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Na Estrada

Leia as últimas notícias sobre Na Estrada no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Na Estrada, Saúde,

Foz do Iguaçu registra mais três óbitos e 49 novos casos de Coronavírus nas últimas 24 horas

A Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu confirma na data de hoje, 14/10/2020, 49 casos de COVID-19, totalizando 7.926 casos da doença no município. Deste total, 7.609 pessoas já estão recuperadas.

Dos novos casos, 22 são mulheres e 27 homens com idades entre 1 e 92 anos. Dos 49 novos casos, 47 encontram-se em isolamento domiciliar e 2 internados.

Dos casos confirmados ativos, 122 estão em isolamento domiciliar com sinais e sintomas leves e 74 pessoas estão internadas.

Óbitos

Foz do Iguaçu registrou mais três óbitos em consequência da COVID-19, totalizando 121 mortes pela doença. As vítimas são uma mulher de 90 anos e dois homens, com 72 e 77 anos. Todos estavam internados no Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

A idosa de 90 anos estava internada desde o dia 27 de setembro. O quadro se agravou com pneumonia e choque séptico. O óbito ocorreu ontem (13) às 21h10.

O homem de 72 anos estava internado desde o dia 5 de outubro. O quadro evoluiu com choque séptico e síndrome respiratória aguda grave. O óbito ocorreu ontem (13) às 14h30.

O paciente de 77 anos estava internado desde o dia 18 de setembro. O quadro se agravou com sepse de foco pulmonar. O óbito aconteceu às 04h11 de hoje (14).

Destaques, Foz do Iguaçu, Na Estrada,

Foz do Iguaçu-Antofagasta de carro! Parte 2. Pernoite em Resistência

A experiência nas ruínas de San Ignácio foi incrível, mas não impediu de rodarmos aproximadamente 650 quilômetros antes da primeira noite em solo argentino.

Segue mais uma etapa da série #NaEstrada, até avistar o Oceano Pacífico, no Chile, aventura de janeiro de 2014, a bordo de uma Parati VW.

Após as ruínas, seguimos margeando o rio Paraná, passamos por Posadas (capital de Misiones) até Corrientes, capital da província homônima, para cruzar a ponte até chegar em Resistência, capital da província do Chaco, que fica basicamente do outro lado do rio.

Parte 1: As ruínas de San Ignácio

Era início da noite quando chegamos à cidade escolhida para o pernoite. No percurso, retas intermináveis em meio a planície de alagadiços, onde viajantes param para arriscar a sorte em pescarias inusitadas.

O forte da economia da região é a celulose com campos de pinos e eucaliptos que dá para avistar da rodovia, além de gado, que por muitos anos foi o carro-chefe da produção agropecuária argentina.

Resistência é uma cidade com aproximadamente 400 mil habitantes fundada em 1878. A localidade abriga muitas universidades e é conhecida como “Museu ao ar livre” e “Cidade das Esculturas”, dado ao grande número de obras espalhadas pelas ruas centrais.

Além dos cassinos luxuosos e sempre lotados, outro destaque de Resistência é o calçadão que abriga uma enorme diversidade cultural e culinária marcante.

Andando pelo espaço, lotado de crianças e famílias inteiras, impossível não comparar com o Calçadão da Rua XV de Curitiba.

Como chegamos cansados e a noite, nossa passagem por Resistência se resumiu basicamente a uma refeição (as pizzas argentinas são sensacionais) e uma caminhada rápida no entorno da pousada.

Na sequência desta aventura margeamos campos de girassóis, invadimos uma nuvem de borboletas, almoço em Pampa del Infierno até a chegada em Salta.

Fotos: Ronildo Pimentel e Nádia de Souza

Sobre a série

NaEstrada, como o próprio nome diz, é uma editoria criada para mostrar belas paisagens e as histórias paralela em passeios e viagens. Que tal dividir a sua aventura, a sua história com os leitores do blog? Entre em contato!

