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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Semana começa com chuva em Foz do Iguaçu e regiões do Paraná nas fronteiras com Paraguai e Argentina

A chegada de uma frente fria avançando rapidamente provocou chuvas neste início de segunda-feira (26) em Foz do Iguaçu e cidades do Oeste e Sudoeste do Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina e divisa com Santa Catarina.

De acordo com o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen, o risco de temporais aumenta. “Por enquanto, nas demais regiões o tempo ainda se mantém estável, mas também muda no decorrer desta segunda-feira”, disse.

A previsão é de chuvas durante toda a semana nesta região, aliviando a longa estiagem que tem afetado o cultivo de soja neste período do ano.

Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Como ajudar um filhote de ave que caiu do ninho? Assista vídeos e veja fotos!

Nem sempre o melhor para o filhote que caiu do ninho é ser removido; o mais indicado é que ele permaneça com os pais para aprender com eles a como sobreviver

Nesta época do ano, com a entrada da primavera, a maior parte das espécies de aves está na estação reprodutiva e é muito comum alguns filhotes antecipadamente saírem ou até mesmo caírem dos ninhos. Por boa vontade, muitas pessoas, quando encontram o filhote de ave no chão, imediatamente removem o animal do local, porém na maioria dos casos essa não é a melhor ação.

Tentativas bem-intencionadas como essa geralmente impedem que esse “órfão” sobreviva ou viva em seu ambiente natural com outros de sua espécie.

Poucas coisas comovem tanto os amantes da natureza quanto encontrar um filhote de ave caído ao chão. Pequenos, indefesos e aparentemente abandonados, esses filhotes parecem clamar por ajuda. Entretanto, nessa hora é preciso analisar friamente a situação.

Filhotes de caturritas resgatados

Segundo Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves, muitas vezes o filhote é apenas um jovem aventureiro que está dando os primeiros voos para fora do ninho e está no chão porque ainda está aprendendo a voar.

“Primeiro, verifique se a ave é um filhote frágil ou um animal já jovem recém-emplumado, que provavelmente pulou do ninho na primeira tentativa de buscar a independência. Nesse caso, não o leve para longe do local onde o encontrou, pois é ali que os pais irão procurá-lo”, explica Paloma.

Só em 2020, o Parque das Aves recebeu 115 animais resgatados. Desses, quase 15% foram aves encontradas caídas de ninhos. E desses, muitos não estavam necessariamente feridos ou em perigo, e tinham uma grande chance de seguir vivendo com o cuidado dos pais. Paloma reforça que para os animais a criação parental, ou seja, aquela dada pelos próprios pais, é sempre a melhor em diversos sentidos, especificamente comportamentais.

Paloma Bosso com o filhote de pato

“Um filhote vai naturalmente saber como se alimentar e se defender de predadores se observar seus pais executando essas tarefas. Caso contrário, há chances de passar fome e/ou se tornar uma presa fácil para outros animais. Na infância, esses animais têm o que chamamos de ‘período sensível’, no qual estão propensos a responder a estímulos externos que irão moldar seu comportamento ao longo da vida. É nesse momento que eles identificam seus pais como a fonte de alimento, e identificam as características físicas da espécie como parceiros sexuais para se acasalarem no futuro. Então, se por acaso um filhote acaba não recebendo um detalhado treinamento, que atenda a cada um desses critérios, as chances de sobrevivência e o seu retorno ao habitat natural se tornam praticamente impossíveis. Por mais que a gente se esforce, dedique tempo integral aos cuidados, e crie uma série de inovações para garantir o melhor tratamento em termos sanitários e de conforto ambiental a cada animal que chega até nós, nunca conseguimos substituir o papel dos pais na sua totalidade”.

Em caso de chuva ou ventania, muitas vezes o animal também cai acidentalmente. Se os pais estiverem por perto, é sempre melhor que o filhote seja recolocado no ninho ou em locais abrigados para que eles possam seguir com os cuidados.

