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Economia

Leia as últimas notícias sobre Economia no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Economia, Paraná,

Novo modelo de concessão de rodovias no Paraná prevê mais obras e tarifas menores, afirma o Governo

Com 3.327 quilômetros de extensão – um incremento de 834 quilômetros no atual traçado – e previsão de R$ 42 bilhões em investimentos, a nova modelagem prevê redução nos valores pagos pelos usuários entre 25% a 67% menores, dependendo da praça de pedágio.

Representantes do setor produtivo paranaense, do Governo do Estado, do Ministério da Infraestrutura e a bancada de deputados federais discutiram nesta segunda-feira (25) o modelo de concessão do novo Anel de Integração do Estado, que deve entrar em leilão até o final deste ano. Com 3.327 quilômetros de extensão – um incremento de 834 quilômetros no atual traçado – e previsão de R$ 42 bilhões em investimentos, a nova modelagem prevê mais obras, 1.700 quilômetros de rodovias duplicadas em até sete anos, e tarifas de pedágio mais baixas que as atuais.

A reunião, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e foi transmitida pela internet, esclareceu pontos que geravam dúvidas na sociedade, como a implantação de novas praças e o valor da tarifa de pedágio. Pelo projeto elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), os valores pagos pelos usuários serão de 25% a 67% menores, dependendo da praça. Os descontos podem ser ainda maiores para os usuários frequentes e para aqueles que aderirem à cobrança automática.

As audiências públicas para discutir a modelagem com toda a sociedade iniciam no dia 2 de fevereiro, com acesso online pelo site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e também presencialmente. Os cronogramas para os encontros nas principais cidades serão divulgados na mesma data. Assim que as audiências forem finalizadas e o projeto ajustado, ele passará pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), para então ir a leilão na Bolsa de Valores (B3).

O vice-governador Darci Piana destacou que todo o processo será marcado pela transparência, com a participação da sociedade civil e do setor produtivo na tomada de decisões. “São processos fundamentais para que os paranaenses tenham conhecimento daquilo que está sendo planejado, sem nenhuma dúvida. A modernização das novas rodovias são essenciais para garantir a competitividade da produção industrial e agropecuária do Paraná”, afirmou.

As novas concessões têm validade de 30 anos, sendo que os atuais contratos vencem em 27 de novembro. O projeto de concessão é composto por um modelo híbrido, com menor tarifa de pedágio, seguido de maior valor de outorga. A expectativa do Ministério é que o leilão ocorra até o final do ano. “A outorga não é para fins arrecadatórios, mas funcionará como um critério de desempate”, explicou Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura.

“As tarifas levadas a leilão já serão mais baixas que as atuais, com um valor justo para remunerar os investimentos. Ainda será permitindo um deságio tarifário e, caso haja empate, o critério de desempate será feito via outorga, até para termos uma garantia de que a empresa que está disputando tenha condições de manter o contrato”, disse.

Além do valor das tarifas, outro critério levado em conta na nova modelagem é a celeridade das obras. “Buscamos uma tarifa com preço justo, que dê conta de todas as obras que são de interesse do Governo do Estado. Mais do que isso, nosso compromisso é também com a eficiência, com obras entregues no em até sete anos, no começo do contrato”, afirmou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

PROJETO – Os novos traçados estão divididos em seis lotes, mas com desenhos diferentes do atual, com a inclusão de rodovias que não estavam contempladas até então, como a PR-323, no Noroeste, a PR-280, no Sudoeste, e a PR-092, no Norte Pioneiro. “A malha que desenhamos é muito importante porque atende grande parte do setor produtivo do Estado. Caso alguma das rodovias seja retirada do traçado, aquela região ficará prejudicada”, destacou Natália Marcassa.

“Nós, enquanto setor produtivo, queremos tarifa justa, garantia de execução das obras e ampla transparência em todo o processo. A melhor alternativa tem que ser conquistada com o que precisamos, nós queremos viabilidade”, afirmou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar e do G7, grupo que reúne as principais entidades do setor produtivo paranaense.

