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Luiz Claudio Romanelli

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O País do futuro

“Menos armas e mais comida, menos hipocrisia e mais transparência, mais vacinas distribuídas igualmente e menos fuzis vendidos imprudentemente”. – Papa Francisco

Luiz Claudio Romanelli

O escritor austríaco Stefan Zweig assina o livro Brasil, um país do futuro, no qual descreveu suas percepções sobre o potencial da nossa nação. O ensaio é de 1941, quando o autor vivia em Petrópolis, onde se estabeleceu após fugir das atrocidades da segunda guerra mundial, e onde suicidou-se no ano seguinte à publicação da obra.

O livro expõe uma análise de Zweig sobre o País, baseada no que vê em suas andanças e daquilo que compreende a partir do contato com os brasileiros. Sua admiração pelo povo é que o fez acreditar na construção de uma sociedade mais próspera. Desde então, o Brasil ganhou uma espécie de sobrenome: um país do futuro.

A expressão cunhada há 80 anos nos persegue até o hoje e ao que parece ainda vai nos acompanhar por um bom tempo. O fato é que este futuro nunca chega e, mantidas as atuais condições de temperatura e pressão, fica cada dia mais distante. É o que prevê a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um estudo divulgado pela instituição avalia que o padrão de vida no Brasil deve ficar estagnado pelos próximos 40 anos. A análise projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional terá um crescimento médio de 1,1% nesta década e de 1,4% entre 2030 e 2060. Para a OCDE, a população economicamente ativa e a taxa de ocupação no mercado de trabalho tendem a ter indicadores negativos.

Na régua que a organização usa para medir o padrão de vida dos países, os EUA estão no ponto mais avançado, que pode ser classificado como um índice 100. Na comparação com os americanos, o Brasil hoje está na casa 23 e deve chegar na 27 até 2060. A China, com uma população quase sete vezes maior que a brasileira, está no patamar 26 e deve saltar para o 51 no mesmo período.

O estudo da OCDE afirma que o inexpressivo progresso brasileiro pode ser alterado, desde que haja avanços nas reformas estruturais. Caso contrário, seguiremos no atoleiro ou andando de lado. A questão fiscal e o controle das contas públicas devem ser os principais focos de atenção, principalmente em razão dos reflexos da pandemia.

Impossível acreditar que o governo que está aí tenha o mínimo de capacidade de lidar com os desafios que o Brasil precisa vencer. O grande feito, até o momento, foi ampliar a parcela de brasileiros na condição de miséria. São 20 milhões de pessoas convivendo com a fome.

Ao contrário de combater a degeneração econômica, para evitar que muitas famílias tivessem que passar pela degradante situação de conseguir um pedaço de osso, pé de galinha ou carcaça de peixe para comer, o presidente preferiu gastar seu tempo combatendo a vacina contra a Covid-19 e questionando a urna eletrônica. Todos sabemos que ninguém come voto impresso!

A agenda política, o negacionismo da crise sanitária e a crença em remédios sem eficácia produziram 620 mil mortes e nenhuma ideia que permita vislumbrar a retomada da economia e da estabilidade. Confirmado o alerta da OCDE, seguiremos com baixas taxas de crescimento e pífios desempenhos na produção de riquezas e de qualidade de vida.

Sem um rumo, a situação brasileira tende a piorar no curto prazo. A rota atual leva a mais exclusão social e mais desesperança. As projeções econômicas para o ano são sombrias. Levantamento do Banco Central junto às instituições financeiras aponta que o PIB vai crescer apenas 0,36% em 2022, e alcançar 1,80% e 2% nos próximos dois anos.

A taxa básica de juros, principal instrumento para segurar a alta de preços, deve fechar o ano em 11,5% e se manter elevada entre 2023 e 2024. A inflação, que bateu 10% em 2021, deve cair para a casa de 5% neste ano. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 é de R$ 5,60.

O histórico da gestão Bolsonaro não nos permite acreditar que este governo consiga reverter o cenário de degradação, nem hoje e nem no futuro. A sensação é de que o presidente e sua equipe apostam no quanto pior melhor, e vivem a expectativa de que qualquer esmola que ofereçam ao povo vai resgatar alguma simpatia.

