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O CabezaNews é editado por Ronildo Pimentel, jornalista com mais de 30 anos de atuação em jornalismo impresso e digital.

Curitiba, Economia, Paraná,

Câmara de Vereadores acata nova contabilização dos recursos da tarifa do transporte coletivo de Curitiba

A alteração no FUC tem como justificativa a economia de até R$ 8 milhões por ano ao Município, ao deixar de recolher o Pasep

Em sessão híbrida nesta segunda-feira (8), manhã que marcou a reabertura do Palácio Rio Branco à população, os vereadores da capital concordaram com mensagem do Executivo para alterar a natureza jurídica dos recursos provenientes da tarifa cobrada dos usuários do transporte coletivo. A justificativa é uma economia de até R$ 8 milhões, anualmente, aos cofres públicos – valor equivale a impostos federais que deixariam de ser recolhidos pelo poder público. Na pauta para a análise em primeiro turno, a proposta recebeu 31 votos favoráveis e 4 contrários (005.00087.2021).

A ideia é acrescentar o artigo 2-A à lei municipal 4.369/1972, que dispõe sobre o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC). O dispositivo afirma que os recursos provenientes da tarifa cobrada dos usuários do transporte não constituem uma receita do FUC. Assinada pelo prefeito Rafael Greca, a mensagem argumenta que o dinheiro representa “mero ingresso financeiro” no fundo, já que é repassado às concessionárias do sistema.

Com a alteração, os valores deixariam de integrariam a base de cálculo do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), recolhido aos cofres federais. Já conforme parágrafo único aditado à lei, os créditos prescritos devem ser contabilizados como receitas.

“Nos exercícios de 2019 e 2020, foram recolhidos aos cofres federais, às custas do FUC, ao menos R$ 8.317.938,97 e R$ 4.587.198,39, respectivamente, a título de Pasep, que incidiu sobre recursos que, a rigor, não estariam sujeitos à incidência de tal contribuição”, completa o Executivo, na justificativa do projeto de lei.

Código Tributário

Líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB) defendeu a mudança. “Basicamente, a proposição adita dispositivos à legislação vigente, para dispor expressamente que os recursos referentes à comercialização de vale-transporte e da tarifa do transporte coletivo não serão contabilizados como receitas do Fundo de Urbanização de Curitiba, devendo ser realizado o repasse desses valores aos operadores do sistema, na forma dos respectivos contratos administrativos”, afirmou.  

“Quando você tem uma receita dessa forma [da legislação vigente], nós temos que ter o recolhimento do Pasep. Em vez disso, os recursos poderão ser destinados à manutenção do sistema de transporte, dos terminais e das estações-tubo”, continuou Petruzziello. Ele citou trecho do parecer à proposta na Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, de que os recursos “apenas transitam pelo FUC, mas têm como destinatários finais as concessionárias operadoras do transporte coletivo, e não o Fundo”. 

Na avaliação de Amália Tortato (Novo), independentemente da denominação legal dada às receitas do FUC, a alteração traria um “risco fiscal”, em função do Código Tributário Nacional (CTN) e do fato gerador. A vereadora questionou o líder qual a avaliação da Procuradoria-Geral do Município (PGM) em relação a esse risco, ao se deixar de recolher o Pasep sobre esses recursos. 

“Eu acredito que há uma bitributação”, respondeu o presidente e relator da proposta na Comissão de Economia, Serginho do Posto (DEM). “É uma lei muito antiga, ela tem que ser atualizada. E a Urbs observou que esses recursos estavam sendo pagos, ao longo dos anos, à Receita Federal”, disse o vereador. 

Marcelo Fachinello (PSC), da mesma maneira, disse que os recursos não permanecem no fundo e que o Pasep é recolhido desnecessariamente. “Este projeto do Executivo cria um melhor planejamento tributário para o FUC, de modo afastar, dentro, é claro, da legalidade, a incidência do Pasep sobre as verbas oriundas da comercialização da tarifa do transporte púbico”, frisou. 

Dalton Borba (PDT) referendou que não existe violação ao CTN ou “nenhum tipo de inconstitucionalidade” na mensagem do Executivo. No entanto, o vereador sugeriu que seja alterada a própria natureza jurídica do FUC, “para que a gente pissa evitar, no futuro, problemas com a Receita”. 

