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Ponte da Integração Brasil-Paraguai deve ficar pronta em setembro de 2022

Já foram investidos aproximadamente R$ 162 milhões no projeto, de um total previsto de R$ 323 milhões. Recursos são da margem brasileira de Itaipu

O consórcio responsável pela construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco (Alto Paraná), já concluiu mais de dois terços da obra e a expectativa é que a nova ligação entre os dois países seja entregue em setembro de 2022, daqui a um ano. As obras começaram em agosto de 2019.

A nova estrutura está em construção sobre o Rio Paraná, próximo da confluência com o Rio Iguaçu e da fronteira com a Argentina. A iniciativa é do governo federal, com gestão do governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), e recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional.

Conforme o último boletim técnico divulgado pelo consórcio, e publicado no portal do DER/PR, a construção alcançou 70% de execução neste mês de setembro. No boletim de agosto, a execução era de 67%. Os investimentos na obra já são de aproximadamente R$ 162 milhões, de um total calculado em R$ 323 milhões.

O documento informa que, neste mês de setembro, na margem brasileira, foi feito o posicionamento no vão central da ponte da terceira de um total de 37 aduelas metálicas (estrutura que formará a base da pista). De acordo com a nota técnica, “essa movimentação aconteceu através de um conjunto de treliças denominado ‘dispositivo de lançamento’, projetado e construído exclusivamente para posicionar as aduelas metálicas no vão central”.

Também em setembro, foi feita a pré-montagem de outras duas aduelas metálicas, no canteiro de obras, e finalizada a instalação de “tubos forma” no mastro principal brasileiro, que deverá atingir 188 metros de altura (da fundação ao topo da torre) até o final do mês.

Na margem paraguaia, o consórcio informou que foram tensionados os primeiros estais (cabos) verticais e iniciadas as pré-montagens de duas aduelas metálicas. “No mastro principal, as execuções da Câmara de Estais tiveram um avanço significativo, com o início do posicionamento das fôrmas metálicas internas perdidas e a concretagem de parte das paredes da estrutura”, complementa o documento.

Como será

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A nova ponte permitirá que veículos pesados provenientes do Paraguai e da Argentina deixem de transitar pelo centro de Foz do Iguaçu, além de desafogar a Ponte Internacional da Amizade, hoje principal ligação entre Brasil e Paraguai.

Perimetral Leste

As obras da Perimetral Leste, rodovia de 15 quilômetros que vai conectar a nova ponte internacional à BR-277, continuam em andamento, conforme o boletim técnico divulgado pelo consórcio. Já foram executados 4,11% da obra, com investimento de aproximadamente R$ 4,2 milhões, recursos da margem brasileira de Itaipu.

No último dia 17, algumas melhorias incorporadas ao projeto da Perimetral foram apresentadas pela Itaipu, Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz).

A atualização no projeto foi necessária para permitir desapropriações e a inclusão de obras não previstas, como a construção de dois novos viadutos (no cruzamento da Perimetral com as avenidas Felipe Wandscheer e República Argentina) e ampliações das duas aduanas para controlar o fluxo de pedestres e carros de passeio.

Com as mudanças, a expectativa é que a Perimetral seja concluída em meados de 2023, com custo total de R$ 336 milhões. As mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho de Administração da Itaipu.

Obras de Itaipu

A nova ponte internacional e a Perimetral Leste fazem parte do rol de obras financiadas pela Itaipu Binacional e anunciadas nos últimos dois anos. Entre elas, a reforma e a ampliação do terminal e da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, a duplicação da BR-469 (Rodovia das Cataratas) e melhorias na infraestrutura de transmissão de energia. Os investimentos na região somam mais de R$ 2,5 bilhões.

