Browsing Category

#NaEstrada

#NaEstrada, Destaques, Internacional, Meio Ambiente, Turismo,

Viagem à “terra do fim do mundo”

Ao contrário do que se pode imaginar, a região que abriga a “terra do fim do mundo”, não é onde tudo acaba. A Patagônia é o reduto de um berçário que guarda belezas que impressionam viajantes do mundo todo.

Lagos e rios com água em tom esmeralda, vales verdes ou brancos, dependendo a época do ano, montanhas com cume cobertos de “neve eterna” e florestas de pinheiros nas encostas, desertos e vulcões em atividade.

A Patagônia é de tirar o fôlego. A região geográfica, dividida entre Argentina e Chile, vai do extremo sul do continente (Terra do Fogo e Ushuaia) até a parte mais ao sul da Cordilheira dos Andes.

É dentro deste cenário de beleza cinematográfica que um roteiro é cada vez mais procurado por viajantes que gostam de rodar grandes distâncias de carro, moto, de bicicleta e até carona, no caso dos mais destemidos.

Nesta aventura, partimos da região de Foz do Iguaçu, no Paraná, até a Patagônia Andina, que abrange a região dos lagos em Bariloche e San Martín de Los Andes, pela Argentina, e o Circuito Turístico do Lago Llanquihue e o Vulcão Osorno, pelo lado chileno.

A viagem começa pela Ruta 14, acessível antes de chegar à Posadas. No percurso, cruzando as províncias de Misiones, Corrientes, Entre Rios e Buenos Aires, temos um bom quadro da economia regional, que vai da exploração de matas de reflorestamento, agricultura e pecuária.

O cenário muda radicalmente ao cruzar o deserto das províncias de La Pampa, Rio Negro e Neuquén, que já integram geograficamente a Patagônia. A paisagem é tomada por dezenas de bombas de extração de petróleo e a forte presença da multinacional brasileira Petrobras.

A chegada à região da Cordilheira dos Andes, ao final do terceiro dia de estrada, é a recompensa mais que justa a todos os aventureiros. Lagos de água esmeralda vão surgindo rodeados por paredões de montanhas dos mais variados relevos e tons – “cada cor, é resultado de diferentes idades geológicas”, explicam os nativos.

A “Rota dos Sete Lagos” compreende o trecho de pouco mais de 100 quilômetros entre San Martín de Los Andes e a Villa La Angostura.

Percorrer o trecho, no entanto, pode durar até mais de quatro horas, como revelou o médico Renato, que fez o percurso de carro a partir do Distrito Federal.

A beleza da região dos lagos é a dose exata para a paciência no longo período de espera para cruzar o Paso Cardenal Antonio Samore, onde estão as aduanas argentina e chilena na fronteira entre os dois países.

A chegada ao Complexo Turístico do Lago Llanquihue revela que a grande aventura valeu a pena. É neste circuito, de mais de 180 quilômetros no entorno do reservatório, que está vulcão Osorno, símbolo do turismo do Sul do Chile.

O início do programa, que na maioria dos casos tem como porto de partida a cidade de Puerto Varas, não pode deixar de fora passagens pelo rio Petrohué e um passeio pelas águas cristalinas do Lago de Todos Los Santos, de onde é visível a majestade do vulcão, cuja última atividade ocorreu em 1869.

O Osorno tem um cone perfeito com 40 crateras que se agrupam ao redor da base. Tanta beleza chamou a atenção do cientista Charles Darwin, que observou uma erupção da montanha em 1835, segundo relatos dos nativos.
O vulcão é palco de um centro de esqui que funciona o ano todo.

Pelos teleféricos é possível alcançar o ponto mais alto permitido aos turistas, a mais de 2,6 mil metros de altitude, onde existem depósitos de neve eterna que fazem a festa dos visitantes no verão. Do alto uma vista impressionante do lago Llanquinhue.

Ronildo Pimentel, especial para a Revista Ideias

#NaEstrada, Cultura, Destaques, Geral,

Festival em Foz do Iguaçu revive a mística punk que agitou o Brasil nos anos 1980

A velha mística do punk rock que agitou no mundo nos anos 1970 e o Brasil na década de 1980, será revivida no próximo sábado (25) em Foz do Iguaçu. Quatro bandas programadas no 1º Grito Punk vão levar ao palco da Casa Urbana, a partir das 22h, clássicos do gênero que marcaram gerações. Um dos destaques do festival é a volta da Extrema Agressão, que está completando 23 anos de fundação.

