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Suspensão de visitas e e home office permanecem após Semana Santa na usina de Itaipu

A decisão ocorreu após mais uma reavaliação do cenário da pandemia da covid-19 no Brasil e no mundo e também respeitando o decreto municipal de Foz do Iguaçu, cidade-sede da usina

A diretoria da Itaipu, margem brasileira, decidiu prorrogar a suspensão das visitas turísticas à usina e estender o home office aos empregados que não precisam presencialmente cumprir suas rotinas de trabalho na empresa por tempo indefinido.

A decisão ocorreu após mais uma reavaliação do avanço da pandemia da covid-19 no mundo e no Brasil e também em consonância ao decreto municipal de Foz do Iguaçu, cidade-sede da usina.

Em Foz do Iguaçu, até esta quarta-feira (8) haviam sido registrados 28 casos da covid-19. Três pessoas estão internadas, duas delas no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, mantido pela usina de Itaipu, e outra no Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

Parte do comércio de Foz do Iguaçu reabriu, mas a reabertura completa está sendo feita de forma escalonada, com base no mapeamento epidemiológico da doença. As fronteiras com o Paraguai e Argentina também permanecem fechadas.

A decisão da diretoria da margem brasileira tem como principal motivação garantir a tranquilidade do corpo funcional da empresa e a normalidade do funcionamento da geração de energia elétrica. Itaipu responde por 90% do consumo da eletricidade do Paraguai e mais de 10% da demanda do Brasil.

O retorno dos empregados fisicamente ao trabalho será feito de forma gradativa, respeitando a natureza da função de cada um e também a necessidade de cada diretoria. Os empregados que possuem comorbidade, que tenham mais de 60 anos ou que integrem grupos de risco continuarão em casa até nova orientação da área de Medicina do Trabalho.

“Vamos continuar acompanhando todos os cenários para que a volta à normalidade seja feita de forma gradativa e serena”, diz o diretor-geral brasileiro da Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. Hoje, 80% dos empregados estão fazendo teletrabalho e o restante, que precisa estar presencialmente, cuida da operação e manutenção da produção, segurança e tratamento de animais mantidos no refúgio biológico da Itaipu.

Foto: Caio Coronel/Itaipu Binacional

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#NaEstrada: No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Ao fundo o imponente Vulcão Osorno, visto de Puerto Varas na orla do Lago Llanquihue. Foto: #ExpediçãoPatagônia2016*

A seção #NaEstrada do Cabeza NEWS fechou uma parceria com o multimídia Cleverson Lima do Cão dos Diabos e parceiro de primeira hora do blog, que vai narrar o dia a dia e um pouco de como é a vida na estrada. Sem esconder as coisas boas, as fortes emoções e os perrengues, sempre eles, que teimam em atormentar quem está no trecho.

Na estreia, a narrativa romântica e dedicada a Puerto Varas, cidade quase toda germânica na orla do Lago Llanquihue, a porta de entrada da Patagônia chilena. Aproveitem a leitura neste sábado (04) de isolamento em meio a pandemia do Coronavírus.

“No Chile, Puerto Varas é tesouro escondido pelo vulcão Osorno

Em janeiro de 2016 partimos de Foz do Iguaçu rumo ao Chile e sua Patagônia andina, embora não tanto: a ideia era chegar Puerto Varas, cidadezinha bacanuda encravada na região conhecida como Los Lagos, um pouco acima da Patagônia. Podemos que dizer que é a porta de entrada.

Embora pouco conhecida dos brasileiros, a região guarda alguns dos cenários mais bonitos da América do Sul, com parques naturais, vulcões e lhamas e uma forma de escapar de roteiros mais caros e movimentados do Chile. Confesso que me surpreendi positivamente e por vários fatores.

Em primeiro lugar pelo fato de que, apesar do jeitão de cidade pacata, Puerto Varas nos mostra como o Chile destoa do restante da América do Sul não só pela riqueza do povo, mas também pelo desenvolvimento de todas suas regiões.

