Mesmo com escassez de combustível, Puerto Iguazú fecha janeiro com 85% de ocupação hoteleira

A cidade de Puerto Iguazú, na Argentina, fechou o mês de janeiro com 85% de ocupação hoteleira, resultado da grande visitação de turistas do próprio país

O presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, Jorge Bordín, contou que o lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu tem recebido uma média de 4,5 mil visitantes por dia. “Isso permite a reativação de outros atrativos, hospedagem e gastronomia. Também estamos longe do que era a realidade de antes, mas estamos trabalhando, e isso é o importante”, disse.

Bordín analisou que antes da pandemia a presença de turistas se sustentava por vários meses, e que agora a visitação é por temporada e o índice de estrangeiros ainda é muito baixo. O empresário explicou que as agências brasileiras pararam de vender o destino Iguazú, devido as constantes exigências para entrar no país, “que um dia exigiam PCR, outro dia só o teste rápido, todos os dias mudavam as exigências”.

Escassez de combustível

A falta de combustível desde o final de 2021, em cidades argentinas da fronteira é outro fator que tem atrapalhado o turismo, segundo Jorge Bordín. Para ele, a situação em Puerto Iguazú é crítica, uma vez que as pessoas em geral têm que ficar na fila por até três horas e depois descobrem que não há combustível. “As pessoas estão chateadas e desiludidas. Algumas restrições são aplicadas para aliviar a situação, mas é crítico, eu sei que acontece em toda a província, mas em Iguazú piora por causa dos brasileiros e paraguaios que passam por aqui”.

Soma-se a isso o problema das empresas de hospedagem que precisam de diesel para que os geradores funcionem para geração de energia. “Estamos numa encruzilhada para poder resolver esses problemas e o turista não saia com uma imagem ruim da cidade. Porque uma família que não tem eletricidade no alojamento, e depois vai abastecer gasolina e não encontra, é um caos. A verdade é que estamos vivendo dias difíceis e não sabemos quanto tempo vai durar esta situação”.

Com informações de Misiones Online