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Meio Ambiente

Leia as últimas notícias sobre Meio Ambiente no CabezaNews, site de informação com reportagens exclusivas, fotos, vídeos e conteúdos sobre Foz do Iguaçu e sobre o Paraná.

O CabezaNews leva ao público notícias de utilidade pública, curiosidades, turismo, lazer, cultura. Sobretudo com um olhar voltado para a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Em Foz, nossa cobertura foca os principais acontecimentos da cidade, incluindo eleições 2020, o avanço da pandemia do novo coronavírus, as ações da Itaipu Binacional, bem como a administração do prefeito Chico Brasileiro.

O site não deixa de lado o que acontece no restante do estado do Paraná. Notas exclusivas dos bastidores da política, da Assembleia Legislativa, ações do governo do Paraná e da administração Ratinho Júnior. Assim como as principais notícias nacionais.

O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Cascavel, Meio Ambiente,

Rodízio de água está suspenso no Oeste e Sudoeste do Paraná, mas Sanepar mantém programação

Chuvas do fim de semana permitiram manter o abastecimento normal nesta segunda-feira (30). A Sanepar informa que o cronograma do rodízio permanece inalterado a partir desta terça (01/12). A avaliação será feita diariamente em cada sistema.

As chuvas do fim da semana contribuíram com o abastecimento e fizeram com que fosse possível suspender a aplicação do rodízio no fornecimento de água para cinco cidades do Sudoeste. Capanema, Planalto, Nova Prata do Iguaçu, Salgado Filho e Pranchita terão o abastecimento normal nesta segunda-feira (30). Pelo mesmo motivo, o fornecimento de forma alternada também não foi aplicado em Cascavel e Três Barras do Paraná, no Oeste.

A Sanepar informa que o cronograma do rodízio permanece inalterado a partir desta terça (01/12). A avaliação será feita diariamente em cada sistema.

Confira a programação na sua cidade.

Medianeira

A programação do rodízio está mantida para o município. O rodízio desta segunda atinge os bairros Nazaré (no quadrante das ruas Rio Grande do Sul, São Paulo, Veranópolis e Avenida Iguaçu), Jardim Florido, Parque Alvorada, Jardim Ipê, Ipezinho, Centro (no quadrante das ruas 24 de Outubro, Pedro Soccol, Veranópolis e Soledade), São Cristóvão (no quadrante da Avenida Soledade com a Londrina, 24 de Outubro e Pará), Condá (no quadrante das ruas São Luiz, Canafístula, Krão e Minuano e no quadrante das ruas Tupy, Maranhão, Minuano e 24 de Outubro) e Puerari (no quadrante das ruas Krão, Canários, São Luiz e Papagaios).

Cascavel

Em Cascavel, o rompimento da adutora, que ocorreu no término dos trabalhos de interligações elétricas e hidráulicas neste domingo (29), ainda pode causar desabastecimento nas partes altas do bairro Santa Felicidade e do Jardim Universitário.

Destaques, Meio Ambiente,

Projeto Onças do Iguaçu comemora o Dia Nacional da Onça com vários parceiros e ações virtuais

A comemoração começa nesse sábado com o lançamento da campanha Deixe o Bicho no Mato.

Muitas vezes filhotes de animais silvestres ficam sozinhos no mato, enquanto a mãe sai. Dependendo da idade dos filhotes, a ausência da mãe pode durar de algumas horas até mais de um dia. Isso não significa que eles foram abandonados. E muitas vezes, na tentativa de ajudar, as pessoas acabam resgatado os bichos que são levados para órgãos ambientais ou zoológicos.

A coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, diz que “infelizmente, isso prejudica os bichinhos, que geralmente ficam impossibilitados de voltar para a natureza”.

A Campanha

A campanha #DeixeoBichoNoMato é uma estratégia nacional para tentar reduzir o número de filhotes de mamíferos silvestres que são retirados da natureza e precisam ser mantidos em cativeiro o resto da vida.

Live

Na live deste sábado (28) os integrantes do projeto vão falar sobre os aspectos da campanha e também vão destacar a importância de não retirar os filhotes do mato, permitindo que a mãe cuide da prole, aumentando as chances de sucesso desses animais na natureza.

Também serão abordadas as iniciativas relacionadas aos Planos de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas, as perspectivas das instituições que recebem os filhotes e os comportamentos na natureza. Para acompanhar a Live é só clicar aqui: #DeixeoBichoNoMato.

Festa da Onça

E no domingo (29), em comemoração ao Dia Nacional da Onça-Pintada, que agora é Dia Internacional da Onça-Pintada, uma festa virtual vai apresentar muitas informações sobre esse gato que é Símbolo Brasileiro de Conservação da Biodivesridade. 

