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Itaipu Binacional

Leia as últimas notícias sobre Itaipu Binacional no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

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Obras da Ponte da Integração Brasil-Paraguai avançam para nova etapa

A assessoria de imprensa da Itaipu no lado paraguaio informou nesta segunda (25) que em meados de fevereiro dará o impulso da primeira placa da pista da futura ponte da Integração.

“Se trata de uma estrutura que dará forma a pista da futura conexão que unirá as cidades de Foz do Iguaçu (Brasil) e Porto Presidente Franco (Paraguai). A obra já superou os 51% e se desenvolve de maneira sustentável em  ambas as margens”, informou a assessoria.

A nota diz que no lado paraguaio os trabalhos de armaduras e formas foram intensificados, assim como os cabos e as tarefas de soldagem.

A ponte tem como objetivo principal desafogar o trânsito intenso da Ponte da Amizade, construída nos anos 1960, e consolidar o Estado como um hub logístico e de turismo da América do Sul. As obras são executadas dentro de um convênio entre Itaipu Binacional e o governo federal com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

Custo
A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. A ponte, estimada em R$ 323 milhões, está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras.

A estrutura terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em 2022. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.

“É um dos maiores empreendimentos do País e monumento de turismo e de desenvolvimento econômico para Foz do Iguaçu. Estamos com as maiores tecnologias, tudo o que tem de melhor na engenharia”, disse o engenheiro André Toledo, responsável pelo consórcio Construbase-Cidade-Paulitec, que fez uma apresentação para a comitiva que visitou a obra. “É uma obra que exigiu muito planejamento, uma tecnologia inovadora de estudo de solo através de filmagens, e engenheiros com 70 anos de idade e outros com 30 anos e novas ideias”.

O projeto foi concebido originalmente por uma comissão mista entre Brasil e Paraguai em 1992, mas foi deixado de lado com o decorrer dos anos por falta de dinheiro ou interesse diplomático. Também houve problemas ambientais no início da execução, em 2014, e a obra foi paralisada. Quando houve avanços nas questões legais não havia recursos e a entrada da Itaipu Binacional nessa estratégia foi fundamental para resolver todas as pendências.

Por: GDia

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Itaipu vende todos os lotes e arrecada R$ 4,7 milhões com leilão de veículos

Recursos obtidos serão utilizados para a otimização do sistema de transporte da empresa. Venda foi 100% on-line, com ágio de 44%

A margem brasileira da Itaipu Binacional arrecadou R$ 4.752.519,00 no leilão de veículos usados realizado no dia 22 de janeiro. Todos os 126 lotes foram vendidos, com ágio médio de 44%. Os recursos obtidos serão para a otimização do sistema de transporte da empresa.

A negociação foi 100% on-line e conduzida pela PSN Leilões. No total, foram vendidos 106 veículos usados, ainda em condições de uso, e outras 19 unidades em situação de sucata, além de um elevador elétrico automotivo para oficina.

A Diretoria Financeira de Itaipu, responsável pela organização e coordenação do leilão, avaliou o resultado como um sucesso, considerando as quantidades de visitas aos lotes e de participantes e o número de lances recebidos.

“O leilão teve resultado acima do esperado”, afirmou Marcos Paulo Bonamigo, superintendente adjunto de Materiais. “Principalmente porque foi a primeira experiência da empresa em um leilão 100% on-line. O mercado recebeu muito bem o leilão e fez a arrematação de todos os lotes ofertados”, concluiu.

Entre os itens, havia modelos de passeio (incluindo elétricos e a gás natural), vans e caminhonetes, com lances mínimos que variavam de R$ 14.376,00 a R$ 74.121,60. O leilão estava aberto à participação de pessoas físicas e jurídicas e amparado na Norma Geral de Licitação da Itaipu.

A visita aos lotes pôde ser feita de 7 a 20 de janeiro, mediante agendamento prévio, com o comparecimento de 330 interessados no período.

A retirada dos veículos poderá ser feita mediante comprovação de pagamento à Itaipu e ao leiloeiro oficial, conclusão da transferência de propriedade e agendamento prévio – conforme as regras do edital, disponível AQUI.

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Iluminação da BR-277 vai reduzir acidentes entre Foz e São Miguel

Reivindicação antiga dos moradores e motoristas é atendida pela Itaipu Binacional e governo do Estado.

