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#NaEstrada: No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Ao fundo o imponente Vulcão Osorno, visto de Puerto Varas na orla do Lago Llanquihue. Foto: #ExpediçãoPatagônia2016*

A seção #NaEstrada do Cabeza NEWS fechou uma parceria com o multimídia Cleverson Lima do Cão dos Diabos e parceiro de primeira hora do blog, que vai narrar o dia a dia e um pouco de como é a vida na estrada. Sem esconder as coisas boas, as fortes emoções e os perrengues, sempre eles, que teimam em atormentar quem está no trecho.

Na estreia, a narrativa romântica e dedicada a Puerto Varas, cidade quase toda germânica na orla do Lago Llanquihue, a porta de entrada da Patagônia chilena. Aproveitem a leitura neste sábado (04) de isolamento em meio a pandemia do Coronavírus.

“No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Em janeiro de 2016 partimos de Foz do Iguaçu rumo ao Chile e sua Patagônia andina, embora não tanto: a ideia era chegar Puerto Varas, cidadezinha bacanuda encravada na região conhecida como Los Lagos, um pouco acima da Patagônia. Podemos que dizer que é a porta de entrada.

Embora pouco conhecida dos brasileiros, a região guarda alguns dos cenários mais bonitos da América do Sul, com parques naturais, vulcões e lhamas e uma forma de escapar de roteiros mais caros e movimentados do Chile. Confesso que me surpreendi positivamente e por vários fatores.

Em primeiro lugar pelo fato de que, apesar do jeitão de cidade pacata, Puerto Varas nos mostra como o Chile destoa do restante da América do Sul não só pela riqueza do povo, mas também pelo desenvolvimento de todas suas regiões.

O fato é que a desigualdade castiga regiões de Brasil e Argentina. Enquanto no país hermano há uma concentração de riqueza e desenvolvimento em Buenos Aires, capitais de província parecem ter parado nos anos 80. O interior do país é em grande parte pobre, problema que também sofremos em maior ou menor grau a depender do estado.

Já o Chile parece ter dado uma uniformidade para o desenvolvimento do Norte até o Sul. Seriam as reformas liberais da ditadura ou a estreita geografia a razão para isso? Mas prefiro não entrar no debate

Puerto Varas surpreende mais pelas coisas boas e que nada nos lembram os perrengues diários. A cidade conta com bons restaurantes, bons e baratos hotéis, uma orla tranquila ao redor do Lago Llanquihue e qualidade de vida que é invejável para muitos países de primeiro mundo.

Toda colonizada por imigrantes alemães, ainda guarda muito da cultura e arquitetura germânicos. Ou seja, muitas construções em estilo enxaimel, bons doces e carnes fortes.

É como estar numa cidade grande aproveitando o melhor das cidades pequenas, ou seja, a salvo de multidões de turistas (que preferem a vizinha Puerto Montt, que tem aeroporto) e aparentemente escondido pelo imenso e vistoso Vulcão Osorno.

A jóia da região é um passeio que vale muito a pena, sendo oferecido por todas as pequenas agências de turismo da região e também pelos hotéis. Seu topo conta com neve que alguns corajosos temem em tentar escalar e com um teleférico que no dia nos deu um susto, já que parou de movimentar bem meio. A sensação de estar parado a mais de 30 metros no cume de um vulcão pode ser assustadora, eu garanto.

Andando pela cidade, vários pequenos cafés e, numa época em que os pólos gastronômicos não pipocavam em todo lugar, a cidade contava uma feira a céu aberto com vários food trucks, alguns bem modernos tanto no estilo como no cardápio.

Na saída, uma breve com senhor Jorge, do Weisserhaus Hotel, ficou na lembrança. Muito simpático, um verdadeiro gentleman, ele explicou por que brasileiros e chilenos se dão tão bem. E a sua tese era bem simples:

“Nós não fazemos fronteira. Por isso brasileiros, uruguaios, bolivianos e chilenos odeiam os argentinos”

Não teve como não concordar.”

