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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

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Calor intenso volta a Foz do Iguaçu a partir da terça-feira (29), sem previsão de chuva

Pelo menos quatro cidades do Paraná registraram chuva de granizo no domingo (27), após as temperaturas ultrapassarem os 30°C. O fenômeno foi registrado em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel e Maringá.

Adianta a Rádio Cultura que, em Foz do Iguaçu, a chuva forte que estava prevista chegou com pouca intensidade, após um dia de calor intenso que chegou aos 35°C.

Para esta segunda-feira (28), o Simepar prevê pancadas de chuva e temperatura máxima de 26°C.

O tempo volta a esquentar na terça-feira, quando o sol volta a parecer com intensidade e máxima de 33°C no termômetro. A mínima fica em 14°C.

O calor deve seguir intenso durante toda a semana, chegando aos 36°C na quarta-feira e aos 38°C na quinta-feira, sem previsão de chuva.

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Nascimento de filhote de flamingo é registrado em vídeo no Parque das Aves em Foz do Iguaçu. Assista!

A equipe técnica acompanhou todo o processo de nascimento do filhote que, com 8 dias, já pode ser visto pelos visitantes junto com o restante da colônia

Na terça-feira, 15 de setembro, a equipe do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, conseguiu registrar o nascimento de um filhote de flamingo na área chamada de Lago dos Flamingos. O processo de nascimento levou em torno de uma hora e meia, e as primeiras bicadas no ovo foram registradas às 8h da manhã.

“Ficamos muito emocionados de poder acompanhar tão de pertinho esse nascimento. Seguimos com todos os cuidados habituais para não incomodar os pais, que estavam muito atentos a todas as necessidades do filhote que estava nascendo, e também de outras aves em ninhos próximos. E no final foi lindo ver o pequeno flamingo saindo do ovo e vocalizando pela primeira vez”, comenta Roberta Manacero, chefe da Divisão de Bem-estar Animal do Parque das Aves, que estava observando os flamingos no dia em que o nascimento aconteceu.

Há apenas 2 dias do início da primavera, podem ser observados no recinto dos flamingos 14 ovos sendo incubados nos ninhos e 12 filhotes já explorando o recinto. E o filhote que nasceu no dia 15, hoje com 8 dias de vida, recentemente se juntou a eles para dar seus primeiros passeios fora do ninho.

Nascimento com muitas emoções

No dia do nascimento, Roberta estava de plantão, cobrindo as folgas da equipe da Sala de Filhotes, que normalmente monitora a colônia de flamingos do Parque das Aves, acompanhando quais são os casais, a situação dos ovos e desenvolvimento dos filhotes.

“Eu estava fazendo o monitoramento e atenta justamente à previsão de nascimento deste filhote, agendada para esta data. Notei logo cedo que o ovo já mostrava sinais de que o filhote estava começando o processo de saída da casca. Então pudemos acompanhar o nascimento do começo ao fim, e registrar cada momento para que as pessoas pudessem compartilhar conosco este momento tão especial, mas nem sempre visível”, comenta Roberta.

O processo de nascimento levou em torno de uma hora e meia e durante todo o período o macho ficou sentado no ovo, enquanto a fêmea ficou ao seu lado, acompanhando bem de perto as primeiras movimentações do filhote.

“O macho e a fêmea revezam os cuidados com o ovo durante o período de incubação, e depois também com os cuidados dos filhotes. No caso do indivíduo que acompanhamos o nascimento, o pai é quem estava incubando o ovo neste momento. E ele apenas se levantava para checar como estava a situação do filhote, e logo se sentava novamente no ovo, mantendo o filhote aquecido, seguro e tranquilo para trabalhar na quebra da casca do ovo. Apenas ao final o pai se levantou e seguiu de pé observando o filhote até que ele levantasse a cabeça e vocalizasse pela primeira vez. Foi um momento único”, finaliza Roberta.

Referência na reprodução de flamingos

Com mais de 25 anos de história, o Parque das Aves se tornou referência na reprodução de flamingos. Os primeiros 8 casais chegaram em 1995, e o primeiro filhote nasceu em dezembro de 2001.

