Browsing Category

Cultura

Cultura, Destaques, Educação, Geral, Meio Ambiente, Notícias, Turismo,

River Games celebra “Dia Mundial do Meio Ambiente” com reflexões virtuais

Festival On Live reunirá artistas, ativistas ambientais e agentes públicos para refletir sobre quem queremos ser em tempos de pandemia

Por Bruno Soares

O estado de pandemia que a humanidade passou a vivenciar desde o avanço global do novo coronavírus no planeta Terra impõe uma reflexão comum a todos: “Quem queremos ser nessa nova realidade?”.

Consciente da importância fundamental de se considerar o Meio Ambiente para qualquer resposta possível à questão acima, a Associação de Desenvolvimento de Esportes Radicais e Ecologia (ADERE) de Foz do Iguaçu, em parceria com ativistas ambientais, empresários, artistas e agentes públicos, promove a partir desta quarta-feira (03) a Semana do Meio Ambiente On Live.

O evento terá três dias de duração e contará com a participação de 14 convidados, todos de relevância regional e nacional. As transmissões ao vivo serão reproduzidas pelas plataformas Facebook, Instagram e YouTube.

“A pandemia chegou para que o se humano tome mais consciência sobre seu papel na defesa e preservação do Meio Ambiente e coloque este tema no centro de qualquer discussão. A questão é: Estamos dispostos a pagar o preço necessário para garantirmos nossa sobrevivência neste planeta? O futuro começa agora”, provoca o gestor e ativista Raby Khalil, um dos fundadores da ADERE.

Parceiro na idealização do evento, o produtor Marcelo Penayo completa ao destacar o caráter informativo e educativo das lives. “Nossa intenção maior é celebrar a conscientização das pessoas sobre a importância de respeitarmos nosso lar comum. Vale destacar que este evento não é uma exclusividade nossa. Estamos reproduzindo em âmbito regional o que está sendo promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Precisamos nos informar para agirmos de forma consciente”, defendeu.

Radicada em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, a ADERE se conectou com autoridades políticas que integram ou já integraram a Frente Parlamentar Ambiental, da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Para debater “O Lockdown Ambiental do Brasil”, live marcada às 10h desta quarta-feira, o festival reunirá para um bate papo os deputados federais Rodrigo Agostinho, Alessandro Molon, Nilto Tatto e o ex-deputado Ricardo Tripoli. O encontro virtual também contará com a presença do ex-ministro do Meio Ambiente e idealizador da Frente Parlamentar Ambientalista, Sarney Filho.

Ainda nesta quarta-feira, às 16h, o festival receberá o ambientalista Mario Mantovani para compartilhar histórias da Mata Atlântica brasileira. Diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, o ativista atua na ong desde 1991. Neste período se dedicou à aprovação de leis ambientais importantes, como a Lei da Mata Atlântica, de 2006, e a Lei das Águas, de 1997, que criou o Sistema Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente e Gerenciamento de Recursos Hídricos.

Já na quinta-feira, também a partir das 16h, o festival irá colocar em pauta as novas tendências apresentadas pelo Ministério do Turismo diante das transformações decorrentes do Covid-19. “Teremos uma importante resenha com personalidades do Turismo que irão analisar o novo momento do setor que coloca o turismo ambiental como alternativa econômica em tempos de crise sanitária”, explica Raby. A live terá participação de Gilmar Piolla, Secretário Municipal de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu; Fernanda Fedrigo, representante do Instituto Polo Iguassu; e Carmel Davis, diretora do Parque das Aves, atrativo turístico de Foz do Iguaçu.

Na sexta-feira, cinco de junho, data em que será celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o festival terá às 10h uma live voltada Histórias da Mata Atlântica. O Poder da Floresta e o Futuro Climático do Brasil será o tema da live seguinte, marcada às 18h. Phd especialista em Desenvolvimento Sustentável, Manejo de Áreas Protegidas e Ecoturismo, Ismael Nobre irá conversar com Mario Mantovani – Ambientalista e Diretor SOS Mata Atlântica e Maúde Nancy, advogada defensora da causa ambiental.

O encerramento da Semana do Meio Ambiente On Live está marcado para começar a partir das 20h, com um show realizado diretamente da sala de estar de Raissa Fayet, em Curitiba.
“Essa é nossa contribuição para impulsionarmos as transformações coletivas necessárias ao tempo em que vivemos. Estes encontros realizados de forma online e ao vivo, resultaram numa simbiose que intitulamos On Live. Desejemos ao público uma experiência que sirva como respiro neste contexto de forte stress físico e emocional. O Meio Ambiente precisa da atenção de todos”, finaliza Marcelo Penayo.