A programação começa às 10h e segue até às 17h, com a participação de todos os integrantes do Projeto Onças do Iguaçu, de representantes do ICMBio, do Pró-Carnívoros, do WWF Brasil, da Rede Pró-UC, e também do Proyeto Yaguaretá, da Argentina. Todos são parceiros nas ações de pesquisa e conservação das onças. 

Yara Barros adiantou que às 17h de domingo, os integrantes do projeto também irão anunciar uma novidade que vai animar os apaixonados por onças. “Acompanhem porque vem notícia muito boa por aí”, garantiu a coordenadora do Projeto. 

O Projeto

O Projeto Onças do Iguaçu é uma ação institucional do Parque Nacional do Iguaçu, que tem como missão a conservação da onça-pintada, como espécie-chave para a manutenção da biodiversidade na região do Parque. 

A onça-pintada

A onça-pintada é o maior felino das Américas, e o terceiro maior felino do mundo, depois do leão e do tigre. A potência de sua mordida considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo. 

No Brasil a onça-pintada está listada como Vulnerável, mas o status de conservação varia em cada bioma. Na Mata Atlântica a espécie está criticamente ameaçada. Estima-se que uma redução populacional de pelo menos 50%, provavelmente mais próxima a 87-90%, ocorreu nos últimos 10-15 anos na maior população de onças-pintadas da região do Alto Paraná. 

Saiba mais

Para seguir o Projeto Onças do Iguaçu, conhecer os trabalhos desenvolvidos e os animais já fotografados no Parque Nacional, você pode entrar na página oficial do Facebook, no Instagram, no YouTube ou na página do Projeto Onças do Iguaçu

Por: Cris Loose

Cascavel, Destaques, Meio Ambiente, Paraná,

Sanepar adota rodízio em nove cidades do Oeste e Sudoeste

A medida é consequência da redução na vazão nos mananciais, provocada pela severa estiagem. Serão três cidades da região Oeste e seis do  Sudoeste. Rodízio começa segunda-feira (30). Programação dos horários e dias de fechamento será divulgada para cada cidade.

A redução na vazão nos mananciais de abastecimento, provocada pela severa estiagem que atinge o Paraná, leva a Sanepar a implantar o rodízio no abastecimento de água a partir da próxima segunda-feira (30) em três cidades da região Oeste e seis da região Sudoeste. “A medida é necessária e será aplicada para garantir que todas as áreas das cidades recebam água”, explica a gerente-geral Sudoeste da Sanepar, Rita Camana.

Em agosto o Paraná passou a integrar o Monitor da Seca, criado devido à estiagem severa do Nordeste do País em 2012. Dados do observatório mostram que 62% do território paranaense estão afetados pela seca. As chuvas previstas devem vir em volume pequeno, não vão resolver o déficit hídrico e não trarão alívio para o abastecimento e nem para a lavoura, que também sofre com a seca prolongada.

Na região Sudoeste, entram na programação do rodízio os sistemas de abastecimento de Capanema, Planalto, Salgado Filho, Pranchita, Dois Vizinhos e Nova Prata do Iguaçu. Os rios perderam de 70% a 90% no volume de água, como é o caso do Rio Siemens, que abastece Capanema e Planalto, o Rio Jirau Alto, que fornece água para Dois Vizinhos, e o Rio Tamanduá, em Salgado Filho, que praticamente secou.

Cascavel, Medianeira e Três Barras do Paraná são as cidades do Oeste que passam a ter o fornecimento de água de forma alternada. As vazões dos rios Cascavel, Peroba, Saltinho e São José, em Cascavel, estão com redução de mais de 50% no volume de água.

O Rio Alegria, em Medianeira, voltou a perder vazão acima de 40%. E o Trigolândia, que abastece Três Barras do Paraná, teve queda acentuada, chegando a reduzir 90% no seu volume.

A programação do rodízio de cada sistema será divulgada individualmente, com os dias e horários de fechamento para cada setor das cidades.

Uso racional

Agora, mais do que nunca, o uso da água deve ser prioritário para alimentação e higiene pessoal. A limpeza dos ambientes, tão necessária neste momento de pandemia, deve ser feita com balde e pano.

O uso da mangueira para qualquer atividade deve ser abandonado. A lavagem da roupa precisa ser feita de forma cumulativa para evitar desperdícios. E a água descartada desta lavagem e do enxágue das roupas pode ser aproveitada nas descargas e limpezas dos ambientes.