As obras devem ser executadas nos sete primeiros anos do contrato, com a previsão de duplicação de mais de 1.700 quilômetros, além de outros 253 quilômetros de faixa adicional nas rodovias já duplicadas e de 104 quilômetros de terceira faixa para apoio ao trânsito. Também devem ser construídos 10 contornos para facilitar a integração entre as rodovias, além de outras melhorias, como sinal de wi-fi em todos os trechos de estradas.

Curitiba, Destaques, Economia,

Abrabar e Abrasel articulam agenda positiva com lideranças políticas e órgãos de segurança pública

Entidades querem ampliar a participação nos debates de temas de interesse do setor de gastronomia e entretenimento

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba iniciaram esta semana uma série de ações para aproximar o setor de gastronomia e entretenimento e entidades representativas para criar uma agenda positiva envolvendo lideranças políticas e órgãos de segurança.

Nesta primeira etapa, a categoria participou de reuniões com representantes do legislativo municipal e do comando da Polícia Militar da capital do Paraná. A intenção é mobilizar e sensibilizar empresários, colaboradores e especialmente as pessoas que frequentam os estabelecimentos do setor.

“Queremos criar isso que não tivemos na legislatura anterior, que é essa aproximação para poder debater, discutir, sugerir e questionar medidas e ações”, explica Fábio Aguayo, presidente da Abrabar. De acordo com ele, outras entidades econômicas fizeram isso na legislatura passada.

“Nós, durante a pandemia, ficamos mais no reativo do que no pró-ativo e esse ano, a partir de 2021, acreditamos que essa nova Mesa Diretora da Câmara tenha capacidade de propor mudanças significativas, não só da relação sociedade civil com os legisladores, mas com a própria Prefeitura Municipal”, ressaltou. 

Rotina de debates
A intenção, de acordo com a Abrabar, é manter uma agenda de reuniões e debates neste sentido a partir de agora. “Queremos participar mais, interagir mais e poder contar o legislativo, com a colaboração dos empresários e das entidades”, frisou.

“Queremos uma coisa só, todos juntos sair dessa situação e ter a retomada verdadeira, porque a gente fala da retomada, estamos falando a seis meses, mas só vai se concretizar quando toda a população tiver vacinada de fato”, destacou Aguayo.

Pelo lado das empresas, participaram das reuniões representantes da Abrabar (Fábio Aguayo), Abrasel (presidente Nelson Goulart e diretor executivo Luciano Bartolomeu) e do SindiAbrabar, com o presidente Gustavo Grassi.

Segurança

Além dos vereadores, a Abrabar, Abrasel e representantes do setor também se reuniram com o Comando da Capital da Polícia Militar. “A intenção é fazer um trabalho preventivo junto ao nosso setor”, ressaltou Aguayo. No encontro também foram tratados outros temas, da AIFU fazer um trabalho em conjunto de ações, de orientações da categoria. 

“Esse trabalho pró-ativo que temos que fazer na nossa categoria em 2021, criar uma agenda positiva e estar sempre ao lado da população antecipando e evitando fatos e acontecimentos ruins”, completou o presidente da Abrabar.

A reunião na Polícia Militar contou com participação do Tenente-Coronel Paulo Henrique Semmer, nesse ato respondendo como Comandante do 1° CRPM (Capital); Major Ricardo Eguedis, Chefe da Comunicação Social da PMPR; e Major Marcelo Krainski de Lima, Comandante do 12° BPM (área central da Capital).

Curitiba, Economia,

Efeito Coronavírus: Tradicional churrascaria Devons fecha as portas no Centro Cívico, em Curitiba

Uma das melhores churrascarias de Curitiba, frequentada por políticos em geral e pessoas do Poder Judiciário anunciou neste segunda-feira (25) que vai fechar as portas, depois de 33 anos de atividades. Segundo a jornalista Fernanda Ongaratto Bacellar, filha do proprietário, Augusto Farfus, o estabelecimento foi vendido.

Em conversa com o portal, no final da tarde, Augusto Farfus confirmou a venda, mas não quis revelar o nome do comprador alegando cláusula de confidencialidade. Farfus adiantou, porém, que o novo proprietário não é do ramo gastronômico. “Por uma questão de confidencialidade não posso afirmar se a Devons será mantida. Embora não sejam do ramo, tem tudo pra dar certo. Estou disposto a dar uma consultoria”, afirmou Augusto Farfus.

