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Educação

Leia as últimas notícias sobre Educação no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Educação,

Pesquisadores da Unioeste participam de estudo inédito sobre Covid-19

O objetivo é identificar fatores genéticos, e se podem estar relacionados com a gravidade da doença

Pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Francisco Beltrão, irão integrar uma pesquisa inédita sobre a Covid-19. O objetivo é identificar fatores genéticos, e se podem estar relacionados com a gravidade da doença. Uma das pesquisadoras da Unioeste, Carolina Panis, explica que serão coletadas amostras de tecido e sangue de pacientes do Paraná e São Paulo, no período de quatro meses. “A partir disso, serão investigados fatores genéticos tanto do paciente como do vírus que o infectou, com o objetivo de entender se existem características que torne uma pessoa mais ou menos propensa a desenvolver quadros de maior gravidade da doença”, diz.

De acordo com a pesquisadora, já existem fatores de risco associados à Covid-19, no entanto, o objetivo é entender também o comportamento da doença em pacientes jovens, e que também desenvolvem quadros clínicos graves. A pergunta principal do projeto investiga se haveria fatores genéticos que explicariam por que alguns pacientes evoluem tão gravemente. Além disso, serão identificadas quais variantes do vírus Sars-Cov-2 circulam nesta população, e qual sua relação com o curso da doença, afirma.

A pesquisa deve iniciar nesse mês de julho, e irá avaliar o comportamento da Covid-19 em pacientes com quadro clínico grave, mantido em UTI com ventilação pulmonar; pacientes com quadro clínico moderado, internados em leito de enfermaria; pacientes curados, sem necessidade de internação em UTI; pacientes com quadro clínico leve e assintomáticos. Essa pesquisa será fundamental para expandir futuramente os trabalhos já realizados na Unioeste, como em áreas da Oncologia, através do uso da plataforma tecnológica de equipamentos da Rede Genômica e do Instituto de Pesquisa para o Câncer (IPEC), enfatiza Carolina.

Fazem parte do estudo também os pesquisadores da Unioeste: Daniel Rech, Francieli Ani Caovila Folador, Léia Carolina Lúcio e Lirane Defante de Almeida.

Projeto conta com pesquisadores de 12 instituições

O projeto intitulado como Abordagem Genômica é uma iniciativa que inaugura os trabalhos do Instituto de Pesquisa para o Câncer (IPEC), uma iniciativa pioneira na América Latina, que conta com a participação de pesquisadores de 12 instituições de pesquisa paranaenses: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Faculdades Pequeno Príncipe (FPE-Curitiba), Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), além de quatro instituições paulistas: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Faculdade de Ciências Farmacêuticas (Unesp-Araraquara), Universidade de Araraquara (Uniara) e a Faculdade de Medicina de Marília (Famema), além de professores da USP Ribeirão Preto, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e com a universidade americana de Illinois, entre outros.

Educação, Paraná,

Renato Feder diz que disse não ao convite do presidente Jair Bolsonaro para o Ministério da Educação

“Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná.

Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”.

Do secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, em postagem neste domingo (05) no seu perfil do Twitter.

Educação, Foz do Iguaçu,

Egressos e estudantes da UNILA integram ONG, que atua nas áreas de educação e imigração

Um grupo de egressos e de estudantes da UNILA tem atuado em Foz do Iguaçu com foco nas áreas de educação e imigração.

Em tempos de pandemia, eles também têm contribuído para minimizar os impactos da Covid-19, com arrecadação e distribuição de alimentos à população. O grupo atua por meio da organização não governamental Integral World International Ministry (IWIM), que, em Foz do Iguaçu, foi formada em fevereiro de 2019 por cinco egressos da UNILA, sendo quatro haitianos e uma colombiana. Hoje, a ONG, com atuação na cidade, tem o apoio de cinco estudantes e de dez profissionais formados pela UNILA, oriundos do Haiti, Colômbia, Brasil e Paraguai.

“Nossa missão é trabalhar para diminuir a desigualdade social e promover direitos humanos. Como alunos da UNILA, é também uma forma de devolver o investimento que recebemos [na universidade pública], ajudando pessoas com maior vulnerabilidade social”, destaca o haitiano Stephat Pierre, formado em Ciências Econômicas pela UNILA e responsável pela gestão financeira da ONG.

