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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Itaipu Binacional, Meio Ambiente,

Itaipu vai utilizar tecnologia para controle de plantas aquáticas

A Itaipu Binacional vai modernizar o monitoramento do reservatório com a aquisição de um aparelho norte-americano que vai auxiliar o trabalho dos técnicos de campo no controle das plantas aquáticas, as chamadas “macrófitas”. Nestas quarta (25) e quinta-feira (26), os profissionais da Divisão de Reservatório participam de um treinamento para uso do aparelho. O objetivo é garantir a qualidade e a quantidade de água adequadas para a geração de energia na usina e para os usos múltiplos do reservatório.

O aparelho funciona como uma espécie de “sonar”: ele é mergulhado na água e emite um pulso que é captado por um software, ajudando o técnico de campo a classificar o que é lama, planta ou pedra. Com o equipamento, não é necessária a coleta de grande quantidade de plantas para serem analisadas em laboratório.

“É possível até mesmo medir a altura da planta, e essa informação é muito importante, porque quando se sabe a área ocupada e a altura, é possível avaliar a biomassa da macrófitas e, assim, tomar decisões precisas”, afirmou o gerente da Divisão de Reservatório da Itaipu, Irineu Motter.

De acordo com Irineu, até o momento, não houve necessidade de fazer qualquer intervenção no reservatório com a retirada das macrófitas. Iniciativas como estas são feitas, geralmente, pelas prefeituras dos municípios lindeiros, para garantir a balneabilidade das praias da Costa Oeste. O monitoramento das macrófitas, explica Irineu, é feito pela Itaipu em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A ferramenta integra uma série de melhorias da Diretoria de Coordenação para modernizar o monitoramento das macrófitas e se antecipar na tomada de decisões sobre ações ambientais. Outra melhoria é o acompanhamento por satélite pela Plataforma Planet, recurso integrado à plataforma de geoprocessamento e gestão dos usos múltiplos do reservatório e áreas protegidas. Com o acesso diário a essas imagens, está em desenvolvimento um sistema de alerta da ocorrência de macrófitas no reservatório.

O que são macrófitas?

As macrófitas aquáticas são plantas que têm grande capacidade de adaptação, podendo habitar ambientes variados de águas doce, salobra e salgada, além de locais com água parada ou corrente. Elas são essenciais ao perfeito equilíbrio do ambiente aquático, sustentando um elevado número de organismos, diminuindo a turbulência das águas e sedimentando os materiais em suspensão. São também utilizadas para a desova e refúgio de vários organismos aquáticos, como peixes e insetos.

Imprensa de Itaipu

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Temperatura pode chegar a 39ºC durante a semana em Foz do Iguaçu

A semana começou com tempo estável em todas as regiões do Paraná, o que deve favorecer as altas temperaturas nos próximos dias.

Em Foz do Iguaçu, o calor deve chegar a 39ºC durante a semana, de acordo com previsões dos institutos de meteorologia.

As altas temperaturas chegam faltando um mês para o início do verão 2020/2021, no próximo dia 21 de dezembro.

Além do calor forte, o Estado passa por uma das mais longas estiagem de sua história, que pode durar até fevereiro de 2021.

Meio Ambiente, Paraná,

74 pássaros apreendidos em cativeiro são devolvidos à natureza em Toledo, no Oeste do Paraná

Aves foram encontradas durante fiscalização de técnicos do IAT. Ao todo, foram apreendidas 102 aves. Destas, 28 encaminhadas a um criadouro de preservação de papagaios e outros pássaros em Toledo, no Oeste.

Setenta e quatro pássaros apreendidos nesta semana em cativeiros irregulares nos municípios de Pitanga e Laranjal, no Centro do Estado, foram devolvidos ao habitat natural. Ao todo, as apreensões somaram 102 aves. Outras 28 foram encaminhadas para um criadouro de preservação de papagaios e outros pássaros em Toledo, no Oeste.

As aves foram resgatadas por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná. Trata-se de diversas espécies, como sábia, bigodinho, cúrio, azulinho, pintassilgo, papa-capim, canário-da-terra, iraúna, além de trinca-ferro, azulão, melro, pimentão, papagaio baitaca e maritaca-macaranã.

