Browsing Category

Economia

Leia as últimas notícias sobre Economia no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Preços: Sem pressão de consumo, cesta básica permaneceu estável no mês de junho em Foz do Iguaçu

Aumento foi de 0,3% em relação a maio, segundo dados do Cepecon/UNILA

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Foz), que mede a variação da cesta básica em Foz do Iguaçu, vem se mantendo estável e apresentou alta de 0,3% em junho em relação ao mês anterior. Dos itens pesquisados, 11 tiveram variação negativa e 7 apresentaram alta de preços. Os dados são do Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Cepecon) da UNILA.

Para o coordenador da pesquisa e professor de Economia da UNILA, Henrique Kawamura, a estabilidade dos preços é resultado de uma demanda mais comedida. “Já estamos em um período relativamente grande de isolamento, então as pessoas estão gastando o menos possível. Há, obviamente, os grandes aumentos sazonais do período em alguns produtos, mas isso é compensado com a baixa em outros”, explica.

Com exceção do item higiene pessoal, que teve alta de 1,62%, os produtos que tiveram variação positiva nos preços são alimentos. Pescados, com alta de 9,4%; cereais e leguminosas, com aumento de 6%; e aves e ovos, com 4,59%, foram os itens que tiveram as maiores altas.

Entre os itens que mais apresentaram redução de preços no mês de junho estão os tubérculos, raízes e legumes (-10%). O tomate, com queda de 39,7% nos preços, foi o produto que apresentou a maior redução no grupo. “A maturação acelerada das semanas quentes de junho aumentou a oferta no mercado, ocasionando, assim, a diminuição dos preços”, comenta Kawamura. Neste grupo, outro item que apresentou forte queda foi a cebola, que ficou 10% mais barata.

Hortaliças e verduras tiveram queda de 4% nos preços, com destaque para a alface (-4%) e o cheiro-verde (-6,4%). Entre as frutas, o preço da uva caiu 8,9% em relação a maio; maçã e mamão tiveram redução de cerca de 7%, ajudando a manter o grupo em variação negativa, apesar da alta de preços da banana-caturra (5%) e da manga (9,6%).

O preço das carnes apresentou aumento de 2,1% no período. Entre os destaques, está o aumento de preços do músculo (14,6%), da paleta (14,1%) e da capa de filé (12,3%). Porém, está mais barato comprar alcatra (-12,6%) e patinho (-4,6%). A carne de frango teve aumento de, aproximadamente, 12%.

Entre as bebidas, destaca-se a queda nos preços da cerveja (-5,7%) e do suco em pó (-5%). O leite UHT apresentou redução de 3,3% nos preços. O leite condensado teve queda de 4,1% e o leite em pó, de 1%.

A pesquisa

Desenvolvido por professores e estudantes da UNILA, o projeto IPC-Foz tem como objetivo calcular mês a mês o Índice de Preços ao Consumidor de itens da cesta básica e, assim, contribuir para o acesso à informação da população acerca das variações de preços de produtos comuns do orçamento familiar. O IPC-Foz utiliza a mesma cesta básica do IBGE, do subgrupo de alimentação dentro do domicílio e produtos de limpeza e higiene pessoal. Utiliza, também, a mesma estrutura de ponderação, isto é, a parcela de contribuição de cada item no orçamento familiar, a fim de obter o índice geral. São coletados os preços de 94 produtos, a maioria alimentação e bebidas, em 12 locais de compra das principais regiões de Foz do Iguaçu. A amostra dos locais de compra foi selecionada por meio de amostragem probabilística proporcional ao tamanho (PPT).

AQUI para ver o boletim completo do IPC-Foz

Fonte: Comunicação da UNILA

Destaques, Economia,

Mercado financeiro prevê queda da economia em 6,5% este ano

A informação foi divulgada hoje pelo Banco Central

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,54% para 6,50%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há seis semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 1,63%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%. A previsão para 2022 também não teve alteração: 3,50%. Para 2023, a estimativa passou de 3,50% para 3,42%.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25% também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,05, contra previsão de R$ 5 da semana passada.

Por: Agência Brasil

Curitiba, Destaques, Economia,

Operação fecha 6 estabelecimentos comerciais e apreende 1,5 mil essências de narguilé em Curitiba

Equipes da Ação Integrada de Fiscalização Urbana fecharam seis estabelecimentos comerciais e apreenderam mais de 1,5 mil essências de narguilé durante fiscalizações no sábado (04) e no domingo (05) em Curitiba

As equipes da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) fecharam seis estabelecimentos comerciais e apreenderam mais de 1,5 mil essências de narguilé durante as fiscalizações no sábado (04) e no domingo (05) em Curitiba. Uma pessoa acabou presa e 21 autuações administrativas foram lavradas.