Ele conta que os integrantes dessa organização trabalham com ensino de inglês, francês e espanhol para o público voltado à área de turismo. Também atuam no apoio aos imigrantes que chegam à Tríplice Fronteira, com esclarecimentos e encaminhamentos. “Acompanhamos, por exemplo, essas pessoas na Polícia Federal para regularizar a documentação, e também ajudamos no estabelecimento delas na cidade”, relata Stephat.

O grupo também se uniu a outras organizações da cidade para integrar uma rede de solidariedade que visa arrecadar e distribuir alimentos em Foz do Iguaçu, neste período de pandemia. No momento pós-Covid, um dos objetivos é, ainda, construir uma biblioteca pública para contribuir com a promoção da leitura na cidade.

Formação e bagagem

Os integrantes da ONG são egressos e estudantes da UNILA das áreas de Ciências Econômicas, Relações Internacionais, Ciência Política e Sociologia, Medicina, Serviço Social e Engenharia. “Cada um traz seu aporte teórico e uma bagagem diversificada para o projeto”, relata o haitiano Carl Bien Aime, coordenador da ONG e egresso do curso de Relações Internacionais e Integração da UNILA.

Carl conta que sua formação proporcionou um entendimento sobre o funcionamento de organizações internacionais. Na sua bagagem, ele também trouxe a experiência de trabalhar em uma organização independente no Haiti, com fins humanitários. Trouxe, ainda, esperança e uma história marcada pela tragédia do terremoto de 2010, que, inclusive, deixou em ruínas a universidade onde ele estudava Engenharia Civil. E, assim como o conterrâneo Stephat, Carl encara esse trabalho social em Foz do Iguaçu como um retorno à ajuda que recebeu. “Tive oportunidade de uma formação superior gratuita na UNILA, de atuar em pesquisa e na extensão. O trabalho que fazemos é uma forma de retorno à sociedade brasileira”, diz.

Os interessados em entrar em contato com a ONG podem acessar as mídias sociais da organização, no Facebook e Instagram.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Educação,

Coronavírus: Campanha arrecada doações para estudantes de Medicina em Foz do Iguaçu

Acadêmicos da Unila, que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus, estão passando por dificuldades.

Que tem muita gente em dificuldade nesses tempos, todo mundo sabe, né? Mas há pessoas empenhadas na linha de frente de combate à pandemia, em locais como a enfermaria do Hospital Municipal, plantão telefônico e barreiras sanitárias, que além dos serviços que estão prestando, têm enfrentado dificuldades para sobreviver.

Essa é a realidade de um grupo de alunos do curso de Medicina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que estão atuando junto à comunidade em Foz do Iguaçu.

Pensando em ajudar os estudantes em situação de vulnerabilidade, o Centro Acadêmico de Medicina Moacyr Scliar (CAMMOS) criou uma campanha de arrecadação de fundos para a compra de cestas básicas e produtos de higiene, com o objetivo de tirar um pouco de preocupação desses alunos que já se sobrecarregam com suas tarefas em meio à pandemia.

A meta é atender pelo menos 60 estudantes, por três meses, com um custo inicialmente calculado em R$ 10 mil. O excedente das cestas básicas que o Centro Acadêmico comprar até setembro será doado ao Diretório Estudantil Latino-Americano, que também atende estudantes da Unila em situação de vulnerabilidade.

Contribuições em dinheiro podem ser feitas através de uma conta no Nubank, em nome do acadêmico Miguel Seguin Neto (Ag. 001, conta 8411670-1, CPF 475.321.368-41); por meio do PicPay (@miguelsn); ou via boleto, que pode ser solicitado entrando em contato com as redes sociais do Centro Acadêmico (@cammosmedunila).

Doações de alimentos ou cestas completas podem ser entregues no Alojamento Estudantil da Unila, na Avenida Tancredo Neves, nº 1.347, ao lado da garagem da Viação Cidade Verde. Na recepção, é preciso informar que o material é destinado ao Centro Acadêmico de Medicina.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Estudo destaca qualidade do ensino fundamental em 22 municípios do Paraná

No Oeste as cidades destaque foram, Assis Chateaubriand, Foz do Iguaçu e Medianeira

Vinte e duas redes municipais de ensino do Paraná receberam o selo Bom Percurso do projeto Educação que Faz a Diferença. A iniciativa, coordenada pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa e pela entidade Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), levantou dados ao longo de 2019 para avaliar a qualidade do ensino fundamental oferecido pelos municípios brasileiros. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (25 de junho), em transmissão online realizada pelo IRB no Youtube.