Os mais novos talvez tenham poucas informações, mas os mais velhos não esquecem. No início dos anos 1980 o punk chegou com força no Brasil, principalmente como uma crítica ao regime militar implantado no país com o golpe de 1964. À frente do movimento bandas lendárias como Restos de Nada e mais tarde Cólera, Ratos de Porão, Garotos Podres, Inocentes, Replicantes, Aborto Elétrico, Olho Seco, entre tantas outras.

E é este clima nostálgico que o Grito Punk quer reviver no próximo sábado em Foz do Iguaçu. No Palco da Casa Urbana irão se revezar bandas conhecidas do cenário underground local e regional. Extrema Agressão, Extreme Grace, Mal Pagos e Reação Química vão apresentar clássicos do punk rock e músicas autorais. O evento teria muita poesia com Jimy Carter, Genir Terra e Meon Luciano.

A volta
O festival será marcado pela volta aos palcos da Extrema Agressão, banda formada em 1996 por Volney Primaz (guitarra e vocal), Kléber no baixo e vocal e Everaldo na bateria e uma rápida passagem nos vocais de Anderson, da extinta Desespero HC. A formação atual conta com Volney na bateria, Kléber no baixo, João na guitarra e André no vocal. Os dois últimos entraram na banda no final dos anos 1990.

AQUI para ver trecho de ensaio da banda

A última vez que a Extrema Agressão subiu aos palcos ocorreu há aproximadamente três anos, para uma apresentação especial com Thato Primaz no baixo (irmão do Volney), Everaldo na bateria, André no vocal e Bruno e João nas guitarras. A banda vai tocar alguns covers, mas o repertório terá basicamente músicas próprias com temáticas falando de corrupção na política e coisas corriqueiras do dia a dia, segundo Volney.

SERVIÇO

O 1º Grito Punk está programado para iniciar às 22h do sábado (25), no Casa Urbana Bar, localizada na Rua Mandaguari, 460 – Jardim Santa Rosa em Foz do Iguaçu. Os ingressos para o festival de bandas custam R$ 10,00.

#NaEstrada, Brasil, Cultura, Destaques, Geral,

Bronca e suas múltiplas faces musicais

Banda completa uma década de estrada com muitos shows,
histórias para contar e material para o primeiro CD completo

Ronildo Pimentel, CabezaNEWS

A produção autoral segue seu curso em Foz do Iguaçu. As bandas tem apostando na longevidade e persistência para divulgar ritmos e ideais próprios. A Bronca é um destes exemplos. O grupo, após uma década na estrada, muitas apresentações e histórias para contar, se prepara para a primeira gravação, que deve ficar pronta em 2019

A Bronca surgiu em 2009, por iniciativa do guitarrista e vocalista Christian Militelli, “quase que como uma sucessão do Inércia”, sua ex-banda, abrindo um “novo ciclo”, diz. A primeira formação trazia ainda Valdir “Toco” e Hebbe e a ideia de compor dentro do gênero Hardcore News School.

Em 2015, a Bronca deu uma guinada no estilo com a introdução de novos ritmos musicais, a partir da chegada de Taty Cristina (guitarra) e Matheus Gabriel (baixo), que se desligou da banda no início de maio. A formação atual conta com Rafael no baixo e Edson Aparecido, o Edão, na bateria.

Na interpretação dos integrantes, em entrevista exclusiva ao CabezaNEWS, Bronca reflete indignação e vontade de expor aquilo que inquieta o ser humano. Na avaliação de Christian, a formação atual é a que está mais perto deste ideal. “Pela amizade e sintonia entre os integrantes. Todos empenhados, com foco”.

“Temos adversidades e estilos e influências e esta sintonia fica muita legal. Todos sabem como todos pensam”, resume o guitarrista. Um dos critérios para entrar na banda é que os novos integrantes precisam compor uma música. “As músicas trazidas pela Taty e o Matheus quase que revolucionaram o estilo da banda, bem próximo a um groove, que mistura tudo”, conta.

Valorização local
Partindo da influência de Sepultura (formação com os irmãos Cavalera) e Ratos de Porão, a Bronca começou a colocar elementos da cultura nacional, “que é muito rica”, e também de países da América do Sul, nas composições. Dentro do cenário musical, Christian acredita que ainda é possível mostrar seu trabalho, “sem ninguém censurar ou precisar de aprovação das letras”.

