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Foz do Iguaçu, Justiça,

Ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, é alvo de duas novas ações judiciais

Em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, o Ministério Público do Paraná (MPPR), por intermédio da 6ª Promotoria de Justiça, ajuizou duas ações civis públicas em face do ex-prefeito da cidade Reni Pereira (gestão 2013-2016) por irregularidades que ensejaram as rejeições das respectivas contas dos períodos de 2014 e 2016.

O MPPR sustenta que o então gestor praticou ato de improbidade administrativa nas duas situações, que implicaram, no total, em prejuízo de R$ 30.642.121,70 aos cofres públicos.

A primeira ação trata da ausência de transferência devida pelo gestor, em 2014, de recursos ao fundo previdenciário dos servidores municipais, causando dano de R$ 7.748.966,71.

O segundo processo se refere ao fato de o requerido ter assumido indevidamente a obrigação de despesas nos dois últimos quadrimestres do exercício financeiro de sua gestão, em 2016, em montante superior à disponibilidade financeira do Município, “deixando para o subsequente gestor uma dívida milionária” – em valores atualizados, R$ 22.893.154,99.

O MPPR requer a condenação do ex-prefeito por ato de improbidade administrativa, o que pode levar a sanções como suspensão dos direitos políticos, reparação dos prejuízos e multa. (Do MPPR).

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MPPR ajuíza ação contra Reni Pereira por não haver empenhado verbas da previdência dos servidores municipais

O Ministério Público do Paraná, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Foz ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Reni Pereira, gestão 2013-2016.

O então gestor teria deixado de empenhar e liquidar despesas para cobertura do déficit atuarial dentro do exercício de 2014, no montante aproximado de R$ 5,2 milhões (cerca de R$ 7,7 milhões em valores atualizados).

Conforme a ação, a Lei Municipal 4.030/2012 e o Decreto Municipal 23.568/2014 estabeleceram que o aporte mensal para cobertura do déficit atuarial do Município de Foz do Iguaçu em 2014 seria de 11% para o Fundo Previdenciário e 18% para o Fundo Financeiro, incidentes sobre a folha dos inativos e pensionistas.

Entretanto, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná, ao analisar as contas do Município referentes ao exercício de 2014, concluiu que houve irregularidade consistente na realização de despesas sem prévio empenho (aportes para cobertura do déficit atuarial), o que não é permitido pela legislação.

O MPPR sustenta que a conduta do ex-prefeito “de contrair despesas sem prévio empenho consubstanciou flagrante violação ao princípio da legalidade”.

Por isso, requer na ação a condenação do ex-chefe do Executivo de Foz do Iguaçu às sanções previstas na Lei de Improbidade, como suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

Por: Rádio Cultura

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TRE suspende tramitação de ação contra o ex-prefeito Reni e a ex-deputada Claudia na Justiça Federal

A decisão proferida no dia 2 de outubro, embola ainda mais o jogo complicado que envolve o processo da Operação Pecúlio e protela a o julgamento de Reni Pereira e sua esposa, Cláudia Pereira, além de outros envolvidos que já interpuseram recursos semelhantes.  

O recurso para suspender o trâmite na 3ª Vara da Justiça Federal de Foz do Iguaçu fora interposto pelos advogados de Reni e de Cláudia Pereira. “Postergo a apreciação do tema para o momento do julgamento do recurso pelo colegiado”, afirma o desembargador em seu relatório. Ele determina que o fato seja comunicado a 2ª Zona Eleitoral de Curitiba e à Justiça Federal. 

O desembargador entendeu que “os recursos eleitorais, salvo quando se tratar de cassação de registro, afastamento do titular ou perda de mandato eletivo, não são dotados de efeito suspensivo; contudo, o relator pode suspender a imediata eficácia da decisão quando reputar plausível as alegações do recorrente e do imediato cumprimento da decisão ser possível resultar dano irreparável”.

Em sua decisão ele argumenta que “a multiplicidade de fatos que envolvem o processo, permeado por incontáveis documentos e acordos de colaboração premiadas, exige exame mais acurado da questão”. 

