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Leia as últimas notícias do Brasil no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Brasil,

Grupos da canoagem realizam ações sociais em várias partes do Brasil

Várias iniciativas que visam arrecadar alimentos e distribuir para famílias carentes estão sendo desenvolvidas em diversas regiões do Brasil por membros da canoagem brasileira.

Ao todo, as iniciativas já somam cinco toneladas entre alimentos e produtos de higiene pessoal. Em Piraju, no Estado de São Paulo, o atleta Pedro Henrique Gonçalves, o Pepe, da canoagem slalom, classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, fez uma vaquinha virtual e também fechou parcerias com empresas locais e reuniu 3,5 toneladas em alimentos.

Já em Foz do Iguaçu, no Paraná, a equipe de profissionais do Instituto Meninos do Lago mobilizou a cidade para arrecadar cestas básicas e roupas para atender mais de 80 famílias das crianças do projeto social da canoagem. Destacam-se ainda ações em Piracicaba (SP) e Cascavel, no Paraná.

Pepe criou o “Juntos somos mais fortes”, que está sendo desenvolvido em Piraju (SP), e teve o objetivo de distribuir alimentos para os moradores que estão necessitando e para famílias que ficaram sem suas fontes de renda.

O canoísta começou seu movimento através de uma vaquinha virtual que tinha como meta seis mil reais, mas o valor superou as expectativas e fechou em R$ 7.401,00 doados por 67 apoiadores. Com esse recurso foram arrecadados 3.500 quilos de alimentos e produtos de limpeza que atenderam 130 famílias. A entrega foi realizada em parceria com a área de assistência social do município.

“Me sinto abençoado e honrado de com minha imagem e visibilidade chegar a todos vocês que ajudaram e fazer isso acontecer. Muito obrigado ao Supermercado Garrote Piraju e ao Celso da Cadê Veículos de Piraju, que disponibilizou um de seus carros e colocou a mão na massa para ajudar, além da sua doação. É isso aí gente, estou feliz e emocionado com tudo isso, não tenho palavras para descrever, só́ agradecer”, ressaltou Pepe.

Foz do Iguaçu

Com a paralisação das aulas para os alunos do Projeto Social Meninos do Lago, em Foz do Iguaçu, no Paraná, a equipe resolveu fazer uma pesquisa e avaliar como estava a situação de isolamento das crianças e também se suas famílias estavam precisando de ajuda. A resposta foi que muitos estão precisando de apoio.

Entre várias conversas, foi decidido unir os esforço através de uma arrecadação de alimentos para os familiares de alunos. Aí surgiu a campanha “Foz no mesmo barco”, idealizada e executada pelo IMEL – Instituto Meninos do Lago, em parceria com voluntários e empresários de vários setores na cidade. O objetivo foi amenizar o problema gerado pela falta de alimentos nos lares dos alunos do projeto neste período de pandemia e a meta é atender entre 60 a 80 famílias, que já estão recebendo as doações.

“Um dos valores fundamentais que prezamos na canoagem é a união e o trabalho em equipe. Imaginamos elaborar uma campanha onde ‘remamos juntos’, todos no mesmo barco. Desta maneira surgiu a nossa campanha”, diz o voluntário Guto Mazine.

Várias empresas aderiram ao projeto, além do Rotary Club de Foz do Iguaçu – Nova Fronteira, que doou 41 cestas básicas inicialmente e reforçará a ajuda no mês de junho com a mesma quantidade de alimentos e também kits de higiene e limpeza. A ação já conseguiu arrecadar 1,2 toneladas de doações.

Cascavel e Piracicaba

A ASCAPI – Associação de Canoagem de Piracicaba (SP) foi uma das entidades apoiadoras em uma ação coletiva que mobilizou a cidade. Foram realizadas doações individuais e também suporte na logística de compra e entrega de alimentos.

Outra iniciativa foi feita pelo CRC – Clube de Regatas Cascavel (PR), em que a equipe mobilizou a compra de oito cestas básicas, sendo que seis foram entregues para o Provopar e as outras duas para atletas do clube. Também houve a entrega de produtos de higiene pessoal.

