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Leia as últimas notícias sobre Cultura no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado pelo por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

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Cinema: Um adeus ao lendário Ennio Morricone, compositor que já embalou até as Cataratas do Iguaçu

O italiano Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema, faleceu, aos 91 anos, nesta segunda-feira, 6 de julho. O músico criou cerca de 500 trilhas sonoras, incluindo a do clássico “A Missão”, de 1986, que conta com cenas incríveis nas Cataratas do Iguaçu e rendeu a segunda indicação ao Oscar do compositor.

Em 2017, Ennio relembrou sua composição para o filme “A Missão”, que possui a cidade das Três Fronteiras como cenário. “A música de ‘A Missão’ nasceu de uma obrigação. Tinha que escrever um solo oboé, se passava na América do Sul no século 16, e tinha a obrigação de respeitar o tipo de música do período. Ao mesmo tempo também representar os índios da região. Todas as obrigações me prendiam (…). Mas também fizeram com que saísse algo claro”, disse o músico em uma entrevista para a agência de notícias francesa AFP.

Carreira – Ennio Morricone foi responsável por inúmeras partituras para filmes e televisão, compostas por mais de 50 anos. Entre os clássicos de sua carreira estão: “Era uma Vez no Oeste”, “Três Homens em Conflito”, “Os Oito Odiados”, “Cinzas no Paraíso”, “Os Intocáveis”, “Quando as Metralhadoras Cospem” e o aclamado “A Missão”. Morricone morreu, na manhã desta segunda-feira, em Roma, na Itália.

O maestro italiano foi indicado ao Oscar seis vezes, levando a estatueta de Melhor Trilha Sonora Original com o longa “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino. Em 2006, o músico recebeu um Oscar honorário por “suas magníficas e multifacetadas contribuições à arte da música cinematográfica”, sendo o segundo compositor da história a receber um prêmio honorário por seu conjunto de obras.

Foz do Iguaçu – Parte do acervo utilizado nas gravações do clássico “A Missão”, em 1986, estão em exposição no atrativo Marco das 3 Fronteiras – Brasil. Vale a pena conferir. A produção, que recebeu 6 indicações ao Oscar, possui cenas incríveis na Maravilha Mundial da Natureza.

Confira trechos do clássico filme “A Missão”, de 1986, no canal oficial das Cataratas no YouTube.

Veja também outras produções gravadas nas Cataratas do Iguaçu.

(Cataratas do Iguaçu)

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Rappers de Foz do Iguaçu lançam nova música na plataforma digital Spotify. Veja como escutar!

O grupo Pokazideia, dos músicos Sika e Stenio The Rapper, juntou-se ao também músico Austero e ao produtor Faustino Beats, de Salvador-BA

Os fãs de rap em Foz do Iguaçu têm uma nova música para curtir e escutar quantas vezes quiser, nas plataformas digitais, informa Bruno Zanette, no Portal da Cidade.

O grupo autêntico de hip-hop experimental da cidade, Pokazideia, formado pelos rappers Sika e Stênio, lançou recentemente no Spotify a música chamada Exú, Jesus & Buda, com a participação especial do também músico Austero.

“O conceito da música vem para trazer um lado de espiritualidade para o momento crítico que estamos vivenciando no mundo. Uma forma de conversar com o nosso público, renovar nossos votos de esperança e sonhos. A proposta é de ser um conforto para as famílias, independente de religião. A faixa é amor e espiritualidade, por isso o nome”, explica o grupo, através de nota oficial.

A música foi gravada no Estúdio O Verbo, em Foz do Iguaçu e contou com a produção, mixagem e masterização do conceituado produtor Faustino Beats, de Salvador-BA. A distribuição digital é da Grave Crew e a arte do artista plástico de Foz do Iguaçu, Pedro Preve.

Você encontra a música Exú, Jesus & Buda no Spotify,   e para conhecer outros trabalhos do grupo Pokazideia que varia os ritmos e estilos, indo do hip-hop ao funk, e do Trap ao R&B, você ouve aqui. Eles também estão no YouTube e Deezer. Nas redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook você pode seguir o @pkzoficial.

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Projeto “Corredor Cultural de Foz do Iguaçu” vai destinar R$ 200 mil para contratação de artistas locais

Inscrições para participar do credenciamento podem ser feitas a partir do dia 10 de julho

A Fundação Cultural publicou na última terça-feira (30), no Diário Oficial, o edital de credenciamento Nº 01/2020, que prevê a contratação de artistas, profissionais e fazedores da cultura para o projeto “Corredor Cultural de Foz do Iguaçu”. A ação destinará R$ 200 mil para realização de atividades de apresentações, exposições, intervenções, acervo, geração de conteúdos físicos ou digitais e oficinas, que poderão ser efetuadas de forma virtual, digital e também presencial, no período de pós-pandemia.

