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Foz do Iguaçu, Política,

Secretário de Assistência Social de Foz do Iguaçu eleito presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social

Elias Sousa representará o Paraná junto ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS)

O secretário de Assistência Social de Foz do Iguaçu, Elias Sousa, foi eleito presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) para o biênio 2021/2022. Ele representará o Paraná junto ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Márcia Regina Ferreira da Silva, da cidade de Campo Magro, integra a chapa vencedora, eleita em assembleia realizada de forma on-line na quarta-feira, 18. A posse de Elias Sousa será no dia 1º de março.

“O Congemas é protagonista na defesa da política de assistência social. A chapa eleita tem o desafio no colegiado nacional de gestores municipais de defender o SUAS e a política nacional de assistência social”, destaca.

A chapa “SUAS – conquista do povo brasileiro” conta com a participação de 21 colegiados estaduais. Elias lembra que Foz do Iguaçu foi indicada para assumir a presidência do Congemas considerando o histórico do avanço da política de assistência social nos últimos quatro anos.

“O apoio da gestão municipal foi primordial. A política de assistência social em Foz do Iguaçu vem ampliando investimentos, não sem desafios, mas caminhando na direção da integralidade do SUAS”.

“Estamos honrados em ter um iguaçuense como o secretário Elias Sousa representando o Paraná no colegiado nacional. Ele é extremamente capacitado, conhecedor como poucos da política de assistência. Tenho certeza que fará um ótimo trabalho em defesa do SUAS e da política de assistência como um todo”, disse o prefeito Chico Brasileiro.

Representante do Paraná

O secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, destacou a importância de ter um representante do Paraná no colegiado nacional. “Essa representatividade só fortalece a política pública social. Vamos atuar em conjunto para que seja possível cada vez mais desenvolver ações, programas e projetos que atendam os paranaenses em situação de vulnerabilidade”.

“Tenho certeza que o Elias fará toda a diferença junto com a aguerrida equipe da chapa eleita. A diversidade do Brasil vai estar representada no Congemas. Lembro-me que, mesmo sem estar na direção como presidente da diretoria executiva, Elias foi atuante na diretoria extensa do colegiado, sempre participou das frentes e debates do colegiado. É uma grande satisfação saber que o colegiado continuará em excelentes mãos”, destacou Andreia Lauande, presidente do Congemas gestão 2019/2021.

O Congemas representa os municípios brasileiros junto ao Governo Federal, Ministério da Cidadania e aos governos estaduais. O colegiado tem como objetivo o fortalecimento da representação municipal nos conselhos, comissões e colegiados, em todo o território nacional.

Diretoria executiva

Presidente: Elias de Sousa Oliveira – Foz do Iguaçu – Grande Porte; vice-presidente: Valdiosmar Vieira Santos – Lagarto/SE – Médio Porte; primeira secretária: Ieda Maria Nobre Castro – São Benedito/CE; Pequeno Porte II; segundo secretário: Jane Mara Silva de Moraes – Manaus/AM – Metrópole; primeira tesoureira: Marinalva Broedel Machado de Almeida – São Mateus/ES – Grande Porte; segunda Tesoureira: Magali Pereira Costato Basili – Atibaia/SP – Grande Porte.

Brasil, Educação, Geral,

15 de maio – dia do Assistente Social

Dina Cardoso

Nesse dia 15 se comemora o dia do Assistente Social e marca a profissão desde o seu nascimento. Em 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicava a Encíclica “Rerum Novarum”, apresentando ao mundo católico os fundamentos e as diretrizes da Doutrina Social da Igreja. Era a primeira Encíclica Social já escrita por um Papa e, arcava o posicionamento da Igreja frente aos Graves problemas sociais que dominavam as sociedades européias.

Para os assistentes sociais europeus, a Encíclica publicada naquele dia 15 de maio, trazia um conteúdo muito especial. Atônitos frente à complexidade dos problemas existentes e teoricamente fragilizados em conseqüência de sua formação ainda bastante precária, aqueles profissionais assumiam o documento e os ensinamentos ali contidos, como base fundamental de seu trabalho. E desse modo se aproximavam cada vez mais da Igreja Católica européia que, por sua vez, assumia progressivamente a sua liderança sobre o enfoque das práticas sociais daqueles profissionais.

No Brasil, o Serviço Social foi criado em 1936, a partir das iniciativas dos grandes líderes da Igreja Católica no País, inspirados na Doutrina Social da Igreja então enriquecida por uma nova Encíclica Social: a “Quadragésimo Ano” redigida pelo Papa Pio XI e publicada no dia 15 de maio de 1931 em comemoração aos quarenta anos da Rerum Novarum.

O simbolismo desse dia 15 de maio, Dia do Assistente Social, evoca mais de meio século de regulamentação da profissão e evidencia o que é mais intrínseco à natureza dessa profissão, e que vem se confirmando no intercurso desses anos: a luta contra o desemprego, contra as desigualdades e contra a violência. Um compromisso tríplice tomado como distintivo da ação desse profissional.

Esqueça a ideia preconceituosa que o assistente social é alguém que só se preocupa em ajudar as pessoas a enfrentar questões delicadas. Primeiro, porque ele ganha um salário para cumprir suas tarefas. Depois, porque essa atividade passa longe do paternalismo: nasce da percepção de que as desigualdades sociais precisam ser combatidas para o benefício de todos.

Pela própria natureza de sua atividade, com frequência esse profissional enfrenta o lado mais cruel da vida. Mesmo quem atua em áreas menos duras lida com dramas humanos.No setor público, que emprega 80% da categoria, há boas notícias. Existem empregos nos Estados e nos municípios, já que o governo federal está descentralizando a política de saúde e a assistência social. Nas empresas, o assistente social atua principalmente no setor de recursos humanos.

A profissão Serviço Social foi regulamentada, no Brasil, em 1957, mas as primeiras escolas de formação profissional surgiram a partir de 1936. Atualmente, o Serviço Social tem o grande desafio de superar as práticas conservadoras que imprimiram a identidade assistencialista à profissão por muitas décadas. Hoje, mesmo após o movimento de reconceituação, ocorrido na década de 1960 cujo resultado foi o rompimento da profissão com as práticas tradicional conservadoras e o comprometimento de defesa a classe trabalhadora ampliando seu espectro de atuação intervindo em espaços institucionais e no campo político, sobretudo nas políticas públicas, a profissão vê ainda em sua categoria a diversidade de formas de atuação.

Por isso tudo, o resgate dessa história deve ser retomada a partir da sua importância no presente, na vida de seus usuários, no empenho pela composição de direitos, no combate cotidiano a toda forma de injustiça. Somente com esse parâmetro, é possível estabelecer o futuro que se enseja para a profissão e para os profissionais.

Nesse sentido, ser assistente social é rebelar-se contra a história de predomínio da indiferença e, ao olhar para o passado, construir no presente, em uma trajetória de responsabilidade civilizatória, o futuro que todos ambicionam.

* DINA CARDOSO, ex prefeita de Farol, graduada pelo Curso de Serviço Social da Faculdade União de Campo Mourão – UNICAMPO.