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Foz do Iguaçu

Leia as últimas notícias sobre Foz do Iguaçu no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Monitoramento da fauna já registrou 1.858 animais de 179 espécies na área da ponte da Integração Brasil-Paraguai

A segunda campanha de monitoramento da fauna da região da Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai e do acesso rodoviário à BR-277, será realizada nos meses de janeiro e fevereiro de 2021.

Na primeira campanha do programa, exigência do licenciamento ambiental do Ibama, foram registrados 1.858 animais de 179 espécies nos meses de julho e agosto de 2020, no entorno do marco brasileiro das 3 Fronteiras.

O maior número de registros é do grupo das aves, com 1.506 indivíduos de 109 espécies. Em relação as outras espécies foram 27 de mamíferos, 32 de peixes e 11 de répteis e anfíbios.

Dentre as espécies, 175 eram nativas da região e apenas 4 exóticas (fora de sua área de distribuição natural).

Destaca-se a presença de cuícas (Philander sp.), que tipicamente habitam locais de vegetação mais adensadas e copas de árvores devido seu hábito arborícola.

Também a presença da Uirapuru laranja (Pipra fasciicauda), ave comum em áreas com vegetação mais adensadas.

Com o uso de armadilha fotográfi ca a equipe obteve o registro de um Leopardus wiedii (Gato-maracajá), categorizada como Vulnerável (VU) devido ao risco elevado de extinção na natureza.

A perda e fragmentação de habitats naturais e a caça são as principais ameaças às populações de L. wiedii no Brasil (ICMBio, 2013).

Contexto

O Programa de Monitoramento da Fauna é exigência do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama, com base na IN nº146 (IBAMA, 2007), que traz regras gerais sobre a atividade e trata da expedição de autorizações para captura, coleta e transporte de fauna silvestre.

O diagnóstico ambiental realizado no EIA – Estudo de Impacto Ambiental feito antes do início das obras – fornece referências sobre as condições da fauna na região antes da instalação do empreendimento.

Os dados são comparados aos obtidos nas campanhas durante a execução das obras, permitindo analisar os impactos e fazer a previsão destes, tanto durante a fase de obras quanto na fase de operação da rodovia, e assim traçar estratégias de conservação da fauna e do ambiente no entorno.

Panorama

A estrutura, que vai unir Foz do Iguaçu e Presidente Franco, é executada pelo Consórcio Ponte Brasil Paraguai (Unica, MPV, RMG) com recursos da Itaipu Binacional e do Governo do Paraná (DER-PR).

Com informações do Boletim Informativo do DER-PR

Destaques, Foz do Iguaçu, Geral,

Corpo de Bombeiros retoma buscas por jovem desaparecido no rio Paraná, na região de Foz do Iguaçu

O Corpo de Bombeiros retomou, na manhã desta segunda-feira (25), as buscas pelo jovem desaparecido na tarde deste domingo (24) nas águas do rio Paraná, na região de Foz do Iguaçu.

De acordo com testemunhas, um rapaz com idade entre 20 e 25 anos procedente de Santa Catarina, tentou atravessar no rio próximo a Vila Portes, onde fica a cabeceira da Ponte Internacional da Amizade, que une Brasil e Paraguai.

Os bombeiros foram informados que o rapaz desapareceu enquanto nadava entre as margens de um dos braços do rio, nas proximidades do bairro Vila Portes, onde pediu por socorro até finalmente submergir e não voltar a ser visto.

A operação de busca e resgate empregou uma embarcação e a equipe de mergulho que encerrou a operação às 20h devido a baixa visibilidade no local e instabilidade do tempo.

O corpo ainda não havia sido localizado na manhã desta segunda, quando as buscas foram retomadas.

No momento, são seis mergulhadores e duas embarcações para atuar da melhor maneira possível na área onde o rapaz foi visto pela última vez.

