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Cooperativa agroindustrial LAR é investigada por suposto assédio eleitoral de colaboradores

Ofício supostamente assinado pelo diretor-presidente da LAR, Irineu Rodrigues (Foto: Divulgação/LAR)

A LAR Cooperativa Agroindustrial é investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por supostamente tentar coagir os trabalhadores a votar pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições 2022, que ocorre no domingo (30 de outubro).

O ofício timbrado aos trabalhadores, que aparece subscrito pelo diretor-presidente Irineu da Costa Rodrigues, começa falando sobre “movimentos naturais ou criados por líderes em determinadas direções”.

“A Lar tem gerado valor, pagando dividendos aos associados, participação dos resultados aos funcionários e intenso apoio a eventos sociais das comunidades”, diz trecho da carta disponível abaixo em PDF.

O ofício, que circula em grupos de WhatsApp, destaca que “o presidente Bolsonaro trabalhou com equipe técnica, fazendo o melhor em um tempo difícil até que um tempo melhor surgisse”, diz a mensagem.

Que conclui: “Pensemos nisto, sabendo que o caminho melhor para a nossa geração, para os nossos filhos e netos é reeleger o presidente Bolsonaro”.

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Irineu Rodrigues está há três décadas à frente da Lar e é conhecido como o “cão de Medianeira” pelo poder que exerce, que “mete medo nos outros, que todos respeitam” (AQUI para ler em O Presente).

O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que já abriu uma investigação a partir de várias denúncias de assédio eleitoral que chegaram ao órgão. Esta prática é crime e pode dar cadeira.

“Todos são livres para votar no candidato de sua escolha”, recomenda campanhado MPT. A reportagem do Cabeza News tentou contato para ouvir a versão da cooperativa, que até agora não retornou. Assim que chegar, a manifestação será publicada.

Veja abaixo o suposto ofício da cooperativa