O povo brasileiro tem pressa, precisa de saúde, emprego e comida na mesa. O Brasil precisa crescer mais rapidamente para trazer o futuro mais perto de todos, e não só da elite. O País merece mais respeito e menos politicagem.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná

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Turismo e revitalização vão impulsionar o litoral do Paraná, diz Romanelli

Com a superação do atuais gargalos na travessia da balsa, manutenção e apoio aos motoristas na BR-277, o incremento do turismo e as obras de infraestrutura vão impulsionar a economia do litoral do Paraná na próxima década, aponta o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) em entrevista a TVCI. “As obras vão potencializar o turismo do litoral e atender os moradores em áreas importantes como a drenagem pluvial que vai impactar, de forma positiva, e minimizar os casos das enchentes”, disse.

“Em 30 anos, nunca vi tanta gente nas praias quanto nesse final de ano. É a maior temporada nesse período. E as obras de revitalização, em fase final da contratação, são de grande importância para as sete cidades do litoral e é o maior investimento que a região recebeu até agora”, completa.

As obras em Matinhos prevêem intervenções de R$ 500 milhões – R$ 315 milhões só na primeira etapa – e vão diminuir os impactos do desequilíbrio de sedimentos, ocupações e ressacas. Essa combinação vem destruindo e comprometendo boa parte da infraestrutura urbana, turística e de lazer da cidade.

Drenagem – A engorda da praia, segundo Romanelli, é a obra mais visível, mas os investimentos na drenagem das águas pluviais vão resolver problemas históricos em Caiobá e Matinhos “Vai melhorar muito a qualidade de vida dos moradores e acabar com o pavor das inundações cada vez que chove muito forte na região”.

Romanelli afirma que a coleta e o tratamento do esgoto e o fornecimento de água potável já estão praticamente resolvidos. “Mas é necessário tratar a questão da drenagem das águas pluviais porque é um problema ainda muito complexo. E esse investimento vai ser fundamental para resolver os problemas que envolvem a micro e macro drenagem”.

Duplicação – O deputado elencou ainda outras obras importantes como as duplicações da Avenida JK e das rodovias que dão acesso às cidades do litoral. “A duplicação da JK tem contribuição da Assembleia Legislativa em termos de recursos para viabilizar a obra. O litoral precisa de muito investimento e temos que fazer muitas obras como a duplicação das rodovias”, disse. Dos 34,5 milhões do custo da duplicação da JK, R$ 12 milhões foram repassados pelo legislativo estadual.

Citou como exemplo a duplicação da PR-407, com projeto em andamento, e obras de infraestrutura nos balneários. “Essa ligação entre a rótula do centro de Matinhos até a Praia de Leste pode ter vias marginais e a duplicação. Os balneários também precisam de obras de infraestrutura nos balneários, o que vai mudar muito o perfil do litoral”.

“O litoral tem grande potencial de expansão turística, mas ainda precisa de uma estrutura melhor. As questões prioritárias como a água potável, tratamento de esgoto, e agora a pavimentação e as obras de galerias pluviais, vai mudar de forma muito positiva a realidade dos balneários”, completou.

Infraestrutura – Romanelli reforçou, no entanto, a necessidade e urgência de pavimentar as vias de acesso aos balneários e as ruas das cidades litorâneas. “Estou no balneário de Betaras há mais de 30 anos e gostei que a prefeitura de Matinhos fez a pavimentação no trecho da beira-mar e a decoração de natal”, disse.

“Mas precisamos pavimentar as vias de acesso aos balneários e ter um plano de drenagem e pavimentação das ruas de todas as cidades. É a infraestrutura que muda a qualidade de vida e, obviamente, traz novos investimentos no litoral”, completou.

Luiz Claudio Romanelli, Paraná, Política,

PSB do Paraná deve lançar candidatura ao Senado

O deputado Luiz Claudio Romanelli, vice-presidente estadual do PSB, reafirmou nesta segunda-feira, 3, que o estado precisa de um senador mais presente e “com mais pé no chão nas coisas do Paraná”. Segundo ele, as bancadas estadual e federal do PSB já avaliam o lançamento de candidatura à Câmara Alta. “Temos que ter um senador que venha defender com mais força política a chamada agenda Paraná junto ao governo federal e que dê suporte ao governador Ratinho Júnior para negociar com o governo federal”, disse Romanelli em entrevista a TVCI do Litoral.

“O Senado da República tem um papel fundamental nesse processo todo”, disse. “O PSB tem dois deputados federais e cinco estaduais e estamos discutindo ainda, avaliando a possibilidade de colocar meu nome para debater com outros partidos uma candidatura ao Senado”, completou.

