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Ponte da Integração Brasil-Paraguai deve ficar pronta em setembro de 2022

Já foram investidos aproximadamente R$ 162 milhões no projeto, de um total previsto de R$ 323 milhões. Recursos são da margem brasileira de Itaipu

O consórcio responsável pela construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco (Alto Paraná), já concluiu mais de dois terços da obra e a expectativa é que a nova ligação entre os dois países seja entregue em setembro de 2022, daqui a um ano. As obras começaram em agosto de 2019.

A nova estrutura está em construção sobre o Rio Paraná, próximo da confluência com o Rio Iguaçu e da fronteira com a Argentina. A iniciativa é do governo federal, com gestão do governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), e recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional.

Conforme o último boletim técnico divulgado pelo consórcio, e publicado no portal do DER/PR, a construção alcançou 70% de execução neste mês de setembro. No boletim de agosto, a execução era de 67%. Os investimentos na obra já são de aproximadamente R$ 162 milhões, de um total calculado em R$ 323 milhões.

O documento informa que, neste mês de setembro, na margem brasileira, foi feito o posicionamento no vão central da ponte da terceira de um total de 37 aduelas metálicas (estrutura que formará a base da pista). De acordo com a nota técnica, “essa movimentação aconteceu através de um conjunto de treliças denominado ‘dispositivo de lançamento’, projetado e construído exclusivamente para posicionar as aduelas metálicas no vão central”.

Também em setembro, foi feita a pré-montagem de outras duas aduelas metálicas, no canteiro de obras, e finalizada a instalação de “tubos forma” no mastro principal brasileiro, que deverá atingir 188 metros de altura (da fundação ao topo da torre) até o final do mês.

Na margem paraguaia, o consórcio informou que foram tensionados os primeiros estais (cabos) verticais e iniciadas as pré-montagens de duas aduelas metálicas. “No mastro principal, as execuções da Câmara de Estais tiveram um avanço significativo, com o início do posicionamento das fôrmas metálicas internas perdidas e a concretagem de parte das paredes da estrutura”, complementa o documento.

Como será

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A nova ponte permitirá que veículos pesados provenientes do Paraguai e da Argentina deixem de transitar pelo centro de Foz do Iguaçu, além de desafogar a Ponte Internacional da Amizade, hoje principal ligação entre Brasil e Paraguai.

Perimetral Leste

As obras da Perimetral Leste, rodovia de 15 quilômetros que vai conectar a nova ponte internacional à BR-277, continuam em andamento, conforme o boletim técnico divulgado pelo consórcio. Já foram executados 4,11% da obra, com investimento de aproximadamente R$ 4,2 milhões, recursos da margem brasileira de Itaipu.

No último dia 17, algumas melhorias incorporadas ao projeto da Perimetral foram apresentadas pela Itaipu, Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz).

A atualização no projeto foi necessária para permitir desapropriações e a inclusão de obras não previstas, como a construção de dois novos viadutos (no cruzamento da Perimetral com as avenidas Felipe Wandscheer e República Argentina) e ampliações das duas aduanas para controlar o fluxo de pedestres e carros de passeio.

Com as mudanças, a expectativa é que a Perimetral seja concluída em meados de 2023, com custo total de R$ 336 milhões. As mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho de Administração da Itaipu.

Obras de Itaipu

A nova ponte internacional e a Perimetral Leste fazem parte do rol de obras financiadas pela Itaipu Binacional e anunciadas nos últimos dois anos. Entre elas, a reforma e a ampliação do terminal e da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, a duplicação da BR-469 (Rodovia das Cataratas) e melhorias na infraestrutura de transmissão de energia. Os investimentos na região somam mais de R$ 2,5 bilhões.

“Faz parte da missão da empresa contribuir para o desenvolvimento do Brasil e Paraguai, com projetos que beneficiem a população em geral e fiquem como legado para as futuras gerações”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

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Obra da Ponte da Integração Brasil-Paraguai atinge 67% de execução em agosto

A obra da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, atingiu 67% de execução neste mês de agosto. Essa informação e mais detalhes estão disponíveis no boletim informativo da obra, publicado mensalmente no portal do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e encaminhado como uma newsletter para quem se inscrever.

