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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Filhote de lontra resgatado em Pontal do Paraná será apresentado terça-feira, 7, no Refúgio Biológico da Itaipu

O filhote de lontra resgatado em Pontal do Paraná, no litoral do Estado, será apresentado na próxima terça-feira (7), às 9h no Refúgio Biológico da Itaipu, em Foz do Iguaçu.

O resgate do animal foi necessário após o mesmo dar sinais de que não tem condições de retornar a natureza, conforme relatou o portal Correio do Litoral.

Abaixo mais da sobre a apresentação e o Refúgio Biológico da Itaipu

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), da Itaipu Binacional, recebeu um filhote de lontra no dia 24 de junho, encaminhado pelo Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde de Fauna Marinha da UFPR, localizado no balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná.
O animal foi encontrado em Guaratuba, no litoral do Paraná, em maio, após ser retirado das margens de um canal de água doce por pessoas que acreditavam que a lontra estava sozinha e era muito pequena. Levado à unidade da UFPR, o filhote foi devidamente tratado.

Por ter cerca de apenas dois meses, sem a presença da mãe e indefeso, o filhote – uma fêmea – não tem condições de sobreviver sozinho. A ausência da mãe faz com que ele não aprenda os comportamentos básicos para sobreviver na natureza.

Mas não foi difícil achar um lar definitivo para ele. A parceria entre Itaipu e UFPR possibilitou a chegada do animal a Foz do Iguaçu, onde, no RBV, viverá em um amplo espaço desenhado para as necessidades da espécie e enriquecido com elementos naturais de seu hábitat.

O RBV já tinha duas lontras macho em seu plantel e, agora, com a chegada da fêmea, surge a possibilidade de iniciar um projeto de reprodução em cativeiro para a futura reintrodução de indivíduos na natureza. É mais um presente para o RBV, que completou 36 anos no último dia 27.

Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Pesca está liberada nas bacias do Paraná

A liberação passou a valer a partir desta sexta-feira (3) e inclui as bacias dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas, Tibagi, Pirapó, Laranjinha, São Francisco Falso e Verdadeiro, Jordão e todos seus afluentes diretos.

O Instituto Água e Terra liberou desde sexta-feira (3) a pesca em todo o território paranaense (Portaria nº 200/2020). As bacias dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas, Tibagi, Pirapó, Laranjinha, São Francisco Falso e Verdadeiro, Jordão, e todos seus afluentes diretos, não estão mais restritos.

A permissão se dá em razão das últimas chuvas que tornaram os rios navegáveis, possibilitando a dispersão dos cardumes.

A portaria ainda reforça que fica proibida a aglomeração de pessoas, sendo obrigatório o respeito ao distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os cidadãos.

A Portaria nº 157/2020, que proibiu a pesca por aproximadamente um mês, teve como objetivo proteger as espécies de peixes. A crise hídrica prejudicou a vazão dos rios, na qual facilita a pesca furtiva, a predação e a extração de peixes jovens e adultos reprodutores.

Lagos e represas

A pesca nos ambientes lênticos, como lagos e represas, também seguem com a pesca permitida. “O único local que está proibido até metade do ano que vem é na real alagada da usina do baixo Iguaçu, região do Capanema”, afirma o engenheiro de Pesca e chefe regional do Instituto Água e Terra em Toledo, Taciano Maranhão.

Segundo ele, nesse local há uma resolução específica face a construção da UHE do Baixo Iguaçu. Faz parte do monitoramento do impacto ambiental da ictiofauna. Foi proibido por dois anos e vai ser liberada no próximo ano.

Fiscalização

Fiscais do Instituto Água e Terra e da Polícia Ambiental reforçam a fiscalização para garantir que não ocorram excessos, descumprimento do tamanho de captura das espécies e desrespeitos às normas ambientais no retorno da atividade pesqueira no Estado.

Para pescadores amadores é obrigatória a apresentação de autorização de pesca e, para os profissionais, a apresentação do Registro Geral de Pesca, e seus equipamentos de deverão ser identificados (redes e espinhéis).

Penalidades

Aos infratores serão aplicadas as penalidades e sanções previstas na Lei Federal nº 9.605/1998. Quem for flagrado pescando em desacordo com as determinações será enquadrado na lei de crimes ambientais.

A multa varia de R$ 700,00 por pescador e mais R$ 20,00 por quilo ou unidade de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, poderão ser apreendidos pelos fiscais.