O Paraná foi o segundo estado com mais redes reconhecidas no estudo, ficando atrás somente de São Paulo, com 32. Foram agraciados os seguintes municípios: Apucarana, Arapoti, Assis Chateaubriand, Astorga, Castro, Foz do Iguaçu, Jaguariaíva, Jandaia do Sul, Loanda, Mallet, Mandaguari, Marmeleiro, Medianeira, Paranavaí, Pato Branco, Rebouças, Rio Negro, Rolândia, Sengés, Terra Boa, Turvo e Ubiratã.

Metodologia

A pesquisa de campo que fundamentou o estudo, o qual também contou com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), foi realizada por 65 técnicos de 28 tribunais de contas – sendo dois deles servidores do TCE-PR – em 116 escolas de 69 redes municipais de ensino de todo o país.

Foram consideradas elegíveis todas as redes com pelo menos cinco escolas de ensino fundamental e, no mínimo, 150 alunos matriculados. Os indicadores analisados consistiram no nível de aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, conforme o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2017; no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e sua evolução desde 2005; na taxa de aprovação, de acordo com o Censo Escolar de 2018; na taxa de atendimento de crianças de até três anos de idade na educação infantil; e no total de alunos por turma desta modalidade de ensino.

Com isso, almejou-se identificar redes que buscam garantir a aprendizagem da maioria dos alunos; esforçam-se para reduzir as desigualdades e não deixar ninguém para trás; trabalham para que todos os jovens fiquem na escola; demonstram avanços consistentes na aprendizagem das crianças ao longo dos anos; e apresentam Ideb acima do esperado dado o nível socioeconômico dos estudantes.

Resultados

De acordo com o relatório final do estudo, 104 municípios receberam o selo Bom Percurso; 12 receberam o selo Destaque Estadual (concedido apenas em estados que não tiveram pelo menos duas redes habilitadas a receber o selo Bom Percurso); e apenas dois foram agraciados com o selo Excelência, que contou com os critérios mais rigorosos: Jales (SP) e Sobral (CE).

Segundo o mesmo documento, todas as 118 redes municipais de ensino reconhecidas contam com as seguintes boas práticas: utilização de sistemas de gestão e de acompanhamento dos estudantes; suporte constante por parte das secretarias de Educação, com visitas frequentes às escolas; monitoramento contínuo da aprendizagem dos alunos; investimento na gestão escolar, com incentivo ao protagonismo das escolas; oferta constante e diversificada de formação continuada aos educadores; e cultura de observação de aulas, com devolutivas construtivas.

Conforme o presidente do Comitê Técnico da Educação do IRB, conselheiro Cezar Miola (TCE-RS), o objetivo do projeto Educação que Faz a Diferença é apresentar iniciativas comuns que possam servir de inspiração para outras redes. “Não basta o investimento de recursos, o treinamento de professores e a adoção de ações para motivar as famílias. Também precisamos de processos de gestão capazes de dar oportunidade, talvez a única, a milhões de brasileiros de mudar a sua realidade por meio da educação”, afirma ele.

IRB

O IRB é uma associação civil de estudos e pesquisas responsável por realizar capacitações, seminários, encontros e debates para aprimorar as atividades exercidas pelos tribunais de contas brasileiros. Atualmente presidida pelo conselheiro do TCE-PR Ivan Bonilha, a entidade também investiga a organização, os métodos e os procedimentos de controles externo e interno para promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos pelos tribunais de contas do Brasil.

Por: Catve

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

TCE classifica educação de Foz do Iguaçu como uma das melhores do país

Classificação faz parte do estudo “Educação que faz a diferença” promovido pelo IEDE com a participação de 28 Tribunais de Contas do Brasil

O ensino fundamental de Foz do Iguaçu foi classificado entre os seis melhores do país, em cidades com mais de 250 mil habitantes. A conquista deste importante título é resultado do estudo “Educação que faz a diferença” promovido pela IEDE – Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional – em parceria com o Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB). A pesquisa divulgada ontem (26) na página do Iede também teve a participação de todos os 28 Tribunais de Contas do Brasil com jurisdição na esfera municipal.

