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O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado pelo por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

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Com internet, underground de Foz do Iguaçu ganha um novo fôlego

A internet se tornou uma grande aliada para a divulgação de bandas, músicos, atores, poetas, fanzineiros e produtores da cultura underground de Foz do Iguaçu.

As lives nas redes sociais, que viraram febre com a chegada do novo Coronavírus, deram o “caminho” para divulgação das obras de artistas independentes com pouco, ou quase nenhum, espaço nos veículos de comunicação tradicionais.

A base deste novo fôlego do underground de Foz do Iguaçu tem sido o Jhonny Studio/Bar na região do Jardim Califórnia, próximo ao Templo Budista.

O espaço cultural criado pelo casal punk/HC Jhonny e Josce Garcia, tem sido a casa de mais de uma dezena de bandas de rock, duplas sertanejas, pagodeiros e outros gêneros musicais.

Josce e Jhonny Garcia. Foto: Facebook

O Estúdio do Jhonny se tornou endereço de músicos que buscam outros músicos para formar seus próprios projetos musicais. “Buscamos fazer nossa parte ajudando quem precisa”, dizem Jhonny e Josce.

A ideia de aliar a internet à divulgação cultural ganhou força nos dias 5 e 6 de junho, com a transmissão ao vivo de um festival cultural, que seria realizado com público no Teatro Barracão, mas foi adiado devido a pandemia.

Galera no Jhonny Studio/Bar

O organizador do evento, o produtor cultual e músico Giovani “Lixo” Fagundes, fechou uma parceria com o casal Garcia, com as apresentações das bandas e outras atividades no Estúdio do Jhonny.

Os dois dias contaram com apresentações de bandas, workshop de guitarra e declamações de poesias. Entre uma apresentação e outra, Lixo conversava com os músicos e convidados especiais.

Da live surgiu o “Estúdio em Cena”, programa transmitido ao vivo pelo grupo do Jhonny Studio/Bar no Facebook, a partir das 16h de todo sábado.

As edições são marcadas por muitas entrevistas, som ao vivo, bate-papo com clientes do bar e interação da galera pela internet.

barÔmetro

A rede de computadores deverá ganhar, já a partir da manhã deste sábado (15), um novo programa criado para mostrar as manifestações culturais independentes de Foz do Iguaçu.

O barÔmetro é idealizado pelo músico Kleber Vinícius, o Klebão, e terá transmissões ao vivo e simultâneas pelo Facebook e Youtube.

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Guarda Mirim de Foz do Iguaçu completa 43 anos em época de pandemia. Veja mensagens!

A Guarda Mirim de Foz do Iguaçu completou, neste domingo (26), 43 anos de fundação como uma referência em capacitação e encaminhamento de jovens ao primeiro emprego. A instituição, que nasceu de um projeto social encampado pela ex-primeira-dama Lea Leoni Viana no final da década de 1970, já atendeu mais de 30 mil adolescentes de 14 a 18 anos.

“Este ano não tivemos festa para que nos próximos estejamos juntos comemorando!”, diz a Guarda Mirim, em seu perfil no Facebook. A instituição mantém em seus quadros, instrutores qualificados e profissionais como psicólogos e assistentes sociais, entre outros, que ajudam a monitorar os jovens assistidos.

O presidente, Hélio Cândido do Carmo, também usou as redes sociais para lembrar o aniversário da Guarda Mirim, o primeiro em uma época de pandemia. “No mês do seu aniversário em situação de normalidade, estaríamos comemorando esta data especial com campeonato interno, almoço com os empresários parceiros da aprendizagem, autoridades e personalidades que em muito contribuíram para o desenvolvimento social da organização”, disse.

“Estamos em isolamento social, mas ela (a Guarda Mirim) está lá ‘firmada em uma rocha’ com a força motora o coração e o cérebro, trabalhando, reinventando, cheios de esperança de que em breve tudo isso vai passar”, disse Hélio do Carmo. Ele lembra que, muitos dos jovens que passaram pela instituição, hoje são pessoas formadas e servem de inspiração à nova geração.