Créditos vencidos

“Se o dinheiro passa pela minha conta [bancária], e eu pago uma conta, ele não pode ser considerado recurso?”, discordou Maria Leticia (PV). Sugerindo o adiamento da votação, a vereadora abriu debate paralelo sobre a pescrição dos créditos do cartão-transporte. Ele defendeu que a Prefeitura de Curitiba escute a população sobre o tema, e citou projeto em trâmite, do Professor Euler (PSD), contra o prazo de validade dos créditos, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (095.00001.2021). “Há de se lembrar também que o Ministério Público recebeu uma denúncia sobre esse tema.” 

“Este projeto visa regulamentar e dar legitimidade ao confisco. O que o projeto quer é dar legalidade ao que é ilegal. Que transformar em lei algo que é absurdo do ponto de vista político e uma excrescência jurídica, porque o confisco é inconstitucional, assim já apreciou o Supremo Tribunal Federal [STF]”, completou Denian Couto (Pode). “Nós estamos a um passo de legalizar o com fisco. Não com o meu voto.” 

Na opinião de Fachinello, a discussão sobre os créditos “caducados” seria “totalmente estranha” à mensagem em pauta. “Aqui está se discutindo apenas e somente a conformação orçamentário-financeira desses valores. A discussão sobre se é certo ou errado o mecanismo da prescrição dos créditos do transporte, ela deve ser realizada em outro momento”, indicou. “Não estamos discutindo neste projeto, neste momento, decadência ou prescrição. O que estamos discutindo aqui é a questão tributária a respeito do Pasep, por conta desta nomenclatura, do que seria apenas um ingresso financeiro, que não pertence ao fundo, e do que seria de fato receita”, concordou Borba. 

Professora Josete (PT) justificou o voto favorável por entender que deve ser alterada a lei municipal 12.597/2008, que dispõe sobre a organização do sistema de transporte e estabelece o prazo de um ano para a vigência dos créditos. “Concordamos que realmente nós temos que rever essa questão da prescrição dos créditos do transporte coletivo. No entanto, tecnicamente, não seria nesta lei. É um tema que temos que retomar nesta Casa.” 

Outros projetos

Os vereadores aprovaram, nesta manhã, mais dois projetos de lei, ambos em primeira votação. De Osias Moraes (Republicanos), teve aval do plenário a oferta de pulseiras QR Code a pessoas com doenças mentais, neurológicas e deficiências intelectuais, ou que tenham restrição de interação com o meio social (005.00053.2019, com o substitutivo 031.00071.2021.

Por iniciativa de Pier Petruzziello, foi acatada a Cidadania Honorária de Curitiba ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia (006.00014.2021). Natural de Ribeirão Claro (PR), o homenageado ingressou no Ministério Público do Paraná (MPPR) em 1980 e é pós-doutor em Direito. 

As matérias retornam à pauta nesta terça-feira (9), para a ratificação em plenário. Dentre outros projetos para a primeira votação, a sessão terá o debate de programa, proposto por Noemia Rocha (MDB), para o combate à violência doméstica.

Emendas ao PPA

A sessão desta segunda foi a primeira, de três sessões consecutivas, para os vereadores apresentarem emendas à mensagem do Plano Plurianual (PPA) 2022-2025 (013.00009.2021). Em audiência pública da Câmara de Curitiba, na última quarta-feira (3), técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento reafirmaram a meta de investimento de R$ 2,4 bilhões nos próximos quatro anos, mas alertaram às incertezas do cenário macroeconômico.

Esse prazo, em que os projetos de leis orçamentárias constam na ordem do dia por três sessões ordinárias consecutivas, é determinado pelo artigo 180, parágrafo 1º, do Regimento Interno do Legislativo. Eventuais emendas precisam ser admitidas pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização, para então seguirem para a deliberação em plenário, junto ao projeto. As regras são aplicadas ao PPA, à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), à Lei Orçamentária Anual (LOA) e à abertura de créditos adicionais. 

