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Educação

Leia as últimas notícias sobre Educação no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Educação, Foz do Iguaçu,

Acordo adianta hospital escola de medicina da Unila em Foz do Iguaçu

Um acordo de cooperação técnica assinado pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, e pelo reitor da Unila, Gleisson Alisson Pereira de Brito, pode ser considerado o primeiro passo para tornar o Hospital Municipal Padre Germano Lauck  em hospital-escola do curso de medicina da Universidade Federal Integração Latino Americana.

Publicado no Diário Oficial da União na quinta-feira,11, o acordo prevê “a integração efetiva das atividades didático-pedagógicas, através da unificação do espaço físico e das atividades administrativas e operacionais do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família  – Unila e da Residência Médica, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde”.

O documento de 13 páginas com 17 cláusulas diz ainda que “os residentes (estudantes de medicina) desenvolverão atividades práticas supervisionadas pelos preceptores dos serviços de especialidades gerais do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e dos serviços de tecnologias assistenciais e gerenciais, com vistas ao apoio e à consolidação da saúde da família na rede municipal de  saúde e nas unidades básicas de saúde”, diz o parágrafo 1º da cláusula 1ª.

“A Unila é uma das principais parceiras no combate ao coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Esse acordo fortalece a relação entre Município e a universidade em área estratégica como a saúde da família”, destacou o prefeito Chico Brasileiro.

Condições – O acordo não deixa explícito a ‘transformação’ do Germano Lauck em hospital universitário, contudo, o resultado positivo (a validade é de cinco anos) da parceria cria as condições para, em um curto prazo, a unidade de saúde cumprir com essa função. Em 2020, o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais destinou R$ 239,6 milhões aos hospitais dessa categoria.

Outra alternativa ao Germano Lauck é alçá-lo à condição de hospital regional do extremo oeste, já que é referência e atende ainda as cidades de Santa Terezinha de Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Missal, Ramilândia, Itaipulândia e Serranópolis de Iguaçu – cidades abrangidas pela 9ª Regional da Saúde  com uma população de 405 mil moradores -, além de turistas e pacientes do Paraguai e Argentina.

“O hospital municipal Padre Germano Lauck já é uma referência no atendimento pelo Sistema Único de Saúde, mas precisamos implantar alta complexidade de vários serviços do SUS”, diz Brasileiro. No caso da regionalidade, os custos do hospital serão bancados integralmente pelo Estado. 

As informações são de GDia

Educação, Paraná,

IFPR promove evento que discutirá saúde mental em tempos de pandemia

Seminário abordará diversos temas relacionados à saúde mental. Confira a programação e participe!

Será realizado nos dias 18, 19, 25 e 26 de fevereiro o “Seminário de promoção à Saúde Mental no IFPR: estratégias de cuidado em tempos de pandemia”.

A transmissão será feita pelo YouTube, no canal Comunicação IFPR.

Haverá emissão de certificados para participantes ao vivo. Toda a programação será gravada e os vídeos ficarão disponíveis.

De acordo com a presidente da Comissão de Acompanhamento e Controle da Propagação da covid-19 no IFPR, Karina Bonilaure, o objetivo do seminário é capacitar a comunidade do Instituto sobre temas de saúde mental que ocorrem no contexto escolar, especialmente neste contexto pandêmico, e, principalmente, sensibilizar sobre a temática do cuidado coletivo em saúde mental, presente no Protocolo de Cuidados e Prevenção da covid-19 no IFPR.

Temas

As palestras e rodas de conversa devem tratar de temas como saúde mental e vida acadêmica; ansiedade; luto; uso de mídias digitais; qualidade do sono; organização pessoal; população LGBTQIA+ e primeiros socorros psicológicos, entre outros.

Organize seus horários e participe!

Dia 18 de fevereiro de 2021 – quinta-feira

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Educação, Foz do Iguaçu,

Profissionais da educação Municipal de Foz anunciam estado de greve

A decisão foi tomada ontem (10) em Assembleia Geral; os educadores condicionam o retorno às aulas presenciais com vacinação e controle dos índices da pandemia do novo coronavírus

Profissionais da educação que atuam na rede pública municipal de Foz do Iguaçu decidiram instaurar estado de greve em Assembleia Geral promovida ontem (10) pelo Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI) contra as aulas presenciais incluídas no formato híbrido (presencial + remoto) apresentado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED).