Em 2 de outubro, os eleitores votarão cinco vezes na urna eletrônica: deputado federal (30 vagas), deputado estadual (54 vagas), senador (uma vaga), governador e presidente da República.

Novo perfil – Romanelli avalia que os três senadores atuais (Alvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães) têm um perfil de atuação política semelhante e pouco debatem os projetos de infraestrutura do estado. Apenas o senador Flávio Arns, por exemplo, participou das audiências públicas sobre o novo modelo de pedágio no Paraná,.

O momento, segundo o deputado, é de debate e discussão sobre o perfil dos senadores que representam o estado no Congresso Nacional. “Eu tenho uma base parlamentar importante que, obviamente, deseja minha candidatura à reeleição, Eu vou trabalhar nessa perspectiva, ou seja, lá frente vamos ter o momento adequado e o apoio necessário para disputar uma eleição”.

Colunistas, Luiz Claudio Romanelli, Paraná,

Falta luz ao poste Ipiranga

Às vezes você tem que levantar paredes, não para afastar as pessoas, mas para ver quem se importa o suficiente para derrubá-las. – Sócrates

Luiz Claudio Romanelli

Na década de 1930, os Estados Unidos abandonaram a ortodoxia do liberalismo econômico para tentar se reerguer da quebra da Bolsa de Valores. Entrou em cena uma nova estratégia, que foi colocar dinheiro público em projetos de infraestrutura, no estímulo à produção de bens e em programas sociais. O movimento permitiu gerar empregos e renda e, assim, fazer a economia girar novamente.

Este exemplo bastante conhecido é para lembrar que existem diversos caminhos que podem ser seguidos para estimular o crescimento de uma nação em momentos de crise. Ideias diferentes das teorias pregadas por liberais e neoliberais devem ser consideradas para resgatar ciclos virtuosos da economia. O investimento público é um meio eficaz para isso.

Nos EUA, sabidamente o País mais capitalista do planeta e berço do neoliberalismo, há outros exemplos do uso do recurso público para alavancar a economia. Diversos presidentes recorreram a este expediente e transferiram dinheiro do Estado para a sociedade, como faz agora Joe Biden, com um programa de US$ 1,9 trilhão para combater os reflexos da crise sanitária sobre os americanos.

Por aqui, a preferência é insistir nas teses neoliberais e tentar afastar o governo central de suas responsabilidades para promover o bem-estar da sociedade. A aposta é de que a saída para a crise será produzida pela ação dos mercados, e não pela intervenção do Estado.

O resultado é que estamos sentindo os efeitos da inação do governo no bolso e no agravamento do panorama social. Inflação de dois dígitos, juros nas alturas, desemprego e miséria galopantes e crescimento negativo da economia, conforme mostra o PIB do terceiro trimestre.

O ministro da Fazenda Paulo Guedes queria ficar para história como o economista das transformações, mas mais parece um animador de auditório, daqueles que circulam entre a plateia fantasiados para arrancar alguma animação dos espectadores, mesmo com o espetáculo ruim que está sendo levado ao público.

O presidente Jair Bolsonaro, que deveria ser o protagonista do show, só consegue dar conta de encenações medíocres. Réu confesso da sua ignorância, o presidente sempre disse que não entendia de economia e por isso deu carta branca ao ministro para conduzir a política econômica nacional. O resultado é que estamos escavando o fundo do poço.

O fato é que a gestão federal acumula incompetência e incapacidade, sem adotar nenhuma iniciativa que permita vislumbrar a retomada da economia, a melhoria da condição de vida das pessoas, a estabilidade e a credibilidade do Brasil. A previsão dos economistas é de que o País acumule baixas taxas de crescimento e que o ciclo inflacionário perdure pelo menos até o ano que vem.

Ao contrário das responsabilidades que deveriam assumir, o presidente e o ministro da Economia estão explodindo pontes para o futuro e preferem seguir alimentando a linha de produção de bravatas e de insegurança. Ao povo resta a sina de pagar a conta, com a única certeza de que a inflação continuará a corroer seu salário e de que nenhuma melhora significativa ocorrerá no curto prazo.

Tão triste quanto ver a inflação corroendo o poder de compra de quem mais precisa é ver o ministro Paulo Guedes propagandear a tal recuperação em V, e ainda considerar que a nova queda do PIB, que coloca o País tecnicamente em recessão, tem algo de positivo. Guedes não é o Posto Ipiranga, é o poste Ipiranga!

