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Diálogo de donos de bares e restaurantes compartilhado em grupo de secretários do Governo gera mal estar

Pegou mal a atitude de um agente público em compartilhar, sem autorização, diálogo entre donos de bares e restaurantes associados da Abrabar.

Na conversa, os empreendedores comentam o pacote anunciado pelo governador Ratinho Junior (PSD), o qual chamam de “pacotinho”. Um deles desanca a iniciativa por não atender as reais necessidades da categoria.

Entre os pleitos defendidos pelos empreendedores estão linhas de crédito para pagar aluguéis, isenção de taxas estaduais e principalmente sobre a questão da Copel, Sanepar e Compagas, que afligem diretamente o setor.

O print com a conversa que teria provocado um mal estar no Palácio Iguaçu (foto), segundo apurou o blog, teria sido postado por um secretário que é chegado em uma intriga e, em função disto, ficou conhecido nos corredores do poder da capital como “Mário Fofoca”.

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Em Foz do Iguaçu, vereadoras Anice Gazzaoui e Inês Weizemann migram para o PL

As vereadoras Anice Gazzaoui (esquerda) e Inês Weizemann (direita) com o presidente do PL, Elizeu Liberato

O presidente do diretório municipal, vereador Elizeu Liberato, abonou a ficha de filiação ao PL das vereadoras Anice Gazzaoui e Inês Weizemann ao PL de Foz do Iguaçu.

O ato ocorreu nesta sexta-feira (27), faltando menos de uma semana para o fechamento da chamada “janela partidária”, em 4 de abril, período criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para vereadores que irão disputar a reeleição em 4 de outubro, sem correr o risco de perder o mandato.

Inês Weizemann deixou o PSD, partido pelo qual se elegeu em 2016 com 1.486 votos. Ela disse que vinha pensando em buscar espaço e ajudar a somar em outro partido, mas antes de qualquer definição, comunicou a decisão ao PSD.

“Foi uma escolha bem madura até porque a minha missão junto ao PSD foi cumprida. Agora, em outro partido, pretendo continuar trabalhando por Foz do Iguaçu”, afirmou Inês.

A vereadora Anice Gazzaoui, que está no segundo mandato, estava sem partido. Em 2016 ela se desfiliou do PT e ingressou no PTN, conquistando 4.937 votos no pleito daquele ano.

“Obrigada ao PL pela confiança. Que Deus abençoe nosso município e a todos nós”, comentou Anice em uma rede social.

Com o ingresso das duas vereadoras, o PL passa a contar com a maior bancada da atual legislatura da Câmara de Foz do Iguaçu, com três parlamentares.

Com o ingresso das vereadoras, o PL deve apresentar a chapa mais forte de candidaturas femininas no pleito deste ano, diz o presidente estadual da sigla, o deputado federal Fernando Giacobo.

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Foz do Iguaçu vai manter o isolamento social como estratégia de enfrentamento ao Coronavírus

O prefeito Chico Brasileiro e o vice-prefeito e secretário de saúde Nilton Bobato reforçaram hoje (28), durante o programa de rádio Foz em Ação, as recomendações para que todos cumpram o isolamento social necessário para conter a rápida disseminação do coronavírus, seguindo orientação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde.

O prefeito também pediu a união de toda a população e a compreensão do empresariado neste momento. “Não é vontade nossa estar com tudo parado, sabendo que isso prejudica a comunidade como um todo. Mas é uma realidade que temos que enfrentar. Até agora estamos acertando, dando uma resposta muito positiva neste enfrentamento. Na saúde a gente não tem que pagar pra ver, nós temos que agir preventivamente. Quero pedir a compreensão de todos, porque se errarmos agora, poderemos ter um prejuízo muito maior para as empresas. Temos que ter essa responsabilidade, esse olhar técnico”, afirmou.

Brasileiro relembrou que o município tem 121 casos suspeitos de coronavírus em análise, o que impede, neste momento, uma avaliação mais concreta da situação. “Até quarta-feira, nós teremos o resultado de todos os pacientes que fizeram o exame em Foz. Não podemos tomar nenhuma decisão sem saber se o vírus está circulando em Foz, e se temos ou não transmissão comunitária. Em cima desses exames, anunciaremos um plano mais detalhado, de como e quando será essa retomada”, adiantou o chefe do executivo.