A negociação durou dois meses e Farfus conta que foi uma decisão difícil, por gostar muito de atuar na área. “O restaurante é uma sala muito grande da sua casa, eu fiz muitas amizades com pessoas que eram crianças na época e que hoje são grandes juízes, advogados, políticos, como o governador Ratinho Jr., e isso não se compra. Ele vinha no restaurante quando era criança, numa Brasília dirigida por seu pai”.

Augusto Farfus disse que foi convencido a vender a churrascaria para poder se dedicar mais à família. Ele contou que passou por um grave problema de saúde há alguns anos e que achou que estava na hora de aproveitar mais a vida. “Tenho que curtir meu netos, meu filho Júnior, que mora no exterior, tem um casal de filhos. Tenho três netas aqui, quero participar mais da vida deles”.

O empresário contou já ter novos planos. Ele pretende aproveitar toda sua experiência de 43 anos no ramo gastronômico para montar uma empresa de consultoria na área. “Eu quero passar para as pessoas ideias mais positivas. Aprendi a ouvir o cliente, ouvir as críticas, que para mim sempre foram importantes”.

Conhecida pelo famoso rodízio de carnes nobres, buffet com especiarias e atendimento impecável, a churrascaria Devons, sempre teve o comando de Farfus e sua mulher, Fátima Ongaratto. Ao longo dos anos, a Devons ganhou vários prêmios de gastronomia. A família divulgou uma nota explicando os motivos da venda. Mais informações em breve.

Nota da família

“Chega um dia que o capitão lança a âncora, guarda os sapatos e veste os chinelos. É hora de parar. É hora de descansar. De passar os fins de semana com a família. Os dias dos “Pais” com os filhos. É hora de dizer adeus, mas não com dor no coração. É hora de dizer adeus com a satisfação de dever cumprido nesses 33 anos de atividade. Hoje, 25 de janeiro de 2021, encerramos uma história de sucesso. O Devon’s fecha as suas portas. Mas só as portas da entrada. Aquelas que por muitos anos fizeram vista para a fonte de água no centro, depois a jabuticabeira, com a feijoada lotada aos sábados e as mesas de amigos. As portas do coração, que são as que realmente valem, essas, ahhh, essas continuam abertas aos amigos. Amigos esses que vamos levar, todos, todinhos, bem guardados do lado de dentro. De dentro do coração. Será um adeus e um “nos vemos por aí”, “num churrasco qualquer”, “num domingo qualquer”, “num aeroporto qualquer”! A vocês, nossos clientes queridos, a nossa mais eterna gratidão! Augusto e toda família Devons.”

Por: Reinaldo Bessa

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Empresários e estudantes comemoram resultados positivos do Programa de Integração Universidade e Empresa (Acelera Foz)

Lançado no ano passado, o Programa de Integração Universidade e Empresa (UIE) integra o Acelera Foz, com objetivo de estimular a economia da região. A parceria envolve o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), Itaipu Binacional, Sebrae, empresas e universidades da região.

O programa proporcionou a estudantes de diferentes áreas iniciarem suas carreiras profissionais, desenvolvendo soluções para pequenas empresas, ajudando a qualificar os negócios de Foz do Iguaçu.

Assim, as empresas são beneficiadas com o trabalho dedicado de acadêmicos que desejam aplicar o que aprenderam em sala de aula. As universidades e professores conseguem enriquecer a experiência acadêmica a partir da aplicação de conceitos teóricos no mercado. E os estudantes aprendem mais, além de receberem bolsas de até R$800, por um período de até 9 meses.

Nesta última sexta-feira, 22, o diretor superintendente do PTI-BR, general Eduardo Garrido visitou duas das empresas que participam do Programa de Integração Universidade e Empresa: A 3Di Engenharia e a Pesque Pague Triângulo.

Na oportunidade, o general Eduardo Garrido destacou a importância dessas parcerias. “O Programa de Integração Universidade Empresa está dentro do Acelera Foz. É um mecanismo que encontramos para diversificar a economia de Foz, levando o jovem da universidade para o ambiente do mundo real. Ou seja, trazer a teoria aprendida e aplicar na prática, vendo as dificuldades reais. Para a empresa, é a oportunidade de contar com o suporte de universitários, que oferecem soluções para problemas que no dia a dia não são identificados pela empresa. Isso motiva a empresa a investir no próprio negócio, trazendo mais clientes, oferecendo mais empregos”, ressaltou.

