Browsing Category

Cultura

Leia as últimas notícias sobre Cultura no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado pelo por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Cultura, Destaques, Foz do Iguaçu,

Projeto literário da Fundação Cultural e Unila é premiado pelo Programa Iberoamericano de Bibliotecas Públicas

Os recursos para a implementação das ações devem começar a ser liberados já em dezembro deste ano

O Projeto “Vivendo Livros: construindo uma biblioteca com a comunidade”, desenvolvido na Estação Cultural da Vila C foi uma das 21 propostas premiadas pelo Programa Iberoamericano de Bibliotecas Públicas. O resultado foi publicado esta semana e a ação foi aprovada na categoria de financiamento de até 10 mil dólares, com a proposta de investir na ampliação do acervo literário, aquisição de mobiliário e material audiovisual no local. 

A iniciativa, fruto de uma Cooperação Técnica entre a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e a Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila), prevê a realização de atividades de integração das crianças da região em atividades de contação de histórias e diversas dinâmicas lúdicas que despertam a imaginação e a paixão pela leitura.

O acordo prevê que a Fundação Cultural oferte o espaço e o apoio institucional e a universidade entre com os docentes, bolsistas e voluntários para executar o projeto.  “Esse projeto maravilhoso foi proposto pela Unila, através da professora Mariana, e é merecedor do prêmio. É uma parceria importante porque universidades são canais de comunicação importantes com a comunidade”, expressou o diretor presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues.

A premiação contribuirá para o fortalecimento da política pública de leitura que intenta transformar a realidade de crianças e adolescentes daquele território.  “Essa é uma experiência de promoção e mediação de leitura que desenvolvemos nas escolas da região desde 2014, e, agora, através da parceria, estamos focados na Biblioteca Comunitária”, informou a coordenadora do projeto, a professora de Línguas e Linguística da Unila, Mariana Cortez.

Transformação

De um local abandonado durante anos para um espaço hoje reconhecido internacionalmente. A história da antiga Biblioteca Cidadã que se transformou, em agosto deste ano, em Estação Cultural da Vila C, representa a importância do investimento em cultura e do poder de transformação da arte entre as pessoas.

“A intenção de ocupação desse espaço, que foi resgatado pelo município após uma história de abandono, mostra que a política de descentralização da cultura associada a parcerias como esta são o caminho, pois temos uma demanda muito grande nas comunidades. Ter um ambiente que propicie atividades culturais e que ocupe o tempo de lazer com ações nesse formato é um grande avanço”, comentou a Diretora de Cultura da Fundação Cultural, Thaísa Praxedes.

Os recursos para a implementação das ações devem começar a ser liberados já em dezembro deste ano.

Cultura, Paraná,

Colaborador do Cabeza News vence “Oscar” nacional da fotografia

O fotojornalista Eduardo Matysiak, colaborador do Cabeza News, foi o vencedor da categoria especial ‘Lockdown’, do Brasília Photo Show, neste domingo (22). O paranaense levou a estatueta do maior festival de fotografia da América Latina com a imagem “Fique em casa”.

Natural de Guarapuava, no centro-oeste do estado, e atualmente morando na capital, Matysiak acredita que sua fotografia ganhou o primeiro lugar porque é uma imagem de certa forma chocante e que faz as pessoas refletirem.

“Primeiro, não é uma fotografia montada, é um retrato da vida real, da vida de uma pessoa que não tem casa e vive na rua. O que já é absurdo em qualquer época, mas o fato da foto ter sido tirada durante a fase mais intensa de isolamento no Paraná, quando quase todas as pessoas estavam em casa isoladas e protegidas da covid-19, torna a situação ainda mais cruel. Acho que esse tipo de abordagem é importante porque faz as pessoas se questionarem sobre o mundo que elas querem e sobre o que fazer para mudar”, diz o fotojornalista.

Apelidado de o ”Oscar da Fotografia”, a 6 ª edição do evento ocorreu neste final de semana entre os dias 21 e 22 de novembro e contou com 46 mil fotos participantes, entre fotógrafos brasileiros e estrangeiros.