O estudo analisou a gestão do ensino fundamental, de responsabilidade das prefeituras, em 5.570 municípios brasileiros. “Estamos muito orgulhosos pele recebimento deste selo e queremos agradecer e dedicar essa conquista a toda equipe da educação que trabalha com muita dedicação e paixão e que fazem da cidade uma referência em educação”, disse o Prefeito Chico Brasileiro.

Para garantir a credibilidade da pesquisa, técnicos dos 28 Tribunais de Contas participantes do projeto visitaram 116 escolas de 69 redes de ensino, em todos os Estados. Nas Secretarias de Educação, entrevistaram o(a) secretário(a) e pessoas-chave da equipe. Nas escolas, conversaram com professores, coordenadores pedagógicos, diretores, alunos e seus pais ou responsáveis, além de assistirem a aulas.

Estudo
Ao todo, 118 redes de ensino municipais foram identificadas com bons resultados no Ensino Fundamental. Cada uma delas recebeu um selo de qualidade, de acordo com patamar em que se encontra: Excelência, Bom Percurso ou Destaque Estadual. Foz do Iguaçu está entre as 22 do Paraná a receber o selo na categoria “Bom Percurso”, sendo o único município do Estado do Paraná premiado com mais de 150.000 habitantes.

Foram analisados indicadores como aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e evolução desde 2005; e taxas de aprovação, conforme o Censo Escolar.

O estudo traz também um mapeamento de boas práticas no Ensino Fundamental, principalmente no âmbito das Secretarias de Educação, mostrando ações e práticas comuns que estão associadas a um bom desempenho dos estudantes.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Seis estudantes da UNILA se formaram nesta sexta-feira (26), entre eles, dois estudantes de Medicina

Seis estudantes da UNILA participaram de cerimônia de colação de grau em gabinete na manhã desta sexta-feira (26).

Formaram-se as estudantes Mayra Ribeiro de Souza, do curso de Administração Pública e Políticas Públicas; Diana Carolina Mancera, de Arquitetura e Urbanismo; Vitória Rosset, de Ciências Biológicas; e Shirley Carla Espejo, de Engenharia de Energia.

Também colaram grau dois discentes do curso de Medicina – Talita Mota Ferraro e Gabriel Felipe Tomazini – que se formam antes do previsto, com base em medida provisória que permite antecipar a formatura, para atuação no combate à Covid-19.

Os discentes estavam no último ano de internato e cumpriram todas as exigências legais e institucionais para, assim, graduarem-se em meio à pandemia.

A baiana Talita e o paranaense Gabriel chegaram em 2014 à UNILA e saem como profissionais da área médica, com responsabilidades e desafios de serem da turma de pioneiros na Universidade.

“Foz do Iguaçu não tinha um curso de Medicina, somos a primeira turma, em uma Universidade que é nova. Então há todos os desafios disso. Mas acho que havia um comprometimento na construção do curso e na inserção e contribuição nos espaços da cidade”, avalia Talita.

“Por sermos estudantes da primeira turma, foi como um dever nosso de estudante fazer um bom estágio, ser um bom aluno e ter um bom comportamento – com um atendimento qualificado, empático e humanizado à comunidade, até mesmo para que houvesse a permanência de demais estudantes [nos espaços de atendimento], nos próximos anos. Eu e meus colegas fizemos isso com muito zelo e cuidado”, avalia Gabriel, destacando o comprometimento de um trabalho coletivo.

Talita Mota Ferraro e Gabriel Felipe Tomazini

O discente salienta, ainda, que a formação na UNILA tem como diferencial trabalhar o paciente com um olhar humanizado. “Durante todo o curso, enfatizou-se o valor do atendimento humanizado, do profissional com pensamento biopsicossocial, que enxerga que o paciente precisa de cuidados que vão além do serviço biomédico, da medicação ou de um procedimento cirúrgico. Precisa de um médico que saiba ouvir, examinar e avaliar esse paciente como ser holístico, integralizado, com várias demandas, que não são só médicas”, explica Gabriel.

Atuação na pandemia

Os estudantes de Medicina da primeira turma percorrem o final de uma graduação em um cenário de pandemia, que os coloca diante de desafios singulares. “É uma responsabilidade muito grande. É tudo muito novo. Diariamente a gente já tem o peso da responsabilidade, [para lidar] com doenças que são conhecidas, e ficamos preocupados com doenças que são novas, que precisam de mais estudos, mais evidências”, afirma Talita.