Peteca

Desde o início da Operação Pecúlio/Nipoti, Reni e Claudia Pereira insistem em ser julgados pela Justiça Eleitoral, impondo diversos embargos que foram rejeitados. Eles entraram com recurso alegando que “as condutas apuradas são indissociáveis de supostos crimes eleitorais, impondo-se a manutenção da competência da justiça eleitoral em razão da conexão e continência”. 

Por: GDia

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Operação Pecúlio/Nipoti é suspensa em Foz do Iguaçu e processo vai para Justiça Eleitoral

Na tarde de hoje, o juiz da 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu determinou a suspensão dos processos decorrentes das Operações Pecúlio e Nipoti, bem como o envio dos autos ao juízo eleitoral competente.

Tal decisão foi tomada devido à ordem do Superior Tribunal de Justiça no Recurso em Habeas Corpus n° 116.663, impetrado pela Defesa de Claudia Pereira, que reconheceu a competência da Justiça Eleitoral para analisar o inquérito, informam os advogados Rodrigo Sánchez Rios, Vitor Augusto Sprada Rossetim, Renata Amaral Farias e Jorge Vicente Silva.

A partir da decisão do STJ, no final do ano passado, a Defesa do ex-Prefeito Reni Pereira já havia apresentado requerimento à Justiça Federal pedindo a remessa e suspensão das Ações Penais – o que havia sido concedido parcialmente pela Magistrada que anteriormente presidia a 3ª Vara Federal.

Assim, uma vez tendo tomado conhecimento da situação processual e buscando evitar prejuízos ao andamento da Operação, o juiz que recentemente assumiu a 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu decidiu, com base nos pedidos feitos pela Defesa de Reni e Claudia Pereira, pela remessa de todos os feitos correlatos à Justiça Eleitoral e pela suspensão do andamento dos processos até deliberação final do juízo especializado.

De todo modo, independentemente de qual seja a decisão tomada, a Defesa aguarda com tranquilidade e confiança de que será demonstrada a improcedência das acusações lançadas.

Justiça, Política,

Ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, é condenado

Essa é a primeira sentença de condenação pela Operação Pecúlio

O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, foi condenado pela primeira sentença decorrente da Operação Pecúlio que apurou irregularidades durante o mandato dele, informa o site da CTVE.

A decisão da juíza substituta Flávia Hora de Mendonça, da 3ª Vara Federal de Foz Iguaçu, estabelece duas condenações com penas de 7 anos e três meses e quatro anos.

Inicialmente ele poderá cumprir pena em regime semi-aberto. A Justiça também determinou multas que passam do valor de R$ 1 milhão.

A defesa de Reni Pereira vai recorrer às condenações.

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Agentes de Apoio de CMEIs de Foz do Iguaçu querem melhorias e reconhecimento

Categoria já entregou manifesto ao prefeito Chico Brasileiro cobrando criação de um Plano de Carreira para receber melhoria salarial

Os Agentes de Apoio dos Centros Municipal de Educação Infantil (CMEIs) de Foz do Iguaçu estão cobrando, da Prefeitura e Câmara de Vereadores, melhorias e reconhecimento trabalhista.

A categoria, que participou no último sábado (28) de um curso no Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDH), já se reuniu com o vice-prefeito Nilton Bobato e entregou carta de reivindicações ao prefeito Chico Brasileiro, destaca Ronildo Pimentel, no GDia.

O quadro de servidores foi formado com o concurso público realizado em 2016, três anos após a Promotoria da Infância e Juventude provocar judicialmente a Prefeitura, para abrir três mil vagas nos CMEIs. A partir das aprovações, foram efetivados 365 agentes para 40 horas semanais, sem direito a hora atividade.

Os trabalhadores da educação pública municipal resistiram, através de sindicatos. As nomeações dos agentes, que no início precisavam apenas do Ensino Fundamental, foram viabilizadas com a mudança para o Ensino Médio. Nos últimos anos, em função da falta de um plano de carreira e progressão, o quadro acabou reduzido a 196 servidores.

Hoje, muitos dos agentes são ou estão se graduando em nível superior, inclusive nas áreas de Pedagogia e Licenciaturas. “Temos pouca valorização e atualmente lutamos junto dos secretários, que também não tem Plano de Carreira”, disse o agente de apoio Rafael Clabonde. “Entrarmos junto aos demais profissionais da Educação, como trabalhadores não-docentes”, frisou.

