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Em live, Bancada Feminina levanta resistência sobre assédio sexual no serviço público e anuncia projeto de combate às violações

Projeto de lei criando a semana de conscientização contra abuso e assédio sexual nas repartições começa a tramitar na sessão desta terça-feira (09/03)

O Dia Internacional da Mulher na Câmara de Foz neste ano de 2021 foi marcado pela live promovida pela Bancada Feminina do Legislativo, composta pelas Vereadoras Anice Gazzaoui (PL), Yasmin Hachem (MDB) e Protetora Carol Dedonatti (PP), em conjunto com Poder Executivo, que discutiu e compartilhou experiências sobre o assédio sexual nas repartições públicas do município.

Na oportunidade, as Vereadoras também anunciaram o projeto protocolado nesta segunda-feira, 08 de março, que cria a semana de conscientização contra abuso e assédio sexual nas repartições. O objetivo é promover ações de conscientização e prevenção aos atos que ensejam nesse tipo de prática nos órgãos públicos.

A Vereadora Protetora Carol Dedonatti (PP), líder da Bancada Feminina neste mês, iniciou o diálogo com um texto de abertura da atividade do Dia Internacional da Mulher. “Vamos debater uma situação que se repete em todos os níveis do Poder Público, que é o assédio às servidoras”. Em seguida, a condução foi realizada pela Vereadora Yasmin Hachem (MDB). Logo de início foi exibido um vídeo para alertar e chamar a todas e todos para o debate a respeito do assédio nos órgãos públicos. Na oportunidade, as Vereadoras e Secretárias falaram sobre algumas situações que já sofreram ou presenciaram e enfocaram a necessidade de fortalecer a luta conjunta.

Rosa Jeronymo, Secretária de Saúde, que foi quem sugeriu o tema levantado no ato virtual, deu início ao diálogo sobre o tema de ponderou a relevância deste 08 de março. “Hoje é um dia de reflexão para pensarmos o lugar que ocupamos na sociedade, é um dia de luta, resistência, para que possamos melhorar o presente para as gerações futuras. O tema do assédio, tenho ele como um tema muito caro, porque a gente precisa dialogar sobre isso cotidianamente. Nós somos no serviço público municipal 73% da força de trabalho feminina. Podemos pensar em ações estratégicas, tanto para Câmara, quanto para Prefeitura, para que possamos realmente acabar com assédio nas repartições”.

Kellyn Trento, Secretária de Direitos Humanos, ressaltou “Que possamos cada vez mais conquistar nossos espaços. Estamos culturalmente acostumadas a achar que o assédio moral é normal. Prestem atenção nos detalhes do dia a dia, tanto homens, quanto mulheres”.

Ângela Meira, Secretária de Meio Ambiente, ponderou a importância da ancestralidade. “O dia de hoje é para lembrarmos quantas mulheres vieram antes de nós. Foi pela luta de muitas mulheres que estamos aqui. Queremos uma sociedade mais justa e ela só será construída quando nós mulheres estivermos na linha de frente”.

A Secretária de Educação, Justina Silva, lembrou que do total de funcionários da educação, 91% são mulheres. “Nesta pandemia, essa mulherada da educação se reinventou e deu conta. Não queremos nada mais que igualdade e equidade. Tudo o que temos foi conquistado com muita luta”.

Áurea Fonseca, do Fozprev, afirmou “essa voz precisa continuar ecoando sempre. Antes de nós muitas mulheres levantaram bandeiras para que pudéssemos estar onde estamos hoje, em todos os níveis de governo, em todos os espaços”.

Franciele Montemezzo, Secretária da Juventude, pontuou. “A gente precisa provar o tempo todo as coisas. Infelizmente vivemos na pele o machismo”.

Elaine Anderle, Chefe de Gabinete, afirmou. “Estamos desconstruindo uma história que vem desde uma vida inteira e tentando acertar de outra forma. Nosso sonho é de sermos finalmente todos iguais. É muita cultura que precisamos descontruir”.

Salete Horst, Secretária da Fazenda, ressaltou: “todas as mulheres que vieram antes de nós fizeram muito e não podemos esmorecer. Para nós, mulheres, é uma luta constante. Nós mulheres temos de ter uma rede de apoio umas com as outras, precisamos nos fortalecer”.

A Vereadora Yasmin Hachem (MDB) também ponderou. “Quero agradecer quem veio antes, que por conta delas somos o que somos. Deixo uma homenagem especial para minha mãe, que é uma mulher de luta”.