Além disso, o município aguarda o credenciamento do Centro de Medicina Tropical, da Itaipu, ser autorizado para fazer os testes rápidos para Covid-19. A Unila (Universidade Federal da Integração Latino Americana) também busca este credenciamento para fazer os testes em até 6 horas no laboratório do Hospital Municipal.

Durante o programa de rádio, o vice prefeito Nilton Bobato condenou o chamado “isolamento vertical”, quando somente os grupos de risco (idosos e doentes crônicos) fazem o isolamento. “Vários países que não fizeram o isolamento ou adotaram estratégias de imunidade em massa, ou seja, não implantaram medidas restritivas, voltaram atrás das suas decisões. Nova York é hoje o epicentro da epidemia do mundo. Se nós não temos nenhum caso internado até o momento é justamente por isso, por esse cuidado, e devemos continuar assim para impedir o aumento de casos”, explicou.

Enfrentamento
A posição técnica médica segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, considerando a importância do isolamento. Fabiana Aidar Fermino, Médica Hematologista e Professora de Medicina da Unila, destaca que é fundamental reforçar a informação. “A quarentena está ajudando muito, mas é necessário manter o rigor”.

Chefe do Departamento de Clínica Médica do Hospital Municipal, o médico Luiz Fernando Zarpelon destacou que um dos reais problemas do Coronavírus é ser transmitido muito facilmente. “Assim, o número de doentes cresce de maneira rápida, fazendo com que os hospitais não sejam capazes de internar adequadamente todos os pacientes que necessitam. Isso prejudica os pacientes, que não recebem o tratamento que receberiam se os serviços não estivessem superlotados”.

Isolamento social como estratégia
Vários países têm adotado o isolamento social. Desta forma, o número de casos novos cresce mais lentamente e permite que o sistema de saúde (público ou privado) atenda a todos os pacientes adequadamente, evitando a superlotação. Além disso, o isolamento social também protege as pessoas de risco (como idosos e pessoas com doenças crônicas) para que não sejam expostas ao vírus, uma vez que seus familiares (igualmente em isolamento) também não estão expostos.

Assintomáticos também podem estar doentes
“Não há estratégia de identificar os pacientes que carregam o vírus, mas não estão doentes (os chamados “assintomáticos”). Assim, não há como garantir o isolamento de todas as pessoas que transmitem o vírus. As sociedades médicas nacionais e internacionais recomendam fortemente que os brasileiros se mantenham em casa com o mínimo de contato possível com outras pessoas. É uma forma de garantir a saúde de nossos amigos, colegas, companheiros, pais e avós”, explica Zarpelon.

Atuação conjunta no Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus
O Hospital Municipal, Prefeitura de Foz, o curso de Medicina da Unila ea Câmara Municipal de Foz do Iguaçu tem trabalhado conjuntamente no enfrentamento ao Coronavírus. “Para os casos necessários realizamos testes e tratamentos imediatos. Graças a grande adesão da nossa população e às medidas de isolamento social, os setores assistenciais do Hospital têm conseguido dar o atendimento adequado a todas as pessoas que nos procuram”, afirma Dr. Zarpelon.

(Texto: AMN e CMFI)

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Acifi afirma que não apoiou carreata pelo fim da quarentena do Coronavírus em Foz do Iguaçu

A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) não apoiou a carreata da manhã desta sexta-feira (27), pedindo o fim da quarentena contra o Coronavírus e a abertura do comércio em Foz do Iguaçu.

A informação é do presidente da entidade, Faisal Ismail. “A Acifi não estava apoiando esta manifestação”, ressaltou Faisal.

A mobilização, de acordo com ele, “foi voluntária” e criada por um grupo de empresários dentro de um aplicativo chamado Telegram.

De acrodo com o presidente da Acifi, no aplicativo de internet “eles tomaram a decisão de fazer este movimento, como aconteceu em muitas cidades do país”.

A mobilização, que partiu por volta das 10h da manhã do Gramadão da Vila A de Itaipu, foi convocada pelas redes sociais pelo militar da reserva e pré-candidato a prefeito da extrema-direita Ranieri Marchioro.

O ato reuniu empresários e simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro, que vem defendendo o fim do isolamento social e a retomada do comércio por se tratar de uma “gripezinha” a infecção Covid-19, provocada pelo Coronavírus.

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Prefeitura e empresários decidem pela manutenção do comércio fechado em Santa Terezinha de Itaipu

O prefeito de Santa Terezinha de Itaipu, Cláudio Eberhard, esteve reunido em grande parte da manhã desta sexta-feira,27, juntamente com a equipe que coordena o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE/Covid-19), com a diretoria da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acisti) para tratar sobre as medidas adotadas de combate ao coronavírus.