“Esse é o momento de todos darem sua parcela de contribuição e ajudarem as cidades a passarem por essa crise hídrica com o menor impacto possível no abastecimento”, alerta Rita.

Destaques, Geral, Meio Ambiente, Paraná,

Halo solar no céu chama atenção de moradores no Paraná

Segundo o meteorologista, halo solar é um fenômeno óptico que se forma através dos cristais de gelo das nuvens mais altas e pode ser observado em dias com tempo firme.

Um halo solar fez com que os olhares de moradores do interior do Paraná se voltassem para o céu. O fenômeno chamou a atenção ao brilhar na sexta-feira (27) e neste sábado (28).

Os registros foram feitos em Palotina, Assis Chateaubriand, Cafelândia, Guaíra, no oeste do Paraná, Coronel Vivida, São João, no sudoeste, Ibiporã, Londrina, ambas no norte, Campina da Lagoa e Campo Mourão, no centro-oeste.

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Um deles foi do Edson Yokota. Ele contou que fez questão de fotografar porque nunca tinha visto nada parecido antes, como um arco-íris em torno do sol.

Edson Yokota disse nunca ter visto um halo solar antes (Foto: Edson Yokota)

Reflexo em cristais de gelo

De acordo com o meteorologista Paulo Hofacker, o halo solar é um fenômeno óptico que se forma através dos cristais de gelo das nuvens do tipo Cirrostratus, que são as mais altas da atmosfera.

Ele explica que a situação acontece quando a luz do sol incide sobre as nuvens de cristais de gelo, assim, ocorre uma refração que proporciona a dispersão da luz solar. Ao olho nu, esse processo aparece com cores semelhantes ao do arco-íris ao redor do sol.

O halo solar acontece em tempos mais firmes, geralmente, antes da chegada de uma frente fria sobre a região, conforme o meteorologista.

O fenômeno é comum, entretanto, pode não ser notado com tanta frequência por causa da claridade do dia.

Imagem feita em Assis Chateaubriand (Foto: Amanda Almeida)

Por: G1

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Simepar prevê pancadas chuvas a tarde no Paraná. Em Foz do Iguaçu, sábado (28) começou com sol

“Durante o sábado volta a ter pancadas de chuva e trovoadas a partir da tarde na maioria das regiões do Paraná”. A previsão é so Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O sábado (28) começou com “céu de brigadeiro” em Foz do Iguaçu e praticamente todas as regiões do Estado.

A sensação de tempo mais abafado permanece até o início da tarde, mas tendência é de amenizar um pouco com a ocorrência de chuva. Não se descarta o risco de temporal, porém de forma localizada.

No domingo (29) o tempo fica mais instável sobre “metade sul” do Paraná, principalmente nos municípios mais próximos da divisa com Santa Catarina, prevê o Simepar.

Nessas áreas a previsão é de chover a qualquer hora do dia. Nas demais regiões do Estado ainda fica bem abafado e as chuvas ocorrem de forma isolada a partir da tarde.

Destaques, Itaipu Binacional, Meio Ambiente,

Itaipu vai utilizar tecnologia para controle de plantas aquáticas

A Itaipu Binacional vai modernizar o monitoramento do reservatório com a aquisição de um aparelho norte-americano que vai auxiliar o trabalho dos técnicos de campo no controle das plantas aquáticas, as chamadas “macrófitas”. Nestas quarta (25) e quinta-feira (26), os profissionais da Divisão de Reservatório participam de um treinamento para uso do aparelho. O objetivo é garantir a qualidade e a quantidade de água adequadas para a geração de energia na usina e para os usos múltiplos do reservatório.

O aparelho funciona como uma espécie de “sonar”: ele é mergulhado na água e emite um pulso que é captado por um software, ajudando o técnico de campo a classificar o que é lama, planta ou pedra. Com o equipamento, não é necessária a coleta de grande quantidade de plantas para serem analisadas em laboratório.

“É possível até mesmo medir a altura da planta, e essa informação é muito importante, porque quando se sabe a área ocupada e a altura, é possível avaliar a biomassa da macrófitas e, assim, tomar decisões precisas”, afirmou o gerente da Divisão de Reservatório da Itaipu, Irineu Motter.

De acordo com Irineu, até o momento, não houve necessidade de fazer qualquer intervenção no reservatório com a retirada das macrófitas. Iniciativas como estas são feitas, geralmente, pelas prefeituras dos municípios lindeiros, para garantir a balneabilidade das praias da Costa Oeste. O monitoramento das macrófitas, explica Irineu, é feito pela Itaipu em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A ferramenta integra uma série de melhorias da Diretoria de Coordenação para modernizar o monitoramento das macrófitas e se antecipar na tomada de decisões sobre ações ambientais. Outra melhoria é o acompanhamento por satélite pela Plataforma Planet, recurso integrado à plataforma de geoprocessamento e gestão dos usos múltiplos do reservatório e áreas protegidas. Com o acesso diário a essas imagens, está em desenvolvimento um sistema de alerta da ocorrência de macrófitas no reservatório.