Mais de 300 pessoas participaram da assembleia. Na votação realizada de forma on-line, 91,3% dos educadores que se manifestaram deliberaram pelo estado de greve que é um alerta para uma possível paralisação.

A proposta do SINPREFI é manter o atendimento remoto como vinha sendo feito com muito esforço por parte dos profissionais até que haja condições sanitárias que possam dar segurança para proteção da saúde de toda a comunidade.

“Não estamos defendendo apenas as nossas vidas, a movimentação em escolas e CMEI´s impacta profundamente nas comunidades,” manifestou a diretora de políticas sindicais do SINPREFI, Viviane Jara Benitez. Segundo ela, a volta às aulas presenciais neste momento poderia colapsar o sistema de saúde e resultar em muito mais mortes.

Diretores do SINPREFI integram o Comitê de Volta às Aulas do município, formado por representantes de vários setores ligados à educação, inclusive da área da saúde, para analisar as condições de retomada das aulas presenciais nas unidades escolares do município.

O último boletim divulgado pela prefeitura de Foz do Iguaçu, em 10/02/21, registra 202 novos casos de COVID-19 e um óbito, totalizando 357 mortes na cidade em decorrência do novo coronavírus. Meios de imprensa divulgaram que todos os leitos de UTI COVID do Hospital Municipal estão ocupados pelo segundo dia consecutivo.

“Nossa decisão é manter estado de greve até que se tenha condições de retomar as aulas presenciais com segurança, até que haja vacinação para todos e que o avanço da COVID-19 esteja contido,” afirma a presidente do SINPREFI, Marli Maraschin de Queiroz.

Além disso, os diretores do SINPREFI apresentaram dados referentes a um formulário digital elaborado pelo sindicato e respondido por 1.029 profissionais da educação nos últimos dias: 73,9% do total responderam que são contrários à volta às aulas presenciais e apenas 26,1% sinalizaram ser favoráveis ao retorno às atividades em sala de aula.

Quem são os profissionais representados pelo (SINPREFI)?

O SINPREFI representa cerca de 2.000 profissionais que atuam na área da educação municipal, entre eles: professores, secretários de escola, coordenadores, diretores, agentes de apoio, auxiliares de serviços gerais e merendeiras.

Esses profissionais trabalham na Educação Infantil (CMEI´s) e nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), portanto são responsáveis por crianças de 6 meses a 10 anos (aproximadamente). A Secretaria Municipal de Educação anunciou o retorno às aulas em formato híbrido (presencial + remoto) para crianças a partir de 4 anos, iniciando no dia 1º de março.

Na última segunda-feira (08), cerca de 40 representantes destas unidades escolares participaram de uma videoconferência promovida pelo sindicato e manifestaram muita preocupação em relação ao contexto da volta às aulas presenciais, em função da necessidade primordial de distanciamento, uso de máscaras e desinfecção de objetos. Eles pontuaram que nessa fase da infância as crianças ainda não são capazes de cuidar da própria saúde e isso será uma grande responsabilidade que vai recair sobre os professores nesse contexto de pandemia.

A pergunta é: como evitar o contato se nesta faixa etária o aluno precisa de ajuda para se alimentar e ir ao banheiro? Relembraram que o ensino nas séries iniciais é baseado em atividades de contato entre professores e alunos, colegas de classe e muita interatividade. Outro fator é a questão dos Equipamentos de Proteção Individual – EPIs, disponibilizados pelo município para cada escola e CMEI. Professores receberam máscaras e apenas dois jalecos, o que não julgam suficiente para fazer a alternância, principalmente para aqueles profissionais que atuam em várias turmas ou lecionam em duas escolas.

Os estagiários não foram contemplados com EPIs. Em algumas unidades faltam funcionários na área de limpeza, cozinha e ainda para o caso de substituição de professores, afastados por problemas de saúde.

