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Medida cautelar tenta impedir demolição de conjunto habitacional em Foz

Caixa deu até esta quinta (28) para 136 famílias desocuparem blocos de apartamentos do Duque de Caxias

Termina nesta quinta-feira (28) o prazo para 136 famílias desocuparem os 17 blocos de apartamentos que formam o Conjunto Habitacional Duque de Caxias, na região Leste de Foz do Iguaçu. As estruturas, entregues em outubro de 2012, correm risco de cair, segundo laudo da Caixa Econômica Federal, responsável pela obras. Advogados entraram com pedido cautelar para impedir a derrubada das estruturas, antes de um novo laudo.

O drama dos moradores do Conjunto Habitacional começou dia 19 de fevereiro, quando a Defesa Civil recebeu o laudo da Caixa, informando da necessidade de desocupação rápida do local e do cronograma de demolição, previsto para começar nesta sexta-feira (1º de março). As estruturas receberam investimentos de R$ 6 milhões, financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

A advogada Caroline Lugon e três colegas, que representam mais de 20 famílias do local, estavam concluindo, no final da tarde de quarta-feira (27), a cautelar para entrar na Justiça Federal e impedir a demolição. “Queremos ingressar ainda hoje (ontem) para impedir que derrubem os imóveis até a elaboração de um laudo dizendo se é necessário ou não derrubar”, destacou.

“Até por que, tomamos conhecimento que tem outro laudo na cidade, informando que não precisam serem demolidos. Os prédios dependem de ajustes apenas”, ressaltou Caroline. Segundo ela, “se demolir agora, não teremos como provar se o laudo da Caixa é verdadeiro ou não”, ressaltou.

Na avaliação da advogada, é espantoso que num período muito curto de tempo, os blocos sejam desocupados e demolidos, como está acontecendo. “Deram uma semana para todas as famílias saírem dos apartamentos, informando que tem um laudo de 2015. Os prédios já foram erguidos com problemas”, frisou.

Ainda ocupados
“O nosso pedido é que não seja demolido”, reforçou Caroline. De acordo com a advogada, dificilmente o cronograma de demolição será cumprido dentro do previsto pela Caixa. “Tem bastante gente que ainda não desocupou o imóvel e provavelmente o prazo para derrubar vai dar uma alongada”, disse ela, na esperança de garantir mais tempo até sair um novo laudo.

Os moradores que estão no local, segundo a advogada, não conseguiram casa para onde mudar, devido o pouco tempo. As famílias, ainda de acordo com Caroline, não haviam recebido até ontem o valor doo aluguel social (R$ 880), que deve ser depositado nesta quinta-feira.

“Tem gente que até conseguiu arrumar casa, mas não tem dinheiro para pagar o frete da mudança. São pessoas com muito poucos recursos”, afirmou a advogada. Ela encerrou lamentando ainda que, além do drama, muitas famílias estão a mercê da ação de desocupados. “E tem esta parte triste de vândalos agindo, roubando o pouco que elas tem”.