“Vamos concentrar todos os esforços para tentar resolver logo”, disse o Tenente Coronel Antônio Shinda.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Educadores aprovam greve e não retomarão aulas on-line ou presenciais em fevereiro

Professores e funcionários exigem retomada de direitos retirados. Categoria avaliou em assembleia não haver condições sanitárias para o trabalho nas escolas e cobra vacina

Sem a ampla oferta de vacina contra a covid-19, segurança sanitária e restabelecimento de direitos retirados pelo governo, educadores da rede estadual de educação não retomarão o ano letivo em fevereiro, na modalidade remota, presencial ou “híbrida”. A categoria aprovou greve geral a partir de 18 de fevereiro, em assembleia nesse sábado, 23.

Participaram da plenária virtual cerca de 1,1 mil profissionais de todo o Paraná. Professores e funcionários avaliaram que começar o ano letivo sem imunização e segurança é colocar a vida dos trabalhadores, estudantes e suas famílias em risco. Também não abrem mão de reaver os direitos que estão sendo retirados pelo governo.

A classe denuncia que o governo impôs uma data para o retorno das aulas sem dialogar. E os estabelecimentos de ensino não estão adequados nem receberam investimentos para essa retomada, mantendo uma infraestrutura física que conduz a aglomerações.

“O objetivo maior, neste momento, deve ser a preservação da vida e da saúde”, enfatiza o presidente da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez. “Isso está sendo ignorado pelo Governo do Paraná ao impor a volta às aulas sem vacina e sem segurança sanitária”, pontua.

O representante dos educadores relembra decisões adotadas em outros lugares que levaram ao colapso da saúde devido ao aumento de casos de covid-19. “O que Ratinho Junior e o secretário Renato Feder pretendem já foi feito no Amazonas, e o resultado foi uma catástrofe, com alto custo humano”, reflete.

Diego enfatiza que a paralisação terá início no dia 18 de fevereiro, por isso não ocorrerão aulas presenciais, remotas ou no modelo “híbrido” que vem sendo propagandeado pelo governo. “É uma greve pela vida e por direitos. Uma pauta está ligada à outra”, sublinha.

Direitos dos educadores

Sob o lema “Educadores em defesa da vida, da escola pública, do emprego e dos direitos”, a greve pauta direitos trabalhistas que estão sendo suprimidos. No campo educacional, enfatiza a oposição da categoria a medidas de desmonte do ensino público que estão sendo adotadas pelo governo e a Secretaria de Estado da Educação (Seed).

O governador Ratinho Junior (PSD) suspendeu recentemente a reposição salarial de 1,5%, prevista para este mês de janeiro, resultante do acordo para o fim da greve de 2015. Congelou carreiras, militarizou escolas e cortou aulas das disciplinas de Artes, Filosofia e Sociologia.

“O governo também teima na terceirização, demitindo funcionários de escola para a contratação de empresas”, frisa Diego Valdez. “Além de não gerar economia e piorar os serviços, é uma atitude muito perversa de Ratinho Junior”, complementa.

Conforme o dirigente sindical, a denúncia sobre falta de trabalho entre os educadores faz parte da pauta. “A partir da desorganização escolar e sem a abertura de concurso público, o governo está causando o desemprego de aproximadamente 30 mil professores temporários, os PSSs”, expõe.

A assembleia também aprovou a reivindicação da inclusão de professores e funcionários da educação no grupo prioritário de vacinação contra o novo coronavírus. A categoria quer debate sobre as condições de estrutura, ensino e aprendizagem das aulas remotas.

(APP-Sindicato/Foz)

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Saúde,

Foz do Iguaçu registra 61 novos casos de Coronavírus e mais dois óbitos nas últimas 24 horas

A Vigilância Epidemiológica de Foz do Iguaçu confirma na data de hoje, 24/01/2021, 61 casos de COVID-19, totalizando 21.428 casos da doença no município.

Deste total, 20.524 pessoas já estão recuperadas. Dos novos casos, 29 são mulheres e 32 homens, com idades entre 1 e 69 anos.

Dos 61 novos casos, 2 pessoas encontram-se hospitalizadas e o restante encontra-se em isolamento domiciliar.
Dos casos confirmados, 461 estão em isolamento domiciliar com sinais e sintomas leves e 118 pessoas estão internadas.

Óbitos
Foz do Iguaçu registrou mais 2 óbitos em consequência da COVID-19, totalizando 325 mortes pela doença no município.