Fonte: Assessoria

Destaques, Educação,

Com mais de 70% de ausentes, Enem digital bate recorde de abstenção

Prova foi realizada como teste em 104 municípios, mas acabou tendo mais alunos faltosos que edição tradicional deste ano

A aplicação das provas da versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no domingo (7/2), bateu novo recorde de abstenção para o exame: 71,3% dos inscritos faltaram.

O índice é maior que o registrado na prova física, realizada em dezembro: 55,3% — um recorde até então. Ao todo, 93.079 pessoas se inscreveram para o exame eletrônico, mas apenas 28,7% compareceram, algo em torno de 26,7 mil candidatos.

O balanço foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda no fim da noite deste domingo por entrevista coletiva transmitida ao vivo no YouTube.

Segundo Alexandre Lopes, presidente do Inep, o teste da nova versão do exame foi um sucesso. “Foi uma aplicação tranquila, mesmo em uma ano de pandemia, com todas as dificuldades, o Inep conseguiu manter sua proposta inicial para o Enem digital, muito satisfeitos de oferecer essa nova opção para os jovens.

A partir de agora é um processo de implementação gradual do Enem digital”, celebrou. De acordo com Lopes, a expectativa é de que o Enem digital substitua a prova física em 2026.

Importante pontuar que a prova não ocorreu em Manaus (AM), por conta da pandemia de covid-19, e em uma escola do Rio de Janeiro (por falta de energia). O presidente do Inep esclareceu que as novas provas já foram remarcadas para estudantes dessas localidades. A divulgação do gabarito oficial ocorre já nesta quarta-feira (10/2) e os resultados saem em 29 de março.

Continue lendo em Correio Brasiliense .

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Termina dia 8 de fevereiro inscrição no Processo Seletivo 2021 do IFPR. São 3.015 vagas incluindo Foz do Iguaçu

O Instituto Federal do Paraná (IFPR) encerrará dia 8 de fevereiro, o prazo de inscrições para os cursos técnicos presenciais de nível médio do IFPR, cujo ingresso de estudantes será em 2021.

Em 2021, por causa da pandemia de covid-19, não haverá provas presenciais, e a seleção será realizada por meio de sorteios públicos, marcados para os três primeiros os dias 2, 3 e 4 de março.
O valor da taxa de inscrição é de R$ 25 e ela deverá ser realizada por meio da página do Processo Seletivo IFPR 2020/2021.

Isenção do pagamento da taxa de inscrição

No dia 2 de fevereiro, foi publicado o resultado dos pedidos de isenção do pagamento da taxa de inscrição. Não haverá prazo de recursos ao resultado e os candidatos que tiveram as solicitações indeferidas devem realizar o pagamento de R$ 25 até o dia 9 de março.

Cursos técnicos

Os cursos técnicos de nível médio, na modalidade presencial, são ofertados nas formas integrada (para quem já tenha concluído o Ensino Fundamental) e subsequente (para quem já tenha concluído o Ensino Médio).

As duas modalidades conferem habilitação profissional técnica de nível médio, porém, nos integrados, essa habilitação é adquirida ao mesmo tempo em que o estudante cursa o Ensino Médio, ou seja, em um curso integrado, com uma única matrícula na instituição, é possível obter o diploma do Ensino Médio e o certificado de um curso técnico.

Vagas e cidades

No total, são ofertadas 3.015 vagas, em diversos cursos ministrados nos campi Assis Chateaubriand, Astorga, Barracão, Campo Largo, Capanema, Cascavel, Colombo, Coronel Vivida, Curitiba, Foz do Iguaçu, Goioerê, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Jaguariaíva, Londrina, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pinhais, Pitanga, Quedas do Iguaçu, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória.

Inclusão social

O IFPR destina 80% das suas vagas à inclusão social, com reserva de vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o Ensino Fundamental em escolas públicas; que sejam de família de baixa renda; autodeclarados pretos ou pardos; indígenas e/ou com deficiência.

Resultado Sorteio Público

O resultado provisório do sorteio público será divulgado no dia 3 de março de 2021. Após julgamento dos recursos, o resultado definitivo será liberado no dia 9 de março, por meio do site do Instituto.