Meio Ambiente, Paraná, Sem categoria,

Retirada e corte de árvores nativas devem ser feitos pelos órgãos ambientais

No Paraná, 179 atendimentos por queda de árvores foram registrados pela Defesa Civil Estadual. Árvores nativas só podem ser removidas do local com a autorização dos órgãos ambientais municipais e estadual.

As chuvas e ventos fortes desta semana causados por um ciclone extratropical derrubaram árvores e fizeram estragos em diversas cidades do Paraná. Em algumas regiões os ventos chegaram a 120 quilômetros por hora. O recolhimento e o corte de árvores nativas derrubadas pela tempestade, principalmente as ameaçadas de extinção, como Araucárias e Imbuias, devem ser autorizados pelos órgãos ambientais municipais e estadual.

“Em cidades como Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu é preciso comunicar às secretarias municipais de meio ambiente. Já nas cidades em que a prefeitura não emite essas autorizações para árvores nativas, é preciso entrar em contato com os escritórios regionais do IAT”, explica José Volnei Bisognin, diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto Água e Terra (IAT).

De acordo com ele, a população só pode fazer o corte da árvore que caiu com os ventos se ela estiver causando alguma interferência, mas ainda assim é necessário avisar aos órgãos ambientais competentes.

“A população pode requerer o aproveitamento próprio do material caído em áreas particulares, inclusive das espécies ameaçadas de extinção, como pinheiros, por exemplo, a partir da plataforma SGA em até cinco árvores, ou pelo Sinaflor quando houver mais de cinco indivíduos de qualquer espécie nativa. As árvores caídas em áreas públicas, como ruas e praças, são de responsabilidade exclusiva dos órgãos municipais”, orienta o diretor.

Também é possível acionar a Defesa Civil do município e o Corpo de Bombeiros, caso a árvore esteja causando riscos.

Veja a lista dos escritórios regionais do Instituto Água e Terra AQUI e também confira quais são as espécies nativas do Paraná AQUI.

DANOS – O ciclone que atingiu Paraná nesta semana afetou 14.392 pessoas de 70 municípios. Ao todo, 3.469 casas foram danificadas.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, até a manhã desta quinta-feira (02) foram registrados 179 atendimentos em todo o Paraná de queda de árvores em residências e/ou obstrução de vias urbanas.

O Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) também registrou bloqueios por queda de árvores no Sudoeste do Estado, no município da Lapa (Região Metropolitana de Curitiba), nas PRs-423 e 427; na PR-151 em São Mateus do Sul; em Palmas, entre o trevo da PR-449 e o Posto Rodoviário; na PR-412; na PR-272; e em Cruzmaltina, na PRC-272.

Meio Ambiente, Paraná,

O novo marco legal do saneamento básico

Gilmar Cardoso

No apagar das luzes do ano passado o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei do saneamento básico (PL 4162/19, do Poder Executivo), que na prática, atualiza o marco legal do saneamento básico (Lei Federal nº 11.445/2007), sob a ótica que facilita a privatização de estatais do setor, exige licitação para a contratação desses serviços e prorroga o prazo para o fim dos lixões; o chamado novo marco legal do saneamento básico.

A ideia básica é a atração da iniciativa privada e a ampliação da área nacional de cobertura e universalização dos serviços de água e esgoto até 2033. As novas diretrizes deverão atrair mais de R$ 500 bilhões em investimentos privados e criar até 700 mil empregos no país. Para isso serão necessários cerca de R$ 50 bilhões em investimentos ao ano, sendo que hoje são investidos R$ 12 bilhões anualmente.

Agora, em sessão remota na data de 24 de junho, o Senado aprovou o texto e a matéria seguiu para a sanção ou veto presidencial, com prazo em aberto até o dia 15 de julho.

Antes de ser colocada em pauta, a matéria foi duramente criticada pelo Governo do Paraná, através da presidência da SANEPAR, que fez lobby junto aos prefeitos pedindo mobilização dos deputados e senadores contra a aprovação do projeto, que segundo a carta encaminhada aos gestores alegava que tiraria a autonomia das cidades no saneamento básico (água, esgotos, resíduos sólidos e drenagem), e o poder de decisão dos municípios, ferindo a autonomia municipal e colocando em risco a prestação de serviços para a população mais pobre.

Na prática, segundo a SANEPAR o texto extingue os contratos de programa e impõe a concessão dos serviços, impedindo que Estados e Municípios façam gestão associada de forma voluntária e alinhada ao interesse público, especialmente voltado para os sistemas deficitários e para as populações carentes.