As vítimas são uma mulher, de 68 anos, e um homem, de 75.

Ambos estavam internados no Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Aulas nas escolas municipais de Foz do Iguaçu devem voltar no dia 1º de março, diz prefeitura

Secretaria Municipal de Educação informou que irá avaliar os efeitos do feriado de Carnaval na pandemia, antes da retomada. Retorno será facultativo e no modelo híbrido.

As aulas nas escolas municipais de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, devem ser retomadas no dia 1º de março, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A data foi definida depois de uma reunião da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).

A prefeitura chegou a prever o retorno para o dia 18 de fevereiro, seguindo o calendário dos colégios estaduais.

De acordo com a secretária de Educação de Foz do Iguaçu, Maria Justina da Silva, a pasta preferiu o dia 1º de março, para avaliar como estará a situação da pandemia.

“Considerando o Carnaval, nós preferimos iniciar no dia 1º de março, porque teríamos esse 10 dias para saber como foi o feriado”, explicou.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as aulas vão voltar de forma presencial, mas seguindo o modelo híbrido. Ou seja, os alunos serão divididos em grupos e se revezarão entre atividades na escola e em casa.

A prefeitura informou ainda que o retorno será a partir das turmas do Infantil 4. Crianças entre zero e três anos continuam com as atividades suspensas.

O retorno será facultativo, conforme a gestão municipal.

Por: G1 Oeste e Sudoeste

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Saúde,

Foz do Iguaçu recebe o segundo lote de vacinas contra Covid-19. Serão entregues 2.460 doses da AstraZeneca

Foz do Iguaçu vai receber, às 9h35 da manhã deste domingo (24), o segundo lote de vacinas contra o novo Coronavírus (Covid-19).

A informação é da diretora da 9ª Regional de Saúde, Iélita Santos, que irá até o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu receber a carga do secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

De acordo com Iélita, serão entregues 2.460 doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford com e o laboratório AstraZeneca, que no Brasil estão sob responsabilidade da Fiocruz.

No início da semana, Foz do Iguaçu recebeu 3.193 doses do imunizante CoronaVac, produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria do Instituto Butantan.

As novas vacinas, de um total de 2 milhões de doses adquiridas pelo governo federal e produzidas na Índia, chegaram ao Paraná às 23h14 deste sábado (23), no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, trazidas por um avião da Azul.

O Estado recebeu 86,5 mil doses da AstraZeneca, que começaram a ser distribuída as 22 regionais de saúde às 6h30 da manhã de hoje.

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Destaques, Educação, Foz do Iguaçu,

Resultado da seleção para vagas remanescentes da UNILA é retificado

Com a mudança, abrem-se novos prazos para apresentação de recursos e da documentação para matrícula

A UNILA publicou nesta sexta-feira (22) o edital PROGRAD 003/2021 retificando a lista de aprovados e classificados no processo seletivo de vagas remanescentes. Além da nova lista, também houve mudança no prazo para o envio da documentação para a matrícula. A nova data limite agora é 27 de janeiro (até às 14h, horário de Brasília). Estão em disputa 457 vagas não preenchidas pelo processo Sisu/2020, em 26 cursos de graduação.

A publicação é resultado de uma nova análise das inscrições. Com a mudança, abre-se também novo prazo para a apresentação de recursos. O candidato que desejar interpor recurso à decisão de indeferimento/desclassificação elencada no edital PROGRAD 003 (https://documentos.unila.edu.br/editais/prograd/003-2), tem prazo até as 12h (horário de Brasília) do dia 25. O resultado deverá ser publicado na data provável de 26 de janeiro.

Ainda nesta sexta-feira (22), os candidatos aprovados dentro do número de vagas ofertadas receberão um e-mail de convocação com usuário, senha, e link para acesso ao sistema de envio dos documentos para matrícula. O candidato que deixar de encaminhar a documentação será excluído do processo, abrindo vaga para aqueles que estiverem na lista de espera. Os candidatos que aparecem classificados na lista e desejarem continuar na disputa também deverão enviar os documentos necessários para matrícula.