Vestibular IFPR 2021 – Cursos superiores

O Processo Seletivo IFPR 2020/2021 para os cursos de nível superior está previsto para maio de 2021, em um processo que utilizará o desempenho dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Informações retiradas do Instituto Federal do Paraná .

Destaques, Educação,

Pesquisa da UNILA desenvolve vacina para peixes tilápia, como proteção contra doenças bacterianas

O estudo visa diminuir o número de mortes de peixes em tanques de produção e evitar o uso de antibióticos

Na mesa do brasileiro, um dos peixes mais consumidos é a tilápia – espécie de água doce que está sendo objeto de estudo de uma pesquisa da UNILA intitulada Desenvolvimento de uma vacina bivalente nacional para a tilapicultura.

Os resultados parciais desse estudo apontam para uma diminuição de mortes de peixes que receberam a vacina desenvolvida pelos pesquisadores da Universidade. Iniciada em 2018 e com previsão de término neste mês de fevereiro, a pesquisa é coordenada por Kelvinson Viana, professor do curso de Biotecnologia da UNILA e pesquisador em Bioengenharia para o desenvolvimento de vacinas.

O estudo conduzido pelo docente envolve o desenvolvimento de uma vacina bivalente inativada, para proteção de duas doenças bacterianas (estreptococose e aeromonose) que acometem o pescado.

“A vacina é necessária para reduzir o número de mortes de pescado nos tanques de produção, gerando menos prejuízos aos produtores, além de garantir um pescado sem a presença de antibióticos, ou seja, um produto final de melhor qualidade. Além disso, a vacina consegue fazer com que o pescado ganhe mais biomassa, aumentando os rendimentos do produtor”, explica Kelvinson Viana.

A vacina já passou por testes laboratoriais e agora passa por avaliações em testes de larga escala, que estão sendo realizados em tanques de produção no Lago de Itaipu.

Resultados parciais
Os testes em larga escala são feitos em réplicas (4 tanques vacinados e 4 tanques controle), com 1.500 peixes por tanque, ou seja, trata-se de uma produção em alta densidade. Embora os resultados não estejam concluídos, já foi possível notar que, “comparando um grupo com o outro, a incidência de mortes no grupo controle (que não recebeu vacina) é de 69,5%, e no grupo vacinado, é de 30,5%”, aponta Viana. Ele relata, ainda, que só no mês de janeiro houve 7 mortes nos tanques vacinados e 98 mortes nos tanques não vacinados.

O coordenador da pesquisa também pontua que cada peixe morto representa uma perda financeira ao produtor, uma vez que os custos de produção envolvem, entre outros, o gasto com a ração. Ao final da pesquisa, portanto, será possível analisar, também, o impacto financeiro da vacinação na tilapicultura.

“A produção de tilápias é uma das mais importantes atividades pesqueiras no Brasil, que é um dos mais importantes produtores no mundo. Acontece que a produção do pescado em larga escala (muitos peixes por metro cúbico) acarreta em mortes por causa do estresse gerado nos animais, com consequente acometimento de infecções bacterianas generalizadas nos tanques.

Para reduzir esses impactos, os produtores usam antibióticos, o que é péssimo, porque a prática não elimina e tampouco controla as infecções, além de poder gerar resistência bacteriana aos antibióticos, que são os mesmos usados por humanos”, explica Viana.

Dados da pesquisa Produção Pecuária Municipal, do IBGE, publicados em 2019, apontam que na produção da piscicultura, a espécie tilápia corresponde a 61,1% da quantidade total de peixes produzidos no Brasil.

A criação de tilápias está concentrada nas regiões Sul e Sudeste. Ainda segundo os dados do IBGE, o Paraná lidera os números de produção de peixes no País, sendo que, do volume total produzido no estado, 95,2% (120,5 mil toneladas) corresponde à produção de tilápias.

Nesse contexto, a produção em larga escala dessa espécie reforça a importância do estudo realizado na UNILA, que está sendo feito em parceria com uma empresa familiar, a Alquimia Pescados, localizada no bairro Vila C Nova, em Foz do Iguaçu.