“É preocupante, porque agora vamos tomar a linha de frente efetivamente, cumprir as responsabilidades como médico. Como o cenário tende a piorar, pelas estimativas, me encontro numa incógnita por não ter total conhecimento até onde está a capacidade do serviço de saúde federal, estadual e municipal de oferecer a qualidade de proteção individual e para os pacientes; se as equipes estarão preparadas pra seguir os protocolos adequados; e se haverá infraestrutura adequada e recursos humanos preparados para enfrentar a epidemia”, coloca Gabriel.

Neste cenário de pandemia – de incertezas e responsabilidades – e ao longo da formação médica, Talita e Gabriel, além de seus colegas estudantes de Medicina, têm ofertado aprendizados e conhecimentos com atuação no Hospital Municipal, nas unidades de saúde, pronto atendimento, enfermaria e outros locais estratégicos, em prol da saúde da população de Foz do Iguaçu.

“A gente é formado em uma universidade federal, atua no SUS, na saúde pública, e nossos estudos são bancados pela educação pública, por nossos impostos. Acho que esse retorno para a sociedade é muito importante”, avalia Talita. “Tem sido admirável a atuação dos estudantes de Medicina, com um serviço acelerado de progressão e qualificação. Os estudantes estão somando, construindo e qualificando o serviço e a gestão do serviço”, avalia Gabriel, referindo-se aos trabalhos em tempo de pandemia.

Sonhos e futuro

Ao longo da sua trajetória de graduação, Talita conta que passou pelo Centro de Nutrição, por Unidades de Saúde e pelo Hospital Municipal. Também atuou em projeto de extensão em educação popular em saúde, no bairro Cidade Nova. “Trabalhamos conceito de saúde, equidade, participação popular. Trabalhamos o empoderamento popular, a importância da atuação de cada indivíduo dentro da sua comunidade, na promoção da saúde”, relata. Uma trajetória construída que despertou nela uma vontade de seguir atuando dentro da área da Medicina de Família e Comunidade.

O colega Gabriel, por sua vez, atuou em unidades básicas, com atendimento em atenção primária à saúde, e também na área da urgência e emergência. Passou também por monitorias, projetos de extensão e de pesquisas na Universidade. Ele conta que ainda não tem certeza se irá seguir o caminho da Neurologia Clínica ou Cirurgia Geral, mas sai da Universidade com a certeza do papel social que pode desempenhar. “Nós temos uma função nesta sociedade, temos que pensar coletivamente. Ser médico, neste cenário atual, é ter responsabilidades imensas como cidadão e profissional, compromissos, deveres e empatia pelo próximo”, aponta.

Educação, Paraná,

Governo instala comitê que vai definir protocolos de retorno às aulas

Grupo é formado por setores da educação pública e particular do Estado e secretarias da Educação, Saúde, Planejamento e Casa Civil. Objetivo é estabelecer um plano comum de retorno das atividades presenciais e funcionar como um canal confiável de informações sobre a retomada.

O Governo do Estado instala nesta sexta-feira (26) o Comitê de Planejamento de Retorno às Aulas Pós-pandemia, que vai estabelecer um plano único de volta às aulas presenciais em todo Paraná. O comitê terá a participação de todos os setores representativos da educação no Estado, tanto da rede pública quanto particular, e das secretarias estaduais da Educação, Saúde, Casa Civil e Planejamento.

O anúncio foi feito pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, e pelo secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder, durante reunião com representantes dos sindicatos das escolas particulares no Palácio Iguaçu.

“A data de retorno é uma decisão que está muito focada na área da saúde, que vai orientar quando as aulas presenciais poderão ser retomadas. Já o comitê vai nos ajudar a definir como isso será feito, os protocolos a serem adotados na alimentação e no transporte, por exemplo, que são momentos de maior aglomeração, e os melhores modelos para as aulas”, explicou Silva.

Em princípio, o Estado já estuda duas opções, com base em experiências de países que já passaram pela pandemia. Uma delas com turmas menores, para manter o distanciamento entre os estudantes, e a outra de um retorno híbrido, mesclando aulas presenciais e não presenciais.