Conhecido nacionalmente por ter feito a cobertura fotográfica da Operação Lava Jato em Curitiba, da prisão de Lula e dos movimentos de direita e esquerda que permaneceram acampados em frente à sede da Polícia Federal, Matysiak também é celebrado por retratar como poucos as várias faces da capital paranaense. Quer conhecer mais o trabalho do fotojornalista? Acesse o Instagram Oficial Eduardo Matysiak.

Com informações da RIC Mais e Correio do litoral

Cultura, Foz do Iguaçu,

Prazo para solicitar auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc em Foz do Iguaçu termina nesta sexta-feira (20)

Responsáveis pelos espaços culturais devem fazer o cadastro via plataforma SISPROFICE

Termina nesta sexta-feira (20) o prazo para os responsáveis pelos espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais de Foz do Iguaçu solicitarem o auxílio emergencial garantido pela Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural (nº 14.017, de 29 de junho de 2020).

A oferta do subsídio, com valores entre R$3 mil e R$10 mil reais, foi organizada pela Fundação Cultural, através do edital de chamamento público nº 02/2020, lançado no mês passado. Para receber o repasse, os interessados devem fazer o cadastro via plataforma SISPROFICE – (Sistema de Informações da Cultura) da Secretaria de Estado da Comunicação e da Cultura do Paraná (link http://www.sic.cultura.pr.gov.br). O edital estabelece exigências, como a atuação há mais de dois anos na área e declaração de despesas mensais.

Os recursos oriundos da Lei Aldir Blanc são destinados a atender a área da cultura prejudicada pelos impactos da pandemia da Covid-19. O setor foi um dos mais afetados no mundo inteiro com o fechamento dos espaços voltados às manifestações artísticas. Este foi o primeiro repasse realizado pela união via Fundos Estadual e Municipal de Cultura.

 “A proposta é fazer com que esses espaços, que tiveram suas atividades interrompidas por conta da pandemia, acessem essa possibilidade de benefício, em parcelas mensais. Importante ressaltar que a Fundação Cultural está atendendo, orientando e tirando dúvidas de quem ainda não requereu o auxílio”, explicou a Diretora de Cultura, Thaisa Praxedes. O atendimento é presencial e ocorre na sede da Fundação Cultural.

O horário de funcionamento é das 8h às 14hs, de segunda a sexta-feira. A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu está localizada na Rua Benjamin Constant, 62 – Centro.

Cultura, Paraná,

Oeste do Paraná terá R$ 660 mil para incentivo à cultura regional

A Rede Regional de Cultura e Patrimônio da BP3 e do Oeste do Paraná por intermédio do Convênio Linha Ecológica: Educação para Sustentabilidade e Desenvolvimento Cultural do Território, parceria entre a Itaipu Binacional e o Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, abriu o credenciamento de propostas artísticas para compor sua programação de oficinas e espetáculos para os anos de 2021 e 2022.

A contratação visa empresas para prestação de serviços “de oficinas artísticas e culturais, espetáculos de arte e educação, palestras e exposições itinerantes”, para compor a programação da Correnteza Cultural no Oeste do Paraná ou em outras ações eventuais que lhe forem convenientes. “Ao todo serão empregados R$660 mil para as ações na região, com diversas modalidades e segmentos”, destaca o gestor e coordenador do Convênio Linha Ecológica: Educação para Sustentabilidade e Desenvolvimento Cultural do Território, Mauri Schneider.

Cadastro de profissionais 

Conforme o regulamento, este credenciamento visa formar um cadastro de profissionais para compor a grade de programações de ações previstas no Convênio a fim de promover os conhecimentos acerca do patrimônio natural e cultural, o desenvolvimento cultural, sócio econômico urbano e rural de toda a região de forma integrada.

A arte, a educação e a sustentabilidade são instrumentos para a formação de pessoas que sejam capazes de reconhecer valores, assimilar conceitos e desenvolver competências.