Por enquanto, o decreto 85/2020, de 19 de março, que se refere a suspensão do atendimento presencial ao público em estabelecimentos comerciais pelo prazo de 15 dias, permanece mantido.

Ficou acordado, que na segunda-feira, 30, haverá nova reunião com os membros da Acisti e demais lideranças, para avaliar os números do fim de semana apontados pela Secretaria da Saúde do Paraná (SESA) e finalizar o plano estratégico de retomada das atividades, que está sendo construído em conjunto.

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Prefeitura entrega 2.400 cestas básicas para famílias de alunos da Rede Pública em Foz do Iguaçu

A Prefeitura de Foz do Iguaçu entregou essa semana 2.400 cestas básicas para famílias de alunos da Rede Municipal de Ensino inscritas no Cadastro Único da Assistência Social e beneficiárias do Bolsa Família. Organizada pelas Secretarias de Educação e Assistência Social, a ação aconteceu em sete escolas e oito CMEIS (Centro Municipal de Educação Infantil) nas regiões de Três Lagoas, Cidade Nova, Lagoa Dourada e Porto Meira.

Além dos alimentos não perecíveis, as famílias receberam frutas, verduras e legumes disponibilizados pelo Banco de Alimentos de Foz do Iguaçu. Ao todo, 5 toneladas de produtos da agricultura familiar foram distribuídas.

Na próxima semana, outras 3.100 cestas básicas serão entregues para as famílias de alunos em situação de vulnerabilidade social, totalizando 5.500 nesta primeira etapa. O município investiu cerca de R$ 450 mil na aquisição destes produtos.

Doações

Para fazer a entrega, um planejamento foi traçado com todas as escolas e CMEIS, estabelecendo os dias e horários em que as famílias poderiam buscar os produtos, evitando aglomerações. As famílias foram informadas por telefone e receberam senhas ao chegar na instituição de ensino.

“Todos os servidores que atuaram nesta mobilização utilizaram luvas, máscaras e mantiveram as normas de higienização. Também disponibilizamos álcool gel para os voluntários e moradores”, disse a secretária de educação Maria Justina da Silva.  “A mobilização envolveu servidores de todas as secretarias e autarquias. A Secretarias de Obras, Agricultura e de Segurança Pública também foram essenciais para o resultado desta ação”, ressaltou Justina.

Mais alimentos

A Secretaria de Assistência Social está licitando outras 30 mil cestas, que serão entregues às famílias a partir de abril. O recurso empenhado nesta compra é de R$ 2,8 milhões.

Paralelo a estas ações, o Município também desenvolve uma campanha de arrecadação de alimentos, idealizada pela secretaria de Direitos Humanos. “Temos hoje 30 mil famílias cadastradas em nosso município que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, recebem menos de 300 reais por mês. Sabemos que este número vai aumentar por conta das medidas de enfrentamento ao Coronavírus, e por isso pedimos o apoio da sociedade civil para atendermos toda essa demanda”, explicou a secretária de Direitos Humanos, Rosa Maria Jerônymo.


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Governador anuncia pacote de R$ 1 bilhão para preservar os empregos

O valor é para estimular a atividade produtiva de todos os segmentos

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (27) um conjunto de ações que somam R$ 1 bilhão para estimular a atividade econômica e preservar emprego e renda dos paranaenses. O valor está distribuído entre linhas de crédito para o setor produtivo e pequenos empreendedores, dilação de prazos de financiamentos das prefeituras e de impostos para empresas, e contingenciamento de recursos do orçamento.

As medidas foram discutidas com o setor empresarial ao longo da semana e têm como objetivo primordial a manutenção dos postos de trabalho. “Nosso pacote é de proteção e manutenção dos empregos. Ele foi construído para atender autônomos, e de micro até as grandes empresas”, ressaltou o governador. “Os tomadores dos créditos terão o compromisso de manter seus trabalhadores”.

Ratinho Junior explicou que o governo estadual estruturou esta primeira etapa de medidas e que outras podem ser adotadas em caso de necessidade. “Queremos o menor prejuízo possível e atingir o máximo de pessoas nos próximos 30, 60 ou 90”, disse. “Estamos vivendo uma crise de saúde pública que atingiu a economia de todo o mundo. No Paraná, é a pior desde 1975, desde a geada negra”.