Direitos e qualidade
A categoria luta por direitos e garantir educação de qualidade as crianças, reforça. Os agentes cobram também equiparação salarial, uma vez que alguns atuam em secretarias, não recebendo o mesmo salário que os secretários (que também prestaram concurso tendo como requisito, o Ensino Médio). “Tão pouco a gratificação que estes recebem”, afirmou Clabonde.

Os agentes lembram que muitos trabalham em apoio exclusivo à crianças PCD (Pessoa com Deficiência) sem recebermos formação para isto. “Outros sequer fizeram curso básico de Primeiros Socorros, um dos poucos momentos que tivemos, contato com informações fundamentais para exercermos nossas atividades”, relata o servidor.

Nos últimos anos, os agentes tem participado de atividades como o Projeto Paulo Freire. Clabonde, que é graduado em História-América Latina, apresentou no ano passado junto com o Antropólogo pela Unila, Ivanildo Vieira, um trabalho para Semana de Valorização do Servidor também levado, de 16 a 20 de setembro, na Semana de Pedagogia e Jornadas Acadêmicas da Unioeste.

A categoria busca apoio para aprovar seu plano de carreira, que permita avançar em temas de urgência, como a valorização salarial. Os agentes lembram que eles participam ativamentes de Conselhos Escolares, APMF e as recém criadas Brigadas Escolares, no CMEI.

Legislação
O curso, no CDH, em parceria com o Sinprefi (Sindicato dos Professores), aprofundou os estudos na legislação que fundamenta as reivindicações da categoria. Os agentes já se reuniram com o vice-prefeito Nilton Bobato que, quando vereador, se posicionou contrário a criação do quadro durante a gestão do ex-prefeito Reni Pereira.

Os servidores também entregaram, durante a última edição do “Foz Comunidade” na última semana na Unioeste, um manifesto ao prefeito Chico Brasileiro. “Agora aguardamos uma audiência para saber a posição da atual administração”, completam os agentes.

Brasil, Justiça, Paraná, Política,

STJ dá 10 dias para Justiça Federal em Foz do Iguaçu enviar provas contra réu na Nipoti

A Justiça Federal ouviu, nos meses de agosto e setembro, os 98 réus da Operação Nipoti

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu prazo de 10 dias para a Justiça Federal de Foz do Iguaçu enviar as provas de corroboração (que confirmam) as denúncias contra Juarez Silva dos Santos, réu na Nipoti, um dos desdobramentos da Operação Pecúlio da Polícia Federal (PF). Caso as provas não sejam enviadas no tempo estabelecido, o STJ poderá conceder o pedido de Habeas Corpus e anular todo o processo contra Juarez, informa a defesa. As informações são de Ronildo Pimentel, no GDia.

Em seu despacho, o ministro Sebastião Reis Júnior, relator do processo Nipoti/Pecúlio no STJ, informa que levou em consideração a “manifestação” do Juízo de Direito da 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, “no sentido da existência de vasto material probatório relacionado à ação penal em questão”. Com isto ele dispensa o “envio dos elementos de informação anteriormente solicitados”.

No entanto, afirma o magistrado, a titular da 3ª Vara Federal, a juíza Flavia Hora Oliveira de Mendonça, deverá “esclarecer, pormenorizadamente”, em que elementos, “além dos termos de colaboração premiada firmados”, o Ministério Público Federal (MPF) se consubstanciou para oferecer a denúncia. “Tais informações, que deverão ser apresentadas em 10 dias corridos, poderão vir acompanhadas de manifestação do próprio Parquet Federal sobre a questão”, completou Reis Júnior.

Argumento
O Habeas Corpus apresentado pelo advogado Rodrigo Duarte, tem como base o argumento de que existe uma jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio STJ, que não permite que uma ação penal tenha origem só com base em depoimento de colaboração premiada.

“O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que é o órgão de segundo grau de Justiça Federal de Foz do Iguaçu, com sede em Porto Alegre (RS), negou este pedido de habeas corpus”, ressaltou Duarte. “Então, recorremos ao STJ, que pensa igual ao STF, ou seja, só com base em colaborações premiadas, não é possível instaurar processo criminal contra ninguém”.