Proprietário de uma rede de postos de combustíveis, um deles localizado nas margens da BR-277, na saída de Foz do Iguaçu sentido Curitiba, Fabio Teixeira é claro e direto ao responder sobre qual o maior problema da região onde trabalha: a falta de iluminação na rodovia. “Convivemos com a insegurança, pois na estrada a escuridão é total e nos sentimos desguarnecidos”, diz. Mas a luz está próxima: na semana passada, Itaipu e o governo do Paraná assinaram convênio para iluminar 21 quilômetros de trechos urbanos da BR-277 entre Foz e São Miguel do Iguaçu.

“Esta é uma demanda antiga dos motoristas, que procuram parar no lugar onde se sentem mais protegidos em relação a assaltos e ao próprio trânsito. A iluminação traz isso”, afirma Teixeira. “É uma ação extremamente positiva. É sensacional. A Itaipu é uma mãe.”

Morador de Santa Terezinha de Itaipu e dono de uma transportadora localizada na BR-277, no bairro de Três Lagoas, em Foz, Gabriel Meurer também comemora a notícia. “O impacto será muito positivo para a segurança, o trânsito e a visibilidade do comércio.”

Gabriel Meurer, morador de Santa Terezinha de Itaipu, proprietário de uma transportadora localizada no bairro Três Lagoas, na BR-277, em Foz.

Ainda este ano

Todos os trechos urbanos da BR-277, entre Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu, passando por Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Paraná, serão iluminados, para garantir mais segurança aos usuários. A iluminação em 21 quilômetros da rodovia vai contribuir para reduzir as estatísticas de acidentes graves, com risco de morte, que acontecem principalmente à noite.

O contrato da iluminação viária neste trecho da BR-277 e outro, da nova ligação rodoviária entre Ramilândia e Santa Helena, foram publicados na semana passada no Diário Oficial do Estado. Os investimentos são da Itaipu e, juntos, somam R$ 44,8 milhões. O convênio de iluminação está em estágio mais adiantado, já na fase preparatória para a licitação. No entanto, há a expectativa de que as duas obras comecem ainda este ano.

O convênio de iluminação pública em LED, com investimentos de R$ 18 milhões, prevê novos postes na rodovia em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu. O outro convênio, de R$ 26 milhões, determina a implantação de uma interligação intermunicipal entre Ramilândia e Santa Helena, com trechos que também cortam os municípios de Missal e Diamante D´Oeste.

Duplicação

Também na semana passada foi publicado o edital de licitação de uma terceira obra, a duplicação da BR-277 entre o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Ferroeste, em Cascavel, na qual serão aplicados R$ 90 milhões.

Todas essas ações são consideradas fundamentais para melhorar a logística de escoamento das indústrias e do agronegócio, além de aumentar a segurança para os moradores do Oeste e turistas que visitam a região.

Fabio Teixeira, dono de uma rede de postos, um deles localizado na saída de Foz do Iguaçu, na BR-277

Mais luz, menos acidentes

As estatísticas da PRF confirmam: o número de acidentes graves no trecho da BR-277 que receberá a iluminação é muito superior no período noturno, o que torna a ação ainda mais providencial.

De 2017 para cá, entre os quilômetros 719 e 730, em Foz do Iguaçu, foram registrados 1.050 acidentes, 121 deles considerados graves. Destes, 43 (35,5%) ocorreram no período diurno e 78 (64,5%), no noturno. Já entre os quilômetros 707 e 712, em Santa Terezinha de Itaipu, foram contabilizados 118 acidentes, 20 graves, cinco (25%) de dia, 15 (75%) à noite. No trecho entre os quilômetros 686 e 691, em São Miguel, a PRF registrou 55 acidentes, 12 deles graves – três (25%) ocorridos durante o dia e nove (75%) à noite.

Em síntese: de 64% a 75% dos acidentes graves na BR-277 entre Foz e São Miguel do Iguaçu acontecem no período noturno. Com a iluminação, por meio desses convênios, a expectativa é que essas estatísticas caiam consideravelmente, a exemplo do que aconteceu após a iluminação da BR-277 em Medianeira e Matelândia. Para o chefe da Delegacia da PRF em Foz, Luiz Antônio Gênova, “essa medida vai salvar vidas”.

A reivindicação é antiga e agora encontra eco na atual gestão da Itaipu. Para o diretor-geral brasileiro da empresa, general Joaquim Silva e Luna, as obras estruturantes da binacional são extremamente importantes porque dão uma nova configuração econômica para a região e são essenciais para a manutenção e geração de empregos.

Quando se foca na segurança das pessoas, no entanto, essa importância relativa aumenta ainda mais. “Estamos lidando com a vida da nossa gente, nosso bem maior”, afirma. “Vamos continuar tendo como foco a melhoria da vida da nossa população. Está no nosso DNA e na nossa missão cuidar da nossa população.”