Na margem brasileira, em Foz do Iguaçu, foi realizado o tensionamento dos primeiros estais, que são compostos por um conjunto de cabos de aço que sustentarão o tabuleiro da ponte sobre o Rio Paraná. Até o final da obra, serão 116 estais tensionados, variando de 66 a 263 metros de extensão.

Também foi executada a pré-montagem de mais duas aduelas metálicas de um total de 37 que serão posicionadas no vão central, e instalados tubos forma no mastro principal brasileiro, que deve atingir 175 metros de altura, de sua fundação ao topo, até o final de agosto.

Na margem paraguaia, em Presidente Franco, foi finalizada a câmara de transição do mastro principal e iniciada a câmara de estais, que terá 34 metros de altura. Até o final do mês o mastro deve atingir 151 metros. E no vão central foram posicionadas e solidarizadas lajes pré-moldadas sobre a aduela metálica 5.1.

ESTRUTURA – A ponte terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros – o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais. Sua estrutura será maior que a primeira ponte de ligação ao Paraguai, a Ponte Internacional da Amizade, e se localiza a cerca de 10 quilômetros de distância desta. A nova ponte é resultado de parceria entre o Governo do Paraná, Itaipu Binacional e o Governo Federal, cabendo ao DER/PR administrar a execução da obra.

PERIMETRAL LESTE – Na rodovia de acesso entre a ponte e a BR-277, os serviços estão concentrados na execução do viaduto da BR-469, com posicionamento de 38 estacas raiz, e no viaduto no acesso à Ponte Tancredo Neves, com início da superestrutura no encontro 01 e continuidade da mesoestrutura no encontro 02.

INVESTIMENTOS – As obras da Ponte da Integração e da Rodovia Perimetral Leste integram um pacote de investimentos de mais de R$ 1 bilhão da Itaipu Binacional para o Oeste do Paraná. O objetivo é acelerar o desenvolvimento da região, contribuindo para fazer do Paraná o maior hub logístico da América Latina. Os compromissos foram firmados junto ao Governo do Estado, responsável pela gestão das obras.

As informações são de AEN

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Ponte da Integração recebe primeiros cabos de sustentação

Chamados estais, estrutura é feita de aço protegida por cera de petróleo especial. Obra já tem 67% de execução

Os primeiros estais de sustentação da futura Ponte da Integração Brasil-Paraguai, entre Foz do Iguaçu (PR) e Presidente Franco, começaram a ser tensionados neste mês de agosto, na margem brasileira. A informação consta de boletim técnico divulgado nesta semana pelo consórcio responsável pelas obras.

De acordo com o documento, os estais são compostos por um conjunto de cabos de aço protegidos por cera de petróleo especial. O material também é coberto de tubo antivandalismo galvanizado e bainhas de polietileno de alta densidade (PEAD), na cor amarela. Até o final da obra, o consórcio projeta que serão tensionados 116 estais, no total, com ângulos, quantidade de cabos de aço e comprimentos diferentes, variando de 66 a 263 metros de extensão (veja a imagem em anexo).

O boletim indica ainda que 67% das obras da ponte já foram executados, com investimento de aproximadamente R$ 155 milhões dos R$ 323 milhões previstos – recursos da Itaipu Binacional. As obras estão dentro do cronograma e a expectativa é que sejam concluídas em meados de 2022.

Outras atividades

Também neste mês de agosto, na margem brasileira, foi feita a pré-montagem de mais duas aduelas metálicas, de um total de 37 que serão posicionadas no vão central da nova ponte internacional. E a instalação de tubos no mastro principal, que deverá atingir 175 metros até o final do mês (de 190 metros previstos), da fundação ao topo.

Na margem paraguaia, foram posicionadas lajes pré-moldadas sobre uma das aduelas. No mastro principal, as equipes concluíram as execuções da câmara de transição e iniciaram as execuções da câmaras de estais. Ao final do mês, o mastro principal paraguaio deve atingir até 151 metros de altura.