Por: Surto Olímpico

Brasil, Paraná,

Vetos anulam lei nacional do uso da máscara, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) lamentou a decisão do presidente Jair Bolsonaro em vetar trechos da lei aprovada no Congresso Nacional que determina obrigatoriedade do uso da máscara de proteção facial em todo o Brasil. Romanelli diz que a lei paranaense é mais abrangente e continua valendo, com a aplicação de multas a quem descumprir a medida.

“Foram tantos os vetos do presidente Bolsonaro, que ele literalmente anulou uma lei importante, que obriga o uso de máscaras em todo o País. Felizmente, temos a nossa lei estadual, a 20.189/2020, que obriga todos a usarem máscara, sob pena de multa, quando saem de casa”, disse Romanelli (foto abaixo).

Bolsonaro sancionou a lei enquanto durar a pandemia do novo coronavírus. Mas vetou trechos importantes do texto original, o que torna a lei nacional “menos eficiente” do que a que está em vigor no Paraná. A lei foi publicada nesta quinta-feira (2), do Diário Oficial da União.

Imprudentes

Dentre os artigos vetados, está o trecho que obrigava a utilização da máscara em estabelecimentos comerciais, templos religiosos e instituições de ensino. Romanelli, autor da lei paranaense, acredita que os vetos do presidente são imprudentes e não contribuem para a prevenção da saúde dos brasileiros.

“O uso da máscara de proteção é comprovadamente eficiente no combate à proliferação da covid-19. Quanto mais as pessoas usarem, seja em ambientes públicos ou privados de uso coletivo, mais protegidas elas estarão”, comenta o deputado.

Bolsonaro alegou “falta de clareza” em pontos do texto original para justificar os vetos. Segundo ele, “certas imposições violam a autonomia de estados e municípios”. No caso do inciso que prevê o uso obrigatório de máscaras em “estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas”, Bolsonaro questiona a expressão “demais locais fechados”. Na análise do presidente, por não existir “a possibilidade de veto de palavras ou trechos”, foi vetado todo o dispositivo.

Lei completa

Romanelli observa que a lei paranaense, mais abrangente e completa, continua válida e tem ajudado a salvar vidas. Segundo ele, o paranaense está absolutamente consciente da necessidade do uso da máscara de proteção. “Mais uma vez o presidente joga uma bola na trave”, analisa.

O presidente também vetou artigos que preveem a aplicação de penalidades a quem descumprir a medida. O texto aprovado no Congresso previa que, caso alguém fosse flagrado sem máscara de proteção nos locais previstos, seria imposta “multa definida pelo ente competente”. No caso de reincidência, seria considerado agravante, assim como nas infrações cometidas em ambientes fechados.

Também foi vetado o trecho que previa multa para “o estabelecimento autorizado a funcionar durante a pandemia da Covid-19 que deixar de disponibilizar álcool em gel a 70% em locais próximos a suas entradas, elevadores e escadas rolantes”. No Paraná, esse artigo da lei está em vigor e os estabelecimentos cumprem rigorosamente as medidas criadas na lei estadual.

Proteção

Na lei paranaense, Romanelli considerou a máscara de proteção individual como um EPI (Equipamento de Proteção Individual) e que, por isso, a empresa deve fornecer o artefato aos colaboradores que estiverem em trabalho presencial.

Já na lei nacional, esse dispositivo foi vetado. No texto original, “os estabelecimentos em funcionamento durante a pandemia da Covid-19 são obrigados a fornecer gratuitamente a seus funcionários e colaboradores máscaras de proteção individual, ainda que de fabricação artesanal, sem prejuízo de outros equipamentos de proteção individual estabelecidos pelas normas de segurança e saúde do trabalho”.

Bolsonaro defende que “a matéria já vem sendo regulamentada por normas do trabalho que abordam a especificidade da máscara e a necessidade de cada setor e/ou atividade, do modo que a proteção individual do trabalhador seja garantida”.