Mais homenagens
Sem as tradicionais comemorações presenciais, muitos ex-guardinhas e familiares usaram os perfis nas redes sociais para render suas homenagens à Guarda Mirim. “Eu fiz parte desta instituição a quase 40 anos atrás, Parabéns a toda equipe envolvida, desejo a todos muito sucesso”, anotou JP Goncalves.

A ex-guardinha Leni Pereira Gomes, aproveitou para dar os parabéns a Hélio Cândido do Carmo. “Eu nunca vou esquecer minha querida Guarda Mirim”, frisou. “Parabéns.. tenho o privilegio de ser vizinha dessa instituição maravilhosa”, contou Janete Brozowski Pertile. “Só quem vivencia sabe o quanto essas datas são importantes”, comentou Leci Desbessel.

“Sinto orgulho de ter passado pela Guarda Mirim, como aprendi com as professoras Rosa, Lurdes e Márcia”, contou Maria Candido. Ela fez questão de destacar o presidente e as equipes que trabalham na secretaria e na cozinha da instituição. “Pessoas que tinham empatia, me deram a maior força quando queimou minha casa, lembro como hoje, tenho imensa gratidão por todos vocês”, concluiu.

Gláucia Warken de Souza deixou uma mensagem de esperança neste período de pandemia e que, segundo ela, “esta reinvenção do viver traga estímulo e inspiração para novas boas práticas para a Guarda Mirim”. O ex-guardinha e comunicador social Gilmar Rodrigues também registrou seu agradecimento. “Orgulho de ter feito parte!”, disse.

Contribuição
A vereadora Nanci Rafain Andreola, que já garantiu conquistas para a Guarda Mirim, também deixou sua mensagem. “Parabéns a todos vocês que lutam por esta instituição a tantos anos! Principalmente a mentora Lea”, pontuou.

“Parabéns a esta linda instituição pois ajudou muitos jovens desta cidade. Meu irmão saiu da Guarda Mirim para a marinha e hoje está aposentado. Meus filhos (5 deles) passaram por ela também”, contou Maria Freire.

“Amo a Guarda Mirim”, disse Eliane Preto. De acordo com ela, a instituição tem uma equipe comprometida com os adolescentes, “são como uma família. Eles ajudam, orientam, ensinam, compartilham, ouvem. Vocês tem um projeto e uma missão linda”, frisou ela, que fez questão de homenagear o mastro Maestro Vanderlei Aparecido da Silva.

A ex-guardinha Franciney Maradona se considera uma guarda mirim. “Nunca deixarei de ser. Hoje, nosso projeto é inspirado neste trabalho”, ressaltou. Outro que fez questão de registrar a gratidão é o também ex-guardinha Valdir Pereira da Silva. “Muito orgulho de ter feito parte dessa instituição que fez diferença na minha vida e de centenas de outras pessoas”, concluiu.

Por: GDia

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Reação Química parte para o vamos fazer!!!

Banda de Punk Rock/HC de Foz do Iguaçu criou canal no Youtube para divulgar composições próprias

A história do Rock n Roll é formada por bandas, músicos e compositores que buscam na música um caminho para contestar, defender ideais e expor o comportamentos nada sociais de notáveis sociais. A banda Reação Química, após oito anos de estrada, partiu para o vamos fazer e criou um canal no Youtube para divulgar composições próprias.

A nova fase do grupo de Punk Rock HC de Foz do Iguaçu, que nasceu inspirado em composições clássicas do gênero na década de 1980, é expressada em composições próprias com mensagens afirmativas de quem não aceita o sistema como está posto.

“A Vida é uma Infinita Luta!”, berra Giovane Fagundes, o Sid Lichus, vocalista fundador e principal compositor das letras. “Vamos lutar!”, ressalta o músico ao anunciar as primeiras composições que saíram da fase de projeto e hoje ganham repercussão nas mídias sociais.