Informações: redeculturabp3@gmail.com

Da assessoria

Cultura, Paraná,

Domingo é dia de live de poesia

Projeto on-line é uma alternativa para dar visibilidade aos autores paranaenses

“Às vezes, aos domingos”, projeto mensal com autores paranaenses, realiza neste domingo, 22 de novembro, a sua sexta edição e tem como convidados Alvaro Posselt e Andréia Carvalho Gavita. Gratuito, o evento acontece a partir das 17 horas no Instagram @alvaroposselt. Posselt e Andréia devem conversar sobre poesia, processo criativo, obras publicadas e também vão ler poemas autorais.

Um dos idealizadores do projeto, o escritor Guido Viaro lembra que, como o escritor russo Tolstói disse, para ser universal devemos cantar a nossa aldeia. “E o projeto ‘Às vezes, aos domingos’ é uma maneira de a aldeia cantar seus poetas e prosadores”, diz Viaro, que acaba de publicar o seu décimo oitavo romance, Trem.

O comentário de Viaro define a finalidade do projeto: divulgar poetas e escritores do Paraná. Em junho, ele convidou o escritor Marcio Renato dos Santos para fazer uma live, o que resultou não apenas em um encontro virtual, mas nesta proposta que, uma vez por mês, viabiliza o encontro de dois autores paranaenses. “A pandemia nos impulsionou a buscar uma alternativa para que escritores e poetas tivessem visibilidade”, comenta Santos, autor de 8 livros de contos, entre os quais A cor do presente (2019).

Descentralizado, plural

Alvaro Posselt participa da 6ª edição de Às vezes, aos domingos

Ponta-grossense, Andréia Carvalho Gavita é autora, entre outros títulos, dos livros de poemas A cortesã do infinito transparente (2011), Grimório de Gavita (214), Panfletos de Pavônia (2017) e Neônia (2019). Mediadora no Coletivo Marianas, participa da edição da revista Zunái, trabalha no Departamento de Ciências Florestais da UFPR e é graduada em Gestão Ambiental.

Já o curitibano Alvaro Posselt tem 9 livros de poemas publicados. Divulga a poesia em oficinas nas escolas públicas. Transformou sua casa em um espaço cultural, a Casa Posselt. Alguns de seus poemas breves foram pintados em mural na Travessa da Lapa, no centro de Curitiba. Um deles ficou famoso: “Curitiba não nos poupa/ Ontem tomei sorvete/ Hoje tomo sopa”.

Andréia Carvalho Gavita e poesia na 6ª edição de Às vezes, aos domingos

Já participaram de “Às vezes, aos domingos” Jaqueline Conte, Jonatan Silva, Carlos Machado, Jô Bibas, Etel Frota, João Lucas Dusi, Ernani Buchmann, além dos dois curadores, Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos, no primeiro encontro, em julho. “Convidamos autores de obras que admiramos, e eles e elas são muitos, tantos. É possível seguir com essa proposta por um longo tempo”, dizem, em coro, Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos.

“O projeto permite dar visibilidade para a atividade literária local, divulgar o trabalho e os profissionais para a comunidade local, transformando-se gradualmente em uma marca, que pode gerar outras ações”, afirma Claudia Lubi, publicitária e uma das sócias da Soma de Ideias, empresa apoiadora da proposta e responsável pela identidade visual de “Às vezes, aos domingos”. A assessoria de imprensa é feita por Marcio Renato dos Santos por meio da Tulipas Negras Editora.

Informações sobre o evento e as próximas atrações no Instagram @somadeideias e no blog tulipasnegraseditora.blogspot.com

Cultura, Destaques, Foz do Iguaçu,

Biografia do cientista suíço Moisés Bertoni será lançada neste sábado, 07

Será lançada no próximo sábado, (07) a obra “Moisés Bertoni, uma vida pela ciência”, que descreve a biografia do cientista europeu, que viveu na zona das três fronteiras. 

O material, apresentado em português em 2011 e que será lançado desta vez em sua versão em espanhol, retrata a vida extraordinária do cientista Bertoni, que chegou a região em 1884, deixando um legado impressionante à ciência. 

Atração de Foz alia história, rio Paraná e café colonial

A obra foi escrita pelo cientista Evaldo Buttura e pela psicóloga Aline Niemeyer.