Destaques, Foz do Iguaçu, Na Estrada,

Foz do Iguaçu-Antofagasta de carro! Parte 1: As ruínas de San Ignácio

A série #NaEstrada está de volta e vai contar uma história de ousadia, medo do desconhecido e emoção a cada reta, cada área alagadiça, montanhas gigantescas e o deserto árido mais alto do planeta.

Vamos embarcar na #ExpediçãoAtacama, viagem inesquecível em companhia da Nadia de Souza, que topou seguir comigo de Foz do Iguaçu até Antogafasta, no território chileno do Oceano Pacífico, a bordo de uma Parati VW.

Nossa primeira aventura em solo estrangeiro ocorreu no início de 2014, após seis meses de planejamento e estudos de rotas e durou quase 15 dias, que serão narrados a partir deste post.

A manhã era de uma sexta-feira, 3 de janeiro, ainda curtíamos uma ressaca dos festerês de final de ano, comuns nesta parcela do planeta.

O céu carrancudo, com nuvens próximas de cobrir o sol na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, algo muito perto do que planejávamos descobrir.

No painel da baratinha, uma ideia fixa, antes de chegar em território chileno, aproveitar ao máximo o argentino.

Dentro desta filosofia, visitar as ruínas jesuíticas de San Ignácio Mini (no meu caso, revisitar), era apenas o princípio desta jornada.

O atrativo está localizado em San Ignácio, na província de Misiones, distante aproximadamente 200 quilômetros do ponto de partida: Foz do Iguaçu.

As ruínas, inauguradas em 1632, guardam a base da cultura indígena guarani como conhecemos atualmente.

San Ignacio Mini foi construída no gênero que se pode chamar “barroco Guarani” e é considerada o mais espetacular exemplo das 30 missões construídas pelos jesuítas num território que atualmente compreende a Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

A estrutura abriga o Museu Jesuítico de San Ignacio Mini, com objetos culturais introduzidos pelos espanhóis, a maioria padres, e instrumentos utilizados pelos trabalhadores (muitos indígenas orientados pelos engenheiros) na construção e manutenção da redução.

Desde 1984 o local é Patrimônio Mundial tombado pela Unesco.

A intenção era passar no máximo 40 minutos se deliciando com a beleza das ruínas.

Diante de tanto encantamento, se passaram quase duas horas até retomarmos o trecho.

Resistência, Salta, a misteriosa Cordilheira dos Andes, o Deserto de Atacama e Antofagasta no Oceano Pacífico – nossa aventura era apenas uma criança.

Fotos: Ronildo Pimentel e Nádia de Souza

Sobre a série
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#NaEstrada: A casa de Che Guevara em Caraguatay, Argentina. VEJA FOTOS!

A Província de Misiones, na Argentina, é conhecida por abrigar as Cataratas do Iguaçu, na fronteira com o Brasil e também as Missões Jesuíticas, que dão nome a região.

A história desta província argentina não se resume as famosas quedas e a beleza da arquitetura histórica das missões, Misiones abriga a pequena Caraguatay, distante 150 quilômetros de Foz do Iguaçu.

A cidade, cujo acesso principal é pela Ruta Nacional 12, é sede do que sobrou do Solar del Che, a primeira casa do revolucionário Che Guevara, as margens do rio Paraná, na fronteira da Argentina com o Paraguai.

Em 2004, um grupo de jornalistas iguaçuenses visitou o local, como mostram as fotos do acervo de Silvana Canal, que ilustram esta postagem.

Che Guevara em Caraguatay
Apenas uma singela placa marca o entroncamento da Ruta 12 com a estradinha de terra que leva ao antigo sítio onde os pais do Che iniciaram sua vida de casados e onde o futuro revolucionário passou seus dois primeiros anos.

Quem vem distraído nem nota o caminho, meio escondido por construções muito simples, na margem oposta do acesso à cidade de Caraguatay, na Província de Missiones.

