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Economia

Leia as últimas notícias sobre Economia no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

ACIFI pede ajuda ao governador para retomada econômica em Foz do Iguaçu

A ACIFI encaminhou ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, um completo estudo econômico apontando Foz do Iguaçu como o município mais afetado pela pandemia da covid-19 em todo o estado. A radiografia traz mais de dez indicadores expondo a grave realidade socioeconômica da cidade fronteiriça provocada pelo novo coronavírus.

O objetivo da Associação Comercial e Empresarial é sensibilizar o chefe do Executivo estadual quanto à crise sem precedentes na cidade. Os dados comprovam que a população iguaçuense tem sido terrivelmente prejudicada pelos reflexos da Covid-19, ainda mais quando comparado o impacto local ao dos outros 398 municípios paranaenses.

Além de sofrer com o abre e fecha das atividades econômicas, como ocorre em todo o Brasil, Foz padece por causa do fechamento das fronteiras com o Paraguai e a Argentina e da alta dependência do turismo. Assim, deixa de contar com o turismo de compras e com o intercâmbio dos moradores de Ciudad del Este, Puerto Iguazú e localidades da região trinacional.

Nesse sentido, a ACIFI solicitou ao governador do Paraná a adoção imediata de ações e políticas públicas estaduais voltadas ao município, que venham a contribuir com a retomada econômica de Foz do Iguaçu, implementadas por meio dos diversos órgãos e mecanismos que compõem o Governo do Estado e suas instituições de influência.

“Para superar os novos desafios, Foz requer uma atenção do governador Ratinho Junior que leve em conta as características da nossa economia”, diz o presidente da ACIFI, Faisal Ismail, que assina o documento ao lado do presidente do Conselho Superior, Walter Venson. “Nos colocamos à disposição para avançarmos em conjunto na agenda de recuperação econômica e social de nossa cidade”, completa Venson.
 
Indicadores 

O levamento aponta que, entre as 60 cidades com mais emprego formal no Paraná, Foz foi a mais impactada pela perda de vagas com carteira assinada por causa da crise gerada pela covid-19. A pandemia provocou o fechamento de 5.691 vagas de emprego, de janeiro a junho deste ano, conforme dados do governo federal.

O estudo aponta que a Terra das Cataratas caminha para fechar o ano com o pior saldo na balança de empregos. A série histórica disponível no Caged registra 2002 com saldo negativo de 1.147 postos no estoque de emprego. Ou seja, o saldo do semestre é quase cinco vezes superior ao recorde negativo de quase 20 anos atrás.

A radiografia traz ainda outros dados, como a grande quantidade de contratos com redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou suspensão temporária do contrato; aumento do número de encerramento de empresas; redução no ritmo de abertura de CNPJs; trabalhadores do turismo sem renda; alto índice de informalidade; e grande dependência do auxílio emergencial.

Por: GDia

Curitiba, Destaques, Economia,

Entidades fazem pedido preventivo no Dia dos Pais, caso Bandeira Laranja seja mantida pelas Prefeituras

Ação da Abrabar, para garantir a abertura de bares e lanchonetes, deve ser julgada nos próximos dias, afirma presidente

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), o Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (SindiAbrabar) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) querem, em caráter de exceção, a abertura dos estabelecimentos no domingo do Dias dos Pais (9 de agosto). A intenção é garantir a abertura dos estabelecimentos nesta importante data para o setor.

O pedido, segundo explicam os presidentes Fábio Aguayo (Abrabar) e Gustavo Grassi (SindiAbrabar), é para o caso de as prefeituras de Cuririba e Região Metropolitana manterem a Bandeira Laranja nesta terça-feira (04). A principal  expectativa das entidades é que ocorra o retorno da bandeira amarela, para que todos possam trabalhar, inclusive os bares em geral.

O novo pedido foi protocolado nos órgãos responsáveis pelo plano de contingência e combate à Covid-19, infecção provocada pelo novo Coronavírus. Com a Bandeira Laranja, fica proibido o funcionamento de segmentos considerados não essenciais, mas que representam a manutenção de milhares de empregos em todo o Estado, lembram as entidades.