A proposta, segundo o governo paranaense, autoriza e até estimula a privatização de empresas estaduais como a SANEPAR, numa evidente indução ao monopólio privado, o que possivelmente direcionará a atuação privada para os 20% (vinte por cento) de sistemas atrativos e relegará os outros 80% (oitenta por cento) para o orçamento direto dos Municípios, com o risco de desequilíbrio das contas públicas municipais e desatendimento da população nos locais mais pobres e onde estão os atuais déficits sanitários do nosso Estado.

O PL 4.162/2019, aprovado nas duas casas legislativas, extingue o modelo atual de contrato entre os municípios e as empresas estaduais de água e esgoto. Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

A proposta encaminhada para o Congresso Nacional subscrita pelo atual presidente Jair Messias Bolsonaro, encampa e é herança e filho gestado no governo Michel Temer, fruto das Medidas Provisórias 844 e 868, de 2018; que perderam a validade por não terem sido votadas no prazo legal de vigência por 60 dias,prorrogáveis por mais 60 e que por falta de consenso, não foram convertidas em lei; sendo que neste prazo perderam sua eficácia, porém conservaram as relações jurídicas constituídas e decorrentes dos atos praticados durante a sua vigência.

Por lei, a água brasileira, embora dotada de valor econômico, é um bem público. Não pode, portanto, ser privatizada. Indústrias, fazendas e outros negócios que exploram grandes volumes de água o fazem sob uma licença do governo. No Brasil, o Senado, similar à Câmara dos Deputados, convalida e facilita o caminho à privatização. O PL aprovado e prestes a ser convertido em lei, cria um “mercado de águas”, permitindo às empresas que negociem entre si essa outorga pública. Não se trata de privatização em si, mas,na prática, aumenta o controle privado sobre a água.

Os representantes de associações municipais criticam a medida, por considerá-la “privatizante”, enquanto representantes do setor produtivo a apoiam por tê-la como “liberal”. Atualmente, o saneamento é prestado majoritariamente por empresas públicas estaduais. O novo marco legal visa aumentar a concorrência. A principal mudança é a obrigatoriedade da abertura de licitação quando os Estados e municípios, responsáveis pelos serviços, contratarem o serviço de saneamento.

O texto determina a abertura de licitação, com a participação de empresas públicas e privadas, e acaba com o direito de preferência das companhias estaduais. Hoje, 94% das cidades são atendidas por estatais e apenas 6% por empresas privadas.

A proposta aprovada prevê também que o saneamento passe a ser prestado em blocos de municípios de forma regionalizada. Esse item do texto tenta responder às críticas da oposição, que alega que municípios muito pequenos poderiam ficar desassistidos já que não são viáveis financeiramente. Ao aglutinar municípios viáveis – com resultado positivo no equilíbrio de receita e despesa- e inviáveis, a operação continuaria atrativa.

O saneamento básico no Brasil constitui-se num dos maiores gargalos do país. Até hoje, quase metade da população brasileira não possui acesso à rede de esgoto. Um dos pontos principais do projeto, abre caminho para que iniciativa privada atue com mais força no setor e institui um regime de licitações para que os municípios escolham as empresas que irão prestar serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

Acabando, assim, com o direito de preferência pelas companhias públicas estaduais de saneamento. De um lado, apoiadores do projeto defendem que essa abertura irá trazer mais eficiência, competição e investimentos, enquanto a ala da oposição teme que a mudança da regra prejudique os municípios mais pobres – que não seriam tão atrativos. Também há um temor de que as tarifas subam sem controle e que uma insegurança jurídica seja instaurada no setor.

Ainda, de acordo com a proposta, caberá aos municípios promoverem o licenciamento ambiental das atividades, empreendimentos e serviços de saneamento básico. A lei em vigor previa que os lixões deveriam acabar em 2014. Agora, a lei determina como prazo 31 de dezembro de 2020. Esta data não vai valer para os municípios com plano intermunicipal de resíduos sólidos ou plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos.

Para esses casos, os prazos vão variar de agosto de 2021 a agosto de 2024, dependendo da localização e do tamanho do município. O marco estende os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos para que municípios encerrem os lixões a céu aberto. O critério usado para a fixação é o tamanho das cidades. Os novos prazos vão de 2021, para capitais e regiões metropolitanas, até 2024, para municípios com até 50 mil habitantes.