Após cinco quilômetros de pista de terra, com trechos muito claudicantes, chega-se ao sítio onde o casal Guevara se estabeleceu em 1927.

Brasil, Cultura, Destaques, Geral, Mundo, Na Estrada, Turismo, Últimas Notícias,

#NaEstrada: A (quase) centenária Casa Bemberg

Por Izabelle Ferrari

Nunca tinha ouvido falar da Casa Bemberg.

Muito menos imaginei que houvesse uma mansão centenária à beira do rio Paraná, a poucos quilômetros de Foz do Iguaçu.

A primeira vez que soube da existência da casa foi numa publicação da Revista 100fronteiras.

Iniciei pesquisas e, quando vi algumas imagens feitas com drone, me apressei em marcar uma ida pra lá.

Convenci a família toda e partimos.

Viajamos cerca de uma hora, de carro, de Foz do Iguaçu até a cidade Argentina de Puerto Libertad, onde fica a casa.

O caminho é encantador e leva à beira do rio Paraná. E ver esse rio através dos vãos das portas e das janelas, com certeza, faz da Casa Bemberg um lugar único.

O casarão foi construído em 1930 pelos irmãos Otto y Federico Bemberg, que eram produtores de erva mate (aliás, fundadores de uma das empresas mais conhecidas do país dos Hermanos, a Safac).

Ocorre que as vidas deles tomaram outros rumos e a casa ficou fechada por anos, conservando a arquitetura original, móveis, objetos, livros, fotos…

Agora, um dos descendentes dos Bemberg decidiu reabrir a casa para hospedar pessoas que gostam de viver experiências pouco convencionais.

É possível reservar um dos quartos ou a casa toda.

Ainda não me hospedei, mas conheci os cômodos da casa com minha família. Fomos recebidos com muito carinho e atenção.

É realmente surpreendente ver como as coisas estão bem conservadas.

Paredes, acabamentos, fechaduras, madeira… tudo parece contar um pouco da história que ronda a casa localizada numa área onde funcionou uma espécie de vila habitada por pessoas que trabalhavam no cultivo e na colheita de erva mate.

No térreo, há uma sala ampla com objetos interessantes, banheiro, cozinha, um pergolado super charmoso que conduz para fora da casa.

A originalidade segue pela escada de madeira que leva ao andar de cima. Nos mostraram cômodos secretos e pudemos entrar nos quartos que estão praticamente intactos…

A suíte principal tem uma vista privilegiada do rio Paraná. E o cômodo que antecede a sacada é, por incrível que pareça, o banheiro (aparece num dos vídeos que anexei aqui).

Caminhar pela casa é voltar uns bons anos no tempo e passear pelos arredores é ainda mais encantador.

Descobrimos a capela do Puerto Bemberg – porto, porque dali partiam cargas de erva mate.

A capela também é centenária e encanta pela simplicidade e pelo cuidado que tiveram com alguns detalhes.

As paredes laterais são, na verdade, grandes portas de madeira que podem ser totalmente abertas, permitindo que a igrejinha se integre à mata ao redor.

Há vitrais importados da Europa e, do altar, o que se vê ao fundo é a belíssima cena do rio Paraná encostando na margem do país vizinho, o Paraguai (neste ponto do território, a Argentina faz fronteira com o Paraguai).

O homem que cuida da igrejinha informou que foi a primeira da região e ainda é muito usada pra celebrações.

Ele mostrou um espaço para eventos construído ao lado, porque muitos casais escolhem casar ali.

Estivemos no Puerto Bemberg em julho do ano passado e eu saí de lá com a impressão de que deveria compartilhar a existência desse lugar com mais pessoas.

Demorou, em função da rotina conturbada, mas o isolamento social imposto pela pandemia do Coronavírus também nos permite boas coisas.

Espero que tenham gostado de conhecer esse lugar, até então, inimaginável pra mim.

#izabelleferraricomunica #paixãoporhistórias #paixãoporbastidor #casabemberg #puertolibertad #argentina #turismoargentina

* Izabelle Ferrari é jornalista em Foz do Iguaçu-PR.