A história certamente vai registrar a tragicomédia protagonizada pela trupe atualmente instalada no Palácio do Planalto. A condução da economia é abaixo da crítica e a situação real do Brasil é de desgoverno. Nesta toada, logo o País alcança a depressão. É preciso uma nova orientação econômica para estimular, no mínimo, o retorno à normalidade.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná

Curitiba, Luiz Claudio Romanelli, Paraná, Saúde,

Romanelli propõe data para conscientizar a sociedade sobre a Epidermólise Bolhosa

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) apresentou nesta quarta-feira, 8, projeto de lei que institui no Paraná o Dia da Conscientização sobre Epidermólise Bolhosa (EB) em 25 de outubro. “Trata-se de uma doença rara e que não tem cura. A ideia é dar mais visibilidade a esta enfermidade e reforçar as políticas públicas para amparar as famílias”, explica.

A EB não é contagiosa, tem origem genética e hereditária. Ela provoca a formação de bolhas na pele ao mínimo atrito ou trauma, devido à falta de colágeno no organismo – proteína responsável pela resistência e saúde da pele. Em geral, a doença é identificada no nascimento pela ausência de pele em algumas partes do corpo do bebê, em razão do contato com as paredes do útero, mas não há diagnóstico precoce.

Na justificativa da proposta, Romanelli ressalta que é fundamental que o diagnóstico seja feito o mais breve possível para que a família receba as orientações adequadas, curativos especiais, e assim evitar condutas invasivas desnecessárias, que podem provocar ainda mais lesões e traumas, e agravar o estado de saúde do bebê. Ainda não existe um medicamento que cure ou diminua a progressão da doença.

Crianças borboleta – Os portadores da enfermidade são conhecidos como “crianças borboleta”, pela semelhança da pele às asas de uma borboleta por causa da sua fragilidade. A pele se descola por contato, por trauma, pelo calor excessivo, ou até mesmo de forma espontânea, causando bolhas dolorosas.

A proposição da lei atende solicitação da associação Dando Voz ao Coração, uma organização que oferece apoio psicoemocional às famílias de crianças que sofrem de doenças raras, estejam internadas ou tenham histórico de tratamentos em UTIs. Internacionalmente, no dia 25 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Epidermólise Bolhosa.

Segundo a associação, em 2020 o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, com objetivo de orientar profissionais de saúde sobre os critérios para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento ofertado no sistema público é voltado para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida de quem vive com essa condição.

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Redução do desemprego mostra vitalidade do Paraná, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou nesta terça-feira, 30, a redução do desemprego no Paraná. A taxa ficou em 8% no trimestre encerrado em setembro, bem abaixo da média nacional, que foi de 12,6%. “A redução da taxa de desemprego reflete a vitalidade da economia do Paraná”, disse ao considerar ainda que o índice é igual ao do primeiro trimestre de 2020, no início da pandemia.

Na avaliação de Romanelli, além da força e da diversidade econômica, a queda do desemprego no Paraná também acontece pela excelência do plano estadual de vacinação. “A vacina salva vidas e salva empregos. Esta pesquisa comprova esta tese”, disse. “Infelizmente o governo federal demorou muito para fornecer as vacinas, que poderiam ter começado a ser aplicadas no final do ano passado”.

PNAD Contínua – De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador de desemprego no Paraná teve queda de 2,5 pontos percentuais no terceiro trimestre de 2021, entre julho e setembro, em relação ao período imediatamente anterior.

O nível de ocupação – pessoas em idade de trabalhar que estão no mercado de trabalho -, a média geral do Paraná chegou a 59,9% no terceiro trimestre deste ano. Houve crescimento de 2,2 pontos percentuais sobre o trimestre anterior e de 3,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2020. A média nacional é de 54,1%.

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Pedágio: cancelas abertas e o fim de um pesadelo

“A única obrigação que tenho o direito de assumir é a de fazer a qualquer tempo aquilo que considero de direito.” – Henry Thoreau

Luiz Claudio Romanelli


O próximo dia 27 de novembro de 2021 é uma data histórica. É o dia em que se encerra um verdadeiro pesadelo vivido pelo Paraná ao longo dos últimos 24 anos. É o fim do atual programa de concessões de rodovias e as cancelas serão liberadas. Ninguém mais será obrigado a pagar as absurdas tarifas que tanto prejudicaram a nós paranaenses.