O governador ressalta que o Estado está atento aos problemas gerados pela pandemia do novo coronavírus. “O momento é muito duro, as empresas estão sofrendo, os autônomos estão com muitas dificuldades. Por isso formatamos esse grande pacote de investimentos para a classe empresarial, para ajudar todos os setores nesse momento”, acrescentou.

CRÉDITO 

A maior parte do pacote envolve disponibilidade de crédito. São linhas com juros menores, carências de até um ano e desburocratização dos processos. A operacionalização envolve o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Fomento Paraná. As instituições formataram programas emergenciais para destinar recursos aos micro, pequenos e médios empreendedores; aos setores mais atingidos pela crise; e empresas que já são clientes.

O Governo do Estado também aportou R$ 5 milhões em um fundo garantidor para os financiamentos, renovou por doze meses as condições das empresas que recebem incentivos fiscais, prorrogou por 90 dias o prazo de pagamento do ICMS para 277 mil empresas do Simples Nacional e anunciou um projeto de lei para manter empregos nas empresas que mantêm contratos com a administração estadual.

Além de injetar dinheiro novo na atividade produtiva, o Governo do Paraná estima manter em circulação até R$ 6 bilhões ao abrir a possibilidade da suspensão da cobrança de dívidas de tomadores de crédito (públicos e privados) junto aos agentes econômicos vinculados ao Estado.

Confira as medidas

Prorrogação do prazo para pagamento do ICMS

O Governo do Estado prorrogou o pagamento da alíquota do ICMS embutida no regime do Simples Nacional por 90 dias para 277 mil empresas. Esse é um regime tributário diferenciado e simplificado aplicável a microempresas (ME) e pequenas empresas (EPP – Empresas de Pequeno Porte) que têm receita bruta anual de até R$ 360 mil (micro) e até R$ 4,8 milhões para as EPP.

Renovação do prazo do programa de incentivos fiscais por doze meses

O Governo do Estado renovou automaticamente as condições do programa de incentivos fiscais por doze meses. São benefícios já aplicados a 12 setores, entre eles vestuário e vinhos. O prazo acabaria no dia 30 de abril. Esses benefícios atingem dois tratamentos tributários diferenciados, de redução de base de cálculo e créditos presumidos.

Aporte de R$ 5 milhões em garantias

O Governo do Estado aportou R$ 5 milhões no fundo garantidor formado por seis Sociedades Garantidoras de Crédito (SGCs), que recebem recursos do Sebrae, prefeituras, associações comerciais, empresas parceiras e do próprio Poder Executivo. O Sebrae aportou R$ 5 milhões e o Sicoob mais R$ 5 milhões, ou seja, são R$ 15 milhões a mais. Com o saldo atual, serão R$ 54 milhões de garantia.

Fomento Paraná

A estimativa da Fomento Paraná é empregar em torno de R$ 480 milhões no pacote econômico anunciado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Os recursos estão divididos em quatro grandes linhas principais e objetivam atingir pelo menos 40 mil empresas. “O intuito é não tirar dinheiro de circulação dos municípios e das empresas, por isso dos adiamentos da amortização dos atuais financiamentos. E também temos dinheiro novo. Estamos acompanhando as decisões do governo federal para ajudar os paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da instituição, Heraldo Neves.

Uma das principais medidas é uma linha de crédito de capital de giro de R$ 120 milhões com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para atender empreendedores informais, microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, com limite de até R$ 6 mil por tomador, em condições facilitadas de análise e de garantias, sem necessidade de aval de terceiros. Os recursos também custearão a postergação de parcelas de financiamentos privados e públicos já contratados, e ainda a redução (equalização) de taxas de juros em empréstimos das outras linhas.

A Fomento Paraná usará recursos do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE) para reduzir em cinco pontos percentuais ao ano a taxa de juros da linha tradicional de microcrédito da instituição, que vai até R$ 10 mil para empreendedores pessoa física e até R$ 20 mil para pessoa jurídica. Com isso, a menor taxa de juros, que é de 1,28% ao mês, deve baixar para 0,91% ao mês. O prazo para pagamento nessa linha aumentou de 36 meses para 48 meses, com carência ampliada para até 12 meses (incluída no prazo total).

Empreendedores que iniciaram uma atividade informal até 31 de dezembro de 2019 poderão ter acesso a até R$ 1,5 mil. Quem já abriu um CNPJ e se formalizou, mas está há menos de um ano no mercado, terá acesso a um limite de R$ 3 mil. Empreendedores formalizado há mais de 12 meses, como microempreendedores individuais, micro ou pequena empresa, terão acesso a um limite de R$ 6 mil. Para as três faixas a taxa de juros será de 0,41% ao mês e o prazo para pagamento será de 36 meses, com direito a 12 meses de carência. Os recursos serão liberados em até três parcelas.