Capa do livro “Moisés Bertoni, uma vida pela ciência”.

Com mais de 530 publicações feitas em diferentes idiomas, desenvolvendo diversos temas que vão desde os costumes guaranis até a frequência das chuvas, Moisés Bertoni se consolidou como referência em pesquisa científica com grande ênfase no bem-estar humano na tríplice fronteira.

Cultura, Destaques, Paraná,

Série sobrenatural do Globoplay apresenta a pouco conhecida cultura ucraniana no BR e do PR. Veja fotos!

Comunidades do Paraná que mantêm tradições do país europeu inspiraram ‘Desalma’; grupo folclórico de Curitiba até participou das gravações

Para quem vive no Paraná, a trama a ser mostrada pela série Desalma, que estreia na quinta-feira (22) no Globoplay, não parecerá tão distante. Proposta inédita de drama sobrenatural da plataforma de streaming, a história tem como pano de fundo as lendas, ambientes, personagens e tradições ucranianas, preservadas em diversas comunidades do estado.

A pequena Brígida, cidade fictícia da série, é inspirada em Prudentópolis, município de cerca de 50 mil habitantes do Centro-Sul paranaense, conhecido pelas suas cachoeiras gigantes, mas também por manter, proporcionalmente, a maior comunidade ucraniana do Brasil: estima-se que cerca de 80% dos seus moradores são descendentes do país europeu.

Foi na cidade que a escritora Ana Paula Maia se aprofundou nas tradições da Ucrânia. Consagrada escritora de livros, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, há quatro anos ela se mudou do Rio de Janeiro para o Paraná, onde teve contato com as tradições e costumes de outros povos. Da experiência, nasceu essa sua primeira investida no audiovisual.

“Meu primeiro impacto foi na comida, até que comecei a ver os bosques, os parques da cidade, as festas típicas, os vários grupos folclóricos. Eles mantêm vivas as festas, as tradições, e quase ninguém sabe nada sobre isso. Achei isso muito impressionante e pensei que o resto do Brasil precisava conhecer o que existe ali”, contou a autora em divulgação do Globoplay.

Estima-se que quase meio milhão de descendentes de ucranianos vivem hoje no Paraná. Os antepassados aportaram no Brasil a partir do final do século XIX (1891) em busca de terras e, depois, fugindo dos horrores das duas Guerras Mundiais. Eles formaram aqui a terceira maior comunidade ucraniana fora do país – as primeiras estão no Canadá e EUA. Atualmente, mais de 20 grupos folclóricos preservam as tradições no Brasil, a maioria deles no Paraná.

Desalma vai mostrar um pouco desse povo e seus costumes. Com segunda temporada já confirmada, tem direção de Carlos Manga Jr., de Se Eu Fechar os Olhos Agora, minissérie indicada ao Emmy, e Aruanas. O elenco reúne nomes consagrados, como Cassia Kis, Claudia Abreu e Maria Ribeiro e jovens talentos, como Camila Botelho e Giovanni de Lorenzi. Nathalia Garcia, conhecida pela atuação no filme Ferrugem, é uma das atrizes paranaenses da série.

Para participar da trama, todos tiveram que aprender um pouquinho da cultura ucraniana. Um dos responsáveis por apresentar a Ucrânia ao elenco foi o especialista Andreiv Choma, integrante do Folclore Ucraniano Barvinok, de Curitiba, e que há anos se dedica ao estudo das tradições do país Europeu, de onde vieram seus antepassados.

“Estive lá durante o primeiro contato da equipe com a série. Falei do folclore ucraniano de maneira geral, mas principalmente da mitologia, das lendas, do lado místico desse mundo, muito presente em Desalma. Houve um cuidado muito grande da autora em retratar a cultura ucraniana e a produção fez questão de mostrar o que nós preservamos em detalhes”, conta.

O aprendizado se reflete nas cenas, às vezes alegres, como na apresentação de danças ucranianas por um grupo folclórico de Brígida, mas em grande parte sombrias, como na reprodução da tradicional cantiga ucraniana Marusia pela misteriosa bruxa Haia (Cassia Kis).