A mais nova composição, “Eutanásia!”, chama a atenção para um dilema que passou a ocupar o imaginário da sociedade com a evolução da medicina e os aparelhos que mantém seres vivos. “Desligue os aparelhos, me dê uma injeção, deitado nesta cama, me sinto num caixão”, diz a primeira fase da obra.

A Reação Química, que tem ainda em sua formação os irmãos Gab Camargo (bateria) e Ariel Armstrong (Guitarra), mais Rodrigo Anarc (Guitarra), Volney Primaz (bateria) e Ronny Rotten (baixo), quer alçar voos mais ousados. “A próxima etapa inclui as gravações de duas inéditas, uma homônima da banda e outra que fala de um pastor e seu interesse em dinheiro e bens pessoais”, diz Sid Lichus.

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Catuaí Palladium de Foz do Iguaçu promove show on-line nesta segunda, 13, Dia Mundial do Rock

Orquestra Cordas do Iguaçu tocará clássicos de bandas como Led Zeppelin, AC/DC, Iron Maiden e Metallica nesta segunda-feira (13), Dia Mundial do Rock.

Para celebrar o Dia Mundial do Rock, comemorado em 13 de julho, o Catuaí Palladium Shopping Center convidou a Orquestra Cordas do Iguaçu – que já é parceira do empreendimento em outros projetos – para um show inédito pelas redes sociais, a partir das 20h. Clássicos de Metallica, AC/DC, Scorpions, Iron Maiden e Led Zeppelin fazem parte do repertório que será interpretado pela orquestra.

O grupo faz parte do projeto social Cordas do Paraná, que forma crianças e adolescentes carentes como músicos instrumentistas e atende 280 alunos. Além das aulas gratuitas que recebem, parte dos estudantes de música recebe bolsa incentivo entre R$ 300 e R$ 500 e contam com o apoio o Ministério da Cultura. A transmissão ao vivo que acontecerá nesta segunda-feira (13), será com um grupo reduzido de músicos, apenas os professores do projeto.

“A parceria do Grupo Tacla Shopping com o Cordas do Iguaçu é antiga, com diversas apresentações ao vivo já realizadas. Apoiamos este projeto e admiramos muito o trabalho que, além de ser social, reúne diversos talentos. Queremos ajudá-los mesmo neste momento em que não é possível realizar shows e eventos. A música já provou que tem o poder de transformar a sociedade, agora estamos mostrando que ela tem o poder de ajudar o próximo também”, conta a diretora de marketing do Grupo Tacla Shopping, Cida Oliveira.

A live será transmitida no YouTube ou no Instagram do shopping  e siga as instruções de acesso). Para ajudar o Projeto Cordas do Iguaçu, doações de qualquer valor podem ser realizadas pelo site Vakinha – plataforma destinada a financiar projetos por meio de doações on-line – e pelo QR Code que aparecerá durante a transmissão ao vivo.

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Cinema: Um adeus ao lendário Ennio Morricone, compositor que já embalou até as Cataratas do Iguaçu

O italiano Ennio Morricone, um dos maiores compositores da história do cinema, faleceu, aos 91 anos, nesta segunda-feira, 6 de julho. O músico criou cerca de 500 trilhas sonoras, incluindo a do clássico “A Missão”, de 1986, que conta com cenas incríveis nas Cataratas do Iguaçu e rendeu a segunda indicação ao Oscar do compositor.

Em 2017, Ennio relembrou sua composição para o filme “A Missão”, que possui a cidade das Três Fronteiras como cenário. “A música de ‘A Missão’ nasceu de uma obrigação. Tinha que escrever um solo oboé, se passava na América do Sul no século 16, e tinha a obrigação de respeitar o tipo de música do período. Ao mesmo tempo também representar os índios da região. Todas as obrigações me prendiam (…). Mas também fizeram com que saísse algo claro”, disse o músico em uma entrevista para a agência de notícias francesa AFP.