Transferência de tecnologia
Na fase de testes em larga escala, a vacina é aplicada via injeção, como as demais vacinas já disponíveis no mundo para este segmento produtivo. Segundo Viana, “todas as outras maneiras de vacinar já foram analisadas (vacina na ração ou por banho de imersão), mas não funcionam, somente a injetável, que é mais trabalhosa, mas é eficiente.

Em um dia, por exemplo, três pessoas conseguem imunizar em torno de cinco mil cabeças de pescado”, aponta. Os testes da pesquisa finalizam ainda neste mês de fevereiro e, após essa fase, a vacina estará pronta pra ser licenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Viana explica que, nas grandes produções de pescado em outros países, a vacinação faz parte da rotina e já é aplicada de forma mecanizada. No Brasil, embora já exista uma vacina no mercado, não são todos os produtores que fazem uso da prática.

A vacinação é realizada atualmente por alguns grupos de produtores do Nordeste, de São Paulo e de Goiás, por exemplo. A UNILA iniciou experimentos com a vacina em pequena escala – que é pré-requisito para a vacina avançar nos testes de larga escala –, a partir de uma pesquisa no curso de mestrado em Biociências da Universidade, realizado pela estudante Açucena Rivas.

Hoje, os testes de larga escala ocorrem em parceria com uma startup que foi contemplada no edital Sinapse de Inovação Paraná. A vacina, inclusive, já teve o depósito de patente requerido pela Universidade e pode ser um dos primeiros produtos de que a UNILA fará contrato de transferência de tecnologia.

O estudo, coordenado pelo docente Kelvinson Viana, tem a participação, além da ex-aluna do mestrado em Biociências Açucena Rivas, dos estudantes de graduação da UNILA Angelo Vidal dos Santos, do curso de Biotecnologia, e Adrieli de Souza, do curso de Ciências Biológicas. A pesquisa tem o financiamento da UNILA, da Fundação Araucária e do Programa Sinapse de Inovação.

Educação, Foz do Iguaçu,

Os desafios na educação para 2021 são temas de encontro online com professores de Foz do Iguaçu

Reflexões sobre o ano de 2020 e o planejamento para o retorno às aulas foram assuntos debatidos em reunião on-line promovida pela Secretaria de Educação. O retorno às atividades presenciais na rede municipal de ensino está marcado para o dia 1º de março.

Mais de 1.600 profissionais da educação pública de Foz do Iguaçu acompanharam na manhã desta quarta-feira, 03, uma live no formato vídeo-aula, promovida pela Secretaria Municipal da Educação. O encontro de valorização acontece anualmente antes do início do ano letivo, com o objetivo de capacitar professores e equipes pedagógicas.

O prefeito Chico Brasileiro e a secretária de educação, Maria Justina da Silva, fizeram a abertura do encontro, dando as boas-vindas aos profissionais e destacando os desafios deste ano letivo.

“Mesmo com a pandemia, nosso compromisso com a educação é permanente. Temos o dever de não parar a educação. Existem muitos desafios neste ano letivo, porque ainda vivemos uma pandemia, mas seguiremos em frente para fazer da educação um instrumento de transformação da sociedade”, disse o prefeito.

A secretária de Educação afirmou que o município se organizou para a retomada das aulas com aquisição de equipamentos de proteção, implantação do protocolo sanitário e capacitações.

“Nossos professores conseguiram se reinventar e superar barreiras por meio do ensino remoto, mas sabemos que nada substitui a presença de um professor em sala de aula, especialmente durante o processo de alfabetização. Nós primamos pela vida dos nossos professores e alunos e, com todas as medidas preventivas, queremos retomar de forma segura para todos”.

A pedagoga e especialista em educação infantil, Regina Shudo proferiu a palestra “Arquitetando a Educação: O que aprendemos em 2020 e quais os itinerários da educação em 2021”. Sua fala inicial saudou os profissionais que se reinventaram durante a pandemia para levar a educação a todas as crianças.

“Os professores foram brilhantes. Assim como a gente saúda as equipes médicas, a gente saúda também os professores, porque levaram vida para a casa do aluno. O município de Foz manteve contato e conexão com seus alunos em meio a todas as adversidades”.