Amiga do Estado

A pavimentação completa entre Ramilândia e Santa Helena cria uma nova rota de acesso entre a região de Marechal Cândido Rondon e o corredor de exportação a Paranaguá, enquanto a iluminação pública melhora a segurança de trechos urbanos rodoviários de Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.

Na semana passada, o governador Carlos Massa Ratinho Junior disse que a Itaipu Binacional tem auxiliado o governo do Estado a transformar o Paraná em um hub logístico na América do Sul. “A gestão do diretor Joaquim Silva e Luna tem sido uma grande amiga do Estado”, afirmou.

O pacote de parcerias entre Itaipu e o governo do Estado soma mais de R$ 1, 4 bilhão. Isso sem contar um aporte de mais de R$ 1 bilhão em obras de melhoria no sistema elétrico brasileiro. Entre as obras estão a Ponte da Integração Brasil – Paraguai, com mais de 50% de construção pronta; a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu; a duplicação da Rodovia das Cataratas; a revitalização da Estrada Boiadeira, entre Porto Camargo e Umuarama; o Contorno de Guaíra; e a duplicação do Contorno Oeste e da BR-277, em Cascavel. Também faz parte desse rol a revitalização da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra.

A parceria estratégica, seguindo as diretrizes do governo do presidente Jair Bolsonaro, inclui ainda moradias populares, reformas em espaços da segurança pública, segurança ambiental, saneamento básico, educação técnica, inovação, integração regional e fomento ao turismo.

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Prefeitos lindeiros se reúnem com Itaipu para apresentar demandas regionais

Dentre as solicitações está a implantação e tratamento da rede de esgoto e água potável – saneamento básico, nos municípios que ainda não possuem.

Os prefeitos lindeiros participarão no dia 02 de fevereiro da primeira reunirão das novas gestões municipais com a diretoria da Itaipu Binacional. Dentre os objetivos está a interação com a Itaipu, e o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu. Além disso, algumas demandas regionais também serão apresentadas.

Todos os 16 prefeitos lindeiros estão convidados para participar. Além da aproximação dos novos gestores municipais com Itaipu, dentre a pauta estão algumas demandas como, infraestrutura de acesso aos municípios lindeiros, caso de melhorias nas rodovias PR488, que liga Diamante do Oeste a Santa Helena, PR 495, trecho de Santa Helena que passa por Missal até Medianeira e trecho que liga o distrito de São Clemente, em Santa Helena a Pato Bragado.

Também são solicitadas melhorias na PR 467 no trecho do trevo de Iguiporã a Marechal Candido Rondon; PR 497, trecho que liga Santa Helena a São Miguel do Iguaçu; PR 317, trecho do distrito de São Clemente, em Santa Helena, a São José das Palmeiras. Áreas de escape também estão sendo solicitadas nas regiões de serra com Diamante do Oeste e São José das Palmeiras, acostamento e terceira pista em locais perigosos.

Dentre as solicitações está a implantação e tratamento da rede de esgoto e água potável – saneamento básico, nos municípios que ainda não possuem. Para saúde pública a demanda é pela implantação de um hospital regional para atender a microrregião.

Na reunião também deve ser discutida nova data para realização do Mais Verão – convênio entre Itaipu Binacional e Conselho dos Municípios Lindeiros que está paralisado devido a pandemia do Coronavírus. O presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Lindeiros, prefeito de Pato Bragado, Leomar Rohden – Mano, destaca a reunião e a parceria com a Itaipu Binacional.

Assessoria

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Presidente Mario Abdo Benítez nomeia novo diretor-geral paraguaio da Itaipu

O presidente Mario Abdo Benítez nomeou, no final de semana, o chanceler Federico González como novo diretor-geral paraguaio da Itaipu Binacional.

González, que havia assumido como Chanceler Nacional em 10 de dezembro do ano passado, substitui Ernst Bergen, que renunciou ao cargo na última semana.

“Desejamos a Federico González como Diretor Geral do Paraguai de Itaipu, o maior sucesso. Tenho certeza de que cumprirão suas novas funções com lealdade e patriotismo ”, escreveu Marito Abdo na rede social do Twitter.

O novo diretor-geral da margem direita da binacional tem aproximadamente 34 anos de experiência na administração pública e diplomata de carreira.

Ele terá como missão atuar na esfera bilateral quanto à Revisão do Anexo C de Itaipu com o Itamaraty e o governo brasileiro de Jair Bolsonaro.