“O que ainda falta um pouco, acredito, é humildade em função de a música ser um constante aprendizado”, destaca. Para o guitarrista, a música é uma forma de passar mensagens e o ideal são as positivas. “Com empatia, mato o egoísmo. Com a verdade, chego até a luz. A ideia é fazer o pessoal pensar”.

“Por mais que o mundo tenha problemas, você tem capacidade de pensar”, afirma. A banda se resume ser contra o fascismo, diz Christian, sobre o momento político brasileiro atual. “Apoio o trabalhador, para que ele possa ter condições de levar uma vida digna com família, amigos. Também somos trabalhadores”.

‘Só coisas boas’
A guitarrista Taty Cristina conta que conheceu a banda em 2013, em um show em Santa Terezinha de Itaipu, denominado Rock n Roll Solidário. Desde então manteve contatos com Christian que a convidou para integrar o grupo. “Queria entrar na banda, que já estava fechada, até que acabou saindo um integrante”, disse.

Ela também afirma que a formação atual, é a melhor, “de todos os projetos” que participou e também destaca a amizade entre os integrantes. Taty tem noção da focação Hardocre News School da Brnca, mas admite que “de um tempo para cá, fomos acrescentando coisas novas, coisas nossas”, disse.

A mistura de som é mais produtiva, avalia. Antes, ela se dedicava muito ao Hardcore. “Hoje pratico ritmos diferentes e acho isto legal. Queria mesmo ficar diferente na música, buscar algum diferencial”, resume Taty, afirmando que gosta de música “desde sempre” tocando guitarra e na dança, até escutar sons mais “pesados”, estilo que considera ideal.

Taty revela que aprender a tocar um instrumento exige muita dedicação. “Demorou um pouco”, mas a vontade falou mais alto. A amizade dentro da banda e a música “salva pessoas”, diz. Ela acredita que o material da Branca ficará gravado até o final do ano.

A guitarrista reconheceu como fundamental para as bandas locais o ativismo de pessoas como Cris Peretto, Vitória Repanas e outros promotores de shows e espaços como Casa Urbana, Guns N’Beer, entre outros. “É preciso muita humildade entre os músicos e mais oportunidades e apoio para divulgar os trabalhos”, ressalta.

A Bronca, no entender de Taty é maneira simples de compor com temáticas fortes e muita atitude. “É o que a gente fazer, nosso arroz com feijão e sazon. As letras sempre focam na gente e nos outros. Sempre buscando entender o ser humano e nós mesmos”, diz.

Na política vê com preocupação o avanço da extrema-direita pelo radicalismo contra as minorias, principalmente. “Do jeito que está, é muito ódio, o que acaba gerando coisas ruins”, diz. Ela se declara anarquista, porém admite que votou na última eleição por que não podia ficar “em cima do muro”.

Bronca é superação
O baterista Edson Aparecido, o Edão, tem na banda sua fonte de superação. Vítima de uma paralisia física, entrou na Bronca após perder os pais. “A música veio para ocupar um vazio na minha vida”, conta.

Edão conheceu Christian ainda na época do Inércia e fizeram a primeira apresentação juntos, como um dueto – bateria e guitarra. “Naquele dia fizemos uma sonzêra”, disse. Na platéia a Taty e o Matheus, que “nunca ia imaginar que estariam tocando hoje no Bronca”.

“Todo mundo me conhece pelo que sou como pessoa, por ter superado estas situações (física e emocional) e hoje viajo para vários locais com estas pessoas da banda”, relata. Musicalmente, ele também acredita que a formação atual é a melhor. A anterior, com o Matheus, deu um up nas composições, disse.

“Tem uma coisa boa entre nós. Discutimos, mas fazemos reuniões para tentar um acordo. As nossas letras não falam de discórdia, de desunião. O Bronca é uma coisa que veio para mudar, fazer a diferença e está levando o nome da cidade para fora”.

A química atual entre os integrantes está muito boa, afirma o baterista. “Tudo vai se encaixando”, diz. Edão conta ainda que aos 13 anos começou a se interessar pelo instrumento que toca. “No começo, a dificuldade foi em função da paralisia e por ser canhoto”, lembra.