Filhote de beija-flor

Quando é necessário fazer o resgate

Algumas vezes a ave precisa realmente de ajuda, embora isso seja menos comum. Primeiro verifique se o animal está ferido: com sangramento, tremor e/ou asas caídas. Depois, retire-o do chão para não ser atacado por predadores. Quando há animais de estimação no entorno de onde o filhote foi encontrado, por exemplo, o ideal é prendê-los enquanto o resgate ao filhote é feito.

Filhote de beija-flor

“Ano passado recebemos nove filhotes de caturrita que caíram juntas de um ninho em meio a uma grande tempestade. Nesse caso, o morador fez certo em resgatar as aves, que poderiam ter morrido com a baixa temperatura, mas é preciso sempre analisar com cuidado a situação, pois na maioria das vezes há chances de manter o animal seguro no local”, diz Paloma.

Caso fique em dúvida, é melhor não manusear a ave e solicitar ajuda profissional da Polícia Ambiental ou do órgão ambiental da região para efetuar o resgate. Estes são os locais autorizados a realizar este tipo de auxílio e encaminhar o animal para instituições nas quais ele possa receber o tratamento adequado.

“Aqui no Parque das Aves, recebemos muitos filhotinhos que caíram do ninho. Quem resgata esses bichinhos tem a melhor das intenções, mas nem sempre o melhor para a ave é que ela seja retirada do local. Por mais indefesos (e fofinhos) que eles possam parecer, temos que fazer um esforço grande de pensar racionalmente qual o melhor destino para aquele animal. Na dúvida, lembre-se que sua decisão vai definir o futuro daquele animal”, reforça Paloma.

Filhote de araçari-castanho

Saiba o que fazer

1- Se você encontrar uma ave no chão, procure pelo ninho nas proximidades e tente devolvê-lo a este local ou a um outro local seguro de predadores nas imediações. Toque-o com delicadeza, pois são animais muito frágeis;

2- Observe se os pais voltaram ao ninho. Caso eles voltem, a ave está a salvo e o seu dever foi cumprido;

3- Verifique se o animal não está apenas explorando a região. É normal que esses filhotes mais velhos passem um tempo no chão quando estão aprendendo a voar. Nesse caso, apenas observe a distância para contribuir com sua segurança. Temos certeza que será muito divertido fazer isso. Você aprenderá muito sobre o comportamento das aves;

4- Não leve o filhote para longe nem o solte longe do local onde o encontrou, pois é ali que os pais irão procurá-lo;

5- Afaste potenciais predadores, como cães e gatos;

6- Verifique se o animal está fisicamente ferido, com sangramentos, por exemplo. Nesse caso o ideal é ligar para a Polícia Ambiental ou o órgão ambiental da região para que eles efetuem o resgate e encaminhem o animal para onde ele possa receber o tratamento adequado;

7- Enquanto estiver tomando conta dele, não o alimente e não o manuseie sem necessidade. Quando uma ave está em choque, ela pode se debater e se machucar ainda mais.

OBS: Muito cuidado ao tocar o animal. Filhotes de aves de rapina, como gaviões, águias, falcões, entre outros, possuem garras e bicos pontudos que podem machucar você.

Meio Ambiente, Paraná,

Produção de alimentos também precisa de mais chuva

Além do abastecimento de água, o setor agrícola sofre com seca extrema, que interfere na produção de alimentos. No Paraná, desde 2019, choveu em média 70% abaixo do esperado.

A vida de milhares de paranaenses tem sido afetada desde 2019 pela estiagem mais intensa das últimas décadas, que assola boa parte do Estado há cerca de um ano e meio. No Paraná, ao longo desse período, choveu em média 70% abaixo do esperado. Os reservatórios da Sanepar também estão com nível 70% abaixo do normal.