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#NaEstrada: No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Ao fundo o imponente Vulcão Osorno, visto de Puerto Varas na orla do Lago Llanquihue. Foto: #ExpediçãoPatagônia2016*

A seção #NaEstrada do Cabeza NEWS fechou uma parceria com o multimídia Cleverson Lima do Cão dos Diabos e parceiro de primeira hora do blog, que vai narrar o dia a dia e um pouco de como é a vida na estrada. Sem esconder as coisas boas, as fortes emoções e os perrengues, sempre eles, que teimam em atormentar quem está no trecho.

Na estreia, a narrativa romântica e dedicada a Puerto Varas, cidade quase toda germânica na orla do Lago Llanquihue, a porta de entrada da Patagônia chilena. Aproveitem a leitura neste sábado (04) de isolamento em meio a pandemia do Coronavírus.

“No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Em janeiro de 2016 partimos de Foz do Iguaçu rumo ao Chile e sua Patagônia andina, embora não tanto: a ideia era chegar Puerto Varas, cidadezinha bacanuda encravada na região conhecida como Los Lagos, um pouco acima da Patagônia. Podemos que dizer que é a porta de entrada.

Embora pouco conhecida dos brasileiros, a região guarda alguns dos cenários mais bonitos da América do Sul, com parques naturais, vulcões e lhamas e uma forma de escapar de roteiros mais caros e movimentados do Chile. Confesso que me surpreendi positivamente e por vários fatores.

Em primeiro lugar pelo fato de que, apesar do jeitão de cidade pacata, Puerto Varas nos mostra como o Chile destoa do restante da América do Sul não só pela riqueza do povo, mas também pelo desenvolvimento de todas suas regiões.

O fato é que a desigualdade castiga regiões de Brasil e Argentina. Enquanto no país hermano há uma concentração de riqueza e desenvolvimento em Buenos Aires, capitais de província parecem ter parado nos anos 80. O interior do país é em grande parte pobre, problema que também sofremos em maior ou menor grau a depender do estado.

Já o Chile parece ter dado uma uniformidade para o desenvolvimento do Norte até o Sul. Seriam as reformas liberais da ditadura ou a estreita geografia a razão para isso? Mas prefiro não entrar no debate

Puerto Varas surpreende mais pelas coisas boas e que nada nos lembram os perrengues diários. A cidade conta com bons restaurantes, bons e baratos hotéis, uma orla tranquila ao redor do Lago Llanquihue e qualidade de vida que é invejável para muitos países de primeiro mundo.

Toda colonizada por imigrantes alemães, ainda guarda muito da cultura e arquitetura germânicos. Ou seja, muitas construções em estilo enxaimel, bons doces e carnes fortes.

É como estar numa cidade grande aproveitando o melhor das cidades pequenas, ou seja, a salvo de multidões de turistas (que preferem a vizinha Puerto Montt, que tem aeroporto) e aparentemente escondido pelo imenso e vistoso Vulcão Osorno.

A jóia da região é um passeio que vale muito a pena, sendo oferecido por todas as pequenas agências de turismo da região e também pelos hotéis. Seu topo conta com neve que alguns corajosos temem em tentar escalar e com um teleférico que no dia nos deu um susto, já que parou de movimentar bem meio. A sensação de estar parado a mais de 30 metros no cume de um vulcão pode ser assustadora, eu garanto.

Andando pela cidade, vários pequenos cafés e, numa época em que os pólos gastronômicos não pipocavam em todo lugar, a cidade contava uma feira a céu aberto com vários food trucks, alguns bem modernos tanto no estilo como no cardápio.

Na saída, uma breve com senhor Jorge, do Weisserhaus Hotel, ficou na lembrança. Muito simpático, um verdadeiro gentleman, ele explicou por que brasileiros e chilenos se dão tão bem. E a sua tese era bem simples:

“Nós não fazemos fronteira. Por isso brasileiros, uruguaios, bolivianos e chilenos odeiam os argentinos”

Não teve como não concordar.”