Como vai ser

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai será do tipo estaiada, terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A estrutura será maior que a Ponte Internacional da Amizade, hoje única ligação do Brasil com o Paraguai sobre o Rio Paraná, e terá o maior vão-livre da América do Sul.

A iniciativa é do governo federal, com gestão do governo do Estado e recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional.

Perimetral Leste

O boletim do consórcio também informa sobre o andamento das obras da Perimetral Leste, que vai ligar a nova ponte à BR-277. Até o momento, foram executados 3,3% da obra, com investimento de R$ 3,43 milhões dos R$ 140 milhões previstos. Os recursos também são da margem brasileira de Itaipu.

Neste mês de agosto, foram mantidas as obras no viaduto da BR-469, com posicionamento de 38 estacas-raiz, estruturas que servem de apoio à estrutura; e iniciadas as obras no viaduto da Ponte Tancredo Neves.

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Ponte da Integração abre ciclo de desenvolvimento na região da Grande Porto Meira

Novos negócios em diferentes setores da economia são abertos no entorno da nova ponte internacional. “Já estamos sentindo os efeitos”, relata Gilmar Francisco, que tem oficina há 25 anos na região

A falta de uma confeitaria na região de Porto Meira, em Foz do Iguaçu (PR), chamou a atenção de Rosana Alves e da filha, Adriana. A vontade de abrir um novo negócio era grande, mas as incertezas da economia geravam desconfiança. Tudo mudou no início de 2019, quando a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai foi confirmada, com recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional.

Era o impulso que faltava para mãe e filha. Há três meses, o projeto de Rosana e Adriana finalmente saiu do papel e virou realidade no número 1.719 da Avenida Morenitas. “O movimento aqui é bom, mas a gente espera que melhore muito com a Ponte da Integração. Já estamos reformando [o prédio] e futuramente esperamos até contratar mais funcionários para nos ajudar”, afirma Rosana.

A instalação da confeitaria é parte de um movimento que começou a tomar corpo assim que o megaempreendimento foi confirmado, para conectar Foz do Iguaçu a Presidente Franco (no Paraguai). Novos comércios começaram a abrir as portas, mirando o potencial de crescimento da região. Outros, mais antigos, esperam que a região renasça economicamente, gerando mais renda, empregos e prosperidade.

Rosana Alves e a filha, Adriana Alves. Foto: Sara Cheida | Itaipu Binacional

“Já estamos sentindo os efeitos”, relata Gilmar Francisco, que mora há 40 anos na região e há 25 é sócio de uma oficina de motocicletas. “Eu percebo que a procura por imóveis cresceu muito. Vieram várias pessoas perguntar se queremos vender [o imóvel]; estou vendo os vizinhos construindo. A nova ponte está agitando a região.”

Gilmar conta que a pandemia de covid-19 prejudicou os negócios, especialmente o fechamento da fronteira com a Argentina, de onde vinham muitos clientes da oficina. As obras da nova ponte e o avanço da vacinação deixaram o otimismo em alta. “Tem muita gente querendo vir para cá: [comerciantes] da Vila Portes, transportadoras que querem ficar mais perto [das duas pontes internacionais], despachantes aduaneiros. Vai ser uma mão na roda”, afirma.

Quem também está confiante é Letícia Ortiz Valente, que há três anos tem um comércio de roupas na Avenida Morenitas. Ela aposta no aumento da clientela e já planeja contratar mais mão de obra. “A minha expectativa [com a nova ponte] é que vai crescer muito e melhorar para a gente. Novos empreendimentos e salas comerciais vão sair para esse lado também. Teremos um fluxo maior de pessoas caminhando no comércio, mais lojas, isso tudo ajuda muito.”

Ciclo de desenvolvimento

A confiança dos comerciantes é corroborada pela Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi). O presidente da entidade, Faisal Mahmoud Ismail, cita como exemplo o setor imobiliário, que registra forte aquecimento com novos condomínios na região, muitos vendidos na planta, outros em fase de análise pelos órgãos competentes. Moradores e pequenos comerciantes estão estimulados a reformar casas e lojas.