Ele também desconsiderou o trecho que previa a obrigatoriedade do uso de máscaras em órgãos públicos, com possibilidade de proibir a entrada e retirada de pessoas sem o artefato. Bolsonaro alega que a medida “viola ao princípio do pacto federativo” por impor “obrigação aos entes federados”, e também por questões orçamentárias.

Distribuição

Outro trecho que recebeu veto do presidente foi o que determinava ao poder público a obrigação de “fornecer máscaras de proteção individual diretamente às populações vulneráveis economicamente, por meio da rede integrada pelos estabelecimentos credenciados ao Programa Farmácia Popular do Brasil, pelos serviços públicos e privados de assistência social e por outros serviços e estabelecimentos previstos em regulamento, ou pela disponibilização em locais de fácil acesso”.

Para o presidente, esta medida “contraria o interesse público em razão do referido equipamento de proteção individual não ter relação com o Programa Farmácia Popular do Brasil, uma vez que se constituem sob a legislação sanitária em insumos para a saúde (correlatos), com regulamentação diversa dos medicamentos”.

Publicidade

No Paraná, a lei estadual inclui a criação de campanhas publicitárias por parte do Estado, para informar sobre a importância do uso da máscara de proteção facial no combate à pandemia do novo coronavírus.

O Governo do Paraná, tão logo sancionou a lei, imediatamente iniciou campanhas orientando os paranaenses sobre o assunto e lembrando a importância em usar a máscara sempre que sair do ambiente familiar.

“Infelizmente o presidente Bolsonaro não vê importância nessa publicidade e vetou esse artigo da lei, alegando violação ao pacto federativo”, aponta Romanelli. Bolsonaro justifica que ao determinar que entes federativos realizem campanhas, além da criação de despesa sem especificação da respectiva fonte de custeio, há violação deste pacto.

No texto original, o Congresso incluiu dispositivo que incumbia o Poder Executivo a “veicular campanhas publicitárias de interesse público que informem a necessidade do uso de máscaras de proteção individual, bem como a maneira correta de sua utilização e de seu descarte, observadas as recomendações do Ministério da Saúde”.

Multas

Em muitos estados, como é o caso do Paraná, o governo estadual regulamentou a lei, determinando critérios diversos de fiscalização e aplicação de multas. Na lei nacional, o presidente vetou trechos que determinavam a imposição de multas no caso de descumprimento das medidas.

Ele também vetou o trecho que determinava ao governo a distribuição gratuita de máscara para os mais pobres. Apesar destes dois vetos do presidente, os atos normativos já expedidos pelos governos estaduais e municipais continuam válidos nos estados e municípios que já regulamentaram a lei em suas unidades federativas.

“Felizmente no Paraná, temos a lei estadual, que é mais completa. E os paranaenses sabem da importância do uso de máscara para se protegerem e também as pessoas à sua volta. Isso tem ajudado a evitar a proliferação da covid-19 e salvar vidas”, avalia Romanelli.

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Ponte da Amizade vai continuar fechada: Brasil prorroga fechamento das fronteiras por mais 30 dias

O Governo Federal prorrogou, nessa quarta-feira (1°), o fechamento das fronteiras no Brasil por mais 30 dias, anotou o GDia.

A portaria que estende o prazo foi publica pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Diário Oficial da União, e restringe a entrada de estrangeiros no país. 

A normativa é assinada pelos ministros Braga Netto (Casa Civil), André Mendonça (Justiça e Segurança Pública), Tarcisio de Freitas (Infraestrutura) e Eduardo Pazuello (Saúde), e segue as recomendações feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para o combate ao Covid-19. 

O fechamento das fronteiras pelo governo brasileiro teve início no dia 20 de março, depois que medidas de bloqueio foram determinadas pelas administrações federais do Paraguai e Argentina.

Nos países vizinhos, mesmo com as manifestações, os governantes também optaram por manter as entradas fechadas até que a pandemia desacelere no Brasil.

Continue lendo no GDia

Brasil, Destaques,

Brasil restringe entrada de estrangeiros por mais 30 dias

Em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (30),  o governo prorrogou a restrição para a entrada de estrangeiros no país por mais 30 dias.