A música faz parte do repertório do coral do Barvinok, e já foi apresentada no Festival de Etnias do Paraná, que ocorre anualmente entre julho e agosto, no Teatro Guaíra, em Curitiba.

A história de Desalma transita entre passado e presente. Em 1988, a jovem Halyna (Anna Melo) é morta durante a milenar festa ucraniana de Ivana Kupala, banindo o evento do calendário de Brígida. Trinta anos depois, a população se prepara para trazer a celebração de volta para a cidade, mas acontecimentos enigmáticos passam a assustar a comunidade.

Choma é um dos responsáveis por incluir a festa no calendário folclórico do Paraná há quase 20 anos. O evento ocorre em julho e é organizado pelo Folclore Ucraniano Spomen, de Mallet, Centro-Sul do Paraná, cidade que recebeu a primeira leva de imigrantes ucranianos do Brasil. Em 2020, a pandemia impossibilitou a celebração, que deve ser retomada no ano que vem.

“A festa tem origem pagã e comemora o início do verão na Ucrânia. Depois, ela foi incorporada pelo cristianismo, com os festejos de São João. Diversos elementos estarão muito bem retratados na série, como a fogueira, as danças, as coroas de flores e os bonecos de palha representando os deuses do amor que ao final são jogados no fogo”, explica.

O toque de terror e suspense de Desalma vai incluir eventos sobrenaturais à noite de Ivana Kupala, conhecida por ser a mais escura do ano, atraindo os ingênuos para a floresta sombria.

A equipe da série viajou pelos três estados da região Sul para ambientar a história. Durante a pesquisa, estiveram principalmente em Mallet e Prudentópolis, cidades que inspiram a trama. Já para as filmagens de Brígida, o cenário escolhido foi o da serra gaúcha, rico em florestas, penhascos, lagos e ruínas. A segunda parte das gravações ocorreu em sets no Rio de Janeiro.

O Barvinok, de Curitiba, também estará representado em Desalma. Componentes do grupo, que em 2020 completa 90 anos de preservação da cultura ucraniana na capital paranaense, participaram das gravações da trama. Em uma das cenas, a câmera transita entre o giro do dançarino Oles Sysak e o remexer da colher no borscht, sopa tradicional ucraniana, por Anatoli (João Pedro Azevedo), um dos personagens de Brígida que é afetado pelas almas das trevas.

“Foi algo único na história do grupo e num período de muita emoção porque, na época, estávamos prestes a viajar para a Ucrânia para iniciar as comemorações de aniversário. Vai ser muito bom que o Brasil conheça um pouco mais da nossa cultura”, afirma Solange Melnyk Oresten, diretora do departamento de folclore da Sociedade Ucraniana do Brasil.

Alguns trajes ucranianos usados em apresentações pelos jovens de Brígida também saíram do guarda-roupas do Barvinok. Como ressalta Solange, a participação na série ajudou o grupo a não passar o ano “em branco”, já que os ensaios, apresentações e eventos em comemoração aos seus 90 anos foram adiados por conta da pandemia do novo coronavírus.

Para 2021, já estão confirmados vários eventos do grupo, como a segunda edição do Dia da Ucrânia em Curitiba, que deve contar com a participação de vários grupos folclóricos do país.

Cultura, Foz do Iguaçu,

Lei Aldir Blanc oferta subsídio a trabalhadores da cultura em Foz do Iguaçu

A Fundação Cultural publicou ontem (21) no Diário Oficial do Município, o edital de chamamento público nº 02/2020 para oferta de subsídio mensal, instituído pela Lei Aldir Blanc, a espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações culturais que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social.

A Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural (nº 14.017, de 29 de junho de 2020), vem ao encontro das necessidades manifestadas pelos trabalhadores da categoria e estabelece mecanismos e critérios para garantir apoio e suporte aos trabalhadores e espaços culturais para sua manutenção.
Os repasses com valores, que variam entre R$3 mil a R$ 10 mil, são condicionados a uma solicitação realizada pelos agentes culturais, via plataforma SISPROFICE – (Sistema de Informações da Cultura) da Secretaria de Estado da Comunicação e da Cultura do Paraná. O edital estabelece exigências, como a atuação há mais de dois anos na área e declaração de despesas mensais.

