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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Estado estimula o plantio de 10 milhões de mudas de árvores nativas

Meta é do programa Paraná Mais Verde, que neste ano viabiliza o plantio de 3 milhões de mudas criadas em 19 viveiros do Estado. Estes espaços produzem, por ano, cerca de 3 milhões de mudas de 80 espécies nativas e 150 mil mudas de Araucária.

O Governo do Estado iniciou nesta semana uma campanha para estimular a sociedade a participar de uma iniciativa que prevê o plantio de 10 milhões de mudas de árvores nativas de todas as espécies até 2022. A meta faz parte do programa Paraná Mais Verde, iniciado neste ano e que já disponibilizou 3 milhões de mudas.

A produção de mudas é feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, que mantém 19 viveiros no Estado. Os espaços produzem, por ano, cerca de 3 milhões de mudas de 80 espécies nativas e 150 mil mudas de Araucária.

“Temos centenas de pessoas trabalhando no preparo dessas mudas”, destaca o diretor-presidente do IAT, Everton Souza. Segundo ele, o trabalho nos viveiros começa na busca da semente da árvore nativa, que passa por tratamento antes de ser distribuída para o plantio.

O diretor do IAT reforça que é possível solicitar mudas através do link www.sga.pr.gov.br. “Quanto mais preparada ela estiver para ser recebida pelo solo, maior são as chances de se desenvolver e atingir a maturidade com capacidade para dar frutos e servir de alimento para a população e os animais”, explica Souza.

Espécie ameaçada de extinção, a Araucária recebeu atenção especial dentro do programa. No final de outubro, foram plantadas 46 mil mudas de Araucárias durante uma semana em 11 municípios. O reflorestamento alcançou 367 hectares, o que equivale a 367 campos de futebol.

Campanha

Para envolver a sociedade, o Governo do Estado está iniciando uma campanha publicitária, que começou a ser veiculada em 140 outdoors espalhados pelas diversas regiões paranaenses. Também haverá inserções de rádio e televisão.

O Paraná é um dos estados que mais preservam a riqueza vegetal. São 5,8 milhões de hectares de floresta nativa e 1,2 milhão de hectares de plantios florestais. Para manter e ampliar as áreas de conservação, o Estado reforçou a fiscalização contra o corte ilegal.

Em setembro ocorreu a quarta edição da Operação Mata Atlântica em Pé. Foram emitidos 59 Autos de Infração Ambiental (AIA), com multas que superam R$ 3,58 milhões. A ação aconteceu nos municípios de Cantagalo, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Prudentópolis e Turvo, municípios com alto índice de desmatamento.

Cascavel, Meio Ambiente,

Estiagem prolongada acende alerta para rodízio em Cascavel

Sem previsão de chuvas regulares e com consumo alto, Sanepar estuda adotar a medida nos próximos dias. Os rios Cascavel, Peroba e Saltinho e o mais novo manancial de abastecimento, o São José, que entrou em operação no fim de semana passado, registram queda de vazão acima de 40%.

A crise hídrica acendeu o alerta amarelo em Cascavel e coloca em risco o fornecimento de água tratada para a população. Os rios Cascavel, Peroba e Saltinho e o mais novo manancial de abastecimento, o São José, que entrou em operação no fim de semana passado, registram queda de vazão acima de 40%. Além desses rios, 16 poços e o Lago Municipal contribuem para o fornecimento de água aos mais de 330 mil moradores da cidade.

O Oeste do Estado, assim como outras regiões, sofre com a falta regular de chuvas desde o ano passado, quando o volume de precipitação ficou mais de 60% abaixo da média dos últimos sete anos. De janeiro até agora, choveu em Cascavel apenas 945 milímetros. No ano passado, mesmo em estiagem, o volume foi 1.334 milímetros de janeiro até o início de novembro. Técnicos do Simepar apontam que as chuvas regulares e com capacidade para amenizar os efeitos da estiagem só devem ocorrer a partir de fevereiro do próximo ano.

O abastecimento de Cascavel já havia ficado em estado de alerta de setembro a dezembro do ano passado, e foi necessário implantar rodízio por pelo menos 21 dias. Desde então, foram adotadas todas as alternativas disponíveis, como a captação emergencial do Rio Peroba, a abertura do registro de saída de água do Lago Municipal e a operacionalização da nova captação de água do São José.