Com a Bronca, já gravou uma participação para “Fronteira Rock”, coletânea com 10 bandas de rock de Foz do Iguaçu. “Estamos prontos agora para gravar um CD completo. Nosso trabalho está bem bom. Gostoso de escutar e vai causar impacto no pessoal”.

“Vamos mostrar um pouquinho destas músicas que já estamos levando para fora de Foz do Iguaçu e também do Brasil”, disse ele, sobre os shows na Argentina e em Guarapuava. O cenário musical tem boas bandas, “mas nada muito diferente”.

Começou a curtir música no período do Grunge, estilo musical que surgiu no final dos anos 1980 em Seattle, nos Estados Unidos. Segundo ele, no passado as bandas conseguiam mostrar algo novo, “coisa não muito comum hoje em dia”.

“O Bronca tem a expressão de mostrar uma raiva, uma indignação, mas só que é para colocar as coisas em forma de solução, não deixar sem esclarecimento, buscar uma solução”, disse. Não gosta de discutir política por que as pessoas, nas redes sociais, dão uma opinião, mas não dão a cara a tapa na hora de cobrar, lutar por algo.

Novos caminhos
O baixista Matheus Gabriel, que tem forte influência na construção do atual estágio musical da Bronca, decidiu sair da banda no início de maio, para se dedicar mais as questões profissionais. Ele está de mudança para Santa Catarina, mas antes de seguir novos caminhos, participou desta entrevista.

Em termos musicais, ele afirma que o cenário atual está muito bom, “com excelentes bandas”. De acordo com Matheus, para sair do comum é preciso criar, evoluir, mostrar algo novo, diversificado.

O baixista, que começou guitarrista, começou a se interessar por música ainda criança, com o violão do pai. “A aprendizagem veio com o tempo”, relata. Matheus conta que entrou na Bronca apresentada pela Taty, após “tocarmos violão juntos algumas vezes”.

#NaEstrada, Destaques, Economia, Geral, Turismo,

Macuco EcoCapanema na festa dos 55 anos de Capitão Leônidas Marques

Os passeios de barcos do Macuco EcoCapanema serão um dos destaques das comemorações dos 55 anos de emancipação de Capitão Leônidas Marques.

A programação, aberta dia 26 de abril pela Prefeitura Municipal, prossegue até o domingo (5 de maio), com uma série de atividades ao longo do dia.

As atrações da semana incluíram cortejo de motociclistas, corrida de jericos, Festa do Tacho para escolha do prato típico da região e o tradicional costelão beneficente, com renda destinada ao Hospital Municipal, ocorreram ao longo da semana.

A partir desta sexta-feira (3) até o encerramento no domingo, as noites em Capitão Leônidas Marques serão animadas pelos rodeios no Centro de Eventos da cidade.

O domingo (5) começa com uma caminhada até a Praia da Figueira, de onde partirão os passeios do Macuco EcoCapanema.

A empresa disponibiliza caiaques, floating, jetboat e banana boat para navegação até a Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu e dali, até Marmelândia, passando pelo rio Capanema.

Abaixo fotos de algumas atividades já realizadas

#NaEstrada, Destaques, Estadual, Geral,

Mais de 187 mil veículos devem trafegar pela BR 277 no feriadão de Páscoa

A BR-277, que liga o Oeste ao litoral do Paraná, deve ter movimento intenso no feriadão da Semana Santa – de quinta-feira (18) a domingo (21).

A previsão é que 187 mil veículos trafeguem pela via no período.

No trecho entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, a expectativa de fluxo maior é no primeiro e no último dia, com acréscimos em relação aos dias normais de 18,2% e 50,4%, respectivamente.

Já na sexta-feira e sábado (19 e 20), a previsão é de fluxo normal de automóveis, afirma a Ecocataratas, que administra o trecho.

A orientação para quem vai para a estrada é precaução, orienta o gerente de atendimento ao usuário da Ecocataratas, Marcelo Belão.

#NaEstrada, Cultura, Destaques, Internacional, Turismo,

Conheça a atração de Foz que alia história, passeio no Rio Paraná e café colonial

Moradores de Foz ganharam final de semana com preços especiais para conhecer o atrativo no lado paraguaio da fronteira

Os moradores de Foz do Iguaçu ganharam um incentivo especial para conhecer um pouco sobre a vida e a obra do cientista suíço Moisés Santiago Bertoni (1857 a 929), que viveu na região de Presidente Franco, no Paraguai. O Kattamaram II promoveu, no final de semana, um passeio cultural ao Porto Bertoni, com custo inferior a 50% para quem reside na cidade. Empresa projeta agregar e ampliar passeios unindo cultura e belezas naturais.