De acordo com a coordenadora Operacional da Aifu, tenente Elaine Melere, as ações ocorrem em colegiado, com a participação da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Urbanismo e Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Neste final de semana, as equipes verificaram oito locais, dos quais seis acabaram fechados.

“Trabalhamos com base em denúncias e constatamos situações de funcionamento irregular de alguns estabelecimentos, além de encontrar materiais contrabandeados, que entraram no país de maneira incorreta, e mesmo assim eram comercializados livremente”, disse a oficial.

No sábado, o destaque do trabalho da Aifu ficou para uma abordagem a uma loja de essências e artigos de narguilé, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no centro da cidade. O estabelecimento estava aberto – infringindo o decreto estadual nº 4.942, e além de ter irregularidades que impediam o funcionamento, também possuía mercadorias contrabandeadas do Paraguai (1.518 essências de narguilé). O ponto foi fechado e o responsável encaminhado, juntamente com os produtos, à Polícia Federal.

Ao longo do dia foram fechados mais três comércios e lavradas 16 autuações administrativas. Os agentes de trânsito que acompanharam a operação fizeram 15 autos de infração e recolheram um automóvel ao pátio por estacionamento em vaga prioritária.

No domingo, as equipes de fiscalização encontraram a maior parte dos estabelecimentos fechados (de 18 locais, 16 estavam fechados). Mesmo assim, dois comércios que foram flagrados abertos tiveram que encerrar as atividades. Ainda no domingo, houve ainda a lavratura de 16 autos de infração de trânsito e de cinco autuações administrativas.

Curitiba, Economia,

Donos de bares e restaurantes preparam atos relâmpagos com cruzes em frente a hospitais de Curitiba

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) prepara, para este sábado (04), a realização de manifestos relâmpagos em frente aos hospitais de Curitiba. A iniciativa é uma reação do setor a decisão da Justiça, que proibiu um ato em frente à Prefeitura, convocado para às 10h da manhã.

A intenção é mostrar para a sociedade, as dificuldades que as categorias de gastronomia e entretenimento vem enfrentando desde o início da pandemia do novo Coronavírus, sem apoio do poder público. “Estamos no pronto socorro dos hospitais, por que nosso setor pede socorro”, disse o presidente Fábio Aguayo.

Que completou: “Estamos agonizando”. Durante os atos, empresários e lideranças da gastronomia e entretenimento, irão colocar cruzes representando a morte de estabelecimentos devido à crise financeira.

O setor, que pede a abertura de linhas de crédito e adiamento do 13º salário para ser pago em parcelas em 2021, mudou a estratégia de mobilização, após o juiz Guilherme de Paula Rezende, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), acatar pedido da gestão Rafael Greca (DEM) proibindo o ato.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

ACIFI lembra desempregados em Foz do Iguaçu para pedir revisão de decretos municipal e estadual

A Associação Comercial e Empresarial (ACIFI) encaminhou, nesta quinta-feira (02), ao Governo do Paraná e à Prefeitura de Foz do Iguaçu, o pedido de revisão dos decretos estadual e municipal que proibiram o funcionamento dos serviços “não essenciais” por 14 dias (de 1º a 14 de julho). Uma das justificativas são os mais de 5,1 mil desempregos gerados de janeiro a maio deste ano, em função da pandemia.

A reivindicação da ACIFI integra às medidas adotadas em conjunto com outras entidades paranaenses. A intenção é ajustar, de maneira mais branda, as normativas baixadas na última terça-feira (30 de junho) pelo governador Ratinho Junior e que foram ratificadas pelo município de Foz do Iguaçu, como estratégia para reduzir a propagação do novo coronavírus.

Estão na linha frente pela reabertura dos estabelecimentos a AMOP (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), Caciopar (Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste) e POD (Programa Oeste em Desenvolvimento). 

Realidade local

A ACIFI, considerando a realidade epidemiológica local, a infraestrutura hospitalar e a crise econômica, reivindicou a suspensão dos decretos e o retorno das regras vigentes até terça-feira, 30, para o funcionamento da economia no município. Ou seja, com funcionamento de atividades não essenciais seguindo as medidas sanitárias.

No documento endereçado ao prefeito Chico Brasileiro e ao governador Carlos Massa Ratinho Junior, a associação afirma concordar com a adoção de medidas sanitárias e até restritivas (desde que parciais e justificadas). Requer ainda reunião para discutir a situação com toda a sociedade civil organizada.