“Faz parte da missão da empresa contribuir para o desenvolvimento do Brasil e Paraguai, com projetos que beneficiem a população em geral e fiquem como legado para as futuras gerações”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

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Deputado federal que quer mudar o nome da Ponte da Integração fez mais de 3 mil votos em Foz do Iguaçu

O deputado federal Evandro Roman (PSD), que aprovou regime de urgência ao seu projeto de lei que muda o nome da Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai para Ponte Jaime Lerner, fez 3.067 votos nas eleições de 2018 em Foz do Iguaçu.

Com os votos recebidos dos iguaçuenses, Roman ficou em 13º entre os mais votados para a Câmara Federal na cidade – 2,35% do total de votos válidos. O parlamentar, que ex-árbitro de futebol, é suplente de deputado e tem domicílio eleitoral em Cascavel.

A mudança na denominação da Ponte da Integração gerou polêmica entre a população e já foi rechaçada em moção aprovada pelos 15 vereadores e nota de repúdio do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codefoz) e da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi).

– Pedra fundamental da Ponte da Integração lançada pelos presidentes do Brasil e do Paraguai – Foto: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

Evandro Roman diz que apresentou o projeto atentendo pedido da comunidade judaíca do Paraná, como forma de homenagear o ex-governador Jaime Lerner, cuja administração foi responsável pela implantação do pedágio nas rodovias do Paraná.

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Mudança do nome de Ponte da Integração atendeu pedido da comunidade israelita, diz deputado

A mudança na denominação da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, para Ponte Jaime Lerner, atende pedido uma solicitação comunidade israelita. A informação é do autor da proposta, deputado federal Evandro Roman (Patriotas-PR).

A iniciativa, que teve aprovado o regime de urgência na última semana, gerou polêmica em Foz do Iguaçu (AQUI para relembrar). Lideranças reclamaram da falta de diálogo sobre o tema (AQUI para relembrar).

“Primeiramente, Jaime Lerner foi também governador do Paraná e era um cidadão comum em todas as cidades. Tem suas obras registradas no mundo inteiro. Teve seus acertos e erros como todos os humanos tem”, disse Roman em entrevista ao Airton José, do Jornal da Cultura da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu.

“A sugestão de mudança do nome de Integração é por que Jaime Lerner sempre trabalhou como integrador entre os povos. E esta solicitação chegou vindo direta da comunidade israelita do Brasil, da comunidade judaíca do Paraná, para que pudéssemos prestar esta homenagem”.

“Em nenhum momento foi querer afrontar, simplesmente fizemos uma apresentação, que teve aprovação dos líderes. Se não for aceito ou for (pelos demais deputados), tudo bem”, ressaltou.

Foto: Reprodução/Rádio Cultura

AQUI para ouvir a entrevista a partir das duas horas e 15 minutos

A ponte

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros – o maior da América Latina.

Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais.

A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco.

A estrutura custará cerca de R$ 323 milhões, com recursos totalmente financiados pela margem brasileira da Itaipu Binacional.

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Indicação de deputado para nome da nova ponte entre Brasil e Paraguai gera polêmica em Foz do Iguaçu

Parlamentar conseguiu aprovar regime de urgência em PL que dá o nome de Jaime Lerner da Ponte da Integração Brasil-Paraguai

A população de Foz do Iguaçu foi pega de surpresa durante a semana, com a proposta do deputado federal Evandro Roman (Patriota-PR), que consegui aprovar na quarta-feira (4) o regime de urgência ao seu Projeto de Lei 1984/2021, que denomina “Ponte Jaime Lerner” a nova ponte de integração Brasil-Paraguai. O projeto poderá ser votado nas próximas sessões do Plenário.

Nas redes sociais, moradores tem se manifestando de forma bastante ríspida pela iniciativa do ex-árbitro de futebol, com domicílio eleitoral em Cascavel (PR). Muitos reclamam que a proposta foi apresentada sem consulta prévia a população da fronteira (brasileiros e paraguaios, em especial) para homenagear o ex-governador do Paraná, que morreu aos 83 anos no último dia 27 de maio. Lerner, afirmam, foi o “pai do pedágio” do Estado.