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Convênio com a Itaipu prevê iluminação de 11 kms da BR-277 na área urbana de Foz do Iguaçu

A edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial veiculou dois novos convênios entre o Governo do Paraná e a Itaipu Binacional. Um deles inclui a instalação do sistema de iluminação pública de 11 quilômetros da BR-277, na área urbana de Foz do Iguaçu e outros dois trechos em Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu. O segundo prevê a ligação entre Ramilândia e Santa Helena. Os investimentos alcançam R$ 44.843.699,36.

Os convênios são considerados fundamentais para melhorar a logística das indústrias e agronegócio e aumentar a segurança dos moradores e turistas que visitam a região. O sistema de iluminação pública em LED, com investimento de R$ 18.641.507,94, prevê novos postes ao longo de 21 quilômetros da BR-277. 

De acordo com o plano de trabalho, o trecho da rodovia em Foz do Iguaçu compreende os quilômetros 719 a 730, que vai do posto de combustível próximo à trincheira de Três Lagoas, até a Ponte Internacional da Amizade, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Também inclui os trechos 707 a 712 (Santa Terezinha de Itaipu) e 686 a 691 (São Miguel do Iguaçu). 

Atualmente há iluminação viária somente nas ruas marginais à BR-277, informa a Agência Estadual de Notícias. A intenção é gerar mais segurança aos usuários da rodovia, tanto aos munícipes quanto aos que a utilizam comercialmente ou para turismo. 

As novas lâmpadas minimizam, ainda, os riscos de acidentes e atropelamentos, além de adequar a BR-277, uma das mais importantes do Paraná, em relação às normas técnicas de iluminação vigentes.

A substituição de lâmpadas a vapor de sódio e mercúrio, combinação nociva ao meio ambiente, por luminárias de LED também visa a eficiência energética, uma vez que há ganho de vida útil de até cinco vezes e nenhum problema de logística reversa. A vigência do convênio é de dois anos.

Ligação

A pavimentação completa entre Ramilândia e Santa Helena vai criar uma nova rota de acesso entre a região de Marechal Cândido Rondon e o corredor de exportação a Paranaguá. “A Itaipu tem auxiliado o Governo na implementação do projeto de transformar o Paraná em um hub logístico na América do Sul”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

“Com esses novos investimentos vamos criar um novo corredor entre os municípios lindeiros, que estão apostando alto na produção agropecuária, principalmente de carnes, e melhorar a segurança BR-277, uma das principais rodovias do Estado”, destacou o governador. Que completou: “Esses projetos são ambiciosos e melhorarão a vida da população paranaense”.

Por: GDia

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Refúgio Biológico de Itaipu recebe prêmio de Políticas Públicas do Conselho de Medicina Veterinária

Criado em 2019, prêmio homenageia profissionais e instituições que se destacam por promover ações dentro do conceito de saúde única

Os 36 anos dedicados à conservação da fauna e da flora na região Oeste do Paraná renderam ao Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional, o prêmio Clotilde de Lourdes Branco Germiniani de Saúde Única, concedido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR). A entrega simbólica foi no final de dezembro, em cerimônia virtual. A binacional foi representada pelo médico veterinário Pedro Teles, da Divisão de Áreas Protegidas.

O Refúgio Biológico venceu na categoria Destaque Políticas Públicas. De acordo com o CRMV-PR, o espaço é “exemplo de como médicos veterinários e zootecnistas se inserem na saúde única e são importantes no desenvolvimento de políticas públicas”.

(Foto: Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional)

“Esse prêmio é um reconhecimento não apenas ao trabalho do refúgio, ao longo desses 36 anos, mas às ações ambientais promovidas pela Itaipu na região. São investimentos em pesquisa, conservação de animais silvestres, reposição florestal, educação ambiental, entre outros, que acabam tendo impacto positivo na saúde e qualidade de vida das pessoas”, afirma Teles.

O prêmio foi criado em 2019 para homenagear profissionais e instituições que se destacam por promover ações dentro do conceito de saúde única, que integra ações de saúde animal, saúde humana e saúde ambiental. “São áreas indissociáveis”, explica o profissional. “Não tem como você garantir a saúde humana tratando única e exclusivamente a saúde humana. O mesmo ocorre com o meio ambiente e a saúde animal.”

O nome da premiação é uma homenagem à professora Clotilde de Lourdes Branco Germiniani, falecida em 2018. Clotilde era a médica veterinária mais antiga do Estado, com quase 60 anos de atuação.

Em 2020, o prêmio chegou à segunda edição. Além de Políticas Públicas, vencida por Itaipu, foram entregues os prêmios na categorias Destaque One Health (para Rubens Luiz Ferreira Gusso), Destaque Colaboração Interprofissional (Ernst Eckhardt Muller), Destaque Educação (Cláudia Turra Pimpão), Destaque Extensão (Carmo Oliveira da Rocha), Destaque Pesquisador (Vanete Thomaz Soccol) e Destaque Nova Geração (Andressa Maria Rorato). Também foram contemplados profissionais de Zootecnia.