As transmissões das lives serão reproduzidas por meio dos perfis nas redes Facebook, Instagram. Nestas platatarmos o público deve pesquisar pelo usuário @rivergamesfest. Já no YouTube o canal é River Games Festival TV.

Cultura, Economia, Educação, Geral, Justiça, Notícias, Política,

O futuro não demora

A resposta de Foz do Iguaçu frente à retomada do desenvolvimento socioeconômico pós-pandemia

Pedro Rodrigues

Num momento em que o mundo ainda assiste atônito as consequências sociais e econômicas causadas pelo avanço global do novo coronavírus, Foz do Iguaçu figura entre as centenas de cidades brasileiras diretamente atingidas pela doença que, em menos de seis meses, impôs ao planeta o que se convencionou chamar de “o novo normal”.

Graças a Deus e aos cuidados sanitários administrados pela prefeitura, com apoio fundamental da grande maioria da população e do empresariado local, a cidade tem conseguido retardar a velocidade de contágio da doença.

Desde de 18 de março, data em que foi registrado o primeiro paciente da covid-19, Foz do Iguaçu teve até final de maio, 128 casos confirmados e três óbitos. Números que evidenciam o acerto da gestão do prefeito Chico Brasileiro, que tem como prioridade salvar vidas.

O remédio para controlar o coronavírus trouxe efeitos colaterais fortes. Em paralelo às ações para garantia do isolamento social dos iguaçuenses, tão necessário ao combate à proliferação do vírus, a cidade recebeu um duro golpe no pilar central de sua base econômica: o turismo.

Diante do fechamento das fronteiras com Paraguai e Argentina, o cancelamento e suspensão de milhares de passeios nos atrativos e estadias em hotéis, pousadas, Foz do Iguaçu encerrou o primeiro quadrimestre deste ano com 12.132 demissões, frente a 8.375 admissões. Um saldo negativo de 3.757 vagas de emprego.

Divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na última quarta-feira (27), o levantamento aponta que o desempenho negativo não foi exclusividade de Foz do Iguaçu, mas se repetiu também praticamente em todas as outras cidades do país.

A análise dos dados revela ainda que o maior volume de dispensas ocorreu entre os meses de março e abril, consequência direta da crise provocada pela pandemia. Os setores mais afetados foram o comércio de rua e o de prestação de serviços, hotéis, bares e restaurantes.

Para responder aos desafios impostos por este “novo normal”, já que ainda não temos perspectiva concreta de reabertura da fronteira, e tão pouco ideia de quando haverá vacina para essa doença, a união de diferentes setores que integram o poder público local resultou no programa “Acelera Foz”. A medida serve também no enfrentamento aos efeitos colaterais.

Fundamentado em sete eixos e com a união de oito instituições parceiras, a iniciativa vai garantir uma nova fase de crescimento ordenado da economia da cidade e região. Com base em obras estruturantes, em um plano estratégico de marketing para Foz do Iguaçu, na retomada econômica do turismo, educação e qualificação empreendedora, no incentivo à inovação e atração de investimentos, no apoio à produção e comercialização e em políticas públicas, a expectativa é da geração, em médio prazo, de 10 mil novos empregos.

O programa tem a coordenação estratégica da prefeitura, do conselho de desenvolvimento econômico e social, Itaipu Binacional, do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento, Acif) e Conselho Municipal de Turismo.

A estimativa é de que sejam investidos inicialmente mais de R$ 22 milhões. Com o apoio de outros investidores, cerca de R$ 435 milhões deverão ser injetados para movimentar a economia local nos próximos três anos.

Todo este dinheiro será alocado em diversas frentes, como na construção da nova ponte entre Brasil e Paraguai, na ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional, no Mercado Municipal, na futura revitalização do Gramadão, em ciclovias e em estudos para a duplicação da Rodovia das Cataratas, entre outras.

Enquanto representantes do poder público, importante destacar que estamos cientes dos desafios colocados e preparados para reestruturar a base econômica de nossa cidade.

Mais que compartilharmos dados que levam à desesperança, acreditamos na resiliência e na capacidade de reinvenção de todos. O futuro não demora, e em Foz do Iguaçu ele já começou.

Pedro Rodrigues é jornalista e gestor público, diretor de Desenvolvimento Socioeconômico e Integração Regional na prefeitura de Foz do Iguaçu.

Cultura, Internacional, Notícias, Turismo,

VÍDEO: La Voz de Cataratas completa 17 anos com muita informação. Assista o clipe comemorativo!