Estamos na contagem regressiva para nos livrar de um perverso modelo de pedágio que ignorou o interesse público e privilegiou o negócio das concessionárias e seus grupos econômicos. Confesso que estou ansioso por este momento porque desde a década de 1990 tenho me posicionado contra o sistema de concessões do Paraná.

Fui um dos poucos deputados a votar contra o programa criado pelo ex-governador Jaime Lerner. Apesar de ser uma voz quase solitária, sempre tive a convicção de que o modelo não era o ideal. Foi com esta lógica que me aprofundei no tema pedágio e trabalhei de forma incansável em defesa dos direitos dos usuários nas últimas décadas.

Minha indignação em relação às tarifas cobradas me levou a um ato extremo de desobediência civil, ao furar uma cancela. Recebi críticas, mas minha convicção é de que aquela atitude representava a vontade de milhares de paranaenses que se sentiam enganados, senão roubados, por ter que pagar pedágios tão elevados. Alguns valores certamente estão entre os mais altos do mundo.

Até hoje ainda não encontrei uma explicação verossímil para a cobrança de um pedágio de R$ 26,40 na praça de Jataizinho. Ou ainda de R$ 24,40 em Jacarezinho, R$ 23,30 no trajeto para o Litoral e de R$ 22,70, como ocorre em Sertaneja. Estes são apenas alguns exemplos da penalização imposta aos usuários de rodovias e à economia do Estado durante mais de duas décadas.

O fato concreto é de que as concessionárias que administram as praças de pedágio sugaram o Paraná até o osso e vão deixar um enorme passivo de obras não realizadas, além de confessos atos de corrupção. A Agência Reguladora do Paraná (Agepar) contabiliza um dano à sociedade que chega a quase R$ 10 bilhões. É o valor que as empresas de pedágio faturaram a mais do que deveriam.

Indiscutível que o saldo deixado é de um enorme prejuízo para o desenvolvimento socioeconômico do Paraná. Na próxima terça-feira, dia 23, a partir das 9h30, a Assembleia Legislativa fará mais uma audiência pública, desta vez para apresentar um relatório técnico sobre o fim das concessões. O trabalho foi feito pelo Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A audiência será transmitida pelas plataformas digitais e pela TV Assembleia, e todos estão convidados a participar. Pelo que já conheço do diagnóstico, certamente teremos um novo acervo de argumentos para questionar as atuais concessões, seja junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), seja em novas ações judiciais.

Vamos acionar os órgãos federais porque o novo programa de exploração de rodovias proposto pelo Ministério da Infraestrutura inclui obras não realizadas no passado e que foram reinseridas na futura concessão. Ocorre que são obras já pagas pelos paranaenses. Não é aceitável, portanto, que elas sejam cobradas novamente dos usuários.

Acordar do pesadelo é sempre um alívio, mas também significa que precisamos ficar alertas ao que vem pela frente. Na Assembleia, deputados e deputadas da Frente Parlamentar sobre os Pedágios, contam, além da assessoria da UFPR, com a parceria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) para fiscalização plena do edital, do contrato e do programa de obras da nova concessão.

Vale destacar que a mobilização do parlamento estadual, juntamente com o setor produtivo e a sociedade civil, construiu o consenso de que o modelo híbrido não servia ao Paraná, e de que a licitação deveria ocorrer pelo critério de menor preço de tarifa, sem limite de desconto e sem taxa de outorga. Foi uma grande vitória.

Tem-se que reconhecer o empenho do governador Ratinho Junior que foi a Brasília e disse ao presidente da República que o Estado não aceitaria o modelo híbrido. Também ficou firme contra as pressões para renovar ou prorrogar os contratos em vigor, mesmo com a possibilidade de redução da tarifa, além de determinar que o pedágio que está aí não fica nem mais um minuto no Paraná tão logo acabe os atuais contratos.

A Assembleia Legislativa já havia aprovado uma lei que impedia a renovação dos contratos, mas essa proposição foi derrubada pelo Tribunal de Justiça. Na minha avaliação, as acertadas decisões do governador dão uma resposta adequada àquilo que a sociedade paranaense esperava. Ou seja, ao fim dos contratos se encerra uma penosa e triste história de mais de duas décadas.