“Acredito que seja um prêmio de extrema importância caracterizando a inserção do médico-veterinário e do zootecnista na formação de políticas públicas do nosso País. Não há como falar em saúde única sem falar em políticas públicas”, diz o secretário-geral do CRMV-PR, Leonardo Nápoli. “Nesse ano em especial, o prêmio é direcionado a uma política pública voltada à conservação da nossa fauna e flora no Estado do Paraná”.

(Foto: Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional)

Áreas protegidas

O Refúgio Biológico Bela Vista ocupa uma área de 1.780 hectares e é considerado referência em conservação da fauna e da flora regionais. Entre as suas ações, destacam-se o maior programa de reflorestamento do mundo feito por uma hidrelétrica, com mais de 44 milhões de mudas plantadas; e o programa de reprodução em cativeiro de espécies como a harpia, o gato-maracajá, a anta e a onça-pintada – entre outros.

Na margem brasileira, a Itaipu também mantém o refúgio Santa Helena (1.482/ha), no município vizinho. No lado paraguaio, a empresa administra as reservas biológicas Itabó (15.208/ha), Limoy (14.828/ha), Carapá (3.250/ha), Tati Yupi (2.245/ha) e Yui Rupá (750/ha). Na fronteira entre o Departamento paraguaio de Kanendiyu e o Mato Grosso do Sul há ainda o Refúgio Binacional de Maracaju (1.356/ha).

No total, esses espaços somam 41.039 hectares, com trechos de reflorestamento e mata nativa. Incluindo a faixa de proteção do reservatório, são mais de 100 mil hectares de áreas protegidas, reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera.

Cascavel, Destaques, Itaipu Binacional,

Recursos da Itaipu vão garantir a duplicação de trecho perigoso da BR-277, em Cascavel

Trecho de 5,8 quilômetros, entre o posto da PRF e o Terminal da Ferroeste, tem intenso fluxo de veículos, responsável por acidentes, inclusive fatais.

Um dos trechos mais movimentados e perigosos da BR-277, os 5,8 quilômetros entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e o Terminal da Ferroeste, em Cascavel, vai ser duplicado, com financiamento da Itaipu Binacional.

O primeiro benefício virá já no início, com a geração de 250 empregos diretos durante os 14 meses que a obra vai durar. Quando concluída, a duplicação vai garantir mais segurança para os motoristas dos cerca de 5 mil veículos, em média, que passam diariamente pelo trecho.

Embora esses 5,8 km sejam considerados seguros pela Polícia Rodoviária Federal, o intenso fluxo de veículos foi responsável, em 2020, por nove acidentes, que provocaram uma morte e ferimentos graves em quatro pessoas.

Por ali passa grande parte da produção agrícola e do agronegócio da região Oeste, cujo principal destino é o Porto de Paranaguá, seja pela própria rodovia ou pela Ferroeste. Aos veículos pesados, juntam-se carros e ônibus tanto na movimentação regional como no tráfego entre o Oeste do Estado e a capital paranaense.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, o investimento na rodovia está dentro do programa de obras destinadas a deixar condições para um futuro melhor aos paranaenses, principalmente na área de influência da usina, que abrange todos os municípios do Oeste paranaense.

“Isso é possível porque adotamos uma política séria, de muita austeridade, economizando onde é possível para empregar recursos onde eles são mais necessários para garantir que a logística crie novas condições para melhorar a economia e, por consequência, a vida de nossa gente”, afirmou.

Silva e Luna se refere aos benefícios que a duplicação trará para as empresas do Oeste do Paraná, que serão beneficiadas com a redução do custo de transporte e mais celeridade para o escoamento das cargas. Cerca de 25% dos veículos que utilizam o trecho são caminhões.

No período de colheita, aproximadamente 200 caminhões por dia passam pelo trajeto para acessar a Cooperativa Central Cotriguaçu, que atende cooperativas de municípios do Oeste. No ano passado, a Central recebeu 28.985 caminhões carregados de grãos e carne, para transbordo à Ferroeste e alguns de redistribuição.

A obra financiada pela Itaipu Binacional também vai contribuir para o fortalecimento de um dos principais eventos do agronegócio da América Latina, o Show Rural Coopavel, realizado anualmente no Parque Tecnológico Coopavel.