A 3Di Engenharia desenvolve soluções para o mercado de biogás. Para a estudante de Engenharia Mecânica da UDC, Maysa Panzenhagen, a experiência está sendo essencial para definir o rumo de sua carreira profissional. “Desde o começo do curso, sempre tive interesse na área ambiental, em especial área de energias renováveis. Essa experiência agregou muito para meu conhecimento e reforçou meu desejo de continuar nessa área”, disse.

Já Deivid Engler, proprietário da Pesque Pague Triângulo, explicou que a parceria feita com estudantes de Engenharia de Aquicultura da IFPR, colocou sua empresa em outro patamar.

 “Quando eles começaram, havia uma mortalidade alta de peixes. Pedi ao coordenador do curso de Engenharia de Aquicultura da IFPR para avaliar o que estava acontecendo. Ele orientou 3 alunos, que fizeram coleta da água para análises. Pouco a pouco fizemos ajustes na qualidade da água e tivemos resultados muito bons”, explicou.

De acordo com Engler, a parceria foi fundamental para que a empresa fizesse investimentos importantes, como a compra de 4 aeradores para aumentar o nível de oxigênio na água através da movimentação contínua.

O cronograma de visitas nas empresas do Programa IUE começou ainda em 2020 e tem como objetivo ouvir os empresários e os acadêmicos para entender se a proposta está atendendo as expectativas e se é válido iniciar uma segunda rodada de novos editais.

Economia, Luiz Claudio Romanelli, Paraná,

Decisões da justiça mostram modelo nefasto do pegádio no Paraná

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), integrante da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia Legislativa do Paraná, afirmou, nesta sexta-feira (22), que as decisões da Justiça Federal que barraram os aumentos nas tarifas mostram o quão nociva, e perniciosa, é a atual concessão do pedágio e que este modelo não pode se repetir nas rodovias do Paraná. “Sangraram a economia, o setor produtivo e os paranaenses e querem continuar com a extorsão nos próximos 30 anos. Nós não vamos permitir”.

Nesta semana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) suspendeu o aumento de 7,6% das tarifas da Ecocataratas que explora cinco praças de pedágio na BR-277, entre Foz do Iguaçu e Guarapuava. O tribunal negou também liminar solicitada pela Rodonorte para aplicar o reajuste anual das tarifas em sete praças de pedágio, cinco ficam em trechos das BR-376 e BR-277 e duas na PR-151.

“Essas decisões são um alívio para a economia do Paraná e para o bolso dos motoristas. Infelizmente já temos as tarifas mais altas do país, não faz sentido aumentá-las ainda mais em um ano de pandemia, em que o país atravessa um momento de retração da atividade econômica e aumento do desemprego. A Agepar já havia negado esses aumentos e agora a Justiça Federal referenda essas decisões”, disse Romanelli.

O deputado também destacou a recente mudança de postura da Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná) que passou a ter uma postura mais ativa, em especial, em relação aos valores das tarifas. “Precisamos de órgãos de controle cada vez mais fortes para frear a ganância dessas concessionárias”.

Ecocataratas

No caso da Ecocataratas, o TRF-4 concedeu liminar para a Agepar impedindo o aumento de 7,6 % que seria aplicado em dezembro de 2020.

A concessionária havia obtido decisão favorável da 5ª Vara Federal de Curitiba autorizando o processamento do pedido de reajuste. A decisão reverte essa autorização e mantém a decisão do conselho diretor da Agepar de 10 de novembro de 2020 suspendendo o reajuste.

Para a Agepar, houve erros de cálculo em reajustes realizados em 2016 e 2017 e o valor deve ser reduzido ao mínimo possível para assegurar “a cobertura mínima dos custos operacionais” das concessionárias até novembro de 2021, quando termina o contrato atual de concessão.