As inscrições para participar do credenciamento podem ser feitas a partir do dia 10 de julho através do site www.sic.cultura.pr.gov.br. O edital terá duração de um ano com prorrogação pelo mesmo período e está disponível nos sites da prefeitura, da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e no SISPROFICE.

“Dando sequência aos trabalhos em novos formatos digitais de comunicação, fizemos uma parceria com a Secretaria de Comunicação e Cultura do Governo do Estado para disponibilização da plataforma online para a realização das inscrições. Com isso, o artista pode utilizar a ferramenta de sua casa e a qualquer hora para enviar os documentos enquanto durar o prazo da inscrição”, acrescentou o Presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues.

O projeto desenvolvido pela Fundação é bem amplo e pretender contemplar os trabalhadores de cultura de vários segmentos e de todas as regiões da cidade. Ao todo, o “Corredor Cultural” pretende cadastrar as linguagens artísticas em 45 categorias, envolvendo toda cadeia produtiva. “Além de ser um importante apoio aos artistas que foram duramente afetados pela pandemia, o projeto pretende movimentar a cadeia produtiva da cultura e a economia da cidade”, expressou a Diretora Cultural, Thaisa Praxedes.

Recursos

Grande parte dos recursos, R$ 136 mil, é oriunda de uma emenda impositiva feita pelos vereadores Darci DRM (PL), João Miranda (PSD), Nanci Rafagnin Andreola (DEM), Inês Weizemann (PL) e Elizeu Liberato (PL) ao projeto de lei 63/2020. O restante do valor integra o orçamento da Fundação Cultural. “Foi uma ação conjunta muito importante, principalmente neste contexto de pandemia. Esse recurso aprovado pelos vereadores foi fundamental para viabilizar o projeto”, complementou Rodrigues.

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#NaEstrada: A casa de Che Guevara em Caraguatay, Argentina. VEJA FOTOS!

A Província de Misiones, na Argentina, é conhecida por abrigar as Cataratas do Iguaçu, na fronteira com o Brasil e também as Missões Jesuíticas, que dão nome a região.

A história desta província argentina não se resume as famosas quedas e a beleza da arquitetura histórica das missões, Misiones abriga a pequena Caraguatay, distante 150 quilômetros de Foz do Iguaçu.

A cidade, cujo acesso principal é pela Ruta Nacional 12, é sede do que sobrou do Solar del Che, a primeira casa do revolucionário Che Guevara, as margens do rio Paraná, na fronteira da Argentina com o Paraguai.

Em 2004, um grupo de jornalistas iguaçuenses visitou o local, como mostram as fotos do acervo de Silvana Canal, que ilustram esta postagem.

Che Guevara em Caraguatay
Apenas uma singela placa marca o entroncamento da Ruta 12 com a estradinha de terra que leva ao antigo sítio onde os pais do Che iniciaram sua vida de casados e onde o futuro revolucionário passou seus dois primeiros anos.

Quem vem distraído nem nota o caminho, meio escondido por construções muito simples, na margem oposta do acesso à cidade de Caraguatay, na Província de Missiones.

Após cinco quilômetros de pista de terra, com trechos muito claudicantes, chega-se ao sítio onde o casal Guevara se estabeleceu em 1927.

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MST distribui 44 toneladas de alimentos a famílias da periferia de Londrina, no Norte do Paraná

Moradores de 11 bairros de Londrina, norte do Paraná, receberam sacolas com alimentos doados por famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pequenos agricultores.

A ação solidária do movimento arrecadou 44,100 toneladas de alimentos (mais de 44 mil quilos), distribuídos a cerca de 3 mil famílias que enfrentam a fome neste período de pandemia da covid-19.

Cada sacola distribuída neste sábado carregou cerca de 14 quilos de grande variedade de produtos frescos, colhidos nas roças e hortas dos camponeses, ou produzidos por eles. Além de arroz, feijão, milho verde, uma grande variedade de tubérculos, frutas, hortaliças e legumes, 4.700 litros de leite integral foram doados por famílias associadas a cooperativas do MST na região norte. Pães, bolachas e sabão caseiros também fizeram parte do kit doado.

Iniciativas como esta têm ocorrido em todo o Brasil como parte da campanha de solidariedade do MST. Com a doação deste sábado, as famílias Sem Terra do Paraná chegaram à marca de 228 toneladas de alimentos saudáveis doados desde o início da pandemia. Cerca de 5 mil marmitas também já foram produzidas e distribuídas pelo Movimento à população em situação de rua e moradores da periferia de Curitiba.