Nos cinco dias de programação, cerca de 15 mil veículos transitam do km 576 (trevo de acesso ao Terminal Ferroeste) ao km 580, com destino ao evento, cujo principal acesso compreende justamente o trecho a ser duplicado.

Às margens da BR-277 também estão instaladas dezenas de empresas, inclusive indústrias, que serão beneficiadas. O projeto prevê, de acordo com o edital, além da duplicação integral das duas pistas, 1,56 quilômetro de marginal e dois viadutos para facilitar o acesso à PR-180 (direção ao distrito de Juvianópolis e Boa Vista da Aparecida) e à Ferroeste.

O investimento

A Itaipu irá repassar à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, responsável pela aplicação dos recursos, o financiamento máximo previsto em edital do Departamento de Estradas de Rodagem, já publicado: de R$ 64.599.827,93.

Segundo o diretor-geral brasileiro da usina, Itaipu vai acompanhar o passo a passo das obras, para que os prazos estabelecidos nos contratos sejam cumpridos de acordo com especificações técnicas e qualidade dos serviços. “É entregar o que foi prometido, respeitando prazos e melhorando a vida da nossa gente”, concluiu.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Itaipu Binacional,

Profissionais da saúde dos hospitais Municipal e Costa Cavalcanti são os primeiros vacinados contra covid-19 em Foz do Iguaçu

O ato simbólico, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (20), é o marco de um tempo de grande esperança contra a doença

O enfermeiro Fernando Zarth, do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi um dos primeiros profissionais de saúde que atuam na linha de frente da covid-19 a receber a imunização contra o novo coronavírus no Oeste do Paraná. “Estou muito emocionado. É um dia histórico, de orgulho e reconhecimento aos heróis da saúde”, agradeceu. Ele representou a equipe de 374 colegas do HMCC que trabalham sem parar, dia e noite, desde o início da pandemia, há dez meses, numa grande batalha pela vida.

Mantido pela usina de Itaipu, o HMCC, por meio de um convênio com a usina, montou uma grande força-tarefa para ajudar toda a região no combate à pandemia. A Itaipu distribuiu mais de R$ 50 milhões de recursos em ações e iniciativas, como a criação de 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outros 22 de enfermaria, permitiu a testagem de PCR em mais de 43 mil pessoas, comprou e repassou materiais e insumos para atendimentos de pacientes positivados da doença.

Autoridades presentes na solenidade

Ato simbólico
O ato simbólico da vacinação contra a covid-19 ocorreu numa cerimônia às 7h30 no Hospital Municipal Padre Germano Lauck (HMPGL), nesta quarta-feira (20). A primeira profissional a ser vacinada foi a enfermeira Karin Zilli, de 44 anos. A solenidade teve como mote “A esperança de um novo tempo” e contou com a participação do vice-prefeito, delegado Francisco Sampaio; a secretária municipal de Saúde, Rosa Jeronymo; a diretora regional da Saúde na 9ª Regional de Saúde, Ielita Santos; e os diretores do HMCC, Fernando Cossa, e do HMPGL, Sérgio Fabriz.

Alegria de ser imunizado e trabalhar na linha de frente

Para o enfermeiro Fernando Zarth, do HMCC, “trabalhar na Unidade de Terapia Intensiva Covid foi uma explosão de sentimentos. Foram meses de euforia, felicidade por ajudar e de muito aprendizado”. E complementou: “Representar um time de grandes profissionais de saúde do Hospital Ministro Costa Cavalcanti é extremamente gratificante e uma grande honra”.

Fernando Zarth

Fernando faz parte da Família HMCC há 20 anos. Ele entrou como auxiliar de enfermagem e se tornou “prata da casa” depois de muito estudo e dedicação. “Nasci neste hospital em 1981, entendo que meu trabalho é uma missão de vida. Trabalhar na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus só me fez ter mais certeza disso”, explicou.

Para cumprir essa missão, ele precisou fazer alguns ajustes na vida pessoal. “Entrei na ala covid-19 do HMCC com total apoio da minha esposa e dos meus filhos. Foi com o objetivo de montar uma equipe de excelência, independentemente das dificuldades que encontraríamos pelo caminho. E conseguimos”.

Fernando relatou ainda que nesses dez meses eles não trataram apenas da doença, mas, sobretudo, do ser humano que estava ali. “Fizemos um exercício de empatia. Para isso, sempre nos colocamos no lugar dos nossos pacientes e dos nossos colegas que têm dado a sua melhor contribuição. Tem sido muito gratificante”.