Empresários da cidade já procuraram a Acifi com interesse de criar um núcleo setorial do bairro justamente para aproveitar as oportunidades de crescimento criadas pela nova conexão internacional. Outras dezenas de atividades estão sendo ativadas, como o próprio comércio, prestação de serviços, indústria e o setor de logística, que será redesenhado com as novas aduanas (no Brasil, Paraguai e Argentina), a Perimetral Leste e a expectativa da construção de um novo Porto Seco.

O turismo, principal atividade econômica do município, também será beneficiado. A cabeceira da nova ponte fica ao lado do Marco das Três Fronteiras e facilitará o acesso ao Parque Nacional do Iguaçu, Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, Avenida das Cataratas (BR-469, que será duplicada), aduana argentina e BR-277. “O impacto local já começou. São centenas de empregos neste primeiro momento, boa parte de trabalhadores que moram no bairro”, salienta Faisal. “Esses investimentos têm impulsionado a criação de novos atrativos e revitalização das atrações turísticas na zona sul de Foz do Iguaçu.”

De acordo com o presidente da Acifi, os investimentos também resultarão em melhorias nos índices de desenvolvimento humano, com maior qualidade de vida para os moradores. E tendem a despertar, nas duas margens do Rio Paraná, maior atenção dos governos locais e estaduais, com mais oferta de serviços públicos, como saúde, educação, segurança, transporte, moradia e lazer.

“A Ponte da Integração terá um grande impacto em Foz do Iguaçu, em nosso Estado e País. Mas será na grande Porto Meira, bairro histórico da nossa cidade, que o empreendimento certamente marcará o início de um novo capítulo e de um novo ciclo econômico”, estima.

Sobre a ponte

A construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai começou em agosto de 2019 e, em menos de dois anos, alcançou 64% de execução – de acordo com o último boletim técnico divulgado pelo Consórcio Ponte Brasil-Paraguai. Os investimentos ultrapassaram R$ 149 milhões, do total previsto de R$ 323 milhões. As obras estão dentro do cronograma e a expectativa é que a nova ponte internacional esteja concluída em meados de 2022.

A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A estrutura será maior que a Ponte Internacional da Amizade, hoje única ligação do Brasil com o Paraguai sobre o Rio Paraná, e está localizada próxima à confluência com o Rio Iguaçu, no Marco das Três Fronteiras.

Também está em construção a Perimetral Leste, que ligará a futura ponte à BR-277. O custo total desta obra será de R$ 140 milhões, incluindo uma rodovia de 15 quilômetros de extensão, dois viadutos (um deles de interseção com a BR-469), uma rotatória alongada, duas travessias e duas aduanas.

A ponte e a Perimetral fazem parte de um conjunto de grandes obras de infraestrutura financiadas pela Itaipu Binacional e anunciadas nos últimos dois anos. Entre elas, estão a reforma e a ampliação do terminal e da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e a duplicação da pista que liga o aeroporto à BR-469, rodovia que também deverá ser duplicada com recursos da binacional.

A Itaipu tem ainda outras obras concluídas ou em execução, como ciclovias e pistas de caminhada, a ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) e o futuro Mercado Municipal, em Foz do Iguaçu. Estão em andamento ainda a duplicação de um trecho da BR-277 em Cascavel, a conclusão da Estrada Boiadeira e o contorno do município de Guaíra, além da modernização do sistema de transmissão de Furnas – entre outras obras. São mais de R$ 2,5 bilhões de investimentos com a geração de mais de 2,5 mil empregos.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira, ressalta que os investimentos estão em linha com a missão da empresa e as diretrizes do governo federal. “São obras que trarão mais desenvolvimento para a região e o País, com geração de empregos e dignidade para a nossa população”, conclui.

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Concluída licitação da via do acesso rural no lado paraguaio da Ponte da Integração

O Ministério das Obras Públicas e Comunicações concluiu, na última semana, a licitação para definir quem irá executar a via na área rural de Presidente Franco, no acesso à Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai. O Consórcio Mediterrâneo, composto pelas empresas Construtora Petricevic SA, Ing. Miguel Chaves Hausman e Iniciativas Construtivas SA venceu a Resolução 1.669/2021, apresentando a segunda melhor oferta.