Segundo a Portaria assinado pelos ministros Walter Braga Netto, da Casa Civil, André Mendonça, da Justiça, Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, e Eduardo Pazuello, da Saúde, fica restrita, pelo prazo de trinta dias, a entrada no País de pessoas de qualquer nacionalidade, por rodovias, via aérea ou transporte aquaviário, conforme recomendação da Anvisa.

As restrições não se aplicam a:

  • imigrante com residência de caráter definitivo, por prazo determinado ou indeterminado, no território brasileiro;
  • profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que devidamente identificado;
  • passageiro em trânsito internacional, desde que não saia da área internacional do aeroporto e que o país de destino admita o seu ingresso;
  • funcionário estrangeiro acreditado junto ao Governo brasileiro;
  • estrangeiro cônjuge, companheiro, filho, pai ou curador de brasileiro; cujo ingresso seja autorizado especificamente pelo Governo brasileiro em vista do interesse público ou por questões humanitárias; e portador de Registro Nacional Migratório;
  • transporte de cargas,

As restrições de que trata a Portaria não impedem a entrada no País, por via aérea, de estrangeiro de qualquer nacionalidade que vier ao Brasil com o intuito de estabelecer residência por tempo determinado e que possua visto temporário com as seguintes finalidades:

  • pesquisa, ensino ou extensão acadêmica;
  • estudo;
  • trabalho;
  • realização de investimento;
  • reunião familiar; ou
  • atividades artísticas ou desportivas com contrato por prazo determinado.

Leia a aqui a Portaria na íntegra.

Por: Cris Loose

Brasil, Destaques,

Paradas virtuais celebram Dia do Orgulho LGBTI no Brasil e no mundo

Movimento organizado por 30 associações começa às 14h

Mais de 50 anos depois que a Revolta de Stonewall tomou ruas de Nova York pedindo o fim da violência policial contra LGBTIs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais), a celebração do Dia do Orgulho LGBTI, comemorado hoje (28), ocupará as redes sociais para manter o distanciamento social em meio à pandemia de covid-19.

No Brasil, mais de 30 associações e entidades que reivindicam o respeito à diversidade sexual e de gênero promoverão, a partir das 14h, o Festival de Cultura e Parada Online do Orgulho LGBTI Brasil, que poderá ser acompanhado nas redes sociais

Serão 10 horas de programação, com apresentações de artistas, depoimentos de pessoas LGBTI e mensagens de apoio de personalidades como o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A solução virtual para celebrar a liberdade e as conquistas das pessoas LGBTI sem propagar o novo coronavírus foi adotada em algumas das principais paradas do mundo. Em São Francisco, nos Estados Unidos, o festival San Francisco Pride comemora desde ontem (27) seus 50 anos também pela internet, com apresentações transmitidas ao longo de todo o fim de semana. Em Berlim, na Alemanha, a celebração ocorreu no dia 25, também pela internet. Já em Barcelona, na Espanha, e na Cidade do México, a data escolhida foi ontem. Toronto e Nova York estão entre as cidades que também farão celebrações virtuais neste domingo.

A vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves, conta que a parada brasileira terá abrangência nacional, com participação de artistas e convidados das cinco regiões do Brasil ao longo de suas 10 horas de duração. O Grupo Arco-Íris é o organizador da Parada LGBTI de Copacabana e trabalha na articulação da parada virtual com a Aliança Nacional LGBTI+ e a União Nacional LGBTI. 

Marcelle adianta que a parada vai falar para um público amplo, buscando alcançar não apenas quem costuma frequentar os atos, mas também suas famílias e quaisquer pessoas que cheguem ao festival pelas redes sociais. Outra intenção é revigorar o ânimo dos LGBTIs que podem estar sofrendo preconceito e violência dentro de suas casas.

“Nesse momento em que a população LGBT muitas vezes está isolada em casa com seus algozes, contaremos histórias de orgulho. Vai ter essa catarse para essa população que a gente não pode esquecer”, conta Marcelle. “Será a possibilidade de essas pessoas não se verem totalmente sozinhas, se perceberem acolhidas mesmo à distância e poderem recuperar o fôlego”.