No Estado do Paraná, criada em 23 de janeiro de 1963 a SANEPAR, Companhia pública de saneamento é responsável pela prestação de serviços de saneamento básico a 345 cidades paranaenses e a Porto União, em Santa Catarina, além de 299 distritos ou localidades de menor porte. A empresa trata 77% do esgoto doméstico. Conforme dados do Sistema Nacional do Saneamento (SNIS), a média nacional está em 42%.

A lei possibilita a entrada da iniciativa privada na prestação de serviços de saneamento e fixa o prazo de um ano para licitação obrigatória dos serviços. Nesse período, as empresas estatais de água e esgoto poderão renovar os contratos vigentes firmados com os municípios sem licitação, por até 30 anos.

Porém, novos contratos desse tipo não poderão ser firmados a partir da aprovação da lei. De acordo com o texto, os contratos de saneamento deverão definir metas de universalização que garantam o atendimento de, respectivamente, 99% e 90% da população com água potável e coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033.

Um dos pontos mais controversos é justamente a obrigatoriedade de licitação mesmo em cidades consideradas não lucrativas para o negócio. Segundo a Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), dos mais de 5.500 municípios brasileiros, só 500 apresentam condições de superavit nas operações de saneamento.

A principal polêmica é a viabilidade de abastecimento de locais com pouca atratividade para a iniciativa privada, acabando com o financiamento cruzado, pelo qual áreas com maior renda atendidas pela mesma empresa financiam parcialmente a expansão do serviço para cidades menores e periferias.

O tema é complexo, controverso e divide de forma antagonicamente as opiniões; reproduzindo a épica renascentista Divina Comédia de Dante Alighieri, que percorre uma viagem entre três instâncias completamente distintas: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.

De acordo com o Ministério da Economia, por exemplo, o novo marco legal do saneamento deve alcançar mais de 700 bilhões de reais em investimentos e gerar por volta de 700 mil empregos no país nos próximos 14 anos. Agora que o governo passa por uma situação fiscal complexa e que não vai se resolver logo, a gente precisa de uma solução que traga investimentos adicionais. Esse não é um setor que dependa só de investimentos públicos. As empresas cobram tarifa. Claro que isso é atraente para empresas privadas. Elas podem prestar o serviço a preços módicos se elas forem reguladas e se o Poder Público fiscalizar a qualidade do serviço.

Para a oposição, a medida vai aumentar a tarifa para áreas mais pobres com o fim do chamado subsídio cruzado – em que o lucro em área populosa custeia o prejuízo em municípios menores. Alegam os contrários que centenas de cidades no mundo todo, como Berlim, Paris e Buenos Aires, estão revendo a privatização do saneamento. Estão arrependidas. O PL 4.162/2019 facilita a privatização de estatais de saneamento básico em todos os estados brasileiros.

Destacam que o texto aprovado contou com o apoio de empresas como Coca-Cola, Nestlé e Suez, grandes empresas que utilizam água como matéria-prima; e que o marco não contribuirá para o avanço do saneamento básico no Brasil por uma questão de interesses financeiros das empresas privadas, que tem o lucro e não o serviço como foco. Consideram a medida um retrocesso por privilegiar o setor privado de saneamento e a livre concorrência, em detrimento do acesso aos serviços públicos.

A Agência Nacional de Águas (ANA), hoje responsável por regular o acesso e o uso dos recursos hídricos, passará, segundo o novo marco legal, a desempenhar o papel de reguladora do setor de saneamento básico. Caberá à agência estabelecer padrões de qualidade, padronizar metas do setor e determinar tarifas. Hoje temos 50 agências reguladoras no setor de saneamento no país, sem uma harmonia. É confuso para o setor de infraestrutura. O investidor que vem de fora se pergunta: qual a regra de regulação que tenho que seguir? Fica difícil de entender.

A iniciativa privada aplaudiu a inclusão da concentração das diretrizes regulatórias na ANA – Agência Nacional da Água, sob a alegação de que era preciso trazer mais segurança jurídica para o setor por meio de uma estabilidade regulatória com diretrizes para todos os contratos. A possibilidade da venda das empresas estatais de saneamento, tipo a SANEPAR, por exemplo, foi outro ponto considerado muito favorável pelo setor; pois, atualmente se uma estatal da área é adquirida pela iniciativa privada ela perde os contratos. E o investidor quer previsibilidade e fluxo de caixa. Com a nova norma, os contratos permanecem.

Quando ocorrer a venda da estatal, o controlador privado deverá manter os contratos de parceria público-privada (PPP) e as subdelegações (repasse de contrato para outras empresas) em vigor. O prazo do novo contrato seguirá a lei de concessões, com até 30 anos de vigência.