Não escolhemos a luta, é a luta que nos escolhe. Esta máxima me anima a defender o Paraná e é com este espírito que sigo vigilante sobre o futuro dos pedágios. A abertura das cancelas precisa e deve ser comemorada, mas o momento também representa o início de um novo ciclo. Vamos cuidar dos direitos do usuário, que é quem paga a conta.

Luiz Claudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, é deputado estadual e vice-presidente do PSB do Paraná

Geral, Luiz Claudio Romanelli, Paraná,

Tristeza imensa, afirma Romanelli sobre a morte de Sicupira

“A tristeza é imensa”, afirmou o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), nesta segunda-feira, 8, após participar do velório do ex-jogador Barcímio Sicupira Júnior, em Curitiba. O parlamentar encaminhou um voto de pesar da Assembleia Legislativa para a família. “Sicupira já era uma lenda e continuará tendo toda a reverência pela sua impressionante passagem pelo Athetico Paranaense e pelo que representou para o futebol do Estado”, completou.

Romanelli autor dO projeto de lei que concedeu o título de Cidadão Benemérito do Paraná ao ex-jogador. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Ratinho Junior (PSD) no final de outubro (Lei 20.751/2021). A iniciativa também leva a assinatura dos deputados Alexandre Curi (PSB), Ademar Traiano (PSDB) e Galo (Podemos).

Sicupira era um dos maiores ídolos da torcida do Athetico Paranaense, onde atuou por oito temporadas. Também foi o artilheiro máximo do clube, com 158 gols marcados. O ex-jogador nasceu em 1944 na Lapa e iniciou a carreira no Clube Atlético Ferroviário no final dos anos 1950. Em 1964 se transferiu para o Botafogo (RJ), onde jogou ao lado de craques como Nilton Santos, Gerson, Jairzinho e Garrincha.

Em 1968 foi contratado pelo Clube Atlético Paranaense, onde viveu seus melhores e mais emocionantes anos no futebol. O time conquistou o título estadual de 1970, após um jejum de 12 anos. Em 1972 atuou no Corinthians, ao lado de Rivelino. Voltou ao Atlético e jogou até pendurar as chuteiras, em 1975, eternizando-se como “o craque da camisa número 8”.

Barcímio Sicupira Júnior tinha 77 anos e faleceu na tarde de domingo (7), em sua residência, em Curitiba.

Economia, Luiz Claudio Romanelli, Política,

Parceria entre Romanelli e Ratinho Junior fortalece municípios

A estreita relação do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) com o governador Ratinho Junior (PSD) ajuda a fortalecer os municípios representados pelo parlamentar na Assembleia Legislativa. Obras urbanas, melhorias na segurança pública, investimento em educação e saúde e modernização da infraestrutura são pautas frequentes da boa parceria entre os dois.

“Temos um diálogo muito aberto que está fazendo a diferença em relação aos investimentos do Estado no Norte e Norte Pioneiro”, avalia Romanelli. “Concretizamos muitos projetos e ações e discutimos com frequência novas formas para atender as necessidades da população. O que nos une é um perfil municipalista. Entendemos que é preciso melhorar a vida das pessoas no local onde elas vivem”, pontua o deputado.

Investimentos – Nesta semana, o governador esteve pela primeira vez em Cornélio Procópio e junto com o deputado Romanelli anunciou investimentos de R$ 6 milhões na cidade e em municípios da região. Ratinho Junior também confirmou o repasse de R$ 19 milhões para a compra de equipamentos do Hospital Regional de Cornélio.

“O dinheiro já está assegurado ao município, que fará a licitação dos equipamentos e do mobiliário”, explica Romanelli. “Este é um exemplo das conquistas que alcançamos. Depois de anos de muita luta, estamos finalmente viabilizando o pleno funcionamento do Hospital Regional porque o governador entendeu a relevância desta unidade para a região”, destacou.

Outro projeto na área de saúde, destaca Romanelli, é a construção do novo Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que é administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte do Paraná e funcionará ao lado do Hospital Regional. “Esse sempre foi o objetivo do nosso governo: descentralizar o atendimento médico e hospitalar”, declarou Ratinho Junior na passagem por Cornélio Procópio.

O aeroporto da cidade também receberá investimentos do Estado, no montante de R$ 4,7 milhões, para modernização da pista e do sistema de segurança. Além disso, nas próximas semanas deverá ser feita a inauguração oficial de novos blocos da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) e do Colégio Estadual Willian Mádi.