A licitação é o segundo lote da via, já denominada Corredor Metropolitano del Este – ela vai unir a a cabeceira da ponte, em Presidente Franco, até a Rota Nacional PY02 em Ciudad del Este, que dá acesso ao lado paraguaio da Ponte Internacional da Amizade. De acordo com o diretor de Obras Públicas, Arnoldo Wiens, o documento foi assinado dia 19 de agosto, com investimento previsto de G$ 162.949.215.036 (aproximadamente R$ 125 milhões).

Ao todo, segundo a rádio La Clave, 19 empresas e consórcios participaram da licitação internacional para construção do acesso à nova ponte, a segunda sobre o rio Paraná a unir Brasil e Paraguai na região de Foz do Iguaçu. A primeira etapa do Corredor Metropolitano (lote 1), teve como vencedor o Consórcio CT VIAL (Construtora Isacio Vallejos S. A; Tecnologia Del Sur SAE), com uma oferta de G$ 289.659.810.096 (aproximadamente R$ 210 milhões).

Detalhes das obras

O acesso rural do Corredor inclui a construção de uma estrada de quatro faixas com pavimentação asfáltica – bloco 1 do quilômetro 0 ao quilômetro 19,1 e bloco 2 do quilômetro 19,1 ao quilômetro 30,8, totalizando quase 31 km de rodovia. A maior parte do trecho, até a ligação com a Ponte de Integração, será dentro dos limites de Presidente Franco.

No primeiro bloco, a interseção com a Rota Nacional PY02 está incluída. O programa da infraestrutura prevê a inclusão de obras de aterro, construção do pacote estrutural, obras de drenagem, bem como a construção de obras complementares.

A pavimentação asfáltica será construída sobre uma plataforma de 11,2 metros de largura duplicada com separação de 13 metros entre elas. O pacote consistirá em um subleito, uma base granular, uma base granular, uma base asfáltica e um concreto asfáltico.

Nas obras de drenagem serão construídos bueiros tubulares e celulares, cordão de calha, redutor de velocidade e demais obras necessárias. Ao mesmo tempo, contemplam obras complementares como sinalização horizontal e vertical, construção de fiação, cordão de concreto, entre outras. O prazo de execução para ambos os lotes é de 24 meses a partir da ordem de início.

Com informações de GDia

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Paraguai se une a Foz do Iguaçu na luta contra mudança do nome da Ponte da Internacional da Integração

Presente à plenária do Codefoz, a prefeita de Presidente Franco, Julia Ferreira, afirmou que o município está convocando o Governo de Alto Paraná, os órgãos de relações internacionais e a presidência do Paraguai em prol da manutenção da nomenclatura Ponte da Integração.

O Paraguai se uniu a Foz do Iguaçu contra a mudança do nome da Ponte da Integração, aprovado pela Câmara Federal. Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codefoz) na sexta-feira, 20, Presidente Franco manifestou apoio a Foz para manter o nome da Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai. De acordo com nota do Codefoz, foram definidas diversas ações a serem realizadas pela sociedade civil e poder público das duas cidades, que serão ligadas pela nova via.

A plenária aprovou documento assinado por lideranças e autoridades públicas a ser enviado ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pedindo a rejeição do projeto deliberado pela Câmara Federal, que propõe nomear a ponte de “Jaime Lerner”. Os três senadores do Paraná serão mobilizados para defender a designação Ponte da Integração.

Presente à plenária do Codefoz, a prefeita de Presidente Franco, Julia Ferreira, afirmou que o município está convocando o Governo de Alto Paraná, os órgãos de relações internacionais e a presidência do Paraguai em prol da manutenção da nomenclatura Ponte da Integração. A articulação tem o apoio do Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri).