“Nós não estamos levando só o alimento, nós queremos levar uma esperança de que isso vai passar. E quando passar nós estaremos juntos com eles, firmes na luta, correndo atrás de melhorias pra vida de todo mundo, famílias assentadas, acampadas e urbanas”, garante Sandra Aparecida Costa Ferrer, moradora no assentamento Eli Vive, no distrito de Lerrovile, em Londrina, e integrante da direção do MST do Paraná.

A agricultora conta que a mobilização das famílias, a colheita e a organização dos alimentos para a doação começou há algumas semanas, e superou a meta inicial, que era de 32 toneladas. “Queremos mostrar para a sociedade que o melhor projeto pra matar a fome do mundo é o projeto da reforma agrária popular”, enfatiza. No início de junho, o MST lançou um Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular, com medidas para enfrentamento imediato do aumento da fome e da crise econômica que o país atravessa.

Estão junto com o MST na ação deste sábado a campanha Periferia Viva (da qual o MST faz parte), o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), o movimento Levante Popular da Juventude, a igreja católica, associações e lideranças dos bairros urbanos e pequenos agricultores de Londrina, Tamarana e Mauá da Serra, que também doaram alimentos.

“Ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar”

Para Rita de Cássia, moradora do bairro Vista Bela, zona norte da cidade, o alimento chegou em boa hora. Desde a última semana, o Paraná está em alerta diante do aumento do número de casos e mortes por coronavírus, o que torna mais urgente a recomendação de ficar em casa.

“A gente conhece o bairro de cabo a robo, conhece todo mundo. É um bairro muito pobre, com moradias aglomeradas […]. É muita gente carente, que depende do Bolsa Família, que não tem uma renda”, conta. Segundo a moradora, o bairro foi projetado para ter 2973 residência, e hoje tem cerca de 20 mil famílias.

A líder comunitária pede por mais solidariedade às comunidades vulneráveis e aponta a ação do MST como um exemplo a ser seguido. “Nesse momento da pandemia, essa ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar, que a gente tem que ser humano, compartilhar aquilo que você quer pra você. Se você tem comida no teu prato, pode ser que tem uma família que não tem”, diz Rita, que integra o coletivo de mulheres Amigas Moradoras do Vista Bela.

Além do Vista Bela, também receberam os alimentos moradores dos bairros União da Vitória, Cristal, São Lourenço, Jamili Dekechi, Nova Esperança e Franciscato, Califórnia, Maria Cecília e ocupações Flores do Campo e Primavera.

Sem acesso à terra não há fartura de alimento

Centenas de famílias Sem Terra acampadas que doaram parte dos frutos do trabalho vivem a angústia do risco de despejo. “Nós estamos há 11 anos acampados e queremos mostrar pra sociedade que a gente produz alimento saudável e tem como ajudar o próximo”, conta Juliano de Souza, agricultor que mora no acampamento Herdeiros da Luta de Porecatu, em Porecatu.

Das 11 comunidades participantes da ação, 4 são acampamentos de famílias agricultoras que estão em luta desde 2008 para garantir a permanência na terra e a efetivação da reforma agrária. Em 2019, nove comunidades rurais sofrem despejo, duas delas na região norte do estado. Mais de 500 famílias que garantiam renda e auto-sustento a partir do trabalho na terra entraram nas estatísticas do desemprego e vulnerabilidade nas áreas urbanas.

As onze comunidades do MST que participaram das doações são dos acampamentos Herdeiros da Luta de Porecatu, de Porecatu; Fidel Castro, em Centenário do Sul, Manoel Jacinto Correia e Zilda Arns, de Florestópolis; assentamentos Dorcelina Folador, de Arapongas; Eli Vive, Pari Paro e Pó de Serra, de Londrina; Maria Lara, de Centenário do Sul; Florestan Fernandes, de Florestópolis; Iraci Salete, de Alvorada do Sul; e Barra Bonita, de 1º de Maio.

Por: Bem Paraná

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Parque das Aves de Foz do Iguaçu estará fechado para visitação a partir desta terça-feira, 23

No domingo, 21 de junho, o Parque das Aves decidiu fechar novamente para turistas. A decisão está alinhada com o que o Parque divulgou na reabertura, que a permanência da abertura estaria condicionada à situação epidemiológica de Foz do Iguaçu, como também da região e estado.

A decisão foi tomada depois do aumento no número de casos de Covid-19 em Foz do Iguaçu e nas cidades da região. O município divulgou no domingo que haviam 454 contaminados na cidade, um aumento de 64,5% em relação à semana anterior. Várias cidades do Paraná e da região também tiveram um aumento repentino no número de casos.

“Concordamos em reabrir de acordo com a leitura constante do estado epidemiológico da cidade, região e estado. Em cima da nossa leitura atual, não é o momento para permanecermos abertos”, comenta Carmel Croukamp, diretora geral do Parque das Aves.