O primeiro site de notícias de Puerto Iguazú (Argentina) está completando 17 anos de muita informação e serviço a partir das Três Fronteiras, incluindo Brasil e Paraguai.

Editado pela jornalista Kelly Ferreyra, o portal sempre inovou na forma de transmitir notícias utilizando as diferentes plataformas que a comunicação permite.

Vida longa ao La Voz de Cataratas, que em seu nome presta uma homenagem ao principal atrativo da região!

Brasil, Cultura, Destaques, Geral, Meio Ambiente, Notícias, Turismo,

Resgate: Conheça um pouco da antiga usina do rio São João, dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Veja fotos!

Dos arquivos do Google Imagens catalogados pelo jornalista Adelino de Souza e suas memórias narradas em um grupo de colegas da imprensa de Foz do Iguaçu e região.

“Essa foto (acima) é divina da região do Parque (Nacional do Iguaçu). Antiga usina no rio São João, um pouco antes da Polícia Florestal”.

“Tomei muitos banhos ali com (Juvêncio) Mazzarollo (em memória), Roberto Lange, Marcelo, Zé Beto Maciel. Lugar abandonado que precisa ser resgatado para visita à comunidade”.

“Os jornalistas novos nem sabem disso, mas ainda existe. Está no mesmo lugar, mas ninguém explora. Osso tinha de ser um lugar da comunidade iguaçuense, sem ingresso, entrada livre”.

Itaipu propõe ao ICMBio reativar a Usina São João

“Eu diria que ali serve até para cena de filme. Eu e os amigos saíamos do laguinho do outro lado da rua, atravessava e descia o rio até chegar as cachoeiras e a velha usina”.

“Lembro até hoje que para cortar caminho, descia pelo cano e chegava antes dos colegas para tomar banho de cachoeira. Minha adolescência rural permitia superioridade aos metropolitanos, meninos de prédio, seus urbanos”.

“Lembro de uma vez que subimos pelo rio a partir da usina. Uma aventura. Na época namorava a Silvana (Canal). Ela furou a canela em uma pedra. O Mazarollo estava na cachoeira e saltou lá de cima para ajudar quando viu o sangue se misturar com a água”.

“Velhos tempos, belos dias”

“Seremos omissos se não resgatarmos essa bela historia. E hoje teremos Itaipu e Unila como parceiros, sem gastar praticamente nada. Vejam que belo prédio. Tive o privilégio de ver neste ângulo e depois descer no Iguaçu”.

Abaixo registro da história da Usina São João de Foz do Iguaçu com belas imagens de William Brisida e produção de Raíso Boing

Cultura, Destaques, Itaipu, Meio Ambiente, Notícias,

Plantio de mudas contribui com regeneração vegetal de fragmento florestal, na Vila A

Nesta sexta-feira (29), profissionais da Itaipu começaram a plantar 2.700 mudas em uma área degradada

O plantio de 2.700 mudas de árvores nativas vai mudar por completo uma área degradada na borda de um fragmento florestal de cerca de 100 hectares, na entrada da Vila A. A recomposição florestal começou a ser feita nesta sexta-feira (29), por profissionais da Itaipu e de uma empresa contratada. O plantio atende à compensação ambiental devido ao corte de árvores para a implantação de uma ciclovia naquela região.

“Nós aproveitamos que teríamos que fazer este plantio de compensação e escolhemos este local para alocar as plantas”, explica a engenheira florestal, Veridiana Pereira, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu. “Esta área estava bastante degrada e já tinha sido submetida a um plantio da Itaipu há quase 20 anos. Sobrou só esta pequena região”.

Para recompor a região, foram escolhidas 50 diferentes espécies nativas, do viveiro florestal do Refúgio Biológico Bela Vista. “Para fazer a restauração, nós pensamos em restaurar os processos ecológicos. Por isso, trouxemos árvores frutíferas, como amoreira, pitanga, jabuticaba e gabiroba, que vão atrair a fauna”, conta Veridiana.

“Também trouxemos algumas árvores ornamentais, como os ipês de várias cores”, continua a engenheira florestal, “e ainda espécies de crescimento rápido, que farão o primeiro estágio de recomposição, para que as outras espécies possam se desenvolver na sequência”.

Foto: Sara Cheida / Itaipu Binacional

O plantio, iniciado nesta sexta-feira (29), deve ser concluído na segunda-feira (1°), em um bolsão na Avenida Garibaldi, entre a Avenida Andradina e a BR-277. As árvores são plantadas dentro da área, que agora está cercada por alambrados. As obras da ciclovia naquela região continuam – na quinta-feira (28), foi iniciada a aplicação do asfalto no trecho da Avenida Garibaldi.