“O comitê vai nos ajudar a preparar um plano comum de retorno das atividades nas escolas e também vai funcionar como um canal oficial e confiável de informações sobre essa volta”, disse Renato Feder.

Adequação

Todo o processo de retomada vai exigir adequação das escolas. No caso das estaduais, além da adaptação ao novo formato, também será preciso atender um número maior de alunos do que o previsto para este ano, com impacto direto no custeio. Apenas durante o período da pandemia, 8.523 alunos migraram do ensino particular para o público.

“Se de fato esses alunos permanecerem no ensino público após a pandemia, vamos ter que fazer um novo redimensionamento de salas de aula, professores, funcionários e, claro, do orçamento da educação”, acrescentou o chefe da Casa Civil.

Guto Silva disse que a reunião desta sexta com representantes de sindicatos de escolas particulares reflete a preocupação do Estado também com a situação das escolas privadas, que geram milhares de empregos, assim como com as dificuldades financeiras enfrentadas por muitas famílias nesse período.

Entretanto, ele reforçou que a definição de data de retorno às aulas dependerá da curva de transmissão do vírus no Estado. “As próximas duas semanas serão bastante críticas, os números estão subindo e a recomendação é de muito cuidado. No momento adequado o Governo anunciará a data de volta às aulas.”

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Educação,

O novo coronavírus gerou uma ruptura no ritmo e estilo de vida da sociedade, aponta docente de Medicina da UNILA

O médico Roberto de Almeida é o convidado do oitavo episódio da websérie Fator Ciência, produzida pela UNILA, que tem a Covid-19 e seus reflexos como tema desta temporada. Professor de Medicina da UNILA, ele é coordenador e responsável técnico da UTI adulto no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. Atua, ainda, na promoção de saúde integrativa e na pesquisa da Medicina do Estilo de Vida, da Salutogênese e da Saúde Planetária. Este e outros episódios do Fator Ciência estão disponíveis no canal da UNILA no YouTube e também no Spotify.

Os impactos da pandemia e do distanciamento social no cotidiano, nas relações humanas e na saúde foram alguns dos temas abordados pelo docente. “A gente percebe que o coronavírus, a Covid-19, criou uma ruptura bem marcante no ritmo do estilo de vida que a gente vinha [tendo] antes”, aponta Roberto de Almeida. Ele salienta que, para uma parte da população, o momento de “parada” na correria do dia a dia trouxe alguns benefícios, que se refletem em escolhas e hábitos mais saudáveis, a exemplo da higienização das mãos e de uma alimentação feita em casa. Por outro lado, aponta que a pandemia trouxe consequências prejudiciais à saúde mental e emocional, com o aumento de pessoas com ansiedade, estresse, angústia e preocupações. A saúde física também sofre os efeitos, com diminuição da atividade física e receio do contágio em ambientes coletivos, a exemplo de academias de ginástica.

Outro pilar da Medicina do Estilo de Vida, o relacionamento também é uma área afetada a partir de novas configurações que emergem a partir da pandemia. Almeida avalia que o isolamento das pessoas pode gerar oportunidade de um maior diálogo por um lado e, por outro, criar situações de conflito e dificuldades no relacionamento. “Nem todo mundo conhece os princípios da comunicação não violenta, não sabe expor seus sentimentos, suas necessidades, suas questões, e [isso] acaba gerando um pouco de estresse. E isso é algo que vai aparecer como resultado dessa vivência na pandemia também”, pontua. No convívio com o outro, o médico destaca a necessidade de equilíbrio e harmonia, que estão conectados à qualidade do convívio social. A importância e a valorização do contato afetivo também estão no centro da questão do relacionamento, neste momento em que se exige das pessoas um distanciamento físico de familiares e amigos.

Outra reflexão em tempos de pandemia, destacada pelo médico Roberto de Almeida, está na organização da nossa vida. “Uma das coisas que a gente precisa aprender na Medicina do Estilo de Vida, um dos pilares, o manejo do estresse, da correria, é a atitude de estar presente, com a meditação, com a questão de estar no aqui e agora, com foco”, avalia Almeida. Ele destaca, portanto, que a qualidade de vida está relacionada a essa ancoragem no momento presente e, também, a uma organização pessoal – sobretudo no momento em que mais pessoas têm trabalhado em casa. “De certa forma, a gente se organiza em função das coisas externas que a gente faz, dos compromissos, das agendas. No momento em que você está mais com você e suas coisas, isso exige mais autodisciplina e auto-organização”, avalia.