Os quase 100 funcionários e as mais de 1300 aves que habitam o local, são uma prioridade da instituição, que desde o começo teve protocolos de segurança sanitária rígidas e executadas com muita cautela, mesmo quando o Parque ainda não estava aberto para visitação, pois o trabalho de resgate, abrigo, conservação e cuidado com as aves nunca pode parar.

“O Parque das Aves oferece um passeio seguro para seus visitantes, e condições sanitárias primorosas para seus colaboradores, mas com o Parque aberto, muitos colaboradores que trabalham conosco tinham que deixar seus filhos com outras pessoas, entre outras situações, gerando um risco desnecessário para nossa comunidade interna, principalmente quando pensamos que nossas aves dependem de nós para sobreviver. Neste momento precisamos que cada um cuide bem de si mesmo e de sua família”, acrescenta Carmel.

Mudanças rápidas nos números

Em março, devido à gestão epidemiológica responsável da Prefeitura de Foz do Iguaçu, a Covid-19 fez avanços tímidos na cidade, que se tornou referência no combate à doença.

Com números de contágio baixos e leitos de UTI com pequena ocupação, a prefeitura foi aos poucos liberando o funcionamento das atividades econômicas, culminando com a abertura dos atrativos turísticos no dia 10 de junho, aniversário de Foz do Iguaçu.

“Quando o Parque das Aves reabriu suas portas para a visitação, a situação epidemiológica em Foz do Iguaçu e no Paraná era muito diferente. E por isso nos juntamos aos outros atrativos para oferecer à população local um alento neste momento tão difícil”, fala Carmel.

Por muitos meses, Foz do Iguaçu e o Paraná mantiveram números baixos de contaminados e ocupação de leitos em UTI. Mas a situação mudou de forma drástica.

“Pelos números e dados, fica claro que pessoas estão relaxando. Podemos montar esforços para salvar a economia, mas é importante a mensagem central estar muito nítida: retomada econômica só é possível com consciência plena da segurança comunitária da parte de cada um”, finaliza Carmel.

O Parque das Aves avaliará a data de uma possível reabertura de acordo com os dados epidemiológicos, no momento em que se sentir confortável com a diminuição no número de casos, e avaliando as condições de vida e bem-estar de seus colaboradores.

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Neste ano, FERMOP terá edição virtual e está com as inscrições abertas

Inscrições para participar do Festival Regional dos Municípios do Oeste do Paraná seguem abertas até o dia 28 de junho

O XV Festival Regional dos Municípios do Oeste do Paraná (FERMOP) está com as inscrições abertas até o dia 28 de junho. Artistas de Foz do Iguaçu interessados em fazer parte de um dos maiores eventos de música do Paraná devem enviar a documentação para o email inscricoesfcfi@gmail.com. Podem participar da competição intérpretes nas categorias livre, gospel e infanto-juvenil. O regulamento com as exigências do festival está disponível através do link.

Neste ano, considerando a pandemia da Covid-19, a edição será realizada de forma virtual e as apresentações deverão ser realizadas nos municípios de origem, preferencialmente nas moradias dos intérpretes.

Festival
O evento será aberto no dia 24 de julho e segue até o dia 18 de setembro, quando acontece a final da competição. Ao todo serão realizadas cinco etapas de apresentações, cada uma delas em uma das regiões do oeste do Paraná.

O festival premiará os dois primeiros colocados de cada categoria com cachês de R$ 500 e R$ 1 mil e troféus. Os artistas classificados entre o terceiro e o décimo lugar receberam R$100.

Importância

Assim como nos anos anteriores, a Prefeitura de Foz do Iguaçu, através da Fundação Cultural, aderiu ao festival de música organizado pela Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP). O evento é um importante espaço para projeção de novos talentos. “Temos muitos músicos e cantores em Foz do Iguaçu que tiveram suas carreiras alavancadas pelo evento”, expressou o Presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues.

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Pesquisadores da UNILA desenvolvem testes para Covid-19

Elaborado com base na metodologia Elisa, o teste apresenta resultados de alta confiabilidade

Uma equipe de pesquisadores da UNILA está desenvolvendo um novo teste baseado na metodologia Elisa (do inglês Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) para a detecção do Sars Cov 2, o vírus que provoca a Covid-19. Em abril e maio, os kits foram padronizados e avaliados. “Hoje a gente consegue dizer que o teste tem em torno de 95% de sensibilidade e 100% de especificidade”, diz o professor da UNILA e coordenador da pesquisa Kelvinson Fernandes Viana. O desenvolvimento do teste partiu de uma demanda do Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

As informações sobre o novo teste e detalhamentos sobre como são produzidas as vacinas estão na entrevista que integra a nova temporada da websérie Fator Ciência, produzida pela UNILA e dedicada ao tema coronavírus e suas consequências. Kelvinson Viana é mestre em Biotecnologia com ênfase em Bioprocessos e Tratamento de Doenças e doutor em Parasitologia, com ênfase em Imunopatologia. O episódio está disponível no YouTube (https://bit.ly/fator_testes) e também em formato de podcast no Spotify (https://bit.ly/unilacast).