Marcelle será uma das apresentadoras da parada, ao lado do coordenador-executivo do Grupo Arco-Íris, Claudio Nascimento, e da coordenadora de pessoas trans da Aliança Nacional LGBTI, Alessandra Ramos. A escolha de três pessoas LGBTIs negras para conduzir a parada traz para o movimento a luta antirracista que está em ebulição ao redor do mundo.

“A gente não poderia jamais ficar de fora dessa luta. Não tem como fazer uma parada do orgulho LGBTI e não dizer que vidas negras LGBTI importam”, afirma Marcelle. “Teremos os rostos pretos o tempo inteiro, o que desmistifica um pouco aquela imagem do gay branco e sarado. Isso é importante porque mesmo dentro da comunidade LGBTI existe racismo”.

A parada contará com artistas LGBTIs históricos, como Jane Di Castro, Lorna Washington e Suzy Brasil. A programação também terá diversidade regional, com atrações como o Boi Garantido do Festival Folclórico de Parintins.

A Parada LGBTI Brasil será a segunda parada virtual celebrada no Brasil no mês do orgulho LGBTI. No dia 14 de junho, a Associação da Parada LGBT de São Paulo promoveu seu ato online no mesmo dia em que estava marcada a tradicional parada da Avenida Paulista. Vice-presidente da associação, Renato Viterbo conta que o número de visualizações da transmissão chegou a 11 milhões. “Foi uma ação para não deixar a data sem nenhuma atividade, e um meio de levar à nossa comunidade um alento diante de tudo que está acontecendo”, afirma ele.

Apesar da edição virtual, a parada LGBTI de São Paulo ainda pode ter uma versão física, que, por enquanto, está prevista para novembro. Entretanto, as chances de isso se concretizar ainda dependem da contenção da pandemia.

“A gente sabe que talvez isso não seja possível”, reconheceu Renato. “Mas a parada virtual cumpriu o seu papel como instituição LGBT e movimento de direitos humanos”.

1 ano da criminalização

O Dia do Orgulho LGBT é celebrado no aniversário da Revolta de Stonewall, quando pessoas LGBTI enfrentaram a polícia de Nova York por causa da constante repressão em locais que frequentavam, como o bar Stonewall Inn. 51 anos depois do episódio, considerado marco da luta por direitos humanos ao redor do mundo, os LGBTIs brasileiros comemoraram neste mês um ano da criminalização da LGBTIfobia, equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de junho de 2019. Presidente do Grupo pela Vidda e integrante da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Maria Eduarda Aguiar foi uma das advogadas que defendeu a criminalização diante da Suprema Corte.

“Foi um orgulho poder estar lá. Tanto para mim quanto para outras travestis e transexuais, que puderam ver uma pessoa como elas em um espaço como aquele, defendendo a vida das pessoas LGBT. Vou guardar esse momento para sempre”, recorda a advogada transexual, que fez a sustentação como amicus curiae, representando a Antra. “Muitas pessoas me falaram que gostariam de ter falado aquilo e nunca tiveram chance. As pessoas se sentiram um pouco parte daquilo”.

Maria Eduarda foi a segunda mulher trans a participar como advogada de uma audiência em toda a história do STF. Antes dela, Gisele Alessandra Schmidt e Silva fez uma sustentação oral no processo que reconheceu o direito de transexuais de mudarem seu registro civil para adequá-lo à sua identidade de gênero, em 2017.

Apesar da criminalização, a presidente do Grupo pela Vidda afirma que a população LGBTI enfrenta com frequência dificuldades para fazer valer o que decidiu o STF. Os problemas vão desde interpretações divergentes em tribunais de primeira instância até falta de atualização nos sistemas de informática de delegacias de polícia para que o crime seja registrado, relata Maria Eduarda.

“É preciso lutar pela implementação e para que isso passe a vigorar de verdade, no mundo real. Para que o policial possa ouvir a denúncia e imediatamente registrar”, defende ela, que pede o fortalecimento de delegacias especializadas no combate à intolerância e o combate a crimes de ódio no ambiente virtual. “A maioria da população tem o mínimo de empatia, e a gente consegue acessar com um bom diálogo, desde que a gente consiga trabalhar para além dos muros da militância, falando com as comunidades. Isso é possível, desde que a gente consiga combater as fake news. As pessoas recebem muita informação falsa sobre o que é a causa LGBT”. 