O documento relaciona uma série de fatores jurídicos e econômicos, além de ressaltar os próprios avanços do município no fortalecimento da saúde pública, infraestrutura de UTI para pacientes da covid-19, índice de ocupação desses leitos por iguaçuenses e bloqueios sanitários em bairros. 

Autonomia
“O Supremo Tribunal Federal confere aos entes da Federação competência concorrente para legislar sobre saúde pública, podendo o município adotar normais locais, de acordo com as peculiaridades e realidade da cidade, também no que tange ao coronavírus, não sendo legalmente obrigado a aderir integralmente ao que dispõe o decreto estadual”, justifica a entidade no documento.

“Perdemos mais de 5,1 mil empregos de janeiro a maio. Considerando dados extraoficiais de junho, 6 mil postos de trabalho foram extintos na cidade no primeiro semestre. Essa perda significa 10% das 60 mil carteiras assinadas existentes no começo de janeiro em Foz”, frisa o presidente da ACIFI, Faisal Ismail.

A associação alerta que o retorno das regras vigentes até junho “manterá ‘vivos’ os segmentos econômicos sem que represente aumento exponencial da propagação do coronavírus em nossa cidade. “O foco da transmissão não está nas empresas, que têm feito a sua parte cumprindo as regras sanitárias”, finaliza o dirigente. (Com informações da Assessoria da ACIFI).

Por: GDia

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu faz chamada pública para credenciar técnicos de Enfermagem

Foi aberto nesta nesta sexta-feira (03) o credenciamento de Pessoas Físicas para prestação de serviço de Técnico de Enfermagem, designado ao atendimento dos setores que compõem a Ala Covid do Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

O credenciamento, que permanece aberto por três meses, é um mecanismo utilizado pelos entes públicos como forma de suplementar a estrutura básica de serviços de saúde, por meio da contratação jurídica para atendimento de especialidades na rede de saúde.

Poderão participar do credenciamento todas as pessoas físicas prestadoras de serviços de Técnico em Enfermagem, que tenham interesse e cuja documentação se enquadre nas exigências legais, desde que atendidos os requisitos exigidos.

Os profissionais irão trabalhar em regime de plantão presencial, e os credenciamentos se dividem em 4 lotes especificamente: UTI / ALA COVID Plantão Diurno, UTI/ALA COVID Plantão Noturno, ALA COVID / SETORES DIVERSOS / Plantão Diurno e ALA COVID/SETORES DIVERSOS/ Plantão Noturno.

Sobre o Edital

A consulta ao edital de chamada pública aos prestadores de serviços de técnico de Enfermagem poderá ser realizada no site do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, na aba Técnico Enfermagem; diretamente no link.

Lembrando que os documentos comprobatórios, tais como, RG , CPF, Certificado de Curso Técnico, carteira de Conselho de Classe e demais, devem ser digitalizados e enviados num único arquivo em PDF.

A documentação deverá ser entregue no setor de Protocolo do Hospital Municipal, situado na rua Adoniran Barbosa nº 370, Jardim Central de segunda a sexta-feira das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h00.

O Edital poderá ser consultado no site ou solicitado pelo e-mail : licitacaofmsfi@gmail.com nos respectivos horários: das 08h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h00.

Maiores informações poderão ser obtidas junto ao Setor de Licitações da Fundação Municipal de Saúde, pelo e-mail descrito acima, ou pelo telefone (45) 3521 1776.

Destaques, Economia, Paraná,

Estado e União alinham modelagem do novo Anel de Integração do Paraná. Pedágio será licitado em 2021

Governador e ministro da Infraestrutura se reuniram por videoconferência. Foram  discutidos quantidade de lotes, prazos e obras previstas do novo Anel de Integração, que será licitado em 2021.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se reuniram nesta quinta-feira (2), em videoconferência, para discutir modelagem, quantidade de lotes, prazos e obras previstas do novo Anel de Integração, que será licitado em 2021. O projeto ainda está em fase de estudos e é tocado pela Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), em parceria com o IFC, braço de projetos do Banco Mundial.

O programa de concessões rodoviárias do Paraná será um dos maiores do País. O projeto deve incorporar ao Anel de Integração original de 2,5 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais e pelo menos mais 1,3 mil quilômetros. Estão sendo estudadas implementações novas em todas as regiões do Estado e um modelo de licitação que contemple preços reduzidos em relação aos praticados atualmente.