As aves foram apreendidas durante a Operação Voo Livre, desenvolvida por técnicos dos Escritórios Regionais do IAT em Pitanga, Campo Mourão e Umuarama, com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde, de Guarapuava.

“Algumas aves foram soltas no dia em que as encontramos e outras encaminhadas ao nosso Escritório Regional para uma avaliação que constatou que mais de 90% delas estavam aptas a voltar à natureza.”, afirmou o Chefe do Núcleo Regional do IAT em Pitanga, Elmiro Genero.

Na vida livre, os pássaros possuem um papel importante na natureza ao polinizar plantas e dispersar sementes de árvores nativas, por exemplo. “São animais que foram retirados da natureza, então eles podem ficar estressados e se tornar agressivos. Além disso, podem se automutilar, adoecer e até chegar a óbito”, afirma a bióloga do IAT, Herica Rozário.

CUIDADOS – A soltura das aves teve que ser feita em dois dias, devido às chuvas na região. A bióloga explica que esse processo precisa ser cauteloso porque os pássaros podem estar estressados e cansados. “Com o mau tempo, o voo deles pode ser dificultado e isso faz com que não consigam encontrar um local protegido”, destacou.

Antes de soltar as aves na natureza, elas ficaram resguardadas no Escritório Regional do IAT de Pitanga e em uma chácara autorizada pelo órgão ambiental, recebendo os devidos cuidados.

OPERAÇÃO – A Operação Voo Livre foi criada com o objetivo de fiscalizar os criadores amadores cadastrados no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), do Ibama.

“A participação dos técnicos de outras regionais foi muito importante para a capacitação da equipe de residentes técnicos que está no Escritório Regional de Pitanga para melhorar os métodos de fiscalização”, disse Genero.

Uma pessoa foi detida por posse ilegal de arma e autuada com multa. Outras 11 também receberam multas emitidas pelo IAT que somam R$ 68,5 mil. A pena pelo crime de manter pássaros em situações irregulares é multa de R$ 500,00 por ave apreendida. 

Caçar, apanhar, manter em cativeiro e comercializar espécies nativas e silvestres sem autorização são considerados crime, previsto na Lei Federal nº 5.197/67.

Meio Ambiente, Paraná,

MP ajuíza ação em Campo Mourão pelo corte irregular 3,5 mil araucárias

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do núcleo de Campo Mourão, no Centro-Ocidental do estado, do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, ajuizou ação civil pública ambiental contra o Município de Campo Mourão e uma madeireira pelo corte irregular de 3.532 de araucárias de mais de 30 anos.

Conforme a ação, o Município tinha autorização para utilizar um imóvel público com o corte de árvores, mas descumpriu as condições previstas na permissão, suprimindo as espécies florestais nativas, que deveriam ser mantidas e adensadas, conforme plano de corte e recuperação da área de reserva legal.

A autorização previa o corte de árvores apenas se houvesse necessidade de uso público da área, o que não foi comprovado pelo Município. Não foi realizado o obrigatório Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para compatibilizar a proteção ambiental da área degradada. Além disso, as araucárias – espécie sob risco de extinção – foram suprimidas por empresa (também ré no processo) que as arrematou em leilão por um preço equivalente a menos de 20% do valor mínimo de mercado da madeira extraída, causando prejuízo aos cofres públicos.

Dissimulação – Na ação o MPPR sustenta que o ato foi “dissimulado sob a aparência da perfeita legalidade”, uma vez que a autorização ambiental “que embasou o corte das araucárias sustentou-se na utilidade pública da municipalidade, em nenhum momento demonstrada mediante os documentos produzidos nos autos, embora oportunizado ao Município por duas vezes que o justificasse”.

O Ministério Público requer a condenação dos réus à obrigação de reparar os danos ambientais, promovendo a recuperação da área degradada, e ao pagamento de compensação ambiental financeira, no montante de R$ 985.298,00 – valor mínimo de mercado estimado para o volume de madeira extraído. (Do MPPR).

Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Parque das Aves é a única instituição no mundo focada em conservação de Aves da Mata Atlântica

Bioma é o mais ameaçado do Brasil e concentra 25% de todos os animais e plantas que correm o risco de desaparecer

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a maior parte da fauna e flora brasileira em risco de extinção está na Mata Atlântica. Diante da alarmante situação, o Parque das Aves reforça sua atuação como a única instituição no mundo focada na conservação de aves desse bioma.