Para manter o fornecimento de água de forma regular agora, são necessárias chuvas com volume significativo e o apoio da população no uso racional da água. A gerente-geral da Sanepar, Rita Camana, explica que não existem outras fontes para abastecer Cascavel. “Todas as medidas técnicas e operacionais ao alcance da Sanepar já foram tomadas. Com a água escasseando nos mananciais e com o consumo se elevando a cada dia, não há outra opção a não ser voltar com o rodízio no abastecimento”, alerta Camana.

Economia

A crise hídrica, decorrente da maior estiagem da história do Paraná, deve se prolongar. A Sanepar reforça que todos devem fazer consumo consciente de água, incentivando e propagando as orientações de economia e redução no uso. Confira dicas para atingir esse objetivo.

Diminuir o tempo de banho

Considerando uma vazão média de 6 litros de água por minuto, um banho de 10 minutos consome 60 litros de água. Diminua esse tempo para cinco minutos e economize 30 litros. Em uma casa com quatro pessoas, serão economizados 120 litros por dia. No final do mês, a economia será de 3,6 mil litros de água somente reduzindo pela metade o tempo do banho.

Desligar a torneira na escovação dos dentes e usar um copo para enxágue

Mantenha a torneira fechada ao escovar os dentes. Em apenas dois minutos de torneira aberta são gastos cerca de 13,5 litros de água. Abrindo o mínimo a torneira, consumindo, por exemplo, 3,5 litros, serão preservados 10 litros de água. Ao escovar os dentes três vezes ao dia, serão 30 litros economizados. Em um mês, uma única pessoa, terá economizado 900 litros de água somente controlando a torneira na escovação.

Não faça a barba durante o banho. Dez minutos de chuveiro ligado consomem no mínimo 60 litros de água.

Descarga no vaso sanitário

As caixas de descarga acopladas ao vaso sanitário têm vazão de 6 litros por vez. Coloque dentro das caixas uma garrafa de refrigerante embalagem PET de 1 litro com terra ou pedra ou água da máquina de lavar. Isso economizará um litro por descarga sem comprometer a eficiência. Considerando que uma pessoa utiliza o vaso sanitário em média quatro vezes ao dia, em uma casa com quatro pessoas serão economizados 16 litros de água. Em um mês são 480 litros poupados.

Lavar louça

O ideal é acumular a louça. Empilhe e separe a louça do café e lave-a junto com a louça do almoço, por exemplo. Em média, uma torneira de pia de cozinha, funcionando 15 minutos consome 120 litros de água. Ensaboe a louça com a torneira fechada. Se a economia for de 60 litros, em 30 dias serão 1,8 mil litros.

Não lave carros e calçadas

Use a vassoura para limpar o quintal, a calçada ou as áreas comuns de prédios e empresas ou reutilize a água que sai da máquina de lavar roupa. Para se ter uma ideia, uma mangueira ligada por 15 minutos gasta 280 litros de água. Use um balde e um pano para limpar o carro. Uma mangueira ligada por 15 minutos gasta 280 litros de água.

Vazamentos

É importante ficar atento e consertar eventuais vazamentos em casa. Um buraco de dois milímetros em um cano de uma única casa pode desperdiçar 3,2 mil litros de água por mês.

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Estiagem se agrava e aumenta risco de rodízio no Oeste e Sudoeste do Paraná

Sanepar alerta que a baixa vazão de rios poços e minas, simultânea ao aumento do consumo, traz o risco de adoção de rodízio em várias cidades. A colaboração da população para economizar água é fundamental.

O agravamento da crise hídrica em todo o Estado deixa em alerta vários sistemas de abastecimento das regiões Sudoeste e Oeste. O principal motivo é a queda na vazão de rios, poços e minas, em função da falta de chuvas. A colaboração da população para economizar água é fundamental.

Um dos casos mais críticos é o do Rio Siemens, que abastece as cidades de Capanema e de Planalto e teve queda de 75% em sua vazão. Até o fim desta semana, a Sanepar coloca em operação um poço que vai contribuir com a produção de um milhão de litros a mais por dia para atender os dois municípios.

A gerente-geral da Sanepar, Rita Camana, reforça que agora é hora de todos colaborarem. “O uso da água deve ser priorizado para a alimentação, higiene pessoal e limpeza dos ambientes. De um lado, temos a redução drástica nos mananciais de abastecimento e, do outro, aumento da demanda por água tratada. A conta não fecha. Vai faltar água e teremos de adotar medidas mais severas para poder manter o abastecimento em diversas cidades”, destaca Rita.