Mas para que isso aconteça, diversos cuidados e dedicação devem ser tomados, envolvendo uma equipe composta por veterinários, zootecnistas, biólogos e demais técnicos. Dentro desse grupo de profissionais, uma equipe realiza um trabalho específico aos cuidados reprodutivos: o time da Sala de Filhotes, cujas responsabilidades vão desde a observação da formação de casais e o cuidado que os pais prestam a ovos e filhotes, além de resgatar ovos e filhotes que requeiram cuidados especiais.

“O tipo de alimentação oferecida às aves e os demais itens estruturais, como o oferecimento de areia que os casais usam para construir seus ninhos, são muito importantes para obtermos este sucesso reprodutivo. Além disso, observamos cautelosamente os casais que estão se formando, a construção dos ninhos e postura dos ovos; bem como o nascimento dos filhotes e seus desenvolvimentos. Assim oferecemos os melhores cuidados aos animais e ficamos preparados para contribuir com qualquer tipo de auxílio que seja necessário a eles”, comenta Paloma Bosso, diretora técnica do atrativo.

Ninhos à vista

O acompanhamento da colônia de flamingos e das movimentações dos casais é um trabalho muito importante realizado pela Sala de Filhotes. Inicialmente, a equipe faz o mapeamento dos ninhos e dos respectivos casais. O objetivo é monitorar quando a postura do ovo foi feita para prever a data de nascimento e identificar os pais, evitando cruzamento entre espécies diferentes ou animais aparentados.

No Parque das Aves os flamingos colocam ovos próximos aos espelhos, pois o reflexo do grupo faz com que se sintam em uma grande colônia, e assim seguros de que estão protegidos contra predadores. Além disso, os tratadores colocam areia adicional nesta época do ano e então os casais escolhem um local para construir seu ninho. Assim que encontram o ponto adequado, usam seu bico para puxar a areia e construir o futuro abrigo do ovo. E quanto mais alto o ninho, mais seguro para o ovo, pois evita que ele role.

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Paraná vai ampliar atendimento à fauna vítima de tráfico e maus-tratos

O Estado conta com quatro Centros de Apoio à Fauna que atendem animais silvestres e mais três serão implantados. A meta é que os 21 Escritórios Regionais do Instituto Água e Terra (IAT) tenham esse apoio.

O Paraná vai ampliar a rede de Centros de Apoio de Fauna Silvestre (Cafs). As novas estruturas foram discutidas pelo Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, nesta terça-feira (22), data em que se comemora o Dia da Defesa da Fauna.

Hoje há quatro Cafs em funcionamento e, conforme definido na reunião, mais três serão implantados. A meta é aumentar o número de centros para que os 21 Escritórios Regionais do IAT tenham esse apoio, o que evitará deslocamentos desnecessários e boa parte da logística que envolve o atendimento aos animais.

Os Cafs, assim como os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), são unidades parceiras planejadas e distribuídas estrategicamente no/ Estado, para o tratamento da fauna silvestre vitimada pelo comércio ilegal, tráfico, cativeiro irregular e de maus-tratos.

O IAT possui diversas iniciativas pró-fauna. Entre as propostas, estão a implantação, também, do Centro Paranaense de Referência em Fauna (CPRFAU) e o estabelecimento de um Comitê Gestor da Fauna Vitimada.

A bióloga e chefe do Setor de Fauna do IAT, Paula Vidolin, explica que novos investimentos estão sendo feitos devido aos bons frutos colhidos na proteção da fauna silvestre em todo o Estado. “Como temos resultados positivos, ficaram definidos novos investimentos para ampliar o número de Cafs. A meta é dar cobertura a todas as regionais”, explicou.

O Cafs agrega todas as ações de gestão de fauna, desde a parte de manejo, educação, pesquisa e lazer. Como medida de aprimoramento, o IAT promove constantemente a capacitação da equipe técnica. Neste mês de setembro, uma série de cursos foi finalizada com a capacitação de 40 técnicos e residentes do instituto.