Segundo a pesquisa, denominada “Contas de Ecossistemas: Espécies ameaçadas de extinção”, em todos os biomas brasileiros há espécies em risco, mas a situação é mais grave na Mata Atlântica, onde vive a maior parte da população brasileira e 25% de todos os animais e plantas que correm o risco de desaparecer.

O bioma tem 1.989 espécies de animais e plantas ameaçadas. Dessas, o Parque das Aves tem seu foco em 120 espécies e subespécies de aves. Mais de uma dezena de animais já são considerados oficialmente extintos na natureza, entre eles o mutum-de-alagoas, e dependem de programas de reprodução assistida, como o que é feito no Parque das Aves.

“Como participante do Programa de Cativeiro do Mutum-de-alagoas, o Parque das Aves recebeu, em junho de 2015, 10 casais da ave, vindos do criadouro CRAX, em Minas Gerais. Desde então já nasceram mais de 20 filhotes no Parque, contribuindo para o aumento da população mundial desta ave que chegou a ser extinta em seu ambiente de ocorrência natural”, diz Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves.

Floresta fragmentada

A Floresta Atlântica é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta devido ao histórico de degradação causada pelo processo de colonização do território brasileiro. A Mata se espalha por 17 estados brasileiros, mas está concentrada principalmente no litoral. Apesar de representar menos de 12% da área total original do bioma, essa região apresenta altíssimo valor para a conservação da biodiversidade.

“Toda essa riqueza biológica está confinada em fragmentos florestais protegidos que estão frequentemente isolados entre si pois se localizam dispersos em áreas dominadas por ambientes urbanos ou de uso agropecuário, ambos pouco amigáveis à biodiversidade”, comenta a diretora.

A vocação do Parque das Aves ganha ainda mais destaque diante do contexto que uma importante pesquisa divulgada na revista Nature demonstrou: restaurar 30% de áreas degradadas do planeta pode salvar 71% de espécies da extinção. No Brasil, a Mata Atlântica que é uma zona de alta prioridade de restauração, pela sua rica biodiversidade, apresenta baixos custos de restauração e alto sequestro de carbono.

Assessoria

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Semana começa com chuva em Foz do Iguaçu e risco de tempestades no Paraná e outros estados do Sul do país

A manhã de segunda-feira (09) começou com chuva em Foz do Iguaçu e outras regiões do Estado. De acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicado neste domingo (8), existe riscos de temporais na região sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

De acordo com as previsões, deve chover entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e também vai ter vento forte, entre 60-100 km/h. O alerta ainda fala em possibilidade de granizo para parte dos três estados do Sul.

Consequentemente há riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Ações recomendadas
– Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).

– Se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.
– Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

As áreas em alerta ficam nas seguintes regiões:
Região Metropolitana de Curitiba, região central, litoral, norte, oeste, sudoeste e sul do Paraná, oeste Catarinense, Vale do Itajai, Grande Florianópolis, Planalto Sul Catarinense, Litoral Sul Catarinense, Depressão Central, Encosta inferior e superior do Nordeste, Campos de Cima da Serra, Planalto Médio, Missões, Alto Uruguai, , Litoral Gaúcho, Meio-Oeste Catarinense, Litoral Norte Catarinense e Planalto Norte Catarinense.

Instabilidade
Já de acordo com o Simepar, áreas de instabilidade que se desenvolveram no Paraguai avançam progressivamente para leste e ainda neste domingo vão atingir os municípios do oeste do Paraná, mas as chuvas chegam com intensidade fraca e não há incidência de descargas atmosféricas.
Chuvas isoladas já foram registradas no começo da tarde deste domingo na Serra da União, municípios de Laranjeiras do Sul e Nova Laranjeiras e próximo do Parque Nacional do Iguaçu, Lindoeste, sul de Cascavel, Santa Lúcia e Boa Vista do Aparecida.

Fonte: Crisloosecompartilha, com informações do Inmet e do Simepar

Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Estado estimula o plantio de 10 milhões de mudas de árvores nativas

Meta é do programa Paraná Mais Verde, que neste ano viabiliza o plantio de 3 milhões de mudas criadas em 19 viveiros do Estado. Estes espaços produzem, por ano, cerca de 3 milhões de mudas de 80 espécies nativas e 150 mil mudas de Araucária.

