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Copa do Mundo e fim de ano: Paraná vive pleno emprego, mas sofre com mão de obra

Foto legenda (mao de obra gastronomia) Governo planeja qualificação de mão de obra de gastronomia e entretenimento Foto: Divulgação/Governo do Paraná

Setor de gastronomia e entretenimento vive uma euforia de empregos. “Estamos fazendo um grande programa de qualificação”, adiantou o governador Ratinho Junior

O Paraná passa por uma excelente fase de pleno emprego, mas sofre com a contratação e a permanência de colaboradores nos postos de trabalho. A afirmação é da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), diante das dificuldades de garantir a chegadas e a permanência de empregados no setor de gastronomia e entretenimento, um dos mais fetados pela pandemia do covid-19.

“Vivemos um momento muito especial aqui no Paraná. Hoje, graças a Deus, o estado é a quarta economia do país, temos aí um pleno emprego, mas também vivemos com uma situação atípica e contraditória”, disse o presidente Fábio Aguayo, ao analisar a situação da categoria. Segundo ele, enquanto todos comemoram esses pontos, o segmento enfrenta dificuldade na contratação de mão de obra.

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Aguayo informou que a entidade até falou com o governador Ratinho Junior sobre o assunto, no momento em que o governo anunciava o pleno emprego. “Só que vários segmentos da sociedade econômica estão enfrentamndo dificuldade de contratar mão de obra. Até pela falta de engajamento”, ressaltou o presidente da Abrabar.

O setor de gastronomia, entretenimento e eventos não é diferente. “Temos certas dificuldades. Nossa categoria tem muitas vagas ociosas, mas está difícil preecher todas. Acredito que devemos fazer uma campanha e temos final de ano com Copa do Mundo, alta temporada, seja na capital ou nas cidades turísticas, exatamente como Foz do Iguaçu e o próprio litoral”, lembrou.

Perspectiva

Para Aguayo, essa situação muitas vezes não era imaginada pelo setor. “Então, temos que preparar, fazer um mutirão para trazer esse pessoal que é importante da gente colocar essa mão de obra dentro do mercado formal”. O segmento, na avaliação dele, não quer que as pessoas sobrevivam na informalidade ou apenas de auxílio.

“A função não é só do estado, mas também das entidades civis fazer esse engajamento”, disse. Para trazer essas pessoas para a formalidade, ter um décimo terceiro, um fundo de garantia, uma vida plena e com segurança. “Já do outro lado, no positivo de fim de ano, nosso setor só tem que comemorar as expectativas”.

“Temos a Copa do Mundo, fim de ano, que é uma data diferenciada vem para aquecer depois da pandemia, acredito que os estabelecimentos que investiram vão ter uma diferença sobre os outros até porque quem investe sempre tem um diferencial para recolher”, disse.

Projeção

Na avaliação do presidente da Abrabar, muitos estabelecimentos fizeram investimentos em promoções e vão ter um diferencial de até 70% de publico. “Até porque o povo quer conforto, quer atrações. Já a turma que vai mais no sossego, que só investe em televisão e quer absorver este publico, acreditamos que até 30% estará pegando essa massa”.

Na avaliação de Aguayo, o horário dos jogos é propício para o setor. “Muita gente que trabalhava só no almoço pode se estender até a noite e os que trabalham a noite podem começar um novo turno. Então as expectativas são boas para a alta temporada e acreditamos que infraestrutura do estado esteja em pleno funcionamento”, concluiu.

O governador Ratinho Junior adiantou que o Estado prepara um mutirão para garantir a preparação dos trabalhadores a ocupar estas vagas no período da Copa do Mundo e no final do ano, período da alta temporada do turismo. “Estamos fazendo um grande programa de qualificação”, adiantou o chefe do Poder Executivo.