“Estabelecemos uma excelente parceria com o governo federal e a expertise da União com as concessões vai nos ajudar a achar o melhor modelo para o novo Anel de Integração. Levamos em consideração todas as ponderações do setor produtivo, das entidades, dos demais poderes, das prefeituras, do cidadão e também do mercado”, afirmou Ratinho Junior. “É um tema delicado no Paraná, com histórico de problemas e ônus para a população. Não podemos errar. Buscamos mais obras, modernização e um modelo equilibrado”.

Segundo o ministro de Infraestrutura, a ideia é ter um formato mais acabado até o começo das consultas públicas. As equipes vão manter reuniões periódicas até a formatação do modelo. “O Paraná é uma potência, produz muito, tem um Produto Interno Bruto maior do que o do Uruguai. Temos que ter projetos viáveis e que atraiam investidores. A sociedade precisa comprar essa concessão”, afirmou Freitas. “Temos algumas premissas, mas os estudos não estão fechados, vamos aprimorar. Esses contratos são sofisticados e precisam ser bem construídos”.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, a expectativa é pela redução nos preços e uma malha rodoviária mais robusta para as próximas décadas. “Vamos buscar uma tarifa justa e as obras que não foram realizadas no passado. Ainda estamos debatendo pontos do estudo. Mas as expectativas são boas. Estamos confiantes de que os paranaenses ganharão com essa nova estruturação”, acrescentou.

As propostas ainda serão submetidas a audiências públicas abertas e o desenho final do Anel de Integração será divulgado apenas no ano que vem, com posterior licitação e nova gestão já a partir de novembro de 2021, quando vencem os contratos assinados nos anos 1990.

Foz do Iguaçu

O governador também pediu ao Ministério de Infraestrutura que a Rodovia das Cataratas (trecho de 8,7 quilômetros da BR-469), em Foz do Iguaçu, seja delegada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit) ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR). A rodovia será duplicada em um convênio firmado entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional.

O projeto executivo já está pronto e a ordem de serviço deverá ser assinada no segundo semestre. A duplicação do trecho urbano até o portão do Parque Nacional do Iguaçu é uma reivindicação antiga dos moradores. A BR-469 é a única via de acesso às Cataratas do Iguaçu e ao aeroporto e o mais importante corredor turístico da cidade.

Ratinho Junior citou as obras da nova pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, também fruto da parceria entre Estado e União. A previsão é que ela fique pronta em abril de 2021. Foram destinados R$ 53,9 milhões na ampliação da pista, que terá 2,8 mil metros, 605 metros a mais que a atual, e permitirá que o terminal receba voos de maior porte.

Portos do Paraná

O governador ainda citou a evolução dos números dos portos paranaenses nos últimos meses, mesmo durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Houve, por exemplo, recorde de movimentação de janeiro a maio. Foram 23,8 milhões de toneladas, volume 21% maior que o contabilizado no mesmo mês de 2019.

Ele também destacou a construção do novo Corredor de Exportação, sistema por onde são movimentados grãos e farelos. A estrutura foi construída ainda na década de 1970. A capacidade de embarque de grãos e farelo pelos três berços exclusivos do Corredor aumentará em 33% com as reformas planejadas para os próximos anos.

Coronavírus em Foz do Iguaçu, Destaques, Economia,

ACIFI vai pedir revisão dos Decretos Municipal e Estadual que fecharam comércio em Foz do Iguaçu

A Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) vai pedir a revisão dos Decretos municipal e estadual que decidiu pela quarentena restritiva no oeste do Paraná.

Em nota, a entidade pede que as decisões levem em conta a realidade local.

Leia:

COMUNICADO ACIFI

A ACIFI recebeu com surpresa o anúncio da Prefeitura de Foz do Iguaçu de ratificar as medidas do Governo do Paraná e determinar  a suspensão do funcionamento dos serviços “não essenciais” por 14 dias. A entidade é contrária a mais uma severa quarentena geral na cidade que agravará ainda mais a crise econômica iguaçuense, comprovadamente o município mais afetado do Paraná.

A decisão do prefeito Chico Brasileiro de permitir somente o funcionamento das atividades econômicas consideradas “essenciais”, a partir desta quarta-feira, 1º, certamente aprofundará o caos social no município. Com o fechamento das atividades, em especial do comércio, pelos próximos 14 dias, registraremos mais demissões e empresas fechadas.