* A #ExpediçãoPatagônia2016 foi organizada pela equipe do Cabeza NEWS e percorreu, a partir de Foz do Iguaçu, perto de 8 mil quilômetros passando por várias províncias e o deserto de Neuquén na Argentina até a Patagônia Andina, retornando pela capital Santiago (Chile), os Caracoles na Cordilheira dos Andes, Mendoza até o ponto de partida.

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Na Estrada: de Foz do Iguaçu a Montevidéu

Pegar a estrada, apontar um rumo e seguir. O plano está mais para utopia nestas épocas de quarentena do coronavírus.

O #NaEstrada chega para contribuir um pouco com o humor de quem está confinado, sem sair do lugar, como diz a música.

Bora seguir um roteiro rápido, de carro, cortando a Argentina, pela conceituadíssima Ruta 14 até a fronteira do Uruguai e a capital Montevidéu.

O Cabeza NEWS convida o leitor para, em pequenos relatos e muitas fotos, embarcar nesta aventura: um bate-volta de cinco dias partindo de Foz do Iguaçu (Brasil), cortando rodovias da Argentina até Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

Primeiro trecho é pela RN12, de Puerto Iguazú a Posadas, capital de Misiones

Quem embarcar, tem à frente pelo menos duas rotas distintas de percurso – a Ruta 14 ( já conhecida do grupo) e as rodovias brasileiras com defeitos quase que intransitáveis e pedágios absurdos.

A escolha recaiu na primeira opção, com partida na manhã do dia 02 de janeiro de 2019 por Puerto Iguazú e a paciência necessária na imigração argentina.

Placas de trânsito indicam momento de acessar a emblemática Ruta 14

Pela frente, mais de 300 quilômetros na RN12 até Posadas, a capital da província de Misiones e ponto escolhido para o acesso à Ruta 14.

Curiosidades do percurso já na província de Corrientes
Rios e lagos integram a bacia hidrográfica do rio Uruguay às margens da Ruta 14

No trecho muitos rios e lagos que integram a bacia do rio Uruguay, um dos principias da região sul da América do Sul.

Quase 600 quilômetros na Ruta 14 até o primeiro pernoite, em Concórdia, na província de Entre Rios.

Chegada em Concordia com muita chuva
Vista da região central de Concordia

A volta ao trecho não foi diferente, céu carrancudo e pista molha e nossa saída à direita.

Momento da despedida da Argentina. Saída à direita

No segundo dia alcançamos o solo uruguaio, na fronteira da argentina Colon com a cidade de Paysadu.

Cruzar a fronteira da Argentina para o Uruguai também exige paciência

Logo na entrada, chama a atenção um museu do automóvel a céu aberto, com relíquias que há muito não são vistas nas ruas do Brasil.

A maioria dos veículos (ou seriam todos), estão fora de circulação.

O percurso diferenciado com a chegada em Montevidéu, depois de mais de 500 quilômetros rodados, aconteceu no início da tarde.

Cruzando os pampas do Uruguai

Impressiona as primeiras imagens do porto no rio Uruguay, que dá a impressão se tratar de um oceano – só impressão.

O porto de Montevidéu impressiona pela imensidão do rio Uruguay

Em solo uruguaio os primeiros e intensos contatos com a beleza da arquitetura, ruas e cenários da capital.

Caminhar pelos passeios de Montevidéu

Também a vida portuária onde tem uma feira gastronômica incrível e as margens do rio Uruguay.

Cada cenário é um convite para posar para fotos
A maconha se tornou produto do cotidiano uruguaio

No terceiro dia, mais Montevidéu e suas características ruas e ruelas, calçadões, teatros, museus, artesanatos, culinária…

As margens do rio Uruguay guardam belezas incríveis
Bora fazer uma ligação?

Num bate-volta tudo é rápido. Não tem tempo a perder, pernar é preciso!

Nos muros de Montevidéu, uma pequena mostra do cotidiano local

O rio Uruguay tem praias bastante concorridas no verão.

Uma viela, uma imagem …

E rápido foi nosso giro em Punta del Este, na foz do rio Uruguay com o Oceano Atlântico.

O trajeto é curto, 130 quilômetros, e a dica é uma ida rápida (os preços por lá são estratosféricos).

Punta del Este e o rio Uruguay chegando no Oceano Atlântico

Em meio às areias brancas de Punta del Este, chama a atenção a escultura La Mano.