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai vai conectar Foz do Iguaçu a Presidente Franco. As obras alcançaram 64% de execução em julho, conforme o último boletim técnico divulgado pelo Consórcio Ponte Brasil-Paraguai (Única/MPB/RMG). Os investimentos na construção ultrapassaram R$ 149 milhões, do total previsto de R$ 323 milhões, montante financiado pela margem brasileira da Itaipu Binacional.

Para o presidente do Codefoz, Felipe Gonzalez, o nome de Pote da Integração está de bom tamanho, mas se for para mudar, a população de Foz do Iguaçu e região tem que opinar, se for o caso. “Não tem nenhum sentido elencar qualquer nome sem consultar a região trinacional. Ponte da Integração está bem adequado, pois significa amizade, fraternidade e integração”, disse.

“Na minha opinião é que, apesar de ser um nome expressivo, conhecido dos paranaenses, nosso governador, prefeito de Curitiba, é um cidadão que merece nosso reconhecimento e respeito por tudo que ele fez pelo Paraná, mas a discussão tem que ser ampla”, disse o secretário de Turismo e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Paulo Angeli. “Acredito que temos de envolver a população para que esta se sinta realmente representada quando o nome for escolhido”, completou.

Desconforto
A historiadora Solange Portz, que é formada pelo Programa de Pós Graduação Sociedade Cultura e Fronteira, diz que a proposta gerou um “desconforto” na região. “A notícia da aprovação em regime de urgência do Projeto de Lei 1984/21, do deputado Roman, gerou preocupação e até um certo desconforto na comunidade fronteiriça”, ressaltou.

“Quem conhece a história local, regional e reconhece personagens importantes nas relações entre Brasil-Paraguai é que seriam dignos de tal reconhecimento e homenagem pelos feitos na região”, afirma a historiadora. Que ressaltou: “Porém, não foram lembrados. Além disso, a comunidade fronteiriça foi sequer consultada”.

Como exemplo, Solange cita o botânico e cientista suíço Moisés Santiago Bertoni, que teve sua vivência entre os dois países (Brasil e Paraguai). “Ele chegou na America do Sul em 1884 e se instalou nas barrancas do rio Paraná, vindo a falecer em Foz do Iguaçu no ano de 1929, na casa do amigo e compadre Harry Schinke”, completou.

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Ministro nega barreira sanitária na Ponte Internacional da Amizade, mas garante vacinação de brasiguaios

Durante visita a Foz do Iguaçu, o Ministro de Saúde, Marcelo Queiroga, salientou que quando tiver doses suficientes pode trabalhar em conjunto com o Governo Paraguaio para a imunização de todos os cidadãos

O Ministro de Saúde, Marcelo Queiroga, que esteve em Foz do Iguaçu na terça-feira, 20, foi questionado sobre a reivindicação do prefeito para a instalação de uma barreira sanitária na Ponte Internacional da Amizade. A reivindicação ganhou força com o surgimento das novas variantes da Covid-19. Porém, o Ministro afirmou que, devido ao grande fluxo de pessoas na fronteira, qualquer tipo de controle sanitário é inviável.

“A questão da barreira sanitária, nós sabemos que os cidadãos transitam livremente aqui no nosso país, e naturalmente os cuidados devem ser pra todos. É impossível pedir RT-PCR com 78 horas de antecedência para os cidadãos que moram aqui no Paraguai, que moram na Argentina, então é uma situação que temos que conviver com ela” salientou.

Por outro lado, o ministro garantiu que os brasiguaios (brasileiros que moram no Paraguai) terão direito a vacina, desde que tenham doses suficientes. A estimativa é de que sejam 98 mil cidadãos brasileiros vivendo no país vizinho. “Naturalmente os brasileiros que estão lá serão vacinados aqui normalmente como são” disse.