O fato é que a desigualdade castiga regiões de Brasil e Argentina. Enquanto no país hermano há uma concentração de riqueza e desenvolvimento em Buenos Aires, capitais de província parecem ter parado nos anos 80. O interior do país é em grande parte pobre, problema que também sofremos em maior ou menor grau a depender do estado.

Já o Chile parece ter dado uma uniformidade para o desenvolvimento do Norte até o Sul. Seriam as reformas liberais da ditadura ou a estreita geografia a razão para isso? Mas prefiro não entrar no debate

Puerto Varas surpreende mais pelas coisas boas e que nada nos lembram os perrengues diários. A cidade conta com bons restaurantes, bons e baratos hotéis, uma orla tranquila ao redor do Lago Llanquihue e qualidade de vida que é invejável para muitos países de primeiro mundo.

Toda colonizada por imigrantes alemães, ainda guarda muito da cultura e arquitetura germânicos. Ou seja, muitas construções em estilo enxaimel, bons doces e carnes fortes.

É como estar numa cidade grande aproveitando o melhor das cidades pequenas, ou seja, a salvo de multidões de turistas (que preferem a vizinha Puerto Montt, que tem aeroporto) e aparentemente escondido pelo imenso e vistoso Vulcão Osorno.

A jóia da região é um passeio que vale muito a pena, sendo oferecido por todas as pequenas agências de turismo da região e também pelos hotéis. Seu topo conta com neve que alguns corajosos temem em tentar escalar e com um teleférico que no dia nos deu um susto, já que parou de movimentar bem meio. A sensação de estar parado a mais de 30 metros no cume de um vulcão pode ser assustadora, eu garanto.

Andando pela cidade, vários pequenos cafés e, numa época em que os pólos gastronômicos não pipocavam em todo lugar, a cidade contava uma feira a céu aberto com vários food trucks, alguns bem modernos tanto no estilo como no cardápio.

Na saída, uma breve com senhor Jorge, do Weisserhaus Hotel, ficou na lembrança. Muito simpático, um verdadeiro gentleman, ele explicou por que brasileiros e chilenos se dão tão bem. E a sua tese era bem simples:

“Nós não fazemos fronteira. Por isso brasileiros, uruguaios, bolivianos e chilenos odeiam os argentinos”

Não teve como não concordar.”

* A #ExpediçãoPatagônia2016 foi organizada pela equipe do Cabeza NEWS e percorreu, a partir de Foz do Iguaçu, perto de 8 mil quilômetros passando por várias províncias e o deserto de Neuquén na Argentina até a Patagônia Andina, retornando pela capital Santiago (Chile), os Caracoles na Cordilheira dos Andes, Mendoza até o ponto de partida.

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Turismo de Itaipu se prepara para reabertura da visitação pós-quarentena. VEJA FOTOS!

Previsão é que isso ocorra depois da Semana Santa, mas atrativos só serão reabertos ao público depois de uma nova avaliação do cenário

A reabertura da visitação aos atrativos turísticos da usina de Itaipu está prevista para depois da Semana Santa, mas só depois de uma reavaliação da situação de pandemia do novo coronavírus. Enquanto isso, obras de melhorias estão sendo tocadas dia e noite, para que os visitantes sejam ainda mais bem atendidos e levem a melhor experiência de visita que poderiam vivenciar.

Os atrativos estão fechados para o público desde 18 de março, atendendo a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e aos decretos de isolamento social implementados pelo município de Foz do Iguaçu, onde está instalada a cidade-sede da usina. Em todo esse período, a usina não parou e tampouco as obras de melhorias do Complexo Turístico Itaipu.

Com os operários na lida, adotando os devidos cuidados para se proteger da contaminação do novo coronavírus, tudo está sendo preparado com carinho para a volta à normalidade, assim que a situação da pandemia da covid-19 estiver controlada.

O turismo é uma vocação natural de Foz do Iguaçu e um dos setores mais importantes para a gestão do diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. Faz parte da missão ampliada da usina o incentivo ao desenvolvimento da economia da região, onde o turismo é o maior empregador.