Tráfico

O tráfico de animais silvestres configura-se como uma das maiores atividades predatórias. De acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), 38 milhões deles são retirados da natureza todos os anos no Brasil.

De acordo com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, o Paraná é uma rota para o tráfico internacional devido às áreas de fronteiras com outros países. Dados da Polícia Ambiental Força Verde (BPAmb-FV) apontam que, somente nos últimos oito meses de fiscalização, cerca de 4 mil animais silvestres foram vitimados pelo tráfico ou por cativeiro irregular.

O número representa um aumento de 11% em relação a 2019.  Deste total, as aves representam 90%. A maioria dos animais sofre maus-tratos e muitos morrem.

Dentre as espécies mais apreendidas estão os trinca-ferro, canário-da-terra, coleirinho, papagaio-verdadeiro, papagaio-de-peito-roxo e periquito-rico. As ações resultaram também na apreensão de 2.111 gaiolas e 122 armadilhas, no mesmo período.

A estimativa do IAT é de que pelo menos 10 mil animais vitimados ao ano são apreendidos e entregues voluntariamente.

Leia mais em: AEN

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‘É uma chamada para a defesa do que ainda resta’, diz bióloga do Onças do Iguaçu sobre incêndios no Pantanal

Projeto de Foz do Iguaçu atua na conservação do meio ambiente e está com uma campanha para ajudar animais, como as onças-pintadas, prejudicados pelas queimadas no MT e MS.

Os incêndios no Pantanal destacaram a importância de toda a sociedade olhar para natureza com preocupação, inclusive, daqueles que não moram na região das queimadas, segundo a bióloga e coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros. O programa trabalha com a conservação do meio ambiente, em Foz do iguaçu e região, no oeste do Paraná.

De acordo com a bióloga, não é possível saber se o que foi destruído pelo fogo poderá ser recuperado, mas caso ocorra, levará muitos anos por se tratar de uma destruição sem precedentes.

“É uma perda para a humanidade. Demorou para olharmos para o meio ambiente, o que aconteceu é uma chamada clara para a luta da defesa do que ainda resta”, afirmou.

A coordenadora destaca o impacto nas vidas dos animais, como a onça-pintada, uma das principais espécies que o projeto estuda. O Parque Estadual Encontro das Águas, no Mato Grosso, é o principal refúgio da onça-pintada e também foi destruído pelo fogo.

Obra foi doada pela artista conservacionista Birgitte Tümmler para arrecadar fundos e ajudar o pantanal (Foto: Birgitte Tümmler)

A artista conservacionista Birgitte Tümmler, que mora em Curitiba, retrata questões do meio ambiente por meio da arte há cerca de 10 anos e doou uma obra para ajudar com as ações do Pantanal.

Para ela, o prejuízo das queimadas é incalculável, pois além dos animais que morreram, os que sobreviveram não têm mais habitat para retornar.

“Nesse momento os animais estão a mercê do que o ser humano fez. Mas a natureza fará tudo isso voltar para gente, ela sempre dá resposta de tudo aquilo que a gente dá para ela”, disse.

Veja mais em: G1

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No Dia da Árvore, Foz do Iguaçu ganha 16 mil mudas em parceria do IAT com a Prefeitura e Infraero

No Dia da Árvore, comemorado nesta segunda-feira (21 de setembro), Foz do Iguaçu vai ganhar 16 mil mudas nativas da região.

A plantação é resultado de parcerias do Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná com a Prefeitura e a Infraero, responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

Na ação com a Prefeitura, serão plantadas seis mil mudas de árvores para recomposição florestal de uma área de preservação permanente (APP), situada na Rua Ampere com José Bernardo Filho, Bairro Três Lagoas (próximo ao conjunto residencial Angatuba).

Com a Infraero, o IAT vai plantar 10 mil mudas dentro da área do Aeroporto Internacional como compensação ambiental pelas obras de ampliação da pista de pouso e decolagem do terminal aeroportuário. (AQUI para relembrar)

Ambas as ações, na manhã desta segunda, integram as comemorações pelo Dia da Arvore, data criada para conscientizar a população sobre a importância da riqueza natural e proximidade da primavera. 