“A proposta é fazer com que esses espaços, que tiveram suas atividades interrompidas por conta da pandemia acessem essa possibilidade de benefício, em parcelas mensais. Importante ressaltar que a Fundação Cultural está atendendo, orientando e tirando dúvidas de quem ainda não requereu o auxílio, em atendimento presencial na sede”, explicou a Diretora de Cultura, Thaisa Praxedes.

De acordo com a diretora, o número de interessados ainda é pequeno, se comparado à quantidade de cadastros de artistas e serviços registrados pela autarquia. “Após o anúncio do chamamento aguardamos maior procura pelo subsídio”.

Este foi o primeiro repasse realizado pela união via fundos estadual e municipal de cultura.

A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu está localizada na Rua Benjamin Constant, 62 – Centro.

O horário de funcionamento é das 8h às 14hs, de segunda a sexta-feira.

Cultura, Paraná,

20 de Outubro: O Dia do Poeta

*Gilmar Cardoso

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”. (Carlos Drummond de Andrade)

No dia 20 de outubro é celebrado o Dia do Poeta. Essa comemoração acontece em nível extra-oficial, não há uma lei que oficialize a efeméride, mas a data foi escolhida por uma razão bastante especial para os poetas brasileiros. No dia 20 de outubro de 1976, em São Paulo, surgia o Movimento Poético Nacional, na casa do poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro  Paulo Menotti Del Picchia (1892-1988).

A data homenageia e lembra este momento ímpar para os poetas do Brasil e tem como principal propósito incentivar leitura, escrita e publicação de obras poéticas nacionais. 

Naquela  ocasião, reuniu-se  um grupo de poetas  na  casa do jornalista e poeta modernista Menotti  del  Picchia, com  o  propósito de  organizar  saraus públicos e  promover as  obras de  poetas  e músicos.

Menotti Del Picchia foi um grande opositor da estética modernista.Em 1943, foi eleito para a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo. Foi agraciado com o título de “Intelectual do Ano“, em 1968, e aclamado “Príncipe dos Poetas Brasileiros“, em 1982.

Muito embora o  MPN considere o   20 de  outubro uma data de  comemoração  nacional,  não existe  nenhuma lei  federal  que  a  respalde. Na  capital paulista, sede do Movimento, a Lei nº 8.630 de 1º de outubro de 1977 institui o 20 de outubro como o Dia da Poesia em São Paulo. Também no  estado do Rio de Janeiro,  há uma lei  semelhante datada de 1978.

Na década de 1970, houve uma tentativa frustrada de  oficializar o  20 de outubro como data nacional. O Projeto de Lei 3969/77, de  autoria do deputado  Gioia Jr – Arena  foi arquivado em 24 de novembro de 1980, mesmo com o parecer favorável, na época, dos então senadores Franco Montoro e Pedro Simon.

Por outro lado, ainda temos a data de 14 de  março que  é  considerado o  Dia  Nacional da Poesia, em homenagem a Antônio Frederico de  Castro Alves, nascido em 1847.  O poeta  foi  um dos  maiores  nomes do Romantismo brasileiro e  uma  das  principais  vozes a favor da abolição da escravatura.  Na  verdade,  existem  outras  datas  em  que a  poesia  é  celebrada e, no  Brasil, existe  uma grande  polêmica  sobre isso: o  dia 14 de  março  nunca  foi  oficializado! O Projeto de Lei 3308, de 6 de maio de 1977,  que propunha a data, foi arquivado dez anos depois!

Existe, ainda,  o  Dia  Mundial da Poesia: 20 de  março. A data foi criada em 16 de  novembro de 1999,  durante a  30ª  Conferência  Geral da  UNESCO –  Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, para homenagear a poesia, promover a diversidade das línguas e intensificar os intercâmbios entre culturas.