Bate-volta é assim, hora de voltar para o trecho.

A volta, ah, a volta para o Brasil. Optamos por fazer um caminho diferente e incluir o Rio Grande do Sul no roteiro.

Percebemos na prática que a opção rodoviária pela Argentina foi a melhor.

O percurso atrasou um pouco, escolhemos Uruguaiana para nosso último pernoite da expedição.

A arquitetura de Uruguaiana impressiona

Partimos para o regresso ao solo argentino em busca da Ruta 14.

De volta ao trecho, curtindo as paisagens da Ruta 14.

Quando se está no trecho, as curvas das rodovias imitam a vida, que por mais torta que pareça, é preciso seguir em frente.

Último trecho da #ExpediçãoUruguai

Fotografias:
Ronildo Pimentel (texto)
Nádia Moreira de Souza
Cleverson Lima
Felipe Lima

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Cultura, histórias e gastronomia em City Tour por Ciudad del Este e Presidente Franco, no Paraguai

Se prepare para três horas de conhecimento, experiências e contemplação

Que tal conhecer Ciudad del Este e Presidente Franco sob uma nova perspectiva? Não aquela confusão do centro comercial mais famoso do Paraguai?

Pois bem, a jornalista Silvana Canal, convidada pela pela Lleva Tour Operator, embarcou na aventura com o neto Luigi.

Em três horas de roteiro, a dupla, que embarcou em Foz do Iguaçu (Brasil) percorreu monumentos religiosos, praças, lagos até o Salto Monday, queda d’água de 45 metros de altura localizada em Presidente Franco.

AQUI para ver mais fotos e a descrição do roteiro

Serviço:
Lleva Tour Operator.
Tell: +595 61 503 564
End: Av. Monseñor Rodriguez – Shopping del Este, 7000/Paraguai

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Vai viajar? Brasileiros podem entrar em 170 países sem visto. Veja quais!

Nações exigem apenas a apresentação do passaporte para ser carimbado

Está pensando naquela viagem memorável para as férias da escola ou do trabalho. Saiba que em pelo menos 170 países os brasileiros não precisam de visto de entrada, bastando apenas apresentar o passaporte.

O portal Pleno.News fez um levantamento e constatou que, uma das principais preocupações no caso de viagens internacionais, geralmente, é a documentação necessária para ingressar no país de destino.

A necessidade de emitir um visto e a validade do passaporte certamente são as primeiras colocadas na lista de razões para o futuro viajante “esquentar a cabeça”. O que muitos brasileiros não sabem, porém, é que em 170 países do mundo sequer é necessária a emissão de visto para brasileiros.

A notícia é boa e fica ainda melhor para quem pretende viajar para países do Mercosul. Para estes casos, os turistas brasileiros podem ingressar apenas utilizando a própria carteira de identidade, o RG, desde que, é claro, o documento esteja em bom estado.

Os países que fazem parte do acordo são: Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador, Peru, Chile, Colômbia, Guiana e Suriname.

Já para os países de fora do continente sul-americano, e que não exigem visto, a única necessidade é que exista, pelo menos, uma página disponível para carimbo no passaporte e que o documento tenha validade de até seis meses após o período da viagem. O período de permanência, nesses casos, varia entre 30 e 90 dias dependendo do acordo brasileiro com cada país.

Na lista dos países livres de visto para brasileiros estão todas as nações da Europa, além de tradicionais locais de turismo e negócios como Malásia, Catar e Emirados Árabes Unidos. Do lado contrário, entre os países que ainda exigem visto para brasileiros estão os Estados Unidos e o Canadá, além de países do Oriente Médio como Arábia Saudita, Iraque e Síria.

Para conferir a lista completa dos países é só acessar o site da Henley & Partners, que emite um ranking anual com a quantidade de países em que cada passaporte pode entrar sem necessidade de visto.

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O estranho e as nossas igualdades

Ronildo Pimentel
Série #NaEstrada

O contato com o desconhecido é o primeiro objetivo que vem a mente, quando se planeja uma viagem longe da zona de conforto. Novas culturas, costumes, culinárias, ‘biritinhas’ …

Mas é preciso ficar atento ao diferente, para descobrir nossas igualdades. A experiência que inspirou este post aconteceu em Roma (Itália), na recente viagem ao Velho Continente, a #Eurotrip2019 entre o final de outubro e início de novembro.