A seca interfere em todas as atividades. “Quando as consequências da falta de chuvas afetam estes três setores essenciais à sobrevivência, abastecimento de água, geração de energia e produção de alimentos, dizemos que estamos numa condição de seca extrema. É o que estamos vivendo, e o prognóstico não é muito positivo para o verão, quando costuma chover mais”, explica o hidrólogo do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Arlan Scortegagna. A previsão do instituto é de que a estiagem se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão – entre dezembro deste ano e fevereiro de 2021.

O engenheiro agrônomo Rubens Antônio Sieburger Costa, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) é enfático: sem água é impossível produzir. “Sem produção, não há comida. Água é fundamental para a produção de alimento. E é sempre uma preocupação do agricultor quando e quanto vai chover para fazer o plantio e a colheita, e ter um produto com boas condições de consumo e nutricionais. Falta de chuva também interfere na qualidade daquilo que o produtor vai oferecer”, diz ele.

Abaixo do esperado

Para o agricultor Otavino Rovani, a produção deste ano deve ficar aquém da expectativa devido à falta de água. “Este período longo de falta de chuvas nos afeta”, diz ele. “A produção e a colheita possivelmente ficarão abaixo do esperado. Não temos o costume de irrigar as lavouras, então, dependemos da chuva. Sem água, não temos agricultura. Sem agricultura, não temos alimento”, ressalta.

 Otavino, que também é engenheiro agrônomo há 47 anos, diz nunca ter visto uma estiagem tão intensa e prolongada. “Nasci no Rio Grande do Sul, moro em Guarapuava há mais de 40 anos e não me recordo de ter vivido uma seca como esta.”

Relatório divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento informou, no início deste mês, que as chuvas registradas são insuficientes para a agricultura. E a Sanepar ressalta que são insuficientes, também, para normalizar a produção e a distribuição de água. É necessária ao longo dos meses uma chuva volumosa e constante para que os reservatórios comecem a se recuperar.

Lado agrícola

O engenheiro agrônomo do IDR-Paraná diz, em relação à produção de alimento no campo, que a atenção do agricultor deve estar voltada a algo bastante importante: a conservação do solo.

Ter um solo em condições de absorver e manter a água é essencial para uma ótima produção. Se houver pouca matéria orgânica no solo, a água da chuva cai, mas não vai permanecer ali por muito tempo. Se o solo for muito arenoso, boa parte da água vai percolar e se perder”, explica. “A preocupação com a conservação do solo existe, então, também para manter disponível a maior quantidade de água para as plantas até a próxima chuva.”

A propriedade de reter mais água no solo é um dos benefícios do uso do lodo agrícola, distribuído pela Sanepar a proprietários rurais. “A aplicação do lodo garante a adição de nutrientes e matéria orgânica ao solo. O lodo de esgoto desempenha o papel de condicionador do solo, melhorando a formação de agregados, a infiltração e a retenção de água”, destaca o engenheiro agrônomo da Sanepar, Rebert Skalisz.

Ele enfatiza, também, que com a correção da acidez do solo promovida pela cal virgem presente no lodo, as plantas desenvolvem maior enraizamento. “E, com isso, ocorre a melhoria na capacidade de absorção de água do solo”.

Para o uso agrícola, o lodo é corretamente tratado e são feitas análises do lodo e do solo, que garantem a qualidade do produto e definem a quantidade a ser aplicada em cada local.

Em 2019, mais de 27 mil toneladas de adubo produzido a partir do lodo de esgoto da Sanepar foram distribuídas a 122  agricultores de 46 municípios paranaenses. O lodo agrícola pode ser usado em culturas anuais, como soja, milho, feijão, trigo, cevada e aveia (cobertura); em culturas perenes, como café, grama, palmito juçara, goiabeira, cítricos, fruteira de caroço e amoreira (produção de seda); e em culturas florestais, como a da seringueira.