O Ministro destaca que há a possibilidade de um planejamento entre os dois países para efetivar a vacinação de todos os cidadãos. “Os paraguaios não tem acesso ao plano nacional de imunização (no Brasil). A medida que a nossa campanha avance, e que tenhamos doses suficientes, nós estamos dispostos a trabalhar com o governo paraguaio para ajudá-los, mas precisamos de doses” destacou.

As informações são de Rádio Cultura.

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Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este evitou entrada de 392 pragas vivas no Brasil

Nos últimos seis meses, as operações integradas entre o Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional de Foz do Iguaçu/PR (Vigiagro-Foz) e o Servicio Nacional de Calidad Y Sanidad Vegetal Y de Semillas (Senave), do Paraguai, impediram a entrada de 392 pragas vivas (insetos), evitando prejuízos à saúde e à produção agrícola brasileira. Esses insetos foram identificados em 294 importações. A maioria estava presente em cargas de arroz, milho, trigo e soja em grãos

Esse é o resultado de inspeções fitossanitárias conjuntas, realizadas na Área de Controle Integrado de Cidade do Leste/PY, nos últimos seis meses, e foram apresentadas hoje a servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Senave e de representantes dos recintos e empresas paraguaias, exportadores, transportadores, despachantes aduaneiros e importadores brasileiros, de forma virtual, organizado pelo Vigiagro de Foz do Iguaçu (PR)/Mapa.

O evento trouxe ainda a visão geral de como é feito esse processo de inspeção na fronteira dos dois países, desde a verificação das cargas até a estimativa de análises realizadas. O auditor fiscal federal agropecuário, Fernando Mendes, que atua diretamente na inspeção em Foz, destacou a importância do trabalho conjunto entre os dois órgãos de controle fitossanitário, para agilizar todo o processo de interceptação das pragas até a liberação das cargas. “Hoje, os protocolos são eletrônicos, assim como documentos, formulários e até atendimento, feito pelo whatsApp”, informou o auditor, que apresentou os principais números das inspeções realizadas de dezembro/20 a maio deste ano.

O auditor revelou que nesse período de seis meses as ações de controle e fiscalização resultaram em quatro interceptações de pragas quarentenárias ausentes no brasil, de três diferentes espécies. E chamou a atenção para as responsabilidades na interceptação de pragas pelo sistema Vigiagro, nas importações. “O grande número de interceptações denota a necessidade de um aperfeiçoamento na gestão do controle de pragas nos armazéns e silos dos exportadores, de modo a reduzir esse número de quase 400 pragas interceptadas em apenas seis meses de operação “, enfatizou Fernando.

Prejuízos

A importância do trabalho realizado em conjunto para evitar grandes prejuízos à produção agrícola também foi destacado pelo chefe do Vigiagro em Foz, Adinan Galina. “Nosso objetivo é evitar a introdução de pragas quarentenárias ao mesmo tempo que

garantimos o atendimento dos padrões de qualidade dos produtos vegetais que ingressam no país”, reforçou. Nesse processo, a apresentação também destacou a importância da análise fitossanitária laboratorial das amostras interceptadas, que em Foz são feitas pelo Laboratório Agronômica, o que acelera a liberação das cargas.

Segundo Fernando Mendes, a agilidade e eficiência que a operação tem alcançado só é possível graças a atuação conjunta e articulada entre os dois órgãos (Mapa e Senave-PY) e pela existência de apoio laboratorial da rede credenciada de defesa agropecuária na cidade de Foz do Iguaçu/PR. “Os caminhões são amostrados uma única vez, em conjunto entre as autoridades dos dois países, e então submetidos a inspeção de qualidade e fitossanitária. Com essa metodologia centenas de caminhões são fiscalizados e liberados no mesmo dia, reduzindo custos dos usuários e incrementando a competitividade desse ponto de fronteira”, explicou Fernando e destacou que todas as interceptações foram realizadas ainda em território paraguaio, eliminando o risco, antes mesmo do ingresso das cargas no Brasil. “Em termos sanitários é uma segurança adicional para o Brasil”, frisou o auditor.