O passeio ao Porto Bertoni, pela manhã, começa com um café colonial servido instantes após a partida do antigo Porto Meira, onde eram realizadas as travessias de balsa entre Brasil e Argentina. Em poucos minutos a embarcação chega a foz do rio Iguaçu, no rio Paraná, de onde pode-se observar o encontro entre os três países de um ângulo diferenciado. As informações são do Gazeta Diário.

Aproximadamente 40 minutos após subir a bordo, os participantes do passeio descem na margem paraguaia da fronteira para contato direto com a natureza e o legado de Moisés Bertoni. “O lugar é sensacional e de uma beleza incrível”, disse a contadora Lohaine Batista, que fez acompanhada fez o passeio pela primeira vez. Ela estava em companhia do marido, o empresário Carlos Batista.

“A trilha é puxada, mas compensa muito quando chega aqui”, ressaltaram os dois, após o percurso de aproximadamente 800 metros da margem do rio até o alto da barranca, onde estão o Museu Bertoni e o e o auditório Winkelfried Bertoni, em homenagem ao também cientista filho de Moisés de Bertoni. “Já fizemos outros passeios pelo rio Paraná. A promoção para quem é de Foz do Iguaçu vale a pena”, concluíram.

“Nossa, o passeio é bem diferente do que a gente imagina”, contaram as recepcionistas e hotelaria Taiana Morales e Bruna Padilha. “Uma ótima atividade. Tudo bem explicativo. Aprendemos muito. Estamos fazendo para conhecer e saber recomendar o passeio aos hóspedes”, completaram.

Legado
O trabalho e os estudos de Moisés Bertoni, deixou um grande legado para o povo paraguaio, para a região e a humanidade, disse a guia Bianca Suares, que há quatro anos recebe visitantes na área do museu. “Só nesta área onde habitou Moisés Bertoni, tem mais de 600 plantas exóticas trazidas por ele”, explicou.

Um dos destaques das pesquisas de Bertoni, segundo ela, foi com relação a stevia, planta que acabou recebendo o sobrenome bertoni, que constatou o alto índice de doce em sua composição. “A stevia bertoni é 200 vezes mais doce que o açúcar”, ressaltou.

O cientista teve uma contribuição fundamental para a criação da Escola Agrícola, mais tarde transformado em curso superior. Um dos filhos de Bertoni, Winkelfried Bertoni, se especializou em pássaros e catalogou, no museu, mais de 120 espécies de aves. “Algumas endêmicas, que só tem nesta região”, afirmou Bianca.

Agregar mais
O passeio ao Porto Bertoni existe há aproximadamente 15 anos, segundo informou Cleverson Teixeira, gerente comercial da Echaporã. De acordo com ele, a empresa estuda alternativas para agregar novas opções de atividades ao atrativo, como a inclusão da cultura e artesanato produzidos pelos indígenas que residem na aldeia próxima ao local.

“Também queremos fazer a trilha de arvorismo, já que a que tem aqui está desativada há muito tempo. O projeto da empresa é fazer mais melhorias com o tempo”, frisou. Os passeios do Kattamaram II ao local são feitos de terça-feira a domingo pela manhã e a tarde. Também é possível fazer com barcos rápidos com saídas de hora em hora.

Não estão descartados novos finais de semana com preços especiais para moradores de Foz do Iguaçu.

Sobre Bertoni
Moisés Santiago Bertoni nasceu na Suíã em 1857 e, decepcionado com as condições políticas e sociais da Europa no final do século XIX, decidiu se mudar para a Argentina com a família. Pouco tempo depois o botânico decidiu morar no Paraguai, onde viveu a maior parte de sua vida.

No local, onde está construído o museu em sua memória, ele desenvolveu grandes projetos de investigação e publicação de obras que foram imortalizadas. Bertoni se destacou em botânica, etnografia e estudo da língua Guarani. Além disso, conseguiu avanços significativos nas áreas de zoologia, etmologia, meteorologia, agricultura e biologia.