Por: Agência Brasil

Brasil, Saúde,

Testes com vacina de Oxford contra covid-19 começam em São Paulo

Testes com voluntários no Brasil contribuirão para registro da vacina

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início no último fim de semana na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou em nota, na noite de ontem (22), a Fundação Lemann, que financia o projeto.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com dois mil voluntários em São Paulo e com mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann.

Segundo a Unifesp, os voluntários em São Paulo serão profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e outros funcionários que atuam no Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista Medicina, da Unifesp.

Registro da vacina deve sair este ano

No início do mês, a Unifesp informou que os testes com voluntários brasileiros contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o fim deste ano. O registro formal, entretanto, só ocorrerá após o fim dos estudos em todos os países participantes, disse a universidade.

A vacina, cujo pedido de testes no Brasil foi feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela farmacêutica AstraZeneca, está atualmente na fase 3 de testes, “o que significa que a vacina encontra-se entre os estágios mais avançados de desenvolvimento”, disse a Unifesp.

O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no país.

Outra vacina contra a covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem, em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. 

Este teste, segundo o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com nove mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida Instituto Butantan.

Por: Agência Brasil

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Governador do Paraná visita obras do Aeroporto de Foz do Iguaçu

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, visitou, nesta quarta-feira (18/6), juntamente com representantes da Itaipu Binacional, as obras em curso no Aeroporto de Foz do Iguaçu/Cataratas (PR).

O chefe do executivo estadual elogiou o andamento dos trabalhos e ressaltou que as obras vão elevar os serviços e níveis do terminal fronteiriço. “A velocidade das obras está acima do normal, e isso é muito bom. E com qualidade também. Porque são obras que vão ficar por 30,40 anos atendendo a toda a cidade de Foz do Iguaçu, o setor de turismo, o setor de serviços”, disse o governador.

Na ocasião, Ratinho Junior ainda elogiou o trabalho da Infraero no Paraná. “A Infraero tem um know-how de décadas na gestão de aeroportos, e ela tem ajudado muito o Brasil. Desde o ano passado, o Paraná passou a ser, através do projeto Voe Paraná, o estado com o maior número de voos regionais no Brasil, e a Infraero é uma grande parceira, tem ajudado muito a pensar essa estratégia e a fomentar esse setor que gera riqueza”, acrescentou.

Também presente à visita, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, lembrou que a binacional tem contribuindo com boa parte das obras em andamento. “O aeroporto de Foz tem uma posição estratégica, de tríplice fronteira, com uma vocação turística enorme. Então, essas obras vêm para garantir mais segurança e conforto, além de fortalecer os investidores da região”, pontuou.

Em fevereiro deste ano, a Infraero entregou as obras de reforma e ampliação do terminal de passageiros do aeroporto fronteiriço. Com o fim dos trabalhos, que receberam investimento de R$ 42,4 milhões, a capacidade praticamente duplicou, passando de 2,6 milhões para 5 milhões de passageiros ao ano.

Dentre as melhorias implementadas no aeroporto estão mudanças na área de check-in, nova sala de embarque para voos domésticos e internacionais, expansão dos espaços destinados às áreas comerciais; além de novos banheiros, escada rolante e carrosséis de bagagens. O terminal também ganhou dois novos elevadores e quatro novas pontes de embarque, que dão mais fluidez na circulação dos passageiros que embarcam ou desembarcam em Foz.

Outras melhorias foram entregues no ano passado, como a sala de desembarque doméstico com 1,2 mil m², espaço mais de três vezes maior do que a área antiga, que contava com 350 m². Assim como os novos conjuntos de sanitários e o acesso ao novo saguão de passageiros, que tem quase o dobro de tamanho, passando de 800 m² para 1,5 mil m².