Rodonorte

Já a concessionária Rodonorte com 568 quilômetros e sete praças de pedágio ligando Curitiba à região Norte e aos Campos Gerais teve o reajuste suspenso pela Agepar em 26 de novembro e não conseguiu reverter a decisão na Justiça. O pedido foi negado em dezembro pela 6ª Vara de Curitiba e nesta semana pelo TRF-4.

Destaques, Economia,

Frete e vantagem fiscal fazem Paraguai ganhar da China

Importar produtos manufaturados oriundos do Paraguai tem se tornado mais atrativo do que importar produtos da China. Além das vantagens fiscais garantidas por acordos do Mercosul, o país vizinho oferece custo baixo de produção e frete com valor mais atrativo que em países asiáticos.

“Hoje, a melhor operação é com o Mercosul. Além de um custo final mais baixo, o tempo de entrega do Paraguai para o Brasil é bem menor, o que facilita na hora de suprirmos uma demanda, que se manteve aquecida”, explica Leandro Martins de Almeida, CEO e diretor de Operações da Matrix Importações.

As barreiras sanitárias e as restrições no transporte aéreo e marítimo por conta da crise do coronavírus fizeram com que os custos de frete da China para o Brasil disparassem em 2020, elevando também os preços dos produtos. De acordo com importadores e empresas de navegação, o custo da importação de um contêiner na rota China-Brasil saltou de US$ 2 mil para US$ 10 mil entre 2019 e 2020.

Além do baixo custo de frete e a isenção de quase 100% dos tributos, o baixo custo com mão de obra, energia elétrica e agilidade na entrega são fatores citados por importadores para dar preferência aos produtos manufaturados no Paraguai.

A Matrix concentrava 60% de seus pedidos em fornecedores da China e, com a pandemia, migrou as importações para o Paraguai, que hoje representa 80% dos pedidos. “Trazemos 20 mil carretas por mês, com um total de 140 mil tapetes, 400 mil cobertas e 200 mil jogos de lençóis, que são finalizados no Paraguai, beneficiados pela Lei Maquila”, explica Leonardo Martins de Almeida, diretor Financeiro, referindo-se à lei que dá isenção total de impostos paraguaios para produtos que tenham ao menos 40% de valor agregado no país, mesmo que partes dele venha de outros lugares.

Por: Monitor Mercantil

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

“Foz do Iguaçu vai diversificar sua economia” garante o prefeito Chico Brasileiro

O prefeito Chico Brasileiro (PSD) aponta como fundamental a diversificação da atividade econômica de Foz do Iguaçu, mesmo com os órgãos públicos e a iniciativa privada investindo fortemente no turismo. “A pandemia ensinou muito a todos, em particular à nossa cidade que vive, essencialmente, do turismo. Vemos que existe a grande necessidade de investir em outros setores, diversificar a economia, ampliar as áreas de geração de emprego no município”, disse o prefeito.

“Vamos seguir investindo fortemente no turismo, nosso carro chefe, mas temos que ter atenção para o comércio e a indústria. Nenhuma cidade pode ficar refém de apenas um setor econômico. Foz do Iguaçu é uma cidade pujante, com um grande potencial, vamos investir também em outros setores da economia para uma retomada mais forte e segura na pós pandemia”, afirmou.

Foz do Iguaçu, reafirma o prefeito, é uma das cidades brasileiras mais impactadas e afetadas pela pandemia causada pelo coronavírus. “Tivemos grande êxito na área da saúde pública. A equipe de trabalho foi célere e propôs medidas que conseguiram evitar o colapso no sistema de saúde e controlar os números de casos e mortes. A nossa fragilidade foi a no setor econômico. A cidade parou, os pontos turísticos fecharam, com isso hotéis e todos os serviços diretos e indiretos foram afetados”. 

Vencendo a pandemia 

O aumento de casos de covid no Brasil levou os governos nos três níveis determinarem medidas mais duras para evitar as aglomerações e, ao mesmo tempo, subsidiar as famílias mais vulneráveis durante esse período de recessão. O governo do Paraná, por exemplo, emitiu cerca de 50 decretos, sete leis e 26 resoluções, estratégicos para enfrentamento à covid. Além dos decretos estaduais, a prefeitura de Foz do Iguaçu também adotou medidas restritivas nos períodos mais graves da pandemia.