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Dia da Árvore: Aeroporto de Foz do Iguaçu vai receber o plantio de 10 mil mudas nativas

A Infraero e o Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná farão o plantio de 10 mil mudas nativas da região dentro da área do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

A medida é uma das ações de compensação ambiental pelas obras de ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto e vai celebrar o Dia da Árvore (21/9).

O plantio ocorrerá às 8h30 e poderá ser acompanhado pela imprensa credenciada (instruções abaixo na seção Serviço).

As mudas serão distribuídas numa área de seis hectares, o que equivale a quase 8,5 campos de futebol. Este espaço, que fica nas proximidades da cabeceira 15, receberá uma mescla das espécies da região bioclimática 3 do Projeto Rebio. O plantio contará com o apoio dos equipamentos e operários da obra.

“A parceria com o IAT demonstra o compromisso da Infraero com o desenvolvimento sustentável da infraestrutura aeroportuária, alinhado às ações ambientais locais e que contou com o trabalho do instituto e a parceria de Itaipu para desenvolver a ação mais adequada ao perfil da região”, afirma o superintendente do aeroporto, Joacir dos Santos.

A ação do plantio de mudas terá a presença de representantes da Infraero, do IAT, responsável pelo fornecimento das espécies; e de Itaipu, que integra o convênio para expansão das estruturas do aeroporto.

Para a compensação ambiental da pista também estão previstos o plantio de outras 17,85 mil mudas em 10,7 hectares, que se somarão aos outros trabalhos já desenvolvidos pela Infraero, como os monitoramentos da qualidade da água, do ar e ruído produzido pela obra, bem como manejo de flora e fauna, educação ambiental, entre outros.

Obra

As obras no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu seguem em ritmo acelerado. No momento, a ampliação da pista de pouso e decolagem – que passará de 2195m para 2795 m, está com 55% dos trabalhos realizados.

Ao final, a nova estrutura proporcionará um incremento das cidades atendidas sem escalas a partir de Foz, com a possibilidade de voos para a América Central e Estados Unidos.

O valor do contrato é de R$ 53,9 milhões e os recursos são oriundos de um convênio firmado entre a Itaipu e a Infraero. O planejamento da Infraero é que essa obra seja finalizada no primeiro semestre de 2021.

Também está em andamento a expansão do pátio de aeronaves, que está com 56% de execução, e que conta com investimento de R$ 9 milhões. A melhoria vai garantir mais quatro posições de estacionamento de aeronaves comerciais, aumentando a capacidade em 57%. O planejamento é que essa obra seja finalizada neste semestre.

Outras melhorias, também realizadas em parceria entre Infraero e Itaipu, são a duplicação da via de acesso ao aeroporto e a implantação de ciclovia, que estão com 80% de execução.

Com investimento de R$ 6,14 milhões, as obras vão aprimorar a fluidez nas chegadas e saídas de veículos no terminal fronteiriço e garantir segurança aos ciclistas. Esses trabalhos devem ser finalizados neste semestre.

Essas melhorias se somarão à ampliação do terminal de passageiros, inaugurada em fevereiro deste ano, e que recebeu R$ 42,4 milhões em investimentos.

SERVIÇO
Plantio de mudas no Aeroporto de Foz do Iguaçu
Ponto de encontro: balcão de informações do terminal de passageiros.
Data: 21/9
Horário: 8 horas.

Credenciamento: deverá ser solicitado pelo imprensa@infraero.gov.br ou (61) 9 9981-8411, informando nome completo, RG, CPF, e-mail e telefone dos integrantes da equipe de reportagem.

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Simepar cria metodologia para previsão chuva – vazão em reservatórios

Estudo é realizado junto com a Copel Geração e Transmissão e a empresa Rhama. Serão avaliados dados hidrometeorológicos coletados de 2000 a 2020 por órgãos de todo o Brasil. Conclusão está prevista para 2023.

O Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná está desenvolvedo uma metodologia inovadora para a previsão integrada hidroclimática de chuvas e vazões afluentes aos reservatórios do Sistema Integrado Nacional de Energia Elétrica (SIN), gerenciado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O estudo é realizado juntamente com a Copel Geração e Transmissão (Copel GeT) e a empresa Rhama Consultoria, Pesquisa e Treinamento, especializada em gestão de recursos hídricos. Está registrado no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor Elétrico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, o Simepar mantém programas de pesquisa científica, inovação tecnológica e capacitação em ciências ambientais.

“Este projeto reúne o estado da arte nas tecnologias de previsão climática sazonal e de modelagem hidrológica de grandes bacias, agregando competências estabelecidas no país nas áreas de meteorologia e hidrologia para criar um ambiente de suporte à análise prospectiva de situações de superávits e déficits de produção de energia hidráulica em todo o SIN”, afirma o diretor-presidente, engenheiro Eduardo Alvim Leite.

A equipe de pesquisadores avaliará dados hidrometeorológicos coletados de 2000 a 2020 por órgãos de todo o Brasil, entre os quais a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o próprio Simepar. Também serão analisadas as possibilidades de aplicação dos processos adotados por instituições globais como o European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (Centro Europeu para Previsões do Tempo de Médio Alcance) e o National Centers for Environmental Prediction (Centros Nacionais de Previsão Ambiental), vinculado à National Oceanic Atmospheric Administration (Administração Nacional Oceânica Atmosférica).

PREVSIN

A conclusão do projeto está prevista para maio de 2023. Será gerado um protótipo de previsão chuva-vazão diária para o horizonte de nove meses, com abrangência nacional. A interface para usuários será em plataforma web ou aplicativo.

“O PrevSIN integrará diferentes processos e tecnologias, com alta resolução espaço-temporal”, observa o meteorologista e pesquisador em inovação do Simepar, Reinaldo Silveira, que coordena o projeto. A estimativa de chuva será elaborada para as bacias hidrográficas do Brasil a partir de dados de modelos climáticos globais com perturbações das condições iniciais – técnica conhecida como previsão por conjunto.

A previsão de vazão, por sua vez, será baseada no Modelo de Grandes Bacias do Instituto de Pesquisas Hidrológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (MGB).

O estudo também contribuirá para duas teses em curso: “Identificação de fenômenos climáticos nas alterações de vazão natural no Brasil” e “Utilização do modelo MGB na bacia do Rio Iguaçu”.

Planejamento hidroenergético

O conhecimento da vazão afluente aos reservatórios é tema estratégico para as concessionárias de energia, tanto para estimar as demandas da sociedade quanto para obter retorno do capital investido nos empreendimentos.

Principal fonte dos recursos energéticos no Brasil, as usinas hidrelétricas são vulneráveis a riscos de cheias e inundações, com impactos humanos e ambientais – problema recorrente devido à crescente urbanização.

Ao fornecer previsões de longo prazo sobre a disponibilidade hídrica em rios e reservatórios influenciada por fatores climáticos, o PrevSIN colocará a Copel GeT na vanguarda do planejamento hidroenergético.

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Startup de embalagens sustentáveis de alunas de universidade pública de Foz tem reconhecimento nacional

A Fiber Bio, das estudantes da Unila Mariana, Isadora e Gabriele vai passar por uma aceleração de três meses oferecida pela brasileira Klabin e pela alemã Voith

Elas estão ajudando a melhorar o ranking do empreendedorismo tecnológico, um campo bastante fértil, mas ainda pouco explorado pelo universo feminino. Com criatividade, comprometimento e muita pesquisa, Isadora Saraiva Zamataro, de 21 anos, Mariana Siqueira e Gabriele Bueno, ambas de 22 anos, todas acadêmicas do 4º ano do curso de Engenharia Química da Universidade Federal Latino-Americana (Unila), criaram a Fiber Bio, empresa de embalagens sustentáveis inteligentes produzidas a partir do reaproveitamento de resíduos agroindustriais e produtos naturais.

A startup inovadora vem conquistando reconhecimento dentro e fora do País. E, agora, conta com a chancela da Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, e da multinacional alemã Voith, que atua nas áreas automotiva e engenharia mecânica.