Curitiba, Paraná, Política,

Novos parlamentares tomam posse na Assembleia Legislativa do Paraná

Quatro novos parlamentares tomaram posse na sessão plenária desta segunda-feira (08) da Assembleia Legislativa do Paraná. Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV) assumiram as vagas deixadas após decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassando o mandato do deputado Delegado Francischini (PSL). O Tribunal determinou a anulação dos votos recebidos pelo parlamentar e a recontagem de votos. Com isso, também deixaram o Poder Legislativo os deputados Emerson Bacil, Do Carmo e Cassiano Caron, todos do PSL.

Durante a sessão, os novos deputados realizam o compromisso regimental do juramento em respeito à Constituição e leis do Estado, além de assinarem o termo de posse para assumir o mandato na 19ª Legislatura. Em seguida, o presidente do Poder Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSDB), declarou os novos parlamentares empossados. “Manifesto os cumprimentos da Mesa Executiva e dos senhores deputados”, disse.

Traiano comentou as mudanças na composição do Legislativo. “Tivemos a posse de quatro novos deputados por decisão do TSE. Estamos cumprindo a Lei. A Casa permanecerá da forma como sempre esteve. Não teremos mudanças radicais. Desejamos sucesso aos novos deputados”, afirmou.

Estreando na tribuna do Legislativo, o deputado Pedro Paulo Bazana falou da satisfação em assumir uma cadeira na Assembleia. Ele também abordou em seu discurso parte da sua biografia e como será sua atuação na Casa. “É muito gratificante assumir uma cadeira na Assembleia. A missão não é fácil. Vamos cumprir nossa meta e mandato respeitando essa valorosa Casa de Leis. Tenho uma militância na área social muito grande. Estou há mais de 18 anos lutando na causa da pessoa com deficiência. Essa será uma de nossas bandeiras”, disse.

O deputado Adelino Ribeiro lembrou os mandatos que já cumpriu na Assembleia e falou sobre o compromisso com o cidadão. “Queria agradecer aos mais de 37 mil votos que nos fizeram assumir o mandato. Sempre defendo a democracia e o respeito ao voto. Deus e a sociedade me deram a oportunidade de estar aqui. Vou cumprir este mandato com muita tranquilidade e responsabilidade. Entramos aqui pelas portas da frente, com a cabeça erguida. Para mim, que tive a oportunidade de ser parlamentar, sei o trabalho que podemos desenvolver. É um momento importante de representar o cidadão paranaense”, afirmou.

O deputado Élio Rusch, que já havia assumido o cargo em outras duas oportunidades nesta legislatura, comentou que vai manter a atuação no interior do Estado. “Nós assumimos o mandato consciente do dever e a responsabilidade que o cargo requer. Vou defender os grandes projetos de desenvolvimento social e econômico. Também vamos trabalhar na defesa da Região Oeste e dos pequenos municípios”, ponderou.

Já Nereu Moura afirmou que vai intensificar a atuação em razão do mandato mais curto. “Vamos trabalhar bastante para cumprir o mandato em um curto espaço de tempo, fazendo o serviço que a população quer, com ética e decência. Sempre teremos como norte o bem do Paraná, com o fortalecimento da política. Vou assumir o mandato com reponsabilidade. Em um ano tenho de fazer um mandato de quatro anos”, avaliou.

Decisão

O TSE determinou que a votação recebida pelo deputado Delegado Francischini na eleição de 2018 fosse anulada. Dessa forma, uma nova totalização foi realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O parlamentar obteve uma votação recorde no último pleito, com mais de 400 mil votos, colaborando para a eleição dos demais deputados. Com o recálculo realizado pelo Tribunal, houve uma nova distribuição de votos válidos e, dessa forma, a recomposição das demais vagas, fazendo com que os outros três deputados do partido perdessem a vaga.

Na última quarta-feira (3), o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, realizou a leitura de notificação expedida pelo TRE sobre a decisão do TSE. O presidente do Legislativo declarou a vacância de quatro mandatos parlamentares e convocou os deputados suplentes.

Biografias

Dos quatro novos deputados, três já ocuparam uma cadeira na Assembleia Legislativa. Adelino Ribeiro nasceu em Goioerê, na região Centro-Oeste, em 1965. Vive há 35 anos em Cascavel, onde se elegeu vereador em 1997. Garantiu a reeleição em 2000 como vereador mais votado da cidade. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2010, sendo reeleito em 2014.