“Nosso município seguiu todas as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), não fizemos nada sem comprovação científica e todas as decisões foram tomadas com base em dados técnicos das equipes de saúde”, disse Brasileiro. 

Em meio ao pico da covid, a prefeitura aumentou os leitos de UTIs e semi-intensivos, contratou mais profissionais de saúde, com recursos e apoios importantes dos governos estadual e federal e da Itaipu Binacional também nos auxiliou. “Passamos por uma fase difícil, em setembro Foz do Iguaçu registrou 98,46% de ocupação dos leitos de UTI, no mês de dezembro chegamos a uma média diária de 150 casos positivados, mas estamos superando toda crise. No entanto, a economia continua sendo nosso desafio”.

Potencial 

Igual às cidades que têm a economia baseada no agronegócio, o prefeito reiterou o potencial de Foz do Iguaçu na recuperação econômica, com a criação de empregos e renda para a população e retomar o ciclo virtuoso do desenvolvimento calcado na qualidade dos serviços públicos oferecidos. “A prefeitura não caminha sozinha, graças aos grandes parceiros foi possível iniciar obras estruturantes, como a segunda ponte e a perimetral leste”.

“Essas e outras frentes de trabalho vêm criando muitos empregos, um alento para esse período difícil. No momento temos a necessidade e o objetivo de reestruturar a área industrial, atrair novas empresas, criando mais empregos para centenas de pessoas. Foz do Iguaçu sairá dessa pandemia muito mais forte, gerando oportunidades para todos os iguaçuenses”, completou Chico Brasileiro.

Desde o final do ano passado, o prefeito identificou bons sinais da recuperação econômica. “Terminamos o ano com a capacidade de 50% de lotação nos hotéis e na visitação no Parque Nacional. Mas, o Brasil e o mundo enxergam Foz do Iguaçu como a cidade que eles querem visitar, será com certeza um dos destinos mais procurados para visitação no pós-pandemia”. 

“Vamos trabalhar em uma grande divulgação no Brasil e no exterior a partir dessa retomada, no momento em que tivermos a segurança que nossa capacidade pode funcionar 100%”, completa.

Lojas francas

Na diversificação da economia, Chico Brasileiro vai trabalhar na atração de empresas para transformar a cidade em um grande centro comercial. As lojas francas, as duty free, reguladas pelo governo federal para as cidades gêmeas, é uma alternativa no curto prazo. “O  brasileiro que viaja ao exterior para comprar produtos dos mais diversos tipos, já pode comprar esses produtos em Foz. A cota de compra permitida de US$ 300 é atrativa. O turismo de compras aliado ao turismo de natureza fazem uma combinação perfeita”.

O prefeito pretende também diversificar o perfil das empresas interessadas no distrito industrial para transformar Foz do Iguaçu num hub de distribuição de produtos para a América do Sul. “Vamos trabalhar para diversificar a economia da cidade, fortalecendo ainda mais o turismo”.

Foz do Iguaçu, hoje, segundo Chico Brasileiro, tem estabilidade, apesar dos grandes desafios e sequelas que serão superados. “Hoje, nossa cidade é muito bem avaliada pelos investidores, é uma cidade que tem equilíbrio nas contas públicas, na sua economia. Uma cidade que está organizada, preparada para crescer. Preparada para dar um salto tanto no desenvolvimento do turismo, Uma cidade boa para o turista e para o iguaçuense”.

Por: GDia

Destaques, Economia, Paraná,

Ambev anuncia R$ 385 milhões para ampliar produção de cervejas puro malte no Paraná

Investimento foi anunciado em solenidade com governador Carlos Massa Ratinho Junior. São R$ 370 milhões em Ponta Grossa, na unidade mais moderna da empresa no País. Há investimento de R$ 15 milhões na fábrica de refrigerantes em Almirante Tamandaré.

A Ambev investirá R$ 370 milhões em sua cervejaria de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, para ampliar a capacidade de produção de cervejas puro malte e uma nova linha de envase para abastecer o Sul e Sudeste do País, e R$ 15 milhões na fábrica de refrigerantes instalada em Almirante Tamandaré, que serão utilizados para ampliação da unidade, totalizando um investimento de R$ 385 milhões no Estado.