Esses resultados – de 95% de sensibilidade e 100% de especificidade – foram alcançados “testando os verdadeiros positivos”, que são as pessoas que tiveram resultado positivo por meio do teste RT-PCR, que é um teste molecular. “São pessoas que realmente estavam infectadas com o Sars Cov 2”, afirma. Esses testes conseguem identificar o vírus e são de alta confiabilidade, mas têm de serem feitos no início da infecção, quando o vírus ainda está presente, explica Kelvinson.

O teste desenvolvido pela equipe do pesquisador também foi utilizado em amostras sorológicas de pessoas que tiveram dengue, influenza, e outras variantes de coronavírus. “O teste não dá reação cruzada com essas infecções e tem uma confiabilidade muito grande.”

Sobre os diferentes tipos de testes, Kelvison explica que, além do RT-PCR, que é um teste molecular, existem os testes sorológicos, que apresentam melhores resultados quando as amostras são colhidas após decorrido um período entre sete e dez dias após a infecção, uma vez que o vírus pode não estar no local da coleta.

São vários os tipos de testes sorológicos, esclarece Kelvison, incluindo o controverso teste rápido. “Não é só para a Covid, mas para outras doenças, o teste rápido tem o mesmo problema, uma dificuldade em detectar os verdadeiros positivos. São testes com baixa eficiência”, diz, lembrando que, para a Covid-19, esses testes apresentam uma série de problemas em todo o mundo. “Alguns testes têm 25% de eficiência”, afirma, ressalvando que a bula informa que esses resultados chegam a 90% de sensibilidade e 95% de especificidade. “Na prática, a gente sabe que não é isso. São testes sorológicos de baixa qualidade.” A maioria desses testes, comenta Kelvinson, são produzidos na China.

Um outro teste sorológico é o Elisa “muito mais sensível e específico que o teste rápido”, explica. O resultado não é conhecido em 10 minutos, como no teste rápido, mas pode ficar pronto no mesmo dia, o que garante agilidade ao processo. Esse é o tipo de teste que está sendo desenvolvido pela equipe do pesquisador.

Os resultados do teste desenvolvido pela Universidade mostram uma quantidade de pessoas positivas para a Covid-19 maior que o obtido pelos testes rápidos. Esses resultados estão sendo apresentados para a gestão municipal, mas ainda não constam das estatísticas, por questões burocráticas. De acordo com o professor, o teste ainda não passou pela validação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele salienta, no entanto, que uma regulamentação do órgão permite os chamados testes in house – que é o que a UNILA está fazendo.

Para ele, o resultado da pesquisa demonstra que o Brasil não precisa importar soluções. “Temos condições de desenvolver nossos próprios diagnósticos. Temos pessoas em diversas universidades que têm conhecimento para o desenvolvimento de teste molecular, de teste sorológico, entre outros, só que falta estímulo para isso”, destaca.

A UNILA está iniciando, também, uma parceria com a Unioeste de Cascavel, cidade onde há muitos casos de Covid-19, para que os testes sejam utilizados nos pacientes daquela cidade. Os resultados serão comparados aos dos testes rápidos, que são da mesma marca dos utilizados em Foz do Iguaçu. “Acredito que vai ser muito bom. O Brasil inteiro está com dificuldades com diagnóstico e o que se tem disponível, na verdade, é ruim. E se a gente consegue fugir disso com tecnologia nossa, isso é bom [para todos] que estão aprendendo a fazer esse procedimento, é bom para o serviço público, que consegue obter informações mais precisas, é bom para a instituição – a gente vê o quanto a UNILA está inserida nesse enfrentamento aqui em Foz do Iguaçu, e isso vai ser expandido.”

Vacinas

Além dos testes, uma outra questão que desperta a atenção de todos é a produção de uma vacina para a Covid-19. Para o professor Kelvinson Viana, é possível que uma vacina esteja disponível ainda em 2020. “Eu não duvido que até o final do ano tenha uma vacina licenciada, por causa da pressão econômica, mas as pessoas que trabalham com vacinas têm muitos questionamentos que nenhuma das empresas que estão testando são capazes de responder nesse momento”, comenta. “O tempo de análise é extremamente curto e não há como ter segurança de que a vacina realmente será eficaz.” Entre esses questionamentos, estão: por quanto tempo a vacina vai conseguir proteger, se uma pessoa que já foi infectada pode receber a vacina, ou se vai proteger contra possíveis mutações.

