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Edital de licitação do Aeroporto de Foz do Iguaçu será apresentado na segunda, 18

Autoridades voltam a defender inclusão de obras de melhoria da estrutura

O edital de chamamento para a sexta rodada de concessão de aeroportos do Brasil serão apresentado na próxima segunda-feira (18), informou nesta sexta-feira (15) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A próxima rodada terá três blocos com terminais das regiões Norte e Sul, incluindo o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas. Autoridades e representantes do trade turístico do Destino Iguaçu defendem a inclusão de obras de melhoria da infraestrutura.

Freitas confirmou a apresentação do edital em entrevista coletiva à após o leilão de privatização de 12 aeroportos na B3, informa a Agência Brasil. A próxima rodada também trará três blocos totalizando 22 terminais. O do Sul, além de Foz do Iguaçu, inclui o Afonso Pena de São José dos Pinhais, o Bacacheri de Curitiba e o de Londrina. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

Na prática, o ato de segunda marca o início dos estudos para a próxima rodada de leilões de aeroportos, definindo valores e expectativas de investimentos. A previsão é que o leilão ocorra no ano que vem. “O edital sai agora, mas a apresentação das propostas será em agosto ou setembro de 2020”, disse o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla.

“Gostaríamos que fosse feita uma licitação exclusiva para Foz, pois temos um projeto ousado, desenvolvido pelo Fundo Iguaçu”, disse. A iniciativa, segundo Piolla, prevê a criação de um hub do Mercosul e países andinos. “Uma porta de entrada e saída do Brasil pela Costa Oeste”.

Licitação exclusiva
O secretário lembra que o governador Ratinho Junior queria a cessão do aeroporto para o Estado, “para fazermos uma licitação exclusiva. Mas parece que isso não será possível”, disse. Para Piolla, o fundamental é defender mais e melhor infraestrutura no terminal de Foz. “Sem isto, não há conectividade e sem conectividade não temos como desenvolver o turismo”.

A melhoria inclui ampliação da pista para atrair novos mercados e garantir sustentabilidade aos atrativos, rede hoteleira, restaurantes, receptivo, agências viagens e toda a cadeia produtiva do turismo.

“Ideal mesmo seria o projeto do novo sistema de pistas, com pista nova de pouso e decolagem em paralelo à atual e a atual convertida em pista de taxiway”, disse Piolla.

“Mas, se garantir a ampliação da pista atual já será um grande avanço”, destaca Piolla. Que completa: “Daqui a 10 anos estaremos brigando pelo novo sistema de pistas, pois com uma só limita número de operações nos horários de pico”.

Desenvolvimento
“Nosso aeroporto é fundamental para o desenvolvimento do turismo de Foz do Iguaçu e região”, disse o presidente de Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Carlos Silva. “Conforme o governador Ratinho Junior anunciou, o edital de concessão vai incluir a ampliação da pista de pouso e decolagem, implantação de mais duas pontes de embarques (pontes/fingers), instalação do sistema de pouso por instrumentos e adequação do sistema de balizamento e navegação aérea”.

Sem infraestrutura não há conectividade, o que inviabilizará o desenvolvimento turístico, acredita Carlos Silva. “Esses investimentos são indispensáveis para a captação de novos mercados, a sustentabilidade dos atrativos, hotéis, restaurantes, receptivos, agências viagens e toda a cadeia produtiva do turismo. Esperamos que esses itens sejam efetivados no edital para não amargarmos mais duas décadas de reivindicação pela ampliação do aeroporto”, concluiu o presidente do Comtur.

Para o presidente do Sindicato de Hotéis (Sindihotéis), Neuso Rafain, a licitação vai melhorar em muito o aeroporto de Foz. “Temos visto Brasil a fora que tem melhorado, por exemplo, os aeroportos recentemente privatizados, que hoje estão adotando modelos da Europa e EUA com lojas, free shops, opções de gastronomia. O Sistema Infraero está bem arcaíco ainda”, disse.

Para Rafain, o governo tem que cuidar da saúde, educação e segurança, não de aeroporto. “Tem que privatizar. Quem tem que trabalhar é o empresário, a iniciativa privada dá um jeito de triplicar, até quadruplicar o faturamento e o governo também ganha por que cobra o tributo”. O presidente do Sindihotéis recorreu ao exemplo do Parque Nacional do Iguaçu. “Depois de privatizar desenvolveu, é um exemplo prático”, encerrou.

Lances superam outorga

O leilão de 12 aeroportos nesta sexta em São Paulo, superou a outorga estipulada pelo governo de R$ 2,1 bilhões. No total, os lances pelos três blocos somaram R$ 2,377 bilhões. Os terminais concedidos estão localizados nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Juntos recebem 19,6 milhões de passageiros por ano, o que equivale a 9,5% do mercado nacional de aviação. O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões, no período de 30 anos.

Foto: Christian Rizzi