Para Veridiana, a construção da ciclovia, além de dar mais uma opção de lazer à comunidade, também cumpre o papel na conservação do fragmento florestal. “A área foi cercada e foi dado uso público para a região, isso é superimportante para preservação da área. A ideia é que as pessoas usem a ciclovia, aproveitem a sombra das árvores e ocupem o espaço”, conclui.

Foto: Sara Cheida / Itaipu Binacional

Compensação ambiental

O plantio das 2.700 mudas na região do fragmento obedece a uma compensação ambiental decorrente da autorização florestal fornecida pelo Instituto Água e Terra (IAT) para o corte de árvores, o que foi necessário para a construção da ciclovia ao redor de todo o fragmento florestal.

Foto: Alexsandro Rodrigues Pinheiro / Celtab-PTI

Com 4.800 metros de extensão, a ciclovia vai circundar a área, passando pelas avenidas Garibaldi, Andradina e Paraná e pela BR-277. A obra inclui a construção de calçadas, ciclovia, drenagens, espaço para prática de caminhadas e iluminação complementar. O contrato de R$ 8,4 milhões é financiado pela Itaipu.

Foto: Alexsandro Rodrigues Pinheiro / Celtab-PTI

Quando foi projetada a obra da ciclovia, foi feito um inventário com o cálculo das árvores que precisariam ser retiradas. O inventário foi enviado para a prefeitura de Foz do Iguaçu, que responde pela área onde a vegetação está em estágio inicial de desenvolvimento, e para o IAT, órgão responsável pela autorização ambiental quando envolve vegetação em estágios mais avançados.

Foto: Alexsandro Rodrigues Pinheiro / Celtab-PTI

O projeto inicial foi alterado para minimizar ao máximo o corte de árvores. Por exemplo, o trajeto que passaria por trás do Centro de Medicina Tropical acabou sendo redirecionado para a frente. Também não foi suprimida a vegetação em todo o trecho da BR-277.

Foi encaminhado ao IAT o pedido de permissão de corte de 268 árvores. O órgão ambiental, por sua vez, estipulou como compensação ambiental o plantio de 2.700 mudas. Já a prefeitura autorizou a retirada de outras 325 árvores menores e definiu a compensação com 728 mudas, que foram doadas ao horto municipal.

Brasil, Cultura, Destaques, Estadual, Geral, Notícias,

Paraná é o Estado que tem maior remanescente da Mata Atlântica

As ações de fiscalização e monitoramento, acompanhadas dos programas de recuperação e preservação do meio ambiente, visam transformar o bioma da Mata Atlântica no ‘coração da grande reserva’. Projetos que inovam a gestão pública focada no desenvolvimento sustentável.

Com quase 6 milhões de hectares preservados, o Paraná é o Estado brasileiro que apresenta maior remanescente da Mata Atlântica, considerando os estágios sucessionais inicial, médio e avançado. Para preservar um dos mais importantes biomas brasileiros, o braço forte do governo inova na gestão do meio ambiente.

Entre as ações para coibir o desmatamento, em 2019 gerou o maior número de autuação registrado em dez anos e distribuiu quase dois milhões de mudas.

Simultaneamente às ações de fiscalização e monitoramento, o governo faz plantio de sementes, por meio de programas desenvolvidos pelos institutos que integram a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

O trabalho faz parte da meta governamental de promover o crescimento econômico com sustentabilidade. Entre janeiro de 2019 a março desse ano, viveiros florestais do Estado produziram mais de 90 espécies nativas e distribuíram 1,7 milhão de mudas.

O secretário Marcio Nunes citou os programas em execução e falou sobre o objetivo da equipe de consolidar o bioma como nicho da biodiversidade na região. “Temos o Programa Paraná Mais Verde, uma importante iniciativa desse Governo no sentido de despertar a consciência ambiental no paranaense. Agora, vamos consolidar a nossa Mata Atlântica como o ‘grande coração da reserva. Transformar em mais um importante destino turístico e campo de pesquisa”, disse. “Estamos aliando desenvolvimento ambiental, econômico e social”.

O presidente do Instituto Água e Terra, Everton de Souza, reforçou que a preservação do patrimônio natural paranaense proporciona consolidar como o ‘coração da grande reserva da mata atlântica’, objeto de pesquisa, lazer e esportes. “Tornar essa preservação um ativo para ser usado como geração de renda”, disse. “O aproveitamento de remanescentes que temos pode fomentar o surgimento de novos atrativos, em objetos de visitações para observadores de pássaros, fauna em geral e da flora, assim como para a prática de esportes da natureza. Uma série de atividades que pode orbitar nesse imenso patrimônio que temos preservado no Paraná”.