O Governo do Estado iniciou nesta semana uma campanha para estimular a sociedade a participar de uma iniciativa que prevê o plantio de 10 milhões de mudas de árvores nativas de todas as espécies até 2022. A meta faz parte do programa Paraná Mais Verde, iniciado neste ano e que já disponibilizou 3 milhões de mudas.

A produção de mudas é feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, que mantém 19 viveiros no Estado. Os espaços produzem, por ano, cerca de 3 milhões de mudas de 80 espécies nativas e 150 mil mudas de Araucária.

“Temos centenas de pessoas trabalhando no preparo dessas mudas”, destaca o diretor-presidente do IAT, Everton Souza. Segundo ele, o trabalho nos viveiros começa na busca da semente da árvore nativa, que passa por tratamento antes de ser distribuída para o plantio.

O diretor do IAT reforça que é possível solicitar mudas através do link www.sga.pr.gov.br. “Quanto mais preparada ela estiver para ser recebida pelo solo, maior são as chances de se desenvolver e atingir a maturidade com capacidade para dar frutos e servir de alimento para a população e os animais”, explica Souza.

Espécie ameaçada de extinção, a Araucária recebeu atenção especial dentro do programa. No final de outubro, foram plantadas 46 mil mudas de Araucárias durante uma semana em 11 municípios. O reflorestamento alcançou 367 hectares, o que equivale a 367 campos de futebol.

Campanha

Para envolver a sociedade, o Governo do Estado está iniciando uma campanha publicitária, que começou a ser veiculada em 140 outdoors espalhados pelas diversas regiões paranaenses. Também haverá inserções de rádio e televisão.

O Paraná é um dos estados que mais preservam a riqueza vegetal. São 5,8 milhões de hectares de floresta nativa e 1,2 milhão de hectares de plantios florestais. Para manter e ampliar as áreas de conservação, o Estado reforçou a fiscalização contra o corte ilegal.

Em setembro ocorreu a quarta edição da Operação Mata Atlântica em Pé. Foram emitidos 59 Autos de Infração Ambiental (AIA), com multas que superam R$ 3,58 milhões. A ação aconteceu nos municípios de Cantagalo, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Prudentópolis e Turvo, municípios com alto índice de desmatamento.

Cascavel, Meio Ambiente,

Estiagem prolongada acende alerta para rodízio em Cascavel

Sem previsão de chuvas regulares e com consumo alto, Sanepar estuda adotar a medida nos próximos dias. Os rios Cascavel, Peroba e Saltinho e o mais novo manancial de abastecimento, o São José, que entrou em operação no fim de semana passado, registram queda de vazão acima de 40%.

A crise hídrica acendeu o alerta amarelo em Cascavel e coloca em risco o fornecimento de água tratada para a população. Os rios Cascavel, Peroba e Saltinho e o mais novo manancial de abastecimento, o São José, que entrou em operação no fim de semana passado, registram queda de vazão acima de 40%. Além desses rios, 16 poços e o Lago Municipal contribuem para o fornecimento de água aos mais de 330 mil moradores da cidade.

O Oeste do Estado, assim como outras regiões, sofre com a falta regular de chuvas desde o ano passado, quando o volume de precipitação ficou mais de 60% abaixo da média dos últimos sete anos. De janeiro até agora, choveu em Cascavel apenas 945 milímetros. No ano passado, mesmo em estiagem, o volume foi 1.334 milímetros de janeiro até o início de novembro. Técnicos do Simepar apontam que as chuvas regulares e com capacidade para amenizar os efeitos da estiagem só devem ocorrer a partir de fevereiro do próximo ano.

O abastecimento de Cascavel já havia ficado em estado de alerta de setembro a dezembro do ano passado, e foi necessário implantar rodízio por pelo menos 21 dias. Desde então, foram adotadas todas as alternativas disponíveis, como a captação emergencial do Rio Peroba, a abertura do registro de saída de água do Lago Municipal e a operacionalização da nova captação de água do São José.

