro, de caráter internacional, é realizado a cada dois anos na tríplice fronteira. Sua organização conta com a presença de representantes da Argentina, Brasil e Paraguai – os países que alternadamente sediam a organização do evento. A 17ª edição foi realizada em Ciudad del Este, em 2017 e a 19ª, em 2021, está programada para ocorrer em Puerto Iguazú. Nesta 18ª edição, o superintendente de Operação de Itaipu, Celso Villar Torino, é o coordenador-geral da comissão organizadora do evento.

A programação conta com uma visita técnica à Itaipu, na quinta-feira (23), das 8h às 12h. A cerimônia de encerramento e entrega de prêmios será no mesmo dia, às 18h15, no Rafain Palace Hotel & Convention.

Antes, na quarta-feira (22), o Eriac terá o Fórum das Nações, evento paralelo com palestras de especialistas do setor elétrico da Ásia, América Central e do Brasil. AQUI para ver a agenda completa

Sobre o Cigré
O Comitê de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Cigré) é uma entidade internacional presente em mais de 100 países, que congrega os profissionais do setor elétrico para debates técnicos. O Comitê Técnico do encontro reúne, além de Argentina, Brasil e Paraguai, os outros seis Comitês Nacionais Ibero-americanos do Cigré: Andino (Bolívia, Equador e Peru), além de Colômbia, Chile, Espanha, México e Portugal.

Fotos: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

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Por que a Itaipu Paraguai não migra o pessoal de Assunção para “cá”?

À esquerda, a sede em Curitiba.À direita, a nova sede em Assunção

Economia de recursos, todo o corpo funcional na cidade-sede da usina, redução de gastos com passagens, diárias, etc, etc.

Argumentos fortes que levaram o diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, a decidir pelo fechamento do escritório da Itaipu em Curitiba e migrar os cerca de 150 empregados para as instalações de Foz do Iguaçu. As informações são de Cláudio Dalla Benetta, no Portal H2FOZ.

É uma medida acertada, em que pese o sacrifício imposto aos empregados da capital – que, por sinal, está previsto no contrato assinado com a binacional. Quando necessário, a usina pode remanejar o funcionário para um ou outro local de interesse empresarial.

Ela, a medida, se soma a outras que reduzem custos e remanejam gastos de convênios e patrocínios, por exemplo, para aquilo que se enquadra na missão ampliada da usina.

Ok, e no Paraguai? Tudo muda pra ficar sempre como está.

No lado paraguaio, Itaipu transferiu seu escritório na capital para um moderníssimo edifício, construído pela Cajubi (o fundo de previdência privada dos empregados de Itaipu, na margem de lá).

O prédio tem 17 andares e representou para a Cajubi um investimento de US$ 22 milhões (R$ 90 milhões!), sem contar os equipamentos e móveis. A Cajubi espera recuperar o vultoso investimento com o aluguel para Itaipu.

Os equipamentos do edifício incluem um sistema de climatização com volume de refrigeração variável, sensores de presença e seis elevadores, um deles para pessoas com dificuldade motora.

Antes da nova sede, a Itaipu paraguaia pagava de aluguel pelo uso de um prédio do fundo de previdência da Ande o equivalente a R$ 126 mil. Agora, para a Cajubi, o aluguel mais do que dobrou: R$ 260 mil mensais.

Mais do que o lado brasileiro está pagando pelo aluguel da Fibra, em Curitiba, que hoje está em R$ 208 mil. Esse contrato termina quando os últimos empregados estiverem em Foz, em 31 de janeiro de 2020.

Outros gastos

A Itaipu do Paraguai vai continuar, portanto, pagando passagens e diárias para viagens de Assunção a Hernandarias (sede da usina no Paraguai) e de Hernandarias a Assunção, gasto que se soma ao aluguel, de mais de R$ 3,1 milhões ao ano pela moderna sede.

Há voos diários entre Assunção e Ciudad del Este, mas o deslocamento aos aeroportos, tanto na capital como para Hernandarias, exige o uso de táxis, gasto que Itaipu cobre.

E, para os diretores (ou, ao menos, para o diretor-geral paraguaio, José Alberto Alderete), há uma mordomia a mais: a empresa mantém um jatinho, pra que ele não se submeta ao sacrifício de se locomover só nos horários dos voos programados. Este jatinho faz a rota Assunção=Hernandarias (e vice-versa), utilizando o Aeroporto Itaipu.

Não se sabe se, como antigamente, o diretor-geral paraguaio é recebido no aeroporto pelos demais diretores e empregados mais cacifados. Talvez não.