Outra mudança se dará no atendimento aos pequenos municípios do interior, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Hoje, o modelo funciona por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa ajudam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados e nas periferias.

O projeto aprovado determina, para esse atendimento, que os estados componham grupos ou blocos de municípios, que contratarão os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. O bloco, uma autarquia intermunicipal, não poderá fazer contrato de programa com estatais nem subdelegar o serviço sem licitação. A adesão é voluntária: uma cidade pode optar por não ingressar no bloco estabelecido e licitar sozinha.

A mudança abrirá às multinacionais um mercado que movimenta 140 bilhões de reais por ano. E que jamais recebeu a devida atenção do poder público – as obras subterrâneas talvez não interessem o bastante aos políticos. O Brasil teve dois grandes ciclos de investimento em saneamento básico. Um nos anos 70, com a implantação do Planasa, e outro no fim dos anos 2000, com a aprovação da Lei do Saneamento Básico, em 2007, e as obras do PAC I e II. É pouco diante de um problema colossal. Atrai, contudo, a cobiça do setor privado. As pessoas nunca deixam de beber água, cozinhar ou ir ao banheiro. E quase sempre pagam a conta. Lucro garantido. Mas a que custo?

Resta-nos, à todos uma certeza, público ou privado, o saneamento básico universal ainda é um sonho distante.

  • Gilmar Cardoso é advogado, poeta, membro da Academia Mourãoense de Letras – AML e do Centro de Letras do Paraná.
Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Vendaval afetou mais de 45% dos imóveis de Foz do Iguaçu

O ciclone extratropical que atingiu o Sul do País na terça-feira (30 de junho), provocou estragos no Paraná, com rajadas de vento de até 120 quilômetros por hora.

Em Foz do Iguaçu, de acordo com a Defesa Civil, mais de 45% imóveis (residenciais e comerciais) foram atingidos. Em algumas localidades, o fornecimento de energia elétrico ainda não tinha sido restabelecido na tarde desta quarta-feira (1º).

O vendaval, também batizado de “Ciclone bomba”, alcançou Foz do Iguaçu próximo ao meio dia. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos na cidade passaram de 60 quilômetros por hora, derrubando árvores e postes e destelhando casas e estabelecimentos comerciais. Na região central, vários veículos foram atingidos por galhos e árvores inteiras.

Durante e logo após a tempestade, equipes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros receberam centenas de ligações.  Houve registro de estragos em pelo menos três Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Um dos imóveis fica na região do Porto Meira e foi inaugurado há pouco tempo. O bairro foi um dos mais atingidos pela chuva. 

Destruição

Na Ocupação do Bubas, aproximadamente 1,3 mil casas foram destelhadas com a força dos ventos. Os moradores pediram ajuda da Secretaria Municipal de Assistência Social para doação de lonas e telhas. De acordo com o secretário Elias Souza, a Defesa Civil foi acionada e começou o mapeamento das regiões mais atingidas e de população mais vulnerável.

Além do Bubas, também ocorreram muitos estragos na Favela do Cemitério e Vila Bancária. As telhas para esses moradores começaram a ser distribuídas ainda ontem. A presidente da Associação de Moradores do Bubas, Maria Lúcia Batista, disse que a maioria das 1,8 mil casas da ocupação foram atingidas e as famílias perderam os móveis.

Lar dos Velhinhos

A instituição, que também fica na região do Porto Meira, sofreu diversos danos. O imóvel ficou sem energia, teve parte do telhado arrancado e árvores caíram. A direção avalia os prejuízos e o que será feito. A Defesa Civil entregou lonas na instituição.

Postes da rede elétrica também foram danificados durante o temporal em todas regiões de Foz do Iguaçu. Muitas árvores derrubaram os pilares e romperam fios. A Copel, até a tarde de ontem, não conseguiu fazer um balanço do total de imóveis afetados, mas confirmou que pelo menos 45% do município ficou sem luz.

 A produção e distribuição de água foi igualmente prejudicada. As duas estações de tratamento da cidade e várias estações de bombeamento ficaram sem energia. Por conta disso, algumas regiões, como o Porto Meira, registraram falta de água ontem.

As redes de internet via rádio e fibra ótica também sofreram danos. Telefones da Guarda Municipal e Prefeitura tiveram o funcionamento prejudicado. No jornal GDia, a produção do impresso, que circularia nesta quarta-feira (1º), precisou ser cancelada pela falta de recursos devido ao temporal. 