Programas

Os convênios e parcerias que encartam ações de preservação e recuperação são ferramentas para o desenvolvimento de projetos e programas que reforçam o compromisso com a biodiversidade.

O Estado tem dezenove viveiros florestais e dois laboratórios de sementes que produzem mudas de mais de 90 espécies nativas. Foram distribuídas 1.670.000 mudas para atendimento da regularização ambiental dos imóveis rurais (APP e Reserva Legal). São condicionantes de licenciamento, os reflorestamentos, reposição florestal obrigatória, cortinas vegetais e ações voluntárias, como Dia da Árvore (Programa Paraná Mais Verde).

A maioria das árvores foi para atendimento de regularização ambiental de imóveis rurais (APP e Reserva legal), medidas condicionantes de licenciamento ambiental na zona rural. Devido ao processo de regularização fundiária implementado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desmatamento em áreas passíveis de litigio por posse são cada vez menos frequentes.

Um projeto de recuperação de nascentes e rios em parcerias com os municípios, como Projeto Águas da Serra, da PM Guarapuava, tem como objetivo a recuperação das Áreas de Preservação Permanente e produção de água.

Fiscalização

Por meio de convênio firmado com a Força Verde e da atuação dos fiscais do quadro próprio da Secretaria, as ações de combate ao desmatamento ilegal resultaram na aplicação do maior volume de multas, nessa gestão. Só em 2019, ano que começou o novo governo, teve o maior número de autos de infração.  Foram aplicadas 1.040 multas que somam R$ 11,3 milhões. Nos últimos dez anos, foram apenas dual mil autuações.

A cada árvore isolada derrubada, dez outras devem ser plantadas. Em caso de corte para utilidade pública, essa área deve ser compensada em outro local. Portanto, o Estado também trabalha para que sejam aplicadas ações de recuperação do bioma para não haver perda de cobertura vegetal.

Unidades de conservação

Cerca de 1,2 milhão de hectares de vegetação são protegidos em 69 Unidades de Conservação do Estado do Paraná. Desse número, 532 mil hectares estão em 15 unidades no Litoral paranaense. “Dos 633 mil hectares de cobertura florestal que pertence ao Litoral, 532 mil estão em unidades de conservação. Por isso é tão importante cuidar dessas unidades”, ressalta o diretor de Patrimônio Natural do Instituto Água e Terra, Rafael Andreguetto.

Municípios

As imagens permitem identificar a incidência de vegetação nativa nos municípios. Se tratando do município com maior quantidade de floresta nativa, Guaraqueçaba está em primeiro lugar com 173.613,38 hectares. “O Litoral é onde se tem a maior proporção de cobertura vegetal por território, e menos áreas urbanas”, diz Andreguetto.

Mapeamento

Com base em levantamento realizado por técnicos do Instituto Água e Terra e do Consórcio Araucária, um mapeamento concluído em 2019 aponta que o Paraná apresenta 29,11% de cobertura por floresta nativa, considerando os estágios sucessionais inicial, médio e avançado. O Mapeamento do Uso e Cobertura da Terra, com comparativos entre os anos de 2006 até o período vigente, foi elaborado a partir de ortoimagens captadas por satélites.

Os dados estão representados no mapa do Estado do Paraná, elaborado pelo Instituto em 2020. Foram embasados em imagens captadas pelos satélites WorldView-2 e Pleiades, com resolução espacial de dois metros e foi realizado por interpretação semiautomática.

As datas das imagens variam de 2012 (80%) a 2015 (20%) e foram fornecidas pela Copel. O mapeamento foi realizado na escala 1:25.000 com escala de visualização em tela de 1:12.500, sendo que a área mínima mapeada foi de 1 ha (hectare).

Cultura, Estadual, Geral, Notícias, Sem categoria,

‘Cabide Solidário’ do Shopping Catuaí Palladium entrega 500 peças de roupas para casa-lar de Foz do Iguaçu

O Catuaí Palladium Shopping Center promoveu mais um repasse da campanha “Cabide Solidário”, espaço para doação de roupas, calçados e acessórios, para entidades assistenciais de Foz do Iguaçu e região.

A Casa de Proteção Temporária Acolher recebeu 500 peças, informa o shopping. A casa-lar, há 15 anos acolhe crianças e adolescentes afastados do convívio familiar que tiveram seus direitos violados.

A entidade oferece alimentação, estudo, cursos de encaminhamento para o mercado de trabalho, acolhimento, estrutura emocional, socialização e lazer.