De acordo com o superintendente do aeroporto, Joacir Araújo, que também participou da visita, as obras garantem o aumento dos níveis de conforto, serviço e capacidade operacional do aeroporto, além de contribuírem com o desenvolvimento da economia do País e da região.

“Foz do Iguaçu é uma das cidades turísticas mais visitadas do Brasil e, com a conclusão das obras no aeroporto, temos condições de receber mais viajantes que veem a Foz a negócios ou turismo. Agora temos um terminal condizente com a importância e a relevância desta cidade”, afirmou. O gestor lembrou também que o aeroporto integra a sexta rodada de concessões aeroportuárias, que deve ser realizada até o final de 2020.

Duplicação da via de acesso, obras no pátio e na pista

O pátio de estacionamento de aeronaves do Aeroporto Internacional Cataratas está sendo ampliado. A melhoria vai garantir mais quatro posições de estacionamento de aeronaves comerciais, aumentando a capacidade em 57%. Juntamente com as obras de drenagem, que foram concluídas em novembro de 2019, as intervenções manterão os melhores níveis de segurança na circulação das aeronaves.

A pista de pousos e decolagens do aeroporto foi recapeada, e agora está sendo ampliada em 600 metros, o que proporcionará um incremento das cidades atendidas sem escalas a partir de Foz, com a possibilidade de voos para a América Central e Estados Unidos. O valor do contrato é de R$ 53,9 milhões, e os recursos são oriundos de um termo de convênio firmado entre a Itaipu e a Infraero, que contribuirão com 80% e 20%, respectivamente.

“As obras estão dentro do cronograma e vão transformar a realidade do aeroporto, colocando a cidade de Foz em um novo patamar para os turistas estrangeiros. Vamos passar, de fato, a ter um aeroporto internacional e com capacidade de receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos”, pontuou o governador Ratinho Junior.

Outra melhoria, também realizada em parceria entre Infraero e Itaipu é a duplicação da via de acesso ao aeroporto e a implantação de ciclovia. Com investimento de R$ 6,5 milhões, a obra, que já está em andamento, vai aprimorar a fluidez nas chegadas e saídas de veículos no terminal fronteiriço.

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Capitania Fluvial do Rio Paraná intensifica ações de inspeção naval em Foz do Iguaçu, incluindo o Lago Itaipu

A Capitania Fluvial do Rio Paraná reforçou, no período de 10 a 14 de junho, as ações de inspeção naval em virtude do feriado prolongado em comemoração ao aniversário da cidade de Foz do Iguaçu-PR.

Durante as inspeções, os militares observaram um aumento no número de embarcações de esporte e recreio no rio Paraná e lago de Itaipu. Como resultado das ações, 127 embarcações foram abordadas, havendo 14 notificações.

As informações são da Marinha do Brasil

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Em isolamento, brasileiro sonha com viagem para EUA, Argentina e Foz do Iguaçu

Pesquisa de tendências do Kayak mostra crescente interesse por passagens para essas localidades, mesmo com fronteiras fechadas e necessidade de distanciamento social

Desde o começo da pandemia de coronavírus, o Brasil acumula mais de um milhão de infectados e 50 mil mortos e deve seguir uma eterna recomendação para ficar em casa.

Adianta Davi Rocha, no Uffpost, Mesmo assim, os brasileiros parecem dar sinais de que estão começando a sonhar com viagens no futuro.

De acordo com o Kayak, plataforma de buscas de viagens, mesmo com tudo muito incerto, houve um aumento no número de brasileiros pesquisando passagens aéreas.

Os dados apontam para um tímido sinal de recuperação no setor de turismo.

Nesta semana, por exemplo, houve um aumento de 26% no número de buscas dentro do Brasil por passagens para a cidade de Foz do Iguaçu, um dos maiores pólos de turismo no País.

O dado mostra uma pequena tendência de aumento no desejo pelo turismo regional, estimulado pelo município ser um dos primeiros a começar a receber visitantes no Paraná.

Além disso, desde o começo da pandemia, Foz do Iguaçu apresenta ao todo 394 casos e 4 mortes.