“Exigimos respeito em nome da cidade de Presidente Franco e do Paraguai, pois não fomos ouvidos para essa mudança de nome da ponte”, enfatizou a prefeita. “Nosso país é parte da Itaipu, que está custeando a obra, e, como povos irmãos, deveríamos ter sido consultados. Não estamos de acordo e não aceitaremos essa alteração”, disse a gestora.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, garantiu o apoio da administração. “Reafirmamos que a prefeitura está junto neste entendimento de que é Ponte da Integração, é assim que ela será chamada. Endossamos essa compreensão da sociedade iguaçuense e de Presidente Franco”, pontuou.

O chefe de gabinete da direção brasileira da Itaipu Binacional, coronel Robson Rodrigues de Oliveira, sintetizou o clamor da comunidade da região. “Há uma pedra fundamental da obra em que consta Ponte da Integração. Nosso pleito é muito simples: manter o nome já escolhido e consolidado trinacionalmente”, asseverou o gestor, que é vice-presidente do Codefoz.

Indignação

Presidente do Codefoz, Felipe Gonzalez ressaltou que o nome de Ponte da Integração confirma uma longa história de amizade e harmonia entre os países da fronteira. “Temos as pontes da Amizade, da Fraternidade e, agora, a da Integração. Isso mostra o quanto somos unidos nas Três Fronteiras e seguiremos assim, sem aceitar interferências”, declarou.

“Apresento toda a minha indignação a esse deputado que é autor do projeto para mudar o nome da ponte”, frisou o presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACIFI), Faisal Ismail. “Foi uma iniciativa desrespeitosa, tomada isoladamente, sem qualquer consulta às lideranças e autoridades da fronteira”, completou.

União institucional

Vários vereadores iguaçuenses participaram da plenária do Codefoz, reagindo enfaticamente contra a proposta que pretende dar outro nome para a nova ponte internacional entre o Brasil e o Paraguai. O Legislativo também adotará novas medidas a favor da designação escolhida e já popularizada nas Três Fronteiras.

“É uma arbitrariedade, um projeto inoportuno que quer personalizar uma ponte que representa a integração, a união de dois países”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal, vereador Ney Patrício (PSD). “Essa proposta, sem ouvir nem consultar as cidades da fronteira, tem uma intenção meramente política”, denunciou.

Documento

A moção endereçada ao Senado Federal é firmada pelo prefeito Chico Brasileiro, pelo presidente da Câmara, Ney Patrício, e pelos diretores do

Codefoz, Felipe Gonzalez, coronel Robson Rodrigues de Oliveira e Rodiney Alamini. Também assinam os presidentes da ACIFI, Faisal Ismail; do Conselho Municipal de Turismo, Yuri Benites; e da Associação de Arquitetos, Agrônomos e Engenheiros de Foz do Iguaçu, Márcia Porto.

O texto afirma que projeto que nomeia a ponte de “Jaime Lerner” tramitou com urgência no Legislativo federal, anulando o debate e retirando da população da fronteira o direito de exprimir opinião. Enfatiza que a obra é uma reivindicação histórica da região e que irá gerar um novo ciclo desenvolvimentista.

“Não há proposição merecedora de avançar quando o seu propósito e conteúdos contrariam o interesse dos representados pelo Poder Legislativo”, conclui o pedido para que o Senado Federal rejeite o projeto. A íntegra do documento está disponível em http://www.codefoz.org.br/2021/08/ponte-da-integracao-mocao-de-apelo-ao-senado-federal/

Contexto

Sem qualquer consulta ou aval de lideranças e autoridades públicas da fronteira, o deputado Evandro Roman (Patriota-PR) apresentou o Projeto de Lei (PL) 1.984/2021, aprovado na Câmara Federal. A matéria será deliberada no Senado Federal.

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Contrariando Foz do Iguaçu, Câmara aprova nome de Jaime Lerner para nova ponte entre Brasil e Paraguai

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1984/21, do deputado Roman (Patriota-PR), que dá o nome de  Jaime Lerner à nova ponte de integração entre Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, e Presidente Franco, no Paraguai. A obra ainda está em construção. O projeto segue para o Senado.