Panorama

Outras cidades do Sudoeste correm o risco de entrar em sistema de rodízio, como Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos, Salto do Lontra, Salgado Filho e Nova Esperança do Sudoeste. Em Dois Vizinhos, o Rio Jirau Alto teve redução de 50% na vazão. E em Salto do Lontra o volume do Rio do Lontra teve queda de 70%.

Em Santa Izabel do Oeste, o abastecimento está bastante comprometido com a queda de 45% da vazão do Rio Anta Gorda, de 15% do poço e de 80% da mina. Em Nova Prata do Iguaçu, o Rio Santa Cruz praticamente secou e o fornecimento de água está sendo feito apenas com a contribuição do Rio Cotegipe, que também teve 40% de redução no volume.

Em Salgado Filho a queda da vazão do Rio Tamanduá chegou a 75%. Em Bom Jesus do Sul a Sanepar está complementando o abastecimento com caminhão-pipa que leva água de Santo Antônio do Sudoeste.

Na região Oeste, o cenário também é grave. Os poços e rios que abastecem Cascavel, incluindo o São José, apresentam redução acima de 40% nas suas vazões.

O Lago Municipal, utilizado para auxiliar no abastecimento, mostra claramente os efeitos da prolongada estiagem. O nível da água está cerca de dois metros abaixo da normalidade. A Sanepar mantém o registro aberto no lago para deixar o nível do Rio Cascavel em condições operacionais para fornecer água para o tratamento e distribuição à população.

Em Guaraniaçu, o Rio Baú está com nível 50% abaixo do normal. Em Três Barras do Paraná, o Rio Trigolândia apresenta redução da vazão em torno de 20%. Praticamente não sobra nenhum filete de água após a barragem. Por outro lado, o consumo está 10 mil litros de água por hora acima da média para o período.

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Governador Ratinho Junior pede apoio da União contra crise hídrica no Paraná

Governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Estado passa por uma das maiores estiagens da sua história.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quarta-feira (4) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em Brasília, e pediu apoio da União no enfrentamento da crise hídrica que assola o Paraná desde o começo do ano. O Estado passa por uma das maiores estiagens da sua história e está sob regime de emergência nessa área há mais de 180 dias – o decreto que prorroga essa condição por mais 180 dias foi editado na semana passada.

“Estamos muito preocupados com essa situação. É uma dificuldade adicional em meio à pandemia. Estamos tentando novas parcerias com a União para acelerar investimentos que serão essenciais nos próximos meses”, afirmou o governador. “Nesse momento precisamos do apoio da população e de todos os entes públicos, de Brasília ao menor município do Estado”.

De agosto a outubro, o regime de chuvas ficou entre 50% e 70% abaixo da média no Paraná, com uma situação ainda mais preocupante na Região Metropolitana de Curitiba. O déficit hídrico na região, onde o impacto no abastecimento público é mais grave, foi de 650 milímetros nos últimos 12 meses. O rodízio atual nas unidades consumidoras é de 36 horas em 36 horas, dada a situação crítica dos reservatórios, que estão com 27,5% de capacidade.

E não é apenas o abastecimento de água que fica comprometido com a falta de chuvas. A estiagem é ruim para o meio ambiente, aumenta o risco de queimadas e reduz a qualidade do ar, causando vários problemas respiratórios, além dos impactos danosos para a economia, afetando a agricultura, a produção industrial e o fornecimento de energia.

A solução ainda vai demorar, segundo o Simepar. A previsão é que a estiagem se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão, entre dezembro e fevereiro do ano que vem. Além disso, o Paraná pode ser impactado pelo fenômeno La Ninã. O resfriamento das águas do Pacífico pode ter como consequência um verão mais seco no Estado, justamente quando são esperadas as chuvas mais intensas.

“É um momento urgente. Estive em Brasília para buscar apoio nessa pauta que tem nos preocupado. É uma luta que envolve nossa bancada de senadores e nossos deputados. Precisamos encontrar alternativas para minimizar o impacto da seca e para estimular, ainda mais, o uso consciente da água”, destacou o governador.