Dez anos de história

A reunião lembrou ainda a trajetória da Área de Controle Integrado de Cidade do Leste – PY desde julho de 2011, quando o Mapa atuou pela primeira vez fiscalizando produtos hortícolas e cargas de soja. Desde então, a estrutura física, procedimentos de atuação conjunta e legislação amadureceram muito, permitindo alcançar os resultados atuais. Quase 400 pragas interceptadas e devidamente identificadas em nível de espécie em laboratório de Rede Mapa é um resultado que traz muito orgulho aos envolvidos nesse trabalho, segundo Fernando.

As informações são de Grupo Cultivar.

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MPF quer garantir medidas de vigilância sanitária na Ponte Internacional da Amizade

O MPF argumenta que após um mês da abertura da Ponte Amizade, observou-e uma explosão de casos confirmados na 9ª Regional de Saúde

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública nesta quinta-feira (1º), com pedido liminar de tutela de urgência, para que a União garanta imediatamente o reforço de medidas de vigilância sanitária de fronteira entre Brasil e Paraguai, notadamente na Ponte Internacional da Amizade. O órgão também requer que a União realize aportes financeiros no município de Foz do Iguaçu (PR) para compensação dos prejuízos sofridos pelo sistema público de saúde com a reabertura da ponte. Desde outubro de 2020, quando a ponte reabriu, houve explosão de casos confirmados e de mortes por covid-19 na 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu (PR), levando ao colapso o sistema de saúde da Macroregional-Oeste.

Embora a 9ª Regional de Saúde possua apenas nove municípios em sua circunscrição, ela é responsável pelo maior coeficiente de incidência por regional de saúde (casos confirmados por 100 mil habitantes), bem como pelo maior coeficiente de mortalidade por regional de saúde (óbitos por 100 mil habitantes). Até 25 de junho, a 9ª Regional de Saúde já acumulava mais de 60.303 casos de covid-19 confirmados e 1.353 óbitos.

Após um mês da abertura da Ponte Internacional da Amizade, o que se observou foi uma explosão de casos confirmados na 9ª Regional. Segundo os dados do Informe Epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná, em 15/11/2020, o coeficiente de incidência de casos passou de 2.794 para 4.079. “Diante de todos estes dados, fica evidente que a abertura da Ponte Internacional da Amizade só veio a trazer uma maior pressão e caos sobre o sistema de saúde em Foz do Iguaçu, bem como prejudicar o atendimento aos cidadãos brasileiros que moram na região de fronteira”, afirma o MPF na ação.

O MPF argumenta, contudo, que não se cogita pedir o fechamento da fronteira, dado o importante papel que desempenha no transporte de cargas, pessoas e para o comércio local, mas tão somente a criação de barreiras sanitárias eficazes para controle da entrada e saída de pessoas e veículos entre os países.

Outros pedidos

Além do reforço das medidas de vigilância sanitária na fronteira, o MPF pede que o Judiciário obrigue a União a ampliar a capacidade de testagem da população de Foz do Iguaçu, além de viabilizar recursos extraordinários para o SUS, com aporte imediato ao Fundo Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu. O objetivo desse pedido é garantir a adoção de medidas assistenciais necessárias ao enfrentamento da crise, para ampliação de leitos, reativação de áreas assistenciais e contratação de leitos para atendimento dos casos de covid-19, com a finalidade de compensar o prejuízo que o sistema público de saúde vem sofrendo em razão da abertura da Ponte Internacional da Amizade.