Carreira – Ennio Morricone foi responsável por inúmeras partituras para filmes e televisão, compostas por mais de 50 anos. Entre os clássicos de sua carreira estão: “Era uma Vez no Oeste”, “Três Homens em Conflito”, “Os Oito Odiados”, “Cinzas no Paraíso”, “Os Intocáveis”, “Quando as Metralhadoras Cospem” e o aclamado “A Missão”. Morricone morreu, na manhã desta segunda-feira, em Roma, na Itália.

O maestro italiano foi indicado ao Oscar seis vezes, levando a estatueta de Melhor Trilha Sonora Original com o longa “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino. Em 2006, o músico recebeu um Oscar honorário por “suas magníficas e multifacetadas contribuições à arte da música cinematográfica”, sendo o segundo compositor da história a receber um prêmio honorário por seu conjunto de obras.

Foz do Iguaçu – Parte do acervo utilizado nas gravações do clássico “A Missão”, em 1986, estão em exposição no atrativo Marco das 3 Fronteiras – Brasil. Vale a pena conferir. A produção, que recebeu 6 indicações ao Oscar, possui cenas incríveis na Maravilha Mundial da Natureza.

Confira trechos do clássico filme “A Missão”, de 1986, no canal oficial das Cataratas no YouTube.

Veja também outras produções gravadas nas Cataratas do Iguaçu.

(Cataratas do Iguaçu)

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Rappers de Foz do Iguaçu lançam nova música na plataforma digital Spotify. Veja como escutar!

O grupo Pokazideia, dos músicos Sika e Stenio The Rapper, juntou-se ao também músico Austero e ao produtor Faustino Beats, de Salvador-BA

Os fãs de rap em Foz do Iguaçu têm uma nova música para curtir e escutar quantas vezes quiser, nas plataformas digitais, informa Bruno Zanette, no Portal da Cidade.

O grupo autêntico de hip-hop experimental da cidade, Pokazideia, formado pelos rappers Sika e Stênio, lançou recentemente no Spotify a música chamada Exú, Jesus & Buda, com a participação especial do também músico Austero.

“O conceito da música vem para trazer um lado de espiritualidade para o momento crítico que estamos vivenciando no mundo. Uma forma de conversar com o nosso público, renovar nossos votos de esperança e sonhos. A proposta é de ser um conforto para as famílias, independente de religião. A faixa é amor e espiritualidade, por isso o nome”, explica o grupo, através de nota oficial.

A música foi gravada no Estúdio O Verbo, em Foz do Iguaçu e contou com a produção, mixagem e masterização do conceituado produtor Faustino Beats, de Salvador-BA. A distribuição digital é da Grave Crew e a arte do artista plástico de Foz do Iguaçu, Pedro Preve.

Você encontra a música Exú, Jesus & Buda no Spotify,   e para conhecer outros trabalhos do grupo Pokazideia que varia os ritmos e estilos, indo do hip-hop ao funk, e do Trap ao R&B, você ouve aqui. Eles também estão no YouTube e Deezer. Nas redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook você pode seguir o @pkzoficial.

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Projeto “Corredor Cultural de Foz do Iguaçu” vai destinar R$ 200 mil para contratação de artistas locais

Inscrições para participar do credenciamento podem ser feitas a partir do dia 10 de julho

A Fundação Cultural publicou na última terça-feira (30), no Diário Oficial, o edital de credenciamento Nº 01/2020, que prevê a contratação de artistas, profissionais e fazedores da cultura para o projeto “Corredor Cultural de Foz do Iguaçu”. A ação destinará R$ 200 mil para realização de atividades de apresentações, exposições, intervenções, acervo, geração de conteúdos físicos ou digitais e oficinas, que poderão ser efetuadas de forma virtual, digital e também presencial, no período de pós-pandemia.