A intenção é garantir os estabelecimentos abertos, já que muitos gostam de homenagear os pais com almoço em restaurantes conhecidos da família. “Nossa categoria é uma das mais afetadas com a pandemia da Covid-19 e a chance de abrir neste feriado tão importante é fundamental para todos”, dizem os presidentes.

O presidente Fábio Aguayo lembra que a luta da Abrabar continua pela abertura dos bares. “Nossa ação está para ser julgada”, disse ele. “O fechamento aos domingos dos salões, que têm sua ocupação reduzida e respeitam todos os protocolos da prefeitura, acaba por gerar efeito inverso ao desejado já  que aumenta a concentração no sábado”, completou Nelson Goulart, da Abrasel.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Custo da cesta básica em Foz do Iguaçu se mantém estável em julho, aponta levantamento Cepecon/UNILA

Nas hortaliças e verduras, destaca-se o aumento de 32% no preço da alface, em consequência da oferta reduzida na safra de inverno

O Índice de Preços ao Consumidor de Foz do Iguaçu (IPC-Foz) manteve-se estável no mês de julho, com pequeno aumento de 0,22% em relação ao mês anterior. Desde maio, o IPC-Foz, que mede a variação dos produtos da cesta básica, vem apresentando pequenos aumentos, refletindo uma demanda pouco aquecida no período de pandemia.

As maiores altas nos preços em Foz do Iguaçu foram nas hortaliças e verduras (12,51%), frutas (11,39%), e enlatados e conservas (8,4%). Já os itens que apresentaram redução no período foram os tubérculos, raízes e legumes (-12,9%), aves e ovos (-7,4%), e cereais e leguminosas (-5,3%). Os dados são do levantamento mensal do Centro de Pesquisas Econômicas e Aplicadas da UNILA (Cepecon).

Nas hortaliças e verduras, destaca-se o aumento de 32% no preço da alface, em consequência da oferta reduzida na safra de inverno. Outro produto que também aumentou no período foi o cheiro-verde, que está 8,3% mais caro. Em compensação, o preço do repolho reduziu 24,7% em julho.

Entre as frutas, a banana-caturra teve o maior aumento nos preços, cerca de 33,8%. O período de safra se encerrou nas regiões produtoras, como o Vale do Ribeira-SP e o norte de Santa Catarina, reduzindo a oferta no mercado. Além disso, o ciclone atingiu parte das regiões produtoras, diminuindo ainda mais a oferta nacional. Outras frutas que também tiveram aumento nos preços foram a laranja, com alta de 10,6%, e a maçã, com aumento de 11,1%. O preço da tangerina, por outro lado, reduziu 33,8%.

Os consumidores iguaçuenses também estão pagando menos pela batata, que apresentou redução de 43,2%. O tubérculo está no pico da safra de inverno e a colheita está acelerada, aumentando a oferta no mercado e impactando diretamente nos preços. A maturação acelerada das semanas quentes de junho aumentou a oferta no mercado, ocasionando, assim, a diminuição dos preços. A cebola também está 4,2% mais barata em decorrência do aumento da oferta do bulbo no mercado nacional.

O preço das carnes apresentou aumento de 1,2% no último mês. Entre os destaques está o aumento no preço do coxão mole e da alcatra, de 11,1% cada. Já a carne de porco aumentou 10,6% e o patinho, 7%. No mês de julho, ficou 17,7% mais barato comprar paleta bovina e 13,8% mais barato a compra do contrafilé.

O frango inteiro também reduziu no período pesquisado, cerca de -14,4%. Os ovos estão aproximadamente 12% mais baratos. Entre as bebidas, destaca-se o aumento de 6,2% no preço do chá, típico do período de inverno. O suco de frutas ficou 11,7% mais barato e a cerveja reduziu 1%. No item Leite e derivados, o destaque está na redução de 17,6% no preço do leite em pó e de 1,2% no leite UHT.

Economia, Paraná,

Demissões na fábrica da Renault no Paraná serão discutidas em audiência pública na Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa do Paraná realiza, nesta sexta-feira (31) a partir das 10 horas, uma audiência pública de forma remota para discutir os motivos e consequências das 747 demissões na fábrica da Renault, em São José dos Pinhais ocorridas no dia 22 de julho.

O debate será realizado a pedido do deputado Arilson Chiorato (PT) e contará com a participação de diversos deputados, bem como representantes do sindicato dos trabalhadores e entidades representativas.