Como resultado do pedido, o ministro do STJ “exigiu da juíza”, que esclarecesse se, no caso de Juarez, é do jeito que está sendo afirmado. “Ou seja, se só teriam colaborações premiadas, ou se também haveriam as chamadas provas de corroboração”, afirmou Duarte.

O advogado disse que, no caso do seu cliente, tem ciência de só existem colaborações premiadas. Juarez teria sido apenas citado pelos réus colaboradores Melquisedeque da Silva e Rodrigo Becker. “Tenho a tranquilidade que a juíza não vai conseguir demonstrar que existem provas de corroboração”, disse.

Desdobramentos
O advogado afirma que a tendência é, “dentro de algum tempo, ganharmos este Habeas Corpus e anular todo o processo contra o Juarez”. Duarte adiantou que, tão logo obtenha sucesso, vai utilizar o mesmo caminho, a mesma estratégia com outros clientes dele relacionados a ação.

“Outros advogados também poderão fazê-lo com relação aos seus clientes que, igualmente, só tenham as palavras dos colaboradores contra seus clientes”, disse. No caso do STJ entender e conceder o habeas Corpus, no chamado “julgamento do mérito”, a Nipoti poderá acabar para vários réus envolvidos na ação.

Contexto
A Nipoti foi deflagrada em 16 de dezembro, durante investigação sobre a suspeita de pagamento de “mensalinho” aos vereadores, em troca de apoio político ao ex-prefeito Reni Pereira. Como resultado da ação, 12 dos 15 vereadores da legislatura 2017/2020 acabaram presos.

Ao longo das investigações, 98 suspeitos acabaram como réus . Desde total, 12 se tornaram colaboradores. De acordo com Rodrigo Duarte, dos 86 que sobraram, metade não tem uma única prova de corroboração contra eles, “só papo furado de colaborador”, disse.

“Os outros 43, tem provas sim”, afirmou o advogado. “Então, o que este Habeas Corpus vai abrir, se ganharmos no STJ, vai abrir caminho para 40% dos réus poderem, sem muita dificuldade, se livrarem do processo. Os 98 réus citados na ação, incluindo Reni Pereira, foram ouvidos pela Justiça Federal nos meses de agosto e setembro. Até o momento ainda não foi exarada uma decisão.

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Após quatro dias e meio, Reni Pereira encerra depoimento afirmando ser vítima de armação

“Perdi a família, a saúde, tive três infartos, por causa de uma mentira” disse o ex-prefeito; Ele é acusado pelo MP de ter chefiado uma organização criminosa na Gestão 2013/2016

Reni Pereira encerrou nesta quinta-feira, 12, ao meio dia e meia, o seu depoimento à Justiça Federal no âmbito da Operação Pecúlio e Nipoti. Foram quatro dias e meio de depoimento onde o ex-prefeito respondeu todas as perguntas e negou as acusações que pesam contra ele.

De acordo com o Ministério Público, Reni chefiava um esquema de corrupção envolvendo a prefeitura de Foz do Iguaçu e a Câmara Municipal de Vereadores, destacou Josué Calebe, na Rádio Cultura.

Ele disse desconhecer qualquer esquema de corrupção dentro da prefeitura, no entanto, ressaltou que se caso houve, esse esquema era comandado pelo ex-secretário de Tecnologia e Informação, Melquizedeque de Souza.

“Temos a comprovação, não tínhamos espaço para duas organizações criminosas na prefeitura, se eu fosse o líder de uma organização criminosa, saberia o que todos os membros dessa organização estavam fazendo, e ele não teve espaço para me imputar qualquer participação na fraude do ITBI, que ele roubou a prefeitura, que foi identificada por servidores e que eu denunciei à polícia”, justificou Reni.

“Demonstrei o quanto ele era ardiloso, ele era ardiloso no convencimento, não só de mim como gestor, mas de outras pessoas, demonstrei isso através de gravações telefônicas”, disse o ex-prefeito.

“”Quando ele falava com as pessoas, dizendo que havia falado comigo, eu colocava uma ligação imediatamente anterior onde nós falávamos de outras coisas”, ressaltou Reni.