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Parque das Aves de Foz do Iguaçu reforça sua vocação na conservação da Mata Atlântica

Mata Atlântica está na zona de alta prioridade de restauração com rica biodiversidade, baixos custos de restauração e alto sequestro de carbono. Atualmente restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente

Diante das mudanças climáticas cada vez mais presentes na vida das pessoas e das previsões de que o planeta pode enfrentar em algumas décadas uma grande extinção de espécies, o Parque das Aves reforça sua missão de ser uma instituição focada em aves da Mata Atlântica.

O reforço desta vocação vem em um contexto em que uma importante pesquisa divulgada na revista Nature mostrou que restaurar 30% de áreas degradadas do planeta pode salvar 71% de espécies da extinção. No Brasil, a Mata Atlântica é a zona de alta prioridade de restauração com rica biodiversidade, baixos custos de restauração e alto sequestro de carbono.

Segundo a diretora geral do Parque das Aves, Carmel Croukamp, cerca de 45% das aves do Brasil habitam esse espaço, que também conta com mais de 60% das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, por isso é fundamental defender esse bioma.

“O estudo da Nature confirmou que estamos no caminho certo de conservação da Mata Atlântica. Restaurar áreas degradadas deste bioma pode preservar nossa biodiversidade e reduzir o aquecimento global com a captura de carbono”, afirma.

A floresta brasileira

Na região da Mata Atlântica vivem mais de 145 milhões de pessoas. O bioma fornece uma série de serviços ambientais, como água, alimentos, regulação do clima, abriga plantas com princípios ativos para a área da medicina, protege a fertilidade do solo, entre outras coisas.

Mesmo assim a região foi a mais devastada do Brasil. Segundo dados do SOS Mata Atlântica, restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente. Isso porque ainda muita gente não entende os benefícios que a floresta traz.

O Parque das Aves atua firme na pesquisa e educação ambiental, além do resgate e recuperação de aves de contrabando e maus tratos com o intuito de trazer a conscientização da importância da recuperação deste bioma.

“Acreditamos que é possível não só inverter a curva de degradação do bioma como restaurá-la para sobrevivência das espécies e ganho de todos que vivem nela”, diz Carmel.

O estudo publicado na revista Nature pode ser lido em inglês no link https://www.nature.com/articles/s41586-020-2784-9.

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Onça-parda é flagrada em cima de árvore, em São Miguel do Iguaçu

Equipe do projeto Onças do Iguaçu atendeu o caso, nesta quarta-feira (14), e felino voltou para a área de mata próxima da propriedade rural onde o animal foi encontrado.

Uma onça-parda foi encontrada em cima de uma árvore, em uma propriedade rural de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, nesta quarta-feira (14).

O morador da casa disse que viu o animal na mangueira após perceber a agitação dos cachorros no quintal de casa.

A equipe do projeto Onças do Iguaçu foi chamada. Os especialistas afastaram os moradores e cachorros do espaço, para que o felino se sentisse confortável.

Segundo a equipe, a onça-parda desceu sozinha da árvore e voltou para a área de mata próxima da propriedade rural, que fica às margens do lago de Itaipu.

Veja mais em: G1

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Em Foz do Iguaçu, Clube de Pesca Maringá solta 30 mil alevinos no Rio Paraná

Os peixes juvenis são das espécies Piapara, Pacu e Piracanjuba.

O Clube de Pesca Maringá soltou na manhã deste domingo, 11, cerca de 30 mil alevinos no Rio Paraná. Os peixes juvenis são das espécies Piapara, Pacu e Piracanjuba. A Itaipu também fez a soltura de peixes marcados. O evento contou com a presença de representantes da Itaipu, Marinha, Instituto Água e Terra (IAT), antigo IAP, Polícia Florestal e pescadores. Também participou do evento a SOAMAR Cataratas (Sociedade Amigos da Marinha).

O projeto é o PROMULP (Projeto Multiplicação dos Peixes). De acordo com o Clube Marginá, o objetivo é conseguir através de soltura de alevinos e juvenis de peixes de diversas espécies, repovoar os rios da bacia hidrográfica Paraná 3 e Iguaçu.