A lista dos documentos e a forma para apresentação pode ser consultada no edital Prograd 002/2021 (https://documentos.unila.edu.br/editais/prograd/2-5). O resultado da análise da documentação da matrícula sai na data provável de 1º de fevereiro, quando também se inicia prazo para eventuais recursos em relação ao resultado da matrícula. A publicação do resultado final está programada para 5 de fevereiro (data provável).

Após a retomada das atividades presenciais, todos os candidatos matriculados serão convocados para apresentar as vias originais da documentação enviada de forma online.

O processo seletivo de vagas remanescentes havia sido suspenso em março do ano passado, em razão da pandemia de Covid-19, que afetou todo o calendário acadêmico da Universidade.

Coronavírus, Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Foz do Iguaçu, Saúde,

Foz do Iguaçu já vacinou 1.196 pessoas dos grupos prioritários

Entre eles, todos os idosos que residem no Lar dos Velhinhos. Campanha foi iniciada na quarta-feira, 20

Em três dias, as equipes da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu já vacinaram contra o novo coronavírus 1.196 pessoas, entre os profissionais da linha de frente no tratamento e os idosos abrigados em casas de repousos – todos os 90 idosos do Lar dos Velhinhos já foram vacinados. Em 25 dias, eles receberão a segunda dose do imunizante.

Até sexta-feira, 22, eram esses os números de imunizados: Hospital Municipal Padre Germano Lauck (457 profissionais de saúde), Hospital Ministro Costa Cavalcanti (251), Hospital da Unimed (107), Lar dos Velhinhos (90), Unidade Básica de Saúde Padre Ítalo (82), Casa de Repouso Novo Gileade (55), Residência Inclusiva (44) e Siate (32).

“Assim que novas dose chegarem em Foz do Iguaçu, vamos continuar vacinando os iguaçuenses que integram os chamados grupos prioritários”, disse Rosa Jeronymo, secretária municipal de Saúde.

A meta até maio é vacinar em torno de 47 mil pessoas dos chamados grupos prioritários como prevê os planos estadual, federal e municipal de imunização. O Paraná espera vacinar quatro milhões de pessoas até o mês de maio.

Boletim

Os primeiros dados de Foz do Iguaçu já foram repassados à Secretaria Estadual de Saúde, que divulgou o número de vacinados nesta primeira fase da campanha nas 22 regionais de saúde.

Segundo o boletim da Sesa, a 9° Regional de Saúde, que atende nove cidades do extremo oeste, já vacinou até essa sexta-feira, 1.652 pessoas do grupo prioritário.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Saúde,

Unileiros que atuam na linha de frente no combate à Covid-19 recebem a vacina Coronavac

Após 10 meses de atendimentos na pandemia, em Foz do Iguaçu, um grupo de estudantes e professores participou da primeira etapa do plano municipal de imunização

Na linha de frente no combate ao novo coronavírus, em Foz do Iguaçu, um grupo de estudantes e docentes da UNILA ganhou uma dose de esperança, após dez meses de atuação direta com pacientes infectados pelo Sars-Cov-2. A partir da última quarta-feira (20), eles receberam a primeira dose da Coronavac. Juntamente com eles, outros profissionais da área de saúde do Município também foram vacinados, de acordo com o Plano Municipal de Imunizações. Além dos profissionais de saúde, idosos de instituições de longa permanência também estão na lista dos que receberam as primeiras das 3.193 doses do imunizante.

“Estando na linha de frente, estamos mais expostos ao adoecimento. A maioria de nós, por sorte, não é de grupo de risco para adoecimento grave – embora alguns sejam e, além disso, existem casos graves inesperados entre pessoas aparentemente sem risco. Nossa vacinação tem a dupla finalidade: nos protege de infecção e também preserva a nossa força de trabalho, pois em caso de adoecimento, teríamos que ficar dez dias afastados, no mínimo, o que nesta época de intensa necessidade de profissionais de saúde é proibitivo”, afirma a infectologista, Flavia Trench, que recebeu a vacina por sua atuação como médica do Siate.