As dificuldades enfrentadas por muitas famílias, as desigualdades sociais e as crises emocionais vivenciadas por muitas crianças foram alguns dos pontos destacados pela especialista durante o encontro. “As desigualdades educacionais e sociais ficaram muito evidentes nesta pandemia, mas os professores não se negaram a ensinar, acreditando no direito da aprendizagem e promoveram a educação. Vocês foram verdadeiros heróis”, reiterou.

Regina Shudo – que atua na área educacional há 35 anos, é autora da Coleção Brincar e Pensar, e diretora da empresa Amaná Educacional, em Curitiba – orientou os professores sobre como lidar com o emocional e os desejos das crianças que voltarão para as salas de aula, e até mesmo com aquelas que continuarão com o ensino remoto.

“Para arquitetar esta educação, precisaremos de muitas teias de conexões, de vida, pensamento, criando uma rede muito firme para acolher todos os nossos alunos. A crise nos tirou prazeres e aumentou a ansiedade e o estresse.

O percurso é muito mais complexo e desafiante para alcançar os objetivos. Crianças e jovens estarão em ritmos de aprendizagens muito diferentes, porque todos os fatores do ambiente que eles se encontraram em suas casas, mais o convívio familiar, tudo isso vai impactar e o ritmo de aprendizagem vai ser bastante desnivelado”, pontuou.

Saúde emocional

Nesta retomada, o maior desafio, segundo a especialista, será o de manter a saúde emocional dos alunos e, para isso, atividades ao ar livre, em contato com a natureza, a literatura e o diálogo sobre os sentimentos de cada criança são ações importantes para retomada da atenção plena, da concentração e do foco no aprendizado.

“Na arquitetura do retorno às aulas, precisaremos fazer uma auto avaliação de cada turma, sobre quem conseguiu trabalhar, aprender, as perdas e os ganhos e ter como foco o acolhimento”, afirmou. Além disso, ela orientou os professores a planejar as aulas, a adaptar o ensino híbrido e a fortalecer o trabalho coletivo.

No período da tarde, às 14 horas, os profissionais participam de um novo encontro on-line, com o professor Julio Furtado, sobre o “Ensino Remoto, Híbrido e a Reinvenção do Professor”. Julio Furtado é graduado em geografia e pedagogia, pós graduado em Orientação Educacional, doutor em ciências da educação e professor universitário.

informações são da Prefeitura municipal de Foz do Iguaçu .

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Secretaria de Educação de Foz do Iguaçu abre período de matrículas e transferências nas escolas

Nos CMEIS, as novas matrículas para alunos de 04 e 05 anos começam nesta quinta-feira (04)

Começou nesta quarta-feira (03) o período de matrículas e transferências nas escolas da rede municipal de ensino de Foz do Iguaçu para crianças provenientes de outros municípios ou da rede particular de ensino. Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), as novas matrículas e transferências para alunos de 04 e 05 anos iniciam na quinta-feira (04).

Foz possui 50 escolas municipais e 42 CMEIS com 17.850 alunos matriculados no Ensino Fundamental e 7.686 na Educação Infantil. Para preencher o formulário de matrícula e entregar a documentação da criança, é necessário que apenas um dos responsáveis compareça à instituição de ensino de sua preferência, seguindo todas as medidas de prevenção ao Coronavírus, como o uso obrigatório de máscara.

O período de rematrículas na rede municipal ocorreu em novembro do ano passado e as matrículas para o 1º ano do Ensino Fundamental em dezembro. A SMED também esclarece que não há necessidade de os pais formarem filas ou pernoitarem nas escolas, já que todas as vagas estão garantidas.

Organização

As aulas na rede municipal recomeçam no dia 1º de março para alunos a partir de 4 anos. Os pais poderão optar em enviar os filhos ou manter as atividades remotas em casa.