Nereu Moura assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa pela primeira vez em 1993. Candidatou-se novamente nas eleições de 1994, elegendo-se com 35.619 votos, sendo um dos mais votados do Paraná. Foi reeleito nos anos de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014.

Elio Rusch iniciou sua trajetória política na década de 1970, ao se eleger vereador pela primeira vez em Marechal Cândido Rondon, ocupando essa posição ainda outras duas vezes. Atuando na Assembleia Legislativa desde 1991, ano em que assumiu pela primeira vez. Nesta legislatura assumiu por duas vezes em razão da licença maternidade da deputada Maria Victoria (PP), exercendo o seu oitavo mandato consecutivo como deputado estadual.

Único estreante na Assembleia Legislativa, Pedro Paulo Bazana nasceu em 1967 e tomou posse para seu primeiro mandato como deputado estadual. Ex-vice-prefeito de Arapongas, Bazana obteve 21.145 votos no último pleito para deputado. Em 2020, foi candidato a prefeito de Arapongas. Atuou como presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Arapongas.

CCJ

Ainda durante a sessão plenária desta segunda-feira, o presidente do Legislativo, deputado Ademar Traiano, declarou vago o cargo de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia. A mudança ocorre em razão da decisão do TSE, que cassou o mandato do deputado Delegado Francischini. A Comissão era presidida pelo ex-parlamentar. Traiano convocou os membros remanescentes da CCJ para realizar a eleição do novo presidente da Comissão até dia 16 de novembro.

Curitiba, Justiça, Paraná,

Pesquisadores e Cohab divergem sobre número de moradias irregulares em Curitiba

Audiência pública na CMC levantou questões sobre a habitação de interesse social em Curitiba, que possam ser trabalhadas em emendas ao Plano Plurianual 2022-2025.

Para o diretor técnico da Companhia de Habitação Popular (Cohab) de Curitiba, Mauro César Kugler, existem hoje na capital do Paraná 410 áreas de ocupação irregular. “São 50 mil famílias, que estão ou estarão em atendimento pela Cohab”, afirmou. Antes, na audiência pública realizada pela Comissão de Urbanismo, Obras Públicas e Tecnologias da Informação da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), pesquisadora da UFPR mencionou que o número seria mais que o dobro, com 984 assentamentos informais na cidade. A atividade foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do Legislativo (confira aqui).

Quem apresentou a maior estimativa foi Madianita Nunes da Silva, docente da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles, e do Laboratório de Habitação e Urbanismo. “A profunda desigualdade se materializa principalmente pela impossibilidade da população mais pobre acessar o direito de viver numa moradia digna, que significa ser bem localizada, em lugares com acesso a serviços públicos, adequada às necessidades e acessível em termos monetários”, defendeu. Hoje, sob a coordenação do presidente da Comissão de Urbanismo, Mauro Bobato (Pode), a CMC discutiu o orçamento da Habitação dentro do Plano Plurianual 2022/2025, em discussão no Legislativo.

Mauro Bobato agradeceu ao mandato da Professora Josete (PT) por provocar a realização da audiência pública, que reuniu estudiosos do tema, ativistas do direito à moradia, órgãos do poder público e sindicatos dos trabalhadores da Cohab. Participaram da audiência os vereadores Osias Moraes (Republicanos), Carol Dartora (PT), Herivelto Oliveira (Cidadania), Jornalista Márcio Barros (PSD), Toninho da Farmácia (DEM) e Sidnei Toaldo (Patriota).

Transparência orçamentária

Coordenadora do Instituto Democracia Popular, integrante da campanha UOH (É Urgente Orçamento para Habitação) e doutoranda em Políticas Públicas na UFPR, Mariana Auler criticou a estagnação dos investimentos na área. “Nos últimos dez anos, a participação da habitação no orçamento de Curitiba não chega a 0,5% do total. A média é 0,45%”, destacou a pesquisadora. Mariana Auler disse que há muito mais recursos para ações de Urbanismo, o que acusaria “uma tradição de investimento de recursos em áreas já estruturadas e não naquelas marcadas pela precariedade da moradia. Há uma marginalização da questão da moradia”.