São contemplados pelo trabalho da casa-lar desde bebês, até adolescentes que já estão trabalhando como aprendizes. Para saber mais a casa, basta acessar a página: www.facebook.com/cdptfoz.

A campanha do shopping tem intenção de arrecadar apenas peças limpas e em bom estado de conservação, prontas para uso por alguém que precisa.

Antes da entrega, é realizada uma separação das peças – se estiverem desgastadas, sujas ou furadas, são descartadas.

Entre as organizações já beneficiadas estão a Terra Indígena Tekoha Ocoy e a Associação Fraternidade Aliança (AFA).

As doações devem ser depositadas em uma loja que imita um guarda-roupa, no Piso L2 do shopping, próximo à Praça de Alimentação.

Como sugestão, espaços indicam a doação de camisetas, calças e bermudas; calçados e meias; bolsas e acessórios; camisas, casacos e blusas.

“Mas se você quiser levar aquele cobertor que está sobrando em casa, também será bem-vindo!”, reforça o shopping.

A superintendente do empreendimento, Daiane Simão Ashidate, afirma que shoppings centers são locais onde as pessoas adquirem produtos que as fazem felizes, seja por desejo ou necessidade, e por isso, é um excelente ponto de arrecadação.

“Com essa iniciativa, queremos conscientizar os clientes que, ao comprarem algo novo, podem desapegar do que não usam mais, e destinar para quem precisa”, afirma a gestora.

Para doar, não há prazo determinado, pois a ação acontece durante todo o ano. Mas a sugestão do shopping é aproveitar o tempo frio para ajudar quem precisa com roupas bem quentinhas.

Cultura, Destaques, Geral, Internacional, Notícias,

Cinema a céu aberto chega a Foz do Iguaçu

Os tempos realmente são outros. Com a chegada da pandemia o mundo teve que se reinventar e estilos de vida que bombavam antigamente ganharam nova oportunidade em 2020.

Um deles é o clássico cinema a céu aberto, atualmente chamado de cine drive-in, uma forma de assistir filmes de dentro do próprio carro, anota a 100Fronteiras.

A novidade chegou em Foz do Iguaçu e estará disponível em breve para os apaixonados por cinema que estão morrendo de saudade das telonas.

Em junho a cidade terá o primeiro cine drive-in, proporcionando uma nova opção de lazer na cidade.

Os ingressos começarão a ser vendidos em breve sob a coordenação do Visit Iguassu.

Leia mais no 100Fronteiras

Brasil, Cultura, Destaques, Economia, Geral, Itaipu, Notícias,

No aniversário de Foz do Iguaçu, live solidária na Itaipu vai marcar a reabertura dos atrativos turísticos

Retomada será gradativa e respeitando os protocolos sanitários, como distanciamento social e medição de temperatura do público, entre outros

Ao som do artista iguaçuense Gabriel Smaniotto e ao ritmo da solidariedade e da esperança, o Destino Iguaçu dará o tom da retomada de parte dos atrativos turísticos de Foz do Iguaçu, no dia 10 de junho – aniversário de emancipação política da cidade. Para marcar a data, o Programa Acelera Foz, que reúne oito entidades, apresentará uma live com o cantor Gabriel Smaniotto, no Mirante Central da Itaipu, no início da noite. Os detalhes da transmissão estão sendo finalizados.

No dia 11, feriado de Corpus Christi, Complexo Turístico Itaipu, Parque Nacional do Iguaçu, Marco das Três Fronteiras e Parque das Aves voltam a operar, de forma gradativa. Para isso, todas as medidas de segurança estão sendo adotadas, respeitando os protocolos sanitários previstos, como distanciamento social e medição de temperatura, entre outros.

Hoje, a cidade de Foz pode ser considerada um dos destinos mais seguros em relação à covid-19. Nela a doença está controlada e o Paraná é o Estado com o menor número de casos confirmados de covid-19 em todo o Brasil, proporcionalmente. A retomada acontecerá aos poucos, inicialmente para atender os moradores e os turistas da região.

Ao vivo

As últimas lives de Gabriel tiveram em média 65 mil visualições. Como o cantor mora em Foz do Iguaçu, não precisará fazer grandes deslocamentos e todo tipo de aglomeração será evitada. Apenas cantor e banda de apoio estarão no palco que será montado no Mirante Central. Uma pequena solenidade com representantes da Itaipu, PTI e do setor está prevista, com distanciamento social.