* A #ExpediçãoPatagônia2016 foi organizada pela equipe do Cabeza NEWS e percorreu, a partir de Foz do Iguaçu, perto de 8 mil quilômetros passando por várias províncias e o deserto de Neuquén na Argentina até a Patagônia Andina, retornando pela capital Santiago (Chile), os Caracoles na Cordilheira dos Andes, Mendoza até o ponto de partida.

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Na Estrada: de Foz do Iguaçu a Montevidéu

Pegar a estrada, apontar um rumo e seguir. O plano está mais para utopia nestas épocas de quarentena do coronavírus.

O #NaEstrada chega para contribuir um pouco com o humor de quem está confinado, sem sair do lugar, como diz a música.

Bora seguir um roteiro rápido, de carro, cortando a Argentina, pela conceituadíssima Ruta 14 até a fronteira do Uruguai e a capital Montevidéu.

O Cabeza NEWS convida o leitor para, em pequenos relatos e muitas fotos, embarcar nesta aventura: um bate-volta de cinco dias partindo de Foz do Iguaçu (Brasil), cortando rodovias da Argentina até Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

Primeiro trecho é pela RN12, de Puerto Iguazú a Posadas, capital de Misiones

Quem embarcar, tem à frente pelo menos duas rotas distintas de percurso – a Ruta 14 ( já conhecida do grupo) e as rodovias brasileiras com defeitos quase que intransitáveis e pedágios absurdos.

A escolha recaiu na primeira opção, com partida na manhã do dia 02 de janeiro de 2019 por Puerto Iguazú e a paciência necessária na imigração argentina.

Placas de trânsito indicam momento de acessar a emblemática Ruta 14

Pela frente, mais de 300 quilômetros na RN12 até Posadas, a capital da província de Misiones e ponto escolhido para o acesso à Ruta 14.

Curiosidades do percurso já na província de Corrientes
Rios e lagos integram a bacia hidrográfica do rio Uruguay às margens da Ruta 14

No trecho muitos rios e lagos que integram a bacia do rio Uruguay, um dos principias da região sul da América do Sul.

Quase 600 quilômetros na Ruta 14 até o primeiro pernoite, em Concórdia, na província de Entre Rios.

Chegada em Concordia com muita chuva
Vista da região central de Concordia

A volta ao trecho não foi diferente, céu carrancudo e pista molha e nossa saída à direita.

Momento da despedida da Argentina. Saída à direita

No segundo dia alcançamos o solo uruguaio, na fronteira da argentina Colon com a cidade de Paysadu.

Cruzar a fronteira da Argentina para o Uruguai também exige paciência

Logo na entrada, chama a atenção um museu do automóvel a céu aberto, com relíquias que há muito não são vistas nas ruas do Brasil.

A maioria dos veículos (ou seriam todos), estão fora de circulação.

O percurso diferenciado com a chegada em Montevidéu, depois de mais de 500 quilômetros rodados, aconteceu no início da tarde.

Cruzando os pampas do Uruguai

Impressiona as primeiras imagens do porto no rio Uruguay, que dá a impressão se tratar de um oceano – só impressão.

O porto de Montevidéu impressiona pela imensidão do rio Uruguay

Em solo uruguaio os primeiros e intensos contatos com a beleza da arquitetura, ruas e cenários da capital.

Caminhar pelos passeios de Montevidéu

Também a vida portuária onde tem uma feira gastronômica incrível e as margens do rio Uruguay.

Cada cenário é um convite para posar para fotos
A maconha se tornou produto do cotidiano uruguaio

No terceiro dia, mais Montevidéu e suas características ruas e ruelas, calçadões, teatros, museus, artesanatos, culinária…

As margens do rio Uruguay guardam belezas incríveis
Bora fazer uma ligação?

Num bate-volta tudo é rápido. Não tem tempo a perder, pernar é preciso!