As demissões na empresa têm sido motivo de preocupação por parte dos deputados estaduais. Desde que foram anunciadas, diversos deputados, entre eles o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), Requião Filho (MDB), Ricardo Arruda (PSL), Luciana Rafagnin (PT) e Professor Lemos (PT), se pronunciaram na sessão plenária, se reuniram com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos, enviaram ofícios ao Governo do Estado com o objetivo de fazer com que a decisão da empresa fosse revertida.

Entre as alegações dos parlamentares está a lei estadual 15.426/2007, que apresenta uma série de condições às empresas que recebem incentivos fiscais devem cumprir, inclusive a “manutenção de nível de emprego e vedação de dispensa, salvo por justa causa ou motivação financeira obstativa da continuidade da atividade econômica devidamente comprovada pelo beneficiário do incentivo fiscal”.

Os demais funcionários da empresa estão em greve em protesto contra as demissões.

Para o deputado Chiorato, a audiência pública servirá para “debater, tratar e buscar solução para os 747 demitidos pela Renault. Junto com MP cobrar o Governo e também a empresa para acharmos uma solução e não deixarmos as pessoas, nesse momento de pandemia nessa situação inadmissível, uma multinacional que recebeu e recebe tantos incentivos fiscais do Estado do Paraná”.

A audiência pública poderá ser acompanhada ao vivo pela TV Assembleia, através dos canais 20.2 em tv aberta e 16 através da Claro/Net, e pelas redes sociais do Legislativo nesta sexta-feira (31) a partir das 10 horas.

Por: Fábio Campana

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Opinião: Após o colapso econômico, vem aí o caos social

* Neuso Rafagnin

Três meses atrás, o Sindhotéis divulgou um artigo a respeito da crise econômica provocada pela inércia dos governos diante da pandemia, intitulado “Turismo de Foz do Iguaçu à beira do colapso”. Infelizmente todas as nossas previsões, feitas em 23 de abril, foram concretizadas. Para ser exato, foram superadas negativamente.

À época, concluímos o alerta afirmando: “O turismo reivindica soluções para hoje a fim de evitar o caos logo ali adiante. Do contrário, levaremos ainda mais tempo para sairmos dessa crise sem precedentes na Terra das Cataratas”. O pior aconteceu. O caos econômico que atinge empresas e trabalhadores hoje é uma realidade em nossa cidade. A próxima cena é sabida: caos social!

Presidente do Sindhotéis, Neuso Rafagnin (Foto: Divulgação)

Sim, distúrbios tais como os enfrentados por nossos vizinhos. Estamos acompanhando, tristemente, uma multidão de trabalhadores ocuparem ruas e avenidas de Ciudad del Este para protestar contra as medidas dos governos de restrição ao funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Boa parte, mães e pais em desespero pela falta de renda para comprar comida e pagar contas básicas de água, luz e moradia.

Pela falta de ação concreta, o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, e o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, empurram deliberadamente ao precipício milhares de profissionais do turismo – principal indústria motriz da nossa economia. Hoje, ambos os gestores estão ali, à beira do abismo, olhando inertes as pessoas agonizando ao falir sem dignidade alguma.

Para refrescar a memória dos dois governantes: entre as 60 cidades com mais emprego formal no Paraná, Foz do Iguaçu foi a mais impactada pela perda de vagas com carteira assinada, nos primeiros seis meses deste ano, como mostram os números divulgados pelo novo Caged. O saldo negativo de 5.691 postos de trabalho (maioria do turismo) representa 9,49% dos quase 60 mil empregos formais que existiam no início do ano.

E mais: dos atuais 54 mil trabalhadores com carteira assinada, 18 mil tiveram redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou suspensão temporária do contrato. Considerando o movimento praticamente zero do turismo, as fronteiras fechadas e o comércio desaquecido, qual será o destino dessa legião laboral após o período temporário de proteção de emprego? Falidas, as empresas não terão outra alternativa a não ser demitir em massa.

Dessa forma, caminhamos para fechar o ano com o pior saldo na balança de empregos. Em 2002, registramos saldo negativo de 1.147 vagas. Portanto o saldo negativo parcial de 5,6 mil postos de trabalhos a menosjá é cinco vezes pior que o registrado nas duas últimas décadas. Ao mesmo tempo, temos vários municípios vizinhos e do estado com saldo positivo na geração de emprego. Por que Foz, mesmo sendo terrivelmente castigada, não tem tratamento diferenciado dos governantes?