A fim de garantir a cobertura vacinal de toda a população no menor tempo possível, o MPF também requereu que a Justiça obrigue à União a prover apoio técnico e financeiro ao município de Foz do Iguaçu para ampliação da vacinação, por meio do aumento da aquisição das vacinas. E ainda, que a União seja obrigada a monitorar e garantir o estoque de insumos e medicamentos para atendimento dos pacientes, notadamente de oxigênio e dos medicamentos utilizados na intubação com a finalidade de garantir a oferta no âmbito da 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu.

Ponte da Amizade

A fronteira com o Paraguai permaneceu fechada por quase sete meses, de março a outubro de 2020. Ao ser reaberta por meio da Portaria nº 478, de 14 de outubro de 2020, não houve nenhum protocolo ou exigências específicas para a entrada de estrangeiros no Brasil. Desde então, a pressão sobre o sistema público de saúde em Foz do Iguaçu só veio a aumentar, fazendo com que viesse a entrar em colapso.

Para agravar a situação, o Paraguai conta com poucos leitos de UTI, o sistema de saúde é precário e a gestão da pandemia naquele país é considerada ineficiente pela população local. Esse quadro faz com que todas as pessoas próximas da fronteira que precisam de atendimento médico se desloquem a Foz do Iguaçu a procura de um sistema público de saúde organizado e pronto para receber pessoas, independente de sua origem.

E mais, apesar de todos esses problemas no país vizinho, o Brasil continua a não exigir a testagem ou outras medidas sanitárias das pessoas que cruzam a fronteira terrestre ou aquaviária com o Paraguai. Fato comprovado no Art. 6º da Portaria nº 652/2021, de 25 de janeiro de 2021, que dispõe sobre a restrição excepcional e temporária de entrada no País de estrangeiros, de qualquer nacionalidade, conforme recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No entendimento do MPF, mesmo com todos os decretos editados pelo município de Foz do Iguaçu – para manutenção do distanciamento social, permanência das pessoas em casa e redução de contato entre as pessoas – estes não serão suficientes para conter o avanço da doença, enquanto se permitir a inserção no território de novas pessoas infectadas, que não estavam submetidas a qualquer forma de contenção.

Ministério Público Federal

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Itaipu Binacional confirma compromisso de apoiar o fortalecimento da energia elétrica no Paraguai

A Itaipu Binacional ratificou seu compromisso de investir 200 milhões de dólares para cumprir seus compromissos de, melhora da rede energética do Paraguai, de fonte segura e renovável, e permitir o acesso de mais moradores ao serviço.

O objetivo do investimento é atingir as metas estabelecidas no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 “Energia Limpa e Acessível”. Ela foi exposta no âmbito do Diálogo de Alto Nível sobre Energia, evento promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A Binacional é uma das primeiras empresas no mundo a assumir esse tipo de compromisso, em linha com o Acordo de Paris, firmado entre Paraguai e Brasil. O investimento comprometido pela margem direita será destinado ao projeto de fortalecimento da rede elétrica de transmissão, distribuição e comercialização da ANDE, com o objetivo de melhorar a qualidade e confiabilidade do fornecimento aos usuários.

Em detalhe, o plano inclui a aquisição de materiais de distribuição para expansão, melhoria e manutenção de redes elétricas; assistência técnica para fiscalização e fiscalização de obras elétricas; aquisição do novo sistema de gestão comercial; montagem e comissionamento de subestações compactas; e fortalecimento das linhas de transmissão. O prazo de execução da iniciativa é de 60 meses.

As informações são de Agencia de Información Paraguaya.

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Comerciantes de Ciudad del Este se preocupam com possíveis aberturas de lojas francas em Foz

O anúncio do plano para viabilizar quase 50 duty free nos próximos três anos em Foz do Iguaçu preocupa os sindicatos de Ciudad del Este. Atualmente duas lojas francas estão em funcionamento no município de fronteira.