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Força-tarefa salva matrizes de peixes e garante repovoamento dos rios do Paraná

Agentes do IAT e da Polícia Civil encontraram um dos mais volumosos materiais de pesca predatória do ano. Fiscalizações ocorreram nos rios Tibagi, Paranapanema, Cinza, Laranjinha e Lago da Represa Canoas 1.

O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu a Operação Tempestade na Represa, entre os dias 28 e 31 de outubro, nas águas dos rios Tibagi, Paranapanema, Cinza, Laranjinha e Lago da Represa Canoas 1. Com um dos volumes mais vultosos de materiais apreendidos durante o ano, a ação salvou milhares de matrizes – peixes com ovas -, o que garante o repovoamento dos rios da Bacia Hidrográfica do Paraná.

A operação resultou na apreensão de 5.000 metros de redes de emalhar, mais de 500 metros de cordas de espinhal com anzóis e 12 unidades de tarrafas de arrastão e lance. Além disso, os agentes encontraram grande quantidade de peixes nativos presos às redes. Algumas espécies emalhadas estão protegidas desde 15 de outubro, como o mandi, dourado e piracanjuba.

A força-tarefa contou com o apoio da Polícia Civil – Subdivisão de Cornélio Procópio no primeiro dia, que cedeu embarcação apropriada para a fiscalização. Os materiais apreendidos são de caráter predatório, o que caracteriza crime ambiental, com multa prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, de R$ 700,00 por pescador e mais R$ 20,00 por quilo ou unidade de peixe pescado.

Doação

Como os materiais encontrados não estavam sob a guarda de ninguém, a operação não resultou em multas aplicadas. Os peixes entrelaçados nas redes foram libertados e os que não podiam ser soltos foram destinados ao Asilo São Francisco de Paula, de Bandeirantes.

“Conforme a situação em que o peixe se encontra emalhado na rede, ele sofre muito na manobra de soltura. Por isso, optamos em encaminhar à Instituição de caridade cerca de 36 quilos de espécies variadas, inclusive nativas, e que não poderiam estar sendo pescadas no momento”, disse o chefe regional do IAT em Cornélio Procópio, João Carlos Ferreira.

Ele destaca, ainda, que a falta de chuva é um agravante para a pesca predatória. “Com pouca quantidade de água nos rios, os peixes ficam presos em pequenos poços entre as pedras, buscando por oxigenação. Isso facilita a ação de pescadores com as tarrafas, prejudicando a reprodução dos peixes protegidos por lei”, disse.

O material apreendido fica sob a guarda do IAT por tempo determinado e, caso não seja requisitado, é levado à incineração. 

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A natureza no palco, por Wemerson Dablioe, com imagens de lavar os olhos feitas por Nilton Rolin

…aos poucos vai rolando aquele reencontro das pessoas daqui e de outras bandas com as Cataratas do Iguaçu…

..ontem, teve mais um reencontro, este marcado por um incrível amanhecer e um entardecer de lavar os olhos..

..da passarela, entre o povo que desfilava, Nilton Rolin registrava o espetáculo do dia!

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Período da piracema no Paraná começa neste domingo, 1º de novembro, e vai até fevereiro

A pesca de espécies nativas no Paraná fica proibida até 28 de fevereiro de 2021. A lista inclui bagre, dourado, jaú, pintado e lambari. Quem for flagrado pescando em desacordo com as restrições determinadas pela portaria será enquadrado na lei de crimes ambientais.

O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, informa que inicia neste domingo (1º) o período de restrição à pesca de espécies nativas no Paraná – a piracema. A determinação deve ser cumprida até 28 de fevereiro de 2021.

São protegidas todas as espécies nativas do Estado, como bagre, dourado, jaú, pintado e lambari. É durante esse período que a maioria delas se reproduz.

Considerando o comportamento migratório e de reprodução, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná – que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.

Instrução

A restrição é instruída pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), pela Instrução Normativa nº 25/2009. A restrição anual acontece há mais de 15 anos.

Não entram na restrição as espécies consideradas exóticas, que foram introduzidas no meio ambiente pelo homem, como bagre-africano, apaiari, black-bass, carpa, corvina, peixe-rei, sardinha-de-água-doce, piranha-preta, tilápia, tucunaré e zoiudo. Além de híbridos – organismos resultantes do cruzamento de duas espécies.