Além dos funcionários do turismo com carteira assinada, o turismo tem um universo de trabalhadores como autônomos, profissionais liberais e MEIs, como guias de turismo, transportadores e motoristas, além daqueles que vivem de freelas para hotelaria e gastronomia. Com os atrativos turísticos fechados e sem movimento de turistas na cidade, essa é outra categoria diretamente afetada pela pandemia.

Mesmo diante desse cenário, as reivindicações em defesa da hotelaria e gastronomia ao prefeito Chico Brasileiro e ao governador Ratinho Junior são ignoradas em sua maioria. Sequer foram atendidos os pedidos de ampliação do horário de atendimento de gastronomia, extensão do transporte coletivo para a locomoção dos profissionais ou suspensão das faturas da Copel e Sanepar cobradas na forma de valor fixo.

Como alertamos em abril, o turismo foi o primeiro setor a sofrer com a covid-19. Na ocasião, escrevemos que seria o último a sair da crise. Hoje podemos dizer, com dor, que muitos não sobreviveram à crise. Faliram ou caminham para a falência. Na melhor das hipóteses fecham as portas agora para reabrir no próximo ano. Tudo sem uma resposta à altura dos governantes para ao menos amenizar o caos econômico e social.

* Neuso Rafagnin é presidente do Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu e Região).

Economia, Paraná,

TIM registra R$ 260 milhões de lucro líquido no 2T20

A TIM lucrou R$ 260 milhões no segundo trimestre de 2020, acima de projeções de analistas de mercado, apesar da queda de 23,9% quando comparado ao mesmo período do ano passado. A receita de serviços reduziu 3,4% A/A no 2T20, refletindo os impactos da pandemia, mas já começa a apresentar recuperação (+1,5% Jun/20 vs. Abr/20).

A empresa conseguiu reduzir em 15,6% o indicador de inadimplência no comparativo anual. Mesmo em um cenário de crise, a operadora registrou no período EBITDA normalizado de R$ 2,0 bilhões, aumento de 0,9% na comparação anual. A margem EBITDA normalizada foi de 49,6%, mantendo expansão contínua A/A por 16 trimestres, com crescimento de 3,6 pontos percentuais.

A banda larga fixa da operadora, o TIM Live, obteve maior alta de receita: aumento de 29%, impulsionando a receita de serviços fixos, que chegou a R$ 255 milhões, evolução de 10,8% no período. A ultra banda larga fixa alcançou a marca de 600 mil conexões. A operadora também manteve a liderança na cobertura 4G do País: são 3.517 municípios cobertos, o que representa 94% da população urbana.

Destaques, Economia, Foz do Iguaçu,

Com pandemia, Foz do Iguaçu tem o pior primeiro semestre na geração de empregos – 5,6 mil vagas fechadas

O primeiro semestre de 2020 vai entrar para a história da economia de Foz do Iguaçu com o pior resultado na abertura e fechamento de postos de trabalho com carteira assinada. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a junho deste ano, Foz do Iguaçu perdeu 5.691 empregos com carteira assinada. Em 2019, no mesmo período, foram criadas 484 vagas.

O desempenho negativo do primeiro semestre do ano coincide com o início da pandemia do novo Coronavírus, em meados de março. A Prefeitura decretou situação de emergência com fechamento das atividades comerciais não essenciais e quarentena para distanciamento social dos moradores, como estratégia para evitar a propagação da doença. 

De acordo com a série histórica de empregados e desempregados medida pelo Caged, o primeiro semestre de 2020 supera em muito os resultados negativos obtidos em 2015, 2016 e 2017: -375, -113 e -125, respectivamente. O acumulado negativo de janeiro a junho chegou a 5.691. No período, foram celebrados 10.438 contratos laborais, ante 16.126 desligamentos de trabalhadores.

Dos seis meses do ano, apenas fevereiro houve registro positivo com 485 novos postos de trabalho gerados em Foz do Iguaçu. O mês de junho fechou com a perda de 442 empregos, segundo dados do Caged divulgados na terça-feira (28). No mês, foram 1.099 contratações e 1.541 demissões. Os setores que mais perderam empregos foram o comércio e os serviços. A construção civil teve saldo positivo. 