Para ajudar os atingidos

Os milhares de moradores da Ocupação Bubas estão enfrentando dificuldades e necessitam de doações de telhas, colchões, cobertas e roupa.

As doações podem ser entregues na Associação dos Moradores na Rua João XXIII, no Jardim Guaíra. Mais informações pelo telefone (45) 984312290.

Por: GDia

Curitiba, Destaques, Meio Ambiente,

Com geada, Curitiba e região metropolitana têm o amanhecer mais frio do ano

Curitiba e região metropolitana tiveram a temperatura mais fria do ano no início da manhã desta quinta-feira (2). 

Na capital, os termômetros marcaram 3,7°C, em Pinhais 1,7°C e em Colombo 1,0°C, de acordo com o Sistema Meteorológico Simepar.

Em diversos pontos da capital e região metropolitana uma geada de fraca a moderada foi registrada.

No interior do Paraná, o frio foi mais intenso em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, com 0.7°C negativos.

As informações são da Banda B

Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Tempestade e vendaval deixam casas danificadas e sem energia em várias regiões do Paraná

Mais de 380 casas foram danificadas no Estado. Dados da Defesa Civil mostram que 1.879 pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 13 cidades, sem contar Curitiba.

Os fortes ventos e a tempestade que atingiram o Paraná nesta terça-feira (30) deixaram milhares de residências sem energia e danificaram 385 casas no Estado. Os dados preliminares da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, atualizados às 18h, mostram que 1.879 pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 13 cidades, sem contar Curitiba. Os números serão atualizados conforme os municípios registrarem as ocorrências no sistema da Defesa Civil.

De acordo com o Simepar, as rajadas de vento chegaram a atingir 118 km/h no município de Laranjeiras do Sul, e em muitos locais a velocidade variou de 60 a 100 km/hora.

Em Curitiba, os ventos atingiram 97 km/h, o que deixou, até as 18h30 desta terça-feira, 193 mil unidades consumidoras sem energia elétrica, 30% dos clientes da Copel na cidade.

A companhia mobilizou 208 equipes de eletricistas para atender desligamentos de energia em Curitiba, Região Metropolitana e no Litoral, onde 525 mil unidades consumidoras foram desligadas ao todo. Os bairros mais atingidos na Capital foram o Bigorrilho, Batel, Mercês, Água Verde, Portão, Novo Mundo, Xaxim, Santa Quitéria, Fazendinha e arredores.

No Paraná

Até agora, os municípios afetados no Paraná foram Bela Vista da Caroba, Candói, Clevelândia, Contenda, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Matinhos, Missal, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Piraquara e Santa Lúcia.

Em Nova Prata do Iguaçu, 100 imóves foram danificados, deixando 40 pessoas desalojadas e afetando outras 400. Em Foz do Iguaçu também houve danos em 100 residências, afetando 800 pessoas. No município de Palmas, 12 pessoas estão desabrigadas, após os temporais danificarem 50 residências, o que afetou 200 pessoas.

Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Primeira Unidade de Valorização de Resíduos de Foz do Iguaçu começa a operar na terça-feira (30)

Foi entregue ontem (26) Unidade de Valorização de Resíduos (UVR) Rosana Lemos Turmina, no Jardim Europa. Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o município não realizou solenidade de inauguração.

O prefeito Chico Brasileiro, a secretária de Meio Ambiente Ângela Meira, o assessor especial da Diretoria de Coordenação da Itaipu Binacional, Dalton Vilas Boas e o gerente de divisão de ação ambiental da Itaipu, Sergio Angheben estiveram no local para uma visita técnica, acompanhados pela presidente da COAAFI, Cleusa Cordeiro e por catadores e catadoras.

“A Coleta Seletiva se tornou um grande patrimônio de Foz do Iguaçu, é uma ação que está engajando toda a cidade e que veio para ficar. Além de promover um desenvolvimento sustentável e um meio ambiente equilibrado este programa está dando dignidade aos catadores e catadoras”, disse o prefeito Chico Brasileiro.

A unidade é a primeira a contar com um sistema mecanizado para o processo de segregação e armazenagem dos materiais recicláveis oriundos da coleta seletiva. O sistema melhora as condições de trabalho dos catadores, aperfeiçoa os processos de logística, melhora a renda dos trabalhadores e o atendimento aos moradores da região.