O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev na América do Sul, Ricardo Gonçalves Melo, no Palácio Iguaçu, nesta quarta-feira (20).

“É uma grande conquista para o Paraná e que chega em momento simbólico, de retomada da economia e do início da imunização em todo o País. A Ambev aposta há muitos anos no Estado, na capacidade de trabalho do paranaense. Recebemos com entusiasmo esse novo investimento, que aposta em um segmento específico do mercado cervejeiro”, afirmou Ratinho Junior. “Novos anúncios como esse induzem ciclos virtuosos de emprego, inovação e tecnologia. É o que estamos atraindo no Paraná”.

A unidade de Ponta Grossa é a mais moderna da Ambev no País, com tecnologias da indústria 4.0. A planta produz cervejas como Brahma Duplo Malte, Serramalte, Original e Budweiser, dentre outras. O aumento da capacidade de produção atende a crescente demanda dos consumidores brasileiros por cervejas puro malte e premium.

“O Estado do Paraná é de extrema importância para a Ambev. A nossa unidade de Ponta Grossa é responsável por abastecer mercados importantes e estratégicos do Sul e Sudeste e esse investimento vem para reforçar o nosso compromisso com o Estado, ampliando nossa capacidade de produção e nos preparando para o futuro”, afirmou Ricardo Gonçalves Melo, VP de Relações Corporativas da Ambev na América do Sul.

Na última década, a Ambev investiu mais de R$ 1,2 bilhão na unidade de Ponta Grossa. No Estado do Paraná a Ambev possui uma cervejaria, uma fábrica de refrigerantes, seis centros de distribuição direta e gera mais de 17 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Mercado

O investimento da Ambev no Paraná acompanha um crescimento na produção de bebidas no Estado em 2020, mesmo diante da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse setor cresceu 5,2% entre janeiro e dezembro na comparação com o mesmo período de 2019. Apesar de acumular perdas no ano passado, a indústria paranaense acumula sete meses seguidos de alta depois de abril.

Presenças

Participaram do anúncio do investimento da Ambev nesta quarta-feira o vice-governador Darci Piana; o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o deputado estadual Hussein Bakri; e, pela Ambev, Rodrigo Moccia (Diretor de Relações Institucionais), Tiago Pereira (Gerente Tributário) e Filipe Barolo (Gerente de Relações Institucionais).

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Em Foz do Iguaçu, solicitações de isenção do IPTU já podem ser feitas pela internet

Devido à pandemia do novo Coronavírus, pedidos serão exclusivamente via protocolo digital, no site da Prefeitura de Foz

A Prefeitura de Foz do Iguaçu publicou na terça-feira (19), em Diário Oficial, o Decreto nº 28.876, que regulamenta a forma de solicitação da isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). O pedido passa a ser feito exclusivamente de forma eletrônica, através do Portal do Município (www.pmfi.pr.gov.br), utilizando a opção AUTOATENDIMENTO (protocolo digital) ou diretamente no link: https://sistemas.pmfi.pr.gov.br/PortalEmpresarial/.

A medida leva em consideração a pandemia do novo Coronavírus, tendo em vista que a maior parte dos requerentes de isenção são pessoas idosas ou com deficiência, que fazem parte dos grupos de risco. “Considerando a pandemia, é totalmente desaconselhável promover aglomeração de pessoas, principalmente de idosos e pessoas com doença ou deficiência. Além disso, a previsão é que sejam formalizadas aproximadamente 4.000 solicitações” explicou o diretor de receita da Secretaria da Fazenda, Celio Lazarin.

Passo a passo

Para formalização do pedido, será necessária a criação de um cadastro, com a inserção dos dados pessoais e endereço eletrônico (e-mail preferencialmente do g-mail). O contribuinte que cumpre os requisitos para obtenção da isenção deverá anexar arquivos de todos os documentos solicitados na própria funcionalidade.

Os documentos de identificação do contribuinte, da posse ou propriedade do imóvel, comprovante de cadastro junto ao Cadastro Único do Governo Federal, bem como os comprobatórios do atendimento aos requisitos legais para a obtenção da isenção, deverão ser anexados ao processo.