Tecnologia, infraestrutura e saúde planetária

Outro ponto destacado pelo docente está nos impactos do uso da tecnologia nos espaços da educação, do trabalho e da saúde. Ele cita o caso da telemedicina, recentemente aprovada nos âmbitos federal e estadual, para ser utilizada neste contexto de pandemia e distanciamento social. “Provavelmente, essa é uma coisa que vai ficar como uma prática organizada, com todos os cuidados, mas vai ser uma possibilidade a mais de atender as pessoas”, salienta.

O médico Roberto de Almeida também traz o debate das consequências da pandemia para a relação entre comportamento, estilo de vida do ser humano e a saúde do planeta. “Uma das coisas que ainda não são muito discutidas e valorizadas é o impacto do conjunto das atividades humanas, de 7,7 bilhões de seres humanos em conjunto fazendo sua alimentação, o seu transporte, suas atividades, seu consumo e uso das tecnologias, que vão impactando o ecossistema e a natureza”, destaca. Nesse contexto, ele cita o transporte como uma das temáticas que provocam reflexão, a partir de mudanças na forma de trabalho, como o home office, que dispensa o deslocamento das pessoas. “O local onde se constrói a moradia, o acesso, as vias públicas, as ciclovias têm que começar a ser pensado para valorizar a qualidade de vida urbana”, afirma.

No âmbito da saúde, o novo coronavírus trouxe também uma preocupação em relação à infraestrutura e à capacidade de atendimento nos leitos hospitalares em UTI que, como aponta Almeida, já estava no limite. E, portanto, destaca a importância dos governos se prepararem para situações como esta de pandemia. Ele esclarece que uma das abordagens necessárias no contexto atual é um monitoramento em tempo real, com informações mais precisas. “Essa estruturação da informação é fundamental para gerir a saúde, e acho que vamos caminhar nessa direção. Isso vai ajudar muito”, avalia.

Ciência e informação

A presença do novo coronavírus trouxe também para a centralidade a importância da produção de conhecimento científico e de investimentos em pesquisa. O médico Roberto de Almeida destaca, ainda, a necessidade de informações claras e verdadeiras, em meio a um contexto de “Infodemia” – pandemia de informações – e das chamadas fake news (notícias falsas). “O que precisamos depois desse movimento é começar a valorizar as boas fontes de informação, a gente vai precisar cada vez mais de modelo de divulgação de conhecimento”, pontua. Ele salienta, também, a importância das tecnologias e do senso crítico das pessoas nesse processo de triagem das informações.

Ainda no contexto de produção de conhecimento científico, o docente destaca o desafio de enfrentar a complexidade das problemáticas do século 21, que, segundo ele, requer um olhar interdisciplinar. “O mundo está cada vez com maior volatilidade, as coisas estão correndo de uma maneira muito rápida, elas têm uma instabilidade e também são complexas e ambíguas. Então, todas as coisas que são dessa maneira geram problemas científicos complexos, desafiadores, e não tem como uma disciplina só resolver os problemas”, aponta.

Educação, Foz do Iguaçu,

Sindicato cobra proteção à saúde dos profissionais da educação do município durante atividades remotas

Representantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental relatam preocupação em relação à exposição dos profissionais na entrega e recolhimento de atividades; sindicato pede exames de Covid-19.

Em ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Educação (SMED), o Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI) afirma ter recebido inúmeros questionamentos e, muitas vezes, “pedidos de socorro”, de profissionais da Educação no período de desenvolvimento das atividades remotas, iniciado pela SMED no dia 4 de maio. “Eles não se negam a trabalhar, mas sentem necessidade de informações que preservem a saúde deles e o desempenho profissional também,” explica a presidente do SINPREFI, Marli M. de Queiroz. Segundo ela, o sindicato irá divulgar o teor dos depoimentos, mas não os nomes dos profissionais envolvidos para resguardá-los e cumprir o papel de porta-voz da categoria.