A aprovação da mudança de nome da Ponte da Integração ganhou repulsa da comunidade de Foz do Iguaçu. A Câmara de Vereadores aprovou uma Moção pedindo a retirada do projeto da pauta da Câmara, o que acabou não acontecendo.

A Associação Comercial e Empresarial (Acifi) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codefoz) divulgaram uma nota de repúdio contra a proposta de Roman, por ter sido apresentada sem uma discussão com a sociedade.

AQUI para relembrar a polêmica

O deputado disse que apresentou a proposição a pedido da comunidade judaíca do Paraná. De acordo com ele, Lerner é foi um arquiteto, urbanista, prefeito de Curitiba por três vezes e governador do Paraná por duas vezes e morreu em maio deste ano.

“Ele tinha como lema integrar os povos pelas suas obras. A ponte vai unir duas nações”, apontou Roman. “Os gênios começam a viver no coração das pessoas depois de sua partida. Jaime Lerner aceitava os diferentes. Figura bondosa e divertida que conquistava as pessoas. Sua obra e seu pensamento são marcas vivas que continuarão por muito tempo”, disse Roman.

Apesar do curriculo, Jaime Lerner é reconhecido como estado como o governador que implantou o pedágio mais caro do país nas rodovias do Estado, cujos contratos vencem em novembro deste ano.

Nas eleições de 2018, Roman recebeu mais de três mil votos em Foz do Iguaçu, se elegendo suplente de deputado federal. O parlamentar tem domicílio eleitoral em Cascavel.

A Ponte da Integração está sendo construída com recursos da margem brasileira da Itaipu Binacional.

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Deputado federal que quer mudar o nome da Ponte da Integração fez mais de 3 mil votos em Foz do Iguaçu

O deputado federal Evandro Roman (PSD), que aprovou regime de urgência ao seu projeto de lei que muda o nome da Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai para Ponte Jaime Lerner, fez 3.067 votos nas eleições de 2018 em Foz do Iguaçu.

Com os votos recebidos dos iguaçuenses, Roman ficou em 13º entre os mais votados para a Câmara Federal na cidade – 2,35% do total de votos válidos. O parlamentar, que ex-árbitro de futebol, é suplente de deputado e tem domicílio eleitoral em Cascavel.

A mudança na denominação da Ponte da Integração gerou polêmica entre a população e já foi rechaçada em moção aprovada pelos 15 vereadores e nota de repúdio do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codefoz) e da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi).

– Pedra fundamental da Ponte da Integração lançada pelos presidentes do Brasil e do Paraguai – Foto: Nilton Rolin/Itaipu Binacional

Evandro Roman diz que apresentou o projeto atentendo pedido da comunidade judaíca do Paraná, como forma de homenagear o ex-governador Jaime Lerner, cuja administração foi responsável pela implantação do pedágio nas rodovias do Paraná.

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Mudança do nome de Ponte da Integração atendeu pedido da comunidade israelita, diz deputado

A mudança na denominação da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, para Ponte Jaime Lerner, atende pedido uma solicitação comunidade israelita. A informação é do autor da proposta, deputado federal Evandro Roman (Patriotas-PR).

A iniciativa, que teve aprovado o regime de urgência na última semana, gerou polêmica em Foz do Iguaçu (AQUI para relembrar). Lideranças reclamaram da falta de diálogo sobre o tema (AQUI para relembrar).

“Primeiramente, Jaime Lerner foi também governador do Paraná e era um cidadão comum em todas as cidades. Tem suas obras registradas no mundo inteiro. Teve seus acertos e erros como todos os humanos tem”, disse Roman em entrevista ao Airton José, do Jornal da Cultura da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu.

“A sugestão de mudança do nome de Integração é por que Jaime Lerner sempre trabalhou como integrador entre os povos. E esta solicitação chegou vindo direta da comunidade israelita do Brasil, da comunidade judaíca do Paraná, para que pudéssemos prestar esta homenagem”.

“Em nenhum momento foi querer afrontar, simplesmente fizemos uma apresentação, que teve aprovação dos líderes. Se não for aceito ou for (pelos demais deputados), tudo bem”, ressaltou.