Chegamos após um voo de Barcelona (Espanha) e um trajeto de trem do aeroporto até a estação Roma Termini. Ficamos bem próximo, em um hotel estilo clássico, com móveis antigos e um charmoso elevador de madeira e vidros transparentes.

O recepcionista nos atendeu bastante animado dando dicas preciosas de como chegar aos principais atrativos romanos. Até o Coliseu seria uma caminhada de 15 minutos pela avenida, disse ele mostrando no mapa que nos presenteou.

Não pensamos duas vezes: é lá! Por que não começar conhecendo o lugar onde os leões devoravam cristãos? Aproveitamos a fartura de restaurantes no entorno para a primeira refeição italiana, na Itália.

A tarde já estava querendo se adiantar quando partíamos para a primeira pernada em Roma (Itália). O clima agradável de final de outono animou as primeiras impressões.

No caminho, nos chamou a atenção uma aglomeração de pessoas com vestimentas que poderiam passar despercebidas, mas devido à grande presença na escadaria e na viela em meio a dois imponentes prédios.

Mangiare, mangiare…

Nos aproximamos para ver de perto e, claro, se possível, saber mais alguma coisa. Ao entrar no grupo, um dos que conversavam alegremente me chamou convidando para mangiare (comer, em tradução livre do italiano).

Tentei recusar com gestos mostrando que havia acabado de almoçar. Nada feito, ele nos mandou comer, dando a perceber que seria uma desfeita não aceitarmos.

As crianças e sua alegria que contagiam a todos

Aceitamos e, no momento de nos servir, uma das senhoras pediu para não fotografar após o primeiro click. Difícil descrever o prato, mas as fotos que ilustram o artigo ajudam.

A refeição consistia em massa aberta no prato, parecida com a de panqueca, com carne picadinha e mais alguns ingredientes e o sabor característico da pimenta, muita pimenta.

Coliseu de Roma, uma das mais emblemáticas estruturas do Velho Continente

As crianças do grupo nos encantaram pelas vestimentas e pela espontaneidade e a felicidade estampada em seus rostos. Delas tivemos permissão para registrar, graças a interferência e um senhor muito simpático.

As dificuldades na comunicação e o desejo de não atrapalhar aquilo que parecia um ritual tradicional relacionado a alimentação, nos levou a seguir o caminho.

Elevador em madeira com vidros transparentes

Na volta ao Brasil e graças a ajuda do colega Jackson Lima, identificamos um pouco da cultura daquele povo. Eles pertencem a Igreja Ortodoxa Etíope (amárico), conhecida oficialmente como Igreja Ortodoxa Etíope Tewahido.

A nós restou a experiência incrível de encontrar pessoas que parecem tão diferentes, mas tão iguais a nós.

Quem quiser ler mais sobre a mesma, basta clicar AQUI

Fotos: Nádia Moreira de Souza

Sobre a série
#NaEstrada, como o próprio nome diz, é uma editoria criada para mostrar belas paisagens e as histórias paralela em passeios e viagens. Que tal dividir a sua aventura, a sua história com os leitores do blog? Entre em contato!

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Romanelli inaugura Samu de Sertaneja

O deputado Romanelli (PSB) participa nesta quinta-feira, 12, da inauguração do Samu e de abertura da 23ª Festa do Peão de Sertaneja. Nos dois locais, Romanelli estará acompanhado do prefeito Jamison Donizete (PSD).

Entre quinta-feira e domingo, 15, o roteiro de Romanelli inclui ainda encontros em Jacarezinho, Cornélio Procópio, Congonhinhas, Bandeirantes e Japira.

Ainda nesta quinta-feira, às 14h, Romanelli tem uma reunião com a reitora da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), Fátima Padoan, e com o prefeito de Santo Antonio do Platina, Professor Zezão Neto (PHS).

O encontro será no campus da Uenp em Jacarezinho. Os eventos em Sertaneja serão às 18h (inauguração do Samu) e 20h30 (abertura da festa).