Ele explica que o processo para se chegar a uma vacina é longo – envolve anos de observações e experimentações –, tem muitas etapas que podem ser mais ou menos aceleradas com o uso de tecnologia, mas que não há como substituir o tempo de testes em humanos, o que está sendo feito de forma acelerada nesta pandemia (Kelvinson descreve todo o processo de desenvolvimento de vacinas na entrevista em vídeo).

O pesquisador lembra que mais de 120 vacinas contra a Covid-19 estão sendo desenvolvidas pelo mundo, de diferentes formas. “Qual é o melhor tipo de vacina? A vacina boa é aquela que funciona”, diz, lembrando que o fato de dispormos de mais tecnologia hoje não garante resultados melhores. “A gente está em 2020 e, com toda a tecnologia que temos, nenhuma outra vacina conseguiu erradicar uma doença no mundo a não ser a vacina da varíola, que era feita de forma rudimentar. Hoje em dia, é uma forma impensável de fazer vacina, mas foi a única vacina que erradicou uma doença no mundo.”

Para Kelvinson, o Brasil tem condições de também desenvolver uma vacina. “O Brasil não está na corrida do desenvolvimento de uma vacina, mas tem dois grupos muito fortes trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina nacional”, afirma. Entre as instituições envolvidas nessa produção estão a Fiocruz, Biomanguinhos, Faculdade de Medicina de São Paulo, Instituto Incor e a UFMG. Essa vacina deve estar pronta somente entre 2021 e 2022. “A tecnologia que está sendo utilizada não deixa nada a dever para as tecnologias que estão sendo desenvolvidas lá, fora, é tecnologia de ponta.”

A série

A websérie Fator Ciência estreou no dia 8 de maio. Por conta do período de isolamento social, o programa está em novo formato e foi gravado a distância, por meio da plataforma Zoom. Os capítulos serão divulgados sempre às sextas-feiras. Assista a todos os episódios da série no canal da UNILA no YouTube ou ouça no formato podcast no Spotify.

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Foz do Iguaçu terá fundo de auxílio a agentes culturais e aguarda plano nacional

Edital da Fundação Cultural vai destinar R$ 200 mil para socorrer músicos, atores teatrais e agentes que promovem cultura na cidade

A Fundação Cultural está perto de concluir o edital que cria um fundo municipal para emergência de artistas e agentes culturais de Foz do Iguaçu. A maioria destes trabalhadores foi atingida pela crise provocada pela pandemia do novo Coronavírus, pois dependem de apresentações para receber. A expectativa dos atores da produção artística da cidade é pela sanção do presidente Jair Bolsonaro, da Lei Aldir Blanc, que prevê R$ 3 bilhões em socorro ao setor cultural.

A política cultural em tempos de pandemia pautou reunião do presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues, com o vereador Luiz Queiroga, músicos, atores teatrais e promotores de atividades artísticas. O segmento, na avaliação dos participantes do encontro, foi o primeiro a parar após o início da crise provocada pelo coronavírus. Desde então, estão proibidos eventos e outras ações que dependem da presença de público, gerando aglomerações.

A vida cultural “presencialmente”, provavelmente será a última a voltar, acredita Juca Rodrigues. “Então, algumas iniciativas, vi um circo que fez drive-in e achei até interessante, mas assim, isso é exceção ao que a gente está acostumado, aquele público caloroso dos teatros, palcos e tudo mais”, ressaltou o presidente da Fundação Cultural.

Contexto

De acordo com ele, a equipe está trabalhando no sentido de acelerar os processos para colocar recursos e socorrer o setor. “O município está colocando recurso no edital de credenciamento que vai permitir que pessoa jurídica e física possa participar e fazer por, meios on-line, essas apresentações, essas entregas de produtos e a gente pagar e ajudar o artista nesse momento”.

Juca informou que o edital já recebeu o aval da Procuradoria-Geral do Município. “Estamos propondo que ele seja aberto a vários artistas e trabalhadores da cultura em geral”, disse. A intenção é incluir desde técnicos de som de luz, curtineiro de teatro, figurista, cenógrafo… “Vai poder propor quem trabalha com arte e a base é o currículo, para a gente possa saber que a pessoa é da arte e cultura mesmo”, disse.

Nacional

Enquanto acertar os últimos detalhes, a Fundação Cultural aguarda a sanção presidencial da Lei Aldir Blanc, nome inspirado no compositor recentemente falecido e que vai socorrer os agentes da arte e cultura. A iniciativa terá recursos tanto para renda mensal, quanto para subsídios de espaços culturais que não estão conseguindo pagar seu aluguel, empregado.