Pavimentação – Na semana anterior, Ratinho Junior e Romanelli visitaram Santo Antônio da Platina, onde entregaram 52 carros para a regional de saúde. Ratinho Junior liberou verbas para asfalto no Parque Alvorada e Vila Galvão, além da revitalização das Avenidas Palma Rennó e Oliveira Motta. No total, são mais R$ 4 milhões em recursos para a cidade.

“Santo Antônio da Platina tem recebido toda a nossa atenção e acredito que até em função disso é que recebi o título de cidadão platinense”, brinca Romanelli. Segundo ele, nos últimos dois anos foram destinados para a cidade cerca de R$ 13 milhões, sendo que R$ 11 milhões já foram liberados pelo governo estadual.

Segundo Romanelli, Santo Antônio da Platina é um polo regional na área de saúde, que contribui com todas as cidades próximas. Ele destaca a ampliação e a modernização do Hospital Regional. “É uma causa que abracei. A última entrega foi a obra de revitalização, com um investimento de quase R$ 800 mil da Secretaria Estadual de Saúde”, destaca.

Jacarezinho – No final de setembro, em agenda com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o deputado Romanelli confirmou R$ 19 milhões para investimento em Jacarezinho. A maior parte da verba é para a construção do AME (Ambulatório Médico de Especialidades). São R$ 17 milhões para a realização da obra.

Outros R$ 2 milhões servirão para a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Aeroporto e para a reforma de outras seis unidades médicas do município. Além disso, o valor garantirá a compra de uma ambulância, carros e de equipamentos médico-hospitalares.

Luiz Claudio Romanelli, Paraná, Política,

Sem concorrência, novos pedágios têm velhas concessionárias, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) afirmou nesta quarta-feira, 3, que a falta de concorrência das novas concessões de rodovias no Brasil é muito preocupante e desmonta a tese do governo federal da participação de novos grupos e consórcios na licitação. As duas maiores disputas neste ano só tiveram a participação de dois grupos nacionais. “Sem concorrentes externos, novos pedágios têm velhas concessionárias”, pontuou.

As duas licitações a que se refere Romanelli foram realizadas pelo governo federal pelo chamado modelo híbrido e abrangem a BR-153, entre Goiás e Tocantins, e a BR-116, entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Rodovias Presidente Dutra). A primeira será administrada por 35 anos pelo EcoRodovias e a segunda ficará 30 anos sob a responsabilidade do Grupo CCR.

“O governo federal vendeu a ideia de que haveria grande interesse internacional pelas rodovias brasileiras. O que estamos vendo é que duas concessionárias bastante conhecidas dos paranaenses dominaram as disputas. Esta falta de participação de outros grupos econômicos, nacionais e estrangeiros, é preocupante para a futura concessão das nossas estradas”, pondera Romanelli.

Via Dutra – A CCR administrará a Dutra por 30 anos após ofertar um desconto máximo de tarifa (15,31%) e uma outorga de R$ 1,77 bilhão ao governo federal. A concessão abrange 625,8 quilômetros de extensão, com 10 praças de cobrança.

O valor mais alto de pedágio deve ficar na casa de R$ 12,00. O investimento previsto é de R$ 14,8 bilhões ao longo do tempo de contrato. A concessionária também será responsável por um trecho da BR-101 (Rio-Santos).

BR-153 – O contrato de contrato de concessão da BR-153 foi assinado em outubro. O trecho concedido para a EcoRodovias tem aproximadamente 850 quilômetros. O consórcio ofereceu R$ 320 milhões em outorgas e prevê R$ 14 bilhões em investimentos, dos quais R$ 6,2 bilhões serão para custos operacionais.

Haverá a duplicação obrigatória de 623,3 quilômetros, sendo 349,2 quilômetros do terceiro ao décimo ano, e outros 274,1 quilômetros entre o 19º e o 25º ano. A concessão terá nove praças de cobrança de pedágio, com a maior tarifa na faixa de R$ 11,00.

Modelo híbrido – Os leilões foram realizados no modelo híbrido, em que o consórcio vencedor é o que oferece a maior outorga (dinheiro para levar o contrato) à União, combinado com o critério de menor tarifa de pedágio (limitado a um desconto pré-fixado).

“No Paraná derrotamos esta modelagem e o leilão será pelo menor preço de tarifa graças à mobilização de deputados e deputadas, da sociedade civil organizada e do setor produtivo”, afirma Romanelli.