O chefe do Departamento de Orçamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Carlos Kukolj, confirou que a função Habitação, de fato, tem um orçamento de R$ 32 milhões para o ano de 2022, mas discordou da leitura “seca” desse número. “Só a folha de pagamento da Cohab daria mais R$ 32 milhões. Então os 0,45% é basicamente só investimento, sem contar o custeio e pessoal”, exemplificou. Carlos Kukolj acrescentou ainda que há ações em Urbanismo e Assistência Social que são de moradia, como os R$ 90 milhões a serem aplicados no Bairro Novo do Caximba.

“Às vezes a gente olha o dado bruto e não consegue perceber toda a alocação dos recursos”, rebateu o chefe do Departamento de Orçamento. Na sua fala, Mariana Auler tinha criticado a falta de transparência das metas do Plano Plurianual, que na opinião da pesquisadora dificultam o controle social das políticas públicas de habitação de interesse social, criando barreiras, inclusive, para que a população possa sugerir emendas ao documento que norteará as finanças públicas no próximo ciclo de quatro anos. “Não podemos dar credibilidade ao PPA”, disse.

Companhia de Habitação

Concordando com falas dos vereadores, que algo poderia mudar para dar mais capacidade executiva para a Cohab, o diretor técnico da companhia fez um breve histórico da empresa pública. Mauro Kugler destacou que a Cohab foi criada há 56 anos e que, nesse período, produziu cerca de 120 mil unidades habitacionais em Curitiba. “Começamos a ter problemas quando o Banco Nacional de Habitação foi extinto [em 1986], pois ele concedia recursos de forma direta, sem os quais as companhias de habitação foram perdendo o poder financeiro que tinham”.

“As Cohabs tinham uma remuneração, que vinha de serem agentes financeiros e agente executor. Os programas que vieram na sequência tem só a visão financeira da ação, [dificultando o processo] exigindo das famílias terem que ter nome limpo, sem dívidas e com um FGTS expressivo. Isso trouxe dificuldades. Existe muita informalidade hoje no mercado, o que dificulta financiamento, seguro imobiliário. É assim no Brasil inteiro”, assinalou. Kugler também citou o impacto do Código Florestal, as dificuldades causadas pelos ‘reinvasores’ (que participaram de duas ou mais invasões) e o encarecimento da infraestrutura. De positivo, as mudanças recentes que aumentaram “em dez vezes” os recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social.

À frente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge), Leandro Grassmann relatou as dificuldades financeiras da Cohab, com quem a entidade busca concluir a negociação coletiva da categoria. “Eu posso afirmar que há problemas estruturais graves na companhia, que podem inviabilizar o atendimento da população. Estamos no terceiro mês com atraso nos salários. Estamos sem acordo coletivo desde maio e não conseguimos avançar na negociação, pois a Cohab não tem dinheiro”, afirmou, lembrando que algo semelhante aconteceu em 2018.

Situação de rua

Foi bastante citada na audiência pública a questão da população em situação de rua, que na atividade foi debatida pelo coordenador dos Direitos da População em Situação de Rua do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Carlos Ricardo. “A população em situação de rua é caracterizada pela pobreza extrema, vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de uma moradia convencional regular. Apesar dos avanços obtidos desde 2009, o modelo atual de política pública não tem a porta de saída da situação de rua, por ser etapista, por colocar a moradia como última etapa de um processo”, defendeu.

Para Carlos Ricardo, seria hora de inverter essa lógica e colocar a moradia como primeira etapa para a superação da condição de rua, assim como já fazem EUA, Canadá, Chile e Uruguai. “No Brasil, Curitiba é modelo, graças ao projeto do Inrua (Instituto Nacional dos Direitos da População em Situação de Rua)”, informou, sugerindo aos vereadores da Comissão de Urbanismo que procurem conhecer a iniciativa. Mauro Bobato, ao final da audiência pública, sugeriu que a comissão retome os tópicos levantados durante a discussão em novas atividades.