Tanto dentro quanto fora da usina, o diretor-geral brasileiro determinou que o segmento recebesse atenção especial. “Os investimentos nas obras estruturantes e na melhoria da logística e da qualidade de atendimento dos serviços buscam colocar o Destino Iguaçu num novo patamar. Quando a crise passar, estaremos em condições de igualdade de concorrer com outros roteiros importantes”, afirma Silva e Luna.

E complementa: “Foz é uma cidade linda, que reúne as Cataratas do Iguaçu, a maior usina em produção de energia do mundo e tantas outras belezas naturais, além de boa hotelaria e gastronomia. O passo que estamos dando hoje é essencial para a Foz que queremos do futuro”, completa.

Externamente, a lista de obras financiadas pela Itaipu inclui desde a nova ponte entre Brasil e Paraguai e a Perimetral Leste até a ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, passando pelo Mercado Municipal e, em breve, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a BR-469, entre outras.

Internamente, todo o turismo será reestruturado. O cronograma começou este ano e deve ser concluído até 2022. O Mirante do Vertedouro, uma das principais atrações da usina, por exemplo, já está com cara nova. A primeira etapa, com a parte de terraplanagem, drenagem, pavimentação em paver e setorização dos jardins já está sendo executada. Tudo deve ser concluído até junho.

Já o pacote de projetos executivos e demais documentos para a segunda etapa, com o restante da estruturação prevista para o local, está em fase final de elaboração. A expectativa é que a licitação das obras seja lançada ainda no primeiro semestre, com andamento em setembro.

Em relação ao Mirante Central, que dá uma visão panorâmica da barragem, o pacote de projetos executivos e os demais documentos técnicos estão sendo elaborados. A previsão do início das obras é para novembro.

Já o Ecomuseu, que vai integrar também o Polo Astronômico, hoje dentro da usina, a 200 metros da entrada da Itaipu, passará por uma grande revitalização com adequações, melhorias e ampliações do espaço.

A ideia é promover a integração das iniciativas de turismo com a gestão ambiental da Itaipu e educação, incluindo a transferência das estruturas do Polo Astronômico para o Ecomuseu, o que deverá incrementar ainda mais as atividades turísticas do local. Essas obras devem começar em 2021.

O Centro de Recepção de Visitantes (CRV) também vem recebendo melhorias para a retomada das visitas. Os espaços administrativos e operacionais foram realocados e foi feita a revisão dos fluxos dos passeios, além de ajustes das escalas de trabalho e dos roteiros, tudo para reduzir as aglomerações.

Nesse período de suspensão das visitas e após a reabertura do turismo, o cuidado especial com os protocolos de saúde foi e permanecerá redobrado. A oferta de visitas técnicas continuará reduzida, para evitar circulação de grandes grupos na área industrial. A exibição do filme institucional continuará sendo feita em local aberto. A quantidade de kits de álcool em gel para colaboradores e turistas, em vários locais e nos ônibus, será aumentada, conforme a necessidade. O CTI também mantém um pronto atendimento em ambulatório para atendimento de visitantes.

Os meios de divulgação do Turismo Itaipu estão funcionando normalmente e disponíveis para atendimento e orientações.

Crédito das imagens: Complexo Turístico Itaipu

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Cataratas do Iguaçu registram a menor vazão de água do ano, afirma Copel

‘Uma das estiagens mais severas dos últimos 50 anos’, disse diretor de meio ambiente da Sanepar. Vazão do Rio Iguaçu nesta quinta-feira (2) representava 17% da vazão média normal nas Cataratas

O Rio Iguaçu teve a menor vazão de 2020 nesta quinta-feira (5) nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A informação é da Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pelo monitoramento hidrológico do rio.

Cataratas completa 12 dias sem receber turistas

Até às 14h desta quinta-feira, a Copel registrou a vazão de 259 mil litros de água por segundo, isso representa 17,2% da vazão normal, de 1,5 milhão, informou o G1 PR.

De junho de 2019 até março de 2020, em todos os meses, choveu menos do que a média histórica no Paraná, contou o diretor de meio ambiente e ação social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Júlio Gonchorosky.