Foto: Reprodução/Rádio Cultura

AQUI para ouvir a entrevista a partir das duas horas e 15 minutos

A ponte

A Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros – o maior da América Latina.

Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais.

A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco.

A estrutura custará cerca de R$ 323 milhões, com recursos totalmente financiados pela margem brasileira da Itaipu Binacional.

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Obras da Ponte da Integração completam dois anos em meio à polêmica sobre nome

As obras da Ponte Internacional da Integração Brasil-Paraguai completaram, no sábado (07), dois anos desde seu início. A data coincidiu com uma polêmica criada na última semana, após a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência a um projeto de lei que dá o nome à ponte do ex-governador Jaime Lerner, que morreu recentemente. A população foi pega de surpresa com proposta do deputado Evandro Roman (Patriota-PR). Lideranças apontam “falta de diálogo”.

A nova ponte representa “um marco da engenharia moderna” ressalta a rádio La Clave, ao lembrar do segundo aniversário do início das obras. “Um empreendimento financiado pela Itaipu e possível graças à vontade política dos presidente Mario Abdo Benítez e Jair Bolsonaro (Paraguai e Brasil), respectivamente. O diálogo para a construção, aberto em 1992 deu vida a um sonho “esperado de paraguaios e brasileiros”.

A estrutura terá 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros – o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais. A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco. Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, custará cerca de R$ 323 milhões.

Diálogo e pedágio

A mudança do nome da vida provocou polêmica por dois fatos – não foram realizadas audiências públicas para manifestações e por homenagear o governador cuja gestão aprovou a implantação do pedágio nas rodovias do Paraná, principalmente as regiões mais distantes da capital. De Foz do Iguaçu até o litoral, passando por Curitiba, são 10 praças de cobrança e um custo de aproximadamente R$ 270,00 para carros de passeio percorrer a extensão.

Nas redes sociais, moradores tem se manifestando de forma bastante ríspida pela iniciativa do deputado Roman, cujo domicílio eleitoral é Cascavel. Como tramita em regime de urgência, o Projeto 1984/2021, que denomina “Ponte Jaime Lerner”, poderá ser votado nas próximas sessões do Plenário.

Para o presidente do Codefoz, Felipe Gonzalez, o nome de Ponte da Integração está de bom tamanho, mas se for para mudar, a população de Foz do Iguaçu e região tem que opinar. “Não tem nenhum sentido elencar qualquer nome sem consultar a região trinacional. Ponte da Integração está bem adequado, pois significa amizade, fraternidade e integração”, disse.

“Na minha opinião é que, apesar de ser um nome expressivo, conhecido dos paranaenses, governador, prefeito de Curitiba, é um cidadão que merece nosso reconhecimento e respeito por tudo que ele fez pelo Paraná, “mas a discussão tem que ser ampla”, disse o secretário de Turismo e Projetos Estratégicos de Foz do Iguaçu, Paulo Angeli. “Acredito que temos de envolver a população para que esta se sinta realmente representada quando o nome for escolhido”, completou.

Desconforto

A historiadora Solange Portz, que é formada pelo Programa de Pós Graduação Sociedade Cultura e Fronteira, diz que a proposta gerou um “desconforto” na região. “A notícia da aprovação em regime de urgência do Projeto de Lei 1984/21, do deputado Roman, gerou preocupação e até um certo desconforto na comunidade fronteiriça”, ressaltou.
“Quem conhece a história local, regional e reconhece personagens importantes nas relações entre Brasil-Paraguai é que seriam dignos de tal reconhecimento e homenagem pelos feitos na região”, afirma a historiadora. Que ressaltou: “Porém, não foram lembrados. Além disso, a comunidade fronteiriça foi sequer consultada”.

Como exemplo, Solange cita o botânico e cientista suíço Moisés Santiago Bertoni, que teve sua vivência entre os dois países (Brasil e Paraguai). “Ele chegou na América do Sul em 1884 e se instalou nas barrancas do rio Paraná, vindo a falecer em Foz do Iguaçu no ano de 1929, na casa do amigo e compadre Harry Schinke”, completou.

AS informações são de GDia