Outros profissionais imunizados
Depois do ato simbólico, a imunização continuou nos Hospitais Costa Cavalcanti, Municipal e Unimed. Só no HMCC quase 400 colaboradores, médicos e terceirizado, que trabalham diretamente no enfrentamento ao novo coronavírus, receberão a vacina. A imunização faz parte de um esforço em conjunto das áreas de saúde para vacinar 1.844 profissionais da linha de frente do combate à doença, seguidos de idosos abrigados em asilos e indígenas.

Enfermeira Karin Zilli – Hospital Municipal – primeira profissional vacinada de Foz do Iguaçu

Cuidar de todos
“Este momento é de grande emoção para todos nós. Poder vacinar nossos profissionais que, por meses, arriscaram a própria vida para salvar a de outras pessoas, só demonstra que estamos no caminho certo e cumprindo nossa missão de cuidar de pessoas, valorizando e salvando vidas”, reforçou o diretor superintendente do HMCC, Fernando Cossa. Segundo ele, “cuidar da nossa família, nossos colaboradores, médicos e terceiros, não tem preço”.

A vacinação no HMCC está sendo feita pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Foz, acompanhadas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Centro Hospitalar.

Combate ao novo coronavírus
Quando a pandemia chegou a Foz do Iguaçu, em março de 2020, a Itaipu Binacional firmou um convênio de dez meses com a instituição hospitalar, no valor de R$ 24 milhões, para o enfrentamento da covid-19. Outros recursos foram aportados para novas ações, como auxílio eventual a entidades de ajuda humanitária e contratação de 800 bolsistas em parceria com o governo do Estado.

O recurso do convênio de R$ 24 milhões foi usado em Foz do Iguaçu e em toda a 9ª regional de saúde — Foz, Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, Missal, Ramilândia, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu —, num universo estimado de 400 mil pessoas.

O fundo emergencial possibilitou a reestruturação física do HMCC para atendimento de casos específicos de covid-19 e a compra, em caráter urgente, de medicamentos e equipamentos, como, por exemplo, os de proteção individual e materiais médicos, além de contratação de pessoas, gerando oportunidade de emprego.

O hospital estruturou uma ala exclusiva para atendimento de pacientes de covid-19, com 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 22 leitos de enfermaria.

Histórico
Em abril de 2020, o HMCC obteve o credenciamento do Laboratório Central do Estado para fazer testes Real Time – PCR, com diagnóstico em até três horas. Para os laboratórios de Análises Clínicas e, especialmente, de Saúde Única do Centro de Medicina Tropical, foram adquiridos equipamentos de automação e de reagentes para realizar exames diagnósticos, com destaque para o PCR para a covid-19.

Banco de dados
O hospital também colocou em vigor um plano de contingência com a estruturação do núcleo de inteligência covid-19, que elabora e divulga boletins diários internos sobre tratamentos, treinamentos e simulações.

Também foi aberto um pronto atendimento respiratório seguindo rigorosamente indicações técnicas dos melhores centros de referência.

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Monitoramento de sedimentos ajuda a prever a longevidade do reservatório de Itaipu

Estiagem de 2020 viabilizou o levantamento de dados que permitirão que as equipes da usina produzam estudos mais avançados sobre o lago.

A água, matéria-prima para a produção de energia pela usina hidrelétrica de Itaipu, esteve escassa no último ano. Desde 2001, quando começou o monitoramento dos rios nos moldes atuais, a vazão dos rios da região não era tão baixa. O Rio Iguatemi, por exemplo, cuja vazão média anual na seção de medição de sedimentos é de aproximadamente 200 m³/s, registrou meros 89 m³/s em 2020. Mas essa estiagem severa, que, a princípio, poderia parecer um problema para a usina, acabou tendo também seu lado positivo.

“Eventos extremos, como cheia e estiagem, são importantes para que possamos ter dados mais precisos para nossos estudos sobre o comportamento dos rios e dos sedimentos que a água leva para dentro do reservatório, especificamente, as areias, os siltes e as argilas”, explica o engenheiro civil e mestre em Sedimentologia Anderson Braga Mendes, da Divisão de Reservatório (MARR.CD) da Itaipu. O trabalho é fundamental para a avaliação da segurança hídrica do reservatório.

A Itaipu faz medições em 15 estações, em seções diferentes do rio Paraná e de alguns de seus afluentes. Além dos dados coletados por aparelhos e por parceiros locais, cada estação é visitada em média seis vezes ao ano pela equipe responsável pelo monitoramento de sedimentos da usina, para estudos mais detalhados. É um processo trabalhoso, porém essencial.