Leia o restante do artigo no site da Rádio Cultura

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Em Foz do Iguaçu, MPF define condições do acordo para a conclusão da Avenida Olímpio Rafagnin

Volta dos trabalhos depende de análise da empresa, dos termos de reajuste e reequilíbrio dos contratos propostos pela Prefeitura

O Ministério Público Federal (MPF) definiu, as “condições para o término da obra da Avenida Olímpio Rafagnin”, importante via alternativa à BR-277 no acesso principal de Foz do Iguaçu.

A retomada das ações no local, informa Ronildo Pimentel no Gazeta Diário, depende agora de aprovação, por parte da empresa, do reajuste e reequilíbrio financeiro dos contratos propostos pela Prefeitura e dos prazos para estabelecer um novo Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

As obras da Avenida Olímpio Rafagnin integraram o lote de investimentos paralisados em 2016 durante o Governo Reni Pereira. Os trabalhos foram retomados, em 2018, mas acabaram paralisados em janeiro. O TAC expirou em 30 de abril, sem a conclusão da obra.

A empresa entrou com uma ação, na qual figuram como réus o MPF e a Prefeitura. O juiz titular da 2ª Vara Cívil de Foz do Iguaçu, Rony Luiz Ferreira, abriu prazo para as partes oferecerem propostas de conciliação. “O município ofereceu sua proposta na semana passada, no dia 18 (quinta-feira)”, informou o Procurador-Geral, Osli Machado.

“O município quer a retomada das obras, ofereceu reajuste e reequilíbrio dos contratos”, adiantou o procurador. Após este fato, a empresa se manifestou, através de seus advogados, informando que precisava de um prazo de cinco dias para entender o processo. A expectativa é que em 10 a 15 dias haja um desfecho sobre a finalização ou não do acordo.

Contexto
A manifestação do MPF, tem as base, termos e condições para refazer o TAC no processo. O juiz, segundo apurou o Gazeta Diário, deverá marcar uma audiência para alinhavar as propostas e chegar em um entendimento comum. Importante destacar que no atual estágio, existe uma posição clara da Prefeitura, com números e os requisitos solicitados pelo MPF para um eventual acordo.

Caso a empresa concorde, após a análise dos termos, será homologado o acordo com o MPF. Se todas as partes aceitarem, a empresa terá um prazo de 90 dias para a conclusão das obras na via.
Procedimento
De acordo com os termos definidos pelo MPF, antes da retomada da obras, deverá ser realizada a medição para apurar o que “foi executado” (dados físicos) e “o valor pago” (dados financeiros), devendo constar todas as involuções de serviços pagos a maior, “bem como as obras realizadas, mas não pagas”.

Nesta mesma medição deverá constar “todos os serviços realizados pela empresas desde a celebração do TAC até 30 de abril de 2019 (data final anteriormente fixada)”.

Após a conclusão do estudo, o documento deve ser encaminhado à Caixa Econômica Federal para ajustar dados físico e financeiro, bem como enviada cópia ao MPF.

“(…) após a elaboração do documento acima, fixa-se o prazo de 90 dias para a conclusão da obra e execução dos serviços, conforme consta no segundo termo aditivo ao termo TAC 01/2018”, com o cumprimento do cronograma global da obra a ser elaborado pela empresa.

Pelo novo TAC, a empresa vai recolher, aos cofres do município, valor que deverá ser fixado durante o acordo, como “medida compensatória de eventuais danos coletivos”, mais multa diária de R$ 20 mil.

Obrigações
De acordo com o termo, o município ficará comprometido a enviar a cada 15 dias, sob pena de multas, os diários de obras ao MPF, realizar ações de medições mensais na obra e encaminhar os dados a Caixa, entre outras obrigações.

A Prefeitura também fica obrigada a resolver qualquer pendência que impeça a continuidade da obra, evitando a paralisação da mesma em um prazo superior a 30 dias.

Por se tratar de verba municipal, o MPF se abstém de manifestação com relação ao mérito da legalidade e regularidade sobre valores caso o reajuste ou reequilíbrio seja concedido pela Prefeitura.

“(…) o ato, que poderá ser fiscalizado ou analisado pelos órgãos competentes, em especial o MPPR e o Tribunal de Contas”.

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Vereadores visitam famílias residentes no Arroio Dourado em Foz do Iguaçu. Veja fotos!