“Também vamos poder lançar editais de fomento. Estamos com várias linhas pensadas para isso”, adiantou Juca. A Lei Aldir Blanc vai destinar R$ 3 bilhões para socorro ao setor cultural brasileiro. Foz do Iguaçu, de acordo com a base de cálculo da legislação, deverá receber aproximadamente R$ 1,7 milihão.

“O recurso é considerável. Vamos ter um edital que não será aberto para outros municípios”, frisou o presidente da Fundação Cultural. Juca fez questão de deixar claro que o credenciamento para artistas residentes em Foz do Iguaçu, é municipal, assim como outras cidades estão fazendo.

“Estamos fazendo nossa parte aqui, para que a gente possa valorizar o nosso artista agora num momento muito difícil”, destacou. A intenção é dar oportunidade, assim como tem sido feito aos professores, dos artistas trabalharem online e assim continuarem recebendo pela entrega de sua arte e cultura. “A arte é fundamental nesse momento. A arte cura, então a gente precisa cuidar da saúde mental e quem está curando a gente em casa”, completou.

Boa condução

O vereador Luiz Queiroga, que provocou a reunião, disse que saiu do encontro com uma “expectativa bem boa”. “A gente sabe que o processo é complicado, principalmente o público, é burocrático para poder ser viabilizado, mas pelo que percebi com o Juca, está bem adiantado”, ressaltou.

Queiroga também mencionou a Lei Aldir Blanc, que deverá ser sancionada nos próximos dias. “Assim que regulamentar, vai vir os requisitos que serão estabelecidos para que os artistas locais, músicos, dançarinos, teatros, todos, já se encaixem dentro dos padrões”.

O vereador concluiu lembrando que o município está viabilizando um edital, com recursos próprios, para socorrer os artistas locais. “Vi muita boa vontade e agilidade daqueles que estão a frente da Cultura de Foz”.

Os músicos e compositores Rangel e Romani participaram da reunião. “Saímos daqui muito contentes. Estamos representando vários músicos, que não puderam vir hoje de para evitar aglomeração”, disse Rangel. “Só tenho a agradecer o empenho da Fundação Cultural e sua equipe e também a Câmara de Vereadores e Prefeitura, pelo empenho no incentivo dessa lei”, completou Romani.

Participaram ainda da reunião o músico e promotor de eventos culturais, Giovani Fagundes, o Lixo e os ex-presidentes do Conselho Municipal de Cultura, José Luiz e Roberto Vergínio.

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Pesquisadores fazem projeções matemáticas da pandemia e alertam para distanciamento social em Foz

Desde o início de abril, um grupo de docentes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e de profissionais de saúde de Foz do Iguaçu trabalha de forma conjunta aplicando modelos matemáticos para tentar fazer projeções da propagação da Covid-19 no município. Nesta semana, o grupo de trabalho divulgou o primeiro relatório que avalia como seria a evolução do número de infectados por SARS-CoV-2 em diferentes cenários de isolamento social. Uma das conclusões do estudo é que o chamado isolamento vertical – focado exclusivamente em idosos e pessoas dos grupos de risco – seria ineficaz para conter a pandemia do novo coronavírus em Foz do Iguaçu. O documento também pede cautela na reabertura de locais voltados para atividades de lazer, além de escolas e universidades. Clique AQUI para ver o relatório na íntegra.

O estudo usa como base o modelo matemático epidemiológico SEIR-Net, que vem sendo muito utilizado ao redor do mundo para entender as dinâmicas da Covid-19. O modelo permite estudar alguns cenários de isolamento e distanciamento social, com foco em grupos específicos. Na pesquisa do GT da UNILA, os grupos foram divididos pela fração de cada faixa etária da população de Foz do Iguaçu. O professor Luiz Roberto Ribeiro Faria Junior, autor principal do estudo, alerta que os resultados das projeções são qualitativos. “Como ainda não temos muitos dados de testagem, a definição dos parâmetros para uma análise quantitativa ainda é um pouco complicada. Mas, a análise qualitativa permite fazer comparações entre cenários de forma robusta”, explicou.

Isolamento de 70% da população é o ideal, mas existem outras alternativas

A principal conclusão do estudo é que o isolamento social deve ser a estratégia central para o controle da velocidade e da intensidade do pico de infecção pelo Sars-Cov-2. Pelas projeções realizadas, o cenário ideal de isolamento seria de, pelo menos, 70% em todas as faixas etárias. Essa é porcentagem de isolamento que seria capaz de mudar a dinâmica de infecções e achatar, de fato, a curva de contágio. Porém, o pesquisador salienta que isso não implica, necessariamente, que o isolamento deve ser de 70% em todas as faixas etárias. “Se houver uma redução mais significativa em algumas faixas etárias, pode haver uma certa flexibilização em outras. É possível que se chegue a uma redução global de 70% de diferentes formas”, explica.