Multas

Quem for flagrado pescando em desacordo com as restrições determinadas pela portaria será enquadrado na lei de crimes ambientais. A multa é de aproximadamente R$ 700,00 por pescador e mais de R$ 20,00 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, poderão ser apreendidos. O transporte e a comercialização também serão fiscalizados.

Competições

Durante o período, são proibidas, também, competições de pesca, como torneios, campeonatos e gincanas. Somente são permitidas as competições em reservatórios, visando a captura de espécies não nativas e híbridos.

Fiscais do IAT e da Polícia Ambiental vão reforçar as ações de fiscalização em todo o Estado. Aos infratores serão aplicadas às penalidades e sanções previstas na Lei n° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, no Decreto n° 6.514, de 22 de julho de 2008, na Lei n° 10.779, de 25 de novembro de 2003, e demais legislações específicas.

Crise hídrica

Alguns peixes nativos das bacias hidrográficas do Paraná já estão protegidos deste 19 de outubro: paty ou barbado-chata, mandi-amarelo, pintado, mandi-prata, Piracanjuva e Jaú.

A decisão foi tomada porque, mesmo que o calor acima da média aguce os instintos de reprodução, com o nível dos rios abaixo da média os peixes não têm estímulo para sua migração, condição essencial para que se reproduzam.

Foto: IAT
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Governo prorroga situação de emergência hídrica por mais 180 dias no Paraná

Novo decreto assinado pelo governador Ratinho Junior se deve ao agravamento da estiagem e a previsão de chuvas abaixo da média nos próximos meses. Situação é mais preocupante na Região Metropolitana de Curitiba, onde o impacto no abastecimento é mais grave.

Com o agravamento da estiagem e a previsão de chuvas abaixo da média nos próximos meses, o Governo do Estado decidiu prorrogar por mais 180 dias o prazo de vigência do decreto 4.626/20, que instituiu em maio a situação de emergência hídrica no Paraná. O novo decreto, de número 6.068/20, foi assinado nesta quinta-feira (29) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O Estado passa por uma das maiores crises hídricas da sua história. De agosto a outubro, o regime de chuvas ficou entre 50% e 70% abaixo da média em todo o Paraná, com uma situação ainda mais preocupante na Região Metropolitana de Curitiba. O deficit hídrico na região, onde o impacto no abastecimento público é mais grave, foi de 650 milímetros nos últimos 12 meses.

O volume menor de precipitações e o chamado empacotamento das chuvas, quando chove muito em um curto espaço de tempo, prejudicam a produção de água nos reservatórios. Até esta quinta-feira, o nível das barragens que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana estava em 27,5%, um dos mais baixos de sua história.

“O impacto da estiagem tem sido muito severo em nosso Estado, é uma das piores das últimas décadas. Por isso, é preciso um esforço conjunto da população, para que todos se conscientizem e façam uma economia no uso de água”, afirmou o governador Ratinho Junior.

O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, reforçou a necessidade de prorrogação da situação de emergência hídrica, para evitar consequências ainda mais profundas ao abastecimento.

“Vivemos uma situação bastante preocupante e as previsões não são animadoras. Fazemos mais um apelo à população para que faça uso racional da água e economize o máximo possível”, disse. “Temos a META20, que propõe que cada um reduza em 20% esse consumo. Isso é fundamental para que tenhamos água nos reservatórios até a normalização das chuvas”, ressaltou.

Medidas

O texto do decreto 4.626/20 regulamenta e dá respaldo às empresas de água que atuam no Estado para tomar medidas de racionamento, equilibrando a distribuição entre todos os consumidores e regiões. Na primeira versão, estava autorizado o rodízio no abastecimento por até 24 horas, mas desde agosto a Sanepar passou a adotar um rodízio de 36 horas em 36 horas, dada a situação crítica dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Curitiba.

A normativa também previa a implementação de medidas de apoio aos agricultores pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, visando à eficiência no uso da água nas atividades agropecuárias. Entre elas, está a restrição de captação de água. Já o Instituto Água e Terra (IAT) e a Polícia Militar são responsáveis por fiscalizar o cumprimento das medidas e, se necessário, aplicarem as penalidades cabíveis.

A partir do decreto, também foi instituído um grupo de trabalho para orientar e agilizar as tomadas de decisão durante o período em que vigorar a situação de emergência hídrica. O grupo é formado pelas secretarias da Agricultura; e de Desenvolvimento Sustentável e Turismo; Coordenadoria Estadual da Defesa Civil; Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar); Associação dos Serviços Municipais de Água e Esgoto (Assemae); Polícia Militar e Fórum Estadual de Comitês de Bacias Hidrográficas.