Na prática, isso significa apoio técnico e crédito para poder aprimorar a ideia e colocar as embalagens da marca no mercado. E, como consequência, o ‘pulo do gato’ para quem precisa chegar lá: boa reputação.

O sonho das estudantes começou em 2018, quando elas estavam no segundo ano do curso e tinham como foco aprender e empreender. Inicialmente, elas queriam fazer algum projeto na área de iniciação científica para ampliar conhecimento sobre o curso, mas logo viram que tinham vocação para a inovação. Aí, arregaçaram as mangas e foram atrás da oportunidade.

Não poderia ser algo qualquer; precisava ter identidade com o que Mariana, Isadora e Gabi acreditam. “Tinha que ter a nossa cara”, definem. Foi nessa busca por um projeto sustentável que elas começaram a explorar o mundo das ideias. A primeira tentativa foi com a disputa de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) chamado “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharia e Computação”, voltado para estimular a participação de garotas de escolas públicas em atividades na área de Exatas.

Por meio de um professor, que hoje é sócio da Fiber Bio, elas desenvolveram um projeto de construção de impressoras 3D a partir de materiais reciclados. O projeto não foi aprovado, mas elas não desanimaram. Virou uma espécie de ensaio do que viria pela frente.

Estudando aqui e ali e tentando achar um projeto mais a ver com elas, as empreendedoras conseguiram desenvolver uma solução para uma grande preocupação do trio: o uso e descarte extensivo do plástico convencional. Para isso, elas contaram com a orientação dos professores Aref Kzam, doutor em Engenharia Civil, e Caroline Gonçalves, pós-doutora em Química Orgânica. Sócios da empresa, eles atuam mais como consultores técnicos.

Em pouco tempo, elas iniciaram o desenvolvimento em laboratório de um polímero biodegradável feito a partir de resíduos de indústrias localizadas próximo a Foz do Iguaçu. Poucos meses depois, elas inscreveram o projeto num edital do Programa Sinapse da Inovação, do governo do Estado. Elas concorreram com outras 1.850 ideias, em três fases. O prêmio estadual veio na forma de aporte financeiro.

Com o recurso, em fevereiro, elas formalizaram a empresa, que hoje está em período de pré-incubação e recebe apoio também do Sebrae. Em meio ao ímpeto do empreendedorismo, as sócias foram surpreendidas, assim como o resto do mundo, pela pandemia da covid-19. Outra vez, nada de lamentações. Sem aulas presenciais e possibilidade de pesquisa no laboratório, elas investiram no aprimoramento das próprias habilidades como empreendedoras, para dar uma sacudida na estrutura do negócio.

Foi exatamente nesse ínterim que elas ficaram sabendo de uma nova oportunidade, o Startups Connected, da Câmara Brasil-Alemanha. Elas concorreram na categoria embalagens sustentáveis e inteligentes, no desafio das empresas âncoras Voith e Klabin, de projetos sustentáveis e inteligentes, cujo objetivo é encontrar soluções baseadas em tecnologias emergentes e modelos inovadores.

No dia 17 de agosto elas ficaram sabendo que estavam entre as cinco finalistas. Em setembro, veio o resultado final: elas venceram o desafio e terão três meses para acelerar o desenvolvimento do produto. Agora, no próximo dia 24 de setembro, elas vão apresentar um pitch de negócios num evento internacional, o 8º Congresso Brasil-Alemanha de Inovação.

As universitárias explicam que a Fiber Bio foi criada como uma alternativa sustentável para substituição de embalagens plásticas. Unindo conhecimentos do ramo da engenharia e da química, as meninas e os professores formam uma equipe comprometida com a sustentabilidade, visando soluções inovadoras para o mercado de embalagens.