Na comparação de alguns cenários, o estudo mostrou que se 20% dos adultos (25 a 59 anos) e 90% dos idosos, jovens e crianças de Foz do Iguaçu respeitassem o isolamento de forma rigorosa, haveria um ganho qualitativo em termos de tempo e tamanho do pico de infecção. Isso porque na cidade, a faixa etária de 25 a 59 anos representa quase 50% da população, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Por conta da população jovem, a reabertura de escolas e universidades em Foz do Iguaçu deve ser uma decisão tomada com bastante cautela. “A decisão por reinserir fortemente tais faixas etárias na dinâmica de contágio da doença pode ter efeitos muito sérios. Um risco adicional é que, se as crianças forem em grande parte assintomáticas, o número de infectados poderá aumentar rapidamente”, explica Luiz Roberto Ribeiro Faria Junior. O professor citou como exemplo um estudo francês, que mostrou que oito semanas de escola fechadas e 25% de teletrabalho para adultos, seria suficiente para postergar o pico da epidemia em quase dois meses, com redução aproximada de 40% na incidência de casos.

O mito do isolamento vertical

Outro dado que deve ser levado em consideração no momento de pensar políticas de combate à pandemia, é a população de idosos. Aproximadamente 7% dos moradores de Foz do Iguaçu têm mais de 60 anos e, por isso, o isolamento vertical, focado apenas nessa faixa etária, seria uma estratégia ineficaz. “Nesse tipo de isolamento, apenas uma parcela pequena dos suscetíveis seria retirada de forma mais forte da dinâmica da população. E a maior parte das interações sociais e, consequentemente, eventos de contágio, vai ocorrer entre crianças, jovens e adultos, que representam a grande maioria da população”, complementa o docente. Além disso, as informações já existentes sobre a Covid-19 no Brasil mostram que a doença está longe de ser um risco apenas para idosos. No momento em que o relatório foi redigido, no final do mês de maio, 54 das 169 mortes confirmadas por Covid-19 no Paraná, eram de pacientes com menos de 60 anos, assim como duas das mortes registradas até o momento em Foz do Iguaçu.

O relatório ressalta, ainda, que curvas mais suaves e mais tardias não implicam em controle da doença, e sim no controle da velocidade e intensidade da curva. Para o professor Luiz Roberto Ribeiro Faria Junior, enquanto não houver um esquema vacinal eficiente, o SARS-CoV-2 seguirá sendo um problema grave de saúde pública. “Quando se pensa com responsabilidade no número absoluto de mortos associados a percentuais relativamente “baixos” de mortalidade, em um contexto onde todos são suscetíveis, percebe-se que a imunidade de rebanho não é uma opção. Pelo menos não para quem valoriza minimamente a saúde e bem-estar das pessoas”.

Grupo interdisciplinar

O relatório “Dinâmica da evolução do número de infectados por SARS-CoV-2 em diferentes níveis de isolamento social: um estudo de caso para Foz do Iguaçu com o modelo SEIR-Net” é o primeiro estudo do Grupo de Trabalho de Projeções da UNILA. A equipe reúne profissionais e pesquisadores das áreas de saúde coletiva, medicina, epidemiologia, biologia, geografia, física e das engenharias que estudam as dinâmicas da Covid-19, levando em consideração a localização e as características populacionais de Foz do Iguaçu, o Oeste do Paraná e a Tríplice Fronteira.

“Os resultados são construídos através de discussões científicas, baseados em estudos de outros grupos de pesquisas ao redor do mundo e, também, obtidas de experiências com outras pandemias que já ocorreram no passado e, importante dizer, foram vencidas pela humanidade”, explica o coordenador do GT, professor Ricardo Hartmann.

Com os estudos, o GT pretende fornecer informações científicas à população de Foz do Iguaçu e auxiliar na tomada de decisões das autoridades do município. Entre os membros externos à UNILA estão os técnicos Mara Ripoli e Rodrigo Gaete. “A perspectiva de fazer projeções de casos e tentar entender o comportamento da pandemia demanda fazer uma discussão mais aprofundada e mais embasada sobre essas informações do municípios. Para além disso, um dos principais desafios do GT é ampliar as análises para a macro regional de saúde, bem como a região transfronteiriça”, disse Rodrigo.

Os interessados em entrar em contato com o grupo podem escrever para o e-mail ricardo.hartmann@unila.edu.br.

Gráfico 01 – Curva de contágio sem nenhuma política de isolamento em Foz do Iguaçu
Gráfico 02 – Curva de contágio com isolamento rigoroso para crianças, jovens e idosos
Gráfico 03 – Curva de contágio com isolamento vertical