As inscrições para participar do credenciamento podem ser feitas a partir do dia 10 de julho através do site www.sic.cultura.pr.gov.br. O edital terá duração de um ano com prorrogação pelo mesmo período e está disponível nos sites da prefeitura, da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e no SISPROFICE.

“Dando sequência aos trabalhos em novos formatos digitais de comunicação, fizemos uma parceria com a Secretaria de Comunicação e Cultura do Governo do Estado para disponibilização da plataforma online para a realização das inscrições. Com isso, o artista pode utilizar a ferramenta de sua casa e a qualquer hora para enviar os documentos enquanto durar o prazo da inscrição”, acrescentou o Presidente da Fundação Cultural, Juca Rodrigues.

O projeto desenvolvido pela Fundação é bem amplo e pretender contemplar os trabalhadores de cultura de vários segmentos e de todas as regiões da cidade. Ao todo, o “Corredor Cultural” pretende cadastrar as linguagens artísticas em 45 categorias, envolvendo toda cadeia produtiva. “Além de ser um importante apoio aos artistas que foram duramente afetados pela pandemia, o projeto pretende movimentar a cadeia produtiva da cultura e a economia da cidade”, expressou a Diretora Cultural, Thaisa Praxedes.

Recursos

Grande parte dos recursos, R$ 136 mil, é oriunda de uma emenda impositiva feita pelos vereadores Darci DRM (PL), João Miranda (PSD), Nanci Rafagnin Andreola (DEM), Inês Weizemann (PL) e Elizeu Liberato (PL) ao projeto de lei 63/2020. O restante do valor integra o orçamento da Fundação Cultural. “Foi uma ação conjunta muito importante, principalmente neste contexto de pandemia. Esse recurso aprovado pelos vereadores foi fundamental para viabilizar o projeto”, complementou Rodrigues.

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#NaEstrada: A casa de Che Guevara em Caraguatay, Argentina. VEJA FOTOS!

A Província de Misiones, na Argentina, é conhecida por abrigar as Cataratas do Iguaçu, na fronteira com o Brasil e também as Missões Jesuíticas, que dão nome a região.

A história desta província argentina não se resume as famosas quedas e a beleza da arquitetura histórica das missões, Misiones abriga a pequena Caraguatay, distante 150 quilômetros de Foz do Iguaçu.

A cidade, cujo acesso principal é pela Ruta Nacional 12, é sede do que sobrou do Solar del Che, a primeira casa do revolucionário Che Guevara, as margens do rio Paraná, na fronteira da Argentina com o Paraguai.

Em 2004, um grupo de jornalistas iguaçuenses visitou o local, como mostram as fotos do acervo de Silvana Canal, que ilustram esta postagem.

Che Guevara em Caraguatay
Apenas uma singela placa marca o entroncamento da Ruta 12 com a estradinha de terra que leva ao antigo sítio onde os pais do Che iniciaram sua vida de casados e onde o futuro revolucionário passou seus dois primeiros anos.

Quem vem distraído nem nota o caminho, meio escondido por construções muito simples, na margem oposta do acesso à cidade de Caraguatay, na Província de Missiones.

Após cinco quilômetros de pista de terra, com trechos muito claudicantes, chega-se ao sítio onde o casal Guevara se estabeleceu em 1927.

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MST distribui 44 toneladas de alimentos a famílias da periferia de Londrina, no Norte do Paraná

Moradores de 11 bairros de Londrina, norte do Paraná, receberam sacolas com alimentos doados por famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pequenos agricultores.

A ação solidária do movimento arrecadou 44,100 toneladas de alimentos (mais de 44 mil quilos), distribuídos a cerca de 3 mil famílias que enfrentam a fome neste período de pandemia da covid-19.

Cada sacola distribuída neste sábado carregou cerca de 14 quilos de grande variedade de produtos frescos, colhidos nas roças e hortas dos camponeses, ou produzidos por eles. Além de arroz, feijão, milho verde, uma grande variedade de tubérculos, frutas, hortaliças e legumes, 4.700 litros de leite integral foram doados por famílias associadas a cooperativas do MST na região norte. Pães, bolachas e sabão caseiros também fizeram parte do kit doado.