Vale lembrar que, em junho, vigorou por duas semanas, medida de suspensão das atividades econômicas consideradas não essenciais. Ainda assim, houve desaceleração do número de desempregados em relação ao mês anterior, maio, quando ocorreu redução de 1,3 mil vagas com carteira assinada.

Por: GDia

Economia, Foz do Iguaçu,

Paraguai reduz imposto para a gastronomia e turismo

Medida pretende diminuir os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que fechou restaurantes e atividades turísticas.

Na tentativa de diminuir os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o governo do Paraguai decretou a diminuição do Imposto ao Valor Agregado (IVA) para os setores da gastronomia e turismo. A redução de 5% tem validade até junho de 2021.

O presidente da Associação de Restaurantes do Paraguai, Oliver Gayet, disse que a medida vai projetar uma pequena ajuda ante as enormes perdas que os dois setores sofrerão com o início das restrições sanitárias.

Gayet lembrou que alguns restaurantes ficaram fechados por 95 dias e outros permanecem com as atividades suspensas porque não encontraram as condições ideias para reabrir.

A medida do governo deve beneficiar 3.8 mil restaurantes que empregam 123.5 mil pessoas formalmente.

Óscar Orué, secretário de Estado de Tributação (SET), informou que continuarão trabalhando em conjunto com a Secretaria de Turismo para estudar as próximas medidas que serão tomadas para reativar o setor.

“Vamos seguir analisando outras medidas que possamos tomar com o Ministério da Fazenda. Vamos ver caso a caso, setor por setor e estabelecer ajuda por parte do governo”, disse Orué.

A reunião com representantes dos setores privados de gastronomia, turismo e secretários de estado aconteceu na segunda-feira (28), no Palácio Lopes, em Assunção.

Por: Rádio Cultura

Economia, Paraná,

Paraná tem saldo positivo de empregos em junho, diz Caged

Foi o sexto melhor resultado do País. Os setores que mais se destacaram foram construção civil e indústria de transformação.

O Paraná registrou saldo positivo de 2.829 empregos com carteira assinada em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (28). Foi o sexto melhor resultado do País, atrás de Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás, Maranhão e Pará, e o primeiro balanço positivo após três meses de baixas, apontando certo reequilíbrio da economia.

Os setores que mais se destacaram em junho foram construção civil (saldo de 1.828 empregos criados), seguido de indústria de transformação (1.438), serviços industriais de utilidade pública (161), agricultura (77), serviços (46). O comércio foi o único grande segmento com saldo negativo, acumulando 721 demissões no mês, mas houve inflexões em transporte, armazenagem e correio (-663), alojamento e alimentação (-1.577) e artes, cultura, esporte e recreação (-309)

“Após três meses de índices negativos, resultado da pandemia e da redução na atividade econômica para controlar a disseminação do coronavírus, o Paraná voltou a apresentar saldo positivo em junho. O resultado é sinal do esforço do Governo para incentivar a abertura de novas vagas, resultado de uma política ativa de estímulos adotada no Estado”, disse o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Mauro Rockenbach.

Os municípios que conseguiram se sobressair foram Arapongas (593 empregos gerados), Ponta Grossa (450), Matelândia (371), Cascavel (319), Ortigueira (308), Curitiba (301), Cambé (185), Campo Largo (149), Palotina (147) e Andirá (139). Grandes centros como Maringá (-600), Foz do Iguaçu (-442), Londrina (-409), Fazenda Rio Grande (-183) e Colombo (-168) ainda sofrem com os impactos da pandemia.

Semestre

No acumulado de janeiro a junho, o saldo do Paraná ficou em -47.070 empregos, o que o coloca em 20º no ranking das unidades federativas. Ainda assim, o Estado está acima dos demais do Sul: Santa Catarina registrou resultado de -53.592 no semestre, e o Rio Grande do Sul  perdeu 94.490 empregos. Grandes centros como São Paulo (-364.470) e Rio de Janeiro (-184.928) também estão distantes de recuperar o fôlego no mercado de trabalho.

Foram três meses positivos e três negativos no ano. Em janeiro o saldo foi de 17.859 admissões e em fevereiro de 28.781, mas março (-13.277), abril (-55.008) e maio (-23.856) geraram grandes perdas no emprego formal.