O que são macrófitas?

As macrófitas aquáticas são plantas que têm grande capacidade de adaptação, podendo habitar ambientes variados de águas doce, salobra e salgada, além de locais com água parada ou corrente. Elas são essenciais ao perfeito equilíbrio do ambiente aquático, sustentando um elevado número de organismos, diminuindo a turbulência das águas e sedimentando os materiais em suspensão. São também utilizadas para a desova e refúgio de vários organismos aquáticos, como peixes e insetos.

Imprensa de Itaipu

Destaques, Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Temperatura pode chegar a 39ºC durante a semana em Foz do Iguaçu

A semana começou com tempo estável em todas as regiões do Paraná, o que deve favorecer as altas temperaturas nos próximos dias.

Em Foz do Iguaçu, o calor deve chegar a 39ºC durante a semana, de acordo com previsões dos institutos de meteorologia.

As altas temperaturas chegam faltando um mês para o início do verão 2020/2021, no próximo dia 21 de dezembro.

Além do calor forte, o Estado passa por uma das mais longas estiagem de sua história, que pode durar até fevereiro de 2021.

Meio Ambiente, Paraná,

74 pássaros apreendidos em cativeiro são devolvidos à natureza em Toledo, no Oeste do Paraná

Aves foram encontradas durante fiscalização de técnicos do IAT. Ao todo, foram apreendidas 102 aves. Destas, 28 encaminhadas a um criadouro de preservação de papagaios e outros pássaros em Toledo, no Oeste.

Setenta e quatro pássaros apreendidos nesta semana em cativeiros irregulares nos municípios de Pitanga e Laranjal, no Centro do Estado, foram devolvidos ao habitat natural. Ao todo, as apreensões somaram 102 aves. Outras 28 foram encaminhadas para um criadouro de preservação de papagaios e outros pássaros em Toledo, no Oeste.

As aves foram resgatadas por técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná. Trata-se de diversas espécies, como sábia, bigodinho, cúrio, azulinho, pintassilgo, papa-capim, canário-da-terra, iraúna, além de trinca-ferro, azulão, melro, pimentão, papagaio baitaca e maritaca-macaranã.

As aves foram apreendidas durante a Operação Voo Livre, desenvolvida por técnicos dos Escritórios Regionais do IAT em Pitanga, Campo Mourão e Umuarama, com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde, de Guarapuava.

“Algumas aves foram soltas no dia em que as encontramos e outras encaminhadas ao nosso Escritório Regional para uma avaliação que constatou que mais de 90% delas estavam aptas a voltar à natureza.”, afirmou o Chefe do Núcleo Regional do IAT em Pitanga, Elmiro Genero.

Na vida livre, os pássaros possuem um papel importante na natureza ao polinizar plantas e dispersar sementes de árvores nativas, por exemplo. “São animais que foram retirados da natureza, então eles podem ficar estressados e se tornar agressivos. Além disso, podem se automutilar, adoecer e até chegar a óbito”, afirma a bióloga do IAT, Herica Rozário.

CUIDADOS – A soltura das aves teve que ser feita em dois dias, devido às chuvas na região. A bióloga explica que esse processo precisa ser cauteloso porque os pássaros podem estar estressados e cansados. “Com o mau tempo, o voo deles pode ser dificultado e isso faz com que não consigam encontrar um local protegido”, destacou.

Antes de soltar as aves na natureza, elas ficaram resguardadas no Escritório Regional do IAT de Pitanga e em uma chácara autorizada pelo órgão ambiental, recebendo os devidos cuidados.

OPERAÇÃO – A Operação Voo Livre foi criada com o objetivo de fiscalizar os criadores amadores cadastrados no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), do Ibama.

“A participação dos técnicos de outras regionais foi muito importante para a capacitação da equipe de residentes técnicos que está no Escritório Regional de Pitanga para melhorar os métodos de fiscalização”, disse Genero.

Uma pessoa foi detida por posse ilegal de arma e autuada com multa. Outras 11 também receberam multas emitidas pelo IAT que somam R$ 68,5 mil. A pena pelo crime de manter pássaros em situações irregulares é multa de R$ 500,00 por ave apreendida. 

