1 cabeza 2022 (150 px × 50 px) (1)

Vereadoras da bancada feminina visitam cram para tratar de políticas públicas para mulheres em Foz

Serviço de acolhimento de mulheres vítimas de violência faz cerca de 150 atendimentos por mês

As vereadoras protetora Carol Dedonatti (PP) e Yasmin Hachem (MDB), membros da Bancada Feminina da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, estiveram em reunião com a coordenadora do CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência), Kiara Moraes Heck.

As parlamentares conheceram as instalações e os serviços prestados pelo centro e iniciaram tratativas para apresentação em conjunto de projetos e indicações que possam auxiliar e ampliar o atendimento prestado.

A equipe do Centro, composta por assistente social, advogado, psicólogo, educador social e coordenação, atende cerca de 150 mulheres por mês. “Não apenas vítimas de violência doméstica, damos acolhimento, oferecemos cursos profissionalizantes, assistência psicológica e jurídica e, se necessário, encaminhamos para uma casa abrigo”, explicou a coordenadora.

O CRAM integra a rede de proteção, coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e, apesar de muitas das políticas públicas para esse público serem estaduais e federais, é mantido atualmente unicamente com verbas municipais. “A luta das mulheres em situação de violência é de todos, pois atinge a sociedade inteira. Queremos propor e fiscalizar as políticas e ações que contemplem esse público”, afirmou a vereadora Carol Dedonatti.

Para buscar atendimento no local as mulheres que vivenciam um cotidiano violento não precisam passar antes pela Delegacia da Mulher. O local recebe demandas diretas e busca orientar e encaminhar essas mulheres em busca de seus direitos. “Muitas vítimas de violência doméstica não querem sair do relacionamento, querem se libertar da violência”, citou Kiara, “portanto, muitas sequer vão à delegacia”, finalizou. O CRAM ficva na Rua Padre Bernardo Plate, 1.250, Polo Centro (rua paralela à Avenida Paraná).

As crianças, filhas das vítimas, que sofrem o reflexo direto desta situação, também tem espaço no CRAM, lá elas encontram uma brinquedoteca e apoio psicológico.

“A criação da bancada feminina visa justamente dar maior visibilidade e espaço à causa e vamos buscar colaborar em todos os sentidos”, disse Yasmin Hachem.

Texto e foto: Assessoria Vereadora Protetora Carol Dedonatti (PP)