Na sexta-feira, 13, em Cornélio Procópio, Romanelli conversa com os jornalistas na Rádio Graúna FN (7h30) e Rádio Cornélio FM (8h30).

Ás 14h, participa de entrega de obras e equipamentos junto com a deputada Luiza Canziani (PTB) e o prefeito Nenê do Vaz (PTB) em Congonhinhas.

Ás 20h, em Bandeirantes, Romanelli e o prefeito Lino Martins (PDT) participam da abertura do Natal de Luz e a chegada do Papai Noel na cidade.

No sábado, 14, às 7h30, Romanellli dá entrevista a Rádio FM 104 de Cornélio Procópio e às 10h15 , junto com o prefeito Angelo Vigilato (PSD), assistam o desfile cívico dos 69 anos de emancipação político-administrativa de Japira.

E às 21h, participa junto com o prefeito Amin Hannouche (PSDB) da inauguração da nova iluminação do Monumento Cristo.  Rei em Cornélio Procópio.

Fonte: Assessoria

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Viagem à “terra do fim do mundo”

Ao contrário do que se pode imaginar, a região que abriga a “terra do fim do mundo”, não é onde tudo acaba. A Patagônia é o reduto de um berçário que guarda belezas que impressionam viajantes do mundo todo.

Lagos e rios com água em tom esmeralda, vales verdes ou brancos, dependendo a época do ano, montanhas com cume cobertos de “neve eterna” e florestas de pinheiros nas encostas, desertos e vulcões em atividade.

A Patagônia é de tirar o fôlego. A região geográfica, dividida entre Argentina e Chile, vai do extremo sul do continente (Terra do Fogo e Ushuaia) até a parte mais ao sul da Cordilheira dos Andes.

É dentro deste cenário de beleza cinematográfica que um roteiro é cada vez mais procurado por viajantes que gostam de rodar grandes distâncias de carro, moto, de bicicleta e até carona, no caso dos mais destemidos.

Nesta aventura, partimos da região de Foz do Iguaçu, no Paraná, até a Patagônia Andina, que abrange a região dos lagos em Bariloche e San Martín de Los Andes, pela Argentina, e o Circuito Turístico do Lago Llanquihue e o Vulcão Osorno, pelo lado chileno.

A viagem começa pela Ruta 14, acessível antes de chegar à Posadas. No percurso, cruzando as províncias de Misiones, Corrientes, Entre Rios e Buenos Aires, temos um bom quadro da economia regional, que vai da exploração de matas de reflorestamento, agricultura e pecuária.

O cenário muda radicalmente ao cruzar o deserto das províncias de La Pampa, Rio Negro e Neuquén, que já integram geograficamente a Patagônia. A paisagem é tomada por dezenas de bombas de extração de petróleo e a forte presença da multinacional brasileira Petrobras.

A chegada à região da Cordilheira dos Andes, ao final do terceiro dia de estrada, é a recompensa mais que justa a todos os aventureiros. Lagos de água esmeralda vão surgindo rodeados por paredões de montanhas dos mais variados relevos e tons – “cada cor, é resultado de diferentes idades geológicas”, explicam os nativos.

A “Rota dos Sete Lagos” compreende o trecho de pouco mais de 100 quilômetros entre San Martín de Los Andes e a Villa La Angostura.

Percorrer o trecho, no entanto, pode durar até mais de quatro horas, como revelou o médico Renato, que fez o percurso de carro a partir do Distrito Federal.

A beleza da região dos lagos é a dose exata para a paciência no longo período de espera para cruzar o Paso Cardenal Antonio Samore, onde estão as aduanas argentina e chilena na fronteira entre os dois países.

A chegada ao Complexo Turístico do Lago Llanquihue revela que a grande aventura valeu a pena. É neste circuito, de mais de 180 quilômetros no entorno do reservatório, que está vulcão Osorno, símbolo do turismo do Sul do Chile.

O início do programa, que na maioria dos casos tem como porto de partida a cidade de Puerto Varas, não pode deixar de fora passagens pelo rio Petrohué e um passeio pelas águas cristalinas do Lago de Todos Los Santos, de onde é visível a majestade do vulcão, cuja última atividade ocorreu em 1869.