Depois da Alemanha, a meta das universitárias é focar ainda mais na empresa, colocar o produto no mercado e seguir no ramo do empreendedorismo. Mariana é de Loureira, interior de São Paulo; Gabi é iguaçuense; e Isadora é de Londrina, no Norte do Paraná. Por causa da pandemia, cada uma delas está em casa. Distantes fisicamente, mas sempre ligadíssimas e unidas pela internet, não param um só minuto de se dedicar à empresa, que já é um sucesso por ter conquistado disputas importantes em meio a tantos outros projetos inovadores. E o melhor, feito diretamente em Foz do Iguaçu. É talento prata da casa.

“Não imaginávamos que conseguiríamos, em tão pouco tempo, conquistar esse reconhecimento. Para nós, isso foi fundamental. Vamos continuar acreditando que vale a pena investir em tecnologia e inovação e criar soluções sustentáveis para termos um mundo cada vez melhor, para essa e as próximas gerações”, concluem as jovens empreendedoras.

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Fumaça dos incêndios do Pantanal chega ao Paraná, diz Simepar. Veja fotos do fim de tarde em Curitiba

A fumaça das queimadas no Pantanal do Mato Grosso do Sul já chegou ao Paraná. Quem afirma é o Simepar.

A poluição da atmosfera é visível a olho nu em todas as regiões do Estado.

Em Curitiba, uma névoa pairou sobre os prédios, como registrou no final da tarde desta segunda-feira (14) o fotojornalista Eduardo Matysiak da Futura Press.

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Plano Municipal da Mata Atlântica pode fortalecer o turismo em Foz do Iguaçu

Aprovado em julho de 2020, o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Foz do Iguaçu (PMMA) poderá fortalecer atividades econômicas fundamentais para a cidade de Foz do Iguaçu e o Oeste do Paraná, como o turismo e o setor agroindustrial. De acordo com análises dos integrantes do Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer (OEAMV), por garantir a preservação e a recuperação da Mata Atlântica, o PMMA abre espaços para o desenvolvimento e a instalação de atrativos turísticos vinculados ao patrimônio socioambiental, atraindo um novo perfil de visitante e possibilitando aumentar a permanência do turista na cidade.
 
Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, explica que o PMMA pode ser um instrumento determinante para o crescimento da economia local. “Ele não incide em todo o território do município, ele incide nas áreas prioritárias de conservação que possam fazer as conexões, como está no projeto, e que vão valorizar os ativos do município, como o turismo, a questão da água, a agricultura, a conservação, a proteção”, explicou.  
 
Foz do Iguaçu tem potencial para desenvolver o ecoturismo, turismo de base comunitária, turismo educacional ao ar livre, turismo científico e turismo de experiência socioambiental. Ao valorizar as áreas verdes distribuídas no município, Foz do Iguaçu poderá desenvolver, por exemplo, novas modalidades de turismo, como ecoturismo, turismo de base comunitária, turismo educacional ao ar livre, turismo científico e turismo de experiência socioambiental.

“Essas outras categorias permitem maior entrosamento cultural do turista com a cidade e aumentam as possibilidades de permanência. Além disso, geram emprego e renda para pequenos e microempreendedores de diversos tipos e permitem integrar a produção rural com o turismo sustentável, criando novas cadeias produtivas ou novos elos no circuito do turismo. São atividades turísticas complementares, que podem se potencializar com a cooperação mútua”, salienta a professora Luciana Mello Ribeiro, coordenadora geral do Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer.
 
O fomento dessas outras possibilidades de turismo abre novas oportunidades econômicas e também traz espaços de lazer para os moradores de Foz do Iguaçu. O cuidado com as áreas de Mata Atlântica, um patrimônio de Foz do Iguaçu que passa a ser reconhecido com o PMMA, pode melhorar a qualidade da água e do ar, ampliar o conforto térmico, diminuir o ruído urbano e favorecer a biodiversidade.

“Como resultados mais imediatos, podemos dizer que a própria existência dessas áreas melhora as condições climáticas da cidade e a disponibilidade de água, diminui o nível de ruído e a poluição visual, embeleza a paisagem, enriquece a biodiversidade, amplia os espaços de lazer e educação para a população, oferece novas possibilidades de renda e turismo. Resumindo, é um desafio tanto pela abrangência como pelos impactos e reverberações deste tipo de plano”, complementa Luciana.

Por: GDia