Outra linha, de R$ 160 milhões, disponibilizará capital de giro entre R$ 6 mil e o limite de R$ 200 mil para micro e pequenas empresas (faturamento anual até R$ 4,8 milhões), por meio de uma linha de crédito tradicional, com recursos repassados pelo BNDES. Nesse caso, a taxa de juros disponível será a partir de 0,68% ao mês e o prazo para pagamento de 60 meses, incluindo uma carência de até 12 meses. A liberação dos recursos será vinculada a um compromisso das empresas com a manutenção de salários.

Os atuais clientes da instituição financeira que desejarem também poderão solicitar a postergação de pagamento das parcelas de financiamento por um período de até 90 dias. A análise e aprovação dessa renegociação será feita caso a caso, com condições especiais de taxas de juros. A estimativa do banco é aportar R$ 36 milhões nesse segmento.

Também será oferecido aos municípios que possuem financiamentos com a Fomento Paraná uma possibilidade de moratória de 180 dias sem pagamento de juros ou de amortização do principal. Essa medida tem um impacto estimado de R$ 148 milhões. Cada município deverá analisar a vantagem ou não de suspender os pagamentos nesse prazo. 

E para o Banco da Mulher Paranaense há algumas mudanças. Toda empreendedora poderá tomar o crédito até o limite de R$ 6 mil da nova linha com recursos do FDE, formal ou informal, dentro das condições de taxa de juros de 0,41% ao mês, com prazo de 36 meses e carência para pagar. Acima desse valor, continuam valendo os recursos da Fomento Paraná: de R$ 6 mil a R$ 10 mil para pessoa física e de R$ 10 mil a R$ 20 mil para pessoa jurídica com mais de 12 meses de atividade, com taxa de 0,76% ao mês, com até 12 meses de carência e prazo total de 48 meses para pagar. Para micro e pequenas empresas que tenham mulheres como proprietárias ou sócias, há crédito acima de R$ 20 mil – até R$ 200 mil – com taxas a partir de 0,44% ao mês e prazo de 60 meses, incluída carência de 12 meses.

BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) formatou um programa emergencial de R$ 670 milhões. Ele inclui R$ 50 milhões da linha de microcrédito repassada para a Fomento Paraná, R$ 100 milhões de recursos próprios e R$ 520 milhões de outros fornecedores de crédito.

O objetivo é financiar micros, pequenas e médias empresas do Estado; os setores mais atingidos pela crise, como turismo, economia criativa, prestação de serviços, alimentação, entre outros; e tomadores que já são clientes.

São R$ 100 milhões de recursos próprios para atender o crédito de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão, com taxa de juros (Selic) de 3% ao ano, prazo máximo de 60 meses e carência de até 24 meses. A exigência é de que o tomador mantenha os postos de trabalho. As linhas são: microcrédito – até R$ 50 mil; micro e pequenas empresas – até R$ 200 mil; e demais empresas – até R$ 1,5 milhão.

Também haverá R$ 520 milhões disponíveis para linhas de capital de giro e para incremento da produção. As condições serão aquelas propostas pelos fornecedores de recursos, em especial a operacionalização das linhas anunciadas pelo BNDES, FUNGETUR, FINEP e outros.

O BRDE ainda postergou prazos (até seis meses) de todos contratos ativos destinados a micro, pequenas e médias empresas que não são do setor rural. Pode envolver reforma ou compra de maquinários em geral, pequenas centrais hidroelétricas, fornecedores de serviços para hotéis ou parques de entretenimento, etc. As linhas equalizadas (PSI e Plano Safra) precisam de portaria do governo federal.

Projeto de lei

O Governo do Estado vai encaminhar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que institui a manutenção dos empregos nas empresas terceirizadas que atendem o poder público.

Contingenciamento

Haverá, ainda, contingenciamento de R$ 321 milhões no Orçamento em virtude da previsão da queda de arrecadação elaborada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

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Em Curitiba, carreata em apoio ao presidente Bolsonaro e pelo fim da quarentena do Coronavírus. Veja fotos!

Um grupo de empresários e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro circula neste início de tarde de sexta-feira (27) pelas ruas da região central de Curitiba, capital do Paraná.