O ofício foi encaminhado na última sexta-feira (19) e contém uma lista de questionamentos elaborados pelos diretores sindicais a partir de abordagens feitas pela categoria. Entre as questões, o sindicato pergunta se serão disponibilizados exames de Covid-19 para todos os profissionais que estão realizando atendimento presencial, de modo a preservar a saúde deles e dos familiares. Questiona, ainda, como está sendo o processo de recebimento das atividades remotas e quais são as orientações e medidas de segurança e proteção adotadas para o manuseio e correção das atividades.

Um dos levantamentos mais significativos feitos com a categoria ocorreu em reunião por videoconferência, no dia 5 de junho, com os representantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, nomeados pelos filiados em Assembleia Geral. Os relatos comprovam preocupação geral com a saúde dos profissionais que têm ido às escolas para fazer atendimento à comunidade escolar, especialmente durante as entregas e recolhimentos das atividades remotas – que têm ocorrido a cada 15 dias. Além disso, os professores responsáveis por correção de atividades escolares também manifestam insegurança em função do contato que têm com materiais provenientes de diversos alunos. Quase 10 dias depois, o SINPREFI participou de reunião on-line com a secretária de Educação, Maria Justina da Silva, mas não foi possível expor os questionamentos devido à plataforma escolhida – que limitava o tempo de duração da reunião – havendo outros assuntos em pauta.

Aulas remotas

A Secretaria Municipal de Educação (SMED) retomou o calendário escolar no dia 4 de maio, com atividades remotas entregues a familiares dos 26 mil alunos do município e que devem ser feitas em casa. Há um cronograma para retiradas e entregas, a cada 15 dias, mas os profissionais informam que, apesar disso, está havendo aglomeração. Em relação aos alunos do berçário e do maternal, os responsáveis têm recebido o material por e-mail ou WhatsApp. As aulas presenciais da Rede Municipal foram suspensas em Foz do Iguaçu no dia 17 de março, por causa da pandemia do Novo Coronavírus.

O sindicato também tem recebido depoimentos de professores que estão trabalhando mais que a carga horária normal, pois precisam fazer os atendimentos remotos com os pais dos alunos fora do horário estabelecido pela escola. Eles também afirmam que usam aparelhos particulares de telefone para cumprir as atividades. Alguns profissionais contam que não dispõem de recursos tecnológicos, sinal de internet de qualidade e habilidade para gravar vídeos e que isso pode comprometer ainda mais a relação entre escola e aluno, já tão fragilizada pelo distanciamento imposto pela pandemia.

A questão pedagógica

Além de reivindicar mais cautela em relação aos riscos à saúde física e mental dos profissionais da Educação, o SINPREFI também levanta argumentos em relação ao comprometimento da relação ensino-aprendizagem, levando-se em conta o contexto de aulas remotas instituído na Rede Pública Municipal. “Não houve uma formação com os professores,” afirma o sindicato no ofício, “para orientá-los sobre todos os novos procedimentos pedagógicos adotados pelo munícipio durante o período de atividades remotas.” Parte dos profissionais da Educação considera esse modelo de ensino excludente, não atingindo todos os alunos e não havendo aprendizagem real, pois a maioria das famílias não possui estrutura, nesse momento, para de fato dar assistência educacional para as crianças.

Para os representantes do Ensino Fundamental, a preocupação atual está relacionada ao conteúdo escolar já considerado “comprometido”, pois a proposta das atividades remotas está atrelada aos conteúdos já trabalhados nos anos anteriores ou à retomada dos conteúdos abordados antes da suspensão das aulas presenciais, ou seja, não estão trabalhando com os “conteúdos novos”. Muitos professores também dizem sentir desconforto por ter a imagem sendo exposta publicamente.

Sem resposta

A presidente do sindicato dos profissionais da Educação do município, Marli M. Queiroz, enfatiza que o sindicato tem enfrentado dificuldade em ser atendido pelos gestores públicos municipais em razão da pandemia, mesmo em relação a ofícios protocolados antes do Novo Coronavírus se alastrar e do isolamento social ser determinado em meados de março. A luta para que os direitos conquistados em Plano de Carreira próprio sejam respeitados é anterior a esse novo cenário.

O SINPREFI considera que seja necessária a formação de um comitê com participação dos representantes das comissões representativas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e demais setores envolvidos na Educação, juntamente com Gestão Administrativa, equipe da SMED, equipe da Secretaria de Saúde e representantes da comunidade escolar para debater esses questionamentos antes de possível retorno das aulas presenciais.