Nos muros de Montevidéu, uma pequena mostra do cotidiano local

O rio Uruguay tem praias bastante concorridas no verão.

Uma viela, uma imagem …

E rápido foi nosso giro em Punta del Este, na foz do rio Uruguay com o Oceano Atlântico.

O trajeto é curto, 130 quilômetros, e a dica é uma ida rápida (os preços por lá são estratosféricos).

Punta del Este e o rio Uruguay chegando no Oceano Atlântico

Em meio às areias brancas de Punta del Este, chama a atenção a escultura La Mano.

Bate-volta é assim, hora de voltar para o trecho.

A volta, ah, a volta para o Brasil. Optamos por fazer um caminho diferente e incluir o Rio Grande do Sul no roteiro.

Percebemos na prática que a opção rodoviária pela Argentina foi a melhor.

O percurso atrasou um pouco, escolhemos Uruguaiana para nosso último pernoite da expedição.

A arquitetura de Uruguaiana impressiona

Partimos para o regresso ao solo argentino em busca da Ruta 14.

De volta ao trecho, curtindo as paisagens da Ruta 14.

Quando se está no trecho, as curvas das rodovias imitam a vida, que por mais torta que pareça, é preciso seguir em frente.

Último trecho da #ExpediçãoUruguai

Fotografias:
Ronildo Pimentel (texto)
Nádia Moreira de Souza
Cleverson Lima
Felipe Lima

Cultura, Destaques, Economia, Meio Ambiente, Mundo, Na Estrada, Turismo,

Cultura, histórias e gastronomia em City Tour por Ciudad del Este e Presidente Franco, no Paraguai

Se prepare para três horas de conhecimento, experiências e contemplação

Que tal conhecer Ciudad del Este e Presidente Franco sob uma nova perspectiva? Não aquela confusão do centro comercial mais famoso do Paraguai?

Pois bem, a jornalista Silvana Canal, convidada pela pela Lleva Tour Operator, embarcou na aventura com o neto Luigi.

Em três horas de roteiro, a dupla, que embarcou em Foz do Iguaçu (Brasil) percorreu monumentos religiosos, praças, lagos até o Salto Monday, queda d’água de 45 metros de altura localizada em Presidente Franco.

AQUI para ver mais fotos e a descrição do roteiro

Serviço:
Lleva Tour Operator.
Tell: +595 61 503 564
End: Av. Monseñor Rodriguez – Shopping del Este, 7000/Paraguai

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Vai viajar? Brasileiros podem entrar em 170 países sem visto. Veja quais!

Nações exigem apenas a apresentação do passaporte para ser carimbado

Está pensando naquela viagem memorável para as férias da escola ou do trabalho. Saiba que em pelo menos 170 países os brasileiros não precisam de visto de entrada, bastando apenas apresentar o passaporte.

O portal Pleno.News fez um levantamento e constatou que, uma das principais preocupações no caso de viagens internacionais, geralmente, é a documentação necessária para ingressar no país de destino.

A necessidade de emitir um visto e a validade do passaporte certamente são as primeiras colocadas na lista de razões para o futuro viajante “esquentar a cabeça”. O que muitos brasileiros não sabem, porém, é que em 170 países do mundo sequer é necessária a emissão de visto para brasileiros.

A notícia é boa e fica ainda melhor para quem pretende viajar para países do Mercosul. Para estes casos, os turistas brasileiros podem ingressar apenas utilizando a própria carteira de identidade, o RG, desde que, é claro, o documento esteja em bom estado.

Os países que fazem parte do acordo são: Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador, Peru, Chile, Colômbia, Guiana e Suriname.

Já para os países de fora do continente sul-americano, e que não exigem visto, a única necessidade é que exista, pelo menos, uma página disponível para carimbo no passaporte e que o documento tenha validade de até seis meses após o período da viagem. O período de permanência, nesses casos, varia entre 30 e 90 dias dependendo do acordo brasileiro com cada país.