Também destaca que a ação permitirá voltar a ver as famílias de pescadores se beneficiando dos rios que já foram uma grande referencia para os amantes da pesca, seja como lazer e diversão ou como trabalho, tendo a pesca como uma forma de aproximar famílias e amigos, guardando momentos que são levados para a vida inteira.

Consequentemente, conseguir tornar a região em uma referencia na pesca esportiva, realizando novamente, grandes eventos de pesca e tendo a oportunidade de aproveitar toda a estrutura já existente para o turismo direcionada a um novo publico, trazendo assim, grandes oportunidades de investimento para a região.

Por: Rádio Cultura

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Relatório mostra que chuvas ainda são insuficientes para a agricultura do Paraná

Levantamento divulgado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento analisa as precipitações do terceiro trimestre, abrangendo praticamente todo o inverno. Clima impacta na produtividade de culturas que estão sendo colhidas e impõe atraso no plantio das culturas de verão.

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento divulgou nesta quinta-feira (08) um relatório que analisa as precipitações pluviométricas do terceiro trimestre de 2020. Apesar de agosto ter registrado mais precipitações, o volume de chuvas ainda é insuficiente para a agricultura e o Estado continua enfrentando a maior seca da história.

A escassez de chuva vem desde junho de 2019. Em setembro de 2020, as temperaturas estiveram acima do normal em todas as regiões do Paraná, atingindo 4,3 graus acima da média em algumas localidades. Portanto, além da estiagem prolongada, o Estado registra temperaturas acima da média para a época do ano e, acompanhada pela incidência de mais ventos, as umidades do solo e do ar ficam muito baixas.

As consequências dessas anomalias impactam diretamente no campo, com redução nas produtividades das culturas que estão sendo colhidas e atraso no plantio das culturas de verão, o que deve influenciar na semeadura das culturas da segunda safra no ano que vem.

O relatório divulgado pelo Deral analisa as precipitações pluviométricas do terceiro trimestre de 2020, abrangendo praticamente todo o inverno. A estação é tradicionalmente já é um período com menores volumes de chuva, influenciando diretamente na produção dos cereais de inverno, na segunda safra de milho e em toda a cadeia produtiva da pecuária.

A divisão geográfica por região utilizada pelo Deral é a mesma do Simepar, abrangendo todos Núcleos Regionais da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

Temperaturas

Apesar das previsões de chuva nos próximos dias, a estiagem atual é a maior e mais prolongada até o momento. E a anormalidade climática deste ano não está apenas nas precipitações pluviométricas. As temperaturas máximas registradas no Paraná têm batido recordes históricos em várias regiões, situação que também justifica o elevado consumo de água neste momento delicado.

Na estação meteorológica do Simepar em Guarapuava, que é uma das regiões mais frias do estado, as maiores temperaturas de setembro e outubro nos últimos 21 anos foram registradas em 2020.

A média da máxima nos últimos 20 anos foi de 29,7 graus para o mês de setembro. Nos anos de 2004 e 2019, a temperatura máxima foi de 31,8 graus e em 2020 chegou a 34,1 graus – a mais alta do período analisado.

No mês de outubro, a maior temperatura foi registrada no dia 2, que chegou a 35,3 graus em Guarapuava. Em anos anteriores, registrou-se 33,6 em 2014 e novamente em 2019, sendo que a média da temperatura máxima do mês é 30,7 graus, a maior dos últimos 20 anos.

Veja mais detalhes em: AEN

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2020 pode ser o mais quente no Paraná nos últimos 25 anos

O ano deve entrar para a história como um dos mais quentes em todo o planeta, condição que deve ocorrer também no Estado. Segundo o Simepar, há uma combinação de temperaturas elevadas com déficit hídrico de chuvas, que estão abaixo da média há um ano e meio.

O ano de 2020 deve entrar para a história como um dos mais quentes já registrados, segundo o Serviço de Mudança Climática Copernicus, do Programa de Observação da Terra, da União Europeia, que monitora o clima desde 1979. O levantamento, divulgado nesta semana, repete a análise da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e aponta que há 99,9% de chance de 2020 entrar no ranking dos cinco anos mais quentes já registrados.