Curitiba, Paraná, Política,

Ex-presidente Michel Temer em Curitiba

O ex-presidente Michel Temer (MDB) estará nesta quarta-feira (03) em Curitiba, onde fará uma palestra para empresários em Araucária, na região metropolitana. Na sequência, de acordo com sua agenda, visita a Prefeitura da capital, onde será recebido pelo prefeito Rafael Greca (DEM).

Em seguida, Temer vai até o Palácio Iguaçu para um almoço com o governador Ratinho Junior (PSD), o vice Darci Piana, o Chefe da Casa Civil Guto Silva e mais autoridades e deputados do MDB.

A agenda de Temer em Curitiba foi organizada pelo advogado paranaense Gustavo Bonini Guedes.

Curitiba, Paraná,

Curitiba libera acesso a shows e outros eventos em espaços abertos sem teste anticovid

Para esses eventos em espaços abertos, seguem válidas as exigências de ocupação máxima de 50% da capacidade do local

Após 114 dias de bandeira amarela e com melhora contínua nos indicadores da covid-19 – como a redução para menos de 2 mil casos ativos -, Curitiba amplia o acesso do público a eventos em espaços abertos, sem a exigência de apresentação de teste anticovid. A alteração é válida para eventos esportivos profissionais, teatrais e musicais em espaço abertos, como jogos em estádios e shows.

A nova regra está no Decreto Municipal 1830, que será publicado e começa a valer nesta quinta-feira (28/10). O documento exclui a obrigatoriedade da testagem prévia do público pela metodologia RT-PCR ou antígeno, definida pelo Decreto 1650. Este, segue em vigor até 4 de novembro sem outras alterações.

Para esses eventos em espaços abertos, seguem válidas as exigências de ocupação máxima de 50% da capacidade do local e a proibição da comercialização e consumo de alimentos e bebidas alcóolicas. O uso de máscaras também continua obrigatório.

Avaliação

A retirada da exigência de testes anticovid em eventos em espaços abertos foi aprovado em reunião do Comitê de Técnica e Ética Médica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Na avaliação dos indicadores epidemiológicos do período entre 19 de outubro e 25 de outubro, a nota da bandeira fechou em 1,53.
Veja como seguem as principais atividades

  • Decreto Municipal 1650, em vigor até 4/11/2021

Atividades suspensas:

– Consumo no local em tabacarias;

– Consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas, salvo em feiras livres e de artesanato.

Veja mais em Banda B

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Sylvio Sebastiani, adeus!

Morreu na manhã desta quinta-feira (28) o decano do jornalismo paranaense Sylvio Sebastiani, aos 92 anos de idade. A informação foi confirmada pela família de Sebastiani em um post no perfil pessoal do jornalista. A causa morte e o local do velório ainda não foram informados.

Sylvio Sebastiani é um dos fundadores do MDB no Paraná e considerado “biblioteca” ambulante da política paranaense. Ele acompanhou de perto os fatos envolvendo os principais personagens da história recente do Paraná.

Sobre estes temas e mais da vida pública, deixou o seguinte recado em sua página no Facebook: “Durante mais de 60 anos participei ativamente da política no Paraná. Iniciei em 1954, a convite do presidente do PTB. No Golpe Militar e a extinção dos partidos políticos, em 1966 fui o 2º membro do MDB e o ultimo a sair. Após ingressei na área de comunicação.Trabalhei em diversos Canais de TV, Rádios e jornais, escrevi 4 livros e gravei 2 DVDs relatando a minha vivência na política“.

Era frequentador contumaz da Boca Maldita, no centro histórico de Curitiba, aos sábados pela manhã.

O Cabeza News lamenta profundamente a morte do jornalista e se solidariza com a família neste momento de dor.