Docente do curso de Medicina da UNILA, Trench contextualiza que esta vacina é feita com vírus morto, uma das técnicas mais antigas e conhecidas para fazer vacinas contra doenças virais. Ela ressalta a segurança desses imunizantes. “A vacinação nos dá mais serenidade para seguir na luta contra a Covid-19 na nossa cidade. Além disso, devemos ser um exemplo para a população acreditar na segurança das vacinas como forma de prevenção de doenças, sejam elas vacinas do sistema público ou do sistema privado. Vacinas oferecem prevenção de alta qualidade e segurança, preservando vidas e evitando o sofrimento do adoecimento, além do impacto sobre a economia causado por um trabalhador ausente de sua função”, salienta.

Embora ainda haja desconfiança sobre as vacinas, ela explica que, no caso da Coronavac, uma eficácia de 50% significa que de cada 100 pessoas vacinadas, 50 ficam garantidas de que o vírus não será capaz de adentrar seu organismo. “Mesmo que o vírus consiga entrar no organismo, 78% dos vacinados não vão apresentar sinal evidente de doença e 100% dos vacinados, mesmo que venham a apresentar sintomas e doença evidentes, a doença não será grave e nem levará à morte”, esclarece. Trench explica que a vacina contra a Covid-19 só dará uma proteção mais integral cerca de 15 dias após a segunda dose. Ela destaca, ainda, que é preciso reforçar que, mesmo após as duas doses, deve-se manter o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

Para o médico e também professor de Medicina da UNILA, Roberto de Almeida, a vacina é um meio científico de lidar com uma dificuldade e aponta para o problema de manipulação das informações, que podem ganhar mais publicidade do que pesquisas e publicações com embasamento científico. “Muita gente tem levantado dúvidas em relação ao tempo em que foi desenvolvida [a vacina], mas, se formos pensar, ano passado, todo mundo parou pra fazer só pesquisas nessa área, então foi muito intensa a resposta científica, a prioridade, o envolvimento de toda comunidade científica nessas questões”, pontua Almeida, que está na linha de frente no combate à Covid-19, como coordenador da UTI do Hospital Municipal.

Gabriel Moura, estudante de Medicina da UNILA, que também atua diretamente no enfrentamento à Covid-19 e foi vacinado, reforça o coro sobre a confiança na ciência e na segurança da vacina, cujo estudo, como salienta, contou com a participação de mais de 13 mil profissionais da saúde. O discente conta que o ano de 2020 foi de muita entrega dele e de todos os colegas e equipes do Hospital Municipal. “Acho que foi uma injeção de ânimo, acima de tudo, pois todos nós estávamos esgotados em não ver nenhuma possibilidade de sair dessa rotina desgastante, dessa rotina de ver pessoas se internando todos os dias, de ver pessoas vindo a óbito, infelizmente, toda semana e, às vezes, todo dia, mais de um por dia”, relata.

Esperança

Doses de emoção e esperança foram alguns dos sentimentos relatados nessa primeira etapa de imunização, diante de um cenário, em Foz do Iguaçu, no qual mais de 20 mil pessoas já foram infectadas pela Covid-19. “Receber essa vacina neste primeiro momento me deixou muito emocionada e agradecida. Representa o início do fim de um período turbulento que nos trouxe muita tristeza. Hoje (anteontem) celebro a ciência, as parcerias em prol da população, a gestão de qualidade e o empenho de todos os envolvidos nessa batalha”, declara Maria Leandra Terencio, docente da UNILA e coordenadora da equipe do Laboratório de Biologia Molecular que, desde março de 2020, já realizou mais de 50 mil exames RT-PCR, para detectar a Covid-19.

Esperança também foi a palavra usada pela médica formada pela UNILA Verónica Benitez e pela estudante de Medicina Rebeca Franco, ambas também vacinadas. “O coronavírus fez eu viver experiências que não imaginava passar tão cedo na minha profissão, foram e são dias ainda de agonia e medo, diante da gravidade dos pacientes”, conta Verónica.

Rebeca revela que um dos principais aprendizados que ela leva dessa experiência na pandemia é a esperança, empatia e trabalho em equipe. “Acho que tem situações na vida que, como pessoas, temos que dar o nosso melhor, já que isso pode dar uma pequena luz na vida de outras pessoas”, afirma. A estudante também destaca o empenho de seus colegas de trabalho, estudantes da UNILA. “Aprendi muita coisa nesse processo e acredito que as coisas vão melhorar muito mais quando a vacinação chegar a todos”, complementa.