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Foto: Nilton Rolin

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Segunda ponte entre Brasil e Paraguai, na região de Foz do Iguaçu, tem ritmo intenso de obras

Uma descida até o Paraguai ou uma subida até o Brasil poderão ser jargões em Foz do Iguaçu a partir de 2022, quando a segunda ponte entre os dois países estiver em pleno funcionamento. A brincadeira faz referência a uma diferença de mais dez metros de altura entre as cabeceiras das duas pistas, mas essa sensação será praticamente imperceptível ao percorrer a distância de 760 metros da ponte, que será um novo marco arquitetônico e logístico do Paraná. O governo do Estado é gestor da obra.

Os trabalhos alcançaram 22% na primeira semana de junho e envolvem mais de 350 funcionários. O ritmo está bem acelerado na margem brasileira do Rio Paraná, com estruturas bem visíveis, mas questões aduaneiras atrasaram as obras no Paraguai, que ainda estão na fase de terraplanagem e construção do dique de contenção contra eventual cheia. Essa diferença de cerca de seis meses será recuperada nos próximos meses.

“É um projeto que está em discussão há mais de 25 anos e que tiramos do papel em tempo recorde”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Somos responsáveis pela gestão desta obra, que é parte do planejamento de melhorar a integração na América do Sul e ampliar o turismo em Foz do Iguaçu. É um símbolo, porque fica perto do Marco das Três Fronteiras, é uma ponte que marcará esse século como a Ponte Internacional da Amizade marcou o último”.

O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, enfatiza que é a maior obra do Estado, uma das maiores do País e um desafio logístico internacional. “A nova ponte é fruto do bom relacionamento com o governo federal, que entendeu que o Governo do Estado deveria ser responsável pela gestão da obra”, afirma o secretário. “Esse projeto demorou a sair do papel e passou algum tempo abandonado, mas fizemos questão de participar”.

A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. Segundo o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, a obra faz parte da missão da Itaipu de impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico, tecnológico, sustentável no Brasil e no Paraguai. “Queremos que o cidadão perceba onde o dinheiro está sendo aplicado e, por isso, investimos em grandes obras estruturantes, como esta ponte, que será um marco da ligação entre os dois países”, afirma o diretor-geral.

Em três anos

A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco. Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná custará cerca de R$ 323 milhões. A Itaipu injetou mais R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a nova estrutura à BR-277.

A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.

O projeto foi concebido originalmente por uma comissão mista entre os dois países em 1992, mas foi deixado de lado com o decorrer dos anos por falta de dinheiro ou interesse diplomático. Também houve problemas ambientais no início da execução, em 2014, e a obra foi paralisada. Quando houve avanços nas questões legais não havia recursos e a entrada da Itaipu Binacional nessa estratégia foi fundamental para resolveu todas as pendências.

“Inicialmente não era para ser uma ponte estaiada, depois o projeto previa um vão menor, mas, ao final, o consórcio escolheu por deixar os pilares nas bordas por facilidade na execução e para ter o maior vão livre da América Latina”, explica o engenheiro Marcus Arantes, responsável pelo acompanhamento da obra por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), órgão delegado para fiscalização do contrato.

Como contrapartida da estratégia paraguaia, haverá uma nova ponte, também bancada pela Itaipu Binacional, entre Carmelo Peralta (Paraguai) e Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul).

Perimetral

A perimetral que faz parte da obra vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas.

A perimetral do lado brasileiro está prevista para começar em outubro e inclui toda a estrutura necessária para a aduana na chamada zona primária. A perimetral do lado paraguaio será de responsabilidade do governo local. Da mesma forma, na outra ponte ligando os dois países, cada um deles será responsável pela construção da sua respectiva perimetral.

“A ponte e a perimetral são de fundamental importância para o comércio e o turismo”, diz Mario Camargo, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz). “Esse contorno vai tirar os caminhões de dentro da cidade e da Rodovia das Cataratas. Foz do Iguaçu tem duas grandes vocações e elas não podem causar transtornos entre si”, diz ele. “Fora a degradação do asfalto. Esse anel rodoviário vai melhorar a rotina da cidade”.

Fonte: AEN