Abaixo a mensagem da família:

“Caras amigas e caros amigos do Sylvio Sebastiani,
Trazemos um notícia que nos deixa muito tristes. Nosso pai, nosso avô, nosso bisavô, faleceu há pouco! Sabemos o quanto gostava de se comunicar com as pessoas que ele tanto honrava por segui-lo aqui em suas mensagens, trazendo as informações, memórias por ele vividas, as denúncias, por vezes músicas, enfim diálogos que aqui estabelecia cotidianamente com todos vocês. Estamos com o coração doendo, mas cientes que ele cumpriu aqui, nos seus 92 anos que ele tanto se orgulhava de dizer, a tarefa de uma vida correta e sempre com a coragem de enfrentar os obstáculos e desafios que se impuseram a ele. Sempre foi também uma pessoa extremamente amorosa e dedicada a família. Como um bom descendente de italiano, é um cidadão brasileiro e italiano, lançou seu coração com ímpeto ao longo de toda sua vida. Nos deixa lições de coragem e afeto! Agora, no céu, se junta a nossa querida mãe, avó e bisavó Clory, de quem ele tanto amava, Nós aqui, sempre teremos os dois, juntos, em nossos pensamentos! Que Deus o acolha e nos conforte!”

Em nota, o MDB do Paraná lamentou a morte do jornalista. Abaixo a íntegra da manifestação, assinada pelo presidente estadual do partido, o deputado Anibelli Neto:

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La Casa del Tabaco, a mais tradicional confraria de charutos de Curitiba

Além de degustar exemplares dos melhores charutos do Mundo, La Casa del Tabaco desde 1998 proporciona aos amantes do charuto um espaço projetado e pensado, para receber os mais exigentes charuteiros do Paraná. Possui mais de 50 opções de charutos Premium, além de diversos acessórios agregando valor em todos os sentidos aos seus clientes e amigos. A casa possui três espaços:

– AMBIENTE AMERICAN BAR, possui uma vasta carta de bebidas que irá lhe servir seu drink ideal, bebida alcoólicas, não alcoólicas, cafés, destilados, vinhos, espumantes, enfim, as melhores opções para acompanhar a degustação de seu charuto, além daquele bate-papo que só a La Casa del Tabaco proporciona;
– AMBIENTE SUPERIOR, local ideal para reuniões de negócios ou trabalho. Sala de estar com decoração refinada, exaustores silenciosos, poltronas e sofás confortáveis, TV transmitindo os principais campeonatos de futebol do mundo, e limpeza impecável;

– AMBIENTE LOUNGE, belíssima e confortável varanda para encontrar os amigos e fazer aquele happy hour, num dos pontos mais privilegiados do Batel, eventualmente com apresentação de músicos tocando Jazz e Blues.

La Casa del Tabaco está há 1 ano sob nova direção, no comando do empresário Fabiano Moraes, um apaixonado e entusiasta pelo mundo do charuto há mais de 20 anos, além dos colaboradores Marcelo e Paulo que recebem os amigos e clientes com profissionalismo e carisma, completando o time da melhor charutaria de Curitiba. La Casa del Tabaco fica na Alameda Dom Pedro II, 255 – Batel. Telefone: (41) 3779-8449.

Mídias Sociais:
https://www.instagram.com/lacasadeltabaco/
https://www.facebook.com/La-Casa-del-Tabaco

Colunistas, Curitiba, Fabio Aguayo, Justiça, Paraná,

Fiscalização e perseguição no polo gastronômico da rua Paranaguá

Fábio Aguayo

Desde o dia 8 de outubro estamos tendo blitz e fiscalizações na rua gastronômica da Paranaguá.

Isso é devido a reclamações de moradores onde estão alegando que todo problema e responsabilidade são dos bares como fato gerador.

Nós como empreendedores e comerciantes já conseguimos mostrar que o problema está na rua e de pessoas que não estão em nossos ambientes, que aliás trazemos segurança, conforto e cumprimento das regras sanitárias dentro dos estabelecimentos.

Sofremos diversas fiscalizações com 98% dos empreendimentos todos corretos.

Viemos de 18 meses de intensas regras sanitárias, acumulamos dívidas e estamos tentando sobreviver e gerar emprego/renda para não depender de auxílios governamentais.

Quando retornamos estamos passando por esse problema.

Esse semana foi revogado a portaria de música em bares, onde bares se quiserem ter música vão ter que gastar enormes quantias para poder ter música, sem aviso prévio para adequações.

Graças a isso faturamento caiu em 50%, alguns estabelecimentos/comerciantes estão falando em mais sofrimento e a temida demissão e encerramento de atividades se continuar desse jeito e perseguições.