A solicitação formalizada incorretamente ou sem a documentação necessária não será recebida, sendo a demanda devolvida eletronicamente ao requerente para que, no prazo de 60 dias, providencie a correção da pendência e/ou junte os documentos faltantes.

Para tomar conhecimento da tramitação do pedido é necessário que o solicitante consulte o processo no portal, utilizando o número e ano do processo, mais o CPF.

Prazos

A solicitação deverá ser formalizada até 60 dias após o vencimento da primeira parcela do IPTU, prevista para 15 de março. As demais isenções previstas e condicionadas à solicitação deverão ser protocolizadas até o encerramento do exercício do lançamento.

Quem tem direito a isenção?

Conforme a lei que regulamenta o IPTU no município, a isenção é possível para contribuintes nas seguintes situações:
– Pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, com renda familiar de até três salários-mínimos, desde que tenha apenas um único imóvel utilizado para sua própria residência.
– Pessoas com doença ou deficiência que impede a atividade laboral certificada através de atestado médico, com renda familiar de até três salários mínimos, com apenas um imóvel utilizado para sua própria residência.
– Responsável por pessoa que possui doença ou deficiência que impede a atividade laboral, certificada através de atestado médico, com renda familiar de até três salários mínimos, que possui apenas um imóvel utilizado para sua própria residência.
– Contribuintes que aderiram aos programas do governo federal Minha Casa Minha Vida e Casa Verde e Amarela, por dois anos contados da data da assinatura do contrato com a instituição financeira.

Destaques, Economia, Luiz Claudio Romanelli,

“Não aceitamos uma licitação viciada”, afirma Romanelli sobre novo pedágio

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) criticou duramente nesta terça-feira, 19, o novo modelo de pedágio proposto pelo governo federal para as rodovias paranaenses. Romanelli alertou que a nova proposta é mais prejudicial à economia do Paraná ao manter a taxa de outorga e transferir metade do valor para as concessionárias, além de limitar o desconto máximo que as empresas podem apresentar.

“Não aceitamos uma licitação viciada, baseada no interesse das empreiteiras e não no interesse público”, disse durante a reunião da Frente Parlamentar contra o Pedágio.

“Essa nova cepa do outorgavírus é ainda mais letal e mais grave, porque deixa metade da taxa de outorga nas mãos das concessionárias, que habilmente vão diluir os valores contabilmente e aumentar os seus lucros”, acrescentou.  

Projeto

Romanelli defendeu a votação já em fevereiro, em caráter de urgência, de um projeto de lei assinado por 37 deputados que estabelece que as rodovias estaduais só possam ser concedidas ao governo federal se a licitação ocorrer pelo modelo da menor tarifa.

“Queremos uma licitação limpa, justa, transparente e com o critério único da menor tarifa. Vamos jogar muito duro aqui na Assembleia. Não dá para aceitar isso, aceitar a manutenção dessa roubalheira”.

Romanelli disse ainda estar indignado com o posicionamento de diversos deputados federais que defendem a proposta federal que mantém as tarifas altas e não estimula a competitividade entre os participantes. “É vergonhosa a postura dos deputados federais de endossar essa atitude antipatriótica do governo federal com o Paraná.”.

Mais 15 praças

O estudo apresentado pelo Ministério da Infraestrutura prevê licitar 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais em seis lotes. A concessão é de 30 anos. Serão 42 praças de pedágio, 15 praças a mais do que atualmente. A previsão é de R$ 42 bilhões em investimentos e que em 10 anos sejam duplicados 1.861 quilômetros de vias.  

Audiências públicas

A frente parlamentar também definiu a realização de audiências públicas regionais para apresentar e discutir o novo modelo com a sociedade civil organizada. Pelo cronograma as reuniões devem iniciar em Londrina no dia 4 de fevereiro e seguir por todas as regiões do Estado até o fim do mês.

“Temos que mobilizar a sociedade civil organizada, fazer os esclarecimentos, discutir as obras necessárias e unir esforços para a revisão desse modelo que poderá prejudicar a economia do Estado por mais 30 anos. O Paraná não pode errar mais uma vez. A economia paranaense não aguenta mais ser penalizada com altas tarifas e rodovias muito abaixo da nossa necessidade”, completa Romanelli