Na terça-feira, dia 30 de junho, a unidade iniciará o recebimento dos resíduos coletados na região, conforme prevê a secretaria de meio ambiente. A abertura da unidade representa a modernização da política de gestão de resíduos do município. “Esse é um importante passo para o Programa Coleta de Recicláveis, pois otimiza a produção, gera mais renda aos catadores e acima de tudo, provê melhores condições de trabalho”, afirma Angela Meira.

Ainda na visita técnica foi assinado um contrato para que a Cooafi continue operando a coleta seletiva em toda a cidade. “Somos gratos ao poder público por mais esta ação ambiental. Firmar contrato com a prefeitura era um antigo sonho nosso e hoje se tornou realidade”, disse  presidente da Cooperativa dos Agentes Ambientais de Foz do Iguaçu (CAAFI), Cleusa Cordeiro.

Além da nova unidade, o Programa terá outras sete UVR, que estão em fase de reforma e construção. A Unidade do Três Bandeiras está em fase final, com 97% de execução e previsão de entrega no próximo mês. A Unidade de Três Lagoas está com 75% das obras concluídas, do Centro com 60% e do Profilurb II com 12%.

As unidades dos Campos do Iguaçu, Porto Belo e Vila C está em processo de licitação. O programa de coleta de recicláveis iniciou em 2018 e atende 100% da área urbana e rural do município. O investimento é superior a R$ 16 milhões.

Homenageada

Nascida em Foz do Iguaçu, Rosana Lemos Turmina faleceu em 2013. Formada em letras e pós graduada em educação ambiental e administração escolar, Rosana trabalhou por 26 anos na Itaipu e sempre foi uma defensora do meio ambiente. Ao longo de sua carreira promoveu, facilitou e viabilizou diversos processos relacionados a gestão de resíduos e educação ambiental. Pelo espírito de amorosidade, disciplina, e serenidade, Rosana sempre se destacou pelo profissionalismo.

Presenças

Também participaram da visita técnica a secretária de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade, Rosa Maria Jeronymo; servidores e servidoras da secretaria de Meio Ambiente.

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Parque das Aves de Foz do Iguaçu estará fechado para visitação a partir desta terça-feira, 23

No domingo, 21 de junho, o Parque das Aves decidiu fechar novamente para turistas. A decisão está alinhada com o que o Parque divulgou na reabertura, que a permanência da abertura estaria condicionada à situação epidemiológica de Foz do Iguaçu, como também da região e estado.

A decisão foi tomada depois do aumento no número de casos de Covid-19 em Foz do Iguaçu e nas cidades da região. O município divulgou no domingo que haviam 454 contaminados na cidade, um aumento de 64,5% em relação à semana anterior. Várias cidades do Paraná e da região também tiveram um aumento repentino no número de casos.

“Concordamos em reabrir de acordo com a leitura constante do estado epidemiológico da cidade, região e estado. Em cima da nossa leitura atual, não é o momento para permanecermos abertos”, comenta Carmel Croukamp, diretora geral do Parque das Aves.

Os quase 100 funcionários e as mais de 1300 aves que habitam o local, são uma prioridade da instituição, que desde o começo teve protocolos de segurança sanitária rígidas e executadas com muita cautela, mesmo quando o Parque ainda não estava aberto para visitação, pois o trabalho de resgate, abrigo, conservação e cuidado com as aves nunca pode parar.

“O Parque das Aves oferece um passeio seguro para seus visitantes, e condições sanitárias primorosas para seus colaboradores, mas com o Parque aberto, muitos colaboradores que trabalham conosco tinham que deixar seus filhos com outras pessoas, entre outras situações, gerando um risco desnecessário para nossa comunidade interna, principalmente quando pensamos que nossas aves dependem de nós para sobreviver. Neste momento precisamos que cada um cuide bem de si mesmo e de sua família”, acrescenta Carmel.

Mudanças rápidas nos números

Em março, devido à gestão epidemiológica responsável da Prefeitura de Foz do Iguaçu, a Covid-19 fez avanços tímidos na cidade, que se tornou referência no combate à doença.

Com números de contágio baixos e leitos de UTI com pequena ocupação, a prefeitura foi aos poucos liberando o funcionamento das atividades econômicas, culminando com a abertura dos atrativos turísticos no dia 10 de junho, aniversário de Foz do Iguaçu.

“Quando o Parque das Aves reabriu suas portas para a visitação, a situação epidemiológica em Foz do Iguaçu e no Paraná era muito diferente. E por isso nos juntamos aos outros atrativos para oferecer à população local um alento neste momento tão difícil”, fala Carmel.