Para manter o fornecimento de água de forma regular agora, são necessárias chuvas com volume significativo e o apoio da população no uso racional da água. A gerente-geral da Sanepar, Rita Camana, explica que não existem outras fontes para abastecer Cascavel. “Todas as medidas técnicas e operacionais ao alcance da Sanepar já foram tomadas. Com a água escasseando nos mananciais e com o consumo se elevando a cada dia, não há outra opção a não ser voltar com o rodízio no abastecimento”, alerta Camana.

Economia

A crise hídrica, decorrente da maior estiagem da história do Paraná, deve se prolongar. A Sanepar reforça que todos devem fazer consumo consciente de água, incentivando e propagando as orientações de economia e redução no uso. Confira dicas para atingir esse objetivo.

Diminuir o tempo de banho

Considerando uma vazão média de 6 litros de água por minuto, um banho de 10 minutos consome 60 litros de água. Diminua esse tempo para cinco minutos e economize 30 litros. Em uma casa com quatro pessoas, serão economizados 120 litros por dia. No final do mês, a economia será de 3,6 mil litros de água somente reduzindo pela metade o tempo do banho.

Desligar a torneira na escovação dos dentes e usar um copo para enxágue

Mantenha a torneira fechada ao escovar os dentes. Em apenas dois minutos de torneira aberta são gastos cerca de 13,5 litros de água. Abrindo o mínimo a torneira, consumindo, por exemplo, 3,5 litros, serão preservados 10 litros de água. Ao escovar os dentes três vezes ao dia, serão 30 litros economizados. Em um mês, uma única pessoa, terá economizado 900 litros de água somente controlando a torneira na escovação.

Não faça a barba durante o banho. Dez minutos de chuveiro ligado consomem no mínimo 60 litros de água.

Descarga no vaso sanitário

As caixas de descarga acopladas ao vaso sanitário têm vazão de 6 litros por vez. Coloque dentro das caixas uma garrafa de refrigerante embalagem PET de 1 litro com terra ou pedra ou água da máquina de lavar. Isso economizará um litro por descarga sem comprometer a eficiência. Considerando que uma pessoa utiliza o vaso sanitário em média quatro vezes ao dia, em uma casa com quatro pessoas serão economizados 16 litros de água. Em um mês são 480 litros poupados.

Lavar louça

O ideal é acumular a louça. Empilhe e separe a louça do café e lave-a junto com a louça do almoço, por exemplo. Em média, uma torneira de pia de cozinha, funcionando 15 minutos consome 120 litros de água. Ensaboe a louça com a torneira fechada. Se a economia for de 60 litros, em 30 dias serão 1,8 mil litros.

Não lave carros e calçadas

Use a vassoura para limpar o quintal, a calçada ou as áreas comuns de prédios e empresas ou reutilize a água que sai da máquina de lavar roupa. Para se ter uma ideia, uma mangueira ligada por 15 minutos gasta 280 litros de água. Use um balde e um pano para limpar o carro. Uma mangueira ligada por 15 minutos gasta 280 litros de água.

Vazamentos

É importante ficar atento e consertar eventuais vazamentos em casa. Um buraco de dois milímetros em um cano de uma única casa pode desperdiçar 3,2 mil litros de água por mês.

Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Estiagem se agrava e aumenta risco de rodízio no Oeste e Sudoeste do Paraná

Sanepar alerta que a baixa vazão de rios poços e minas, simultânea ao aumento do consumo, traz o risco de adoção de rodízio em várias cidades. A colaboração da população para economizar água é fundamental.

O agravamento da crise hídrica em todo o Estado deixa em alerta vários sistemas de abastecimento das regiões Sudoeste e Oeste. O principal motivo é a queda na vazão de rios, poços e minas, em função da falta de chuvas. A colaboração da população para economizar água é fundamental.

Um dos casos mais críticos é o do Rio Siemens, que abastece as cidades de Capanema e de Planalto e teve queda de 75% em sua vazão. Até o fim desta semana, a Sanepar coloca em operação um poço que vai contribuir com a produção de um milhão de litros a mais por dia para atender os dois municípios.

A gerente-geral da Sanepar, Rita Camana, reforça que agora é hora de todos colaborarem. “O uso da água deve ser priorizado para a alimentação, higiene pessoal e limpeza dos ambientes. De um lado, temos a redução drástica nos mananciais de abastecimento e, do outro, aumento da demanda por água tratada. A conta não fecha. Vai faltar água e teremos de adotar medidas mais severas para poder manter o abastecimento em diversas cidades”, destaca Rita.