Caçar, apanhar, manter em cativeiro e comercializar espécies nativas e silvestres sem autorização são considerados crime, previsto na Lei Federal nº 5.197/67.

Meio Ambiente, Paraná,

MP ajuíza ação em Campo Mourão pelo corte irregular 3,5 mil araucárias

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do núcleo de Campo Mourão, no Centro-Ocidental do estado, do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, ajuizou ação civil pública ambiental contra o Município de Campo Mourão e uma madeireira pelo corte irregular de 3.532 de araucárias de mais de 30 anos.

Conforme a ação, o Município tinha autorização para utilizar um imóvel público com o corte de árvores, mas descumpriu as condições previstas na permissão, suprimindo as espécies florestais nativas, que deveriam ser mantidas e adensadas, conforme plano de corte e recuperação da área de reserva legal.

A autorização previa o corte de árvores apenas se houvesse necessidade de uso público da área, o que não foi comprovado pelo Município. Não foi realizado o obrigatório Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para compatibilizar a proteção ambiental da área degradada. Além disso, as araucárias – espécie sob risco de extinção – foram suprimidas por empresa (também ré no processo) que as arrematou em leilão por um preço equivalente a menos de 20% do valor mínimo de mercado da madeira extraída, causando prejuízo aos cofres públicos.

Dissimulação – Na ação o MPPR sustenta que o ato foi “dissimulado sob a aparência da perfeita legalidade”, uma vez que a autorização ambiental “que embasou o corte das araucárias sustentou-se na utilidade pública da municipalidade, em nenhum momento demonstrada mediante os documentos produzidos nos autos, embora oportunizado ao Município por duas vezes que o justificasse”.

O Ministério Público requer a condenação dos réus à obrigação de reparar os danos ambientais, promovendo a recuperação da área degradada, e ao pagamento de compensação ambiental financeira, no montante de R$ 985.298,00 – valor mínimo de mercado estimado para o volume de madeira extraído. (Do MPPR).

Foz do Iguaçu, Meio Ambiente,

Parque das Aves é a única instituição no mundo focada em conservação de Aves da Mata Atlântica

Bioma é o mais ameaçado do Brasil e concentra 25% de todos os animais e plantas que correm o risco de desaparecer

Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a maior parte da fauna e flora brasileira em risco de extinção está na Mata Atlântica. Diante da alarmante situação, o Parque das Aves reforça sua atuação como a única instituição no mundo focada na conservação de aves desse bioma.

Segundo a pesquisa, denominada “Contas de Ecossistemas: Espécies ameaçadas de extinção”, em todos os biomas brasileiros há espécies em risco, mas a situação é mais grave na Mata Atlântica, onde vive a maior parte da população brasileira e 25% de todos os animais e plantas que correm o risco de desaparecer.

O bioma tem 1.989 espécies de animais e plantas ameaçadas. Dessas, o Parque das Aves tem seu foco em 120 espécies e subespécies de aves. Mais de uma dezena de animais já são considerados oficialmente extintos na natureza, entre eles o mutum-de-alagoas, e dependem de programas de reprodução assistida, como o que é feito no Parque das Aves.

“Como participante do Programa de Cativeiro do Mutum-de-alagoas, o Parque das Aves recebeu, em junho de 2015, 10 casais da ave, vindos do criadouro CRAX, em Minas Gerais. Desde então já nasceram mais de 20 filhotes no Parque, contribuindo para o aumento da população mundial desta ave que chegou a ser extinta em seu ambiente de ocorrência natural”, diz Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves.

Floresta fragmentada

A Floresta Atlântica é considerada um dos biomas mais ameaçados do planeta devido ao histórico de degradação causada pelo processo de colonização do território brasileiro. A Mata se espalha por 17 estados brasileiros, mas está concentrada principalmente no litoral. Apesar de representar menos de 12% da área total original do bioma, essa região apresenta altíssimo valor para a conservação da biodiversidade.

“Toda essa riqueza biológica está confinada em fragmentos florestais protegidos que estão frequentemente isolados entre si pois se localizam dispersos em áreas dominadas por ambientes urbanos ou de uso agropecuário, ambos pouco amigáveis à biodiversidade”, comenta a diretora.

A vocação do Parque das Aves ganha ainda mais destaque diante do contexto que uma importante pesquisa divulgada na revista Nature demonstrou: restaurar 30% de áreas degradadas do planeta pode salvar 71% de espécies da extinção. No Brasil, a Mata Atlântica que é uma zona de alta prioridade de restauração, pela sua rica biodiversidade, apresenta baixos custos de restauração e alto sequestro de carbono.

Assessoria