  • Fábio Aguayo é empreendedor do setor de gastronomia e entretenimento e presidente ABRABAR (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas)
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OAB-PR vai pedir afastamento de policiais envolvidos em agressão à mulher em Curitiba

A Ordem dos Advogados do Brasil- Seção Paraná (OAB-PR) vai pedir à Polícia Militar do Paraná (PMPR) e ao Ministério Público do Paraná (MPPR) o afastamento dos policiais envolvidos e abertura de inquérito sobre caso de agressão a Estephany Rodrigues na madrugada deste sábado (23) em operação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

“A OAB-PR repele veementemente o notório exagero da força policial e comunica que representará às autoridades correicionais da Polícia Militar, bem como ao Ministério Público Estadual, pelo imediato afastamento das funções dos policiais envolvidos, abertura de inquérito e adoção das sanções penais e administrativas cabíveis contra os responsáveis”, afirmou o presidente da OAB-PR, Cássio Lisandro Telles, em nota.

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Curitiba recebe o terceiro Fórum Internacional de Mobilidade Elétrica e Carros Elétricos, no próximo mês

Transmitido de forma híbrida, o evento receberá especialistas dos mais variados segmentos que envolvem a mobilidade elétrica no Brasil e no Mundo

A capital paranaense será palco de mais um evento voltado para a área renovável no país. A cidade de Curitiba recebe em novembro, entre os dias 17 e 18, o terceiro Fórum Internacional de Mobilidade Elétrica e Carros Elétricos – Fórum Move, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

O evento, que vem se consolidando como um dos principais do setor do mercado eletrificado, receberá em 2021 uma versão hídrica, no qual os participantes poderão participar tanto presencialmente seguindo os protocolos de biossegurança impostos pela cidade, assim como de forma totalmente virtual através de plataforma exclusiva.
De acordo com a empresa organizadora do evento, Grupo FRG Mídias & Eventos, os eventos híbridos estão se tornando uma solução importante e viável no mundo justamente por permitir a interação de qualquer lugar do mundo, de forma a agregar valor aos fóruns, congressos e feiras.

Mobilidade elétrica em ganhando cada vez mais espaço

Chamado de Move, o terceiro fórum internacional vem para dar voz ao setor que está demonstrando cada vez mais crescimento no Brasil e no mundo.

Dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos mostram que só em setembro deste ano mais de 2 mil unidades foram comercializadas no Brasil. Neste ritmo, a projeção da associação é que o país termine com mais 30 mil unidades de VEs vendidas no ano, representando um crescimento em torno de 52% sobre 2020.

“2021 se consolida como o melhor ano da eletromobilidade no Brasil, confirmando uma curva de crescimento expressiva desde 2016, em contraste com a queda do mercado doméstico total de automóveis e comerciais leves. Hoje, mais de 66 mil veículos elétricos e híbridos circulam no Brasil” ressalta a ABVE.

Fórum Move terá compartilhamento de conhecimento e alto nível de network

O 3° Fórum Move também vem para ajudar o setor a debater o atual cenário, que apesar de positivo, ainda está abaixo do potencial que possui para fomentar o mercado brasileiro de eletromobilidade.

Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos, reforça que o evento contará com a participação de alguns dos principais players do mercado, assim como montadoras, fabricantes, empresas de tecnologia, investidores entre muitos outros profissionais.

O network entre os participantes e o conhecimento trocado estão entre os principais DNA do evento destaca Fraga,e que junto com a possibilidade da feira de eletromobilidade, esse ano, proporcionará ainda mais negócios de alto nível.
“O compartilhamento de conhecimentos, alto nível de network e grandes oportunidades de negócios fazem do Fórum Move Brasil o principal e mais dinâmico evento focado exclusivamente nas demandas e oportunidades do setor de mobilidade elétrica & veículos elétricos” explica ele.

As inscrições para o fórum ainda estão abertas segundo a organização e podem ser acessadas no https://www.forummove.com.br/site/index.php#abrirModal2 A programação, por sua vez, também pode ser acessada no site, e entre as palestras estão temas pertinentes como as políticas públicas do setor de mobilidade elétrica, a importância das baterias para o setor, a infraestrutura e tecnologia que envolve as recargas e a apresentação de cases de sucesso sobre o futuro do setor.