O Osorno tem um cone perfeito com 40 crateras que se agrupam ao redor da base. Tanta beleza chamou a atenção do cientista Charles Darwin, que observou uma erupção da montanha em 1835, segundo relatos dos nativos.
O vulcão é palco de um centro de esqui que funciona o ano todo.

Pelos teleféricos é possível alcançar o ponto mais alto permitido aos turistas, a mais de 2,6 mil metros de altitude, onde existem depósitos de neve eterna que fazem a festa dos visitantes no verão. Do alto uma vista impressionante do lago Llanquinhue.

Ronildo Pimentel, especial para a Revista Ideias

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Festival em Foz do Iguaçu revive a mística punk que agitou o Brasil nos anos 1980

A velha mística do punk rock que agitou no mundo nos anos 1970 e o Brasil na década de 1980, será revivida no próximo sábado (25) em Foz do Iguaçu. Quatro bandas programadas no 1º Grito Punk vão levar ao palco da Casa Urbana, a partir das 22h, clássicos do gênero que marcaram gerações. Um dos destaques do festival é a volta da Extrema Agressão, que está completando 23 anos de fundação.

Os mais novos talvez tenham poucas informações, mas os mais velhos não esquecem. No início dos anos 1980 o punk chegou com força no Brasil, principalmente como uma crítica ao regime militar implantado no país com o golpe de 1964. À frente do movimento bandas lendárias como Restos de Nada e mais tarde Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Inocentes, Replicantes, Aborto Elétrico, Olho Seco, entre tantas outras.

E é este clima nostálgico que o Grito Punk quer reviver no próximo sábado em Foz do Iguaçu. No Palco da Casa Urbana irão se revezar bandas conhecidas do cenário underground local e regional. Extrema Agressão, Extreme Grace, Mal Pagos e Reação Química vão apresentar clássicos do punk rock e músicas autorais. O evento teria muita poesia com Jimy Carter, Genir Terra e Meon Luciano.

A volta
O festival será marcado pela volta aos palcos da Extrema Agressão, banda formada em 1996 por Volney Primaz (guitarra e vocal), Kléber no baixo e vocal e Everaldo na bateria e uma rápida passagem nos vocais de Anderson, da extinta Desespero HC. A formação atual conta com Volney na bateria, Kléber no baixo, João na guitarra e André no vocal. Os dois últimos entraram na banda no final dos anos 1990.

AQUI para ver trecho de ensaio da banda

A última vez que a Extrema Agressão subiu aos palcos ocorreu há aproximadamente três anos, para uma apresentação especial com Thato Primaz no baixo (irmão do Volney), Everaldo na bateria, André no vocal e Bruno e João nas guitarras. A banda vai tocar alguns covers, mas o repertório terá basicamente músicas próprias com temáticas falando de corrupção na política e coisas corriqueiras do dia a dia, segundo Volney.

SERVIÇO

O 1º Grito Punk está programado para iniciar às 22h do sábado (25), no Casa Urbana Bar, localizada na Rua Mandaguari, 460 – Jardim Santa Rosa em Foz do Iguaçu. Os ingressos para o festival de bandas custam R$ 10,00.

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Bronca e suas múltiplas faces musicais

Banda completa uma década de estrada com muitos shows,
histórias para contar e material para o primeiro CD completo

Ronildo Pimentel, CabezaNEWS

A produção autoral segue seu curso em Foz do Iguaçu. As bandas tem apostando na longevidade e persistência para divulgar ritmos e ideais próprios. A Bronca é um destes exemplos. O grupo, após uma década na estrada, muitas apresentações e histórias para contar, se prepara para a primeira gravação, que deve ficar pronta em 2019

A Bronca surgiu em 2009, por iniciativa do guitarrista e vocalista Christian Militelli, “quase que como uma sucessão do Inércia”, sua ex-banda, abrindo um “novo ciclo”, diz. A primeira formação trazia ainda Valdir “Toco” e Hebbe e a ideia de compor dentro do gênero Hardcore News School.

Em 2015, a Bronca deu uma guinada no estilo com a introdução de novos ritmos musicais, a partir da chegada de Taty Cristina (guitarra) e Matheus Gabriel (baixo), que se desligou da banda no início de maio. A formação atual conta com Rafael no baixo e Edson Aparecido, o Edão, na bateria.