A volta às aulas está sendo organizada pela Prefeitura de Foz desde o ano passado, quando foi criado um comitê com representantes das Secretarias de Saúde e Educação. O retorno acontecerá de forma segura, respeitando todas as medidas sanitárias, com distanciamento de um metro e meio entre as carteiras, medição de temperatura e uso obrigatório de máscara para todos os alunos e funcionários. As escolas também devem disponibilizar álcool em gel para higienização constante das mãos.

informações são da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu

Educação,

Distribuição de aulas da rede estadual começa dia 3 de fevereiro

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte publicou a Resolução 208/2021 (ver abaixo) que regulamenta a distribuição de aulas e funções para o ano letivo de 2021.

A resolução é dirigida aos professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM), do Quadro Único de Pessoal (QUP) e aos professores contratados em Regime Especial na Rede Estadual de Ensino.

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Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Ações de extensão da UNILA migram para o ambiente virtual para driblar a pandemia

As atividades tiveram de ser transformadas e adaptadas para novas ferramentas e para as mídias sociais, principal meio de comunicação com a comunidade em 2020

O ano de 2020 foi o ano da reinvenção. De pessoas, de empresas, de serviços e também de projetos. E foi isso que os coordenadores de ações de extensão da UNILA tiveram de fazer para manter suas atividades em desenvolvimento. E o desafio não foi fácil. A extensão é a atividade que coloca a universidade e o conhecimento produzido em salas de aula e nas pesquisas em contato muito próximo com a comunidade, por meio de cursos, eventos, atividades com grupos, instituições e escolas.

Um levantamento conduzido pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) mostra que, apesar das dificuldades impostas pela pandemia, a maioria das atividades foi desenvolvida em 2020, mas precisaram ser modificadas. Dos que responderam à pesquisa, 93,3% afirmaram que estavam realizando suas atividades em alguma plataforma virtual.

Material didático do projeto Entendendo os fenômenos da natureza
Em muitos casos, não bastou passar para a internet aquilo que era desenvolvido presencialmente. Muitas atividades tiveram de ser adaptadas, outras tiveram mudança no público atendido. Voltada para crianças com autismo, a ação “Entendendo os fenômenos da natureza” seria aplicada em uma escola da rede municipal de Foz do Iguaçu com atendimento direto aos estudantes, mas se transformou em conteúdo de mídia social para orientar pais e professores durante as aulas remotas, que se estenderam por todo o ano de 2020. “Como as escolas pararam, como é que a gente iria continuar?”, esse foi o questionamento que levou a professora Márcia Scheer, do curso de Geografia, e a sua bolsista, Mayara Rodrigues, a criarem uma página no Facebook para a postagem de materiais didáticos alternativos, desenvolvidos com materiais reciclados e de baixo custo, e que pudessem auxiliar professores e pais durante as aulas remotas.

Hoje, a página tem 250 seguidores e foi divulgada para estudantes e docentes de outras universidades, como a Universidade Federal do Mato Grosso e a Unipampa. O trabalho rendeu também um artigo que será publicado na Revista Ciência Geográfica. “Houve dificuldades, foram várias, mas de modo geral conseguimos um público que não iríamos alcançar, conseguimos expandir para um público diferente. A página vai ficar e vai sendo enriquecida”, comenta Márcia.

Rafael Palmeira é servidor técnico-administrativo na UNILA, atuando na PROEX, e também é coordenador da ação de extensão “UNILA ao seu alcance”, atividade que divide com outros dois servidores da mesma pró-reitoria. Para eles, as dificuldades vieram em dobro: além de modificar um projeto desenvolvido em escolas da região, eles tiveram de aprender a lidar com novas plataformas para auxiliar outros coordenadores que também precisaram adaptar suas ações. “Tivemos de aprender a usar o Moodle e ainda dar conta de nosso próprio projeto”, exemplifica Rafael. O Moodle é uma plataforma de apoio à aprendizagem, executada num ambiente virtual e que permite a criação de cursos, páginas de disciplinas, grupos de trabalho e comunidades de aprendizagem. Além do Moodle, o levantamento da PROEX mostra que os coordenadores de projetos de extensão utilizaram outras 14 plataformas e ferramentas, com destaque para o Google Classroom (15,5%), YouTube (15,5%), Google Meet (15,5%), Whatsapp (9,5%), Facebook (9,5%) e Instagram (9,5%).