Iniciativas como esta têm ocorrido em todo o Brasil como parte da campanha de solidariedade do MST. Com a doação deste sábado, as famílias Sem Terra do Paraná chegaram à marca de 228 toneladas de alimentos saudáveis doados desde o início da pandemia. Cerca de 5 mil marmitas também já foram produzidas e distribuídas pelo Movimento à população em situação de rua e moradores da periferia de Curitiba.

“Nós não estamos levando só o alimento, nós queremos levar uma esperança de que isso vai passar. E quando passar nós estaremos juntos com eles, firmes na luta, correndo atrás de melhorias pra vida de todo mundo, famílias assentadas, acampadas e urbanas”, garante Sandra Aparecida Costa Ferrer, moradora no assentamento Eli Vive, no distrito de Lerrovile, em Londrina, e integrante da direção do MST do Paraná.

A agricultora conta que a mobilização das famílias, a colheita e a organização dos alimentos para a doação começou há algumas semanas, e superou a meta inicial, que era de 32 toneladas. “Queremos mostrar para a sociedade que o melhor projeto pra matar a fome do mundo é o projeto da reforma agrária popular”, enfatiza. No início de junho, o MST lançou um Plano Emergencial de Reforma Agrária Popular, com medidas para enfrentamento imediato do aumento da fome e da crise econômica que o país atravessa.

Estão junto com o MST na ação deste sábado a campanha Periferia Viva (da qual o MST faz parte), o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), o movimento Levante Popular da Juventude, a igreja católica, associações e lideranças dos bairros urbanos e pequenos agricultores de Londrina, Tamarana e Mauá da Serra, que também doaram alimentos.

“Ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar”

Para Rita de Cássia, moradora do bairro Vista Bela, zona norte da cidade, o alimento chegou em boa hora. Desde a última semana, o Paraná está em alerta diante do aumento do número de casos e mortes por coronavírus, o que torna mais urgente a recomendação de ficar em casa.

“A gente conhece o bairro de cabo a robo, conhece todo mundo. É um bairro muito pobre, com moradias aglomeradas […]. É muita gente carente, que depende do Bolsa Família, que não tem uma renda”, conta. Segundo a moradora, o bairro foi projetado para ter 2973 residência, e hoje tem cerca de 20 mil famílias.

A líder comunitária pede por mais solidariedade às comunidades vulneráveis e aponta a ação do MST como um exemplo a ser seguido. “Nesse momento da pandemia, essa ação do MST retrata o que o brasileiro tem que pensar, que a gente tem que ser humano, compartilhar aquilo que você quer pra você. Se você tem comida no teu prato, pode ser que tem uma família que não tem”, diz Rita, que integra o coletivo de mulheres Amigas Moradoras do Vista Bela.

Além do Vista Bela, também receberam os alimentos moradores dos bairros União da Vitória, Cristal, São Lourenço, Jamili Dekechi, Nova Esperança e Franciscato, Califórnia, Maria Cecília e ocupações Flores do Campo e Primavera.

Sem acesso à terra não há fartura de alimento

Centenas de famílias Sem Terra acampadas que doaram parte dos frutos do trabalho vivem a angústia do risco de despejo. “Nós estamos há 11 anos acampados e queremos mostrar pra sociedade que a gente produz alimento saudável e tem como ajudar o próximo”, conta Juliano de Souza, agricultor que mora no acampamento Herdeiros da Luta de Porecatu, em Porecatu.

Das 11 comunidades participantes da ação, 4 são acampamentos de famílias agricultoras que estão em luta desde 2008 para garantir a permanência na terra e a efetivação da reforma agrária. Em 2019, nove comunidades rurais sofrem despejo, duas delas na região norte do estado. Mais de 500 famílias que garantiam renda e auto-sustento a partir do trabalho na terra entraram nas estatísticas do desemprego e vulnerabilidade nas áreas urbanas.