TAC no MP  prevê remoção das 63 famílias que residem próximo ao antigo “Lixão”

Uma comitiva de vereadores visitou, nesta segunda-feira (15), as famílias do Arroio Dourado, que residem ao lado da área do antigo “Lixão” de Foz do Iguaçu. A intenção, segundo os edis, é conhecer a realidade do local e antecipar as discussões da audiência pública do dia 24 de abril, convocada para debater a remoção dos moradores. A transferência está prevista em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado em 2016 com o Ministério Público.

A audiência, a partir das 9h da manhã, no Plenário da Câmara de Vereadores, foi convocada pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação, diante da polêmica gerada após a Prefeitura encaminhar o projeto de lei 28/2019, que trata de desafetação de área do município com a finalidade de construir casas para abrigar os moradores. São 63 famílias que residem no local. As primeiras se instalaram na área no final da década de 1980 e início dos anos 1990. As informações são de Ronildo Pimentel, no Gazeta Diário.

Em 1999, o ex-prefeito Harry Daijó foi notificado da necessidade de mudar as famílias do local. Com o descumprimento, foi movida uma ação judicial contra a Prefeitura. Em 2016, o ex-prefeito Reni Pereira assinou um TAC, onde o município se comprometeu com a remoção das famílias, devido aos supostos riscos que a área oferece à saúde humano.

“É importante que nós, como vereadores, conhecermos a realidade do Arroio Dourado e ouvir a comunidade”, disse o presidente da Comissão, João Miranda, que aproveitou para convidar toda comunidade à ir na audiência pública do dia 24. “Temos esta problemática aqui desde 1984. Então, acho que nós, como representantes da população, temos que dar esta atenção e é isto que os vereadores estão fazendo aqui”.

João Miranda lembrou do projeto em tramitação, que justifica a ida até os moradores para colher as informações corretas. “Tem gente que mora aqui há 40 anos, teve filhos aqui. As famílias merecem o nosso respeito e por isto estamos aqui”, afirmou. A intenção, de acordo com ele, é encontrar um mecanismo para que se suspenda a remoção das famílias que tramita na Justiça, até que se prove se é ou não uma área de risco.

“Em função desta ação do MP, é por isto que estamos colhendo estes dados para tomar uma decisão correta após a audiência. Assim poderemos estar juntos com o Executivo, para que não se sofra mais com esta história da mudança das famílias”, concluiu. Além dele, visitar o bairro o relator do projeto, Anderson Andrade e os vereadores Marcelinho Moura e Edson Narizão.

Distorções
o presidente da comunidade do Arroio Dourado, Marcílio Martins, disse que tem visto muita história distorcida, a respeito da remoção. “Por isto é bom os vereadores virem aqui ver como está hoje, não é como estão falando. Eles ficam falando lá, no Ministério Público, fazendo estas denúncias distorcidas”, afirmou.

De acordo com ele, pegaram uma história de 1990, “de disse que não disse” e vão fazer injustiça. “De repente vão remover as pessoas do Arroio Dourado, sem saber o porque. Não tem uma prova concreta. Mas nós não vamos aceitar isto, não vamos engolir. Aqui tem pessoas sérias, corretas, igrejas que sempre lotam nos finais de semana”, alertou.

“Aqui é um povo sadio, tranquilo, sem nenhum problema. Agora temos que provar ao contrário disto”, relatou Martins. A Unila, segundo ele, tem ajudado os moradores na questão. “Estamos encontrando apoio para mudar isto. Nós vamos dar um basta. Quero ver os vereadores, o prefeito Chico Brasileiro, o MP falando que a história aqui é diferente do que falaram lá”.

O presidente do Arroio Dourado aproveitou para agradecer aos vereadores pela visita: “é assim que se faz”, frisou. No local, eles constataram que as residências ficam mais ao sul e do lado de cima, mais ao norte, é onde está o antigo lixão, não tem habitação, logo não oferece riscos a saúde das pessoas.

“Vocês vieram e viram aqui que não é nada do que estão falando”, disse. Marcílio Martins informou que a água consumida pelas famílias é motivo de testes constantes da Sanepar, que verifica a qualidade. “Se a água estivesse ruim, eles falariam na hora”, completou.