O maior volume de trabalho para as equipes de projetos de extensão foi registrado logo no início da pandemia, com a suspensão das aulas nas escolas e também na universidade. “A gente chegou a pensar em suspender a nossa ação, mas conseguimos encontrar nas redes sociais uma alternativa”, comenta Rafael. A dedicação do estudante Mateus Ferreira da Silva, bolsista do projeto, foi determinante, conta Rafael.

As adaptações do projeto foram desafiadoras em muitos sentidos. “Foi um desafio muito grande, trabalhamos na extensão em contato direto com a comunidade e de repente nos vimos privados de estar com esse contato, olho no olho, olhar o rosto das pessoas, conversar presencialmente”, lamenta Rafael. O “UNILA ao seu Alcance” leva para estudantes do ensino médio de Foz do Iguaçu e região informações sobre o Enem, Sisu e sobre a universidade, e tem um contato muito direto também com professores e trabalhadores da educação.

Outro desafio foi adaptar a forma de trabalho e buscar entender o público que estava sendo atingido pelas postagens. “Quando nós trabalhamos na divulgação dos vídeos produzidos pelo bolsista, não sabíamos exatamente com quem estávamos interagindo. Sabíamos que a maior parte do público era estudantes que estavam finalizando ou já haviam finalizado o ensino médio e iriam fazer o Enem, mas não temos como saber com certeza o perfil do público que de fato estamos atingindo. Porque só aparecem números ali”, comenta.

Os resultados, mesmo com as diferenças e dificuldades, são considerados positivos por Rafael. “Tivemos um alcance bom e conseguimos, inclusive, produzir um artigo que foi submetido a uma revista com a temática da ‘extensão em tempos de pandemia’”, comemora, lembrando que o ritmo intenso do projeto numa rotina normal praticamente impossibilita a produção de artigos.

Também a ser desenvolvido em escolas da cidade, o projeto “Herbário Evaldo Buttura, entre Caminhos e Saberes” foi desenhado para estimular a vivência com as plantas do cotidiano e o contato com a flora local, mas, assim como os demais, teve de ser transformado para sobreviver à pandemia. A saída foi apostar na divulgação da ciência nas mídias sociais por meio de vídeos, imagens e textos. A equipe criou, inclusive, uma série em vídeo chamada “Ensinando a Ensinar”, reunindo atividades realizadas de modo presencial pelo projeto desde 2018. “A série Ensinado a Ensinar foi criada para alcançar professores e estudantes, e algumas das atividades podem ser realizadas em família, aproveitando o momento de isolamento social”, comenta a coordenadora do projeto, Laura Lima. Para ela, as redes sociais são uma ferramenta excelente, que possibilitou alcançar pessoas em diferentes países da América Latina, mas “não substitui o corpo a corpo da escola”. “Por mais que a gente tenha alcançado um bom número de seguidores e pessoas que tiveram acesso às postagens e documentos produzidos, eu ainda considero que isso não substitui o que gente tem em sala de aula, a interação com os alunos e com os professores nas escolas”, avalia.

O período, mesmo com as mudanças e dificuldades, proporcionou diferentes aprendizados também para os estudantes, bolsistas e voluntários, que integram as ações de extensão. “A Mayara [Rodrigues] montou a página, desenvolveu os vídeos, refez o que ela mesma achou não estar bom, teve todo um aprendizado que não iria ter. O que faltou no corpo a corpo, que infelizmente não teve, foi compensado de outra forma”, comenta a docente Márcia Scheer ao avaliar o trabalho de sua bolsista. Laura Lima também pontuou a união e o engajamento da equipe extensionista e a empolgação e o comprometimento dos alunos na produção de conteúdo, como pontos positivos das atividades durante a pandemia. “Os alunos ficaram muito felizes com o conteúdo que estavam produzindo”, disse.

As avaliações de outros coordenadores que responderam ao levantamento produzido pela PROEX seguem na mesma linha: as mudanças levaram a um maior engajamento dos estudantes na busca de soluções para as ações de extensão das quais participam. 

Postagem da série Ensinando a Ensinar, atividade do projeto Herbário Evaldo Buttura