Previsão

A previsão do Simepar para os próximos meses não é animadora, o que também justifica a necessidade de ampliação da vigência do decreto. O diretor-presidente do sistema, Eduardo Alvim, explica que é necessário de três a seis meses de chuvas regulares para a situação voltar à normalidade.

Porém, na primavera e no verão, que são estações mais úmidas, o volume previsto ainda é abaixo do normal. Há a previsão de que o fenômeno La Niña, causado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, seja mais severo na próxima estação. A consequência disso é de ainda menos chuvas no Sul do Brasil.

“Era esperado que a La Niña tivesse menor intensidade, mas previsões recentes apontam que o fenômeno será mais forte. Isso não significa que não vá chover, mas é previsto menos chuva que a média, o que dificulta a regularização das bacias de abastecimento e a vasão dos rios”, explica Alvim. “Por isso, é importante a adoção de medidas de controle e equilíbrio entre a oferta e demanda de água. Leva um tempo para regular o ciclo hidrológico, para a água ser absorvida pela terra para alimentar os lençóis freáticos”, diz.

Alvim lembra, ainda, que o Paraná integra o Monitor de Secas do Brasil, instituído pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que faz o acompanhamento regular da escassez hídrica no País. No balanço mais recente, divulgado pelo monitor em setembro, o Paraná era o estado com a situação mais crítica entre as 19 unidades da federação monitoradas.  

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Semana começa com chuva em Foz do Iguaçu e regiões do Paraná nas fronteiras com Paraguai e Argentina

A chegada de uma frente fria avançando rapidamente provocou chuvas neste início de segunda-feira (26) em Foz do Iguaçu e cidades do Oeste e Sudoeste do Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina e divisa com Santa Catarina.

De acordo com o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacóbsen, o risco de temporais aumenta. “Por enquanto, nas demais regiões o tempo ainda se mantém estável, mas também muda no decorrer desta segunda-feira”, disse.

A previsão é de chuvas durante toda a semana nesta região, aliviando a longa estiagem que tem afetado o cultivo de soja neste período do ano.

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Como ajudar um filhote de ave que caiu do ninho? Assista vídeos e veja fotos!

Nem sempre o melhor para o filhote que caiu do ninho é ser removido; o mais indicado é que ele permaneça com os pais para aprender com eles a como sobreviver

Nesta época do ano, com a entrada da primavera, a maior parte das espécies de aves está na estação reprodutiva e é muito comum alguns filhotes antecipadamente saírem ou até mesmo caírem dos ninhos. Por boa vontade, muitas pessoas, quando encontram o filhote de ave no chão, imediatamente removem o animal do local, porém na maioria dos casos essa não é a melhor ação.

Tentativas bem-intencionadas como essa geralmente impedem que esse “órfão” sobreviva ou viva em seu ambiente natural com outros de sua espécie.

Poucas coisas comovem tanto os amantes da natureza quanto encontrar um filhote de ave caído ao chão. Pequenos, indefesos e aparentemente abandonados, esses filhotes parecem clamar por ajuda. Entretanto, nessa hora é preciso analisar friamente a situação.

Filhotes de caturritas resgatados

Segundo Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves, muitas vezes o filhote é apenas um jovem aventureiro que está dando os primeiros voos para fora do ninho e está no chão porque ainda está aprendendo a voar.

“Primeiro, verifique se a ave é um filhote frágil ou um animal já jovem recém-emplumado, que provavelmente pulou do ninho na primeira tentativa de buscar a independência. Nesse caso, não o leve para longe do local onde o encontrou, pois é ali que os pais irão procurá-lo”, explica Paloma.

Só em 2020, o Parque das Aves recebeu 115 animais resgatados. Desses, quase 15% foram aves encontradas caídas de ninhos. E desses, muitos não estavam necessariamente feridos ou em perigo, e tinham uma grande chance de seguir vivendo com o cuidado dos pais. Paloma reforça que para os animais a criação parental, ou seja, aquela dada pelos próprios pais, é sempre a melhor em diversos sentidos, especificamente comportamentais.