O resultado semestral representa queda de 216,4% em relação aos 40.413 empregos criados entre janeiro e junho de 2019. No consolidado do ano, o Paraná aparecia em terceiro lugar no número absoluto de contratações e na quarta posição no saldo total de vagas de trabalho, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. O emprego crescia em sete dos oito segmentos analisados pela entidade ligada ao Ministério da Economia.

Nacional

O País registrou aumento de 24% na geração de empregos em junho, mas o saldo ainda ficou negativo: menos 10.984 vagas. Entre as regiões, Centro-Oeste, Norte e Sul tiveram resultados positivos, com saldos de 10.010, 6.547 e 1.699, respectivamente. O pior resultado foi o da região Sudeste, que fechou o mês com menos 28.521 vagas.

A agropecuária foi o setor com o melhor desempenho nacional, com a abertura de 36.836 novas vagas, seguido pela construção civil, que registrou um saldo positivo de 17.270 postos de trabalho. Comércio e serviços registram saldos negativos: -16.646 e -44.891 vagas, respectivamente.

O resultado demonstrou uma considerável melhora, porém ainda negativa, em relação ao mês passado, que registrou saldo de -331.901 postos de trabalho. Houve queda de 382,6% em relação ao acumulado de janeiro a junho de 2019 (424.051 novas carteiras assinadas).

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Com pandemia, gigantes de vendas de Ciudad del Este anunciam fechamento

A pandemia do novo Coronavírus continua provocando estragos na economia da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Nesta semana, duas gigantes das vendas do centro comercial de Ciudad del Este, anunciaram o fechamento de suas lojas por tempo indeterminado. O atendimento presencial, informaram Mega Shopping e Casa Nissei, só voltará após a redução dos casos confirmados da doença.

A crise econômica na região é agravada pelo fechamento da Ponte Internacional da Amizade, desde o dia 18 de março. O presidente da Câmara de Comércio de Ciudad del Este, Juan Vicente Ramirez, disse recentemente ao GDia, que o volume de vendas no comércio local era de aproximadamente 5% da média mensal de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) comercializada antes da pandemia.

De acordo com as duas redes, o fechamento das lojas é resultado do avanço da pandemia de coronavírus (Covid-19) no departamento de Alto Paraná, que permanece na fase três da quarentena inteligente. O atendimento do Mega Shopping Importados será apenas de maneira virtual, “com o mesmo amor e atenção de sempre”, informam em nota veiculada na imprensa.

A Casa Nissei comunicou em carta à rádio La Clave que, “devido ao recente aumento na disseminação de coronavírus na área, decidimos fechar preventivamente a loja de atendimento ao cliente a partir desta terça-feira (28) até novo aviso. Continuaremos a servir com uma pequena equipe por meio de nossa loja online”.

Covid-19 em alta

Alto Paraná, cuja capital é Ciudad del Este, concentra o maior número de infectados por Covid-19 do Paraguai. Dos 4.548 casos confirmados e 43 mortes provocadas pela doença em todo o país, 1.488 testes positivados e 13 óbitos foram de moradores do departamento, segundo dados do Ministério da Saúde.

O fechamento de lojas comerciais em Ciudad del Este representa a perda de empregos para dezenas de paraguaios e brasileiros que trabalham no outro lado da fronteira, ampliando a crise na região. De acordo com a Câmara de Comércio, 75% de aproximadamente 100 mil que buscava renda na região central ficou sem a opção.

Tudo igual

Nesta terça-feira (28), Juan Ramirez disse que pouca coisa mudou do final de julho, quando o comércio já estava sendo aberto, para cá. “Continua parecido, 60% fechado (dos estabelecimentos)”, ressaltou o líder empresarial. Ele informou que que a região central da cidade abriga aproximadamente 4,7 mil estabelecimentos comerciais constituídos.

O prejuízo neste ano, na avaliação dele, já é superior a US$ 1,4 bilhão. O centro comercial de Ciudad del Este é um dos mais importantes do Paraguai. De acordo com o empresário, antes da pandemia, em março, o setor mantinha uma venda mensal de aproximadamente US$ 400 milhões.

As vendas hoje chegam a 5% do montante.