De qualquer forma, vale a pergunta do título. Ao menos até 2023, quando os dois países vão acertar como ficarão as contas, as responsabilidades e a administração da energia de cada lado, seria vital que o Paraguai levasse a sério a austeridade que José Alberto Alderete disse que está em prática no lado dele.

Se é uma empresa só, embora pertença aos dois países, não pode haver disparidade de gestão. O dinheiro que entra, na maior parte, provém dos sofridos consumidores brasileiros, que pagam mais que os paraguaios por dois motivos: pelos benefícios concedidos pelo Brasil para usar a parte paraguaia de energia e porque os impostos no Paraguai para a eletricidade são muito mais baixos.

Outro detalhe é que, se a Itaipu das duas margens funcionasse apenas aqui na fronteira, o assédio de políticos por cargos diminuiria bastante.

Não é à toa que, no Paraguai, Itaipu emprega políticos e parentes deles de montão. Quase todos em Assunção.

Fotos: Google e Última Hora

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Início das obras da barragem da Itaipu Binacional completa 45 anos nesta sexta-feira, 17

45 anos  O início das obras da mais famosa hidrelétrica da América do Sul completa hoje (17) 45 anos. A Itaipu Binacional é um marco na relação diplomática entre dois povos. Na década de 1970, brasileiros e paraguaios superaram desafios tecnológicos e financeiros para construir a imensa estrutura, que alterou o curso do rio Paraná e se tornou símbolo de união.

Enxuto  O diretor-geral brasileiro Joaquim Silva e Luna determinou que a Itaipu manterá em Curitiba apenas um escritório de representação, a exemplo do que já ocorre em Brasília (DF). O plano de migração dos cerca de 150 empregados das unidades organizacionais da capital para o centro de comando brasileiro da usina, em Foz do Iguaçu, ocorrerá de julho deste ano a 31 de janeiro de 2020.

10 candidatos  O Blog do Tupan cravou ontem (16) que as eleições majoritárias em Foz do Iguaçu, em 4 de outubro do ano que vem, terão um mínino de 10 candidatos. A conta é resultado do vim das coligações proporcionais, segundo ele. Além de Chico Brasileiro, pelo PSD, acredita o blog, devem aparecer nomes PSDB, MDB, Rede, Psol, PT, Podemos, Patriota, Cidadania, DEM e PP.

Vice-líder  O deputado Soldado Adriano José foi anunciado vice-líder do governo Ratinho Junior na Assembleia Legislativa. Fará dobradinha com o líder, Hussein Bakri, nas defesas dos interesses da administração municipal.

Emprego  Aproximadamente 5,2 milhões de pessoas procuram trabalho em todo país há um ano ou mais. A afirmação é com base nos dados divulgados esta semana pelo IBGE. O grupo representa 38,9% dos 13,4 milhões de desempregados no país.

Emprego II  A maioria das pessoas que buscam trabalho estão desempregadas há menos de um ano. Essa parcela da população soma 8,2 milhões de trabalhadores, o que representa 61,1% do total.

Me atingir’  O presidente Jair Bolsonaro reagiu ontem à reportagem de VEJA, sobre os indícios de lavagem de dinheiro contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, por meio da comercialização de imóveis. Segundo ele, trata de “uma jogadinha” e que a finalidade da investigação do Ministério Público é atingi-lo.

Me atingir’ II  “Isso é uma jogadinha. Quebraram o sigilo bancário dele desde o ano passado e agora para dar um verniz de legalidade, quebraram oficialmente o sigilo dele e mais 93 pessoas?”, indagou à imprensa em Dallas, nos EUA. “O objetivo é me atingir”, completou.

Ronildo Pimentel
Editor

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Itaipu completa 45 anos com um novo marco na relação entre brasileiros e paraguaios. Veja fotos históricas!

Hoje os desafios mudaram e a empresa se prepara para um novo salto histórico, investindo em um legado para os dois povos

Primeiro veio o sonho de concreto. Na década de 1970, brasileiros e paraguaios superaram desafios diplomáticos, tecnológicos e financeiros para construir a hidrelétrica de Itaipu, a maior usina do mundo em geração de energia elétrica, para garantir o desenvolvimento dos dois países e transformar a vida dos seus povos. Brasil e Paraguai entravam numa nova fase de integração e desenvolvimento.

No dia 17 de maio de 1974, a Itaipu Binacional era constituída formalmente. Depois, vieram novas superações, com uma sucessão quase ininterrupta de recordes de produção de energia elétrica limpa e renovável. Em 2016, a usina brasileiro-paraguaia chegou ao topo de sua geração, garantindo o recorde mundial anual histórico, com 103,1 milhões de megawatts-hora (MWh).