Na lista dos países livres de visto para brasileiros estão todas as nações da Europa, além de tradicionais locais de turismo e negócios como Malásia, Catar e Emirados Árabes Unidos. Do lado contrário, entre os países que ainda exigem visto para brasileiros estão os Estados Unidos e o Canadá, além de países do Oriente Médio como Arábia Saudita, Iraque e Síria.

Para conferir a lista completa dos países é só acessar o site da Henley & Partners, que emite um ranking anual com a quantidade de países em que cada passaporte pode entrar sem necessidade de visto.

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O estranho e as nossas igualdades

Ronildo Pimentel
Série #NaEstrada

O contato com o desconhecido é o primeiro objetivo que vem a mente, quando se planeja uma viagem longe da zona de conforto. Novas culturas, costumes, culinárias, ‘biritinhas’ …

Mas é preciso ficar atento ao diferente, para descobrir nossas igualdades. A experiência que inspirou este post aconteceu em Roma (Itália), na recente viagem ao Velho Continente, a #Eurotrip2019 entre o final de outubro e início de novembro.

Chegamos após um voo de Barcelona (Espanha) e um trajeto de trem do aeroporto até a estação Roma Termini. Ficamos bem próximo, em um hotel estilo clássico, com móveis antigos e um charmoso elevador de madeira e vidros transparentes.

O recepcionista nos atendeu bastante animado dando dicas preciosas de como chegar aos principais atrativos romanos. Até o Coliseu seria uma caminhada de 15 minutos pela avenida, disse ele mostrando no mapa que nos presenteou.

Não pensamos duas vezes: é lá! Por que não começar conhecendo o lugar onde os leões devoravam cristãos? Aproveitamos a fartura de restaurantes no entorno para a primeira refeição italiana, na Itália.

A tarde já estava querendo se adiantar quando partíamos para a primeira pernada em Roma (Itália). O clima agradável de final de outono animou as primeiras impressões.

No caminho, nos chamou a atenção uma aglomeração de pessoas com vestimentas que poderiam passar despercebidas, mas devido à grande presença na escadaria e na viela em meio a dois imponentes prédios.

Mangiare, mangiare…

Nos aproximamos para ver de perto e, claro, se possível, saber mais alguma coisa. Ao entrar no grupo, um dos que conversavam alegremente me chamou convidando para mangiare (comer, em tradução livre do italiano).

Tentei recusar com gestos mostrando que havia acabado de almoçar. Nada feito, ele nos mandou comer, dando a perceber que seria uma desfeita não aceitarmos.

As crianças e sua alegria que contagiam a todos

Aceitamos e, no momento de nos servir, uma das senhoras pediu para não fotografar após o primeiro click. Difícil descrever o prato, mas as fotos que ilustram o artigo ajudam.

A refeição consistia em massa aberta no prato, parecida com a de panqueca, com carne picadinha e mais alguns ingredientes e o sabor característico da pimenta, muita pimenta.

Coliseu de Roma, uma das mais emblemáticas estruturas do Velho Continente

As crianças do grupo nos encantaram pelas vestimentas e pela espontaneidade e a felicidade estampada em seus rostos. Delas tivemos permissão para registrar, graças a interferência e um senhor muito simpático.

As dificuldades na comunicação e o desejo de não atrapalhar aquilo que parecia um ritual tradicional relacionado a alimentação, nos levou a seguir o caminho.

Elevador em madeira com vidros transparentes

Na volta ao Brasil e graças a ajuda do colega Jackson Lima, identificamos um pouco da cultura daquele povo. Eles pertencem a Igreja Ortodoxa Etíope (amárico), conhecida oficialmente como Igreja Ortodoxa Etíope Tewahido.

A nós restou a experiência incrível de encontrar pessoas que parecem tão diferentes, mas tão iguais a nós.

Quem quiser ler mais sobre a mesma, basta clicar AQUI

Fotos: Nádia Moreira de Souza

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