Ele explicou que a situação é grave não só no Rio Iguaçu, mas em todos os mananciais do estado. “O Paraná está passando por uma das estiagens mais severas dos últimos 50 anos”, disse.

De acordo com Gonchorosky, a expectativa de melhora para esse cenário ainda não é das melhores. A previsão é de que nos próximos três meses, o máximo que deve acontecer, é de que as chuvas ocorram dentro da média.

A recuperação para esse período de estiagem, conforme o diretor, deve ocorrer apenas nas chuvas de verão.

O Parque Nacional do Iguaçu está fechado para visitação desde o dia 18 de março. A medida é uma forma de prevenir a propagação do novo coronavírus.

AQUI para ler o restante do artigo

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Pela união ao turismo e medidas emergenciais para salvar o setor

Por Fábio Aguayo, na Gazeta do Povo

A chegada do novo Coronavírus nos lançou a um momento único, onde será fundamental o envolvimento de todos para superar a crise. E, dentro deste espírito, a Feturismo, entidade civil, filiada à Confederação Nacional do Turismo (CNTur), terceiro grau sindical de atendimento às empresas do turismo do Paraná, agradece a publicação do pacote econômico do Governo do Estado, com destaque ao programa de contingenciamento de R$ 321 milhões do orçamento vigente.

Também é louvável o encaminhamento, à Assembleia Legislativa, de projeto de lei que institui a manutenção de empregos nas empresas terceirizadas que atendem o poder público. O momento é difícil, como citado, mas precisamos avançar, buscar esclarecer dúvidas e ações que podem contribuir.

Um Programa de Incentivo ao Turismo, com as “hashtag” Turismo é Meu Negócio, Somos Turismo, Somos Paraná, para incentivar os paranaenses a viajar dentro do estado, pode ser o ponto de partida para o setor. Também é preciso convencer moradores de outras regiões do país a conhecer as 14 diferentes faces do Paraná.

Nosso Estado tem belezas incríveis e estrutura capaz de absorver o turismo de eventos, de negócios, de lazer, esportes, cultura e gastronomia. Essa é a nossa proposta para uma forte retomada e aceleração do crescimento do setor que se tornou tão sensível.

Algumas ações trarão alívio para o nosso setor, como taxas menores sobre o ICMS dos combustíveis, até campanhas de encorajamento como “visite um destino paranaense em seus próximos três meses”. São pequenos pontos para nossa entidade, que se somando às outras voltadas ao setor, pode engajar.

Muitas outras questões colocam o setor do turismo em dúvida e para isso, dividimos o teor do pacote do governador Ratinho Junior em alguns tópicos e colocamos algumas questões a seguir sobre cada recurso ou incentivo proposto.

Com a estimativa da Fomento Paraná empregar R$ 480 milhões divididos em quatro linhas, objetiva atingir pelo menos 40 mil empresas. Nossas dúvidas são, seriam R$ 12 mil para cada empresa? Quais os setores empresariais teriam chance de conseguir estes recursos? Há alguma provisão específica para o setor do turismo e quais as formas de garantia?

Sobre a Fomento usar recursos do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE) para reduzir a taxa de juros, isso nos deixou uma questão. Se a taxa de juros de 0,91% ao mês, ao final de 12 meses, nos dá um total de 11,48%. É possível diminuir este percentual de juros uma vez que a Fomento está fazendo uso de recursos do FDE?

Aos municípios que possuem financiamentos com a Fomento, será oferecida uma possibilidade de moratória de 180 dias sem juros ou de amortização do principal. Essa medida tem um impacto estimado de R$ 148 milhões.

Cada município deverá analisar a vantagem ou não de suspender os pagamentos nesse prazo. Os municípios que apresentam atrativos turísticos, em especial os que tem no turismo grande parte de sua renda, também estão sendo contemplados?

O BRDE formatou um programa emergencial de R$ 670 milhões. Se o objetivo é financiar micros, pequenas e médias empresas do estado, como está a previsão de aporte? A busca, portanto, está em que seja garantido um capital de giro de baixo custo para ao menos 3 meses de “oxigênio”?