O acumulado de energia produzida desde maio de 1984, quando Itaipu começou a operar, dez anos depois do início da construção, já soma 2,63 bilhões de MWh. Essa energia toda é suficiente para iluminar o mundo inteiro por aproximadamente 40 dias.

Herança para a região
Hoje, 45 anos depois de ser criada, a usina binacional se prepara para um novo marco de sua história: fortalecer laços de amizade com o país vizinho e a região do seu entorno para construir um legado de boas realizações, com resultados mensuráveis, em especial, para o Oeste do Paraná, no lado brasileiro da binacional, onde a usina está localizada.

Dentro dessas medidas estão a ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), o mais importante da região, com investimentos de mais de R$ 64 milhões; a mudança no escopo de convênios, parcerias e patrocínios, com a otimização de recursos e combate ao desperdício; e a migração dos quase 150 empregados que trabalham no escritório de Curitiba para Foz do Iguaçu, onde está o centro de comando da usina.

A mudança dos empregados de Curitiba para Foz proporcionará uma grande economia, pelo fim da necessidade de pagar pelo aluguel do Edifício Parigot de Souza e a redução a quase zero das constantes despesas de viagem (passagens e diárias). Além disso, o processo de centralização do corpo funcional na cidade-sede, da usina na margem brasileira, dará mais agilidade e facilidade nos processos de gestão, já que o corpo funcional estará do centro decisório da empresa e das ações estratégicas voltadas à atividade-fim e à missão institucional da Itaipu.

Outra iniciativa fundamental é o aporte financeiro para a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco. Até agora, a única ligação terrestre nessa fronteira dos dois países é a Ponte da Amizade, sobre o Rio Paraná.

Com a segunda ponte, haverá uma grande transformação na região, com a geração de riquezas para ambos os países, com infraestrutura mais adequada, desafogando o trânsito pesado da Ponte da Amizade,, criação de empregos diretos e indiretos nos bairros adjacentes, como o Porto Meira, e também no lado paraguaio.

Todas as medidas anunciadas desde a posse do diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, têm como premissa o bom emprego dos recursos públicos, com respeito ao dinheiro pago pelo consumidor pela energia elétrica. As iniciativas estão sendo adotadas em consonância com as diretrizes de austeridade do governo federal.

Tudo o que está sendo feito e planejado não significa deixar de lado duas ações fundamentais: a aplicação de recursos na modernização tecnológica das unidades geradoras e os estudos para a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que trata das bases financeiras do acordo entre Brasil e Paraguai.

“Se a construção de Itaipu, nos anos 1970, mudou a realidade socioeconômica da região de Foz do Iguaçu e do Paraguai, o plano da nova diretoria é garantir projetos estruturantes a serviço da população, sem que haja nenhum impacto sobre a tarifa de energia”, diz o general Silva e Luna.

Além dos benefícios já garantidos com o pagamento de royalties (já são mais de US$ 11 bilhões para o Brasil e o Paraguai, dos quais US$ 2,5 bilhões para os municípios lindeiros ao reservatório), Itaipu quer continuar investindo em obras que as pessoas possam se orgulhar, a exemplo do que ocorre com o sentimento pela construção de Itaipu.

Linha do tempo da Itaipu

• 22/06/1966 – Assinatura da Ata do Iguaçu
• 26/04/1973 – Assinatura do Tratado de Itaipu pelos presidentes Emílio Garrastazu Médici (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai)
• 17/05/1974 – Constituição da empresa Itaipu Binacional
• Outubro/1975 – Início das obras da construção de Itaipu
• 20/10/1978 – Explosão das ensecadeiras do Canal de Desvio (finalização da primeira fase das obras civis)
• 19/10/1979 – Assinatura do Acordo Tripartite pelo Brasil, Paraguai e Argentina
• 03/03/1982 – Chegada da primeira roda da turbina em Itaipu
• 13/10/1982 – Finalização das obras civis e início de formação do reservatório
• 05/11/1982 – Abertura do vertedouro
• 05/05/1984 – Entrada em operação das unidades geradoras
• 25/10/1984 – Inauguração da usina pelos presidentes João Batista Figueiredo (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai)
• 1º/03/1985 – Início da comercialização da energia para Brasil e Paraguai
• 21/05/2007 – Inauguração das duas últimas unidades geradoras (U9A e U18A)
• 31/12/2016 – Itaipu atinge o recorde mundial de geração anual de energia, com 103,1 milhões de MWh
• 10/05/2019 – Lançamento da pedra fundamental da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, totalmente bancada por Itaipu, margem brasileira, sem ônus para o consumidor de energia elétrica.

Fotos: Arquivo/Itaipu Binacional