Panorama

Outras cidades do Sudoeste correm o risco de entrar em sistema de rodízio, como Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos, Salto do Lontra, Salgado Filho e Nova Esperança do Sudoeste. Em Dois Vizinhos, o Rio Jirau Alto teve redução de 50% na vazão. E em Salto do Lontra o volume do Rio do Lontra teve queda de 70%.

Em Santa Izabel do Oeste, o abastecimento está bastante comprometido com a queda de 45% da vazão do Rio Anta Gorda, de 15% do poço e de 80% da mina. Em Nova Prata do Iguaçu, o Rio Santa Cruz praticamente secou e o fornecimento de água está sendo feito apenas com a contribuição do Rio Cotegipe, que também teve 40% de redução no volume.

Em Salgado Filho a queda da vazão do Rio Tamanduá chegou a 75%. Em Bom Jesus do Sul a Sanepar está complementando o abastecimento com caminhão-pipa que leva água de Santo Antônio do Sudoeste.

Na região Oeste, o cenário também é grave. Os poços e rios que abastecem Cascavel, incluindo o São José, apresentam redução acima de 40% nas suas vazões.

O Lago Municipal, utilizado para auxiliar no abastecimento, mostra claramente os efeitos da prolongada estiagem. O nível da água está cerca de dois metros abaixo da normalidade. A Sanepar mantém o registro aberto no lago para deixar o nível do Rio Cascavel em condições operacionais para fornecer água para o tratamento e distribuição à população.

Em Guaraniaçu, o Rio Baú está com nível 50% abaixo do normal. Em Três Barras do Paraná, o Rio Trigolândia apresenta redução da vazão em torno de 20%. Praticamente não sobra nenhum filete de água após a barragem. Por outro lado, o consumo está 10 mil litros de água por hora acima da média para o período.

Meio Ambiente, Paraná,

Governador Ratinho Junior pede apoio da União contra crise hídrica no Paraná

Governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Estado passa por uma das maiores estiagens da sua história.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta quarta-feira (4) com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em Brasília, e pediu apoio da União no enfrentamento da crise hídrica que assola o Paraná desde o começo do ano. O Estado passa por uma das maiores estiagens da sua história e está sob regime de emergência nessa área há mais de 180 dias – o decreto que prorroga essa condição por mais 180 dias foi editado na semana passada.

“Estamos muito preocupados com essa situação. É uma dificuldade adicional em meio à pandemia. Estamos tentando novas parcerias com a União para acelerar investimentos que serão essenciais nos próximos meses”, afirmou o governador. “Nesse momento precisamos do apoio da população e de todos os entes públicos, de Brasília ao menor município do Estado”.

De agosto a outubro, o regime de chuvas ficou entre 50% e 70% abaixo da média no Paraná, com uma situação ainda mais preocupante na Região Metropolitana de Curitiba. O déficit hídrico na região, onde o impacto no abastecimento público é mais grave, foi de 650 milímetros nos últimos 12 meses. O rodízio atual nas unidades consumidoras é de 36 horas em 36 horas, dada a situação crítica dos reservatórios, que estão com 27,5% de capacidade.

E não é apenas o abastecimento de água que fica comprometido com a falta de chuvas. A estiagem é ruim para o meio ambiente, aumenta o risco de queimadas e reduz a qualidade do ar, causando vários problemas respiratórios, além dos impactos danosos para a economia, afetando a agricultura, a produção industrial e o fornecimento de energia.

A solução ainda vai demorar, segundo o Simepar. A previsão é que a estiagem se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão, entre dezembro e fevereiro do ano que vem. Além disso, o Paraná pode ser impactado pelo fenômeno La Ninã. O resfriamento das águas do Pacífico pode ter como consequência um verão mais seco no Estado, justamente quando são esperadas as chuvas mais intensas.

“É um momento urgente. Estive em Brasília para buscar apoio nessa pauta que tem nos preocupado. É uma luta que envolve nossa bancada de senadores e nossos deputados. Precisamos encontrar alternativas para minimizar o impacto da seca e para estimular, ainda mais, o uso consciente da água”, destacou o governador.

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