Segurança

Próximo de completar quase um ano de trabalho na pandemia, a vacina trouxe, também, o sentimento de maior segurança para os que estão na linha de frente, lidando com a vulnerabilidade de serem infetados. “Agora nos sentimos mais seguros e, também, mais tranquilos. Durante esse tempo, tivemos muitos membros da equipe afastados por conta da Covid. E isso, muitas vezes, acabava aumentando significativamente a carga de trabalho”, relata Maria Leandra.

Entre os que integram essa equipe do Laboratório do Hospital Municipal e que contraiu a Covid-19, está Welisson Costa, estudante de Medicina. Ele conta que foi infectado duas vezes. “Me sinto privilegiado e mais seguro ao tomar a vacina, pois, durante todos esses meses, eu senti medo de pegar Covid e levar para casa, haja visto que possuo grupos de risco em minha família”, conta.

O mesmo sentimento de segurança foi destacado pela estudante de Biotecnologia, Rafaela Favato, que também atua no laboratório e contraiu a doença. “Me sinto aliviada por estarmos dando início ao fim desta pandemia. Apesar de sermos um grupo exposto todo os dias ao vírus, ainda fica o sentimento de querer que todos fossem prioridade a tomar a vacina. Porém, por logística, isso seria impossível, então seguimos na esperança de que, em breve, grande parte da população já estará protegida”, coloca.

Saúde universal

O estudante de Medicina Gabriel Moura passou pela UPS respiratório, central telefônica, enfermaria Covid, e agora, com mais seis colegas, irá trabalhar na triagem da Covid-19. O futuro médico destaca a importância das instituições públicas, do SUS e das universidades públicas nesse momento de pandemia. “Se não fossem as universidades públicas, as instituições públicas, a dedicação de milhares de pessoas que trabalham em pesquisa, em institutos federais, em vigilância epidemiológica e, também, na atenção direta às pessoas doentes, nós estaríamos numa situação muito pior”, salienta.

A voz em defesa do SUS e das instituições de pesquisa também vem da estudante de Biotecnologia Rafaela Favato. “A UNILA e as demais universidades públicas têm dado sangue e suor no combate à Covid-19 desde o princípio. Esse espírito de tentar ajudar a população a qualquer custo nasce dentro das universidades públicas, e te incorpora – mesmo que não seja algo intrínseco seu. Muitos alunos, professores e técnicos estiveram, desde o começo, se doando em busca de soluções para o caos da pandemia”, aponta.

Em um contexto em que muitos médicos estão sendo formados na UNILA, durante a esse momento de crise sanitária, Gabriel Moura lembra , a pandemia “criou uma geração de médicos na UNILA que saiu com uma visão muito aguçada de saúde pública, principalmente, da importância da saúde pública pra construção de um país melhor, de um mundo melhor, de uma América Latina mais igualitária. A gente pôde ver, também, o quanto a cidade (Foz do Iguaçu) depende muito de seus vizinhos e de como a saúde, ou é pra todo mundo, ou não é pra ninguém. Todo mundo tem que estar seguro, estar protegido. E assim vai ser com a vacina também. A gente tem que lutar pra que a vacina chegue pra todo mundo, ou para o máximo de pessoas possível”, destaca Gabriel.

A esperança é de que a vacina também possa chegar, de forma universal, a toda a população da Tríplice Fronteira. “Como paraguaia, sem dúvida, gostaria muito que a vacina chegasse o mais rápido possível no Paraguai, tendo em conta que isso vai melhorar bastante a situação que está vivenciando meu país hoje em dia, principalmente a região da fronteira. Como todos sabem, muitas pessoas ficaram sem trabalho, cada dia isso está aumentando – e muitas famílias estão passando necessidade. A acho que, com a vacina, isso vai cambiar bastante o panorama e vai dar esperança na população, como um novo começo”, acredita Rebeca Franco.

Estudante de Medicina da UNILA Gabriel Moura
Docente da UNILA, Maria Leandra Terencio, coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular do Hospital Municipal