Na interpretação dos integrantes, em entrevista exclusiva ao CabezaNEWS, Bronca reflete indignação e vontade de expor aquilo que inquieta o ser humano. Na avaliação de Christian, a formação atual é a que está mais perto deste ideal. “Pela amizade e sintonia entre os integrantes. Todos empenhados, com foco”.

“Temos adversidades e estilos e influências e esta sintonia fica muita legal. Todos sabem como todos pensam”, resume o guitarrista. Um dos critérios para entrar na banda é que os novos integrantes precisam compor uma música. “As músicas trazidas pela Taty e o Matheus quase que revolucionaram o estilo da banda, bem próximo a um groove, que mistura tudo”, conta.

Valorização local
Partindo da influência de Sepultura (formação com os irmãos Cavalera) e Ratos de Porão, a Bronca começou a colocar elementos da cultura nacional, “que é muito rica”, e também de países da América do Sul, nas composições. Dentro do cenário musical, Christian acredita que ainda é possível mostrar seu trabalho, “sem ninguém censurar ou precisar de aprovação das letras”.

“O que ainda falta um pouco, acredito, é humildade em função de a música ser um constante aprendizado”, destaca. Para o guitarrista, a música é uma forma de passar mensagens e o ideal são as positivas. “Com empatia, mato o egoísmo. Com a verdade, chego até a luz. A ideia é fazer o pessoal pensar”.

“Por mais que o mundo tenha problemas, você tem capacidade de pensar”, afirma. A banda se resume ser contra o fascismo, diz Christian, sobre o momento político brasileiro atual. “Apoio o trabalhador, para que ele possa ter condições de levar uma vida digna com família, amigos. Também somos trabalhadores”.

‘Só coisas boas’
A guitarrista Taty Cristina conta que conheceu a banda em 2013, em um show em Santa Terezinha de Itaipu, denominado Rock n Roll Solidário. Desde então manteve contatos com Christian que a convidou para integrar o grupo. “Queria entrar na banda, que já estava fechada, até que acabou saindo um integrante”, disse.

Ela também afirma que a formação atual, é a melhor, “de todos os projetos” que participou e também destaca a amizade entre os integrantes. Taty tem noção da focação Hardocre News School da Brnca, mas admite que “de um tempo para cá, fomos acrescentando coisas novas, coisas nossas”, disse.

A mistura de som é mais produtiva, avalia. Antes, ela se dedicava muito ao Hardcore. “Hoje pratico ritmos diferentes e acho isto legal. Queria mesmo ficar diferente na música, buscar algum diferencial”, resume Taty, afirmando que gosta de música “desde sempre” tocando guitarra e na dança, até escutar sons mais “pesados”, estilo que considera ideal.

Taty revela que aprender a tocar um instrumento exige muita dedicação. “Demorou um pouco”, mas a vontade falou mais alto. A amizade dentro da banda e a música “salva pessoas”, diz. Ela acredita que o material da Branca ficará gravado até o final do ano.

A guitarrista reconheceu como fundamental para as bandas locais o ativismo de pessoas como Cris Peretto, Vitória Repanas e outros promotores de shows e espaços como Casa Urbana, Guns N’Beer, entre outros. “É preciso muita humildade entre os músicos e mais oportunidades e apoio para divulgar os trabalhos”, ressalta.

A Bronca, no entender de Taty é maneira simples de compor com temáticas fortes e muita atitude. “É o que a gente fazer, nosso arroz com feijão e sazon. As letras sempre focam na gente e nos outros. Sempre buscando entender o ser humano e nós mesmos”, diz.

Na política vê com preocupação o avanço da extrema-direita pelo radicalismo contra as minorias, principalmente. “Do jeito que está, é muito ódio, o que acaba gerando coisas ruins”, diz. Ela se declara anarquista, porém admite que votou na última eleição por que não podia ficar “em cima do muro”.

Bronca é superação
O baterista Edson Aparecido, o Edão, tem na banda sua fonte de superação. Vítima de uma paralisia física, entrou na Bronca após perder os pais. “A música veio para ocupar um vazio na minha vida”, conta.