A live é filantrópica e será a primeira ação de turismo do Acelera Foz, programa de aceleramento da economia da cidade, com impacto direto em toda a região do Oeste do Paraná e da fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A escolha do artista é também simbólica. Gabriel tem uma história de superação, pois fez sucesso depois de uma apresentação em que só seus pais estavam presentes. O vídeo do show viralizou e Gabriel tornou-se um cantor requisitado. O turismo foi um dos setores mais afetados pela pandemia e, da mesma forma que Gabriel, terá que superar este momento e se reinventar para voltar a ser a principal força econômica de Foz do Iguaçu.

Durante a live, serão arrecadadas doações para os profissionais do setor que perderam seus empregos ou renda por causa da pandemia e hoje não têm como sustentar suas famílias. Ao longo da apresentação, todos os atrativos serão exibidos, numa uma ação conjunta de todo o Destino Iguaçu.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, um novo perfil de turista, preocupado com sua segurança sanitária, vai surgir pós-pandemia. “Ele exigirá cuidados especiais em toda a sua jornada turística. Buscará experiências intimistas em ambientes naturais, tradições locais e históricas. E evitará o chamado ‘overtourism’. Com certeza, será um visitante muito mais atento a atitudes sustentáveis ao passear pelo mundo e dentro de si.”

Reabertura

A usina de Itaipu reabrirá o turismo depois de quase três meses de interrupção de atendimento. Inicialmente, apenas a opção Itaipu Panorâmica retornará – e de forma reduzida, com menos oferta de horários.

Durante o período sem turistas, as obras de melhorias de infraestrutura e embelezamento dos atrativos foram intensificadas no Complexo Turístico Itaipu. Os cuidados sanitários serão redobrados após o retorno das atividades.

Ônibus desinfetados, tapetes de desinfecção na entrada, medição de temperatura, máscaras e luvas de proteção farão parte do novo protocolo. A usina também fará pesquisa com todo turista que visitar o local, para o controle epidemiológico do município.

Cultura, Destaques, Educação, Geral, Notícias, Saúde,

Na transmissão de vírus, um morcego não é mais perigoso que uma galinha, diz biólogo e docente da UNILA

Hermes Schmitz analisa as origens do coronavírus e as condições para o surgimento de novas pandemias

“Não acho que seja mais perigoso um morcego do que uma galinha”, diz o docente da UNILA Hermes Schmitz ao analisar as origens do novo coronavírus. Ele explica que a transmissão de vírus independe do animal. “Não é porque é exótico que a probabilidade é maior. Na história das pandemias, muitas doenças foram transmitidas por animais que a nossa civilização ocidental não considera exóticos.”

O sequenciamento do vírus Sars-Cov-2 aponta semelhanças com vírus encontrados no morcego ou no pangolim, um mamífero que tem seu habitat em países asiáticos. “O que temos até o momento, provavelmente, envolve um ou os dois animais, com a possibilidade de ter passado do morcego para o pangolim e o pangolim servir como um intermediário até os humanos”, comenta. “Sabe-se de longa data, que humanos e animais trocam vírus regularmente. Essa é a origem da maior parte das doenças infecciosas”, pondera.

Hermes Schimtz, docente dos cursos de graduação em Ciências Biológicas – Ecologia e Biodiversidade e em Ciências da Natureza – Biologia, Física e Química, é o terceiro entrevistado da nova temporada da websérie Fator Ciência (confira a entrevista na íntegra em https://bit.ly/covid-origem). Doutor em genética e biologia molecular, Schmitz também é docente no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Neotropical.

Sobre as questões culturais que envolvem a origem da pandemia, Schimtz diz que “a cultura exótica é sempre a do outro”. Segundo ele, embora o que se sabe até agora aponte para o morcego ou o pangolim como transmissores do coronavírus, não há fundamento dizer que a pandemia começou com “uma sopa de morcego”. “Ainda não sabemos [como começou]. É muito difícil um vírus ser transmitido diretamente pela alimentação. Não sobreviveria ao cozimento. É mais provável que o vírus tenha sido transmitido pelo contado do ser humano ou com o animal vivo ou com suas secreções ou com a carne fresca”, analisa.

Ele pondera que, embora não se possa olhar com preconceito hábitos alimentares diversos, não é possível negligenciar o fato de a China ter um contexto sociocultural que pode ser facilitador da transmissão de novas doenças. O problema não estaria, então, necessariamente, na cultura alimentar, mas em como o alimento chega ao ser humano. Os primeiros casos de Covid-19 estão ligados a mercados onde são vendidos animais vivos ou recém-abatidos para alimentação ou uso na medicina tradicional. Nesses espaços, muitas vezes, são colocados lado a lado, aglomerados, “animais que jamais se encontrariam na natureza” e onde há também uma grande circulação de pessoas. “Essas condições facilitam a disseminação de doenças emergentes. No entanto, chamo a atenção que essas condições não são exclusivas da China. A gente encontra condições muito semelhantes em vários outros lugares do mundo e há outros contextos que também facilitam essa disseminação.”