Eles se manifestam pelo fim da quarentena do Coronavírus e em apoio a Bolsonaro, que se manifestou rede nacional na terça-feira (24), afirmando que a infecção da Covid-19 é “uma gripezinha”.

Com o fim da quarentena, afirmam os organizadores, as pessoas voltarão a trabalhar, encerramento o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias para impedir a propagação do vírus.

As fotos da capa e que ilustram esta postagem foram enviadas pelo fotógrafo Eduardo Matysiak/Futura Press.

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Ratinho e Hussein Bakri garantem continuidade da Tarifa Rural Noturna a 12 mil produtores

O deputado Hussein Bakri (PSD) anunciou, na noite desta quinta-feira (26), que o Governo do Estado vai manter a Tarifa Rural Noturna, que beneficia 12 mil agropecuaristas com um desconto de 60% na conta da energia elétrica consumida entre 21h30 e 6 horas.

A decisão do Governador Ratinho Junior (PSD) foi tomada após o parlamentar alertá-lo do impacto que o fim do benefício causaria a setores importantes da economia estadual, envolvidos na produção de aves, suínos, peixes e leite.

“Fui procurado por entidades ligadas ao setor agropecuário e também por lideranças políticas da região Oeste preocupadas com a notícia de que o benefício seria cortado. De imediato, levei o tema ao Governador, que demonstrou sensibilidade e atenção aos 12 mil produtores que são beneficiados pelo programa. Esse subsídio terá uma importância ainda maior agora em meio aos reflexos econômicos provocados pela pandemia do coronavírus”, afirmou Hussein Bakri, que é Líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Uma lei aprovada e sancionada no ano passado garante o subsídio de R$ 54 milhões ao ano para o pagamento à Copel da energia gasta por esses produtores rurais. No entanto, na última quarta-feira (25), eles receberam mensagens de celular informando que o benefício seria suspenso. A justificativa dos técnicos da Secretaria da Agricultura era de que a Tarifa Rural Noturna não estava levando em conta o perfil dos produtores, beneficiando não apenas aqueles que de fato necessitam do subsídio, mas também grandes agropecuaristas.

O problema foi contornado em uma conversa de Hussein Bakri com o Governador, que também foi alertado por entidades como a Faep (Federação da Agricultura do Paraná) e a Ocepar, que representa as cooperativas do estado. Segundo o Líder do Governo, Ratinho entendeu a importância do apoio financeiro aos produtores, cujas atividades precisam de energia elétrica 24 horas por dia.

No caso das granjas de aves e suínos do Oeste do estado, por exemplo, a energia garante o funcionamento dos equipamentos que fornecem água e alimentação aos animais e também aciona os sistemas de aquecimento e ventilação. “Essa é uma relação em que os dois lados ganham. Os produtores ganham competitividade nacional pagando menos pela energia, enquanto o Governo ganha em impostos com a geração de emprego e renda”, defendeu Hussein Bakri.

Sabedor da importância da energia elétrica para a produção agropecuária do Oeste do Paraná, no ano passado o parlamentar levou até a região o diretor-presidente de distribuição da Copel, Maximiliano Orfali, para debater soluções para as frequentes quedas de energia. Esses episódios têm sido frequentes, sobretudo no interior dos municípios, e causam prejuízos com a morte de animais e também com os gastos adicionais para o acionamento de geradores.

Depois da reunião, foram realizados mutirões em várias cidades para a poda de árvores que entravam em contato com os cabos condutores de energia. Em paralelo, a Diretoria de Distribuição da Copel trabalha na elaboração de um programa de redirecionamento de recursos priorizando o Oeste do Paraná.

Foto: Orlando Kissner/Alep

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Coronavírus: Governo anuncia R$ 40 bi para empresas pequenas e médias pagarem salários durante a crise

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (27), a criação de uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para o pagamento de salários de funcionários de pequenas e médias empresas por até dois meses.

Em contrapartida, o empresário terá que se comprometer a não demitir os trabalhadores em decorrência da crise causada pela pandemia do coronavírus, destacou o Portal UOL..

O volume de investimento, no total, poderá chegar a R$ 40 bilhões (R$ 20 milhões por mês) e atender aproximadamente 1,4 milhões de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores.

A maior parte do dinheiro (85%) será injetada pelo governo federal e 15%, pelos bancos privados.

Na prática, isso significa que o governo ficará com 85% do risco de inadimplência e os bancos com os demais 15%.

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