A Vereadora Anice Gazzaoui (PL) finalizou o encontro virtual e destacou o projeto protocolado nesta segunda-feira, 08 de março, pela bancada feminina da Casa de Leis. “Quando entrei em 2012 para ser candidata um militante me disse que eu era Vereadora para 300 votos. Eu fui para luta e é na luta que nos fortalecemos. Essa bancada nasce da necessidade de ter voz. Criamos um projeto de lei que foi protocolado hoje que é a semana de combate ao assédio sexual”.

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Representantes da rede de proteção à mulher destacam avanço no diálogo entre instituições e Câmara de Foz

Os representantes da rede de proteção à mulher participaram de uma reunião na Câmara, a convite da Bancada Feminina do Legislativo, a qual teve por objetivo conhecer a atuação de cada instituição no atendimento e prevenção dos casos de violência contra a mulher no município. Na oportunidade, os integrantes da rede destacaram a importância desse diálogo que está acontecendo entre essas entidades e o Legislativo.

“Termos uma bancada feminina com esse tamanho e com esse posicionamento é fundamental. Elas se propõem a entender a rede, como se comportam os atendimentos e dialogar com ela, isso é amplia a proteção, é fundamental para consolidação da política de atendimento à mulher em Foz do Iguaçu”, destacou Elias Oliveira, Secretário Municipal de Assistência Social. Na mesma linha de raciocínio, Kiara Heck,

Coordenadora do CRAM, também pontuou “nós entendemos que é muito relevante estarmos presentes na Casa de Lei, para participar de projetos, leis, para que possam ser supridas as dificuldades do enfrentamento da violência contra a mulher”.

A Patrulha Maria da Penha retrata a triste realidade do crescimento da violência contra a mulher em todo município e também enfatiza a importância da luta conjunta. “O caminho é o diálogo e temos de aproveitar as datas pontuais para reforçarmos a luta pelo fim da violência contra as mulheres”, afirmou Iraci Pereira, Guarda Municipal e Coordenadora da Patrulha.

“Precisamos de todos estarem engajados nessa luta. É uma questão muito importante, que tem tirado vidas. Esse chamado é fundamental para desenvolvermos um trabalho de qualidade”, afirmou Cristina Dias, da Casa Abrigo.

A Bancada feminina foi formada neste ano de 2021, por iniciativa das Vereadoras Anice Gazzaoui (PL), Yasmin Hachem (MDB) e Protetora Carol Dedonatti (PP) e abriu o diálogo com toda a rede de proteção à mulher do município, a fim de que possam desenvolver política pública para atender as necessidades do enfrentamento a esse tipo de violência e violação de direitos.

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Vereadoras da bancada feminina visitam cram para tratar de políticas públicas para mulheres em Foz

Serviço de acolhimento de mulheres vítimas de violência faz cerca de 150 atendimentos por mês

As vereadoras protetora Carol Dedonatti (PP) e Yasmin Hachem (MDB), membros da Bancada Feminina da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, estiveram em reunião com a coordenadora do CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência), Kiara Moraes Heck.

As parlamentares conheceram as instalações e os serviços prestados pelo centro e iniciaram tratativas para apresentação em conjunto de projetos e indicações que possam auxiliar e ampliar o atendimento prestado.

A equipe do Centro, composta por assistente social, advogado, psicólogo, educador social e coordenação, atende cerca de 150 mulheres por mês. “Não apenas vítimas de violência doméstica, damos acolhimento, oferecemos cursos profissionalizantes, assistência psicológica e jurídica e, se necessário, encaminhamos para uma casa abrigo”, explicou a coordenadora.

O CRAM integra a rede de proteção, coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e, apesar de muitas das políticas públicas para esse público serem estaduais e federais, é mantido atualmente unicamente com verbas municipais. “A luta das mulheres em situação de violência é de todos, pois atinge a sociedade inteira. Queremos propor e fiscalizar as políticas e ações que contemplem esse público”, afirmou a vereadora Carol Dedonatti.

Para buscar atendimento no local as mulheres que vivenciam um cotidiano violento não precisam passar antes pela Delegacia da Mulher. O local recebe demandas diretas e busca orientar e encaminhar essas mulheres em busca de seus direitos. “Muitas vítimas de violência doméstica não querem sair do relacionamento, querem se libertar da violência”, citou Kiara, “portanto, muitas sequer vão à delegacia”, finalizou. O CRAM ficva na Rua Padre Bernardo Plate, 1.250, Polo Centro (rua paralela à Avenida Paraná).

As crianças, filhas das vítimas, que sofrem o reflexo direto desta situação, também tem espaço no CRAM, lá elas encontram uma brinquedoteca e apoio psicológico.

“A criação da bancada feminina visa justamente dar maior visibilidade e espaço à causa e vamos buscar colaborar em todos os sentidos”, disse Yasmin Hachem.

Texto e foto: Assessoria Vereadora Protetora Carol Dedonatti (PP)