E ainda postergou prazos (até seis meses) de todos contratos ativos destinados a micro, pequenas e médias empresas que não são do setor rural. Estas novas formas de financiamento poderiam ser utilizadas neste formato específico para o setor do turismo ou estão congeladas?

O pacote, segundo o anúncio, tem R$ 520 milhões disponíveis para linhas de capital de giro e para incremento da produção. Qual o formato a ser aplicado para estas linhas de capital de giro? Que tipo de empresas de nosso setor poderão participar e com quais custos e prazos? Qual o valor do aporte disponível somente do Fungetur e quais empresas são previstas de receber tal incentivo?

E a pergunta que mais aflige o setor é quando será a decisão e teremos o comportamento de sensibilidade da Copel/Sanepar/Compagas? Estamos implorando que seja debatido na reunião dos conselhos de administração das estatais, especialmente que tem maior a participação do Governo do Estado, para que haja uma consideração excepcional neste momento delicado.

O setor de turismo no Brasil e no Paraná não tem, pelo fechamento de fronteiras e barreiras, a presença dos turistas internos ou estrangeiros. Nosso pleito é para que tenha uma deliberação urgente que fixe ou informe as equipes próprias ou terceirizadas a instrução de não cessar o não fornecimento dos serviços por 120 dias.

Mesmo com atrasos nos pagamentos, independente do porte da empresa, não pedimos anistia e sim que seja providenciado um pacote excepcional de negociação e parcelamento. Após este período de calamidade pública e estado emergencial, não podemos correr o risco cruel de escolher demitir colaboradores, ou que seja pago um destes serviços neste trágico momento.

A Feturismo acredita que o diálogo é o melhor caminho para encontrarmos soluções e superarmos juntos este momento de dificuldade que enfrentamos.

Fábio Aguayo é presidente do Sindiabrabar e vice-presidente de Relações Governamentais e Institucionais da Feturismo (Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares do Estado do Paraná).”

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Hotelaria e gastronomia reivindicam medidas para superar crise provocada pelo coronavírus

Empresários criticam ações incipientes adotadas pelos governos

Empresários da hotelaria e gastronomia de Foz do Iguaçu reivindicam dos governos federal, estadual e municipal medidas mais eficazes para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus. A cobrança ocorreu em reunião do Sindhotéis, por teleconferência, com representantes da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação.

Coordenado pelo presidente do Sindhotéis, Neuso Rafagnin, o encontro avaliou as alternativas trabalhistas e tributárias para mitigar o colapso. Também coordenaram a reunião o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, e a advogada Lirian Sousa Soares Cavalhero, consultora jurídica da FBHA e titular do escritório jurídico Ope Legis, com sede em Brasília (DF).

Neuso Rafagnin abriu a conversa explicando que a aplicabilidade do aditivo à convenção coletiva entre os sindicatos patronal e laboral continua incerta mesmo tendo sido homologado pelo Ministério Público do Trabalho. “Estaríamos numa situação menos preocupante se o poder público tivesse honrado a lei”, resumiu.

Isso porque o governo federal anunciou que não dispõe de recursos para bancar nacionalmente os pactos em grande escala firmados com base no artigo 476-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como é o caso do acordo fechado entre o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e o Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade.

“Solicitamos aos governantes e parlamentares mais atenção ao turismo. Estamos falando de empreendimentos que geram diretamente e indiretamente dezenas de milhares de empregos. Foz é um destino turístico de potencial internacional, mas cada um precisa fazer a sua parte para preservar a saúde das pessoas e evitar a quebradeira geral”, concluiu Rafagnin.

Ele lembrou que o Sindhotéis está reivindicando ao Governo do Estado do Paraná para que sejam suspensas, por parte das concessionárias de água, energia elétrica e gás, as faturas cobradas na forma de valor fixo (consumo mínimo). O pedido foi realizado diretamente e também via parlamentares, porém até agora não foi atendido – causando enormes prejuízos ao setor.