Os dados coletados são utilizados para a elaboração de gráficos que correlacionam as vazões de cada rio com o transporte de sedimentos. Também permitem fazer estimativas mais precisas do carreamento dos sedimentos nos instantes que a equipe não está em campo medindo, reduzindo drasticamente os custos envolvidos. Dados coletados durante cheias e estiagens são preciosos porque mostram como os sedimentos se comportam em situações hidráulicas extremas e de difícil ocorrência, logo, de rara observação.

Segundo Anderson, “durante os meses de cheia os rios transportam grandes volumes de sedimentos, podendo chegar a até 90% de todo o volume do ano, dependendo do rio em questão. Já na estiagem, esse transporte cai muito, porém esse período também precisa ser investigado, por responder por várias semanas do ano. É importante termos esses dois extremos na curva de transporte de sedimentos para podermos fazer estimativas mais precisas e chegar a dados mais corretos, sem precisar apelar para extrapolações matemáticas”.

Muitos anos de vida

Ao longo dos anos, os sedimentos levados pela água vão se depositando no fundo do reservatório, reduzindo sua capacidade de armazenamento e, consequentemente, a vida útil operacional da usina. Por isso, a Itaipu conta com uma equipe especializada para estudar essa questão e acompanhar os montantes anuais de sedimentos que chegam ao reservatório, bem como sua evolução ao longo do tempo.

“O último cálculo que fizemos apontou uma vida útil de 189 anos para o reservatório desde o momento em que foi formado, em 1982. Isso nos coloca numa posição excelente, pois atualmente usinas de grande porte mostram-se economicamente viáveis se possuírem vida útil entre 50 e 100 anos”, afirmou Anderson Mendes.

Mas as perdas são constantes. Um estudo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que o processo de assoreamento na hidrelétrica de Três Irmãos, em São Paulo, foi responsável pela redução de 377 Megawatt-hora (MWh) na média mensal na geração de energia entre 1993 a 2008.

Por isso, qualquer alteração significativa nos dados recolhidos durante o monitoramento é analisada. Sabendo-se que à montante de Itaipu existem mais de 150 outros barramentos, tanto para geração hidrelétrica quanto para abastecimento humano, tem-se dado especial atenção a qualquer indício no monitoramento atual que possibilite projetar o fim da vida útil dos empreendimentos de montante, o que poderá implicar na redução da vida útil calculada para Itaipu.

A estimativa atual já contempla esse fenômeno de uma forma simplificada, porém apenas com estudos mais detalhados aliados ao monitoramento realizado é que será possível precisar o real impacto futuro do fim operacional dos barramentos de montante, os quais colaboram, hoje, para Itaipu exibir uma vida útil tão favorável.

Mitigação

De modo a diminuir os reflexos do processo de assoreamento sobre a vida útil do reservatório, a Diretoria de Coordenação da empresa desenvolve uma série de medidas, tais como ações destinadas à correta utilização do solo, a correção de estradas vicinais, manutenção e recuperação de vegetações ciliares e projetos de saneamento rural.

“Destinamos, ainda, especial atenção à proteção vegetal das margens do lago, caracterizada pela faixa da Mata Atlântica já recuperada, classificada como Área de Proteção Permanente”, lembra o diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell. “Essa faixa de mais de 1.300 km, totalmente recuperada pela Itaipu, requer controle permanente para evitar seu uso indevido e ações que possam diminuir sua ação de contenção de sedimentos e de erosão, comprometendo a vida útil do nosso lago”, completou.

Areia, silte e argila

Os sedimentos estudados pela equipe são os inorgânicos: areia, silte e argila. Eles compõem o solo e se diferenciam basicamente pelo seu tamanho. A argila é a mais fina, com até 0,004mm de diâmetro por grão. O silte tem de 0,004 a 0,063 mm de diâmetro. Os grãos de areia exibem diâmetros de 0,063 a 2,00 mm. Acima desse diâmetro encontram-se os cascalhos, os quais são de muito baixa ocorrência no aporte de sedimentos à Itaipu.

Além do monitoramento

O monitoramento de sedimentos é uma atividade permanente, utiliza as melhores técnicas e tecnologias e reflete a qualidade ambiental de toda a bacia de contribuição. Segundo Irineu Motter, da Divisão de Reservatório, “visando sempre melhorar estes índices, a Itaipu, através da Diretoria de Coordenação, apoia ações que contribuem diretamente na qualidade da água e minimizam o aporte de sedimentos que chegam ao reservatório, principalmente as ações relacionadas à gestão de bacias hidrográficas”, finalizou.

Estação de monitoramento de sedimentos automática instalada em pilar da ponte entre os municípios de Mundo Novo e Eldorado (MS), no rio Iguatemi. Está em operação desde 2001 (Foto: MARR.CD / Itaipu Binacional)