De acordo com a projeção das autoridades de Foz do Iguaçu, nos próximos três anos poderão ser instaladas mais de 46 duty free no município fronteiriço. Atualmente, estão autorizadas quatro free shops, das quais duas já estão abertas: Liberty Duty Free e Cellshop. Embora mais de 100 empresários estivessem interessados em investir neste setor do comércio e esforços foram iniciados para aumentar o limite de compras no duty free em Foz do Iguaçu de $ 300 para $ 500.

As boas perspectivas das lojas francas de Foz de Iguaçu preocupam os comerciantes de Ciudad del Este pelo temor de perder competitividade em relação aos estabelecimentos comerciais da cidade devido às vantagens fiscais.

“Se você aumentar as lojas francas para mais de 40, podemos perder até 80% do nosso movimento. E isso seria catastrófico para nossa infraestrutura que temos em todas as cidades fronteiriças; porque acredito que isso não acontecerá apenas em Foz do Iguaçu mas também as cidades vizinhas ao Paraguai.” Disse Said Taigen, secretário da Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este.

As informações são de ABC Color.

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Paraguai define empresa para construir acesso rodoviário à Ponte da Integração

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai definiu, na última semana, a empresa para construção do primeiro trecho do Corredor Metropolitano Leste, via que vai unir a área urbana de Ciudad del Este à cabeceira da Ponte da Integração com o Brasil. A passarela, a segunda unindo os dois países na região de Foz do Iguaçu, está com 63% das obras já executadas.

A Constructora Acaray SA foi a vencedora da licitação para executar o acesso rodoviário no lado paraguaio da segunda ponte. As obras do chamado Corredor Metropolitano Leste foram licitadas em três lotes. O primeiro compreende uma malha pavimentada de quase 31 quilômetros de extensão que se conectará à Ponte de Integração com o Brasil, ressalta a rádio La Clvae.

As obras de ligação à rede interurbana existente (4,6 quilômetros) e, por último, a construção de uma ponte sobre o rio Monday, entre os bairros de Minga Guazú e Los Cedrales, no departamento de Alto Paraná. No âmbito deste edital, a obra consiste na construção de uma via asfáltica entre o quilômetro 0 e o quilômetro 4,6, em Presidente Franco.

Avanço

As obras da Ponte da Integração alcançaram 63% de execução neste mês de junho, conforme o último boletim técnico do Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná (DER-PR). Os investimentos na construção já são de R$ 148 milhões, do total previsto de R$ 323 milhões. 

A nova ponte internacional sobre o Rio Paraná é uma obra do governo federal, com gestão do governo do Estado (por meio do DER-PR) e recursos da margem brasileira de Itaipu. De acordo com o boletim, o consórcio responsável pelas obras concluiu em junho, no lado brasileiro, a segunda etapa da caixa de equilíbrio e parte da estrutura de encontro entre a futura ponte e a rodovia de acesso. 

Ainda neste mês, o mastro principal deve alcançar 88,5 metros de altura, do tabuleiro até o topo, o equivalente a um prédio de quase 30 andares. No vão central, começaram a ser instaladas as primeiras lajes pré-moldadas, feitas em concreto armado, que vão compor a futura pista de rolamento. 

Contexto

Também foram soldadas as estruturas de ancoragem e os tubos da unidade metálica da ponte. No lado paraguaio, foi concluída a primeira fase de execução do mastro principal, que alcançará no final deste mês 64,5 metros de altura, aproximadamente. 

O boletim também informa que foi dada continuidade às atividades da segunda etapa da caixa de equilíbrio interna e a preparação do acesso que interligará o nível do terreno ao tabuleiro da ponte. As obras estão dentro do cronograma e a expectativa é que a nova ponte internacional esteja concluída em meados do ano que vem, juntamente com a Perimetral Leste. 

“São obras fundamentais e que terão impacto positivo para o desenvolvimento de Foz do Iguaçu, do Paraná e do Brasil, atendendo as diretrizes do governo federal”, afirmou o diretor-geral de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

As informações são do GDia.