União

A busca por alternativas para socorrer o Destino Iguaçu tem apoio do presidente da ACIFI (Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu), Faisal Ismail, que esteve presente ao encontro promovido no Centro de Capacitação Sindhotéis. Ele afirmou que são necessárias medidas urgentes e efetivas para a proteção de empregos e das empresas da principal indústria iguaçuense: o turismo.

Também participaram da teleconferência advogados e contadores dos estabelecimentos do setor. Todos em busca de soluções para preservar empregos e manter o mínimo de sustentabilidade financeira diante das ainda incipientes medidas adotadas pelos governos federal, estadual e municipal.

Um dos pilares de sustentação da economia e da geração de postos de trabalho em Foz, o turismo é uma das atividades mais afetadas pela pandemia. Atrativos, estabelecimentos comerciais e fronteiras com estados e países estão fechadas. Há cancelamentos de voos e restrição de acesso rodoviário. Esse quadro paralisa o segmento turístico nas Três Fronteiras.

Alternativas

Dessa forma, os participantes pensaram soluções para a crise. Foram discutidos temas como a Medida Provisória 927/2020, suspensão dos contratos de trabalho, redução de trabalho, férias, licenças, gratificações, trabalho a distância ou teletrabalho, compensação de jornada, por meio do banco de horas, fechamento do estabelecimento por determinação do poder público e a própria extinção da empresa.

Do ponto de vista tributário, a advogada explicou que a prorrogação de prazos para recolhimento de tributos municipais, estaduais e nacionais (impostos e taxas), bem como do FGTS e INSS, e aquisição de crédito a juros baixos. “As medidas iniciais do poder público apontam caminhos, mas ainda são insuficientes para resguardar as empresas do turismo do caos econômico”, frisou Sampaio.

Para além das decisões possíveis de serem tomadas no momento, a partir dos mecanismos concretos, o presidente do Sindhotéis pediu a todos muita cautela, buscando avaliar caso a caso. Neuso Rafagnin, Alexandre Sampaio e Lirian Cavalhero solicitaram à categoria que aguarde as novas medidas de compensação federais, estaduais e municipais previstas para esta semana.

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Covid-19: Itaipu estende home office e mantém turismo fechado na usina até Semana Santa

Os protocolos recomendam distanciamento social. Por decreto municipal, escolas e comércio em geral estão fechados. A cidade-sede da usina faz fronteira com Paraguai e Argentina, que também estão fechadas

Depois de reavaliar o cenário atual da propagação do novo coronavírus, com base nos protocolos adotados até agora pelo Ministério da Saúde e Secretaria da Saúde, a diretoria da margem brasileira da Itaipu decidiu prorrogar o sistema de home office e manter suspensas as visitas de turismo na usina até a Semana Santa, 13. Uma nova avaliação será feita após esse período. A prorrogação foi decidida durante reunião da diretoria, nesta quarta-feira, 1º de abril.

Em Foz do Iguaçu existem 13 casos confirmados da covid-19, nenhum por contaminação comunitária, ou seja, dentro do próprio município. Por decreto municipal, escolas e comércio em geral estão fechados. A cidade-sede da usina faz fronteira com Paraguai e Argentina. As fronteiras estão fechadas.

A medida, ao mesmo tempo, preserva a tranquilidade do corpo funcional da empresa e a normalidade do funcionamento da geração de energia elétrica. Itaipu responde por 90% do consumo da eletricidade do Paraguai e mais de 10% da demanda do Brasil.

Itaipu não para. É essencial para garantir o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai. Desde o início do ano, já gerou 22.325.491 megawatts-hora (MWh) ante 21.905.898 MWh no mesmo período de 2019. Essa quantidade seria suficiente para atender o consumo da cidade de São Paulo por nove meses e 23 dias; do Estado do Paraná por oito meses e 14 dias; do Brasil, por 17 dias; e do Paraguai, por 15 meses e nove dias.

Hoje, cerca de 80% dos empregados da margem esquerda estão em casa fazendo teletrabalho.