Paloma Bosso com o filhote de pato

“Um filhote vai naturalmente saber como se alimentar e se defender de predadores se observar seus pais executando essas tarefas. Caso contrário, há chances de passar fome e/ou se tornar uma presa fácil para outros animais. Na infância, esses animais têm o que chamamos de ‘período sensível’, no qual estão propensos a responder a estímulos externos que irão moldar seu comportamento ao longo da vida. É nesse momento que eles identificam seus pais como a fonte de alimento, e identificam as características físicas da espécie como parceiros sexuais para se acasalarem no futuro. Então, se por acaso um filhote acaba não recebendo um detalhado treinamento, que atenda a cada um desses critérios, as chances de sobrevivência e o seu retorno ao habitat natural se tornam praticamente impossíveis. Por mais que a gente se esforce, dedique tempo integral aos cuidados, e crie uma série de inovações para garantir o melhor tratamento em termos sanitários e de conforto ambiental a cada animal que chega até nós, nunca conseguimos substituir o papel dos pais na sua totalidade”.

Em caso de chuva ou ventania, muitas vezes o animal também cai acidentalmente. Se os pais estiverem por perto, é sempre melhor que o filhote seja recolocado no ninho ou em locais abrigados para que eles possam seguir com os cuidados.

Filhote de beija-flor

Quando é necessário fazer o resgate

Algumas vezes a ave precisa realmente de ajuda, embora isso seja menos comum. Primeiro verifique se o animal está ferido: com sangramento, tremor e/ou asas caídas. Depois, retire-o do chão para não ser atacado por predadores. Quando há animais de estimação no entorno de onde o filhote foi encontrado, por exemplo, o ideal é prendê-los enquanto o resgate ao filhote é feito.

Filhote de beija-flor

“Ano passado recebemos nove filhotes de caturrita que caíram juntas de um ninho em meio a uma grande tempestade. Nesse caso, o morador fez certo em resgatar as aves, que poderiam ter morrido com a baixa temperatura, mas é preciso sempre analisar com cuidado a situação, pois na maioria das vezes há chances de manter o animal seguro no local”, diz Paloma.

Caso fique em dúvida, é melhor não manusear a ave e solicitar ajuda profissional da Polícia Ambiental ou do órgão ambiental da região para efetuar o resgate. Estes são os locais autorizados a realizar este tipo de auxílio e encaminhar o animal para instituições nas quais ele possa receber o tratamento adequado.

“Aqui no Parque das Aves, recebemos muitos filhotinhos que caíram do ninho. Quem resgata esses bichinhos tem a melhor das intenções, mas nem sempre o melhor para a ave é que ela seja retirada do local. Por mais indefesos (e fofinhos) que eles possam parecer, temos que fazer um esforço grande de pensar racionalmente qual o melhor destino para aquele animal. Na dúvida, lembre-se que sua decisão vai definir o futuro daquele animal”, reforça Paloma.

Filhote de araçari-castanho

Saiba o que fazer

1- Se você encontrar uma ave no chão, procure pelo ninho nas proximidades e tente devolvê-lo a este local ou a um outro local seguro de predadores nas imediações. Toque-o com delicadeza, pois são animais muito frágeis;

2- Observe se os pais voltaram ao ninho. Caso eles voltem, a ave está a salvo e o seu dever foi cumprido;

3- Verifique se o animal não está apenas explorando a região. É normal que esses filhotes mais velhos passem um tempo no chão quando estão aprendendo a voar. Nesse caso, apenas observe a distância para contribuir com sua segurança. Temos certeza que será muito divertido fazer isso. Você aprenderá muito sobre o comportamento das aves;

4- Não leve o filhote para longe nem o solte longe do local onde o encontrou, pois é ali que os pais irão procurá-lo;

5- Afaste potenciais predadores, como cães e gatos;

6- Verifique se o animal está fisicamente ferido, com sangramentos, por exemplo. Nesse caso o ideal é ligar para a Polícia Ambiental ou o órgão ambiental da região para que eles efetuem o resgate e encaminhem o animal para onde ele possa receber o tratamento adequado;

7- Enquanto estiver tomando conta dele, não o alimente e não o manuseie sem necessidade. Quando uma ave está em choque, ela pode se debater e se machucar ainda mais.

OBS: Muito cuidado ao tocar o animal. Filhotes de aves de rapina, como gaviões, águias, falcões, entre outros, possuem garras e bicos pontudos que podem machucar você.