O docente pontua que a velocidade das alterações ambientais trazem condições facilitadoras para a transmissão de vírus de animais para humanos. “Essas alterações ambientais muito rápidas, o desmatamento, a ampliação de campos agrícolas, a urbanização de regiões selvagens criam um ambiente facilitador da emergência de doenças infeciosas novas”, afirma. “Esse é um cenário que vai muito além da China. Dá para descrever quase perfeitamente o que está acontecendo na Amazônia, no cerrado, e em vários ecossistemas no Brasil e outras partes do mundo.”

Outra condição, estaria na forma de criação de animais adotada em vários países e que se caracterizam por um “extremo confinamento”. “É o caso clássico de uma granja de frangos. Milhões de frangos em espaço muito exíguo, em contato muito próximo, e com fezes e secreções, às vezes animais mortos, o que é uma receita perfeita para a disseminação de vírus muito rápida entre eles. Inclusive, isso não é especulação, é realidade. Já tivemos vários exemplos recentes de disseminação de doenças em frangos e outros animais confinados que necessitaram, às vezes, ser sacrificados e incinerados. E não apenas na China, mas também na Europa e Estados Unidos”, comenta.

Loteria

Nem todos os vírus presentes nos animais serão ameaça para o ser humano. “Temos novos vírus surgindo a todo momento, por mutações aleatórias”, explica. “A evolução não tem como parar. Como todos os seres vivos, patogênicos ou não, também os vírus, todos estão sofrendo processo de mutação aleatório, que é contínuo.” Os vírus, em especial, explica Schimtz, têm ciclos de replicação e taxa de mutação muito rápidos.

Segundo ele, grande parte dessas mutações pode não trazer nenhum efeito, mas, no processo de seleção natural, ganha o que tiver mais condições de sobrevivência. “Uma pequena parte dessas mutações vai produzir um efeito que afete a viabilidade do vírus naquele hospedeiro, que lhe confira uma vantagem, uma maior eficiência, uma maior adaptação à fisiologia do organismo que ele infecta, ao sistema imunológico, ou muito importante, na possibilidade de transmissão de um organismo para outro.”

“É uma loteria”, compara. “A probabilidade [de que a transmissão do vírus] leve a uma doença, a uma epidemia, é baixíssima, mas temos muitas pessoas e muitos animais, muitos contatos. Mesmo que a probabilidade seja muito baixa, havendo muitas oportunidades, em algum lugar isso vai acontecer. Essa é a parte que é inevitável”.

O que está na possibilidade de ação, destaca o docente, é evitar a disseminação dessas doenças emergentes para uma quantidade elevada da população e o consequente estabelecimento de uma epidemia ou pandemia.

Ciência

Schimtz critica os que negam a ciência ou diminuem a importância da pesquisa científica, como tem sido comum. “Ciência virou quase um BBB. Está todo mundo discutindo nas redes sociais. Cada um tem seu remédio preferido. A impressão que eu tenho é que as pessoas não querem ciência, querem milagre”, adverte. “Ciência não pode dar cura de uma hora pra outra. Ciência é um processo contínuo, ciência demora.”

Para ele, a pandemia de Covid-19, pode ser uma oportunidade para chamar a atenção sobre o perigo que é a negação da ciência. “Existe um mito de que a ciência é dona da verdade. A gente não tem verdades absolutas. Está sempre rediscutindo aquilo que acha que sabe. E não é briga de opinião. Nossos desejos, vontades, ideologias não influenciam em absolutamente nada em como a natureza funciona. A natureza despreza completamente a nossa opinião e se impõem. Ela sempre vai se impor.”

Ele lembra que ciência vem alertando sobre o aparecimento de pandemias como a Covid-19. E também para o reaparecimento do sarampo, tuberculose e febre amarela. “Uma das características que eu mais gosto na ciência é a de previsão. Essas previsões que se concretizam são dos principais aspectos que mostram que a ciência de fato funciona. Não só para entender o presente, mas para saber como seria o futuro.”

A série

A websérie Fator Ciência estreou no dia 8 de maio. Por conta do período de isolamento social, o programa está em novo formato e foi gravado a distância, por meio da plataforma Zoom. Os capítulos serão divulgados sempre às sextas-feiras, no canal da UNILA no YouTube e também em formato podcast no Spotify.