“Neste momento que requer atenção de todos, nossa usina tem sido, mais uma vez, essencial, para os sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai. Vamos garantir a normalidade dos serviços sem prejuízos para a geração e a nossa gente”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

A empresa vem seguindo à risca a todas as recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas quem não pode fazer o serviço em casa – como, por exemplo, profissionais das áreas de Operação e Manutenção, entre outros – permanece na usina.

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Em transmissão ao vivo, secretário da Fazenda esclarece sobre o pacote do Governo do Paraná

Atividade está programada para as 13h30 desta terça, 31. Prepare sua pergunta sobre o pacote anunciado pelo governador Ratinho Junior

O secretário estadual da Fazenda, Renê Garcia Junior, vai esclarecer aos empresários do setor de gastronomia, entretenimento e turismo, nesta terça-feira (31), todos os detalhes sobre o pacote de R$ 1 bilhão para manter empregos anunciado na última sexta-feira (27) pelo governador Ratinho Junior (PSD).

A live com Renê Garcia, a partir das 13h30, é organizada pelo Sindicato da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), a pedido de parte do segmento. No pacote, Ratinho Junior destaca linhas de crédito com juros menores e carência de um ano para pagamento, prorrogação do pagamento do ICMS, renovação de incentivos fiscais, entre outros benefícios.

O setor de gastronomia e entretenimento, em especial do turismo, pede ações mais robustas do Governo do Estado, por ser um dos que mais sofre com a crise provocada pelo novo Coronavírus, que resultou na paralisação das viagens e o fechamento do comércio.

A Feturismo, entidade voltada a defesa do setor turístico do Estado, encaminhou ofício ao governador com sugestões de ações proativas baseadas em reivindicações das 14 regiões turísticas do Paraná. O plano, também divulgado entre empresários da Abrabar, pede a criação de um pacote específico para socorrer os empreendedores, possibilitando a manutenção de empregos no segmento.

Entre as estão prorrogação do prazo de pagamento de imposto estadual, isenção ou redução da base de cálculo do ICMS para produtos como álcool gel, hipoclorito de sódio, máscaras e luvas, prorrogação de prazos de pagamento do ICMS de empresas fechadas em função das medidas de restrição de atividades, criação de programas de financiamento pós-enfrentamento da crise, carência de dois a seis meses dos contratos de financiamento em andamento, entre outros.

Preto no branco
A intenção, segundo o presidente Fábio Aguayo (SindiAbrabar), é dar voz aos agentes do segmento. O secretário Renê Garcia vai ajudar a entender melhor este pacote e outras situações que afligem o empresariado da categoria no Estado.

“Já deixamos abertos os nossos canais para as perguntas e dúvidas a serem direcionadas ao secretário para ele abordar na live direta com o setor”, informa Aguayo.

SERVIÇO:
Live com o secretário estadual da Fazenda, Renê Garcia
Dia e horário: Terça-feira (31), a partir das 13h30
Canal: Facebook do SindiAbrabar

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Efeito Coronavírus: Cataratas do Iguaçu completa 12 dias sem receber turistas. Veja fotos exclusivas!

O Parque Nacional do Iguaçu completa nesta segunda-feira (30), 12 dias de fechamento para visitação pública, por determinação do Governo Federal para evitar a propagação do novo Coronavírus, agente da infecção Covid-19.

A unidade de conservação guarda em seu interior as Cataratas do Iguaçu, principal atrativo turístico da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai e reconhecida internacionalmente.

No ano passado, mais de dois milhões de turistas visitaram as famosas quedas, estabelecendo um recorde histórico anual de visitação.

Neste início de semana, com a vazão do rio Iguaçu abaixo de 300 metros cúbicos de água por segundo (muito abaixo do normal, que é de 1,5 milhão de metros cúbicos por segundo), segundo monitoramento da Copel, o que impressiona, além da beleza dos paredões, é a ausência de pessoas principalmente nas passarelas.

O blog visitou o atrativo na última semana, e traz uma série de fotos exclusivas para o leitor.