Por muitos meses, Foz do Iguaçu e o Paraná mantiveram números baixos de contaminados e ocupação de leitos em UTI. Mas a situação mudou de forma drástica.

“Pelos números e dados, fica claro que pessoas estão relaxando. Podemos montar esforços para salvar a economia, mas é importante a mensagem central estar muito nítida: retomada econômica só é possível com consciência plena da segurança comunitária da parte de cada um”, finaliza Carmel.

O Parque das Aves avaliará a data de uma possível reabertura de acordo com os dados epidemiológicos, no momento em que se sentir confortável com a diminuição no número de casos, e avaliando as condições de vida e bem-estar de seus colaboradores.

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Simepar prevê inverno com pouca chuva e oscilações de temperaturas

Estação começa neste sábado com sol em todo o Paraná.  Massas de ar frio devem ser menos persistentes e, por isso, haverá grandes oscilações de temperatura em curtos intervalos de tempo.

O inverno começa às 18h44 deste sábado, 20 de junho, e termina às 10h31 de 22 de setembro. Segundo o Simepar, o início da estação será ensolarado em todo o Estado, sem chuvas, com temperaturas amenas pela manhã e altas à tarde. No primeiro dia, variam de 11° C em Rio Negro, Ponta Grossa e Telêmaco Borba a 31° C em Umuarama.

Segundo o coordenador de Operação do Simepar, meteorologista Marco Jusevicius, neste ano as massas de ar frio devem ser menos persistentes do que o normal. Por essa razão, o inverno apresentará grandes oscilações de temperatura em curtos intervalos de tempo.

Em todas as regiões, a temperatura média deve ficar próxima ou ligeiramente acima da normal climatológica. Há possibilidade de “veranicos”, com vários dias consecutivos secos e mais quentes do que o habitual para a estação, intercalados com períodos curtos de frio intenso.

Chuvas

A meteorologia espera o predomínio de massas de ar seco por diversas semanas, inibindo a formação de chuva de grande extensão e volume. “As chuvas devem ficar abaixo ou dentro da média histórica, sem chance de recuperação do déficit hídrico observado desde o ano passado”, observa Jusevicius.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Para o meteorologista, “mesmo com a ocorrência eventual de episódios volumosos, são esperados períodos mais prolongados sem chuva significativa, indicando que o trimestre será mais seco do que a média climatológica”.

Não haverá influência do fenômeno El Niño. Os modelos climáticos indicam tendência de início de um ciclo da La Niña no final do inverno no Hemisfério Sul.

Alerta geada

Eventuais massas de ar polar podem causar geadas neste ano no Paraná, nas regiões próximas à divisa com Santa Catarina e na Região Metropolitana de Curitiba. É mínima a possibilidade de ocorrência nas demais regiões.

O Paraná é predisposto a geadas durante o inverno. Esse evento requer a combinação de ar frio e seco, céu limpo, vento fraco, temperatura abaixo de 5° C e umidade relativa abaixo de 70%.

Durante a noite, cristais de gelo são depositados no solo e nas plantas. No início da manhã, o gelo reflete a luz solar nas superfícies, fenômeno conhecido como geada branca. Quando não há formação de gelo nas superfícies expostas ao ambiente, o fenômeno é denominado geada negra, com potencial de causar danos severos às plantações.

Para orientar os produtores, já está ativo desde maio o serviço gratuito Alerta Geada, que emite previsões com antecedência de 48 e 24 horas, com base em dados da rede de telemetria do Simepar, Satélite Goes-16 e modelos de previsão do tempo.

Mantido pelo Simepar e pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR Paraná), o serviço divulga boletins pelo Disque Geada (43) 33914500, nas redes sociais e páginas www.simepar.br e www.iapar.br.

Agricultura

Havendo previsão de geada, as agrometeorologistas Heverly Morais e Angela Ferreira da Costa recomendam a proteção das lavouras de hortaliças, mudas de café em viveiros e plantas com até dois anos, bem como frutíferas tropicais recém-plantadas, como abacate e manga.

Também é preciso prevenir danos causados por geadas tardias às plantações de trigo em fase de florescimento e espigamento e frutíferas de clima temperado, como maçã, ameixa, pêssego e nectarina.

O tempo seco no início do inverno favorece o bom desenvolvimento das frutíferas temperadas, café, trigo e milho safrinha – estes últimos um tanto impactados pela seca severa ocorrida no outono.

Tabela

Confira AQUI a tabela com valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de julho, agosto e setembro.