Fotos: Nádia Moreira de Souza

       

#NaEstrada, Destaques, Internacional, Turismo,

#NaEstrada Nas terras de Mujica

O blog retoma as atualizações nesta segunda-feira (07), após um pequeno recesso para uma estirada ao Uruguai, as terras do eterno presidente José Mujica, cada vez mais procurado por turistas brasileiros em busca de história, cultura e belezas naturais.

A dica de roteiro, partindo de Foz do Iguaçu no Oeste do Paraná, inclui trechos da Argentina (maior parte pela Ruta 14) e Rio Grande do Sul (na volta) e será contada na série #NaEstrada do Cabeza News.

A tod@s, um Feliz 2019.

Foto: Nádia de Souza

#NaEstrada, Destaques, Geral,

Perfil: Eduardo Matysiak, fotojornalista dos rostos, da luz e da sombra

Fotografar não é apenas o ato de apontar a câmera e apertar o disparador, ou mesmo usar celulares de forma indiscriminada, como ocorre hoje em dia. Fotografar é ter a sensibilidade de fechar um quadro e saber o momento exato de apertar o botão.

Estes são alguns dos atributos do jovem fotógrafo Eduardo Matysiak, que se apaixonou por esta arte antes da adolescência, aos 14 anos. Com apenas 25 anos de idade, Edu já conseguiu aquilo que muitos fotógrafos experientes ainda estão correndo atrás – o reconhecimento pelo seu trabalho.

Com bagagem considerável, incluindo a atuação em campanhas políticas – foram dele as imagens de João Arruda, candidato ao Governo do Estado pelo MDB. Mas é no foco de rostos e o cuidado na luz e na sombra, que Edu mais dedica atenção e esforços.

Sua paixão por detalhes começou em um ensaio inusitado artístico no cemitério, local pouco frequentado, mas que lhe rendeu reconhecimento internacional. Edu também ganhou projeção ao fotografar a última caravana do ex-presidente Lula e a imagem que ganhou as manchetes do teólogo Leonardo Boff, em frente à Polícia Federal em Curitiba.

Eduardo Matysiak tem um estilo único de captar o momento e já produziu material para os senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann e uma infinidade de parlamentares Brasil afora.

Foto: Orue Brasileiro

#NaEstrada, Destaques, Internacional, Meio Ambiente,

#NaEstrada Com o Plogging de Puerto Iguazú

O Plooging, que une atividade física e ação ambiental, é a atração do final de semana em Puerto Iguazú, no lado argentino da Tríplice Fronteira com Brasil e Paraguai.

Neste sábado (15), acontece a primeira Plogging Iguazú, onde os participantes terão oportunidade de percorrer, a pé ou de bicicleta e recolhendo resíduos sólidos, uma área de 600 hectares de Selva Yryapú.

A saída, informa o La Voz de Cataratas, está prevista para às 7h da manhã no Instituto Missioneiro de Biodiversidade (IMIBIO).

Participam da atividade a Fundação Selva Yryapu, IMIBIO, Iguazu Bike Tour e Exército Argentino.

A campanha de separação de resíduos na floresta quer incentivar a comunidade a aderir cada vez mais ao plogging.

A ação, que permite exercitar ao mesmo tempo que recolhe resíduos, é uma tendência mundial de quem combina o cuidado físico e o respeito a natureza.

#NaEstrada, Destaques, Meio Ambiente, Turismo,

#NaEstrada Circuito Rural de Medianeira

Quem está pelo Oeste do Paraná e gosta de passar momentos agradáveis em contato direto com a natureza, a série #NaEstrada apresenta um pouco do Turismo Rural de Medianeira. O acesso ao circuíto, que reúne diversos empreendimentos, fica bem próximo à área urbana do município, distante cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu.

A dica da reportagem e as fotos abaixo são de Aline Teigão

O roteiro criado e ampliado a partir de 2015, é ideal para um dia de passeio e todo envolvido com a temática cultural italiana, população que marcou forte presença na colonização da região.

Com gastronomia típica, apresentações artísticas, atividades de lazer e aventura, passeios, trilhas, contemplação e compras de produtos característicos.

O funcionamento, aos sábados, é com agendamento prévio pelos telefones (45) 98802-2020, 98821-7657 ou 3264-8639.

Sobre a série
#NaEstrada, como o próprio nome diz, é uma editoria criada para mostrar belas paisagens com dicas de locais para passeios e viagens curtas e longas. Que tal dividir a sua aventura, a sua história com os leitores do blog? Entre em contato!