Segundo a NOAA, esse aumento na temperatura do ar ocorre em várias regiões do mundo, como no Norte da Sibéria, no Oriente Médio, em partes da América do Sul, Estados Unidos, Austrália e Europa.

As altas temperatura também moveram os termômetros no Paraná. Segundo os registros do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), setembro foi um dos mais quentes da série histórica de medição, que teve início em 1998. “Com exceção do Litoral, em todas as outras regiões do Estado a temperatura média ficou acima dos registros históricos. Em Curitiba, os termômetros marcaram entre 2 e 3 graus acima, e no Noroeste até 4 graus mais alta”, afirma o coordenador da Operação Meteorológica do Simepar, Marco Antônio Jusevicius.

Combinação exploxiva

“É quase certo que 2020 se configure como um dos anos mais quentes dos últimos 25 no Paraná. O diferencial é que está havendo uma combinação explosiva de temperaturas elevadas com déficit hídrico de chuvas, que estão abaixo da média há um ano e meio.”

A situação é tão grave que o Paraná foi incluído no mapeamento hídrico do Monitor de Secas, plataforma regulamentada pela Agência Nacional de Águas (ANA). O monitor foi criado em 2014, inicialmente para atender o Nordeste, onde são mais recorrentes as secas prolongadas. Com a crise hídrica, o Paraná foi incluído no monitoramento.

E a tendência de temperaturas elevadas continua. Nos primeiros dias de outubro, a onda de calor em todo o Paraná elevou o consumo de água a níveis recordes, demandando produções acima da média dos sistemas de abastecimento público. Em Maringá, o consumo chegou a ser 20% maior do que nos dias normais. Em Londrina, foi 17% maior, com recorde de consumo de 255 milhões de litros.

O Paraná, atualmente, encontra-se em situação de seca moderada, grave e extrema, de acordo com a região. Em Curitiba e Região Metropolitana, que enfrentam crise no abastecimento de água, a classificação é de seca extrema.

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Operação Mata Atlântica em Pé aplica R$ 7,8 milhões em multas no Paraná

Foram lavrados 77 autos de infração ambiental. Participaram Ministério Público, Batalhão de Polícia Ambiental, Instituto Água e Terra e Ibama. Operação aconteceu em 17 estados com o objetivo de prevenir e combater desmatamentos.

A quarta edição da Operação Mata Atlântica em Pé, organizada pelo Ministério Público (MPPR), com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental Força-Verde (BPAmb-FV), do Instituto Água e Terra (IAT) e do Ibama, foi encerrada após 14 dias de ações em todo o Paraná. Segundo balanço do Batalhão de Polícia Ambiental, foram aplicadas R$ 7,8 milhões em multas e lavrados 77 autos de infração ambiental. 

A coordenação dos trabalhos em âmbito nacional ficou com o Ministério Público do Paraná, por meio do promotor de Justiça Alexandre Gaio, que atua no Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do MPPR. Após a operação, o Centro de Apoio Operacional dará o auxílio às promotorias de Justiça para o ajuizamento de ações civis públicas nos casos de desmatamento ilegal, incluindo a possibilidade de audiência preliminar de conciliação, para uma solução consensual.

“Neste ano tivemos avanços com a utilização de tecnologias. Além do uso dos polígonos do SOS Mata Atlântica, também foi utilizado o sistema MapBiomas Alerta. A Polícia Ambiental conseguiu resultados muito expressivos na constatação de desmatamentos ilegais de Mata Atlântica”, destacou.

As equipes de policiais militares ambientais fiscalizaram 73 pontos de desmate, graças a denúncias e apontamentos prévios feitos por meio do sistema Alerta Map Biomas e pelo Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica. Deste total, 60 foram vistoriados in loco, outros seis autuados de forma remota e mais sete áreas foram constatadas. 