Edão conheceu Christian ainda na época do Inércia e fizeram a primeira apresentação juntos, como um dueto – bateria e guitarra. “Naquele dia fizemos uma sonzêra”, disse. Na platéia a Taty e o Matheus, que “nunca ia imaginar que estariam tocando hoje no Bronca”.

“Todo mundo me conhece pelo que sou como pessoa, por ter superado estas situações (física e emocional) e hoje viajo para vários locais com estas pessoas da banda”, relata. Musicalmente, ele também acredita que a formação atual é a melhor. A anterior, com o Matheus, deu um up nas composições, disse.

“Tem uma coisa boa entre nós. Discutimos, mas fazemos reuniões para tentar um acordo. As nossas letras não falam de discórdia, de desunião. O Bronca é uma coisa que veio para mudar, fazer a diferença e está levando o nome da cidade para fora”.

A química atual entre os integrantes está muito boa, afirma o baterista. “Tudo vai se encaixando”, diz. Edão conta ainda que aos 13 anos começou a se interessar pelo instrumento que toca. “No começo, a dificuldade foi em função da paralisia e por ser canhoto”, lembra.

Com a Bronca, já gravou uma participação para “Fronteira Rock”, coletânea com 10 bandas de rock de Foz do Iguaçu. “Estamos prontos agora para gravar um CD completo. Nosso trabalho está bem bom. Gostoso de escutar e vai causar impacto no pessoal”.

“Vamos mostrar um pouquinho destas músicas que já estamos levando para fora de Foz do Iguaçu e também do Brasil”, disse ele, sobre os shows na Argentina e em Guarapuava. O cenário musical tem boas bandas, “mas nada muito diferente”.

Começou a curtir música no período do Grunge, estilo musical que surgiu no final dos anos 1980 em Seattle, nos Estados Unidos. Segundo ele, no passado as bandas conseguiam mostrar algo novo, “coisa não muito comum hoje em dia”.

“O Bronca tem a expressão de mostrar uma raiva, uma indignação, mas só que é para colocar as coisas em forma de solução, não deixar sem esclarecimento, buscar uma solução”, disse. Não gosta de discutir política por que as pessoas, nas redes sociais, dão uma opinião, mas não dão a cara a tapa na hora de cobrar, lutar por algo.

Novos caminhos
O baixista Matheus Gabriel, que tem forte influência na construção do atual estágio musical da Bronca, decidiu sair da banda no início de maio, para se dedicar mais as questões profissionais. Ele está de mudança para Santa Catarina, mas antes de seguir novos caminhos, participou desta entrevista.

Em termos musicais, ele afirma que o cenário atual está muito bom, “com excelentes bandas”. De acordo com Matheus, para sair do comum é preciso criar, evoluir, mostrar algo novo, diversificado.

O baixista, que começou guitarrista, começou a se interessar por música ainda criança, com o violão do pai. “A aprendizagem veio com o tempo”, relata. Matheus conta que entrou na Bronca apresentada pela Taty, após “tocarmos violão juntos algumas vezes”.

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Macuco EcoCapanema na festa dos 55 anos de Capitão Leônidas Marques

Os passeios de barcos do Macuco EcoCapanema serão um dos destaques das comemorações dos 55 anos de emancipação de Capitão Leônidas Marques.

A programação, aberta dia 26 de abril pela Prefeitura Municipal, prossegue até o domingo (5 de maio), com uma série de atividades ao longo do dia.

As atrações da semana incluíram cortejo de motociclistas, corrida de jericos, Festa do Tacho para escolha do prato típico da região e o tradicional costelão beneficente, com renda destinada ao Hospital Municipal, ocorreram ao longo da semana.

A partir desta sexta-feira (3) até o encerramento no domingo, as noites em Capitão Leônidas Marques serão animadas pelos rodeios no Centro de Eventos da cidade.

O domingo (5) começa com uma caminhada até a Praia da Figueira, de onde partirão os passeios do Macuco EcoCapanema.

A empresa disponibiliza caiaques, floating, jetboat e banana boat para navegação até a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu e dali, até Marmelândia, passando pelo rio Capanema.

Abaixo fotos de algumas atividades já realizadas