Tramita na Câmara dos Deputados, o projeto de lei nº 770, de 2007, de iniciativa parlamentar do deputado Inocêncio Oliveira que declara que fica instituído no Brasil o “Dia Nacional do Poeta” a cada dia 19 de abril do calendário gregoriano em vigor no país, sendo essa data em homenagem ao dia do nascimento do poeta Manoel Bandeira, em 1886, na cidade do Recife, Pernambuco, um dos fundadores do Movimento Modernista Brasileiro.

Registre-se que, ainda, até 2015, o Dia da Poesia no Brasil era comemorado de forma não oficial em 14 de março, homenageando Castro Alves. Só em junho de 2015 foi sancionada a Lei 13.131/2015, que estabeleceu oficialmente o Dia Nacional da Poesia. O dia 14 de Março também era bastante celebrado pelos poetas, a data é uma homenagem ao poeta brasileiro do romantismo, Castro Alves, que nasceu em 14 de Março de 1847. As duas datas representam dois momentos em que se pode colocar a poesia em um lugar de destaque nas discussões cotidianas.

Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, um instrumento musical típico da Grécia. Por isso, a poesia é classificada como pertencente ao gênero lírico da literatura.

Portanto, desde 2015, o Dia Nacional da Poesia é comemorado em 31 de outubro, aniversário do escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade, um dos principais nomes da literatura brasileira, nascido no dia 31 de Outubro. O projeto de lei aprovado e sancionado que mudou a data, que antes era em 14 de março, em homenagem a Castro Alves, foi de iniciativa parlamentar do Senador paranaense, Álvaro Dias.

Drummond de Andrade ficou conhecido por ser um dos principais nomes da Segunda Geração do Modernismo brasileiro. A data, além de homenagear os poetas em geral, também serve para lembrar da riqueza e importância cultural que a arte poética representa.

À época, na opinião de Alvaro Dias era necessário valorizar a cultura, para dar cumprimento ao que dispõe o artigo 216 da Constituição, segundo o qual, entre outros dispositivos, o poder público “promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro”. O senador observa que, apesar de sua timidez e do recato de sua vida privada, Drummond “teve sua obra celebrada por milhões de admiradores” e tornou-se o poeta mais influente da literatura brasileira. “A obra de Drummond continua a influenciar poetas e práticas de ensino e aprendizagem da poesia, seduzindo novos leitores a cada dia. Por isso, um dia dedicado à poesia que também homenageie o poeta poderá marcar ainda mais o amor dos brasileiros pela poesia”, argumentava Alvaro Dias.

Concluo com Carlos Drummond de Andrade, ao afirmar que Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar; e que o cofre do banco contém apenas dinheiro; frusta-se quem pensar que lá encontrará riqueza.

Neste Dia Nacional da Poesia, nada melhor do que libertar a criatividade e deixar aflorar o poeta que existe dentro de nós!

GILMAR CARDOSO, advogado, poeta, membro do Centro de Letras do Paraná e da Academia Mourãoense de Letras.

Cultura, Paraná,

“Às Vezes, aos domingos”: Lives para a literatura paranaense traz as escritoras Jaqueline Conte e Jô Bibas

Iniciativa de Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos, “Às vezes, aos domingos” é uma alternativa para dar visibilidade aos autores paranaenses durante a pandemia

Neste domingo, 18 de outubro, Jaqueline Conte e Jô Bibas participam da quinta edição de “Às vezes, aos domingos”, projeto em que que dois escritores, ou duas escritoras, paranaenses conversam sobre literatura e cultura. O bate-papo pode ser acompanhado, gratuitamente, no Instagram @jobibas a partir das 17 horas.

Elas devem conversar sobre processo criativo, diálogo com leitores e obras favoritas. “Temos muito em comum: o interesse pela literatura infantil, a produção de histórias, o tráfico de palpites, e o essencial desejo de formar leitores. Dessas tangências todas só pode brotar boa conversa”, diz Jô Bibas.

“Às vezes, aos domingos” pode, por que não?, ser definido a partir da declaração de Jô Bibas: cada edição é um encontro entre duas vozes, e a oportunidade tende a produzir conversa instigante, conteúdo que pode interessar não apenas a escritores e escritoras, leitores e leitoras, mas a curiosos, ao público de maneira geral.