Com a operação, foram detectados 942,2 hectares de área desmatada, em pontos das regiões dos Campos Gerais, Centro-Sul e Centro-Norte do Paraná. Os policiais militares percorreram mais de 18 mil quilômetros durante patrulhamentos em regiões de difícil acesso de todo o estado. 

“O resultado foi muito positivo, graças a um trabalho integrado. A somatória de esforços nos levou a objetivos concretos em favor do êxito da nossa missão, pois quando estamos em conjunto, a informação compartilhada de uma instituição colabora com os resultados de outra. Tivemos um balanço satisfatório, com atendimento mais eficaz”, explicou o Comandante do BPAMb-FV, tenente-coronel Adilson Luiz Correa dos Santos.

Reparação integral

O BPAmb-FV aplicou efetivo das cinco companhias da unidade distribuídas no estado, atuando em conjunto com os agentes ambientais e integrantes do Ministério Público, para identificar os responsáveis pela degradação ambiental e, por meio da notificação de infração, buscar a reparação integral dos danos causados pela ação humana.

O tenente-coronel Adilson diz que a operação Mata Atlântica em Pé possui efeitos preventivos (inibe o desmatamento ilegal) e repressivos (a atuação às pessoas que cometeram ilícitos ambientais). “Estamos lutando contra o desmatamento no Paraná, e colocamos em prática o reforço de fiscalização, ainda mais agora integrado com outras instituições que possuem a mesma missão de proteger a fauna e flora silvestre”, destaca.

Resultados nacionais

Segundo o Ministério Público, em todos os 17 estados alvos da operação, foi constatado o desmatamento irregular de 6.306 hectares de floresta, e lavrados R$ 32.544.818,29 em multas. A quarta edição da operação Mata Atlântica em Pé contou com o envolvimento de diversas instituições ligadas à defesa do meio ambiente e preservação da flora.

“O Paraná foi pioneiro na realização dessa operação, e em 2017 foi a primeira edição somente no Paraná, em 2018 já foram 18 estados participantes. Em 2020 todos os 17 estados que possuem o bioma da Mata Atlântica, do Rio Grande do Sul ao Piauí, fizeram a operação e tivemos resultados expressivos, demonstrando a articulação e o propósito uniforme dos Ministérios Públicos, das Polícias Ambientais e dos órgãos ambientais em enfrentar o desmatamento”, acrescentou o promotor Alexandre Gaio. 

Mata atlântica

Segundo o SOS Mata Atlântica, este tipo de bioma é um dos mais ricos em fauna e flora e já cobriu boa parte do Brasil. Hoje restam apenas 12,4% da área original,  devido ao avanço da agricultura e da pecuária. Por isso, foram criadas campanhas educativas e parcerias entre as polícias ambientais e órgãos de proteção.

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Cidades do Paraná registram trovoadas e ventos de até 80 quilômetros por hora

Várias cidades do Paraná registraram chuvas com raios, trovões e ventos fortes na noite de quarta-feira (7) e na madrugada desta quinta-feira (8).

De acordo com a Somar Meteorologia, os ventos mais chegaram a 82 km/h em Cidade Gaúcha, no noroeste do estado.

Em Curitiba, as rajadas de vento chegaram a 73 km/h durante a madrugada e provocaram cinco destelhamentos, segundo a Defesa Civil. A chuva acumulada na cidade durante a noite foi de 16 milimetros.

De acordo com a Somar, 176 raios foram registrados na cidade durante a noite e a madrugada. Segundo o meteorologista Fábio Luengo, o calor e os ventos no alto da atmosfera causaram os raios na região.

“Na primavera é comum a formação de nuvens de tempestade porque a atmosfera fica muito instável”, afirmou.

Em Maringá, na região norte, os ventos de 74 km/h derrubaram 16 árvores na cidade. Em um dos casos, na Zona 4, os galhos bloquearam a entrada de uma casa.

Por: Boca Maldita