A ACIFI sustenta que, seguindo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os municípios e estados brasileiros têm autonomia para definir formas de enfrentamento à covid-19. Logo, a entidade defenderá a revisão do decreto municipal, sem desrespeitar o Decreto 4.942, de 30 de junho, do Governo do Estado, bem como solicitará uma revisão direta ao Governo do Estado, considerando a realidade local epidemiológica ea infraestrutura hospitalar e econômica.

Ressaltamos que, desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu tem defendido junto ao poder público e iniciativa privada medidas para garantir o necessário equilíbrio nas ações para proteção à vida dos iguaçuenses, sustentabilidade financeira das empresas e manutenção de empregos de milhares de trabalhadores.

ACIFI (Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu)

Foz do Iguaçu, 1º de julho de 2020

Destaques, Economia, Paraná,

“É o prego no caixão”, desabafa representante de bares e restaurantes sobre novo decreto do governo

De acordo com o presidente da Abrabar, 97% dos empresários não tiveram acesso a créditos pelos Governo Federal e Estadual

Parte dos empresários do setor de gastronomia do Paraná não vai resistir ao decreto que suspendeu os serviços essenciais por 14 dias. Essa é a avaliação da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), que critica a falta de apoio com créditos e nenhuma medida efetiva relacionada à suspensão de tributos para o setor, que está há 100 dias vivendo de praticamente nada, de acordo com Fábio Aguayo, presidente do Abrabar, em entrevista à Luiz Henrique de Oliveira e Rafael Torquato na Banda B.

“É colocar o prego no caixão. Em todo o estado, os bares foram paralisados e também as casas noturnas. Este segmento está esfolado e não tem recurso para nada, sem sequer ter pago os salários de março. Muita gente que estava com o contrato suspenso pela Medida Provisória agora não tem o que fazer, porque você precisar dar dois meses de estabilidade, mas como, se não há dinheiro? “, questionou Aguayo à Banda B.

De acordo com o presidente da Abrabar, 97% dos empresários não tiveram acesso a créditos pelos Governo Federal e Estadual. “Praticamente ninguém conseguiu créditos com os Governo Federal e também Estadual. Vamos fazer um ato simbólico de pendurar as chaves dos estabelecimentos no Centro Cívico, para que eles olhem para o empresariado. Pediram sacrifício da iniciativa privada, mas não fizeram nenhum sacrifício por nós”, lamentou.

Para Aguayo, a solução seria começar a serem feitas medidas práticas aos empresários. “A solução principal é sair emergencialmente linha de crédito aos empresários. A Copel já está ligando que vai fazer cortes, como o empresário vai pagar se não há dinheiro entrando? Outra questão seria suspender os tributos até 2021, porque não tem como você pagar sem arrecadar. O governo que não cobre mais nada do nosso setor em 2020. É o minimo que eles têm que fazer por nós”, pediu.

Sobre as reclamações, a Banda B entrou em contato com o Governo do Paraná e aguarda um retorno.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Foz do Iguaçu perdeu mais de 1,3 mil empregos formais no mês de maio. No ano foram mais de 5,1 mil

Foz do Iguaçu fechou o mês de maio com um saldo negativo na geração de empregos formais.

Dados divulgados pelo Ministério da Economia, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram que no período foram registradas 816 contratações, contra 2.146 demissões, restando um saldo negativo de – 1.330 postos de trabalho. 

O cenário é reflexo da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, que atinge diversos setores da economia local e nacional. Desde o início do ano Foz já perdeu mais de 5,1 mil vagas de empregos. O número de admissões, nos cinco primeiros meses do ano, foi de 9.302 trabalhadores, enquanto o de demissões atingiu 14.459 empregados de vários setores.

O ano começou negativo na fronteira, com 54 vagas de emprego a menos. Em fevereiro houve uma leve recuperação, com um saldo positivo de 488 novos postos formais. 

Em março Foz começou a sentir os primeiros impactos da pandemia com a perda de 1.280 empregos, número que saltou para o fechamento de 2.981 vagas em abril. Em maio houve uma pequena redução nas demissões, mas o saldo ainda é negativo e preocupante. 

Os primeiros cinco meses de 2020 já são considerados os piores na história da Terra das Cataratas. Nos últimos 10 anos, apenas em 2015 e 2016 haviam sido registrados saldos negativos no período de janeiro a maio na cidade. 

No ano passado, por exemplo, o saldo de empregos, apesar de baixo, foi positivo com 829 vagas geradas. Neste contexto, o melhor ano para a economia iguaçuense foi registrado em 2010, quando foram criados um total de 3.642 novos postos de trabalho entre janeiro e dezembro.  

Por: GDia