Jaqueline Conte

O projeto surgiu por acaso. Guido Viaro convidou Marcio Renato dos Santos: vamos fazer uma live? Ele não apenas aceitou, mas sugeriu uma série de lives, cada encontro com dois autores ou autoras paranaenses no Instagram de uma das autoras ou autores convidada(o)s.

“O nome, em alguma medida, explica o projeto: são encontros que acontecem às vezes, nem sempre, mas aos domingos”, diz Marcio Renato dos Santos, que batizou a série de lives que já teve a participação dos escritores João Lucas Dusi, Carlos Machado, Jonatan Silva, Etel Frota e Ernani Buchmann, além dos dois curadores e coordenadores do projeto, Guido Viaro e Marcio Renato dos Santos, no primeiro encontro.

A pandemia e os seus indesejados efeitos, como distanciamento social e a impossibilidade de encontros presenciais, deflagrou “Às vezes, aos domingos”, mas os dois escritores-curadores da proposta já conversavam há algum tempo sobre a necessidade de promover ações para dar visibilidade a autores paranaenses.

“Mais do que isso, o projeto está sendo feito por meio de um posicionamento e de uma linha de comunicação visual. A soma desses encontros de profissionais permite dar visibilidade para a atividade literária local, divulgar o trabalho e os profissionais para a comunidade local, e até mesmo nacional, transformando-se gradualmente em uma marca, que pode gerar outras ações”, observa Claudia Lubi, publicitária e uma das sócias da Soma de Ideias, que faz a comunicação social, uma das empresas apoiadoras do projeto – a Tulipas Negras Editora, responsável pela assessoria de imprensa, também apoia “Às vezes, aos domingos”.

O projeto teve início em julho e não tem data para acabar. Afinal, como dizem os escritores-curadores, é possível seguir por longa temporada. “Há inúmeras vozes, autoras e autores para participar desses encontros, em geral, interessantíssimos”, diz Marcio Renato dos Santos, convidando a todos para a próxima edição, neste domingo, e para as seguintes.

“Vamos prestigiar e celebrar as vozes da literatura feita a partir do Paraná, vozes que precisam de visibilidade e atenção pela potência que possuem”, afirma. Guido Viaro lembra que, como Tolstói disse, para ser universal devemos cantar a nossa aldeia. “E o projeto ‘Às vezes, aos domingos’ é uma maneira de a aldeia cantar seus poetas e prosadores”, finaliza.

Informações sobre o evento e as próximas atrações no Instagram @somadeideias e no blog tulipasnegraseditora.blogspot.com

Saiba quem são as autoras que participam da 5.ª edição de “Às vezes, aos domingos”, neste domingo, 18, a partir das 17 horas, no Instagram @jobibas.

Jaqueline Conte é jornalista, pesquisadora e escritora. Doutoranda em Materialidades da Literatura pela Universidade de Coimbra, é mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Ela é autora dos livros infantojuvenis “Na casa amarela do vovô, Joaninja come jujubas” (MercadoLivros, 2016), “Passarinho às Oito e Pouco” (Insight, 2019) e “Os Jornais de Geraldine” (Arte & Letra, 2019). Integra o Núcleo Gestor do Coletivo de autores Era Uma Vez.

Josiane Mayr Bibas (Jô BIbas) é fonoaudióloga e empreendedora social. Há 8 anos fundou e coordena a Freguesia do Livro, que faz livros chegarem livremente a quem precisa deles. Coordena o grupo de autores de LIJ de Curitiba e o Coletivo Era Uma Vez. Ilustradora e escritora de literatura infantil e juvenil tem os seguintes livros publicados: “A Coceira de Bartolomeu” (Editora Insight, 2015), “Um Verão na Ilha” (Editora Inverso, 2018), “O Tesouro das Férias” (Editora Insight, 2019) e “Doeu, Bartolomeu?” (Ed. Insight, 2019).

Confira a primeira edição de “Às vezes, aos domingos”:

As vezes, aos domingos_6 de setembro_Marcio Renato dos Santos e João Lucas Dusi