As onze comunidades do MST que participaram das doações são dos acampamentos Herdeiros da Luta de Porecatu, de Porecatu; Fidel Castro, em Centenário do Sul, Manoel Jacinto Correia e Zilda Arns, de Florestópolis; assentamentos Dorcelina Folador, de Arapongas; Eli Vive, Pari Paro e Pó de Serra, de Londrina; Maria Lara, de Centenário do Sul; Florestan Fernandes, de Florestópolis; Iraci Salete, de Alvorada do Sul; e Barra Bonita, de 1º de Maio.

Por: Bem Paraná

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Parque das Aves de Foz do Iguaçu estará fechado para visitação a partir desta terça-feira, 23

No domingo, 21 de junho, o Parque das Aves decidiu fechar novamente para turistas. A decisão está alinhada com o que o Parque divulgou na reabertura, que a permanência da abertura estaria condicionada à situação epidemiológica de Foz do Iguaçu, como também da região e estado.

A decisão foi tomada depois do aumento no número de casos de Covid-19 em Foz do Iguaçu e nas cidades da região. O município divulgou no domingo que haviam 454 contaminados na cidade, um aumento de 64,5% em relação à semana anterior. Várias cidades do Paraná e da região também tiveram um aumento repentino no número de casos.

“Concordamos em reabrir de acordo com a leitura constante do estado epidemiológico da cidade, região e estado. Em cima da nossa leitura atual, não é o momento para permanecermos abertos”, comenta Carmel Croukamp, diretora geral do Parque das Aves.

Os quase 100 funcionários e as mais de 1300 aves que habitam o local, são uma prioridade da instituição, que desde o começo teve protocolos de segurança sanitária rígidas e executadas com muita cautela, mesmo quando o Parque ainda não estava aberto para visitação, pois o trabalho de resgate, abrigo, conservação e cuidado com as aves nunca pode parar.

“O Parque das Aves oferece um passeio seguro para seus visitantes, e condições sanitárias primorosas para seus colaboradores, mas com o Parque aberto, muitos colaboradores que trabalham conosco tinham que deixar seus filhos com outras pessoas, entre outras situações, gerando um risco desnecessário para nossa comunidade interna, principalmente quando pensamos que nossas aves dependem de nós para sobreviver. Neste momento precisamos que cada um cuide bem de si mesmo e de sua família”, acrescenta Carmel.

Mudanças rápidas nos números

Em março, devido à gestão epidemiológica responsável da Prefeitura de Foz do Iguaçu, a Covid-19 fez avanços tímidos na cidade, que se tornou referência no combate à doença.

Com números de contágio baixos e leitos de UTI com pequena ocupação, a prefeitura foi aos poucos liberando o funcionamento das atividades econômicas, culminando com a abertura dos atrativos turísticos no dia 10 de junho, aniversário de Foz do Iguaçu.

“Quando o Parque das Aves reabriu suas portas para a visitação, a situação epidemiológica em Foz do Iguaçu e no Paraná era muito diferente. E por isso nos juntamos aos outros atrativos para oferecer à população local um alento neste momento tão difícil”, fala Carmel.

Por muitos meses, Foz do Iguaçu e o Paraná mantiveram números baixos de contaminados e ocupação de leitos em UTI. Mas a situação mudou de forma drástica.

“Pelos números e dados, fica claro que pessoas estão relaxando. Podemos montar esforços para salvar a economia, mas é importante a mensagem central estar muito nítida: retomada econômica só é possível com consciência plena da segurança comunitária da parte de cada um”, finaliza Carmel.

O Parque das Aves avaliará a data de uma possível reabertura de acordo com os dados epidemiológicos, no momento em que se sentir confortável com a diminuição no número de casos, e avaliando as condições de vida e bem-estar de seus colaboradores.